rede ex aequo

Olá Visitante31.mar.2020, 16:47:50

Autor Tópico: Histórias, Contos e Fábulas  (Lida 18208 vezes)

 
Re:Histórias...
#20

^_~

  • Visitante
::) Parece que existe um sítio em Viseu  ::) onde se reunem pessoas  ::) e que se chama  ::)

O Mastro Bar


 :o



 :o :o :o
Isso é tb o nome de um bar aqui na Costa! :P

 :-*

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    #21

    Offline Azuth

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    Fotos de satelite de Antes e Depois
     
    http://homepage.mac.com/demark/tsunami/

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    #22

    Offline Azuth

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    O CÃO E O FRASCO

    -- Meu belo cão, meu cãozinho, vem cá, vem respirar um excelente perfume comprado na melhor perfumaria da cidade.

    E o cão, agitando a cauda, o que é, suponho, entre esses pobres seres, o sinal correspondente ao sorriso, mete o nariz no frasco destampado; mas subitamente, recuando de susto, late contra mim, à feição de reprimenda.

    -- Ah, miserável cão, se eu te houvesse oferecido um embrulho de excremento, decerto o cheirarias com delícia e talvez o tivesse devorado. Assim, ó indigno companheiro de minha triste vida, tu te assemelhas ao público, a quem nunca se deve apresentar perfumes delicados, que o exasperem, mas imundícies cuidadosamente escolhidas.

    Charles Baudelaire

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    #23

    Offline petrakant

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     :'(

    A burrice vai conquistar o mundo. Seja em prosa ou em verso. Ela está por toda parte: à esquerda bisonha, à direita histérica, ao centro indeciso... E no Setentrião arrogante e no Meio-Dia dos famintos, no Levante dos fanáticos e no Poente dos niilistas. Por toda a parte, a burrice, santa burrice, vela por nós. Para ela não há ideologia nem cor, nem bandeira nem limite, pois ela herdará o mundo... A toda hora a burrice se alastra como vendaval pelo campo e pela cidade, vomitando a si mesma sem nada sorver. Afoga-nos com a auto-suficiência, humilha-nos com a incapacidade, corrompe com a miopia de fracos e fortes, eterno sorvedouro de egos inflados de vazio e enfastiados do nada de todo dia.
     :-\
      Sunshine and rainy weather go hand in hand together all your life…

      http://beijosdealma.blogspot.com/

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      #24

      Offline Azuth

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      Frases retiradas de revistas femininas da década  de 50 e 60:

       ::)

      "Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas!"- Jornal das Moças,1957

      "Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto." - Revista Claudia,1962  lol :devil

      "A desarrumação numa casa-de-banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa."- Jornal das Moças,1965  ;D txau moço  ;D

      "A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos." - Jornal das Moças,1959  lol catarina rebola a rir  lol

      "Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa."
      Jornal das Moças, 1957  :-X ainda hoje  :-X  >:( mãe, não és meu marido  >:(

      "A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma mulher que não tenha resistido a experiências pré-núpciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara." Revista Claudia, 1962  ::) naquele temponão se muniam de preservativo tinham que levar um escoparo e o
      martelo  ::)

      "Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu." -Revista Querida, 1954.  ::) agora é preciso ceder

      "Noivado longo é um perigo."- Revista Querida,1953  ::) conheço ainda quem diga quando isso acontece, já ninguém a quer  ::) já foi usada ::)

      "É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido." Jornal das Moças,1957

      E para finalizar, a " mais mais " de todas:

      "LUGAR DA MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA MASCULINIZA."- (Revista Querida, 1955) lol miué muié lol ti cuida muié lol

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      #25

      Kata_Rokar

      • Visitante
      "A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos." - Jornal das Moças,1959   

       [smiley=estrelas.gif]

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        #26

        vampiresca

        • Visitante
        "LUGAR DA MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA MASCULINIZA"   lol lol lol lol lol lol lol lol

         :devil  VAMPIRESCA   :devil

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          #27

          Offline Azuth

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            • No one is there!
           ::) não sei como é com vocês, mas a minha mãe foi educada nessa maneira de pensar.

