rede ex aequo

Olá Visitante20.jan.2019, 08:49:34

Autor Tópico: Desabafos LGBT...  (Lida 311336 vezes)

 
Desabafos LGBT...
#4320

Offline joana99azevedo

  • *
  • Novo Membro
  • Género: Feminino
Olá querida amiga...


Basta fazer uma pequena pesquisa na Internet para encontrar algumas respostas... Procurei o significado de sonhar com mãe que já morreu e de acordo com o MysticBr:


"Neste caso sonhar com a mãe que já morreu viva é nada mais nada menos que uma ilusão dos seus desejos."


Ou seja... É apenas um desejo seu, estar novamente com a sua mãe.


Muita força! <3

    Desabafos LGBT...
    #4321

    Offline interrupted

    • *
    • Novo Membro
    • Género: Feminino
    Imaginem-se num local banal, onde têm de ir todas as semanas para vos ser prestado um serviço (o qual não me sinto à vontade para revelar) e aos poucos começam a reparar numa das especialistas desse local. Só reparam nessa pessoa mais tarde porque só a viram semanas depois... Por uma questão de ser assim que funciona o tal serviço, não estava a olhar para ela e ela estava a falar comigo, a perguntar-me sobre as coisas que mais gosto de fazer, se já tinha visto determinado filme, ao qual digo que não mas que tinha visto o dos Queen e que tinha odiado ouvir comentários homofóbicos durante a sessão ao que ela responde "a mim esse tipo de comentários causa-me urticária". A conversa continua a fluir sempre no bom sentido e eu só penso "evita contacto ocular com ela". O tempo passou a correr, falámos imenso, achei a voz dela super agradável e os temas decorreram tão naturalmente que me agradaram imenso. Quando tive de olhar para ela evitei ao máximo, fiz por olhar para o que estava atrás dela ou para baixo, tudo menos para a cara dela, já me estava a sentir atraída sem a ter analisado fisicamente.


    Passaram-se três semanas sem a voltar a ver, mas aquele pensamento corroía-me... As nossas conversas vinham-me à mente e eu nem o nome dela sabia, mas queria tanto saber... Já me estava a sentir "apanhada" antes de o estar. Quando a voltei a ver sorrimos imediatamente uma para a outra e a conversa continuou a fluir super naturalmente, ela lembrava-se da conversa da vez anterior e até de pontos que eu nem tinha dado tanta atenção, pelo que falámos sempre... Comecei a reparar mais nela e a perceber que afinal a aparência física combinava completamente com o resto, não eram só as conversas que eram atraentes, nem o conteúdo que ela aparentava ter, nem a forma como ela se expressava, nem apenas a voz, mas o físico dela, a cara, o sorriso, o formato dos olhos, o formato do corpo dela... Mas pensei "Acalma-te, estás num sítio onde tens de manter a postura, mantém a postura e esquece esses sentimentos supérfluos". Até que tive uma tontura que me abalou completamente, como um terramoto, e ela ajudou-me, conforme ela me ajuda a sentar eu agarro-me a ela e sento-me, mantenho os olhos fechados porque perdi a noção do espaço. Abro os olhos, a cara dela está a aproximadamente um palmo de distância de mim, olho-a nos olhos (talvez com um dos meus olhares mais penetrantes de sempre) e reparo naqueles olhos verdes, reparo nas sardas que nunca tinha reparado... Ela próxima de mim, sem se afastar, eu continuo naquela posição desconfortável em que estava agarrada a ela e ela a mim, estávamos ambas com uma mão a tocar nas costas da outra, as cabeças inclinadas... Ninguém se mexe... Continuamos assim. "O que faço?" penso eu. Afasto-me num sobressalto, ela faz o mesmo. Fomos em direções opostas. O olhar continua fixo uma na outra, o olhar foi a única coisa que permaneceu imóvel. Ela é a primeira a ceder, vai embora... Não a volto a ver. Fico num estado de completa incompreensão, perplexa, a tentar digerir tudo o que se tinha passado ali. Até que veio outra pessoa à sala que disse que ela não tinha avisado que tinha saído e que pedia desculpa por eu estar lá sozinha. Pelo menos já sabia o nome dela...


    Da vez seguinte, ela foi à sala onde eu estava e fez de conta que não me viu, não trocámos qualquer palavra ou gesto.


    Passou o Natal e a passagem de ano...


