rede ex aequo

Olá Visitante05.abr.2020, 13:37:22

Autor Tópico: Relatos de Infância: A 1ª vez que ouvi falar...  (Lida 22428 vezes)

 
Relatos de Infância: A 1ª vez que ouvi falar...
#60

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  • Ecce Somnium!
    • Bravis esse laboro, obscuro fio
Em discriminação, mal comecei a estudar, na pré-primária, sendo que na rua, até aí, também. Contacto externo, vi o filme 'Boys Don't Cry' que me fez pensar na orientação, na identidade e na discriminação geral que vivi comparada (inclusive, em muito, próxima) ao que o Brandon (personagem do filme) viveu.
Pessoal e emotivamente, conversas indirectas com alguns colegas e uma, aos 11 anos, com um grande amigo, totalmente receptivo, à cerca de mim.
« Última modificação: 13 de Outubro de 2007 por Wiegenkatze »
    Pertence ao fenómeno universal da natureza humana que o tétrico, o medonho e até o horrível brotem com irresistível beleza (Schiller)

    Relatos de Infância: A 1ª vez que ouvi falar...
    #61

    Offline tinat

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    Foi na pré-adolescência e nunca em casa, sempre na escola!!
      =) A vida é um bem precioso muito curto, por isso acorda para a vida e sê feliz!... ;)

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      #62

      Offline jay~

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      • --perde-se com o medo de se perder--
      não me recordo em concreto quando foi a primeira vez que ouvi algo relacionado com assunto.
      na escola ouvia os termos p********, maricas e afins mas acho q nc parei pa pensar no akilo keria dizer... não sei, sinceramente não me recordo!!!
      mas lembro-me perfeitamente da primeira vez que me confrontei c o assunto:

      a minha treinadora de futebol é lésbica! (qd m disseram ainda lembro de ter ficado assim espantada a pensar...) é assumida, mora junto, tem uma filhota adoptada e tal... (axo q ate foi dos casos mais badalados la na terriola!!). mas o que na altura me deixou mais furiosa foi que os meus pais me tiraram do futebol por causa disto... óh valha-me Deus!!!!!!
        "Querer é dar mais um passo
        Sem temer o fracasso
        E por fim me entregar
        Sinto uma calma estranha
        Que em mim se entranha
        E deixa descansar" Balla

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        #63

        Offline Zão

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        Responder
        a minha treinadora de futebol é lésbica! (qd m disseram ainda lembro de ter ficado assim espantada a pensar...) é assumida, mora junto, tem uma filhota adoptada e tal... (axo q ate foi dos casos mais badalados la na terriola!!). mas o que na altura me deixou mais furiosa foi que os meus pais me tiraram do futebol por causa disto... óh valha-me Deus!!!!!!
        Fogo, isto é do pior que posso ouvir. Como já disse em outros tópicos jogo futebol e saber que há pais que não deixam as suas filhas ir jogar futebol por conhecimento da existência de homossexualidade no "mundo" do futebol feminino, entristece-me de uma maneira inexplicável. Felizmente comigo, apesar de ter uma mãe extremamente homofóbica, e de já lhe ter dito em tempos que havia um casal  de raparigas na minha equipa (nem sabia eu que aconteceria o mesmo comigo mais tarde), nunca me proibiu de nada. Mas também só entrei numa equipa aos 18 anos e nessa idade, acho que ela já não podia fazer muito.

        Quanto ao tópico em si, achei muitíssimo interessante porque já pensei várias vezes sobre isto. E realmente é muito engraçado fazermos esta análise. Eu tentei fazer a minha e cheguei a várias conclusões.

        A primeira foi de que tive uma educação sexual bastante falhada, ou melhor não a tive. Estou-me a lembrar por exemplo de ser criança, e ouvir naqueles grupos de amigos das brincadeiras da rua, os rapazes chamarem-se uns aos outros p******** em tom depreciativo, e eu ficar bem confusa porque não percebia o porque dos “senhores que fazem as panelas” serem considerados maus. Sim, a minha pobre inocência, pensava isso! Acreditem, mesmo que possa parecer cliché… E lembro-me que por isso ficava extremamente incomodada, achava que toda a gente sabia bem do que falavam e eu só tinha a ideia quando falavam disso do senhor que fazia panelas, na cabeça. Acho que um dia ganhei coragem e perguntei, penso que ao meu irmão (não tenho a certeza, mas queria muito lembrar-me) porque ele acompanhava-me quase sempre nas brincadeiras e ele, sintético como sempre é, apenas disse: "são os homens que namoram com os homens". E pronto, o resto acho que vocês percebem por dedução... que foi assim que começou na minha cabeça de criança a ideia de que homens com homens não era normal, o que se prolongou até à adolescência, acompanhado sempre com o homofobia da minha mãe, tias, etc... Depois comecei a observar tudo, a ler, a querer mudar o mundo como qualquer adolescente e percebi que aquelas ideias parvas apreendidas nas brincadeiras de ruas não eram suporte para nada, e que as pessoas tinham o direito de ser como são simplesmente. Curiosamente nessa mesma altura, parecia que estava na moda desconfiar das professoras serem lésbicas, e lembro-me que na altura a minha professora do futsal do desporto escolar (uma pessoa decisiva na minha adolescência) era muito falada por isso. E lembro-me que eu nem queria saber de mais nada, gostava dela e pronto. Lembro-me de achar natural e nem sequer criar as especulações que as outras pessoas criavam dela. A começar assim a pôr em prática um novo eu, que se começava a formar. Um eu mais esclarecido e mais tolerante. Numa relação de causa-efeito!

