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Olá Visitante19.out.2019, 15:37:15

Autor Tópico: Racismo  (Lida 98804 vezes)

 
Racismo
#460

EYre

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Acho que o vou entregar à Embaixada de São Tomé. Obrigada pela morada, EYre :)

Sempre ás ordens. ;D ;)

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    #461

    Offline bluejazz

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    Observatório para o racismo e xenofobia
    Elevado preconceito europeu contra muçulmanos pode levar à radicalização
    08.04.2006 - 17h28   Reuters
     

    O nível de preconceito e discriminação contra as comunidades muçulmanas na Europa continua perigosamente elevado, o que pode levar a um ciclo vicioso de isolamento, hostilidade e radicalização de jovens imigrantes, alertou hoje em Viena o observatório para o racismo da União Europeia.

    Os países europeus têm leis suficientes para promover a integração mas estas não estão bem implementadas e as verdadeiras questões são evitadas, criticou Beate Winkler, responsável pelo Centro europeu de monitorização do racismo e xenofobia, num encontro de imãs europeus em Viena.

    Os líderes muçulmanos europeus presentes no encontro, organizado pela Áustria durante a sua presidência da União Europeia, apoiaram o objectivo da integração das suas comunidades e do Islão na vida europeia. No entanto alertaram que para isso é preciso tempo e criatividade.

    Winkler não avançou dados estatísticos mas afirmou que a sua agência vai publicar em breve dois relatórios sobre a “Islamofobia” na Europa.

    O encontro reuniu mais de cem imãs de toda a Europa para debater formas de integrar melhor as suas comunidades na vida europeia.

    “Este é um momento crucial nas relações interculturais e inter-religiosas na Europa”, lembrou a comissária europeia para os Negócios Estrangeiros, Benita Ferrero-Waldner.

    “Na Europa vivem 20 milhões de muçulmanos”, disse, negando a inevitabilidade de conflitos. “O Islão é parte integrante dos dias modernos na Europa, como o tem sido parte da sua História”, lembrou. O Islão é, actualmente, a segunda maior religião na maioria dos países europeus.

    As relações com o Islão agravaram-se depois dos ataques do 11 de Setembro em Nova Iorque, dos atentados em Madrid e do assassinato do holandês Theo van Gogh.

    http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1253355&idCanal=93
      "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

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      #462

      EYre

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      Obrigada por esta importante indicação, bluejazz! :)

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        #463

        EYre

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        Imãs europeus prometem argumentos teológicos contra o radicalismo e a discriminação, acreditando que "Argumentos teológicos têm boas hipóteses de conduzir a alterações permanentes de atitudes". Assim, na opinião de Abduljalil Sajid, imã britânico, "Imãs, como professores e pregadores, têm o dever de enfantizar as suas congregações a desempenharem um papel positivo, abordando os males da Europa - o ódio, intolerância, racismo, extremismo e terrorismo". Foi num encontro de imâs na Austria, no qual participaram cerca de 130 imãs da Europa.

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          Offline Phoenix

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          O Preto do arco-íris - O arco-íris é o símbolo internacional do movimento gay, mas para os homossexuais negros ele tem uma cor adicional - a da pele

          O arco-íris é o símbolo internacional do movimento gay, mas para os homossexuais negros ele tem uma cor adicional - a da pele

          Wendel ainda era uma criança quando teve sua primeira experiência sexual. "Eu tinha 12 anos e meu vizinho, 15", revela. "Estávamos brincando e, antes que percebêssemos, nossas brincadeiras começaram a ficar íntimas e simplesmente aconteceu". Certo dia, por desconfiar de algo estranho entre os dois garotos, os pais de Wendel os flagraram. "Apanhei muito, meu pai tirou toda a minha roupa e me deu uma surra de cinta que marcou o corpo todo, além de proibir, entre outras coisas, o garoto de freqüentar minha casa", relembra o trauma.

          Filho mais velho de uma família de evangélicos, Wendel diz ter sido criado com muita rigidez pelos pais por conta da sua igreja, a Congregação Cristã do Brasil. "Continuei na igreja, até namorei uma garota, mas me vi outra vez em situação de risco: me envolvi com o irmão dela. Aí não teve jeito: abandonei a igreja e a vida de mentiras". A história de Wendel - e, por extensão, a de milhões de homossexuais - demonstra a pressão a que costuma ser submetida uma pessoa por conta dessa orientação sexual. Não é de se estranhar, portanto, que assumi-la seja um processo longo e penoso para quase
          todos.