    Início do ano, lá estava eu de volta. Cumprimenta-me com um sorriso enorme e pelo meu nome, o qual tento retribuir cheia de nervosismo. Fui para a sala com ela, a tremer por todo o lado, no entanto pouco tempo estive sozinha com ela. Comecei a tratá-la por tu nesse dia, não percebi se ela se interessou ou não, no entanto, como ela sempre o fez, decidi fazê-lo, ou melhor, saiu-me assim (sou apologista de que quando não há diferença de idades devemos tratar o outro como nos trata). Nesse dia o nervosismo levou a melhor, sempre que ela falava comigo não conseguia responder em condições, respondia coisas completamente ao lado, dizia piadas secas... E quando estavam outras pessoas na sala ao mesmo tempo conseguia falar bem com as outras pessoas, mas com ela não, em nenhum momento. Mais para a frente, nesse dia, fiquei sozinha com ela e estava a sentir-me muito ansiosa e disse-lhe "Queria pedir-te desculpa, tanto por hoje como por..." ela interrompeu-me nesse momento "Relaxa, não penses nisso. Leva as coisas com calma..." e a partir daí não consegui ouvir mais nada, ela falou mais algum tempo, mas não faço a mínima ideia daquilo que foi dito. Quando ela ia embora disse-lhe "Olha..." e calei-me subitamente, ela olhou para mim à espera que eu fosse dizer mais alguma coisa, esperou até que perguntou "Está tudo bem contigo?", eu menti e disse que sim. Não levaram dois minutos até isso acontecer e eu ter um ataque de pânico e pedir ajuda a alguém, incrivelmente é a ela mesmo que chamam para me acudir. Dei-lhe a mão, mas só ficava mais nervosa, mais ansiosa, com os sintomas mais ampliados... Tentava olhar para a cara dela mas o sentimento era de completo pânico, comecei a chorar em desespero enquanto lhe apertava a mão o mais forte que podia (tenho quase a certeza que a magoei). Entretanto chegou outra pessoa para me acudir e mandou-a embora, porque ela também estava a ficar "stressada" (pela minha experiência há pessoas que quando assistem a um ataque de pânico entram também num estado semelhante, ela pareceu ser uma delas). Não a vi mais nesse dia.


    Na semana seguinte voltei a vê-la mas não fiquei sozinha com ela em momento algum. Estávamos na sala três pessoas (eu, ela e outra colega dela) em completo ar de brincadeira, com muitos risos, ela sempre muito simpática e com um ar muito carinhoso para mim. Dessa vez também me senti mal, mas estive com a colega dela a falar, não tive nenhum ataque de pânico no entanto esteve muito perto. Adorei falar com a colega dela, que até me falou da pessoa de quem estou a falar este tempo todo. No final, já na sala de espera, estava a falar com a colega dela e eu estava com lágrimas nos olhos porque me sentia super abalada por outros eventos (e esse não ajudava), e a tal passa porque ia embora. Disse até amanhã à colega e bom fim de semana para mim, com um sorriso na cara, mas eu reparei que ela não olhou muito. Eu só disse "Espera", ela parou logo, olhou para trás a sorrir e quando me viu com lágrimas nos olhos mudou a expressão dela, fui até ela e, ou ganhei muita força ou fui muito espontânea e perguntei "Posso dar-te um abraço?" a resposta foi "Oh! É claro que podes" e abraçou-me. Aquele abraço foi mágico! Ninguém largava, ela segurava-me com força, eu retribuía conforme era a minha necessidade naquele momento, ela, um pouco mais alta que eu, começou a dar-me festinhas na cabeça e eu só consegui apertar-me mais contra ela, senti-la ainda mais perto, eu tinha os olhos fechados, estava a sentir aquele momento por completo, ela começou a dar-me beijinhos na cabeça, eu sentia as lágrimas a escorrer e o abraço mais apertado do que estava no início. Deixei-me estar ali, deixei-me absorver sem pensar em mais nada, sem pensar na "plateia", naquele momento só importava aquilo. De repente saiu-me a palavra "Desculpa" e foi aí que o abraço acabou e ela me disse "Tu não me deves desculpa por nada. Só tens de te preocupar contigo e pensar em ti, tens de melhorar, tens de me prometer que vais ficar boa, prometes?" "Não te posso prometer isso" "Mas faz por isso. A mim custa-me muito ver-te assim", não lhe consegui responder. Esta pequena conversa pós abraço foi feita sem largarmos as mãos e a olhar profundamente nos olhos uma da outra, continuamos assim uns segundos, até que eu lhe sorri e larguei a mão, viramos ambas as costas e ela foi embora. Eu voltei-me para a colega dela que estava a sorrir e com os olhos a lacrimejar, que me perguntou "E eu? Não tenho direito a um abraço?".