          Eu sei que os tempos mudam, mas na maioria dos casos, as mentalidades são difíceis de mudar. E torna-se um pouco complicado o dia-a-dia das pessoas.

          Para quem tem avós e até mesmo os pais, alguns até tem modos de pensar semelhantes a esses..

          e temos um enorme choque cultural entre gerações :P

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          #28

          Kata_Rokar

          • Visitante
          ::) não sei como é com vocês, mas a minha mãe foi educada nessa maneira de pensar.

          Eu sei que os tempos mudam, mas na maioria dos casos, as mentalidades são difíceis de mudar. E torna-se um pouco complicado o dia-a-dia das pessoas.

          Para quem tem avós e até mesmo os pais, alguns até tem modos de pensar semelhantes a esses..

          e temos um enorme choque cultural entre gerações :P

          Por muito que isso custe, é bem verdade... tenho essa realidade bem presente em quase toda a minha família, embora não nos meus pais e na minha bisavó, que é muito mais liberal que muita gente de 20 e poucos anos.
          É perfeitamente aceitável que as gerações mais velhas tenham algumas tradições enraizadas.. ou se tem a mente aberta desde sempre ou então é difícil por de parte certas ideias feitas. É realmente complicado mudar as mentalidades, leva tempo...

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            #29

            Offline Azuth

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            a inergonomia


             lol gosto tanto de inventar palavras

            tendo em conta que já desde ontem que é domingo por estas bandas :-X

            achei um site que mostra alguns objectos impossíveis, isto é que não são ergonómicos....

            http://www.cienaniosdeperdon.com.ar/IO/Varios.htm

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            #30

            Offline Azuth

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             lol gostei especialmente deste, dedicado a todos aqueles que nos perguntam as horas  lol



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            #31

            Offline _angelgirl26_

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              • Asas de Anjo
            O amor e a loucura!

            Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da terra.
            Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, lhes propôs:
            - Vamos brincar de esconde-esconde?
            A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou: Esconde-esconde? Como é isso?
            - É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo. O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.
            A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.
            Mas nem todos quiseram participar.
            A VERDADE preferiu não esconder-se, para quê? Se no final todos a encontravam?
            A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não arriscar-se.
            - Um, dois, três, quatro... - começou a contar a LOUCURA.
            A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho.
            A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.
            A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos - se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim, acabou escondendo-se em um raio de sol.
            O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cómodo, mas apenas para ele.
            A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões.
            O ESQUECIMENTO, não recordo-me onde escondeu-se, mas isso não é o mais importante.
            Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores.
            - Um milhão - contou a LOUCURA, e começou a busca.
            A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus no céu sobre zoologia.
            Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.
            Em um descuido encontrou a INVEJA, e claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO.
            O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.
            De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede, e ao aproximar-se de um lago descobriu a BELEZA.
            A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado esconder-se.
            E assim foi encontrando a todos.
            O TALENTO entre a erva fresca; a ANGÚSTIA em uma cova escura;
            a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano);
            e até o ESQUECIMENTO, a quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde.
            Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local.
            A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, em baixo de cada rocha do planeta, e em cima das montanhas.
            Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral.
            Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito.
            Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.
            A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.
            Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra: O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.
              "Simplicidade é ter todas as flores do mundo e querer apenas uma rosa, é ter a imensidão do universo e querer apenas uma estrela, é ter o oceano e querer apenas uma gota de água, é poder ter todas as mulheres mas amar e desejar apenas uma......"

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              #32

              Offline Azuth

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              Oral da cadeira de Anatomia do curso de medicina

              Prof: Descreva o fígado.

              Aluno: Os fígados...

              Prof: Os fígados??!! Quantos são?

              Aluno: Dois. Direito e esquerdo!

               

              Oral da cadeira de psicologia do curso de medicina

              - Onde se localiza o centro de inteligência...?(área do córtex cerebral)

              - Nos Estados Unidos da América.

               

              Curso de Segurança Social, numa universidade privada lisboeta.

              - Diga-me lá porque é que a taxa de natalidade é menor nos países desenvolvidos.

              - Porque se trabalha mais do que nos países subdesenvolvidos.

              - Ai sim?

              - E tem-se menos tempo.

              - Menos tempo para quê?

              - (o aluno, hesitante e já embaraçado) Menos tempo para fazer amor.

