rede ex aequo

Olá Visitante25.abr.2014, 03:23:49

Autor Tópico: Contos gay  (Lida 96842 vezes)

 
Contos gay
#0

Offline HLuso

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Jacinto estava entediado na sala...era Domingo, a família estava toda em casa, os pais , os tios, irmãos e primos....ele, juntamente com os mais novos, acampara junto à televisão a digerir alguns  DVDs, comédias ligeiras americanas...Jacinto com as pernas estendidas sob um monte de almofadas, e o braço a segurar  a cabeça, olhava como os demais, concentrado para o filme, esboçava sorrisos, e até libertava gargalhadas...mas Jacinto sabia que apenas tinha o piloto automático ligado, Jacinto na realidade não estava a ali...Jacinto estava no mundo dos entediados, daqueles que sofrem de tédio...

Jacinto já tinha completado os vinte e um anos, era um rapaz atraente, um corpo bem definido e proporcional, traços faciais  perfeitos...Jacinto era meio louro, usava um cabelo meio rebelde, era muito fotogénico...as amigas na faculdade, e também antes no liceu, sempre o incentivaram a fazer um casting...entrar nas novelas, nos anúncios, ser modelo, ir a um reality show...etc., etc. tantas foram as sugestões para mediatização e comercialização da beleza de Jacinto... Mas ele não quis, sempre olhou com desdém para isso...Jacinto queria apenas tirar o curso de Gestão de Empresas, e ser um  Gestor de Sucesso...apenas isso e mais nada, no meio disso sonhava com uma especialização nos EUA...Sempre se sentira atraído por NY, ou São Francisco, tantos foram os sites, documentários e revistas que jacinto tinha lido sobre essas terras...Onde os jovens gays apareciam sempre em óptima forma...Mas não era da forma física que Jacinto se sentia atraído...era  da forma do estilo de vida, pareciam-lhe sempre jovens saudáveis, vestidos normalmente, positivos, atraentes...nada de bizarrias, depressões, obscurantismos e tacanhices...aos olhos de Jacinto os gays norte americanos eram na realidade saudáveis...

Sim, Jacinto era homossexual, para além de ser o melhor jogador de Hóquei do clube da sua cidade, Jacinto também era Homossexual, mas Xhiuuuu....Ninguém sabia, nem ninguém desconfiava...alguma vez o Jacinto que faz provas de todo-o-terreno com o jipe que o pai lhe ofereceu seria gay??Ou o Jacinto atlético dos patins, que muitos diziam chegar à selecção, seria Gay?...Claro que não, os Gays, são efeminados, sensíveis, deprimidos, estranhos, sem amor próprio, desajeitados, patos-feios que vestem roupas estranhas, bizarras e vivem à margem da sociedade....Jacinto jamais poderia ser Gay!

Mas Jacinto era Gay sim....e para si mesmo estava muito contente em ser gay, pois Jacinto era muito positivo, com muita força para viver e uma vontade enorme de alcançar os seus sonhos...Jacinto era querido por todos os seus amigos e familiares...e com jeitinho ia dando a volta às pressões usuais de Ter uma namorada, como os seus irmão, primos, e amigos da faculdade...Jacinto deixava as coisas andarem, dar tempo ao tempo....e além disso Jacinto não procurava amor...Jacinto sabia que não se procura amor, Jacinto como rapaz inteligente que era, sabia que o amor é que nos encontra...Pois quem mais procura, menos encontra...Jacinto não era uma rapaz com stress...Jacinto era um rapaz à maneira!


Um dia porém a vida de Jacinto iria mudar, Jacinto estava longe de tal adivinhar....

Jacinto  ia para o seu usual treino de Terça-Feira, meteu o saco do equipamento no jipe, e pôs-se a caminho para o treino...já perto do pavilhão para onde ia, e antes de estacionar o jipe....os olhos de Jacinto o conduziram até um rapaz que de bicicleta fazia umas manobras junto a um campo, no mesmo recinto...era um verdadeiro acrobata, tinha uma destreza motora fantástica e dominava a modalidade...Jacinto estacionou o veiculo, pegou no saco e antes de se dirigir ao pavilhão foi ao encontro do tal rapaz para apreciar tal agilidade...

