rede ex aequo

Olá Visitante25.ago.2019, 17:41:11

Autor Tópico: Notícias LGBT (que não se enquadram noutros tópicos)  (Lida 473510 vezes)

 
Notícias LGBT
#3200

Offline Gui303

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Esta chuva de medidas pró-lgbt são a prova de que este PS tem uma agenda concreta no sentido de eliminar a discriminação para com as pessoas lgbt e não é apenas um angariador de votos.

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    #3201

    Offline Symphonic

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    Presidente do IPS defende exclusão de homossexuais

    O presidente do Instituto Português do Sangue (IPS), Gabriel Olim, pretende que o Bloco de Esquerda (BE) apresente os estudos técnicos que levaram à apresentação do diploma, aprovado ontem por maioria na Assembleia da República, que permite aos homossexuais e bissexuais doarem sangue.

    Olim admite ainda que o IPS só poderá aplicar a normativa resultante do projecto de resolução após se perceber "se cumpre todas as regras".

    "A proposta [do BE] choca com tudo o que é realidade internacional. Quero saber no que é que se basearam para elaborar essas recomendações", disse, Gabriel Olim, ontem, ao JN, minutos após a aprovação da resolução por todas as bancadas parlamentares e com a abstenção do CDS-PP.

    "Irei aguardar até o Ministério da Saúde se pronunciar. Desconheço em termos técnicos no que consiste essa proposta mas para ser verdadeira tem de ter em conta que o IPS não discrimina, apenas cumpre regras baseadas em dados que apontam que homens que têm sexo com outros homens têm relações não protegidas, por exemplo", acrescentou o responsável do ISP, frisando que as suas interpretações sobre a realidade do sector "têm sido abusivamente utilizadas".

    A resolução bloquista consiste - além de considerandos onde se relata casos de homossexuais nacionais rejeitados e extractos de declarações de personalidades, como o Bastonário da Ordem dos Médicos, contra tal exclusão - numa recomendação ao Governo, para que reformule os questionários que são feitos aos doadores e que restringem o acesso de homossexuais na recolha da sangue.

    http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1539557


    Ainda não percebi o motivo de manter este senhor na presidência do IPS  :-\
    Se Olim quer conhecer os estudos técnicos favoráveis à não proibição de dadores por simplesmente manterem (ou terem mantido) contacto sexual com pessoas do mesmo sexo, ele que apresente também os estudos que desaconselham tal permissão.  ;)


    Isso é uma apologia errada... Realmente está do lado do BE provar o que diz, cabe-lhe o ónus da prova. Mas é idiótico o que o senhor diz: quando sair a normativa, tem de a aplicar imediatamente E não há relação, directa nem indirecta, entre relações sexuais desprotegidas e orientação sexual.


    Existem estudos feitos em Portugal que mostram que os heterossexuais têm relações sexuais muito mais desprotegidas do que os homossexuais.
    A diferença nas taxas de HIV é que, historicamente, a população homossexual esteve mais afectada pelo vírus, pelo que, dado existirem muitos indivíduos com HIV, existem mais transmissões percentualmente dentro dessa população.

    O BE só tem de pegar nisso e esfregar na cara do Sr Olim.
    E aproveita para lhe dizer que, já que acha que os homossexuais estão tão em risco de ter DSTs e todo o sangue recolhido é analisado, que aproveitem para recolher o sangue bom e informar os dadores do restante sangue que são portadores de DSTs. Estaria a ajudar toda a gente, e não a desperdiçar recursos, como tenta fazer passar.
    « Última modificação: 9 de Abril de 2010 por Symphonic »

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      #3202

      Offline zigo

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      Vaticano estabelece relação entre pedofilia e homossexualidade

      O Vaticano frisou nesta segunda-feira que a pedofilia nada tem a ver o celibato, mas estabeleceu uma relação com a homossexualidade. As palavras, que já estão a gerar polémica, foram proferidas pelo secretário do Vaticano, Tarcisio Bertone.
      “Muitos psicólogos e psiquiatras mostram que não há ligação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros revelam, disseram-me recentemente, que existe uma relação entre homossexualidade e pedofilia”, declarou Bertone, numa conferência de imprensa no Chile.
      As declarações do número dois do Papa surgem numa altura em que a igreja católica está a lidar com o escândalo dos abusos sexuais a menores. Bertone disse que o Papa tomará novas medidas relativamente às denúncias e assumiu que “o comportamento dos padres neste caso é muito sério, é escandaloso”.


      Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/55032-vaticano-estabelece-relacao-pedofilia-e-homossexualidade
        "Dream as if you´ll live forever, live as if you´ll die today" James Dean

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        #3203

        Agamemnon

        • Visitante
        "Uma ligação entre".... Também há uma ligação entre o meu nariz e a minha boca..........

        Há uma ligação entre batatas e vacas... Comem-se juntas muitas!

        Para fazer frases arbitrárias estamos cá todos.... que imbecis!

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          #3204

          euestouaqui

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          Número 2 do Vaticano, associa a Pedofilia aos Homossexuais, ainda afirma que o cilibato nada tem haver com isso :( Diz que existem poucos comportamentos desviantes na Igreja, mas que esses casos devem ser denunciados e tomadas as devias deligencias...

          Diz ainda que se baseia em Estudos Sociologicos...

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            #3205

            Offline Boreas

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            • "Tu és rato!"
            E aqui temos mais um tiro no pé por parte da igreja.
            Numa altura onde qualquer pessoa pode compilar factos e consultar informação com muita facilidade e comunicar com os autores dos estudos é terrivelmente fácil criar desmentidos, arranjar um conjunto de provas que demonstrem o contrário e descredibilizar ainda mais a igreja. A verdade é que pelo que tenho visto estas declarações estão a suscitar uma grande polémica e descontentamento gerais colocando-se a maioria a defender os homossexuais.
              Just live!!! WILL POWER HOPE COMPASSION LOVE

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              #3206

              euestouaqui

              • Visitante
              Exactamente :) Eles têem é que assumir que são uma instituição e que desse modo os seus associados são o reflexo do mundo ;) E nós LGBT não temos culpa dessa instituição ser tão mal gerida nestes aspectos e que os seus associados tenham comportamentos desviantes....

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                #3207

                Offline android

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                Mais uma prova que a igreja ainda anda atrasada cerca de 500 anos...  :-\

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                #3208

                Offline sofzz

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                Número 2 do Vaticano, associa a Pedofilia aos Homossexuais, ainda afirma que o cilibato nada tem haver com isso :( Diz que existem poucos comportamentos desviantes na Igreja, mas que esses casos devem ser denunciados e tomadas as devias deligencias...

                Diz ainda que se baseia em Estudos Sociologicos...

                a minha sogra a isto apenas respondeu: então vocês são todos gays ai dentro  ;D
                  A estupidez devia ser dolorosa.

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                  #3209

                  Offline timmy

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                  Como nasceu o lobby pelo casamento entre homossexuais
                  http://jornal.publico.pt/noticia/17-04-2010/como-nasceu-o-lobby-pelo-casamento-entre-homossexuais-19211089.htm


                  Um pequeno advogado de Odivelas. Duas mulheres até então anónimas que viviam em Aveiro. Esta é a história de uma acção de lobby que em Portugal abriu caminho à tese de que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não era inconstitucional, Por São José Almeida

                  Quando, em 2005, escreveu no seu blogue Random Precision em defesa do direito dos homossexuais a casarem-se civilmente, Luís Grave Rodrigues não sabia as consequências que aquele post teria. Nem tinha consciência que seria a sua acção como advogado que iria dar origem à criação de jurisprudência constitucional que serviria de almofada jurídica à legalização do casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo.

                  Na altura, aliás, as suas ideias foram debatidas apenas no círculo de pessoas que com ele conversavam na Net. O casamento entre homossexuais em Portugal era uma discussão quase marginal que estava limitada a alguns intelectuais e à luta das associações LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgénero). Estávamos, portanto, a anos-luz da realidade actual.

                  Há uma semana, o Tribunal Constitucional (TC) pronunciou-se sobre a lei, aprovada em Janeiro pelo Parlamento, que legaliza o casamento civil entre homossexuais. E considerou-a constitucional. Hoje, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é irreversível.

                  Como é que tudo começou? Quis o acaso que uma jornalista do Jornal de Notícias ao fazer uma pesquisa na Net sobre casamento entre homossexuais fosse parar ao blogue de Luís Grave Rodrigues, 52 anos. A 7 de Dezembro de 2005, recorda o próprio, foi publicado um artigo onde se contava que havia um advogado "que queria defender quem quisesse casar-se".