          No caso dos negros, a situação torna-se ainda mais pesada em razão da cor da pele. "Ser gay e negro é uma batalha", afirma Wendel. "Ao sair na rua, ouço muitos e muitos negros por aí dizendo que estou sujando a cor, a raça". Apesar dessa dupla carga - ou talvez exatamente por isso - o número de afrodescendentes que assumem a homossexualidade é um pouco maior do que entre os brancos. Isso é, pelo menos, o que mostra uma pesquisa inédita à qual a Raça Brasil teve acesso com exclusividade.

          "SER GAY E NEGRO É UMA BATALHA, POIS O PRECONCEITO É DUPLO. TEM DE TER MUITA CORAGEM E DIGNIDADE"
          WENDEL OLIVEIRA, ESTUDANTE DE DIREITO


          Realizado pelo Instituto DataGLS, o estudo mostra que 83,5% dos homossexuais negros se declaram assumidos, contra 80,5% dos brancos e
          de outras etnias. Entre os afro-descendentes, 21,6% assumem antes dos 18 anos e 40,2% até os 25 anos. "Os negros, no geral, assumem a homossexualidade de forma mais ampla, em casa e no trabalho, talvez pela condição histórica de sofrimento com o preconceito racial", afirma Sonia Alves, diretora-geral do DataGLS.

          Esses números, porém, são uma faca de dois gumes. Se mais da metade dos gays sai do armário antes dos 25 anos, isso significa que um contingente ainda numeroso demora muito mais tempo, e algumas pessoas nunca chegam a esse estágio. Os que já passaram pelo processo, entretanto, acham que vale a pena. "Sou guerreiro, não dependo de ninguém e, acima de tudo, me amo e sou muito feliz do jeito que sou", afirma Wendel. É preciso reconhecer, contudo, que o processo é longo e freqüentemente penoso. Ele começa geralmente com uma descoberta que costuma ter um grande impacto, como foi o caso de Zélia Maria Barbosa.

          O PESO DA DESCOBERTA
          "Saí de João Pessoa em 1995, tinha 25 anos e uma única certeza: trazer meu filho de 4 meses que deixara no Nordeste. O bebê foi fruto de um rápido romance em minha primeira tentativa na capital paulista e, depois de graves discussões em casa, meus pais aceitaram ficar com ele para que eu tentasse novamente a vida em São Paulo. Consegui emprego em um bar, onde vi Josefa. A paixão foi tão avassaladora quanto a descoberta: sentia-me atraída por mulheres. Confusa, só pensava nos problemas que teria caso meus pais soubessem da minha homossexualidade. Talvez até me espancariam ou, pior, exigiriam que me distanciasse de meu filho. Não sabia nada sobre ser homossexual.
          Decidi, então, esconder o jogo". Zélia Maria Barbosa, 35 anos

          Ao contrário de Wendel, Zélia encontrou sua homossexualidade numa idade em que a maioria já assumiu. Ambos têm em comum o fato de não ter certeza do que sentiam - uma das características dessa etapa. "Eu sequer sabia o que era homossexualidade, e isso me tornava mais insegura tanto para assumir para mim quanto para encarar Josefa", conta. É comum nessa fase achar que a psicoterapia é capaz de ajudar a se decidir. Mas o psicólogo Ricardo Gambôa, do projeto Tenho orgulho e me cuido, da Associação da Parada Gay de São Paulo, discorda. Segundo ele, a terapia não ajuda a decidir a orientação sexual e sim a compreender essa orientação.

          "O papel do psicólogo é justamente auxiliar nesse processo, ajudando a lidar de maneira saudável com o desejo, superar o preconceito e lutar por uma convivência harmoniosa do indivíduo em sociedade", explica. Gambôa diz ainda que a pessoa deve ter certeza de sua orientação sexual não só ao procurar um psicólogo, mas também para assumir perante todos, principalmente a família. "Assumir- se não é gritar aos quatro ventos 'eu sou gay'", orienta. "É reconhecer a existência e autenticidade de seu desejo, buscando a auto-aceitação, respeitando sua vontade, amando-se como você é." Mas isso não acontece da noite para o dia. Zélia, por exemplo, resolveu manter segredo, por medo de ficar sem seu filho. Muito jovem, Wendel sofreu
          na carne o castigo.

          Assim como eles, muitos homossexuais ponderam as perdas no momento em
          que decidem trancar-se no armário. Após a descoberta, é uma reação quase inevitável. Decano do movimento gay brasileiro, o antropólogo Luiz Mott faz uma analogia com a cor da pele e pergunta se seria possível ser negro e viver sem declarar sua negritude. "A resposta para ambos os casos é sim", diz ele. "Do mesmo modo que os muitos judeus negaram sua origem e colaboraram com a perseguição nazista, os homossexuais mais discretos e os pardos claros raramente passam por situações dramáticas de discriminação, o que os faz aceitar sem maiores problemas as regras do sistema dominante", compara.