Jacinto aproximou-se do rapaz e parou a observar...o outro reparou e congratulou-o com um conjunto de manobras dignas de um qualquer programa de modalidades radicais...verdadeiramente espectacular...Jacinto sorriu, e respondeu deu com aplausos...

Então o rapaz parou e saudou Jacinto....e perguntou-lhe se queria experimentar...Jacinto respondeu que não, a sua modalidade era outra....o rapaz aparentava também uns vinte e poucos anos, olhos Verdes encadeantes, moreno em forma...e tinha algo no olhar de misterioso e ao mesmo tempo selvagem...Jacinto sentiu-se atraído, algo lhe escapava, e ao mesmo tempo o atraia neste rapaz da bicicleta....

- Onde costumas parar? Nunca te tinha visto, és de cá?...inquiriu Jacinto ao desconhecido rapaz.

Ao que ele respondeu que sim, mas que geralmente parava no passeio junto à marginal da praia, e que todas as notes ia à esplanada do Zé Surfista, tomar um copo ou um café...

Jacinto mostrou-se interessado em aprender umas coisas de tais manobras e o encontro então ficou marcado para o dia seguinte...


E assim se passou uma dia, Jacinto esteve sempre na expectativa de tal encontro...não era uma expectativa de natureza sexual, claro...era uma expectativa diferente, uma excitação mais profunda, mais intensa, daquelas que se tem antes de irmos fazer uma viagem...aquele nervoso miudinho quando se parte para uma aventura...


Lá estava ele junto no sitio combinado...era Verão e o calor estava abrasador...ele estava de tronco nu, tinha a camisa no muro que dava para a praia...e utilizava toda largura do passeio para cavalos e voltas acrobáticas que praticava com a sua bike....Jacinto aproximou-se dele, cumprimentou-o e perguntou-lhe o nome, pois no dia anterior tinha-se esquecido...Miguel Angelo, respondeu...chamo-me Miguel Angelo e tu...Jacinto apressou-se a responder e selou a troca de nomes, com um forte aperto de mão...

A noite passou e ambos se divertiram a fazer experiências com a bicicleta...no fim tomaram um refresco na esplanada mais próxima...


- Queres que te deixe em casa? Perguntou Jacinto a Miguel Angelo....ao que ele logo respondeu que sim...Onde fica? Retorquiu o jovem  hoquista... sempre em frente, no sentido daquele forte abandonado, junto à praia dos caranguejos, vivo num bairro a norte...


E lá foram ele no jipe de Jacinto...percorrem toda a marginal, onde a luz amarela dos candeeiros. Ainda iluminava alguns casais que pela promenade passeavam...ao longe nos areais, perdiam-se sombras de possíveis apaixonados, que ao som do mar os seus desejos embalavam....

Já perto do forte...Miguel Angelo sugere a Jacinto senão podiam entrar no velho edifício, pois sabia de um sitio lá dentro, que tinha um óptimo muro rente ao mar...podiam ir lá fumar um cigarro...Fumas? Perguntou Jacinto...Claro que não. Respondeu Miguel...mas guardo na Mochila um maço para ocasiões de contemplação, mas sem vicio claro...Ok! Respondeu Jacinto, vamos...