                  Pouco depois, Grave Rodrigues foi contactado por duas lésbicas assumidas, Teresa Pires e Helena Paixão, que viviam na zona de Aveiro. Queriam oferecer-se para serem o casal que viria a personalizar a campanha que suscitaria o debate jurídico-constitucional sobre o assunto.

                  Nascia assim um movimento que envolveu associações LGBT, um conjunto de juristas e especialistas da academia. E que funcionou como pressão sobre os partidos políticos. Esta é a história de uma acção de lobby político. Bem sucedida.

                  "Sou maluco"

                  Foi a filha de Helena, Marisa, hoje com 16 anos, que leu o artigo do Jornal de Notícias e que tratou de arranjar o telefone de Luís Grave Rodrigues. "Ela sabia que o nosso sonho era casar", recorda Teresa Paixão, 33 anos.

                  O primeiro encontro entre o advogado e as duas clientes foi no Hotel Íbis da José Malhoa, em Lisboa, num dia em que Teresa Pires foi visitar a filha bebé que vivia em Almada com a avó - à época, Teresa estava a divorciar-se e a lutar pela tutela da criança. Acabou por consegui-la e Beatriz, que tem hoje 10 anos, vive, há um ano e meio, com as duas mães.

                  "Perguntei-lhes se eram malucas por quererem fazer isto, elas disseram que sim e eu disse: "Então vamos a isto, que eu também sou maluco"", recorda o advogado. E foram.

                  Tanto Teresa e Helena, actualmente com 39 anos, como Luís garantem que os riscos foram clarificados de parte a parte. O advogado explicou que ia envolver a comunicação social, que o processo passaria por uma série de fases e que haveria desgaste e impacto público. "Ainda as alertei para o que iriam perder, mas elas responderam: "Prejudicial? Há dias, quando íamos a passar, o jardineiro da igreja atirou-nos água, pior não há.""

                  É certo que nem Luís nem Teresa e Helena previam o efeito avassalador que a decisão de irem tentar casar-se na 7.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa, no dia 1 de Fevereiro de 2006, teria sobre a vida das duas. "O Luís Grave explicou tudo sempre, o processo jurídico, que ia convocar a comunicação social... E nós sempre dizemos que se era para entrar nisto, era para ir até ao fim, até ao TC e ao Tribunal Europeu", conta Helena. Mas admite: "Na conservatória, quando vimos os jornalistas é que começámos a perceber. Tremíamos como canas verdes. Nunca pensámos que o impacto seria tão grande, nem mediaticamente, nem nas nossas vidas", assume Helena. Teresa desabafa: "Nós queríamos casarmo-nos, o resto, a luta o impacto, não me ocorreu, por isso ainda hoje digo que não sou nenhuma bandeira."

                  Com a casa às costas

                  O que é facto é que quando voltaram a Aveiro, depois de o caso estoirar na comunicação social, esperava-as o primeiro episódio de uma campanha homofóbica a que dizem não deixaram de estar sujeitas. "Depois de Lisboa, quando chegámos a Aveiro, tínhamos uma coroa de flores à porta e a GNR ficou a vigiar-nos. Isto porque um jornal publicou o nome da terra onde vivíamos", lembra Teresa.

                  Deixaram Aveiro, foram para Lisboa, arrendaram casas, mas acabaram sempre por ter de sair. "Chegaram a viver em minha casa uns tempos e quando foram embora, não interessa para onde, a Marisa ficou comigo e com o meu filho uns tempos", relata a cineasta e activista das Panteras Rosa, Raquel Freire.

                  Desde então não têm parado. Trabalhavam por conta própria, deixaram de ter clientes. Emprego? O máximo que conseguiram, contam as duas, foi ficar 15 dias seguidos no mesmo sítio - quando Helena trabalhou numa bomba de gasolina. "Quando percebem quem somos, despedem-nos."

                  Têm vivido da solidariedade de amigos e de activistas dos movimentos LGBT, saltam de terra em terra, ficam sempre pouco tempo. Agora, vivem algures no Alentejo - não quiseram revelar a morada exacta ao P2. A última mudança, há cerca de um mês e meio, só conseguiu ser feita através de uma recolha de fundos no Facebook.

