rede ex aequo

Olá Visitante09.mar.2021, 09:28:59

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Autor Tópico: HIV & outras IST's nos Jovens LGBT  (Lida 180950 vezes)

 
HIV & outras DST's
#20

FeNiXx

  • Visitante
axo que também n te custaria abordar algo mais sobre o assunto ja que estás tão entendida sobre ele, obg.

    HIV & outras DST's
    #21

    Offline SullenBoy

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    Eu nunca ouvi falar de bareback entre heterossexuais. Sei que os "swingers" tem sempre muito cuidado com essas coisas.

    Se um grupo de toxicodependentes não faz a troca de seringas (portanto assumem comportamentos de risco), será que isso não faz deles um grupo de risco? Mais uma vez acho que isso tem muito de politicamente correcto, de não querer "apontar" o dedo. O resultado disso é o aumento de pessoas com o HIV.


    As explicações que tem sido dadas deste fenómeno prendem-se com a chamada erotização dos interditos, ou seja, neste caso como fazer sexo sem preservativo é socialmente reprovado por causa das DST´s dá-se como que uma atracção especial por essas práticas.

    Alguns psicologos também afirmam que o facto da sociedade condenar a homossexualidade faz com que esses praticantes do "bareback" tenham uma baixa auto-estima e que não queiram viver muito tempo porque se consideram "maus", dai que procurem essa doença.

    Este fenómeno também tem muito a ver com os novos medicamentos, esses "cocktails" que permitiram uma considerável melhoria de vida das pessoas com o HIV. Parece que em vez de viverem com a ansiedade de poderem se infectar, eles optam por se infectar logo e depois fazem essas novas terapias que ainda permitem viver uns bons anos.

    E agora surgiu inclusive todo um mercado de filmes porno, cujo especialidade é mesmo essa: mostrar relações sexuais sem preservativos.

    Os investigadores do HIV condenam obviamente esta prática porque parece que depois se pode formar como que um super virus do HIV, já que os virus tem essa capacidade de mudarem.

    Uma tv do Canada fez uma reportagem sobre esta questão.
    Podem ver as reportagens e entrevistas com barebackers em:

    http://www.cbc.ca/disclosure/archives/0111_russianroulette/thegame.html
     

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      #22

      Offline SullenBoy

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      Também tem um artigo que saiu na Rolling Stone deste ano sobre esta questão. http://www.rollingstone.com/features/featuregen.asp?pid=1525

      E também um comentário da Camille Paglia na sua coluna do Salon.

      The barebacking trend is a cold douche only to those who promote the sentimental PC view of gays as saintly humanitarians or angels of America.

      gay men should stop posturing as pretty St. Sebastians, martyred by benighted homophobes and the big bad authorities, and reflect instead on Oscar Wilde's hedonistic Dorian Gray, confronting his spiritual failures in his corroding portrait.

      http://www.salon.com/col/pagl/1999/02/nc_17pagl.html


      Também tem o caso Andrew Sullivan, que é o caso de um jornalista gay meio conservador e muito moralista que escrevia a criticar a promiscuidade do mundo gay e a subcultura sm, bem como as drag queens e depois foi descoberto que ele frequentava um desses sites de encontros sem preservativo. Confirma um pouco aquela imagem da pessoa moralista: "faz o que eu digo, não faças o que eu faço".

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        #23

        Offline bluejazz

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        Lá porque uns toxicodependentes não mudam de seringas não quer dizer que todos não mudam, logo não temos grupo de risco necessariamente, mas comportamento de risco... Não é uma questão de politicamente correcto, é de não estereotipizar ou generalizar grupos aliando comportamentos que não são praticados por todos. É uma questão de verdade e de justiça quanto à realidade. O mesmo aplica-se aos homossexuais, por exemplo.

        Acho de facto muito mais eficaz focar em comportamentos de risco e não grupos de risco. Aliás, nem todas as freiras são castas, assim como o padre das redondezas, por isso assumir que não vão ter sexo porque são padre ou freira é querer não assumir uma realidade que existe (freiras e padres que têm sexualidade activa) e pô-los de todo de parte na questão da protecção da sua saúde é um erro a meu ver. Pode-se não abordar em específico, mas na abordagem generalista de comportamentos de risco eles estarão obviamente incluídos.

        Comportamentos de risco podem haver em TODOS os grupos.

        Sobre o bareback entre heterossexuais, se não ouvimos falar, é porque não existe? Como duvidar que o fazem em termos práticos (não estou a falar de uma sub-cultura ou movimento criado)? Não sabemos o que não conhecemos...

