rede ex aequo

Olá Visitante30.out.2020, 18:52:58

Autor Tópico: Religião e questões de orientação sexual e identidade de género  (Lida 66666 vezes)

 
Religião e a Homossexualidade
#20

EYre

  • Visitante

Eu tenho uma perspectiva materialista das religiões. Para mim as religiões servem para regulamentar a vida em sociedade, numa altura em que Estado de direito era mentira, e para regulamentar a nossa relação com a(as) divindade(s). Como tal, é normal que transforme em tabu coisas que poderiam ser uma ameaça para a nossa sobrevivência como espécie se preticadas pela maioria ou por toda a gente. A homossexualidade é um desses temas que as religiões transformam em tabu.

    Religião e a Homossexualidade
    #21

    Offline SafeLight

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    Eu tenho uma perspectiva materialista das religiões. Para mim as religiões servem para regulamentar a vida em sociedade, numa altura em que Estado de direito era mentira, e para regulamentar a nossa relação com a(as) divindade(s). Como tal, é normal que transforme em tabu coisas que poderiam ser uma ameaça para a nossa sobrevivência como espécie se preticadas pela maioria ou por toda a gente. A homossexualidade é um desses temas que as religiões transformam em tabu.

    Tb penso k a religião sirva para justificar a propria da existência humana (ou o facto de termos uma mente pensante) para muita gente, k vê na religião uma justificação!

    Religião e a Homossexualidade
    #22

    Offline HLuso

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    • Nós somos as palavras que escrevemos....

    Eu tenho uma perspectiva materialista das religiões. Para mim as religiões servem para regulamentar a vida em sociedade, numa altura em que Estado de direito era mentira, e para regulamentar a nossa relação com a(as) divindade(s). Como tal, é normal que transforme em tabu coisas que poderiam ser uma ameaça para a nossa sobrevivência como espécie se preticadas pela maioria ou por toda a gente. A homossexualidade é um desses temas que as religiões transformam em tabu.

    Compartilho da mesma opinião...

    Contudo acho que as religiões orientais são as que vão ao encontro da mente, do individuo enquanto ser vivo, da vida e da felicidade...

    As Historiazecas da religião cristã e da muçulmana em nada contribuem para essa viagem, são regulamentos caducos, referentes a sociedades primitivas e que só atrasam o desenvolvimento da humanidade...isto não desfazendo na mensagem de Jesus Cristo, que coitado, ja deve ter desistido da Humanidade...hà muitos séculos, desde a inquisição, passando pelas Guerras Mundiais etc...

    Para mim Religião, mais que um contrato a celebrar com as divindades, deveria ser uma comunhão com a vida, com as energias, com a natureza, com os elementos..Religião jamais deveria dar abrigo ao ódio, ao preconceito, ao materialismo, à hipocrisia...

    A igreja Católica, como diz Saramago neste seu ultimo livro, vive às custas da Morte, se ela (a morte) deixasse de existir (como no livro), acabava-se o maior produto de venda dessa Multinacional, já não havia o céu à venda, com os seus lotes em condominio fechado, bem como inferno, essa favela sem infraestruturas....A Igreja católica ao invès de vender a experiencia da Vida, vende loteamentos na Morte....

    Se em civilizações passadas era a morte que interessava, sendo a esperança de vida tão curta, nos dias de hoje, a civilização actual deveria era celebrar a vida, pois cada vez tem mais tempo para isso (esperemos que a ciencia cada vez trabalhe mais nisso)...e celebrar a vida é cultivar energias positivas, encontrar a felicidade nas pequenas coisas do dia-a-dia, nos cheiros, nas cores, nos sons etc....celebrar a vida não é interiorizar ÓDIOS, instigando descriminações e perseguições, como agora a Igreja quer fazer com os Homossexuais...
      Nascer HOMOSSEXUAL num Pais tão homofobico, foi destino!!!....Alguem ainda ha-de cantar este fado...!!!;)

      Religião e a Homossexualidade
      #23

      Offline alquimista

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      Para mim Religião, mais que um contrato a celebrar com as divindades, deveria ser uma comunhão com a vida, com as energias, com a natureza, com os elementos..Religião jamais deveria dar abrigo ao ódio, ao preconceito, ao materialismo, à hipocrisia...

      A Igreja católica ao invès de vender a experiencia da Vida, vende loteamentos na Morte....

      Se em civilizações passadas era a morte que interessava, sendo a esperança de vida tão curta, nos dias de hoje, a civilização actual deveria era celebrar a vida, pois cada vez tem mais tempo para isso (esperemos que a ciencia cada vez trabalhe mais nisso)...e celebrar a vida é cultivar energias positivas, encontrar a felicidade nas pequenas coisas do dia-a-dia, nos cheiros, nas cores, nos sons etc....celebrar a vida não é interiorizar ÓDIOS, instigando descriminações e perseguições...

      a igreja católica vendeu a alma ao diabo  :-X  lol  :devil
        "o passado é apenas um sonho; o futuro, uma visão. mas o presente bem vivido torna todo o passado um sonho de felicidade, e o futuro, uma visão de esperança. por isso, presta atenção ao dia de hoje."
        (provérbio indiano)

        Religião e a Homossexualidade
        #24

        Offline HLuso

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        Para mim Religião, mais que um contrato a celebrar com as divindades, deveria ser uma comunhão com a vida, com as energias, com a natureza, com os elementos..Religião jamais deveria dar abrigo ao ódio, ao preconceito, ao materialismo, à hipocrisia...

