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Olá Visitante15.nov.2019, 23:28:12

Autor Tópico: Teremos os políticos que merecemos?  (Lida 1686 vezes)

 
Teremos os políticos que merecemos?
#0

Offline nevertoolatetobehappy

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Boa noite a tod@s,

Decidi lançar este tópico para iniciar uma reflexão sobre a nossa relação com os políticos e de que forma somos responsáveis pelo estado actual da democracia / crise em Portugal.

Uma análise à dissertação "Valores e Felicidade no Século XXI - Um Retrato Sociológico dos Portugueses em comparação europeia" permite-nos retirar as seguintes conclusões:

  • Os europeus não confiam nos políticos: do conjunto de países analisados, Portugal é o país com 2º menor índice de confiança nos políticos
  • Não nos interessamos por política
  • Achamos a política um assunto complicado
  • Temos dificuldade em nos posicionarmos politicamente
  • Estamos entre os países com mais simpatia por partidos mas dos que menos votam
  • As prioridades para se ser bom cidadão em Portugal são: 1º Ter opinião própria; 2º Ajudar as pessoas que estão em pior situação; 3º Obedecer a todas as leis e regulamentos; 4º Votar sempre em eleições (cuja média é 0); 5º Trabalhar em Organizações de voluntariado; 6º Ser uma pessoa politicamente activa. É curioso referir que os países onde os cidadãos mais confiam na democracia são precisamente aqueles onde “Votar sempre em eleições” está no topo das prioridades.

A correlação entre cidadania e democracia é forte, e creio que é aqui que todos nós falhamos. Neste momento há uma completa descredibilização do sistema político mas paradoxalmente somos um país com elevadíssimas taxas de abstenção; o paradoxo surge porque se não nos tornamos cidadãos interessados em pontos fulcrais ao bem-estar social, não podemos exigir que os políticos – que são um reflexo da sociedade - sejam mais competentes. É precisamente neste ponto que gostaria de deixar esta discussão em aberto: não podemos exigir dos outros aquilo que nós não exigimos de nós próprios. Não podemos exigir que os políticos sejam menos medíocres se não exigimos mais informação e manifestamos massivamente a nossa opinião, quer em eleições, manifestações ou greves gerais.

A meu ver o problema de fundo é a falta de cidadania, muito mais profundo e complexo do que a política. É um conjunto de crenças e comportamentos que nos é incutido ao nascermos, tendo repercussões na nossa atitude.

Para podermos sair da encruzilhada em que nos encontramos, precisamos a meu ver de ultrapassar três pontos: incoerência, pequenez e inveja.

Somos incoerentes porque exigimos que os outros sejam o exemplo mas depois na hora somos iguais ou até piores que eles. Exemplo disto é queixarmos-mos da ausência de responsabilidade dos políticos e depois não pedimos fatura, não vamos a manifestações porque já não vale a pena, escolhemos os favores ao esforço, criamos esquemas, violamos o código de estrada, fazemos tudo em "cima do joelho", deitamos lixo para o chão, etc.

Somos pequenos porque cá dentro nunca és suficientemente bom, precisas de ir lá para fora para seres reconhecido. Temos um sério problema de orgulho nos nossos pares, de elogiar e de mostrarmos aos outros que somos bons.

Finalmente, sofremos de um síndrome difícil de perceber – lidamos muito mal com o sucesso dos outros. Se um vizinho teu é rico, anda contente com a vida, tem vivenda e carro de luxo, queremos logo que ele fique pobre, triste e que lhe tirem a casa e carros de luxo para ter um quarto arrendado e andar de autocarro. E porquê pergunto eu? Porque não pensar que ele pode ser uma pessoa de valores, que suou para chegar onde está e quem sabe correu riscos enormes para perseguir um sonho? Porque não pensar que se ele consegue eu também consigo? Porque não lutar para deixarmos um sítio melhor do que onde este estava anteriormente?