        Sobre os swingers, também não é querer duvidar da palavra de ninguém, mas julgo que só um inquérito bem vasto permitiria dizer se costumam todos ter "cuidado" ou não... Uns terão, com certeza, mas outros também não... em que quantidade é que já não se sabe...
          "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

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          #24

          Offline SullenBoy

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          Compreendo que pode ser perigoso falar em “grupos de risco” (um conceito que já foi abandonado) pela seguinte razão: alguém que houve dizer que o HIV é uma questão de gays, prostitutas, drogados pode deixar de ter cuidados, pois considera a doença como algo “marginal” e que a ele nunca lhe dirá respeito. Não será até essa uma das razões pelas quais há tantos casos de HIV em Portugal? As pessoas talvez achem que o HIV só atinge “marginais” da sociedade, pensam que aquilo nunca os poderá atingir.

          No entanto, como eu disse, parece-me que as campanhas, ao mesmo tempo que afirmam que todos estamos expostos à doença, também deveria olhar com mais cuidado para determinados segmentos. Por exemplo, nos últimos tempos muito se tem falado nas mulheres que em muitos países são a maioria dos recém infectados. Então, para além de campanhas generalistas, porque não mais campanhas junto das mulheres? Como mostram os últimos números em Portugal os jovens heterossexuais estão a ser atingidos em grande proporção. Acho que também seria útil uma campanha mais perto deles.

          Nos E.U.A, Negros e Hispânicos também estão mais expostos ao HIV, por motivos de exclusão social.

          Era isto que eu queria dizer. Não pretendia passar esta imagem: “Vocês são uns pecadores e portanto vão ter que pagar por tudo o que fizeram transportando essa doença”. Ou fazer como no tempo de Cristo no qual os leprosos eram estigmatizados e postos de lado.

          Eu só acho que essas mensagens politicamente correctas e “igualitárias” não ajudam muito. Nem todas as pessoas tem o mesmo grau de actividade sexual, algumas trabalham em sectores nos quais estão mais expostas (como médicos), outras pessoas tem pouca escolaridade e pouca informação face às DST´s, há situações de exclusão social, ou seja, acho que existem vários contextos e várias variantes a considerar nas campanhas de prevenção para elas serem eficazes.

          Eu não tenho qualquer problema nenhum em dizer que os homossexuais masculinos devem ser alvo de atenção especial, sobretudo nos E.U.A, onde eles são a maioria dos infectados. E porquê? Porquê a maioria deles são sexualmente promíscuos. Enquanto que um homem heterossexual tem à volta de 50 parceiras sexuais na sua vida, um homem gay pode ter entre 300 a 1000 parceiros. Eu não estou de acordo com a linha partidária do activismo gay que diz que os homossexuais masculinos não são mais promíscuos que os heterossexuais. Já que se verificam estes números de parceiros sexuais, e embora baste um único contacto para uma pessoa se infectar, mais vale educar este segmento sobre as DST´s do que depois elas se infectarem com doenças complicadas.

          Uma vez vi um programa na RTP2 com a Ana Drago, o Daniel Sampaio e o Osório, no qual se debatia esta questão do HIV. Foi um autêntico desfile de lugares-comuns politicamente correctos. A certa altura entrou uma senhora que era especialista nesta questão e desferiu um golpe no meio dos clichés brandos. Ela disse que o HIV era uma doença que tinha de facto uma componente comportamental significativa, e deu o exemplo dos países muçulmanos, nos quais apesar de existir a poligamia, as pessoas ficam “fechadas” dentro de um circuito e não há tanta promiscuidade como nos países ocidentais.
           
          E isto é algo que não se quer admitir no HIV. Por exemplo, na questão do tabaco, sabe-se que fumar pode provocar certos tipos de cancro. De igual forma, fazer muito sexo com muitas pessoas sem preservativo (ou mesmo 1 relação) expõe a pessoa às DST´s . Portanto, o que há a fazer é prevenir. De modo que estou em desacordo com essas pessoas conservadoras que são contra o preservativo. As pessoas levam vacinas para evitar doenças; as pessoas devem usar preservativos para evitar doenças. É uma questão de saúde pública e não de moral pública.

          Estas são as minhas opiniões e evidentemente que podem ser contestadas.
           

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            #25

            Offline Hain

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            Responder
            Alguns psicologos também afirmam que o facto da sociedade condenar a homossexualidade faz com que esses praticantes do "bareback" tenham uma baixa auto-estima e que não queiram viver muito tempo porque se consideram "maus", dai que procurem essa doença.

             Uma vez li um artigo na CNN.com em que um jornalista entrevistava um grupo de homossexuais de São Francisco e eles diziam que, como era inevitável que eles ficassem doentes, mais valia terem maior prazer (neste caso, o maior prazer era por eles entendido como tendo relações sexuais sem preservativo) antes de morrerem. Ou seja, estas pessoas, seja através da pouca informação que têm, seja através dos estereótipos que os media criam e que eles interiorizaram, acreditavam estar como que pré-destinados a ficarem doentes. Arrepiante, não?  :-\



            Responder
            De igual forma, fazer muito sexo com muitas pessoas sem preservativo (ou mesmo 1 relação) expõe a pessoa às DST´s . Portanto, o que há a fazer é prevenir. De modo que estou em desacordo com essas pessoas conservadoras que são contra o preservativo. As pessoas levam vacinas para evitar doenças; as pessoas devem usar preservativos para evitar doenças. É uma questão de saúde pública e não de moral pública.