        A Igreja católica ao invès de vender a experiencia da Vida, vende loteamentos na Morte....

        Se em civilizações passadas era a morte que interessava, sendo a esperança de vida tão curta, nos dias de hoje, a civilização actual deveria era celebrar a vida, pois cada vez tem mais tempo para isso (esperemos que a ciencia cada vez trabalhe mais nisso)...e celebrar a vida é cultivar energias positivas, encontrar a felicidade nas pequenas coisas do dia-a-dia, nos cheiros, nas cores, nos sons etc....celebrar a vida não é interiorizar ÓDIOS, instigando descriminações e perseguições...

        a igreja católica vendeu a alma ao diabo  :-X  lol  :devil


        HEEHEHEHEHEHEH...PRECISAMENTE!

        ...bem dito!!!!
          Nascer HOMOSSEXUAL num Pais tão homofobico, foi destino!!!....Alguem ainda ha-de cantar este fado...!!!;)

          Religião e a Homossexualidade
          #25

          girl_dreaming

          • Visitante
          na minha opiniao a religiao deveria ser nao o fanatismo e o idealismo de e para com um deus e uma biblia ,mas sim o encontro tranquilo com o bem e a natureza ,com os ideais e valores ,que deveriam ser comuns a todos,como a igualdade ,a fraternidade ,o respeito, o amor ... o que há de mal e anormal em 2 seres humanos se amarem ? o que há de anormal em 2 mulheres /homens se amarem?está provadíssimo que a homosexualidade existe nos animais ,e que relaçoes homosexuais aconteçem entre eles ..a homosexualidade é normal!talvez não tão comum ,mas mais comum do que alguma vez foi ( tirando a grécia antiga)e como aos poucos vamos evoluindo para uma sociedade mais liberal , e ao que pareçe cada vez há mais homosexuais, isso só vem a  provar que  muitos  rejeitam a homosexualidade logo á partida baseados em valores sociais e ideias radicais no meu entender totalmente falsas ,muitas descritas na bíblia..nao te deves seguir por uma religiao mas pelos teus valores,pelo que tu ,sem influencias, acreditas,a minha religião é o meu cérebro!

            Religião e a Homossexualidade
            #26

            diapasão

            • Visitante

            Se Jesus Cristo viesse novamente à terra, queria ver esse RatoSinger a andar de roda...maldito!


            Não conheço nenhuma religião que assuma posições de abertura e aceitação das diferentes orientações sexuais. Se existe alguma, perdoem-me a minha ignorância.
            O que eu não entendo é que, se por um lado existem diversas pessoas dentro da igreja católica (por exemplo) favoráveis e que aceitam verdadeiramente a diversidade humana e o que ela comporta, por outro, os seus representantes máximos não. Pelo contrário, os representantes da igreja católica estão sistematicamente a tomar posições radicais discriminatórias, alimentam preconceitos dominantes nas sociedades, fomentam comportamentos de discriminação, humilham e insultam, entre muito mais. Os exemplos disto são imensos. E é isto que eu tenho alguma dificuldade/curiosidade em compreender/saber. Como é que alguém que defende princípios que se encontram nos antípodas do que a igreja defende pode permitir que esta a represente? Veja-se o caso da Gisberta e a posição do padre Lino Maia, presidente da União das IPSS. Quantos católicos e associações de católicos se insurgiram contra as posições daquele senhor?? Quantos o aconselharam tratar-se?? Mais uma vez, ponho a hipótese da minha ignorância, não sou omnisciente. Posso estar errado, mas que tenha ouvido/lido, desconheço.
            Não acredito em nada (metafísico, entenda-se). Acredito nas pessoas. Mas se acreditasse num deus, numa energia, numa igreja, nunca deixaria que alguém assim me representasse. O que aliás é muito curioso. Escolhemos um partido pelo que ele representa e pelos que o representam. Dá que pensar.
            Aceito, tolero, mas também me revolto e zango.

            espero não ferir susceptibilidades de possíveis crentes que leiam este post. :) é uma visão sujeita a desconstrução e crítica, evidentemente.