               

              Oral na Faculdade de Medicina de Coimbra

              - Minha senhora, diga-me, por favor, qual é o órgão do corpo humano que dilata até sete vezes o seu tamanho normal. A aluna retorce-se, transpira, cora indecentemente. Decide mesmo recusar-se a responder à pergunta. Numa sucessão de respostas infelizes a outras questões, acaba por chumbar. Na oral imediatamente seguinte, o professor resolve insistir na pergunta.

              - Minha senhora, qual é o órgão do corpo humano que dilata até sete vezes o seu tamanho normal?

              - (a aluna, respondendo prontamente) É a íris, senhor professor.

              - (O examinador, com um sorriso largo) Por favor, diga à sua colega que vai ter muitas desilusões ao longo da vida.

               

              Exame numa universidade privada, em Lisboa

              - Dê-me um exemplo de um mito religioso.

              - Um mito religioso? Sancho Pança.

              (estupefacto, o professor pede ao aluno para este escrever o que acabou de dizer. O aluno escreve no papel: "S. Xupanssa").

               

                Prova oral da cadeira de Direito Constitucional, numa Universidade privada de Lisboa.

              - O que aconteceu no 25 de Abril foi o início do regime autoritário salazarista. Mas quem subiu ao poder foi o presidente do então PSD, Álvaro Cunhal, que viria a falecer em circunstâncias misteriosas no acidente de Camarate.

               - Quais são as batalhas mais importantes da história portuguesa?

              - Antes de mais, senhor doutor, a batalha de Alves Barrota.

              O exame terminou aqui.

               

               Num instituto superior da capital, 1º ano de Relações Internacionais.

              A cadeira é Ciência Política. O professor é um distinto deputado à Assembleia da República. A aluna, com rara convicção, explica ao examinador tudo o que se passou no 25 de Abril de 1974: "A revolução de 74 significou a queda de um regime militar dominado pelo almirante Américo Tomás e pelo marechal Marcelo Caetano, que governava o país depois de deposto o último rei de Portugal, Oliveira Salazar. O 25 de Abril foi uma guerra entre dois marechais: o marechal Spínola e o marechal Caetano". Obviamente, chumbou.

               

              Outra versão, ainda mais criativa, desta vez numa Universidade privada de Lisboa, no 3ºano de Relações Internacionais.

              - Descreva-me brevemente o que foi o 25 de Abril de 1974.

              - Foi um golpe levado a cabo pelos militares, liderados por Salazar, contra Marcelino Caetano.

              - (o professor, já disposto a divertir-se) E como enquadra o processo de descolonização nesse contexto?

              - Bem, a guerra em África acabou quando Sá Carneiro, que, entretanto subiu ao poder, assinou a paz com os líderes negros moderados. Foi por causa disso que ele e esses líderes morreram todos em Camarate.

              - Já agora, pode dizer-me quem era o presidente da República Portuguesa antes de 1974?

              - Samora Machel.

              Conta quem assistiu à oral que o professor quase agrediu a aluna.

               

              Uma professora de Direito Constitucional numa universidade privada do Porto questiona o aluno sobre a Constituição de 1933. Esta consagra a impossibilidade de os descendentes da casa de Bragança se candidatarem à presidência da República.

              - "Diga-me lá porque é que D. Duarte, segundo a Constituição portuguesa de 1933, não poderia candidatar-se à presidência da república?".

              - "Porque ele é actualmente o presidente português".

               

              Noutra resposta à mesma pergunta, que esta professora recebeu:

              - "Porque vivemos num sistema monárquico".

               

              Numa outra prova oral de Direito Constitucional, o examinador pergunta ao aluno:

              - Quem substitui o presidente Jorge Sampaio em caso de impossibilidade temporária deste?

              - A mulher dele, a Maria José Ritta.

               

               Uma universidade privada em Lisboa, 1997. A correcção manda que se diga que "as leis são emanadas pela Assembleia da República".

              Discorrendo sobre o processo legislativo, um aluno responde que "as leis vêm em manadas da Assembleia da República".

               

               1º e 2º ano do curso de Relações Internacionais, numa universidade privada de Lisboa. 1988/1996. Algumas preciosidades.