    (Continuará... Espero eu)





    Este meu longo desabafo tem duas vertentes, a primeira era porque precisava de por isto cá para fora, porque ando a pensar muito naquela pessoa e aquelas pequenas atitudes, que nada significam para alguém "normal" (quero dizer para alguém sem uma doença psiquiátrica), mexem imenso comigo. São dois meses em que vivo em constante receio que chegue aquele dia da semana porque não sei como vai ser, não sei se a vou ver, não sei se vou estar a sós com ela, não sei que vou dizer (porque quando estou a ter um episódio, ou surto, consigo dizer coisas muito inconvenientes), tenho medo de voltar a ter um ataque de pânico, de a tentar beijar, de me declarar quando na verdade isto é só uma "crush" (apesar de eu sentir isto super intensificado).
    A segunda vertente é ter 95% de certeza que ela é heterossexual, que só está a fazer o trabalho dela, que não pensa em mim dessa forma, que está a tentar agir como uma boa pessoa, que nem quer saber de mim para nada (a nenhum nível, nem como cliente), que diz que se preocupa e outras coisas semelhantes apenas por dizer, como muitas outras pessoas o fazem. Que senti aquele abraço de forma intensificada, que ela deve ser uma pessoa extremamente afetuosa que anda a espalhar carinho pelo mundo... O facto de ela se lembrar das conversas que temos e de as retomar em diversos pontos, mesmo quando não é ela que está comigo e que passa por lá (coisa que não entendo porque passa, talvez não tenha nada melhor para fazer), deve também ter a ver com a personalidade dela, há pessoas que têm excelente memória e apesar de estarem com dezenas de pessoas todas as semanas lembram-se de tudo que falaram com elas. Não sei...


    Não sei que achar, só sei que estou cheia de medo. Por um lado precisava de alguém que mexesse assim comigo, por outro lado sei que vou sair magoada.


    Obrigada a quem leu até ao fim.

      Desabafos LGBT...
      #4322

      Offline sleepy_heart

      • ****
      • Membro Sénior
      • Género: Feminino
      Imaginem-se num local banal, onde têm de ir todas as semanas para vos ser prestado um serviço (o qual não me sinto à vontade para revelar) e aos poucos começam a reparar numa das especialistas desse local. Só reparam nessa pessoa mais tarde porque só a viram semanas depois... Por uma questão de ser assim que funciona o tal serviço, não estava a olhar para ela e ela estava a falar comigo, a perguntar-me sobre as coisas que mais gosto de fazer, se já tinha visto determinado filme, ao qual digo que não mas que tinha visto o dos Queen e que tinha odiado ouvir comentários homofóbicos durante a sessão ao que ela responde "a mim esse tipo de comentários causa-me urticária". A conversa continua a fluir sempre no bom sentido e eu só penso "evita contacto ocular com ela". O tempo passou a correr, falámos imenso, achei a voz dela super agradável e os temas decorreram tão naturalmente que me agradaram imenso. Quando tive de olhar para ela evitei ao máximo, fiz por olhar para o que estava atrás dela ou para baixo, tudo menos para a cara dela, já me estava a sentir atraída sem a ter analisado fisicamente.


      Passaram-se três semanas sem a voltar a ver, mas aquele pensamento corroía-me... As nossas conversas vinham-me à mente e eu nem o nome dela sabia, mas queria tanto saber... Já me estava a sentir "apanhada" antes de o estar. Quando a voltei a ver sorrimos imediatamente uma para a outra e a conversa continuou a fluir super naturalmente, ela lembrava-se da conversa da vez anterior e até de pontos que eu nem tinha dado tanta atenção, pelo que falámos sempre... Comecei a reparar mais nela e a perceber que afinal a aparência física combinava completamente com o resto, não eram só as conversas que eram atraentes, nem o conteúdo que ela aparentava ter, nem a forma como ela se expressava, nem apenas a voz, mas o físico dela, a cara, o sorriso, o formato dos olhos, o formato do corpo dela... Mas pensei "Acalma-te, estás num sítio onde tens de manter a postura, mantém a postura e esquece esses sentimentos supérfluos". Até que tive uma tontura que me abalou completamente, como um terramoto, e ela ajudou-me, conforme ela me ajuda a sentar eu agarro-me a ela e sento-me, mantenho os olhos fechados porque perdi a noção do espaço. Abro os olhos, a cara dela está a aproximadamente um palmo de distância de mim, olho-a nos olhos (talvez com um dos meus olhares mais penetrantes de sempre) e reparo naqueles olhos verdes, reparo nas sardas que nunca tinha reparado... Ela próxima de mim, sem se afastar, eu continuo naquela posição desconfortável em que estava agarrada a ela e ela a mim, estávamos ambas com uma mão a tocar nas costas da outra, as cabeças inclinadas... Ninguém se mexe... Continuamos assim. "O que faço?" penso eu. Afasto-me num sobressalto, ela faz o mesmo. Fomos em direções opostas. O olhar continua fixo uma na outra, o olhar foi a única coisa que permaneceu imóvel. Ela é a primeira a ceder, vai embora... Não a volto a ver. Fico num estado de completa incompreensão, perplexa, a tentar digerir tudo o que se tinha passado ali. Até que veio outra pessoa à sala que disse que ela não tinha avisado que tinha saído e que pedia desculpa por eu estar lá sozinha. Pelo menos já sabia o nome dela...