Dirão muitas vozes que os políticos têm que ser responsabilizados – concordo em absoluto com isso. Um político que está envolvido num processo em tribunal devia imediatamente afastar-se, o nº de recursos devia ter limite no tempo, quem foi responsável por contratos ruinosos para o Estado devia estar efetivamente preso e não como administrador de empresas, etc. Mas se nós não formos mais reivindicativos e informados, vamos comer sempre aquilo que nos é dado, que normalmente é mentira.

Em conclusão, há dois pontos-chave que estão na origem do fracasso da democracia portuguesa: falta de estratégia e responsabilidade colectiva e individual. Não interessa que mude de governo, partido ou primeiro-ministro – reformas estruturais não são feitas em 4 anos e cidadãos responsáveis não aparecem do dia para a noite.

Gostaria de saber qual a vossa visão sobre este tema.

Abraços,
Tiago.
« Última modificação: 30 de Julho de 2015 por nevertoolatetobehappy »
    "Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light not our darkness that most frightens us."

    Teremos os políticos que mereceremos?
    #1

    Offline SoWhat

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    Penso que abordaste todos os pontos de forma clara. E de facto, se analisarmos bem, está tudo ligado.

    Reparemos então na quantidade de pessoas que se queixa que "está tudo mal" e comparemos com as últimas eleições e vejamos a quantidade de abstenções. De uma forma geral, a nossa população, deixa passar as oportunidades que têm para fazer a mudança; acham que "são todos iguais". Mas na verdade eu acho que o problema é que "são sempre os mesmos" e por isso a sua ideologia será sempre a mesma, bem como a sua abordagem; pois aqueles que ainda exercem o seu direito de votar serão sempre os mesmos. Nós temos mais poder do que aquilo que pensamos, ainda não encontrámos foi a maneira correcta de o aplicar. Não digo que as manifestações não são importantes, porque o são, mas penso que grande parte delas poderiam ter sido evitadas se, posteriormente, se tivesse tido a responsabilidade de votar e fazer a sua voz ouvir-se. Não foi para isso que tanta gente lutou? Se todas aquelas abstenções tivessem votado num outro partido, hoje não teríamos o governo que temos; portanto é importante que se pense que "sim, um voto, o voto de cada um, faz a diferença".

    Outro ponto importante de salientar, mas que talvez caia um pouco em off-topic, é que se tem sempre uma opinião para tudo mas é raro ter argumentos que defendam esse mesmo ponto de vista; a meu ver, porque na maior parte das vezes somos um pouco "ovelhas" e quase que de forma mecanizada seguimos os outros sem saber bem para onde vamos; fazemos, e somos, "porque sim" ou porque "lá fora também se faz assim". Uma frase que me acompanha, e que acho importante partilhar, é "antes de dizeres ou fazeres o que estás a pensar, pensa".

    Acho também importante referir o quanto se exige os direitos mas que existe muita gente que esquece, muitas vezes, os deveres básicos: como a boa educação (e não me vou alongar mais porque acho que disseste tudo).

    Em relação aos "favores" acho que não haveria mal com isso se aquele/a que chegou a tal sítio com a ajuda da "clássica cunha" se esforçasse para mostrar que, independentemente de como lá chegou, o merecia. E não é isso que acontece a maior parte das vezes.

    Por último, acho importante esforçarmos para subirmos e não para fazermos os outros descer. Porque é certo que existe muito o sentido de impunidade e que muita gente sobe na vida de maneiras não muito correctas, mas tenho a certeza, que também haverá muita gente que tem conseguido aquilo que tem graças à conquista do seu trabalho árduo e dedicação.

    Portanto, acho importante que se deixe a atitude de "coitadinho" e que se tome uma posição mais humilde (que não é a mesma coisa), que se pense que as acções têm consequências, que deixemos a ideia do  "eu concordo, mas vai tu primeiro" e que se canalize as energias e a força (mas não a física) para quando temos a oportunidade de fazer a mudança, e não depois.

    Concluindo, nunca esqueçamos que "cada um colhe aquilo que semeia".