          Segundo Mott, porém, essa situação tem seu preço. "Os enrustidos podem até viver com relativo conforto, mas pagam caro, abortando o que é mais fundamental na construção da felicidade: compartilhar a afetividade com a pessoa amada", diz.

          ACEITAÇÃO
          Para isso, seria natural que a pessoa começasse esse processo por meio do diálogo com a família. Mas nem sempre eles estão preparados para isso. Quando os filhos apresentam indícios de homossexualidade na infância ou adolescência, fogem da conversa e tendem a encarar o problema como passageiro. "Meus pais pensaram em me levar a um psicólogo", conta Wendel. "Achavam que isso me faria reencontrar o interesse por mulheres, o que eu nunca tive."

          Essa reação da família dificulta a tomada de decisão - o que faz da transição entre a primeira etapa, a descoberta e a segunda, a aceitação, um problema. É o caso de Antônio Franco, que cresceu em um ambiente onde não havia diálogo, e por isso teve problemas para enfrentar muitas situações. "Eu sequer via o preconceito, pois fui criado sem diálogo", conta. "Hoje, tenho a certeza de que ninguém é criado sem preconceito", diz Antônio (leia depoimento ao lado).

          EM PODER DO SILÊNCIO
          "Minha infância foi normal e minha educação igual a de meus irmãos. A questão era que em minha casa não se tocava em determinados assuntos.
          Não por religião ou moralismo, mas simplesmente não se falava sobre sexo abertamente. Era como se ninguém ali fosse fruto de uma relação sexual. Só na puberdade percebi o quanto era diferente das outras crianças.

          Com o passar do tempo, senti necessidade de viver em harmonia comigo, mas me mantive calado para não gerar problemas em casa. Afinal, nem saberia como esclarecer o assunto para eles. Por outro lado, havia uma prima com quem sempre tive muita liberdade para expressar aquilo que sentia. Precisava de alguém para falar. Ela me ensinou a ver tudo aquilo pelo que eu passava e que o silêncio é a base para uma boa resposta." Antônio Franco, 36 anos

          Segundo Mott, a questão da aceitação é muito relativa, mas digna de luta. "A discriminação anti-homossexual tem um agravante se comparada com a discriminação racial", defende. "Quando o pai ou a mãe descobre que o filho é homossexual, a primeira reação é de repulsa - diferentemente do que acontece com crianças e adolescentes, negros, judeus e deficientes físicos, que recebem dos pais apoio para reforçar a auto-estima e a identidade racial ou religiosa."

          Mott se diz totalmente a favor de que os homossexuais saiam do armário, encurtando o quanto antes essa fase intermediária após a descoberta . "Sou totalmente a favor de que todos os amantes do mesmo sexo - ou dos dois sexos, os bissexuais - saiam da gaveta, construam uma sólida identidade homoafetiva e façam de sua afirmação homossexual uma bandeira, multicolorida como o arco-íris".

          parte 1
          « Última modificação: 12 de Abril de 2006 por Phoenix »
                

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            Offline Phoenix

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            LIBERDADE
            Em algumas situações, porém, isso fica muito difícil, pois para aceitar é preciso antes entender o que se passa. "É difícil compreender o que não é visto com bons olhos ou camuflado", justifica. "Não dá para atribuir para si algo que não entendemos", analisa. E entenderse é o que prega o ator Lui Mendes. Heterossexual, Lui viveu um marcante personagem homossexual na global A próxima vítima e diz que a compreensão da homossexualidade pelo próprio
            homossexual deve ser prioridade. Segundo Lui, a naturalidade que ele atribuiu ao personagem Jefferson foi captada pelo público e facilitou a aceitação. "Quando o Sílvio de Abreu e o Jorge Fernando me convidaram para o papel, tanto eu quanto eles tínhamos total noção de como seria novo entrar nos lares com um casal homossexual.

            Então criamos o personagem com muita naturalidade. Por isso fui bem-aceito pelo público. Para que se tenha uma idéia, até amigos da academia de lutas marciais, que vivem com o estereótipo de serem machões, palpitavam no desfecho, dizendo que o Jefferson deveria mesmo ficar com o Sandrinho", declara o ator. Como o preconceito ainda muito presente, a decisão dos homossexuais em se abrir vai se chocando com outros problemas, que podem ser até sociais, como comenta Antônio. "O preconceito está enraizado na educação e serve de válvula de escape para tudo aquilo que discriminamos. Precisamos lutar por uma evolução na educação para acreditar em uma liberdade plena", afirma.