               - Quem é o actual presidente dos Estados Unidos?

              - O Perez Troika.

               - Paris é a capital de que país?

              - Bruxelas.

               - Quando foi a Revolução Liberal em Portugal?

              - Em 1640.

               - Diga-me, por favor, o que é a Nato.

              - É a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

              - E a OTAN?

              - (o examinado, depois de pensar demoradamente) Bem, aí a doutrina divide-se.

               - Então diga-me lá qual era o nome próprio de Hitler?

              - Heil.

               - Minha senhora, em que época histórica situa Adolfo Hitler?

              - No século XVIII, senhor professor.

              - Tem a certeza?

              - Não! Desculpe. No século XVII.

               - Quem foi o grande impulsionador do nazismo?

              - (o aluno, rápido e incisivo) O Fura João Hitler.

              - O "Fura".

              ·         Sim. É a designação hierárquica de Hitler.

               

              Numa outra oral. Cadeira de História das Ideias Políticas e Sociais.

              - Qual é a obra de fundo de Adolfo Hitler?

              - É a Bíblia alemã.

               - Pode dizer-me o que é um genocídio?

              - É a morte dos genes.

              - Como?

              - É a morte dos genes e dos fetos.

               

              Cadeira de Direito Internacional Público, uma universidade privada do Porto.

              O professor, desesperado com a vacuidade das respostas de certo aluno em orais da especialidade, resolve tentar ajudar, recorrendo à geografia. Questionado sobre a localização da Escandinávia, o aluno responde que fica algures na Ásia. O examinador, rendido, brinca agora.

              - Podemos então passar a chamar-lhe Escandinásia.

              - Se calhar, senhor doutor.

              - Não sabe que a Escandinávia fica na Europa?

              - Pois é, tem razão!

              - E fica a Norte ou a Sul?

              - A sul.

              - E sabe apontar-me alguma característica dos escandinavos?

              - (o aluno, depois de longa pausa) Bem, eu acho que eles não são pretos.


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              #33

              girl_lx

              • Visitante
              Nao sei se será o topico ideal para post isto mas nao encontrei nenhum que se adquase expecificamente ao que vou postar por isso decidi por neste:

              Contos de encantar dos tempos modernos

              Os contos de encantar já são todos muito, muito antigos, mas decerto não teriam o mesmo desenrolar se fossem feitos ou contados agora...

              Senão, vejamos...
              Aposto que a Cinderela jamais teria dormido junto à lareira a sonhar com o dia em que não teria de passar os vestidos das irmãs e da madrasta a ferro. Se fosse agora a família da Cinderela teria uma empregada doméstica e a madrasta e as irmãs usariam fatos em poliéster, que não necessitam de ser engomados. Além disso, se a Cinderela fosse obrigada a tocar numa vassoura ou pano do pó, processaria a família por maus tratos e teria direito a notícia de abertura num qualquer telejornal.

              Quanto à história da Branca de Neve... meus amigos... a madrasta da Branca de Neve não teria de ficar angustiada com o facto de a enteada ser mais bela. Consultaria um cirurgião plástico e resolveria o problema com um nariz helénico, uns lábios grossos e contornados e uns olhos rasgados. E a Branca de Neve nunca iria fugir para uma pobre e triste cabaninha no meio da floresta... nada disso. A nossa menina iria alojar-se num condomínio fechado frente ao mar, com piscina aquecida, health club e segurança 24 horas. E não iria ficar a dormir à espera de um qualquer príncipe, em vez disso iria para uma discoteca da moda tentar conquistar um trintão charmoso.

              Quanto à Carochinha, a Carochinha... em vez de tentar arranjar um marido exibindo os seus dotes de primorosa dona de casa, anunciando à janela que pretendia casar, seria uma "mulher" de carreira, envolvida em dois ou três projectos de extrema importância institucional, reuniria um currículo invejável de cursos de formação e pós-graduações, iria ao ginásio três vezes por semana, compraria roupas das melhores marcas e seria divertida, elegante e inteligente. Ah, é claro, não andaria por aí a pedir, por favor, para se casar. Em vez disso, teria relações fugazes com vários Joões Ratões e faria terapia no psiquiatra para tentar ultrapassar os desgostos amorosos.