    Espero ter respondido ao que procuravas.

      Teremos os políticos que mereceremos?
      #2

      Offline _ricardo_

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      • Membro Sénior
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      A minha resposta à pergunta que dá título a este tópico é um claro sim! Concordo com quase todos os argumentos do primeiro post, e vou acrescentar mais alguns, tentando não repetir muito aquilo que já foi dito.

      Em primeiro lugar, e na minha opinião, os políticos portugueses são efectivamente mal pagos. Aceito obviamente o argumento de que nos dias que correm, com tanta gente a passar dificuldades, seria uma obscenidade aumentar os seus salários mas acho que sem que isso aconteça (não agora, mas num futuro necessariamente próximo) nunca poderemos esperar uma grande mudança na qualidade dos nossos políticos. Não é difícil perceber que alguém verdadeiramente competente nunca vai trocar o seu lugar numa empresa por um lugar na política onde tem responsabilidades incomensuravelmente maiores e está sempre sujeito ao enxovalho constante (em alguns casos merecido, ainda assim) da opinião pública. Tudo isso tem um preço e nem a pessoa com mais sentido de missão se sujeita a isso se não for bem remunerada.

      A consequência do primeiro ponto que referi é o aparecimento de seres ao nível de Miguel Relvas, Passos Coelho, António José Seguro, e outros tantos que têm percursos políticos miseráveis, ou porque toda a vida foram jotinhas e não fazem a mínima ideia do que é a vida, e/ou porque toda sua carreira ao serviço do Estado está manchada, desde a primeira hora, por esquemazinhos que envergonhariam qualquer pessoa de bem. Como são seres bem habituados a mexer-se na lama, o salário que recebem como detentores de cargos públicos pouco lhes importa, porque uma vez acabado têm sempre um lugar à espera em qualquer empresa pública ou privada.

      Associado a este primeiro problema há um outro, já aqui referido, que é a falta de cultura da responsabilidade e do mérito em Portugal. É uma coisa que, na cabeça da esmagadora maioria dos portugueses, por muito que nos custe, não faz sentido. Por isso, por mais obscenamente incompetentes que sejam os políticos, o voto, e por conseguinte, o lugar, está-lhes assegurado. É a única explicação para que seres com a capacidade intelectual dos actuais primeiro-ministro e líder do maior partido da oposição ocupem os lugares que ocupam no contexto actual do nosso país. E se eles foram capazes de chegar onde chegaram, e ainda por cima quando mais precisávamos de pessoas competentíssimas e não o contrário, isso diz muito sobre o estado da política por estas bandas.

      Um outro grande problema, e aqui vou repetir os posts anteriores, é o facto de a grande maioria da população esperar dos seus políticos aquilo que não é capaz de fazer ela própria. É um lugar comum o do Zé Português que acha que o primeiro-ministro e respectivos ministros deviam andar de autocarro quando, ao fim-de-semana, envergando o seu melhor fato de treino, pega no seu carro e vai passar o dia ao centro comercial e à noite janta com os filhos enquanto vêem a Casa dos Segredos, ou qualquer outro tipo de programação de qualidade de que as nossas televisões estão cheias. É o Zé que mais depressa oferece aos filhos jogos para a consola do que um livro. É esse Zé que espera ter políticos competentes quando educa os seus filhos para serem seres sem qualquer consciência dos seus deveres cívicos ou responsabilidades. É esse Zé que os leva à praia no dia das eleições e assim lhes dá um grande exemplo sobre como se devem comportar quando adultos, mas vota no autarca condenado por corrupção porque lhe construiu uma piscina municipal à porta de casa e que, parecendo que não, dá sempre jeito quando vem o calor.