             Eu entendo o que queres dizer, mas queria só acrescentar que por vezes acho que nos deixamos iludir com o "mito" do "sexo seguro" (ainda não é mito, mas lá chegaremos...). A verdade é que não existe tal coisa como sexo seguro. Qualquer tipo de comportamento tem as suas consequências, positivas ou negativas. Com o sexo, também é assim. Seguramente, o preservativo dá uma grande ajuda na prevenção de certas doenças, mas é falível. Não funciona em 100% dos casos.
             Não quero assustar ninguém. Vejam lá não se forcem ao celibato pelo que acabei de dizer  :P.´O preservativo é uma das "ferramentas" que temos ao nosso dispôr para combater as DSTs. Convém usar mais do que uma :) Não existe sexo seguro, apenas sexo mais seguro.


            Responder
            Enquanto que um homem heterossexual tem à volta de 50 parceiras sexuais na sua vida, um homem gay pode ter entre 300 a 1000 parceiros.

             Hum, também disseram o mesmo no Larry King Live ontem. Claro que foi um nobilíssimo, respeitadissimo senhor, defensor da família, da moral e dos bons costumes americanos.  ::) O discurso do senhor estava recheado de referências católicas e, assim, eram poucas as referências baseadas na ciência que ele dava para apoiar as suas opiniões.
             Esses números que apresentas, Sullen, assim à primeira vista, parecem ser retirados de fontes religiosas. Queres dar uma link para a fonte?  :)
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              #26

              Offline cacao

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                • Mais sobre mim...
              Uau!!!... um hetero tem cerca de 50 parceiras e um homossexual entre 300 e 1000 parceiros a longo da sua vida?!... Amazing!!! ;) Gostava de ver estudos ciêntificos que comprovassem de facto isso porque ainda não parei de rir com tamanha estupidez... a não ser que quem disse isso se refersse a coelhinhos...
                Another one will bite the dust...

                "Se não houvesse nem mar nem amor, ninguém escreveria livros." -  Duras

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                HIV & outras DST's
                #27

                Offline SullenBoy

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                Eu por acaso tb vi esse programa mas não foi dai que tirei a informação.
                Penso que li isso num livro chamado História da Sida, da editorial Relógio D´Água.
                Num site de saúde dirigido à população LGBT diz assim:

                Men's Health magazine reported in June that men, on average, have 12.4 sex partners (in a lifetime), and have sex 1.5 times per week. These numbers may seem low to many gay men, who generally exercise greater sexual freedom than their heterosexual counterparts. But for a person who is sexually compulsive these numbers may seem shockingly low.

                http://www.gayhealth.com/templates/106294594885009829513600008/sex/index.html?record=123


                Bom, coitados dos heteros aqui ficaram com menos 30 e tal mulheres.  :)

                De qualquer forma, de acordo com os estudos de um casal de sexológos dos anos 70, Masters e Johnson, os gays seriam o grupo humano com mais actividade sexual seguidos, respectivamente, pelos homens heterossexuais, mulheres heterossexuais e em último lugar (parece um concurso, assim como o digo) ficariam as lésbicas. Poderão dizer que já tem muitos anos, mas a verdade é que os estudos de Kinsey são mais antigos ainda e continuam respeitados.

                Esse senhor (dr. James Dobson) pareceu-me um horrível, para ser bastante directo. Não acho que ele seja católico, acho que pertence a um igreja protestante. Viste ele a dizer que era contra o aborto mas que apoiava a pena de morte? E o homemzinho a dizer que a sociedade judaico-cristã era moralmente superior ao Islão... Então e o período da Inquisição? Ou mesmo o episódio das Bruxas de Salem? Que visão tão distorcida e oportunista das coisas...


                  HIV & outras DST's
                  #28

                  Offline bluejazz

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                    • Homofobia
                  Essa escala, especialmente a das mulheres realmente projecta o esteriótipo típico de que as lésbicas têm menos ou pouco sexo... que é pouco real no meu ponto de vista. Enfim, já faz parte do mito... quem é lésbica é que poderá dizer se concorda que é um mito ou não. Eu acho que é, mas enfim.