            Para o psicólogo Gambôa, um caminho eficiente para atingir a etapa posterior, a da liberdade sexual, é o diálogo e a troca de experiências. "É fundamental", diz ele. "O contato com pessoas que passaram ou passam pela mesma situação, como as que frequentam o "gueto" homossexual -, lugares exclusivos de homossexuais e simpatizantes -, ajuda e muito." O promoter e modelo Vinicius Matthews Rezende concorda. "Minha solução foi buscar ajuda no gueto", conta.

            "Aprendi com outros gays a conviver de forma harmoniosa com a sociedade, sabendo que não estou sozinho". Ele também levanta sua bandeira de liberdade homossexual, pois passa por problemas com o preconceito. "Eu me amo exatamente por ser assim: gay e negro. Declaro minha posição, vivo bem e supero preconceitos, pois amo e sou amado como sou", afirma (leia depoimento ao lado).

            DIREITO À ACEITAÇÃO
            "O preconceito na minha vida ainda é presente. Eu me considero um cara de atitude e pago um alto preço por isso. Pelo menos umas cinco vezes por semana ouço frases do tipo 'vira homem, seu preto do caramba' ou 'honre a sua cor', e por aí vai. Tempos atrás, me 'elegeram' a Teresa Batista do bairro. Todos os dias a caminho do trabalho, uns engraçadinhos (que hoje em dia me cumprimentam) jogavam lixo em mim quando eu passava na rua. Minha solução foi procurar ajuda para me proteger. Contatei alguns amigos advogados para me defender dessas pessoas. Exigi respeito e ameacei processá-los.
            Enfim, o que importa é o que você é, independentemente da raça, orientação sexual, ou crença - enfim, o seu caráter." Vinícius Matthews Rezende, 27 anos.

            Tudo o que acontece entre o momento da descoberta até a tomada de decisão de assumir a homossexualidade é um trabalho de preparação para desfrutar o prêmio - que é o alívio de não se sentir um fugitivo o tempo todo - e enfrentar as conseqüências de uma sociedade que não vai apagar preconceitos arraigados há séculos. A relação entre pessoas do mesmo sexo era considerada um dos crimes mais hediondos no século 18. "Era equiparado a matar o rei até 1823", declara Mott.

            Segundo o antropólogo, o assunto homossexualidade é discutido há muito tempo e a antropologia prova que a homoafetividade é tão antiga quanto a própria humanidade. "Em 4.500 anos a.C. há o primeiro registro de uma relação homossexual, que teria sido entre o deus Orus e Seth na tradição egípcia." Estudos arqueológicos e antropológicos demonstram que a homossexualidade sempre existiu em todas as sociedades civilizadas. "Na sociedade grega, grandes filósofos, como Platão, Sócrates e inclusive o maior general da Antigüidade, Alexandre Magno, amaram o mesmo sexo", diz Mott. "Nessa época, chegou a existir um exército conhecido como o 'Batalhão dos Amantes', porque era todo ele composto de homossexuais", acrescenta.


            PRIVACIDADE
            Foi lá onde viveu a mais famosa lésbica da história, Safo de Lesbos, origem da palavra lesbianismo - que significa amor entre mulheres, como o que levou Zélia a mudar de nome (agora ela se chama Jô) e aceitar o pedido de casamento de Josefa, com quem cria seu filho, hoje com 11 anos. Histórias como a dela, de Antônio, Vinicius e Wendel servem para reafirmar o que diz Ricardo Gambôa sobre a questão do sair ou não do armário. Para eles, a questão é individual.

            "Vivemos numa sociedade que ainda há muito preconceito em torno da homossexualidade, um assunto que ainda é tabu na maioria das famílias
            brasileiras", diz o psicólogo. Contar ou não? Depende da especificidade de cada caso. O mesmo vale para o ambiente de trabalho. Existem pessoas que preferem separar a vida social da familiar ou profissional e têm posturas absolutamente diferentes em determinados meios. "Privacidade é um direito de todos e cabe a cada um analisar, ponderar e decidir o que é melhor para si mesmo", orienta Gambôa.