      Mas para mim a principal razão pela qual muita gente se distancia tanto da política e contribui assim para que seja cada vez pior o nível dos políticos é o completo desprezo pelo contrato social do Estado (essa entidade abstracta!) com os seus cidadãos. Consoante a ideologia política de cada um, e isso aqui não discuto, podemos preferir um Estado maior ou mais pequeno, pagando mais ou menos impostos e consequentemente tendo mais ou menos contrapartidas por parte dele, respectivamente. Agora, o que está muito, muito errado actualmente em Portugal, e sobretudo pela mão do actual governo, é o aumento brutal de impostos e o corte naquilo que são as contrapartidas que o Estado "oferece" aos seus contribuintes. Não se pode aumentar os impostos e cortar serviços de saúde, fechar tribunais, departamentos de finanças, escolas, serviços públicos em geral. Não faz sentido! É o quebrar desse contrato social que tem acelerado e muito a desconfiança das pessoas por tudo o que está ligado à política. E é por isso que eu, enquanto cidadão, hoje simpatizo por uma pessoa que, passando dificuldades, vá à oficina e opte por não pedir factura, por exemplo, quando antes eu seria o primeiro a apontar-lhe o dedo. Não posso, em boa consciência, pactuar com um Estado que rouba, literalmente, os seus contribuintes.

      Por fim, o que está mal na democracia portuguesa actual são as estruturas dos partidos. São completamente fechadas à população em geral, movem-se por interesses meramente intra-partidários e não pela busca do bem comum. Isso gera desconfiança junto das pessoas, e é mais um dos factores que leva à não participação activa da sociedade na polítca. Já fui convidado para me juntar a juventudes partidárias e nunca aceitei exactamente por isso - porque sei que essas juventudes são meros meios de produzir gente que sirva os interesses do partido primeiro, e só depois os do país. E o melhor exemplo disso são os actuais primeiro-ministro e líder do PS que fizeram toda a carreira dentro dessas juventudes e se vieram a tornar as brilhantes intelectualidades que hoje temos o prazer de conhecer.

      Espero ter contribuído para a discussão sem me desviar muito do tema central.


       
      « Última modificação: 23 de Setembro de 2013 por _ricardo_ »
        "Great spirits have always found violent opposition from mediocrities. The latter cannot understand it when a man does not thoughtlessly submit to hereditary prejudices but honestly and courageously uses his intelligence." Albert Einstein

        Teremos os políticos que mereceremos?
        #3

        V24

        • Visitante
        Para mim é muito simples: não vota não bufa ;D
        Agora mais a sério: temos de votar e não só. Temos de ser informados e se virmos que os políticos não estão a desempenhar bem as suas funções há que escrever cartas, fazer queixas, mexer o r****** até à assembleia da freguesia ou à municipal e fazer as nossas propostas. Agora em Lisboa até há o Orçamento Participativo por amor de Deus!
        Admiro numa coisa o sistema inglês e americano. Em Inglaterra as pessoas relacionam-se com o seu MP ou seja o deputado eleito pelo seu círculo eleitoral e na América temos a figura do Congressman. Isso devia ser aplicado a Portugal.

        O meu pessoal diz que estou sempre a reclamar, mas quando tem algum problema telefonam-me a perguntar. Sim porque eu vou aos sítios esfregar decretos-lei na cara das pessoas :P :P :P Na Worten até me perguntaram se era advogada (não sou :-X)

        Hoje fui votar e sinto-me feliz e orgulhosa. Epá houve pessoas torturadas pela PIDE por terem ideias democráticas e nós cuspimos-lhe na cara não indo votar???

        Enfim eu evangelizo as pessoas contra a abstenção  lol lol lol

          Teremos os políticos que mereceremos?
          #4

          Tiagooo

          • Visitante
          Julgo que temos...e basta ver alguns resultados das autárquicas para se perceber tal.
          Infelizmente em Portugal ninguém se preocupa com o plano de governo de qualquer partido nem com os canidatos assim como os políticos também não se querem dar a esse trabalho, gostam sim de mostrar a cara numas arruadas, mandar umas bocas contra o candidato e está ganha a eleição, para que mais trabalho?