Estacionaram o carro e dirigiram-se ao velho forte, que de um amarelo gasto e descascado, parecia receber a ondulação do mar, que na sua base rebentava, com a mesma força e vigor de outrora...entraram então por uma porta arrombada num dos cantos laterais do edifício...a luz entrava pelas janelas sem vidro que davam para o mar, mas era preciso acender um isqueiro para ver o chão, tal ara o entulho que por ali repousava...Jacinto e Miguel forma no sentido de uma das janelas, daquelas grandes e espessas mas sem vidro e expostas para o mar que ruidosamente ecoava em toda a ruina, treparam para o parapeito da janela e sentaram-se com as pernas para fora....frente ao mar onde o horizonte era mesmo uma linha que parecia terminar o céu de um quadro...Miguel tira então da Mochila um maço de tabaco e mete um cigarro na boca, dando  um isqueiro a Jacinto para o ajudar com o lume, ali as ondas pulverizavam o ar com partículas molhadas e frescas, o que dificultava a operação...Nesse acende, não acende o cigarro, os rostos de Miguel e Jacinto  aproximaram-se...o respirar dos dois rapazes tornara-se inebriante, o olhar de ambos tinha-se encontrado na direcção do desejo....Juntaram então os lábios....


Miguel e Jacinto amaram-se loucamente, percorreram os corpos um do outro, selvaticamente e apaixonadamente...O prazer e loucura de ambos contaminava o velho forte, e o rebentar das ondas pautava os gemidos da paixão....

Miguel Angelo tinha uns lábios carnudos e uma ardente sofreguidão,  o pescoço de Jacinto beijou e de desejo o percorreu....Mas nesse momento, aquele de maior entrega e excitação...Miguel entre um beijo e um gemido de paixão, a jugular de Jacinto mordeu, com toda a força e vigor da sua pretensa  juventude....


Miguel era um Vampiro...Um Vampiro que caminhava do passado para o futuro...Um vampiro cujo o presente era apenas um pequeno passo do seu infinito destino...Miguel Angelo era um Vampiro que a Jacinto tinha vindo dar a Imortalidade..


E agora???? Qual o futuro de Jacinto?

Quais os Próximos dias de Jacinto?  

Se quiseres completar esta história continua este texto...mas atenção tenta não te baseares em Historias de ficção já conhecidas como “A entrevista com Vampiro” e outros tantos...

..senão quiserem colaborar...eu posso continuar, se quiserem claro..

Ou então pode-se contar (escrever) outras Histórias fantásticas! Só para apreciadores claro!

beijos e abraços

HLuso
Nascer HOMOSSEXUAL num Pais tão homofobico, foi destino!!!....Alguem ainda ha-de cantar este fado...!!!;)

Contos gay
#1

Offline Web_boss

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Bem este tópico é para fazermos contos. Como sabem um conto deve ser pequeno, não deve ter mais de seis posts, poucas personagens e narrativa densa.
Poderá ser uma história de amor, critica social, mas ter sempre a temática lgbt. Pensem muito bem antes de escrever e façam-no com qualidade. Pode ser que daqui saia um livro!

Hoje não tou muito inspirado para começar, preciso de estar na praia ou no campo para escrever bem, mas vou tentar.

A mentira

Lá no alto, em matizes que anunciavam alguma chuva, as nuvens num constante movimento de alteração de formas aproximavam-se cada vez mais nesta tarde conflituosa onde as vagas ganhavam volume e o vento trás a doçura da brisa de delicioso cheiro a maresia dava lugar a rajadas enfurecidas que agrediam o corpo e a alma.
Farto, sim, repito, cansado pelo que acontera na noite anterior, decidi apesar de nem a Natureza me acompanhar vir à praia da minha infância onde só o mar, a fina e dourada areia me sabem compreender e dar energias para continuar, qual Anteu.
(continuem)

Contos gay
#2

Offline oziris

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Olho para o mar, consigo ver aquilo que não sou, aquilo que quero ser e não consigo. Fecho os olhos, enfio as mãos na areia e sinto cada pequeno grão de areia que entre os meus dedos desliza.
" ... tive de a perder para entender que o sabor das coisas recuperadas é o mel mais doce que podemos experimentar. " Paulo Coelho

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#3

Offline Web_boss

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Novamente a minha mente é sobressaltada pelas imagens da noite anterior, que agora, horas depois, parecem como se de um pesadelo fossem originárias... mas sei que se voltar, verei que o pesadelo é real...
Foi então, nessa tarde, onde o vento varria violentamente a areia e o mar coberto de espuma branca parecia querer engolir a terra, que lá ao fundo avistei pela primeira vez a sua figura, como se de uma aparição transcendental se tratasse.