            COR DA PELE
            Antônio concorda, pois considera ainda o assunto uma questão estritamente pessoal. "Com quem eu deito ou tenho relacionamento é um problema único e exclusivamente meu", afirma. A proteção à privacidade é regra, e talvez por isso mesmo tenha chamado tanto a atenção o professor Jean Wyllys, vencedor do programa Big Brother Brasil 5 (leia o depoimento ao lado). Também não se pode esquecer da questão adicional da cor da pele.

            "Minha cor não tem a menor relação com minha orientação sexual, e ambas não dizem respeito a mais ninguém", indigna-se Wendel. "As pessoas deveriam se manifestar contra problemas relacionados às crianças de rua ou aos portadores de Aids, do que fazer isso sobre com quem os homossexuais se deitam ou com o fato de o cidadão ser negro", opina. "No que isso interfere para os outros? Nada."

            NO HORÁRIO NOBRE
            "Abrir para minha família não foi o problema. A família - irmãos e, sobretudo, o pai e a mãe - são sempre as primeiras pessoas a saber e as últimas a acreditar. Contei primeiro para meu irmão George, um ano mais novo do que eu, e ele me surpreendeu dizendo: "Eu sempre soube, mas não muda nada. Gosto de você do jeito que você é". O difícil é abrir para o resto da sociedade. Assumir publicamente minha homossexualidade e ter sido vítima de homofobia por outros participantes do BBB 5 serviu de combustível para a luta dos militantes e para elevar a auto-estima do povo, aquele que carrega o país nas costas e que se viu refletido em minha história de vida, pois venho vencendo graças aos meus esforços, mesmo me assumindo gay.
            Sair do armário é importante sobretudo se isso significar assumir a identidade sexual para si mesmo. Jean Wyllys, vencedor do BBB 5.

            POR VALÉRIA FONSECA
            (Revista Raça deste mês)

            Geral - quinta-feira, 30 de março de 2006 | Publicado às  05:39

            Parte 2
                  

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              #466

              Offline Topolino

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                • rede ex aequo
              Coloquei este post no forum nacional sobre deportar todos os pretos:


              Realmente todos deportados... Os portugueses deviam todos voltar para portugal... Que mania levar a nossa cultura para outros paizes e dar a entender que também trabalhamos... Que mania de procurar no estargeiro a melhor forma de satisfazer as suas necessidades... E os portugueses que cometem crimes no estrangeiro! Porra eles deviam era de os cometer cá! Que mania... até vao para africa buscar ouro, diamantes para portugal e pagar mal aos pretos... deviam era de aproveitar o ouro e diamantes de portugal e pagar mal aos portugues... inerva-me isto...
              « Última modificação: 18 de Abril de 2006 por :Topolino: »
                Combater a desinformação é conquistar a liberdade.

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                #467

                Eyre

                • Visitante
                Mais dois ciganos assassinados na Rússia

                Na semana passada um grupo de jovens tinha espancado mortalmente outras duas pessoas

                Estava armado com uma espingarda de caça e provavelmente embriagado. No domingo entrou na casa de dois irmãos ciganos, em kuznetsovka, Norte da Russia, e abateu-os a tiro. As vítimas tinham 26 e 27 anos. O alegado agressor tem 23 (...).

                Um grupo de grupo de jovens armados com barras de metal espancou na semana passada alguns habitantes de um campo de ciganos na região de Volgograd. Um homem e uma mulher não resitiram aos ferimentos e morreram. Uma idosa de 80 anos e uma rapariga de 14 ficaram gravemente feridas. Nove pessoas foram entretanto presas por estarem envolvidas.

                (...)

                Certo é que a Rússia tem assistido a um aumento significativo de casos de xenofobia e racismo. Centenas de ataques têm sido levados a cabo contra imigrantes provenientes das antigas repúblicas da Ásia Central, mas tb da África, Ásia e AméricaLatina. Há duas semanas, um estudante senegalês foi morto a tiro em São Petersburgo. E na sexta-feira um afegão de 31 anos foi espancado.

                Fonte: Público, 18.04.06

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                  #468

                  Eyre

                  • Visitante
                  Manifestações racistas implicam perda de pontos ou eliminação

                  "Ao primeiro sinal de racismo, vai haver uma dedução de 3 pontos para a equipa adversária. Assim, acabamos com os problemas de discriminação", afirmou ontem Joseph Blater, presidente da FIFA, revelando ainda que a regra será imposta no Mundial 2006, que se realiza de 9 de Junho a 9 de Julho na Alemanha.