            Teremos os políticos que mereceremos?
            #5

            Offline Arch

            • ****
            • Membro Sénior
            • Género: Masculino
            Temos.
            Não sou comentador político e confesso que nem assíduo leitor de artigos deste caracter, mas considero que sim.
            As abstenções aumentam de eleição para eleição; são feitas manifestações atrás de manifestações contra medidas politicas? Ora...tendo em conta a percentagem de abstenção e os aderentes das manifestações, não há aqui alguma discrepância?
            Se se recusam a votar, que não reclamem. Que votem, que exerçam essa oportunidade e dever que demorou a ser conquistado; pelo qual, em tempos, as pessoas lutaram.
              http://the-tyranny-of-disquiet.tumblr.com/

              "Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim", Pessoa.

              Teremos os políticos que mereceremos?
              #6

              Offline blueboy

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              • Associad@
              • Membro Vintage
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              • Smile!
              Admiro numa coisa o sistema inglês e americano. Em Inglaterra as pessoas relacionam-se com o seu MP ou seja o deputado eleito pelo seu círculo eleitoral e na América temos a figura do Congressman. Isso devia ser aplicado a Portugal.

              Eu tambem sou a favor de circulos unipessoais, mas tens de ter noçao que nem o ssitema ingles, nem o americano sao perfeitos. O sistema mais tentador de aplicar, semelhante ao americano, por exemplo, leva inevitavelmente a uma assembleia bipartidaria, sem espaço para outros partidos.

              Existem outras opçoes, mas o PSD e o PS nao se vao estar a mexer para alterar uma coisa, a nao ser que lhes fosse vantajosa.
              Existem alguns videos interessantes sobre eleiçoes e os problemas associados, mas neste momento nao consigo procurar o link. Tenta pesquisar no youtube "gerrymandering" e "first past the post" pelo autor CGP Grey ;)
              « Última modificação: 17 de Novembro de 2013 por blueboy »
                Ainulindalë

                Teremos os políticos que mereceremos?
                #7

                Tiagooo

                • Visitante
                Para mim é muito simples: não vota não bufa ;D
                Agora mais a sério: temos de votar e não só. Temos de ser informados e se virmos que os políticos não estão a desempenhar bem as suas funções há que escrever cartas, fazer queixas, mexer o r****** até à assembleia da freguesia ou à municipal e fazer as nossas propostas. Agora em Lisboa até há o Orçamento Participativo por amor de Deus!
                Admiro numa coisa o sistema inglês e americano. Em Inglaterra as pessoas relacionam-se com o seu MP ou seja o deputado eleito pelo seu círculo eleitoral e na América temos a figura do Congressman. Isso devia ser aplicado a Portugal.

                O meu pessoal diz que estou sempre a reclamar, mas quando tem algum problema telefonam-me a perguntar. Sim porque eu vou aos sítios esfregar decretos-lei na cara das pessoas :P :P :P Na Worten até me perguntaram se era advogada (não sou :-X)

                Hoje fui votar e sinto-me feliz e orgulhosa. Epá houve pessoas torturadas pela PIDE por terem ideias democráticas e nós cuspimos-lhe na cara não indo votar???

                Enfim eu evangelizo as pessoas contra a abstenção  lol lol lol

                MUITO BEM!!
                Ai se mais pessoas fossem como tu .. o quanto os partidos não teriam que mudar, mas eles sabem que nós, povo, somos muito brandos, pacientes e que nunca nos chegamos à frente!
                Vemos muitas manifestações e protestos, em larga maioria por pessoas ligadas aos sindicatos e aos partidos mais á esquerda pq de resto fica tudo a protestar no sofá de casa ou no café e claro que assim as coisas não mudam.

                Todos nós deviamos de reeinvidicar mais, lutar pelos nossos direitos, exigir seriedade, sabemos que os preços da electricidade estão inflacionados mas ninguém diz nada, sabemos que os preços dos combustíveis estão concertados, os manuais escolares a mesma coisa, disso ninguém se preocupa...

                E por fim..acho que devias ponderar seguir Advocacia!! :)

                   

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