                  Sobrevivem com o rendimento social de inserção. Helena recebe 155 euros. Teresa outros 180, mais uma pensão de alimentos de Beatriz de cem euros "que nem sempre vem", nas palavras de Helena. Um total de 450 euros para duas mulheres e duas crianças.

                  Mas não se arrependem e garantem que assim que a lei entrar em vigor querem casar-se na mesma conservatória. "Querem lá estar no dia em que a lei entrar em vigor às 9h30 da manhã", precisa Grave Rodrigues com um sorriso.

                  O conservador amigo

                  "Percebi, desde o início, que podia e ia criar jurisprudência", conta o advogado. "Fi-lo porque o assunto era do ponto de vista profissional desafiante e estava convicto de que tinha razão, por isso me envolvi e as envolvi a elas." E desabafa: "Até porque um processo destes custou-me dinheiro."

                  Com a luta a chegar ao fim, Grave Rodrigues aceita revelar como conduziu o processo. "Sabia que era um pequeno advogado de Odivelas a lutar contra o TC, por isso sabia que só com a comunicação social do meu lado a falar do assunto faria com que os juízes-conselheiros olhassem para o meu pedido."

                  Mas a táctica de combate não ficou por aí. "Decidi também que deixava de falar em homossexualidade e que falava de pessoas, da Teresa e da Helena, e isso personalizou a questão e chamou a atenção."

                  Já a razão por que escolheu a 7.ª Conservatória é simples: "Sou amigo do conservador e ele aceitou aturar o assunto e o circo mediático." Quanto ao despacho negativo que acabou por dar, recusando casar Teresa e Helena, Grave Rodrigues limita-se a dizer: "Era a opinião dele." E explica por que foi necessário a exposição pública do casal e a ida à conservatória naquele dia 1 de Fevereiro de 2006. "Eu sabia que para levar o processo até ao Tribunal da Relação, ao Supremo e ao Constitucional tinha que ter algo de que recorrer. Por isso, criei uma situação que provocou aquele despacho do conservador para poder recorrer dele com base na inconstitucionalidade do artigo 1577.º do Código Civil" - que basicamente definia o casamento como "um contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente".

                  A recusa do conservador foi confirmada pelo Cível a 14 de Março. Seguiu-se o recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa (21 de Abril) e, já em Fevereiro de 2007, para o Supremo Tribunal de Justiça. A 25 de Maio de 2007, chega a vez do esperado recurso para o TC - que se pronuncia, por fim, a 9 de Julho de 2009.

                  Três dos cinco juízes-conselheiros que analisam o assunto defendem que o reconhecimento do direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo não é obrigatório pela Constituição, como Luís Grave sustentava. Mas todos estão de acordo em relação a um ponto: também não é inconstitucional. Competia ao poder político decidir e legislar sobre o assunto.

                  Ciente que mesmo que tivesse ganho a sua acção o problema não ficaria resolvido - só ao terceiro acórdão sobre casos concretos é que seria obrigatória a mudança da lei -, Luís Grave Rodrigues afirma que o voto favorável de dois dos cinco juízes-conselheiros daquela secção do TC mostrou que a sua tese de que Teresa e Helena tinha o direito a casar-se "não era um disparate".

                  Grave Rodrigues lembra que passou 30 dias, "de 19 de Setembro a 19 de Outubro de 2007", ao computador em casa, a trabalhar nas alegações que entregou ao TC antes do acórdão final: "O meu sócio ficou sozinho com o escritório e trabalhei 20 horas por dia. Ia três ou quatro horas à cama, não por sono, mas por que sentia areia nos olhos." Mas relativiza: "Quem de facto sentiu isto na pele foi a Teresa e a Helena. Se alguma contribuição eu dei, foi conseguir essa abertura jurídico-constitucional para o processo legislativo que é dado por aquele acórdão do TC."

                  De facto, a 8 de Janeiro deste ano, o Governo apresenta e aprova a proposta de lei que consagra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O Presidente da República pede depois a fiscalização preventiva da lei. E quando o processo chega ao TC já existia então um acórdão que afirmava, preto no branco, que a legalização era uma decisão política e não era inconstitucional.