              Na história moderna da Capuchinho Vermelho a avó, em vez de pedir que a neta lhe levasse o lanche, telefonaria para um restaurante take-away para pedir Bife três pimentas com batatinhas novas e cenouras salteadas. Convidaria a neta para almoçar e esta dirigir-se-ia até à casa da avó num magnífico descapotável vermelho. Mais tarde o caçador e o lobo mau apareceriam para tomar café. Ah, e o lobo levaria meio quilo de miniaturas de bolas de berlim para a avozinha.

              A história do Patinho Feio teria também outros contornos... o pequeno patinho seria um adolescente problemático e anoréctico, invadido por imensas crises existenciais. Leria Camus, Sartre e Kafka, faria ioga e seria incompreendido pelos patinhos e patinhas da mesma idade. Um dia, e depois de muitas terapias e cursos de autoconhecimento, o patinho experimentaria a grande mudança da sua vida... Passaria a interessar-se por automóveis e roupas, a sair à noite, a fazer solário, a ler as revistas cor-de-rosa para ter as fofocas do jet-set em dia e, aos olhos, de todos, passaria a ser um glorioso cisne.

              Um dia destes ainda aparece aí um reality show para recrutar personagens de contos de encantar modernos, portanto, meninos e meninas, atenção! Quem sabe não podem vir a ser uma nova Bela Adormecida, um novo Lobo Mau, uma formiga moderna ou uma Cachinhos Dourados do século XXI.

              Angie TJ

                Histórias...
                #34

                Offline Azuth

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                  • No one is there!
                Existem várias histórias sobre a verdadeira origem da Mulher…


                Aquela que todos nós sabemos é a da costela que foi arrebanhada ao Adão ;D

                Uma outra história diz que Deus, no  seu acto da Criação, fez o homem e não gostou, e pensou "Depois eu melhoro" e mais tarde, com o tempo, fez um homem mais elaborado, a que chamou Mulher, que é  "melhor" em  Aramaico (tribos semíticas, que habitavam as regiões das embocaduras do Tigre e Eufrates).


                E esta, hein?!?  ;D


                Histórias...
                #35

                EYre

                • Visitante
                Janela indiscreta

                Um apartamento habitado por três raparigas e um rapaz. Cada um tinha o seu quarto. Mas também havia gente que passava e alguns vinham de visita e ficavam.

                O quarto de banho dava por uma janela alta para um saguão, o qual na parede oposta tinha uma janela pequena e quadrada parcialmente tapada por uma fila de livros sobre uma estante. Era portanto possível procurar um livro, folhear um álbum, ler alto uma estrofe de um poema e, sem querer, olhar pela janela pequena e ver a janela alta em frente que podia estar aberta ou fechada conforme os casos e as ocasiões.

                Aconteceu, quando Lúcia buscava um livro, ver Clara a tomar duche, de pé na banheira e deixou-se ficar. Viu-a fazer demorar a água nos lugares misteriosos onde o corpo interior vem à superfície, a boca, o sexo, o que a imobilizou, fazendo-a sentir o que desconhecia e a fez fugir, deixando desarrumado o livro que abrira.

                Quando o telefone tocou era para ela, que chamaram e depois procuraram pela casa inteira, descobrindo-a fechada no quarto sem pretender responder ao que quer que fosse.

                Pedro Paixão
                in "Amor Portátil"

                  Histórias...
                  #36

                  Offline Thumbnail

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                    • Bravis esse laboro, obscuro fio
                  Era uma vez a guitarra que não tocava, que não sorria, que não chorava, que não se exaltava com o vento...que era apenas e só... Ela!
                  Era uma vez uma guitarra cuja essência era o mar, cuja vontade era ser, cuja barreira era voar, cujas melodias eram a eternidade do prazer!
                  Era uma vez...

                  Era sim uma guitarra bem trabalhada com um esboço estranho de solidão escrito na sua pele... Uma guitarra que sabia o que queria mas que não sabia como o ser. Mas cantava, cantava tanto e tanto voava, nas terras bloqueada porque o seu sorriso uivava mais alto que todo o nosso ser.