                  Os estudos com 30 anos nem sempre poderão ser os mais correctos se calhar. Seria óptimo ver se há estudos posteriores que o comprovem ou refutem. Os calos dos investigadores têm sido cada vez mais apertados em termos de objectividade, método, estruturação e contexto dos seus estudos, especialmente em relação a questões do género e sexualidade. Esses calos só começaram de facto a ser apertados a partir dos ano 80. Não é nunca de desvalorizar os estudos pré anos 80, mas se for possível ter outros estudos (credíveis) posteriores que confirmem o mesmo será o ideal... É necessário é que haja de facto confirmação de outros estudos feitos com máximo rigor para sequer se levar um estudo qualquer a sério.

                  Sobre a questão da promiscuidade ainda não foi levantada a questão de se alguns homens gay não são promíscuos por viverem muitos a sua sexualidade num gueto (o escondido no parque, no jardim, nas dunas, etc., proibido, fugaz, instável, à margem de aprovação ou reprovação por ser secreto).

                  Sobre as diferenças entre os sexos acho que ainda está por determinar quão diferentes somos naturalmente ou se é social/cultural. Em termos de comportamentos vemos pessoas de ambos os sexos a terem os mesmos comportamento e não haver de facto comportamentos típicos, mediante as percentagens de diferença apresentadas. Até porque as margens de diferenças e do desvio padrão em muitos estudos sobre o género é ridiculamente mínimo, praticamente insignificante, mas mesmo assim muitas pessoas gostam de usar essas diferenças para fazer generalizações e catalogar os diferentes géneros para as pessoas leiga que (sem culpa nenhuma sua) não sabem interpretar percentagens de acordo com o tipo de tratamento estatístico a que foi submetido. Quem estuda ou estudou Psicologia pode confirmar o que digo, penso eu...

                  Por esse motivo, se eu pessoalmente tenho uma maneira de sentir que pode ir de acordo com esteriótipo do comportamento de uma mulher quanto à sexualidade (ou seja, a não promiscuidade) conheço mulheres suficientes e homens suficientes que são o oposto do esteriótipo para achar que generalizar é um erro. A juntar-se a isto que já li estudos suficientes em que de facto as margens de diferença são insiginificantes perante o rigor estatístico...

                  Agora se fazem porque é natural ou porque o contexto social ou a educação os leva a fazer assim ou assado já não se sabe (ainda).
                    "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

                    HIV & outras DST's
                    #29

                    Offline Hain

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                    Sullenboy escreveu:
                    Responder
                    Não acho que ele seja católico, acho que pertence a um igreja protestante

                     Ele disse que era protestante  ;)

                     O que achei "divertido" é que os filhos também escreviam livros e davam palestras. Estão a seguir o "negócio da família", bons meninos.
                     Mas o que o Larry King se deve ter divertido, o senhor só faltava rir-se :P  ;D
                      A life without passion would be a life barely worth living.

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                      #30

                      Offline cacao

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                        • Mais sobre mim...
                      Só um pequeno aparte, é importante saber que muitos estudos não estão publicados em revistas ciêntificas e por isso não tem qualquer valor.

                      Tb, a interpretação e discussão de resultados num estudo pode ser questionada já que ela será fortemente influenciada pela pessoa que fez o estudo, i.e., com os seus valores, crenças, etc.

                      Para terminar, não quero dar descrédito aos estudos mais antigos mas hoje em dia qualquer investigador de ciências sociais se baseia, quase sempre, em estudos dos últimos 5 anos (ou menos!!!)... porque está constantemente a sair nova info e novas refutações.
                        Another one will bite the dust...

                        "Se não houvesse nem mar nem amor, ninguém escreveria livros." -  Duras

                        "A felicidade é o livre uso das nossas capacidades". - V. Woolf

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                        #31

                        Offline SullenBoy

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                        “…alguns autores chamam a atenção para as diferenças práticas sexuais que têm os homens e as mulheres homossexuais (Symonds, 1979). Parece então que os homossexuais masculinos estão incomparavelmente mais interessados na variedade de parceiro do que as mulheres. Assim, um estudo com 151 mulheres e 581 homens homossexuais, levado a cabo na Alemanha, mostrou que apenas 1 por cento das mulheres revelava ter tido relações sexuais com mais do que dez parceiras, enquanto o valor correspondente na população masculina foi de 61 por cento (Schafer, 1977).”

                        GLEITMAN, Henry – Psicologia. 4ª edição. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1999. ISBN 972-31-0817-8

                          HIV & outras DST's
                          #32

                          Offline SullenBoy

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                          Eu também me baseio na minha própria observação empírica para produzir esse tipo de afirmação. Quer dizer, eu não ando a contar quantos parceiros os outros homossexuais têm, mas a partir daquilo que eu vejo não me parece que esses números sejam assim tão absurdos.

                          Compreendo que as pessoas não gostem de admitir isso, afinal de contas não é na Psicologia que existe uma teoria que diz que as pessoas só mostram o lado da sua personalidade de que mais gostam? São as janelas de Jandiri (?) qualquer coisa assim, peço desculpa aos estudantes de Psicologia do Fórum.