                  No entanto o presidente da fIFA não esclareceu, entre outras questões, como é que vai contrariar os possíveis abuzos de simpatizantes que se poderão fazer passar por adeptos de outras equipas para prejudicar os clubes adversários, nem quem será a pessoa ou grupo de pessoas que irão fazer cumprir a lei.

                  in Público, 20.04.06

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                    #469

                    Eyre

                    • Visitante
                    Sindicalista da PSP acusa ministério de intimidação e recusa acusações de xenofobia
                    08.05.2006 - 16h56   Lusa

                    "Nós não somos racistas. As declarações se calhar foram incómodas para o Governo porque as nossas fronteiras estão escancaradas", afirma o presidente do SPP


                    O presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) rejeitou hoje a acusação de xenofobia por parte do Ministério da Administração Interna e considerou que o pedido de responsabilização disciplinar e criminal pelas declarações que proferiu é uma forma de intimidação.

                    O Ministério da Administração Interna pediu hoje à Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) que tome medidas de responsabilização disciplinar, criminal e contra-ordenacional em relação a dirigentes do SPP por "declarações xenófobas" proferidas na sequência de um protesto contra a pena aplicada na sexta-feira ao luso-brasileiro Marcus Fernandes, condenado a 25 anos de prisão pela morte de dois agentes e pela tentativa de homicídio de um terceiro.

                    "Isto é uma forma do ministro [António Costa] intimidar o SPP. Para avançar com um processo crime tem de ser a pessoa lesada a apresentar queixa", disse à Lusa o presidente do SPP, António Ramos.

                    O presidente do SPP afirmou ontem, ao "Diário de Notícias" que "o aumento da criminalidade em Portugal deu-se com a abertura das fronteiras", acrescentando que "o Governo não devia deixar entrar tanta gente".

                    Já o secretário-geral do SPP, Luís Filipe Maria, disse que "antes de haver imigrantes brasileiros não havia assaltos nos semáforos".

                    "Não vejo onde está a xenofobia ou o racismo"

                    "Não vejo onde está a xenofobia ou o racismo. Reafirmo tudo e não retiro nem uma vírgula", declarou igualmente António Ramos.

                    O dirigente do SPP adiantou que o sindicato já se pronunciou sobre estas questões anteriormente e sublinhou que os seus elementos são "os únicos que fazem mediação".

                    "Já fizemos reuniões com as várias comunidades nos bairros críticos. Criámos um observatório no Bairro da Bela Vista, em Setúbal, e desde então não temos tido problemas. Queríamos fazer o mesmo na Amadora, mas quando pedimos apoio ao ministério, porque não temos dirigentes a tempo inteiro, não nos dispensaram essa ajuda", referiu também António Ramos.

                    Para afastar a ideia de racismo, António Ramos acrescentou que a estrutura sindical "tem dirigentes de cor" e que o SPP "já trouxe colegas de Cabo Verde para apoiarem a mediação".

                    "Redes criminosas sabem que entram cá com o maior à-vontade"

                    "Nós não somos racistas. As declarações se calhar foram incómodas para o Governo porque as nossas fronteiras estão escancaradas. As redes criminosas sabem que entram cá com o maior à-vontade. Se for a Espanha, isto já não é assim, as pessoas suspeitas são identificadas", frisou o sindicalista.

                    António Ramos acusou ainda a PSP de funcionar "como há 20 anos", chamando a atenção para a falta de efectivos e para a falta de pistolas e coletes que, "apesar de prometidos, ainda não foram disponibilizados".

                    Uma fonte da Direcção Nacional da PSP disse à Lusa que já foram accionados os meios legais pedidos pelo ministério para apurar responsabilidades relativamente às declarações dos sindicalistas.

                    Fonte: Público online
                    « Última modificação: 8 de Maio de 2006 por Eyre »

                      Racismo
                      #470

                      centro_da_gravidad

                      • Visitante
                      Não quero atacar ou ofender ninguem mas alguem me explica o facto de se ver tantos artigos sobre o racismo contra as minorias étnicas mas parecer haver um total esquecimento do racismo que incide sobre as maiorias? (por exemplo os brancos..)
                      Será que nao estamos em presença de algo semelhante ao que se passa na violencia domestica? Só a mulher é que sofre! Mas alguem se lembrará que tambem há homens vitimas?