        A segunda conclusão da análise prende-se com o facto de quando realmente conheci alguém homossexual. E isso deu-se quando entrei numa equipa federada de futsal feminino. Comecei a criar a amizades, a perceber algumas coisas do que se passava na equipa e posteriormente veio a confirmação. Tinha amigas lésbicas. Mais uma vez a naturalidade, mas desta vez de uma maneira diferente, de uma maneira mais intensa, porque até aqui (não me perguntem porquê) achava sempre que a homossexualidade era só para aqueles, aqueles, não sei que raio eram aqueles, mas eram aqueles e que nunca alguém que eu conhecesse seria e muito menos eu ficaria a saber. Mas não. Realmente eu andava a gargalhada com pessoas homossexuais diariamente, sem saber e sem saber aprendi que a homossexualidade é para todos.

        P.S. 1. – Ainda sobre a minha educação sexual, lembro-me de ser criança e de na altura que houve a infidelidade de Bill Clinton com a Monica Lewinsky, nas noticias ouvia-se frequentemente falar de sexo oral, e eu ingenuamente numa festa de família não sei a que propósito, fiz rir todos por afirmar que pensava que sexo oral era falar de sexo, neste caso ao telefone visto que a senhora era secretária. Shame on me.  ;)

        P.S. 2. - E pensam que alguém me explicou?! :-\

        Zão.
          Amo, logo existo.

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          #64

          vss

          • Visitante

          Lembro-me de na escola (aí no 7º, 8º) ter falado sobre homossexualidade numa aula ou num intervalo onde estavam alguns elementos da turma e uma prof (já não me lembro qual)  :up

          Depois lembro-me de passar uma reportagem num telejornal e eu ver com muita atenção...

          Em casa, com a minha mãe, não me lembro de este tema ser falado até ao dia em que fui áquele colóquio (que já referi no fórum) e que, directa ou indirectamente, acabou por mudar a minha vida  :)  :up

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            #65

            Offline sugar

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            • Membro Ultra
            • Género: Feminino
            Quando li este tópico lembrei-me q a 1ª vez q ouvi a palavra "bissexual" foi na série Ally Mcbeal...
            Na altura tinha uns 7, 8 anos, achei a palavra curiosa e perguntei a minha mana, ela explicou-me
            e eu achei curioso, e reti aquela palavra

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              #66

              Offline paula_chibi

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              • Membro Ultra
              • Género: Feminino
              • Just me -_-
              Eu já não me lembro da primeira vez que ouvi falar, mas sabia da existência dos nomes de gay e lésbica e eu associava isso a nomes depreciativos como "estúpida", "burra". Não sabia o que queria dizer mas pelo que as pessoas à minha volta diziam pensava que basicamente era "chamar de nomes".

              E uma vez, no 5º ano estávamos a escrever uma composição cómica onde podíamos utilizar palavras depreciativas não muito fortes e eu utilizei a palavra gay e lésbica. Quando a professora me voltou a entregar a composição só lá estava escrito de lado. "Procura saber o significado destas duas palavras" ou qualquer coisa do género.

              Foi nessa altura que afinal percebi que elas poderiam significar outra coisa e durante um tempo nunca mais usei, pelo menos em termos depreciativos nunca mais.

              Era muito inocente na altura, mas se isto aconteceu comigo imagino que muitas crianças devam usar o mesmo nome para insultar e se calhar nem sabem o que significa...  :-X
                "Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito" [Albert Einstein]

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                #67

                Bets

                • Visitante

                Eu diria antes..."A primeira vez que vi..."

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                  #68

                  Kiko20

                  • Visitante
                  A primeira vez que ouvi falar era muito pequenino, andava na primeira classe e foi numa telenovela, «A Próxima Vítima»

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                    #69

                    Offline cacao

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                    • Associad@ Honorári@
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                    • "There´s no sin, but stupidity" Oscar Wilde
                      • Mais sobre mim...
                    Eu não me lembro da primeira vez que ouvi gay ou lésbica, era sempre a palavra "maricas" embora nunca lhe tenha dado conotação negativa e de insulto porque em casa não se vivia esse clima, aliás, nunca ou vi nenhuma intervenção "fóbica" fosse dirigida a que ala fosse.
                      Another one will bite the dust...