              Religião e a Homossexualidade
              #27

              Offline Holly Golightly

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                • Evidentemente, o absurdo.
              Religião, vindo de religare, que significa ligação, não traz, por imanência, qualquer referência a orientação sexual, pelo menos não directamente, enquanto ligação com a transcendência. A religião supre a necessidade humana de comunhão com um domínio que extrapole o plano da materialidade individuada, corrompível e inevitavelmente perecível; vindica a existência através do vínculo, do elo a um plano mais absoluto, mais real, e a acção parece muito mais fortemente justificada se os vectores que a orientam tiverem uma raiz transcendente à mutabilidade e contigência do que é material.
              A necessidade religiosa é tão constitutiva do ser humano como a necessidade de filosofia - e não são raros os casos em que se tornam concomitantes -, e afirmar não senti-la é o mesmo que afirmar não sentir preocupação com a justificação da existência e acção humana.
              Como vindicação da acção humana que a religião é (porque é essa a necessidade que ela supre), a religião deixa de fazer sentido a partir do momento que penetra domínios que não aquele a que dá resposta. E parece-me que a orientação sexual é um detalhe demasiado formal para alterar a necessidade religiosa dos individuos, ou para condicionar a aplicabilidade dos ditames religiosos a esses individuos.
              Afirmar a incompatibilidade entre orientação sexual e religião (qualquer que seja ela) é defender que os homens devem ter atitudes diferentes perante as situações práticas da acção, isto é, éticas diferentes, conforme são hetero, homo, bi ou o que quer-que-seja-sexuais.
              E isto vai contra toda a natureza absoluta que os valores que procuramos para nos orientarmos e validarmos a nossa acção e existência devem ter.
                Lilac Wine, it's sweet and heady (like my love)

                Religião e a Homossexualidade
                #28

                diapasão

                • Visitante
                Religião, vindo de religare, que significa ligação, não traz, por imanência, qualquer referência a orientação sexual, pelo menos não directamente, enquanto ligação com a transcendência. A religião supre a necessidade humana de comunhão com um domínio que extrapole o plano da materialidade individuada, corrompível e inevitavelmente perecível; vindica a existência através do vínculo, do elo a um plano mais absoluto, mais real, e a acção parece muito mais fortemente justificada se os vectores que a orientam tiverem uma raiz transcendente à mutabilidade e contigência do que é material.
                A necessidade religiosa é tão constitutiva do ser humano como a necessidade de filosofia - e não são raros os casos em que se tornam concomitantes -, e afirmar não senti-la é o mesmo que afirmar não sentir preocupação com a justificação da existência e acção humana.
                Como vindicação da acção humana que a religião é (porque é essa a necessidade que ela supre), a religião deixa de fazer sentido a partir do momento que penetra domínios que não aquele a que dá resposta. E parece-me que a orientação sexual é um detalhe demasiado formal para alterar a necessidade religiosa dos individuos, ou para condicionar a aplicabilidade dos ditames religiosos a esses individuos.
                Afirmar a incompatibilidade entre orientação sexual e religião (qualquer que seja ela) é defender que os homens devem ter atitudes diferentes perante as situações práticas da acção, isto é, éticas diferentes, conforme são hetero, homo, bi ou o que quer-que-seja-sexuais.
                E isto vai contra toda a natureza absoluta que os valores que procuramos para nos orientarmos e validarmos a nossa acção e existência devem ter.

                Muito rebuscado o texto.
                Em primeiro lugar, a origem etimológica do termo Religião nada tem a ver com a significação em que hoje assenta. No entanto, é sempre interessante repensar quer as motivações etimológicas, quer as transformações que determinados termos sofreram. Se o termo não traz por imanência qualquer referência à orientação sexual, já os "religiosos" fazem-no. E como sabemos, as palavras existem, não por si só, mas quando são exteriorizadas, ou percepcionadas. Ir buscar uma qualquer essência absolutista às palavras, além de ser impossível, cria uma clivagem entre o que são as representações hegemónicas da realidade e as representações teóricas da realidade (é demagogia, portanto). Boa parte do texto não levanta muito da mera retórica, sem qualquer aplicabilidade à realidade social. Ou seja, não explica nada.
                Quem disse que a religião é uma necessidade constitutiva do ser humano? E a filosofia?? Por acaso somos todos filósof@s e religios@s? Quantos sistemas sociais existem que não possuem qualquer crença metafísica??? E depois dizer que "(..)e afirmar não senti-la é o mesmo que afirmar não sentir preocupação com a justificação da existência e acção humana." Cara Santa Holly Godlightly, ofende-me. Achas que para justificar a existência e acção humana é necessário ser-se religioso?? Não sou religioso nem crente, sou mesmo ateu. De facto, a minha preocupação relativamente à existência humana é enorme. Agora, justificar essa existência já não é do meu interesse. Mas aceito e compreendo que o queiram fazer, e não digo que os que o fazem não têm a capacidade de se confrontar com o absurdo da existência (não penso isto, mas há quem).
                Volto a enfatizar, o texto não vai muito longe. Não sai do lugar-comum há muito ultrapassado pela filosofia crítica ou funcionalista. É teoria, apenas, e intempestiva. Como disse no meu post anterior, as posições da Igreja católica são transmitidas e definidas pelos seus representantes oficiais. Isto é um facto. Uma religião, não é um agregado de interpretações idiossincráticas. Existem interpretações oficiais.
                Não conheço nenhuma religião que assuma posições de abertura em relação à orientação sexual, volto a repetir. também volto a repetir que não sou omnisciente e que posso estar errado.