                          Mas já que se fala em Psicologia, conhecem aquela pirâmide do Maslow? Infelizmente, é triste admitir isto, mas parece-me que a maioria dos homossexuais masculinos ainda estão na base da pirâmide, na parte da satisfação das necessidades fisiológicas…

                          Eu cresci no Funchal e quando sai daqui para estudar fiquei feliz pois julgava que iria encontrar homossexuais interessantes, cultos, inteligentes… Que fantasias que uma pessoa alimenta! Comecei a ver que maioria só queria sexo e falar da vida dos outros… Mas o que se pode fazer? Quem tem culpa sou eu que criei uma imagem errada das pessoas.

                          Uma vez estava eu numa livraria, quando me deparei com um guia gay chamado “Spartacus”. Pensei que era alguma coisa interessante. Quando fui abrir aquilo notei que era um guia de turismo sexual, com referência aos melhores locais para sexo: parques, casas-de-banho, saunas, discotecas, praias… A verdade é que não se ouve falar e também não se publicitam saunas para lésbicas e coisas assim. Eu só acho que há no meio gay uma excessiva fixação em questões relacionadas com a actividade sexual em detrimento de outras coisas mais espiritualizadas ou intelectualizadas. É muito limitativo para as pessoas.
                           
                          Não se trata aqui de defender um conservadorismo sexual, tipo “sexo só depois do casamento”. Eu prefiro seguir o ensinamento do Buda sobre a Via do Meio. O Buda viveu anos no meio do luxo e da indulgência no palácio do pai. Depois de abandonar o palácio vive vários anos em ascetismo e mortificação, expondo-se aos rigores do clima, à fome… Qual foi a conclusão que ele chegou? Que não é preciso cair em extremos, que a felicidade pode ser alcançadas através da moderação.



                            HIV & outras DST's
                            #33

                            Offline bluejazz

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                              • Homofobia
                            um estudo com 151 mulheres e 581 homens homossexuais
                            Logo estes números, para mim que desconfio da estatística, fazem-me pena... 151 mulheres para 581 homens... bolas! Claro que a desculpa para ter um universo menor de mulheres deve ser: "Ah, é porque há mais gays que lésbicas..." >:(

                            Não admira que haja 1%... enfim não é que se houvesse 581 mulheres e 581 homens no estudo a percentagem passasse para 50%... mas.

                            Pode ser verdade que há mais mulheres que homens que não são promíscuos. Aliás eu tenho essa visão (seja verdadeira ou não). Mas agora vamos negar a existência das mulheres promíscuas e dos homens não promíscuos? Como se sentirão os homens gays que não são promíscuos (e ainda há muitos) que estão sempre a levar com a generalização e com o esteriótipo na cara?

                            E qual é a diferença verdadeira entre os homens homossexuais e heterossexuais? É que os primeiros conseguem obter sexo mais facilmente do que os segundos (porque as mulheres gostam menos de promiscuidade)? Então onde está a justiça de achar que os gays são os tarados da terra (estou a usar uma hipérbole)? Os homens heterossexuais são assim tão diferentes? Se o forem é só pelas circunstâncias, penso eu. De outro modo, não vejo diferença nenhuma e é por isso que me choca a tendência para apontar o dedo (até porque não temos nada a ver com o assunto, porque cada um faz o que quer desde que não esteja a fazer mal aos outros) de este e aqueloutro faz isto e este grupo é assim ou assado, quando sabemos que o há mais é homens heterossexuais a enganar as mulheres e a ir às prostitutas. É muito fácil criticar certos sub-grupos, quando existem de facto esse mesmo tipo de sub-grupos noutros grupos. Existem homossexuais de todo o género e acredito que conheço homossexuais, nem que seja pela sua formação/educação seriam incapazes de andar aos saltos de parceiro em parceiro.

                            Penso que se é para criticar os homens então que se critique, mas não me parece que determinados homens heterossexuais se fosse gays na realidade não teriam exactamente o mesmo comportamento (ou pior) que homens homossexuais.

                            Onde ficam entretanto os homens heterossexuais e homossexuais que não são assim?

                            É o velho tema: mulheres "galdérias" sempre existiram, mas eram/são ostracizadas, enquanto o oposto num homem é um "garanhão". Com este tipo de mentalidade e de cultura é natural logo que as mulheres seja pressionadas para não serem promíscuas e os homens levados a ser promíscuos para ser afirmarem como muito machos. O que é natural e o que é social/cultural, afinal?

                            É por estas e por outras que não gosto de generalizações.

                            E pegando no que foi dito e que já me tinha sido dito por alguém de psicologia: nos próprios testes as pessoas mentem. Eu sei de uma lésbica que num estudo que perguntaca se conhecia lésbicas e ela respondeu "Não" quando não era de todo verdade!