                  Um dia viu-se unida à melodia de um violoncelo e juntos se encantaram nas vozes que soltavam, nas baladas que escreviam, nas cordas que se completavam.

                  Eram diferentes... mas uniram-se.

                  Ao inicio, apenas falaram. Por entre Lydians e Dorians. Os sorrisos iam aparecendo e eles...falavam... Havia algo que os unia: a música. Deambulavam ambos pelos mesmos caminhos. Cantavam, viviam, dançavam...eram...eternos! Quão belos, quão grandes...quão...altos.

                  Até que um dia o violoncelo se lembrou que sem maestro nada eram e que não iam ser tão altos quanto o que realmente queriam porque a sua solidão os prendia. Porém, a guitarra lançou uma sinfonia de dialécticas materiais e lançou--se ao mundo como ao violoncelo e antes que este pudesse dizer qualquer coisa, já ambos se envolviam num turbilhão de notas, de oscilações melódicas, na luz da sua união. Estavam...

                  ...Felizes. Mas nessa felicidade as lágrimas eram exaltadas pela música e cada acorde era uma maré, cada escala uma realidade, cada pausa um momento eterno... Eram verdadeiros. Eram reais. Derramavam as lágrimas do que eles próprios diziam. E nessas lágrimas, o sangue e nesse sangue a magia e na magia...

                  ...Na magia... quando envoltos no téctrico melódico, quando quase na hora do alvoroço sentimental...o fogo.

                  Pararam. Dançaram, sim, mas pararam. Olharam-se e olharam o fogo que escorria dos olhos de cada um, que deslizava as cordas de cada um, que uivava o oco de cada um, que se prolongava no eterno de cada um...

                  O fogo elevou-se, a música recomeçou, desta vez, sozinha. E eles olharam-se e viram-se na impossíbilidade de se agarrarem um ao outro, porque o fogo era deles e eles eram os polos opostos... A luz era a escuridão e a escuridão a inocencia das brumas....

                  Eles eram... felizes...

                  Eles eram... o impossível...
                    Pertence ao fenómeno universal da natureza humana que o tétrico, o medonho e até o horrível brotem com irresistível beleza (Schiller)

                    Histórias, Contos e Fábulas
                    #37

                    Offline Sorriso metálico

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                    Aqui fica uma história, que dei no 5º ano de escola e nunca mais esqueci!adoro esta hoistória

                    Os Dez Anõezinhos da Tia Verde Água


                    Era uma vez uma mulher casada, mas que se dava muito mal com o marido, porque não trabalhava nem tinha ordem no governo da casa.
                    Começava uma coisa e logo passava para outra, tudo ficava a meio, de forma que quando o marido voltava para casa à noite nem tinha o jantar feito, nem água para os pés, nem a cama feita.
                    As coisas foram andando assim, até que o homem lhe começou a bater, e ela a passar muito má vida. A mulher andava triste por o homem lhe bater, e tinha uma vizinha a quem se foi queixar, a qual era velha e se dizia que as fadas a ajudavam. Chamavam-lhe a Tia Verde-Água.
                    – Ai, tia! Vocemecê é que me podia valer nesta aflição!
                    – Pois sim, filha. Eu tenho dez anõezinhos muito trabalhadores, e mando-tos para tua casa para te ajudarem...

                    A velha começou a explicar-lhe o que devia fazer para que os dez anõezinhos a ajudassem: que quando pela manhã se levantasse fizesse logo a cama, em seguida acendesse o lume, depois enchesse o cântaro de água, varresse a casa, arranjasse a roupa, e no intervalo em que cozinhasse o jantar fosse dobando as suas meadas, até o marido chegar.
                    Foi-lhe assim indicando o que havia de fazer, que em tudo isto seria ajudada sem ela o sentir pelos dez anõezinhos. A mulher assim fez, e se bem o fez melhor lhe saiu.