                  Religião e a Homossexualidade
                  #29

                  Offline Holly Golightly

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                    • Evidentemente, o absurdo.
                  A religião católica é uma manifestação concreta de uma necessidade específica, e o que está em questão no que escrevi é a própria natureza essencial da religião.
                  Sim senhor que essa natureza essencial se manifesta sempre em situações especificas, como a igreja católica, ou o que quer que seja, mas dizeres que não interessa pensar a religião fora das posições oficiais das instituições existentes pragmaticamente é tão limitado como dizer que todo o sistema filosófico se explica em si mesmo, e que não faz sentido nenhum fazer uma fenomenologia do ímpeto humano para a constituição desse sistema, ou, de resto, de qualquer sistema de todo; e isto quando a solução se explica pela formalização da questão.
                  Que a igreja e os 'religiosos' afirmem que sim, que tem imenso a ver a orientação sexual com a religião, já tem a ver com os ditames específicos dessa religião, mas não necessariamente com a fenomenologia inerente à emergência da disposição religiosa. A condenação da homossexualidade pela igreja católica é uma condenação ideológica que não pode ser confundida com a natureza da dimensão religiosa.

                  E vem-me com pragmatismos pós-modernos, herdeiros dos positivistas das ciências sociais, como se a realidade humana se esgotasse no jogo social e não houvesse lugar para teorizações transcendentes às instanciações práticas, como se não fizesse sentido estabelecer traços essenciais comuns entre cristianismo, islamismo, o que quer que seja, que nos permitam identificar uma essência religiosa transcendental, comum (que é a busca de uma ligação com um feedback metafísico), que até é o que, de resto, nos permite chamar religião a tudo quanto busque esse elo, independentemente das directivas que apresente. Mas quanto a isso lamento imenso: continua a parecer-me fazer todo o sentido um recuo teórico a essa essência geral da religião, porque é só aí, na necessidade de comunhão com um plano transcendente, ainda antes de serem proclamados concretamente quaisquer ditames que sejam, que podemos encontrar ou não sentido na adesão à atitude religiosa; e uma vez que era a essa fenomenologia da crença que o meu post se referia, essa crítica à desadequação à realidade é que é limitada e limitativa; porque, é verdade, também "não conheço nenhuma religião que assuma posições de abertura em relação à orientação sexual", mas também nunca foi isso que coloquei em questão, mas muito mais o processamento em si mesmo do ímpeto religioso em direcção a princípios éticos reguladores da acção.

                  E se me vem com existencialismos e cinismos contemporâneos de absurdo, sim senhor, tem toda a razão, a religião como criação humana para justificar uma existência que é um cursus ad mortem é, pragmaticamente, ópio. Ainda assim, a sexualidade não constitui (por epistemologicamente inútil que isto possa parecer aos dogmáticos do pragmatismo), critério para adoptar ou preterir uma atitude religiosa. Pelo menos não ao nível do que a religião é na sua essência primeira, anterior à sua concretização nas instituições em vigor.
                    Lilac Wine, it's sweet and heady (like my love)

                    Religião e a Homossexualidade
                    #30

                    diapasão

                    • Visitante
                    A religião católica é uma manifestação concreta de uma necessidade específica, e o que está em questão no que escrevi é a própria natureza essencial da religião.

                    É este tipo de asserções que desconvenho. Mas antes de arrancar com a minha antítese, devo dizer que não sou um herdeiro dos positivistas das Ciências Sociais, mas antes um estrutural construtivista da sociologia contemporânea.
                    Estamos sistematicamente a esquecer-nos que somos nós os produtores de sentido. Se por ventura chegássemos a uma qualquer realidade essencial, da própria “natureza” substancial da religião, iríamos decerto descobrir que nem sempre assim foi. Mas o interessante é desmontar as estruturas que sustentam essa busca do essencial. Evidentemente que assentam em tectos de cristal. Assenta em pressupostos aspectos que se pautam por um legado divino dos primórdios dos tempos, daí indiscutível e fundamental. Errado. Fomos nós que construímos esses sentidos, que não deixam de ser reais, obviamente, mas podemos construir outros. Esta é uma perspectiva construtivista, que parte do principio que a realidade é uma construção social, não deixando de ser uma realidade, como é claro.
                    Depois, o que é o essencial? A subjectividade do que é essencial é enorme, logo, entende-se a sua dificil aplicabilidade ou operacionalidade.

                    Não queria de maneira nenhuma dizer que não interessa pensar a religião fora das posições oficiais das instituições existentes. Sim, interessa e interessa-me. Não foi isso que disse, nem o queria dizer. Mas convenhamos, @s especialistas que pensam a religião situam-me não poucas vezes fora das próprias instituições religiosas.
                    Depois dizes que é limitado dizer que todo o sistema filosófico se explica em si mesmo e que é limitado dizer-se que não faz sentido nenhum fazer uma fenomenologia do ímpeto humano para a constituição desse sistema. Repara, se queres pensar algo e tentar explicar algo, torna-se imperativo que mobilizes conceitos analíticos e operacionalizáveis assim como o património histórico de teorias desenvolvidos por uma disciplina para explicar determinadas práticas, comportamentos, ou outro aspecto da realidade social, e nesse sentido, é bom que o sistema filosófico se explique a si próprio. Depois, interessa-me as análises fenomenológicas, como aliás foram muito bem desenvolvidas no seio da sociologia. Mas também essas estão ultrapassadas. Porém, como complemento, a análise fenomenológica continua a ser de grande interesse.
                    Mas mesmo aqui parece-me que incorres num erro. Falas em ímpeto humano. Isto é mais um aforismo. Ímpeto remete-nos para o impulso, para “aquele” alor que não sabemos explicar (legado divino????)
                    Como disse, a emergência da religião surge colectivamente, e não individualmente como sugeres. E é nesse sentido que eu discuto. Uma coisa são as posições individuais, outra são dos meus representantes. Será que isto faz sentido??
                    Não misturo nem confundo teologia com religião. E quando falo religião não falo em algo abstracto, pois nesse âmbito não fruo nem competências nem interesse. Falo objectivamente na religião institucionalizada. Seja islamismo, protestantismo, ortodoxa, católica, etc.
                     