                        Racismo
                        #471

                        Eyre

                        • Visitante
                        Não é que o racismo contra brancos não exista, ele existe certamente. Simplesmente ele é mais significativo em relação ás minorias porque a maioria detem mais poder - e o racismo tb é uma questão de poder. Agora imagina que eras o único branco a viver numa terra maioritariamente negra. Como te sentirias se fosses vítima de racismo? Imagina agora que eras vítima de racismo por parte de um negro (ou de outra qquer minoria) em Portugal. Achas que ias sentir o mesmo que no primeiro caso? Não porque o facto de estares em minoria faz-te ficar mais susceptível a situações desse género.
                        « Última modificação: 8 de Maio de 2006 por Eyre »

                          Racismo
                          #472

                          centro_da_gravidad

                          • Visitante
                          Eyre tens muita razao no que dizes mas eu nao consigo deixar de pensar que a nossa ideia acerca do racismo é fruto de uma sensacionalizaçao por parte dos media!!
                          Alem disso, quando referes que estares em minoria faz-te ficar mais susceptivel, apresentas uma faca de dois gumes.
                          É verdade que as minorias estão mais susceptiveis de certos ataques, mas também é verdade que as minorias usam o facto de estar em minoria a seu favor. Um caso muito concreto. Um policia bate num assaltante negro. É o horror, é o racismo, coitadas das minorias, coitadinho do assaltante, expulsem já o policia, fazem-se manifestações e sei lá mais o que. O assaltante negro mata o policia? Azar o do policia.... :-X

                            Racismo
                            #473

                            Eyre

                            • Visitante
                            Acho que estás a misturar as coisas. Nesse caso concreto que dás, se um polícia usa de violência injustificada, gratuita, pode ser racismo se ele usar de dois pesos e duas medidas em relação a assaltantes/criminosos brancos, e negros ou ciganos, por exemplo. Repara que tal se passou em Los Angeles, o que deu origem a manifestações. Da mesma forma que seria racismo se um polícia negro espancasse um branco brutalmente por este ser branco.

                            Em relação ao caso do criminoso que mata o polícia, tal poderá não ser racismo, poderá ser "apenas" um crime que dá para o torto e que resulta numa morte. E repara que houve um polícia de origem cabo-verdiana morto na Amadora por assaltantes tb de origem cabo-verdiana. Acho que foi isso.

                            Portanto, só será racismo se a violência usada tiver como motor a raça do indivíduo em causa e não outra questão qquer.

                            O que se passa é que muitas vezes os próprios polícias associam as minorias ao crime e descarregam no primeiro coitado que apanharem à frente. E qquer Esztado deve estar protegido contra os abusos dos polícias que, sim senhor, têm uma vida difícil, mas que devem ter e5stofo para aguentar o stress sem se passarem. É isso que esperamos deles. ;)

                              Racismo
                              #474

                              centro_da_gravidad

                              • Visitante
                              Portanto, só será racismo se a violência usada tiver como motor a raça do indivíduo em causa e não outra questão qquer.

                              E como é que podemos provar isso?   ;)

                                Racismo
                                #475

                                Eyre

                                • Visitante
                                Portanto, só será racismo se a violência usada tiver como motor a raça do indivíduo em causa e não outra questão qquer.

                                E como é que podemos provar isso?   ;)

                                Pelo historial do polícia, por exemplo. Será que ele já demonstrou mais vezes atitudes racistas? Pelas palavras que disse enquanto espancava o pobre coitado (e.g. chamou-lhe preto, disse "vai para a tua terra", etc?). Por n circunstâncias que devem ser provadas em tribunal. Em todo o caso, e apesar da justiça ser muito processual justamente para nos proteger de eventuais injustiças, muitas vezes é difícil de facto saber se a causa de tal procedimento abusivo por parte de um polícia se deveu ou não a racismo.

                                  Racismo
                                  #476

                                  Offline Kyren

                                  • ***
                                  • Membro Total
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                                  • Não sou provocante, sou é facilmente provocavel..!
                                  Eu não sou racista, e o argumento mais parvo que eu ja ouvi sobre as pessoas de cor é "Vêm praqui roubar o trabalho aos outros".
                                  Mas agora gostava de ver certos portugueses a fazerem o trabalho que os estrangeiros cá fazem, e ao mesmo ritmo..!
                                  Duvido..

                                    Racismo
                                    #477

                                    Offline Phoenix

                                    • *****
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                                    CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

                                    TRATAMENTO DISCRIMINATÓRIO DO S.E.F.-PORTO LEVA TRABALHADOR IMIGRANTE AO  SUICÍDIO 

                                    Desaparecido há dias, depois de se ter apresentado no SEF do Porto, Hamid Hussein, operário de construção civil, com 33 anos, de nacionalidade paquistanesa e a residir há 5 anos em Portugal, pai de dois filhos menores, acabou, em virtude do estado de depressão em que se encontrava depois dos últimos contactos com o SEF, por pôr termo à vida, lançando-se do alto da ponte D.Luís I.