                              "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

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                              #34

                              Offline cacao

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                              Sullen,

                              Para tua informação o livro de Gleitman é do ano da maria castanha e quando entrei para psicologia foi um dos livros que os meus professores nos proibiram de ler. Tb quero comentar que para muitos teóricos a pirâmide de Maslow é extremamente reducionista no que respeita a motivação humana, se quiseres poderás procurar informação em estudos mais recentes já que a motivação sempre foi um dos temas mais procurados na psicologia cognitiva, behaviorista, analítica e não só!
                                Another one will bite the dust...

                                "Se não houvesse nem mar nem amor, ninguém escreveria livros." -  Duras

                                "A felicidade é o livre uso das nossas capacidades". - V. Woolf

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                                #35

                                XATE

                                • Visitante
                                 :-X Ando "mortinha" para descobrir onde raio vi um slogan, em que estavam as pessoas literalmente a monte e que dizia a seguinte frase:


                                SAFE SEX IS HOT SEX!

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                                  #36

                                  Offline SullenBoy

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                                  Bom, cada pessoa terá sua opinião que se deve basear no que vê, no que reflecte, no que lê, no que sente...

                                  Se me perguntassem se eu acho que os homossexuais masculinos são promíscuos, eu responderia que sim, que na sua maioria são. Não quer dizer que não existam gays que não queiram ter um relação estável monogâmica, a mim parece-me que são uma minoria.

                                  Eu falo enquanto homossexual, não é como se eu fosse alguém de fora que não sabe o que está a dizer.

                                  Alias, alguns amigos meus, que são gays, também se "queixam" do mesmo. E se forem ver em anúncios de sites em que se procura namoro, muitas vezes eles dizem nos aúncios que não procuram engates, mas algo mais sério. Até mesmo aqui no Fórum já vi pelo menos dois rapazes a se queixar disto também.

                                  Nos Estados Unidos, tem sido escritos vários livros por autores homossexuais que reflectem e criticam um pouco essa fixação excessiva que há no meio gay pela actividade sexual.

                                  Eu só fiz uma constatação. Agora se me perguntassem o porquê desse promiscuidade eu diria que pode ter várias explicações, desde o facto da sociedade não permitir a expressão livre da homossexualidade o que empurra as pessoas para guetos, o facto dos homossexuais não se poderem casar e terem assim vedada uma hipótese de tentar construir um relacionamento mais estável, o facto da sociedade em geral considerar que os homens podem ter maior liberdade sexual que as mulheres de modo que os homossexuais masculinos seguem esse padrão cultural, até eventuais explicações de psicologia evolucionista e da sociobiologia que afirmam que há uma inclinação natural dos homens em geral para a promiscuidade.

                                  Deve uma pessoa que é promiscua ver a sua igualdade perante a lei e os seus direitos negados? Não, claro que não.

                                  O Pim Fortuyn ia para quartos escuros, onde é um salve-se que poder, mas pelo menos tinha a frontalidade de admitir isso publicamente.


                                    HIV & outras DST's
                                    #37

                                    Offline SullenBoy

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                                    Este tema que estamos a debater faz-me lembrar da jornalista lésbica Norah Vincent. Ela provocou polémica ao afirmar que os gays são responsáveis pela disseminação da SIDA, devido à promiscuidade elevada que se verifica na comunidade gay (de acordo com a opinião dela).

                                    Tem sido uma ideia que tenho visto apontada em vários artigos de opinião da autora, como este que deixo aqui, no qual ela acha que manter relações sexuais nos nossos dias é como nadar num mar cheio de tubarões e que as pessoas tem mais é que se precaver.


                                    Swimming with sharks
                                    By Norah Vincent
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                                    September 06, 2001 | The recent shark infestation off the coast of Florida (and the insurgent response to it by some surfers) is a perfect metaphor for one of America's biggest social problems, and for the way in which liberals and conservatives have attempted to solve or worsen it, as the case may be.

                                    By now, every prospective surfer in the country knows that at least seven other surfers have been bitten by sharks in the past few weeks, all in the same stretch of water off Smyrna Beach, where a surfing competition recently took place. (I should make it clear here that I'm not talking about the two other swimmers, one in North Carolina and one in Virginia, who have been killed by sharks in recent days. Neither of them went into the water knowing the dangers.) Some Smyrna surfers, however, having been made aware of the considerable risks, have insisted on braving the waves anyway, which is, of course, their prerogative. But, as always, there's a hitch. That prerogative of doing what you like with your body comes with a price. Paradoxically, freedoms don't come free. They come with responsibilities attached.

                                     
                                    In this particular case, this means that if a surfer wades into the surf, knowing all too well that 1) those waters are infested with sharks; 2) an alarming number of other surfers have been bitten by those sharks; and 3) the authorities have closed the beaches for this very reason, he must take sole responsibility for what happens to him.