Contos gay
#4

Offline oziris

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Pareço um fantasma perdido na imagem de alguem, ontem estava feliz completo e eternamente preso a um ideal, hoje sou um pedaço de tempo.
" ... tive de a perder para entender que o sabor das coisas recuperadas é o mel mais doce que podemos experimentar. " Paulo Coelho

Contos gay
#5

Offline Web_boss

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A figura começara então a definir-se perante o meu olhar...

Contos gay
#6

Offline Ines

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  • aprende a amar as tempestades, não fujas delas...
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O meu olhar estava apreensivo e ansioso com o que começava a vislumbrar... Aquela areia imensa de facto estava a adquirir uma forma que me era tranquilamente familiar... Deixei-me levar por aquela brisa suave que me acariciava os cabelos, como se fossem as tuas mãos... Abri os olhos lentamente...



:-* a tod@s
De todos os canto do mundo
Amo com um amor mais forte e mais puro
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

Contos gay
#7

Offline oziris

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Só me perguntava onde estás, para onde foste? perguntas sem resposta. Baixo a cabeça e uma lágrima cai, seguida de outras mais.
" ... tive de a perder para entender que o sabor das coisas recuperadas é o mel mais doce que podemos experimentar. " Paulo Coelho

Contos gay
#8

Offline Ines

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... Nasce um rio que busca incessantemente o mar... Um grito mudo que tem a forma do teu nome...




:-* a tod@s
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#9

Maniuk

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nome esse k nunca descobri! passou uns anos sem te ver até k um dia....

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#10

Offline oziris

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Ontem naquela festa que eu não queria ir, que não me interessava, que quase fui obrigado pelos meus amigos. O meu olhar cruzou.se com o teu, senti as minhas mãos a suar....
" ... tive de a perder para entender que o sabor das coisas recuperadas é o mel mais doce que podemos experimentar. " Paulo Coelho

Contos gay
#11

Offline Ines

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... O ambiente ficou estranho, tenso,... Queria sair dali,... mas mais estranho ainda é que para sair dali!!! Os meus olhos buscavam os teus, no meio de tanta gente... Mas continuava a prcurar-te, até que... As nossas costas tocaram-se, a tua mão entrelaçou-se na minha,... Deixei de ouvir aquele barulho ensurdocedor,... o ambiente que estava estranho e tenso, ficou liberto... Senti uma vontade enorme de mergulhar no teu olhar...


:-* a tod@s
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Amo com um amor mais forte e mais puro
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Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

Contos gay
#12

Ange

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Mergulhei. Não, antes terei caido, tal como caia nas ondas que se formavam no mar. Os teus olhos estavam ainda brilhantes e molhados, tal como os de uma criança que termina o choro. Sorri. Um sorriso que é retribuido, seguem-se umas palavras, mas o som da música bate cada silaba sonora. Sorrio de novo, Como estás, tento perceber. Mas no meio daquela confusão de sons, perdi-me, perdi-te... e de novo, ficámos perdid@s um/a do outr@.
As ondas arrastam-se pela areia, praia dentro. Os meus pés vão ficando enterrados nestes grãos de areia que chupam o sal.
O sol termina no horizonte, dá espaço à lua. Deito-me, vasculho a mesa de cabeceira às escuras... Que é isto, um papel?... tinhas-me dado um papel?

Contos gay
#13

Offline oziris

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As minhas tremem ao tocar neste papel. Olho para longe de mim, longe da realidade e imagino um as palavras escritas neste papel. Que terás escrito?
" ... tive de a perder para entender que o sabor das coisas recuperadas é o mel mais doce que podemos experimentar. " Paulo Coelho

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#14

Offline x-trema

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Serão de amor as tuas palavras?