                    Depois, o termo pós-moderno só por si dava direito a uma discussão alargada. Como sabes, não é um termo consensual. Gosto mais de modernidade tardia, como o Giddens refere na sua obra “As Consequências da Modernidade”.

                    Mas também temos pontos de concordância :)
                    Concordo completamente contigo quando dizes que a sexualidade não constitui critério para adoptar ou preterir uma atitude religiosa. É evidente que não. E não me parece de todo epistemologicamente inútil. É interessante perceber como se apõem.
                    A minha questão nem é saber quais os princípios motivadores da religião, mas as tensões criadas pelos representantes e pel@s crentes. Conheço desfasamentos inimagináveis entre @ crente e o seu representante. São antinómicos e isso causa-lhes um enorme sofrimento.

                    Mas não te aborreço mais. Gostei do que disseste e fizeste valer o teu ponto de vista. Obrigado pelo tempo. :)
                    « Última modificação: 12 de Março de 2006 por diapasão »

                      Religião e a Homossexualidade
                      #31

                      Offline bluejazz

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                      Não conheço nenhuma religião que assuma posições de abertura e aceitação das diferentes orientações sexuais. Se existe alguma, perdoem-me a minha ignorância.

                      Existem algumas Igrejas cristãs que aceitam.
                        "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

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                        #32

                        diapasão

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                        Existem algumas Igrejas cristãs que aceitam.


                        Então, está confirmado o meu desconhecimento.  ???

                        Já agora, se tiveres disponibilidade, poderias falar um pouco dessas Igrejas? São oficiais essas posições? Que dimensão têm? Quer ao nível do número de crentes (adeptos) quer ao nível do seu poder de influência.
                        Gostava de perceber como se deram essas transformações. Fica aqui registado que amanhã vou para a biblioteca do ISCTE e biblioteca da Fac. de letras informar-me sobre o assunto. Se tiveres alguma bibliografia sobre esta questão, agradecia. Interessa-me particularmente as relações dessas Igrejas com os seus contextos sociais.
                        desde já agradeço o teu esclarecimento.

                        :)

                          Religião e a Homossexualidade
                          #33

                          Offline bluejazz

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                          Lembro-me que existe a United Church of Christ, mas julgo haver mais nos Estados Unidos, para além da conhecida Metropolitan Community Church (mas esta foi especialmente criada por pessoas LGBT, ao contrário do outro caso, que é uma igreja já existente).

                          Entretanto encontrei alguns sites com dados interessantes para quem seja religioso:

                          Gay Church
                          http://gaychurch.org/

                          (Indica igrejas gay-friendly, incluindo na Europa)



                          Gay Friendly Churches
                          From Ramon Johnson,

                          Religion and Homosexuality

                          Most of the oppression against gay, lesbian, bisexual, transgender and questioning people (such as same-sex marriage and sodomy laws)comes from the church or religious organizations. This is a very difficult situation for religious glbtq people who find themselves either continuing their spiritual life with churches that preach against their inclusion or having no home at all to nurture their spiritual needs.

                          Gays seeking fellowship with their higher power don't have to journey alone. There are several religious organizations and churches within major denominations that are dedicated to fostering a welcoming environment for all people, including queers. Find an organization that best fits your religious needs.

                          Find a Gay Church:

                          Baptist
                          Association of Welcoming & Affirming Baptists
                          Welcomes and affirms all persons without regard to sexual orientation or gender identity, and who have joined together to advocate for the full inclusion of lesbian, gay, bisexual and transgender persons within Baptist communities of faith.

                          Buddhist
                          Gay Buddhist Fellowship
                          Supports Buddhist practices in the gay community and brings together the diverse Buddhist traditions to address the spiritual concerns of gay men.

                          Catholic
                          DignityUSA
                          Works for respect and justice for all gay, lesbian, bisexual, and transgender persons in the Catholic Church and the world through education, advocacy and support.

                          Christian Church (Disciples of Christ)
                          Gay, Lesbian, and Affirming Disciples Alliance
                          Organization of lesbian, gay, bisexual, transgendered, and affirming members of the Christian Church (Disciples of Christ) with a prophetic voice calling for the full inclusion of LGBT persons in the Church.

                          Episcopal
                          Integrity
                          Fostering the full inclusion of LGBT persons in the Episcopal Church, using integrity as the leading grass roots voice.

                          Evangelical
                          Evangelicals Concerned
                          Encourages and affirms lesbian, gay, bisexual and transgendered Christians in their faith.