                  Insistindo em não ficar sozinho na fotografia daquilo que considera uma vitória, Grave Rodrigues sublinha também a importância da ajuda que recebeu de especialistas do meio académico, bem como de activistas LGBT. Isto porque, quando, há cerca de três anos, anunciou que ia para o TC, foi contactado pelo dirigente da ILGA Paulo Corte-Real, que lhe perguntou se queria pareceres pró-bono.

                  "Encontrei-me com um grupo na Lusitânia para almoçar onde estavam os especialistas que deram pareceres [Carlos Pamplona Corte-Real, Susana Brasil de Brito, Pedro Múrias, Margarida Lima Rego, Luís Duarte d"Almeida, Isabel Mayer Moreira, Miguel Vale de Almeida] e outros que ajudaram a fazer o recurso, alguns dos quais ainda hoje não querem aparecer publicamente. O parecer de Júlio Machado Vaz foi o único que pedi por telefone", conta. "Sentei-me, expliquei-lhes o que estava a escrever e pedi-lhes: "Ajudem-me." Para que fosse útil, para que fosse eficaz, não podia entregar qualquer porcaria no TC. E pessoas desta categoria deram-me os pareceres que serviram de pilar à construção das alegações, deram-me a visão de pormenor e de conjunto."

                  Nesse almoço, e autora de um desses pareceres que fizeram história, esteve Isabel Mayer Moreira, professora de Direito Constitucional da Faculdade de Direito de Lisboa. "Eu, nas minhas aulas e nos colóquios, defendia esta minha posição, não tinha era acesso ao microfone. Quando me foi dada a oportunidade de fazer um parecer pró-bono, não hesitei, evidentemente sabendo que teria repercussões mediáticas." Estava perfeitamente consciente de que participava numa campanha para criar o respaldo constitucional ao avanço do processo político e legislativo.

                  "Tinha a convicção de que o TC não acolheria o meu parecer, que os juízes-conselheiros não diriam todos que é obrigatório reconhecer o direito ao casamento, que o TC não iria nesse caminho maximalista, mas sabia que o acórdão calaria a voz dos católicos que diziam que era inconstitucional." E remata: "Sei que contribuí para tornar claro que não era inconstitucional. Claro que não resolvi o problema daqueles dois seres humanos, mas a acção deu consistência jurídica à posição dos partidos." E, "quando José Sócrates anunciou que ia colocar esta questão no programa" de governo, sentiu que "depois de mais de uma década de luta o casamento entre pessoas do mesmo sexo ia ser possível em Portugal".

                  Associações desconfiaram

                  Além dos especialistas do meio académico, esta luta ganhou também o apoio das associações LGBT. Mas estas, ao princípio, olharam desconfiadas para Teresa Pires e Helena Paixão, bem como para a iniciativa de Grave Rodrigues.

                  Paulo Corte-Real, hoje presidente da ILGA, e na altura dirigente, afirma que a associação sabia que "o impacto iria ser importante". Mas esclarece que as associações não estavam muito entusiasmadas com a ideia inicialmente, porque consideravam que, "para lutar contra o preconceito homofóbico, era mais eficaz que o processo fosse feito por via política e não por via judicial". Afinal, conclui agora, os dois processos foram complementares e esta foi uma acção muito importante e teve impacto muito positivo".

                  Sérgio Vitorino, activista das Panteras Rosas, embora reconhecendo o mérito e o sucesso da acção, não esconde que não concordou com ela: "Sem dúvida que contribuiu para resolver a situação. Mas no início houve um momento em que se achou que seria prejudicial." E explica que então "havia pessoas muito envolvidas na luta pelo casamento que defenderam que elas deviam desistir".

                  Apesar de não ter sido apoiante da acção, Sérgio Vitorino percebeu desde cedo o problema humano que ali se colocava. E considera que o casal podia ter tido mais apoio, já que "a solidariedade inicial não durou muito" e elas acabaram por ser "abandonadas à sua sorte". Mas à distância reconhece que o que mais o surpreendeu "foi serem pessoas tão vulneráveis materialmente". E acrescenta: "Olhando para trás, percebo que tinha de ser assim. Se fosse um activista ou alguém com maior estatuto, teria mais a perder."