                                    Now, to most litigious idiots, this means that if they get bitten they'll agree not to sue the state for damages. It would never occur to them, or to us, apparently, that taking responsibility for one's injuries in this case means a great deal more than not crying foul. Or, at least, it should. It should mean that the person who knowingly swims in shark-infested waters thereby automatically renounces his right to expect the lifeguards on duty to risk their lives trying to save him once the inevitable bite has been taken out of his demonstrably dumb ass. It should also mean that the surfer, not the taxpayer, must absorb the entire cost of whatever help and/or medical treatment he receives during and after his ill-advised swim.

                                    But most Americans, childish and self-entitled as they are, don't like this idea. "What?" they whine. "I can't do anything I want and still expect someone else to pick up the tab or otherwise pay the consequences? That's not freedom." No, they argue, this must be some politician's plot. That, or the scourge of compassionate conservatism, President Bush's ballyhooed philosophy for revamping public policy.

                                    Which indeed it is. To wit: Everyone has to play by the rules. It's a simple principle, and one that we should, by all rights, expect of every citizen, rich and poor alike. Think of it. If everyone understood that the social contract is a transaction, not an automatic entitlement proposition; a two-way street, not a free lunch; imagine how things would change for the better. Imagine how much money would cease to be wasted on the inevitable results of bad behavior willingly undertaken. Imagine that same saved money supporting programs that help the truly helpless, rather than abetting the sophomoric decision making of the perpetual 2-year-olds with whom our culture is rife.

                                    Doesn't it strike you, for example, that this death beach scenario, and the way that these would-be water babies have responded to it, sounds an awful lot like the sexual habits of a certain segment of the gay male population? In a recent New York Times article on the 20th year of AIDS, Erica Goode reported the sad finding that, these days, your average Priapus is likely to have lapsed again into having unsafe sex. It seems a new complacency has arisen in the wake of the stunning success of the latest HIV drug cocktails, which have managed, for now at least, to stem the death toll of AIDS.

                                    Think of it. Each young surfer, determined to ride the waves of sexual bliss though he knows the waters to be infested with ravenous, disease-bearing, unscrupulous sharks who'd just as soon maim him as look at him, jumps in feet first. The authorities have warned him against it, but he insists on going in without (sorry for the ham-handed analogy) his wetsuit. Yet, he does so fully expecting that if he meets with a bad end, the Coast Guard will dutifully dispatch its fearless Argonauts to try to save him.


                                    In the real world this translates into spending astronomical sums of money and inordinate amounts of time on finding a cure for a disease that is already curable. Anyone who doesn't already have it knows how to avoid getting it. Don't go swimming with sharks. And those who already have it know how not to spread it. Don't be a shark. Those who have it already also know how to manage it. Would that we could say the same for cancer, Alzheimer's, Lou Gehrig's disease and a long list of other fatal diseases. Imagine if we could have said it a mere 20 years after these diseases were discovered.

                                    The current abortion fiasco is a similar case in point. Women want sexual freedom at all costs. They demand it. They deserve it unequivocally, no questions asked. And why? Because they fully expect, and, in the current judicial climate, are not mistaken in this expectation, that the Uterus Guard will swoop in with a scalpel and do for them what they refuse to do for themselves: prevent a pregnancy. And, as anyone familiar with the statistics knows, failure to prevent, or in many cases even to take precautions against pregnancy, accounts for the vast majority of abortions in this country. (Rape accounts for only a tiny percentage.) So, the ladies go swimming with sharks and do so simply because they want to, not caring a whit, of course, for the blastocyst/alleged nonperson who dies in the process of rescuing insouciant them.

                                     
                                    Or perhaps, attempting to avert what W.H. Auden called "the necessary murder," they decide to have the kid and raise him without preparation and without a father, thereby giving rise to all the usual problems like chronic delinquency and maladjustment. This, too, fits our analogy. The reproductive risks an individual takes out of sheer arrogance and brass end up costing the taxpayer, who, like it or not, must come to the rescue.

                                    Even liberals concede this, though in their own way, of course. Two professors, for example, one from Stanford and one from the University of Chicago, recently announced the results of a study that appeared to show a causal link between the legalization of abortion in 1973 and subsequent reductions in crime. Aborted kids are unwanted kids, they reasoned, and rightly so. Unwanted kids often have a harder time of it, and are often raised in less than ideal conditions. They grow up scarred and often criminally inclined as a result. Thus, it makes sense that more abortions would produce less crime.

                                    Now, using that same logic, imagine the result if women who can neither emotionally nor financially afford to raise children out of wedlock (two of the main reasons women seek abortions) stopped having unprotected or insufficiently protected sex whenever the fancy struck them. We'd end up with less crime, and not at the expense of more than a million fetal lives per year.