                          Jewish
                          World Congress of Gay, Lesbian, Bisexual, and Transgender Jews: Keshet Ga’avah
                          The worldwide voice of LGBT Jews seeking to support, inspire, and strengthen local groups; foster a sense of community among diverse individuals and organizations; and achieve equality and security for LGBT Jews worldwide.

                          Lutheran
                          Lutherans Concerned
                          embody, inspire, and support the acceptance and full participation of people of all sexual orientations and gender identities, their families, friends and allies, within the Lutheran communion and its ecumenical and global partners.

                          Metropolitan Community Church
                          Metropolitan Community Church
                          Founded in and reaching beyond the gay and lesbian communities and seeking the integration of spirituality and sexuality.

                          Muslim
                          Al-Fatiha Foundation
                          Dedicated to Muslims who are lesbian, gay, bisexual, transgender, intersex, questioning, those exploring their sexual orientation or gender identity, and their allies, families and friends. Al-Fatiha promotes the progressive Islamic notions of peace, equality and justice.

                          Presbyterian
                          More Light Presbyterians
                          Following the risen Christ, and seeking to make the Church a true community of hospitality, the mission of More Light Presbyterians is to work for the full participation of lesbian, gay, bisexual and transgender people of faith in the life, ministry and witness of the Presbyterian Church (USA).

                          Quaker (Religious Society of Friends)
                          Friends for Lesbian, Gay, Bisexual, Transgender, and Queer Concerns
                          A North American Quaker faith community that affirms God in all people; learning that radical inclusion and radical love bring further light to Quaker testimony and life.

                          Seventh-day Adventist
                          Seventh-day Adventist Kinship
                          Devoted to the spiritual, emotional, social and physical well-being of current and former Seventh-day Adventists who are lesbian, gay, bisexual or transgendered.

                          Unitarian
                          Unitarian Universalism
                          Office of the Unitarian Universalist Association dedicated to fighting oppression against bisexual, gay, lesbian, and/or transgender people.

                          United Church of Christ
                          The UCC Coalition for Lesbian, Gay, Bisexual, and Transgender Concerns
                          Provides support and sanctuary to all our lesbian, gay, bisexual and transgender sisters and brothers, their families and friends; advocates for their full inclusion in church and society; and brings Christ's affirming message of love and justice for all people.

                          United Methodist
                          Affirmation: United Methodists for Lesbian, Gay, Bisexual & Transgender Concerns
                          Pursues full inclusion in the Church through respect, love, justice and mercy for all.

                          Unity
                          Association of Unity Churches
                          Teaches the practical application in everyday life of the principles of Truth taught and exemplified by Jesus Christ, leading to health, prosperity, happiness, and peace of mind.

                          Spiritual Alternatives:

                          Atheism
                          Is atheism right for you?

                          More on Gays and Religion:

                              * Why The Pope Hates Gays

                              * Ex-Gay Reparative Therapy

                          http://gaylife.about.com/od/religion/a/gaychurch.htm
                            "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

                            Religião e a Homossexualidade
                            #34

                            diapasão

                            • Visitante
                            Lembro-me que existe a United Church of Christ, mas julgo haver mais nos Estados Unidos, para além da conhecida Metropolitan Community Church (mas esta foi especialmente criada por pessoas LGBT, ao contrário do outro caso, que é uma igreja já existente).


                            Obrigado pela informação bluejazz. A Metropolitan Community Church já conhecia, embora tenha características muito específicas.
                            Mais uma vez, obrigado. Irei olhar atentamente para estas igrejas.

                            :)

                              Religião e a Homossexualidade
                              #35

                              Offline Phoenix

                              • *****
                              • Membro Elite
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                              • Non ducor, duco
                              Na minha opinião algo ainda distante da realidade lusitana!

                              Instalada igreja GLBTT em Brasília

                              Diversidade
                              Brasília está mais moderna que nunca. Funciona na cidade desde 12 de março a Igreja da Comunidade Metropolitana, entidade que abre suas portas para gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. A iniciativa de trazer a igreja para a capital partiu da Ong Harpazo - Movimento Cristão pela Diversidade, que representa na cidade os interesses desses gruposs.
                              A congregação recém-inaugurada reúne várias vertentes da espiritualidade (católicos, evangélicos, religiões afro, cardecistas e ecumênicos), e promete dar espaço aos excluídos em geral, seja por preconceito sexual, financeiro – entre outras formas de exclusão.

                              Baseada no "evangelho revolucionário de Cristo", a Igreja nasceu em Los Angeles em 1968, fundada pelo então petencostal Troy Perry. Expulso da instituição por ser gay, Troy resolveu montar um movimento que começou na própria casa do religioso, com apenas 12 pessoas acolhe hoje em dia 45 mil pessoas em 22 países.

                              A metodologia empregada pela Igreja da Comunidade Metropolitana é bem diferente do que se vê nas igrejas convencionais. As reuniões são divididas por credo durante a semana, cada dia uma linha religiosa, com presença de padres, pastores e pais de santo. Nos finais de semana a Igreja fieis de todos os credos, além de oferecer à comunidade mostra de filmes que discutem o tema da sexualidade.