                  Até 28 deste mês Cavaco Silva deverá promulgar a nova lei. Ou vetá-la. Se a opção for o veto, o diploma volta ao Parlamento para ser de novo aprovado, após o que a assinatura pelo Presidente é obrigatória.

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                    #3210

                    Offline Lio

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                    "Marca um golo e beija-me"



                    Manchester, 17 abril – Paul Scholes marcou o golo da vitória do United frente ao City (1-0) e recebeu um inusitado beijo de celebração do camarada Gary Neville. E bem repenicado...

                    Fonte:http://www.record.xl.pt/fotogalerianoticia.aspx?channelid=00002439-0000-0000-0000-000000002439&contentid=FF4D0D7B-8E03-4648-8C6B-80A319DA825D

                    Tem lá a foto mas eu não sei como se põe lol, têm k abrir o link pra ver.

                    O beijo tá lindo :blush
                    « Última modificação: 18 de Abril de 2010 por Lio »

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                      #3211

                      Agamemnon

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                      "Marca um golo e beija-me"


                      Manchester, 17 abril – Paul Scholes marcou o golo da vitória do United frente ao City (1-0) e recebeu um inusitado beijo de celebração do camarada Gary Neville. E bem repenicado...

                      Fonte: http://www.record.xl.pt/fotogalerianoticia.aspx?channelid=00002439-0000-0000-0000-000000002439&contentid=FF4D0D7B-8E03-4648-8C6B-80A319DA825D

                      Tem lá a foto mas eu não sei como se põe lol, têm k abrir o link pra ver.


                      Os desportistas fazem muito isto. E apalpam os rabos uns dos outros que aquilo parece um buffet  :P

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                        #3212

                        Offline Minimalistic

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                        PORTUGAL: Editada biografia de Filipa Gonçalves


                        in: http://portugalgay.pt/news/Y180410A/portugal:_editada_biografia_de_filipa_goncalves

                        Filipa Gonçalves, a bem conhecida modelo filha de Néné acaba de lançar a sua auto-biografia intitulada "Obviamente Mulher".

                        Em parceria com Maria Carvalho Costa, a conhecida ex-concorrente da Quinta das Celebridades revela factos da sua vida como mulher transexual, da sua luta pela aceitação, das reacções de quem lhe está mais próximo e outras curiosidades.

                        Maria Carvalho Costa foi quem levantou a polémica de Filipa, na altura na Quinta, ser uma mulher transexual. Com o passar do tempo houve uma aproximação entre ambas, que culminou nesta biografia.

                        O livro encontra-se à venda por 15 euros e é editado na colecção N I da editora Âncora.

                          Notícias LGBT
                          #3213

                          Offline zigo

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                          Frango de aviário «é responsável por desvios» homossexuais
                          Evo Morales considerou ainda que consumo de frango leva à queda de cabelo

                          Evo Morales encontrou uma possível explicação para a homossexualidade e a para a falta de cabelo. O presidente da Bolívia surpreendeu tudo e todos ao afirmar que o consumo de frango de aviário pode ser a causa para estes dois problemas, segundo informa a agência EFE.

                          Na abertura de uma cimeira na Bolívia para discutir a mudança climática, Evo Morales atacou a criação intensiva de aves, a Coca-Cola e as batatas holandesas. Alimentos que segundo o presidente são prejudiciais à saúde.

                          Segundo explicou, os frangos são engordados com hormonas femininas. «Os frangos que comemos estão carregados de hormonas femininas. Por isso, os homens que comem esses frangos têm desvios na forma como são homens», disse Morales a milhares de pessoas na abertura da Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática.

                          Morales foi ainda mais longe e chamou a atenção para os efeitos das hormonas na queda de cabelo: «Daqui a cinquenta anos, o mundo inteiro será calvo». Assim, segundo o presidente, fica demonstrado que «ocidente cada vez mais traz mais e mais veneno».

                          Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/portal-iol/bolivia-evo-morales-frango-homossexuais-tvi24/1156886-5281.html
                            "Dream as if you´ll live forever, live as if you´ll die today" James Dean

                            Notícias LGBT
                            #3214

                            Offline FRANCISCO^

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                              Notícias LGBT
                              #3215

                              Offline daemon

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                              LOL

                              Meu deus...
                                कर्म Toda a acção provoca uma reacção equivalente no sentido inverso

                                Notícias LGBT
                                #3216

                                Offline Boreas

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                                EXAME DE DIREITO COM TEOR HOMOFÓBICO

                                Não há dúvida que as redes sociais fazem notícia cada vez mais depressa que a própria comunicação social.
                                Acabei de ver isto no facebook e estou estupefacto. Deixo a notícia desta maneira até que apareça alguma reportagem na comunicação social e depois edito. Desculpem alguma trapalhice mas eu não sou jornalista...