                                    But, you see, compassionate liberalism is on the side of the silly surfers. Give the people what they want. Everything they want. And then pick up the tab and clean up the mess when they crash. Anything else would be mean-spirited and less than civilized.

                                    Meanwhile, conservatives who see the inevitable link between bad impulse control and bad results, between the inability of many people to see themselves as a part of a society, and the resultant malfunctioning of that society, are seen as cruel and unusual for expecting of all Americans what all sane parents expect of their children: responsibility and fair play.

                                    The mantra of compassionate conservatism should neatly reverse the classic '70s feminist rallying cry "The personal is political," and thereby yield the more sensible pronouncement "The political is personal." If we as a culture could embrace such a philosophy and learn to change our own behavior, rather than expecting government to do it for us, we might change entirely the face of American life. I am suggesting a change from the bottom up instead of from the top down, from the living room out, not from the courtroom in. I am asserting only that altering individual mind-sets will alter individual behaviors, and that in turn will change the society at large.


                                    Achei particularmente interessante este último paragráfo.

                                    O artigo original encontra-se em :

                                    http://dir.salon.com/news/col/vincent/2001/09/06/sharks/index.html?pn=1

                                    Neste site tem uma foto da Norah. Digamos que ela corresponde ao esteriotipo da lésbica à "rapazinho", com cabelo curto (nada de errado em ser uma lésbica à "rapazinho", é só uma constatação minha).


                                    Comentários?

                                      HIV & outras DST's
                                      #38

                                      Offline SullenBoy

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                                      Colunista polêmica



                                      Norah Vincent é uma colunista free lance do Village Voice, semanário esquerdista americano. Conservadora, Norah enfurece os leitores defendendo posições polêmicas sobre questões como aborto e Aids; por exemplo, a opinião de que os advogados dos gays "não gostam de admitir" que "os homens gays devem arcar com a responsabilidade pela disseminação da Aids").

                                      A colunista é lésbica, o que a torna uma aliada improvável de cristãos conservadores e instiga a ira de seus oponentes. Segundo Felicity Barringer [The New York Times, 6/8/01], Norah é vista, entre muitos grupos gays, como representante de uma nova geração de intelectuais gays oportunistas, que trairiam o movimento explorando a homofobia latente na mídia.

                                      O editor do jornal, Don Forst, defende a colunista: "Ela faz com que as pessoas a leiam. E se ela introduz pensamentos que eles nunca tiveram, isso é ótimo."

                                      Norah rebate seus críticos afirmando que não são realmente liberais, por não aceitarem que certas idéias possam ser expressas. "Há uma idéia errada de que estou atacando certas pessoas. Não estou", afirma. "É apenas uma discussão na comunidade. E que lugar mais seguro para isso do que o Village Voice? Não é o National Review. Você está discutindo com seus companheiros um ponto polêmico, que é para o que a imprensa supostamente serve."

                                      Retirado do seguinte site brasileiro:


                                      http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/mo150820018.htm

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                                        #39

                                        Offline bluejazz

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                                        REINO UNIDO: Homem condenado por infectar mulheres com o HIV
                                        15 Out 03

                                        Um homem infectado com HIV foi considerado "culpado" pelo tribunal de ter transmitido "sem compaixão" o vírus a duas mulheres. O júri do Inner London Crown Court, em Inglaterra, considerou que Mohammed Dica, de 37 anos de idade, infligiu danos físicos graves às queixosas ao manter relações sexuais com elas. Dica, que vive em Mitcham, a sudeste de Londres, disse à polícia que ambas as mulheres sabiam que ele estava infectado antes de aceitarem dormir com ele. Elas alegam que não é assim. "Ele transmitiu esta doença deliberadamente. Quem tem esta doença tem a obrigação de se assegurar que não espalha a tragédia pelos outros", afirmou uma das queixosas, citada pela edição "on line" do "The Guardian". Dica terá convencido uma das vítimas a ter relações sem protecção, garantindo-lhe que tinha feito uma vasectomia; a outra mulher, Dica jurou que a amava e que queria muito que ela fosse a mãe dos seus filhos. O tribunal deverá decidir qual a sentença a aplicar a Dica no dia 3 de Novembro; a pena pode ir até 10 anos de prisão pelos dois crimes. "Se tivesse que decidir qual a sentença hoje não tenho dúvidas que ele iria para a prisão e durante muito tempo", declarou ontem o juiz Nicholas Philpot. Dica não terá direito a caução. É a primeira vez em mais de cem anos que uma pessoa é processada e condenada em Inglaterra e País de Gales por contagiar outra com uma doença sexualmente transmissível; é também a primeira vez que alguém é condenado, nestes países, por ter transmitido o HIV através de relações sexuais.

                                        http://portugalgay.pt/news/index.asp?uid=151003A
                                          "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

                                           

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