                    Foram-se assim passando os dias, e o marido estava tão pasmado por ver a mulher tornar-se tão arranjada e limpa que lhe disse que assim viveriam como Deus com os anjos.
                    A mulher contente por se ver agora feliz, foi a casa da Tia Verde-Água agradecer-lhe o favor que lhe fez.
                    – Ai, minha Tia, os seus dez anõezinhos fizeram-me um grande serviço! Trago agora tudo arranjado, e o meu homem anda muito meu amigo. O que lhe eu pedia agora é que mos deixasse lá ficar.
                    A velha respondeu-lhe:
                    – Deixo, deixo. Pois tu ainda não viste os dez anõezinhos?
                    – Ainda não; o que eu queria era vê-los.
                    – Não sejas tola; se tu queres vê-los olha para as tuas mãos. Os teus dedos é que são os dez anõezinhos.
                    A mulher compreendeu o que tinha acontecido, e foi para casa satisfeita consigo mesma por ter aprendido a ter gosto pelo seu trabalho.

                      Histórias, Contos e Fábulas
                      #38

                      Offline ♙Angelita/Devilita♟

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                      • Membro Ultra
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                      Fabula China



                      Se cuenta que allá para el año 250 A.C., en la China antigua, un príncipe de la región norte del país estaba por ser coronado emperador, pero de acuerdo con la ley, él debía casarse. Sabiendo esto,decidió hacer una competencia entre las muchachas de la corte para ver quién sería digna de su propuesta. Al día siguiente, el príncipe anunció que recibiría en una celebración especial a todas las pretendientes y lanzaría un desafío.

                      Una anciana que servía en el palacio hacía muchos años, escuchó los comentarios sobre los preparativos. Sintió una leve tristeza porque sabía que su joven hija tenía un sentimiento profundo de amor por el príncipe. Al llegar a la casa y contar los hechos a la joven, se asombró al saber que ella quería ir a la celebración. Sin poder creerlo le preguntó:

                      "¿Hija mía, que vas a hacer allá? Todas las muchachas más bellas y ricas de la corte estarán allí. Sácate esa idea insensata de la cabeza. Sé que debes estar sufriendo, pero no hagas que el sufrimiento se vuelva locura"

                      Y la hija respondió: "No, querida madre, no estoy sufriendo y tampoco estoy loca. Yo sé que jamás seré escogida, pero es mi oportunidad de estar por lo menos por algunos momentos cerca del príncipe. Esto me hará feliz"

                      Por la noche la joven llegó al palacio. Allí estaban todas las muchachas más bellas, con las más bellas ropas, con las más bellas joyas y con las más determinadas intenciones. Entonces, finalmente, el príncipe anunció el desafío: "Daré a cada una de ustedes una semilla. Aquella que me traiga la flor más bella
                      dentro de seis meses será escogida por mí, esposa futura, emperatriz de China"

                      La propuesta del príncipe seguía las tradiciones de aquel pueblo, que valoraba mucho la especialidad de cultivar algo, sean: costumbres, amistades, relaciones, etc.

                      El tiempo pasó y la dulce joven, como no tenía mucha habilidad en las artes de la jardinería, cuidaba con mucha paciencia y ternura de su semilla, pues sabía que si la belleza de la flor surgía como su amor, no tendría que preocuparse con el resultado.

                      Pasaron tres meses y nada brotó. La joven intentó todos los métodos que conocía pero nada había nacido. Día tras día veía más lejos su sueño, pero su amor era más profundo.Por fin, pasaron los seis meses y nada había brotado. Consciente de su esfuerzo y dedicación la muchacha le comunicó a su madre que sin importar las circunstancias ella regresaría al palacio en la fecha y hora acordadas sólo para estar cerca del príncipe por unos momentos.

                      En la hora señalada estaba allí, con su vaso vacío. Todas las otras pretendientes tenían una flor, cada una más bella que la otra, de las más variadas formas y colores. Ella estaba admirada. Nunca había visto una escena tan bella.

                      Finalmente, llegó el momento esperado y el príncipe observó a cada una de las pretendientes con mucho cuidado y atención. Después de pasar por todas, una a una, anunció su resultado. Aquella bella joven con su vaso vacío sería su futura esposa. Todos los presentes tuvieron las más inesperadas reacciones.

                      Nadie entendía por qué él había escogido justamente a aquella que no había cultivado nada. Entonces, con calma el príncipe explicó:

                      "Esta fue la única que cultivó la flor que la hizo digna de convertirse en emperatriz: la flor de la honestidad. Todas las semillas que entregué eran estériles"

                      (Autor desconhecido)

                         

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