                                Segundo uma denuncia no facebook, Paulo Otero, Professor Catedrático da Universidade de Direito de Lisboa, conhecido por estar associado à Plataforma Cidadania e Casamento apresentou ontem o seguinte enunciado para um exame à cadeira de Direito Constitucional II:




                                Deixo-vos igualmente o texto escrito pela denunciante, Raquel Rodrigues

                                "Hoje, na Faculdade de Direito de Lisboa, realizou-se um
                                teste de Direito Constitucional II. O Prof. Doutor Paulo Otero, o regente da
                                cadeira, decidiu que seria este o caso prático que os alunos deveriam resolver,
                                e numa provocação discriminatória e ridícula, fez-se um paralelismo entre a
                                poligamia/bestialidade e a homossexualidade, disfarçando de humor aquilo que é
                                um desrespeito e uma ofensa de proporções maiores do que o Sr. Professor pode
                                imaginar. Até podia ter apresentado o mesmo caso prático sem, no entanto,
                                referir que o diploma era “em complemento à lei sobre o casamento entre pessoas
                                do mesmo sexo”, mas a comparação foi obviamente propositada e consciente. Ridicularizando
                                um passo marcante na história de Portugal e do Mundo – a aprovação no
                                Parlamento da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo – um dos
                                constitucionalistas de renome da casa onde estudo e em quem confio a preparação
                                da minha formação profissional fez uma coisa de tal forma perversa que fez com
                                que eu tivesse, pela primeira vez e espero que última, vergonha de ter sido
                                aluna de um membro do corpo docente da FDL. O que acontece é que o Sr.
                                Professor parece ter-se esquecido do art. 13º e do princípio da igualdade; e
                                com certeza que não pensou no que sentiria um gay ou uma lésbica que se visse
                                confrontado com a obrigatoriedade de fazer este teste. Opiniões à parte, e quer
                                se seja a favor ou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, qualquer
                                pessoa com o mínimo de discernimento e respeito pela dignidade humana perceberá
                                que isto não é admissível em lado nenhum, muito menos numa instituição do
                                ensino superior, e muito menos naquela que é provavelmente a melhor Faculdade
                                de Direito do nosso país. Esta atitude repulsiva não só é discriminatória em
                                relação a todas as pessoas LGBT como obriga os alunos a tomarem uma posição em
                                relação ao tema que irá influenciar a sua nota. Não me parece justo.



                                Não é novidade para ninguém que a nossa Faculdade é conservadora
                                e consegue ser muito pouco receptiva a quase tudo o que é diferente, mas isto
                                passou das marcas. Isto foi nojento e atroz e revoltou-me de tal forma que nem
                                eu nem outros colegas conseguimos calar-nos. É um exemplo de como a luta pelos
                                direitos fundamentais é ainda tão necessária e de como é preciso mudar
                                mentalidades e combater preconceitos tão cruéis quanto este. "

                                Fonte: http://www.facebook.com/photo.php?pid=31283590&id=1184583483



                                Nota da moderação: Informamos que todas as respostas a este tema devem ser dadas no tópico 'Homofobia nas Universidades Portuguesas', por se enquadrar melhor dentro deste. Obrigado pela atenção.
                                « Última modificação: 10 de Maio de 2010 por Templarius »
                                  Just live!!! WILL POWER HOPE COMPASSION LOVE

                                  Notícias LGBT
                                  #3217

                                  Offline zigo

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                                  ahah, morri com essa dos frangos xD

                                  Eu preferi apenas postar sem comentar porque eu nem sei o que dizer, tou sem palavras... coitados dos frangos...agora sao os culpados!  lol
                                    "Dream as if you´ll live forever, live as if you´ll die today" James Dean

                                    Notícias LGBT
                                    #3218

                                    Offline ⓙⓐⓜⓔⓢ

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                                    Frango de aviário «é responsável por desvios» homossexuais

