Curti bué este tópico. Boa malha, sim senhor. (malha?!

Não sei porquê mas deu-me uma súbita vontade de fazer tricot...

... k estranho!
As paixonetas por profs são as pancas menos originais que alguém pode ter. Toda a gente as teve (ou quase toda).
Eu já tive uma série delas, e com consequências bastante caricatas.
No infantário ofereci, sem mais nem menos, o meu peluche favorito (que nunca saia de casa) a uma das educadoras. Porquê? Não sei... Mas aparentemente devia simpatizar com ela... No ano seguinte outra educadora levou-me a almoçar a casa dela (eramos vizinhos) e a criatura nunca mais me largou depois de eu lhe dizer que ela cozinhava melhor que a minha avó (right... as if. - As mulheres acreditam em qualquer coisa...), mas não posso negar que das 4 educadoras desse ano, a Dulce para mim era especial.
Depois, na primária, era uma das "mascotes" da professora, estatuto que me dava alguns benefícios (tb levei nas orelhas como o caraças, mas não se pode ter tudo e eu não tinha jeitinho nenhum prá matemática). No ciclo chegou-me a fase de fazer a vida negra ás professoras de quem gostava. Os rapazes da minha turma gostavam tanto da prof de português (eu incluido), que até conseguimos que ela metesse baixa a meio do ano por causa de um esgotamento nervoso, que eu não tenho dúvidas nenhumas que se devia, em parte á m**** que nós faziamos só pra ter a atenção dela.

No 3º ciclo foi a fase javarda. Assediávamos as profs mais novas á má fila. "Comia-te toda", "Ui Ui Ai Ai", "Que "papo", "quanto pesas?" e outras ordinarices sem nível nenhum, mas quando um gajo tem 14 anos não se pergunta duas vezes se vai colar os olhos ao quadro ou ao rabiosque da jeitosa que tem á frente...
Do 10º ao 12º começamos a ser mais subtis, "ó stora, venha aqui tirar-me uma dúvida..." (e quando elas se debruçavam sobre o caderno era altura de espreitar pelo decote e de cheirar o cabelo ou o pescoço). Outro truque era dizer "stora, tem a saia suja de giz atrás." E depois era vê-la dar palmadinhas no r*** pra sacudir o pó e ela sempre a perguntar "já saiu? E nós, "não, não... é mais pra cima, mais pra baixo, mais prós lados, tá quase". E riamos que nem uns perdidos.
Mas a primeira paixão a sério (se não era paixão era pelo menos uma atracção de tiro e queda) foi por um prof de Culturas Antigas, no 1º ano da universidade. O homem era uma estátua grega. Lindo, um físico muito bem torneado, culto, charmoso até dizer chega, andava de BM, e eu passava tanto tempo a olhar pra ele (e imagino cá com uma cara de pau...) que eventualmente ele apercebeu-se e a partir daí fez tudo pra eu desistir de fazer a cadeira por frequência. Fui a exame no fim do ano, tinha teste pra 14 á vontade e mesmo assim deu-me um 7 pra eu nem ter hipótese de ir á oral. (Por mim ele podia fazer-me as orais que quisesse

- a ver se eu não tinha a matéria na ponta da língua

).