      Da vez seguinte, ela foi à sala onde eu estava e fez de conta que não me viu, não trocámos qualquer palavra ou gesto.


      Passou o Natal e a passagem de ano...


      Início do ano, lá estava eu de volta. Cumprimenta-me com um sorriso enorme e pelo meu nome, o qual tento retribuir cheia de nervosismo. Fui para a sala com ela, a tremer por todo o lado, no entanto pouco tempo estive sozinha com ela. Comecei a tratá-la por tu nesse dia, não percebi se ela se interessou ou não, no entanto, como ela sempre o fez, decidi fazê-lo, ou melhor, saiu-me assim (sou apologista de que quando não há diferença de idades devemos tratar o outro como nos trata). Nesse dia o nervosismo levou a melhor, sempre que ela falava comigo não conseguia responder em condições, respondia coisas completamente ao lado, dizia piadas secas... E quando estavam outras pessoas na sala ao mesmo tempo conseguia falar bem com as outras pessoas, mas com ela não, em nenhum momento. Mais para a frente, nesse dia, fiquei sozinha com ela e estava a sentir-me muito ansiosa e disse-lhe "Queria pedir-te desculpa, tanto por hoje como por..." ela interrompeu-me nesse momento "Relaxa, não penses nisso. Leva as coisas com calma..." e a partir daí não consegui ouvir mais nada, ela falou mais algum tempo, mas não faço a mínima ideia daquilo que foi dito. Quando ela ia embora disse-lhe "Olha..." e calei-me subitamente, ela olhou para mim à espera que eu fosse dizer mais alguma coisa, esperou até que perguntou "Está tudo bem contigo?", eu menti e disse que sim. Não levaram dois minutos até isso acontecer e eu ter um ataque de pânico e pedir ajuda a alguém, incrivelmente é a ela mesmo que chamam para me acudir. Dei-lhe a mão, mas só ficava mais nervosa, mais ansiosa, com os sintomas mais ampliados... Tentava olhar para a cara dela mas o sentimento era de completo pânico, comecei a chorar em desespero enquanto lhe apertava a mão o mais forte que podia (tenho quase a certeza que a magoei). Entretanto chegou outra pessoa para me acudir e mandou-a embora, porque ela também estava a ficar "stressada" (pela minha experiência há pessoas que quando assistem a um ataque de pânico entram também num estado semelhante, ela pareceu ser uma delas). Não a vi mais nesse dia.


      Na semana seguinte voltei a vê-la mas não fiquei sozinha com ela em momento algum. Estávamos na sala três pessoas (eu, ela e outra colega dela) em completo ar de brincadeira, com muitos risos, ela sempre muito simpática e com um ar muito carinhoso para mim. Dessa vez também me senti mal, mas estive com a colega dela a falar, não tive nenhum ataque de pânico no entanto esteve muito perto. Adorei falar com a colega dela, que até me falou da pessoa de quem estou a falar este tempo todo. No final, já na sala de espera, estava a falar com a colega dela e eu estava com lágrimas nos olhos porque me sentia super abalada por outros eventos (e esse não ajudava), e a tal passa porque ia embora. Disse até amanhã à colega e bom fim de semana para mim, com um sorriso na cara, mas eu reparei que ela não olhou muito. Eu só disse "Espera", ela parou logo, olhou para trás a sorrir e quando me viu com lágrimas nos olhos mudou a expressão dela, fui até ela e, ou ganhei muita força ou fui muito espontânea e perguntei "Posso dar-te um abraço?" a resposta foi "Oh! É claro que podes" e abraçou-me. Aquele abraço foi mágico! Ninguém largava, ela segurava-me com força, eu retribuía conforme era a minha necessidade naquele momento, ela, um pouco mais alta que eu, começou a dar-me festinhas na cabeça e eu só consegui apertar-me mais contra ela, senti-la ainda mais perto, eu tinha os olhos fechados, estava a sentir aquele momento por completo, ela começou a dar-me beijinhos na cabeça, eu sentia as lágrimas a escorrer e o abraço mais apertado do que estava no início. Deixei-me estar ali, deixei-me absorver sem pensar em mais nada, sem pensar na "plateia", naquele momento só importava aquilo. De repente saiu-me a palavra "Desculpa" e foi aí que o abraço acabou e ela me disse "Tu não me deves desculpa por nada. Só tens de te preocupar contigo e pensar em ti, tens de melhorar, tens de me prometer que vais ficar boa, prometes?" "Não te posso prometer isso" "Mas faz por isso. A mim custa-me muito ver-te assim", não lhe consegui responder. Esta pequena conversa pós abraço foi feita sem largarmos as mãos e a olhar profundamente nos olhos uma da outra, continuamos assim uns segundos, até que eu lhe sorri e larguei a mão, viramos ambas as costas e ela foi embora. Eu voltei-me para a colega dela que estava a sorrir e com os olhos a lacrimejar, que me perguntou "E eu? Não tenho direito a um abraço?".


