Lembro-me da desilusão que senti durante o início da minha "idade adulta". Durante alguns anos achei que entre os 18 e os 21 anos as coisas se cimentariam, começariam a ser sérias e com sentido mas rapidamente percebi que a idade e características do infantário se prolonga na maioria das pessoas durante muitos anos e nalguns casos até sempre. Sempre me diverti mas sempre tive um lado muito sério, de responsabilidade, sempre gostei de regras... não, não as que proibem só por proibir... mas as que orientam. Tudo o que me esforcei por aprender, por absorver, por praticar foi posto em causa: não que não fosse antes, mas na idade adulta considerei grave ver certos valores expressos na minoria e não na maioria. Uns copos fazem bem à alma, mas uns copos com conversas de reflexão... a mim, sabem-me tão melhor! Foi quase insuportável ter andado durante anos a ouvir conselhos adultos e perceber que a maioria dos adultos não os colocava em prática. Lembro-me de tantas injustiças... que só reforçam a verdadeira palhaçada que o mundo adulto é. Lembro-me de ter posto em causa o valor de alguns/algumas dos/as meus/minhas professores/as universitários/as devido aos seus comportamentos negligentes em relação à verdadeira aferição do conhecimento. Um deles, no fim de um exame absolutamente vergonhoso em que ele simplesmente anuiu com os copianços de cerca de 60 por cento da sala, disse-me "Não sou polícia." Claro que não... ele não era um polícia... ele era um nabo disfarçado de professor porque os/as verdadeiros/as professores/as sabem que uma das suas funções é avaliar o conhecimento dos/as alunos/as. É claro que para a maioria de adultos/as mal formados/as ele era o fixe e a tipa secante era eu. Enfim, palhaços/as a mandar números aleatórios para o ar... num mundo em que, infelizmente, os números são mais importantes do que a forma como se chega a eles. Felizmente pude conhecer pessoas de valor com quem nessa altura pude ter conversas interessantes, tão raras...
É por tudo isto que sigo o meu caminho e não vou em cantigas. Porque sigo o que sinto, porque sei do que sou feita e prefiro a margem ao "rebanho desordenado".