                              "A comunidade dá o tom da liturgia, os grupos formados decidem a ordem e a forma do culto" afirma Patrick Thiago Bonfim, coordenador da ICM/Ministério Peniel. Além de prometer espaço aos excluídos pela sexualidade, a igreja presta assistência nos casos de discriminação e violência.
                              Presente na cerimônia de unauguração da Igreja em Brasília, a Bispa Darlene Garner (foto), foi testemunha das dificuldades dos primeiros tempos.

                              No príncipio, a igreja sofreu ataques dos cristãos conservadores, que chegaram até a incendiar alguns templos. e até mesmo a Bispa Darlene chegou a ser presa, vítima da perseguição e do precopnceito quanto à nova proposta.

                              Parece, entretanto, que a existência da Igreja da Comunidade Metropolitana não afeta tanto – atualmente – as instituições religiosas conservadoras. Para o padre Jorge, da Casa Paroquial Católica, "A Igreja Católica não tem apenas algumas décadas, é a religião fundada por Cristo, há milênios atrás e nunca fechou as portas aos excluídos de nenhuma natureza, a questão é que as tendências não devem tornar-se o centro de sua vida", explica, demonstrando certo desdém pela entidade pró-diversidade.

                              Já o pastor Gelson Piber, quando questionado sobre a Bíblia pregar a segregação sexual, afirma que existem seis passagens pelo evangelho que falam sobre a homosexualidade e que todas são duvidosas em sua tradução Segundo o religioso, existem duas passagens explicitas de que Jesus esteve em companhia de gays (Marta e Maria – Lucas 10), que em sua interpretação não eram irmãs, e sim amigas lésbicas, além da passagem do Centurião Romano e seu "criado"(lucas 7). Outro ponto de polêmica é a próprias Última Ceia  (Marcos 14:13), que por ter sido realizada na casa de um homem que carregava um cântaro, pode também ser apontada como indício gay. "Para o padrão da época, homens não carregavam potes de água em público, era vergonhoso, apenas as mulheres executavam essa função", explica Piber.

                              Discussões teológicas à parte, a Igreja segue firme por conta de gente como Aline Dias, que preside a Igreja em Brasília. Ela foi testemunha de jeová,  evangelica, católica e kardecista e depois de todas essas experiências, afirma que essas religiões estavam carregadas de muito preconceito. "Era um sonho antigo participar de um movimento que acolhesse e lutasse pela verdade de Cristo e contra o preconceito de qualquer tipo de violência ou discriminação, inclusive a financeira. Aconselho os fiéis a fazerem bom uso do dízimo, porque a igreja é humana, se vc percebe q a sua igreja n faz bom uso do dinheiro, use você mesmo em causas mais nobres como caridade, e até negue se perceber corrupção no sistema religioso".

                              Outra assunto polêmico é a intenção da instituição de realizar casamentos informais entre pessoas do mesmo sexo, enquanto aguardam a liberação jurídica desse tipo de união. As opiniões, claro, não poderiam ser favoráveis, e a posição das Igrejas tradiucionais, dogmáticas; "A igreja não deve ser exclusivista, mas segundo o padrão da criação, o casamento é mais que uma união civíl ou jurídica, ela une o príncipio do corpo e alma e isso só pode ser realizado entre um homem e uma mulher, bíblicamente não é lícito", afirma o pastor Walter, da Assembléia de Deus Manancial.

                              Mas como vivemos numa democracia, na qual a liberdades individuais são preservadas, os curiosos ou interessados em participar dos cultos podem se dirigir à 315 norte, onde a igreja tem sua sede provisória. A entidade está aberta ao público de qualquer opção sexual, inclusive heterossexuais.  Visite o site: www.icmbrasil.org e confira a estrutura da ICM, leia também as teorias sobre a homossexualidade na Bíblia nos links 1  e 2.

                              fonte: http://www.candango.com.br/aplicacoes/materia/index.cfm?id_area=136&id_conteudo=5627
                                    

                                Religião e a Homossexualidade
                                #36

                                Offline candy cane

                                • *****
                                • Membro Vintage
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                                • Orquídea azul (ex nóvózélica)
                                  • não estou in the mood
                                Foi criado há pouco tempo o primeiro Grupo Português de Intervenção Social GLBT de ex-Testemunhas de Jeová.
                                O endereço do sitio é http://intervencaosocial-glbtex-tj.com/
                                Quem conhece a religião sabe bem que este GPIS tem um trabalho muito importante a fazer :-\

                                Quem somos?
                                Somos um grupo de ex-Testemunhas de Jeová, voluntariosos, amigos, solidários e unidos em torno de um ideal.

                                A intenção de prestar aos homossexuais das ex–Testemunhas de Jeová, alguns apoios pelos eventuais prejuízos originados pela crença religiosa que adoptaram, é a razão da nossa existência.

                                Como todas as religiões fundamentalistas, as Testemunhas de Jeová pregam a desaprovação de Deus e a condenação dos homossexuais, classificando-os, segundo a Bíblia, como em “pecado mortal”. Isto coloca um tremendo fardo sobre os membros e ex-membros desta religião, que são homossexuais.

                                Esta visão míope e distorcida de uma questão que afecta milhares de pessoas, tem resultado em muita dor, amargura e sofrimento, levando, mesmo, em alguns casos mais extremos, à morte de pessoas que não se sentem à altura das pesadas exigências que lhes são impostas.