      (Continuará... Espero eu)





      Este meu longo desabafo tem duas vertentes, a primeira era porque precisava de por isto cá para fora, porque ando a pensar muito naquela pessoa e aquelas pequenas atitudes, que nada significam para alguém "normal" (quero dizer para alguém sem uma doença psiquiátrica), mexem imenso comigo. São dois meses em que vivo em constante receio que chegue aquele dia da semana porque não sei como vai ser, não sei se a vou ver, não sei se vou estar a sós com ela, não sei que vou dizer (porque quando estou a ter um episódio, ou surto, consigo dizer coisas muito inconvenientes), tenho medo de voltar a ter um ataque de pânico, de a tentar beijar, de me declarar quando na verdade isto é só uma "crush" (apesar de eu sentir isto super intensificado).
      A segunda vertente é ter 95% de certeza que ela é heterossexual, que só está a fazer o trabalho dela, que não pensa em mim dessa forma, que está a tentar agir como uma boa pessoa, que nem quer saber de mim para nada (a nenhum nível, nem como cliente), que diz que se preocupa e outras coisas semelhantes apenas por dizer, como muitas outras pessoas o fazem. Que senti aquele abraço de forma intensificada, que ela deve ser uma pessoa extremamente afetuosa que anda a espalhar carinho pelo mundo... O facto de ela se lembrar das conversas que temos e de as retomar em diversos pontos, mesmo quando não é ela que está comigo e que passa por lá (coisa que não entendo porque passa, talvez não tenha nada melhor para fazer), deve também ter a ver com a personalidade dela, há pessoas que têm excelente memória e apesar de estarem com dezenas de pessoas todas as semanas lembram-se de tudo que falaram com elas. Não sei...


      Não sei que achar, só sei que estou cheia de medo. Por um lado precisava de alguém que mexesse assim comigo, por outro lado sei que vou sair magoada.


      Obrigada a quem leu até ao fim.

      Obrigada a ti pela partilha... o episódio e si e, principalmente, a forma como o contaste fizeram-me suspirar e dou por mim a sorrir e com os olhos em lágrimas em simultâneo. Tudo o que mexe connosco pode ser assustador mas tenta ao máximo não "sabotar" essa história que espero que tenha muito mais "linhas" e que termine de forma muito feliz! :) Muito boa sorte para ti!!! :) E obrigada, mesmo, por esta taquicardia tão boa ao ler-te! Escreves com muita emoção! Isso é maravilhoso!
        As "desculpas" sempre me pareceram ridículas porque sou o tipo de pessoa que soluciona. Permitam-me a analogia: tenho sempre lugar no meu carro? Não, às vezes ele enche. E enquanto ainda estão todos/as a pensar em quem deixar para trás já eu estou a telefonar para alugar um autocarro. (D. C.)

         

        Tópicos relacionados

          Assunto / Iniciado por Respostas Última mensagem
        Músicos LGBT favoritos?

        Iniciado por bluejazz « 1 2 ... 52 53 » Geral

        1045 Respostas
        153025 Visualizações
        Última mensagem 25 de Novembro de 2013
        por Diotima
        Turismo LGBT ou LGBT-friendly

        Iniciado por A1 « 1 2 3 4 » Geral

        69 Respostas
        16809 Visualizações
        Última mensagem 26 de Abril de 2011
        por SoWhat
        5124 Respostas
        383048 Visualizações
        Última mensagem Há 2 semanas
        por Jiyoana
        14 Respostas
        3970 Visualizações
        Última mensagem 15 de Fevereiro de 2015
        por miúda esquisita
        45 Respostas
        9298 Visualizações
        Última mensagem 18 de Setembro de 2016
        por Jiyoana