                                    Nunca mais como frango!  lol lol :devil

                                      Notícias LGBT
                                      #3219

                                      Offline IDK

                                      • *
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                                      Casamento gay: teste gera polémica na faculdade de Direito

                                      Notícia TVI24

                                      Uma pergunta sobre a constitucionalidade «do casamento de um ser humano com um animal vertebrado doméstico» deixou os alunos perplexos

                                      Teste de Direito Constitucional leva o absurdo à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

                                      Esta semana foi entregue ao alunos na cadeira de Direito Constitucional II, regida pelo Professor Paulo Otero, um teste com perguntas que chocaram os alunos e deixaram perplexas várias pessoas, e entre elas, outros juristas. Em causa, uma questão sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo.

                                      A notícia está a ser comentada no Facebook  e na blogosfera , ganhando uma amplitude impossível de ignorar, embora, em declarações ao tvi24.pt, o Professor Paulo Otero considere que a polémica não lhe merece comentários e, acrescenta: «O silêncio é de ouro, a palavra é de prata». Porque um e outro são bens preciosos, o Professor pouco mais nos disse.

                                      Vamos ao teste e às perguntas polémicas:

                                      A Assembleia da República aprovou, em complemento à lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, um diploma com o seguinte teor:

                                      Artigo 1º- É admitido o casamento poligâmico entre seres humanos.

                                      Artigo 2º- Desde que exista um projecto de vida em comum, podem contrair casamento um ser humano com um animal vertebrado doméstico.

                                      a) Se procurasse defender a constitucionalidade do diploma, que argumentos utilizaria? (5 vals.)
                                      b) E se lhe fosse pedido defender a sua inconstitucionalidade, quais os argumentos que usaria? (7 vals.)  


                                      A jurista Isabel Moreira fala de «indignidade». Diz que «o Professor está a doutrinar e não a ensinar». Considera igualmente grave e indicadora de «má fé» a forma como a pergunta é redigida; a lei funcionaria como «como complemento» à lei aprovada no Parlamento sobre casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. «Há um juízo de valor» da lei, diz Isabel Moreira, em declarações ao tvi24.pt.

                                      A ficção de um exercício académico

                                      Do outro lado, o Professor sublinha que ainda não estamos a falar de uma lei - na verdade não está promulgada em Diário da República - e que asperguntas são «ficção», ainda que com propósitos claros.

                                      E foi isso que explicou aos alunos. «Não é relevante a opinião de cada um, o que é relevante é a linha de argumentação, uma posição ou outra posição, a favor ou contra». E remete-nos para as alíneas a) e b) da pergunta.

                                      Isabel Moreira, contesta. Diz que é uma pergunta de «resposta impossível» - os animais não têm personalidade jurídica - e que a ideia é levar os alunos a concluir que a lei anterior é «impossível», logo, inconstitucional.

                                      A jurista diz ainda que os alunos conhecedores da opinião do professor sobre a Lei do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo - o professor, em recente entrevista a um jornal é de opinião que esta lei é inconstitucional - e estão «condicionados» na resposta.

                                      Paulo Otero diz que é impensável, os alunos têm, devem ter, «a liberdade de pensar pelas suas próprias cabeças» e que na sua vida profissional, como advogados, vão ser muitas vezes chamados a defender situações nestes termos.

                                      A aluna que denunciou a caso, Raquel Rodrigues, escreve: «Com certeza que não pensou no que sentiria um gay ou uma lésbica que se visse confrontado com a obrigatoriedade de fazer este teste. Opiniões à parte, e quer se seja a favor ou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, qualquer pessoa com o mínimo de discernimento e respeito pela dignidade humana perceberá que isto não é admissível em lado nenhum, muito menos numa instituição do ensino superior, e muito menos naquela que é provavelmente a melhor Faculdade de Direito do nosso país.»

                                      http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/casamento-gay-teste-direito-polemica-tvi24/1157232-4071.html



                                      Nota da moderação: Informamos que todas as respostas a este tema devem ser dadas no tópico 'Homofobia nas Universidades Portuguesas', por se enquadrar melhor dentro deste. Obrigado pela atenção.
                                      « Última modificação: 10 de Maio de 2010 por Templarius »

                                         

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