                                O que fazemos?
                                Pretendemos prestar ajuda a homossexuais Testemunhas de Jeová e ex-Testemunhas de Jeová com dificuldade em aceitar a sua sexualidade.
                                Também, são muito bem-vindos, aqueles que sejam de outras religiões e que estejam nas mesmas condições descritas anteriormente e, também aqueles que estão dispostos a partilhar com os demais, a sua experiência de vida.

                                Todos têm liberdade para expor os seus pensamentos.
                                Entre as regras básicas do grupo, a promoção da tolerância e do respeito interpessoal, nortearão a nossa intervenção!

                                Contacto: glbtex-tj@hotmail.com
                                Página: http://intervencaosocial-glbtex-tj.com/
                                  Though nothing can bring back the hour
                                  Of splendor in the grass, of glory in the flower
                                  We will grieve not, but rather find
                                  Strength in what remains behind

                                  Wordsworth
                                  | www.naoestouinthemood.blogspot.com |

                                  Dalai Lama e o Budismo na revista "Flash"
                                  #37

                                  Offline Iria

                                  • *****
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                                  Olá,

                                  Deparei-me com uma entrevista ao Dalai Lama na revista Flash nº 160 de 21 a 27 de Junho de 2006 (esta semana), em que Dalai Lama respondia a questões sobre a homossexualidade. Passo a citar:

                                  "Respeita a homossexualidade?
                                  Todas as formas de sexualidade são vistas como indesejáveis para monges e freiras. Usar a boca num acto sexual é tão indesejável quanto usar qualquer outra zona do corpo que não sirva para a reprodução. Até num casal heterossexual.

                                  Porquê?
                                  Porque o objectivo do sexo é a reprodução e a homossexualidade de nada tem a ver com a reprodução, pois não? Se decidimos levar a sério a nossa religião, temos que ser fiéis aos seus princípios e tradições. Se, em contrapartida, não formos religiosos, somos livre de praticar sexo da maneira que quisermos. Desde que haja respeito mútuo."


                                  Traduções à parte (que eu não acho que Dalai Lama fale português, nem vou estar agora a questionar a parcialidade do tradutor quanto à homossexualidade), fiquei com a idéia que o senhor Dalai Lama até falou bem :) Fiquei com um sorriso na cara ao saber que há pelo menos uma religião que não transmite ódio em relação à homossexualidade. :)

                                  Pelo que interpretei, Dalai Lama apenas diz, que um fiel ao budismo não praticará sexo, a não ser que seja com o objectivo de reprodução. Não disse nada de mal sobre a homossexualidade, e adorei as últimas 2 frases. Que é perfeitamente indicada para qualquer tipo de acto sexual. :)

                                  Por último, só queria poder saber a opinião de Dalai Lama sobre... Por exemplo, um casal de lésbicas que faça sexo com muito amor e respeito mútuo COM o objectivo de engravidar por inserção de esperma. (Como visto no episódio desta terça à noite com o casal de Bette e Tina da série L Word). Quer dizer... O marido também pode conservar o seu esperma e não precisa de ter sexo com a mulher uma única vez, ela pode simplesmente inseri-lo com uma seringa própria. Mas é sempre melhor, na minha opinião, que um bébé seja o fruto de um acto de amor.

                                  Que será que ele diria?  ;)

                                  Realmente para terminar, queria saber porque é que a revista escreveu ao lado da foto de Dalai Lama o seguinte:
                                  "A HOMOSSEXUALIDADE não é bem vista pelo 14º Dalai-Lama uma vez que "não tem fins reprodutivos". "   ??? Mas é preciso ser-se muito burro para entender as suas palavras neste sentido. Ou preconceituoso. Ou eu é que li mal... Enfim. O que acham?
                                  « Última modificação: 23 de Junho de 2006 por Iria »
                                    "Yes, yes, objectification. Yes, yes, sexism. Yes, yes, violence. I know, I know and I totally agree. All those things are bad. Very bad. In fact, they're wrong. I frown on them with the scowl of a 1000 women's studies majors. That said, ohmyfreakinggodhowawesomewasthat?!" - Dorothy Snarker

                                    Dalai Lama e o Budismo na revista "Flash"
                                    #38

                                    Offline reguila

                                    • *****
                                    • Membro Ultra
                                    • Género: Feminino
                                    • "Sê Plural como o Universo" F. Pessoa
                                    Já li uma entrevista num jornal há bastante tempo, em que Dalai Lama, dizia exactamente e em suma que no budismo tal como em outras religiões não se pode aceitar a homossexualidade. Exactamente porque não havendo possibilidades naturais para a reprodução o acto sexual entre lgbts...
                                      EFEITO BORBOLETA:
                                      “You can't change who people are without destroying who they were.” * “Predictabilidade: O bater de asas de uma borboleta no Brasil poderá provocar um tornado no Texas”

                                      Dalai Lama e o Budismo na revista "Flash"
                                      #39

                                      MaryFanatic

                                      • Visitante
                                      E o que é que o dalai Lama pensa dos casais inferteis? Se o proposito da sexualidade é para reproduzir,entâo os casais que nâo podem ter filhos vai contra a sua religiâo.

                                         

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