                                    Estranhamente e apesar de transportar consigo, no bolso, o seu passaporte, só no princípio desta semana o seu corpo foi localizado, depositado no Instituto de Medicina Legal do Porto, por amigos que procuravam saber do seu paradeiro, sem que de alguma forma as autoridades locais se tenham preocupado sequer em avisar o consulado do seu país. Inclusive conforme foi informado no IML, o seu corpo estaria em risco de ser incinerado ou ir parar a uma fossa comum.

                                    Tanto quanto se sabe, Hamid vinha tendo vários contactos com o SEF-Porto para regularização da sua situação já que, apesar de se encontrar no país há cinco anos, aquela polícia lhe vinha repetidamente exigindo várias condições – tidas como absurdas noutras delegações do SEF fora do Porto – para lhe revalidar a autorização de residência, entre elas, que perfizesse anualmente o rendimento de 5400 Euros como quantia mínima garantindo a sua sobrevivência económica. Face à generalisada precaridade de emprego, Hamid teria reclamado ultimamente a devolução do que tinha pago para a Segurança Social portuguesa e o regresso ao seu país, o que teria sido respondido no SEF com a sua expulsão das instalações daquela polícia.

                                    Face a esta situação, que embandeira em arco com a actual onda racista e xenófoba protagonizada pela extrema direita– dado que ela não representa um caso isolado nas relações dos imigrantes com o SEF do Porto – a associação “ESSALAM”, apoiada por diversas outras associações antiracistas e de solidariedade aos imigrantes, entre elas a AACILUS, a CNLI, a SOS Racismo, a TERRA VIVA!/Terra Vivente-AES, o Espaço MUSAS, vem convidar-vos para a CONFERÊNCIA DE IMPRENSA de emergência, que se realizará AMANHÃ, DIA 14 DE Junho de 2006 pelas 13.00 horas na sede da TERRA VIVA-Associação de Ecologia Social, na Rua dos Caldeireiros, 213, Porto (à Cordoaria).

                                    Nesta Conferência de Imprensa serão dadas mais informações sobre a situação dos imigrantes na região face ao SEF bem como sobre as medidas que poderão ser tomadas conjuntamente a curto prazo para que casos como este não fiquem sem resposta nem se repitam!

                                    VIVA A SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL E INTERCULTURAL!

                                    As associações:ASSALAM – Associação de Imigrantes Magrebinos e de Amizade Luso – Árabe; AACILUSCNLI; CNLI; Espaço MUSAS; SOS Racismo; TERRA VIVA!/Terra Vivente AES

                                    Porto, 13 de Junho de 2006

                                    Na sequência do suicídio do Hamid Hussein (envio comunicado que algumas associações enviaram no dia 14) hoje houve uma concentração na Praça da Liberdade em que vários imigrantes deram o seu testemunho e falaram das injustiças cometidas pelo SEF do Porto.
                                    Vai haver uma nova concentração na segunda-feira as 19h na mesma praça, vão-se organizar alguns grupos de trabalho para organizar uma manifestação na qual se quer manifestar o repudio à violência cometida contra os imigrantes e começar a formar um movimento contra o racismo.

                                    fonte: Movimento Humanista
                                          

                                      Racismo
                                      #478

                                      Eyre

                                      • Visitante
                                      É dramática a situação de muitos imigrantes. E se o SEF-Porto está a agir mal deve ser denunciado e deve-se ver o que se passa. Pena que já tenha custado a morte a uma pessoa.

                                      Conheço pessoalmente o presidente da ESSALAM, conheci-o via SOS Racismo, e vou estar atenta ao desenrolar da situação.

                                        Racismo
                                        #479

                                        hal

                                        • Visitante
                                        Eu não sou racista, e o argumento mais parvo que eu ja ouvi sobre as pessoas de cor é "Vêm praqui roubar o trabalho aos outros".
                                        Mas agora gostava de ver certos portugueses a fazerem o trabalho que os estrangeiros cá fazem, e ao mesmo ritmo..!
                                        Duvido..

                                        Ainda há umas semanas estivemos a debater precisamente essa questão - os portugueses são preguiçosos - e chegámos à conclusão que é mesmo verdade.
                                        Ela até nos deu alguns exemplos... os jovens estrangeiros têm o hábito de trabalhar nas férias, por iniciativa própria, para ganharem o seu próprio dinheiro, enquanto a maior parte dos portugueses fica em casa ou passa as férias a passear e a gastar o dinheiro dos pais.  :-\

                                           

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                                          Última mensagem 8 de Julho de 2010
                                          por Elijah Keat