Vou cortar a fita que envolve a folha, cortando o meu medo com uma lâmina sangrenta com que cortámos os dedos e jurámos o maor esterno perante o nosso pacto de sangue....

É pelo sangue, é pela dor que leio esta carta...
Virtude no meio?

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#15

Offline Web_boss

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João não suporto mais a pressão dos meus pais; sabes que desde aquele momento que o meu pai foi à minha secretária e encontrou aquilo, que tudo desabou. Não, não suporto... tenho medo que aconteça algo à saúde do meu avô e que depois digam que foi culpa dos meus comportamentos «desviados»...foi por isso que ontem na festa me viste beijar aquela rapariga, mas juro-te que me arrependo daquele beijo amargo e inconsciente... parto amanhã, mas serei teu para sempre.

- João, é já meio-dia, tens de ir ajudar o teu pai na loja!
Deixa-me estar sozinho, quero desaparecer, ser sal para me poder diluir no Tejo e não mais voltar, vai embora, não vale a pena que eu não vou destrancar a porta, hoje ninguém me vai ver!

O avião partira há já algum tempo, da janela avistavam-se alguns picos, seria a Cordilheira Central? Agora que o avião descolara sentia um vazio que não compreendia; sempre pensara que quando me encontrasse aqui sentado teria vontade de regressar e de abraça-lo, tocar-lhe os cabelos, os lábios...

Contos gay
#16

Offline oziris

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Vou para longe de ti, de mim, de nós. Mesmo partindo para longe, estou preso por um cordão invisivel que nos unia e une.
Sim, sou fraco..,  a cada minuto que passa um pedaço de mim morre, por saber que és tu e eu na minha cobardia....
" ... tive de a perder para entender que o sabor das coisas recuperadas é o mel mais doce que podemos experimentar. " Paulo Coelho

Contos gay
#17

Offline Web_boss

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Resumo para quem não leu

João sonha que está numa praia quando começa uma tempestade, a qual reprenta não só o seu estado de alma mas também é um presságio do que virá.
Na noite anterior vira numa festa o seu namorado beijar uma rapariga, e entrara numa depressão profunda após a leitura da carta de despedida; Francisco entranto partira para Barcelona, devido ao medo de enfrenter a realidade, e principalmente os pais.

Vamos voltar à história...

Agora aqui neste meu porto de abrigo, olho para o vazio enquanto enquanto a voz de Kurt Cobain tenta não dar descanso ao meu pensamento...

My girl, my girl, don't lie to me
Tell me where did you sleep last night


A minha mãe parece que já desistiu de me importunar, embora quando sair me espere um questionário interminável... João, João, vem cá, a Sara está cá em baixo, diz que precisa de falar contigo uns assuntos da Faculdade, era só o que me faltava, a Sara nunca mais desistia, tinha de descer...
- Olá, o que queres?
- Estas com um ar tão frio, não sei que mal te fiz...
- Não, estou apenas cansado, sabes que me deitei tarde.
-Tarde? Sais-te da festa do teu melhor amigo sem te despedires de ninguém, que te deu?
Fitei o seu olhar por breves instantes,

Ps- os excertos com nuances de poesia tão muito bons, parabéns pessoal!

Contos gay
#18

Offline x-trema

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  • virtude no meio??? Get real.....
Só queria estar só!!

Liguei o computador.... www.ex-aequo.web.pt

iniciei um tópico: "O Amor (Im)Possível"

"Caros amigos do forum,

obrigado por estarem sempre aqui...

Tenho vivido dias de Inferno. Recebi uma carta de despadida do meu namorado e...
Virtude no meio?

Contos gay
#19

Offline Ines

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... Olho para trás... Sinto a minha alma nua, vazia... Já não sou dona dela, és tu!... Onde andas ??? Que fizeste de nós ??? ... A tua presença paira no ar, no meu corpo, na minha alma, no meu coração, no meu pensamento...




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Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

 

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Última mensagem 31 de Março de 2010
por ♙Angelita/Devilita♟