                      "Se não houvesse nem mar nem amor, ninguém escreveria livros." -  Duras

                      "A felicidade é o livre uso das nossas capacidades". - V. Woolf

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                      #70

                      Offline Oren_Ishii

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                      • Membro Júnior
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                      EU tinha uns 6 ou 7 anos  e um senhor amigo tinha centenas de filmes antigos e nessa altura ele era o meu fornecedor de filmes ,e como via dezenas de filmes por mês, acabava por escolher filmes adultos e em especial clássicos que era o que ele mais tinha. Numa dessas ocasiões trouxe um clássico com a actriz do "Férias em Roma"(na altura não creio que soubesse o nome da Audrey Hepburn) , filme que eu adorava (sim tinha melhor gosto antes do que agora :P) e acabei por trazer o "the children's hour".. e voila! Foi assim que não só ouvi a palavra mas como vi, de facto, um relacionamento homossexual. Quando os meus pais chegaram a casa perguntaram-me o que vi e eu contei e eles explicaram-me as coisas, como faziam sempre quando via filmes e me ensinassem algo de novo. E disseram-me tudo da forma mais natural do mundo, sem complexos, nem gozações,pelo contrário, alertaram-me para o facto dos homossexuais serem discriminados e que nunca tal eu devia fazer (o "devia"soou a ameaça ,tipo:" é errado, se fazes apanhas! " lool).
                      talvez por isso, durante anos, não pensei mais nisso! Só sabia que havia outra realidade.
                       
                        Sh*t flows

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                        #71

                        Offline corema

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                        • Membro Elite
                        • Género: Feminino
                        Eu não me lembro da primeira vez que me falaram de homossexualidade. Tenho um primo 20 anos mais velho que é homossexual assumido e desde que me conheço que vive com o "marido". Por isso mesmo, para mim sempre foi muito normal, sempre convivi com casais homossexuais. Quando era miúda provavelmente devo ter perguntado à minha mãe porque que é que ele tinha um namorado em vez de namorada, mas não me lembro. A minha mãe deve ter respondido qualquer coisa tipo: porque se apaixonou por ele!

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                          #72

                          Offline Flávio

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                          • Membro Total
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                            • O Sétimo Continente [blog]
                          Estava no quarto ano a ouvir um relato por um colega de turma a lançar o rumor que outro amigo meu andava a ver revistas de "homens nus". Depois ele veio ter indignado a perguntar por que lhe chamavam gay e eu respondi que não sabia do que ele estava a falar nem o que 'gay' significava ;)
                            "If it were true that children emulate their teachers, we'd have a lot more nuns running around. "

                            Relatos de Infância: A 1ª vez que ouvi falar...
                            #73

                            Offline τοRoyalSizeΚΞ

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                            Estranhamente não tenho memória de o ouvir pela primeira vez :-\

                              Relatos de Infância: A 1ª vez que ouvi falar...
                              #74

                              Offline kogane

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                              • Membro Sénior
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                              Lembro-me da primeira vez que vi noticiarem um casamento gay na tv.

                              Lembro-me de estranhar e de pensar "ah, aquilo pode-se?"
                              Lembro-me do meu pai fazer uma cara de nojo/gozo/brincadeira quando o noivo beijo o noivo
                              E lembro-me de ter-me sentido desconfortável com a reacção do meu pai, como se já soubesse que era gay.

                              Tinha prái 7,8,9 anos, n sei...
                                alguem: o teu nick é qual? colgate né?

                                Relatos de Infância: A 1ª vez que ouvi falar...
                                #75

                                diafeliz

                                • Visitante

                                Lembro-me de na escola (aí no 7º, 8º) ter falado sobre homossexualidade numa aula ou num intervalo onde estavam alguns elementos da turma e uma prof (já não me lembro qual)  :up

                                Depois lembro-me de passar uma reportagem num telejornal e eu ver com muita atenção...

                                Em casa, com a minha mãe, não me lembro de este tema ser falado até ao dia em que fui áquele colóquio (que já referi no fórum) e que, directa ou indirectamente, acabou por mudar a minha vida  :)  :up

                                Lembrei-me que mais ou menos por volta dos 11 ou 12 anos a minha mãe tinha comprado uma revista (acho que era a Nova Gente) e que trazia qualquer coisa escrito sobre a homossexualidade e eu (ás escondidas) li o artigo  :-X

                                 ;)

                                  Relatos de Infância: A 1ª vez que ouvi falar...
                                  #76

                                  Offline Aster

                                  • ***
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                                  Quando li este tópico trouxe-me à memória um acontecimento de há já muitos anos, a que agora achei imensa graça.

                                  Quando tinha 8 ou 9 anos tinha um “ligeiro atrito” com um rapaz de outra turma e ele divertia-se a chatear-me nos intervalos. Um desses dias, lá me devo ter fartado do rapaz e estava toda disposta a insulta-lo. Como não era perita em insultos e ainda para mais estudava num colégio de freiras (onde não se escreviam palavrões nas paredes para aumentar o vocabulário do pessoal), no meio da minha fúria viro-me para uma colega mais velha que até vinha do Canadá (e lembro-me que achava que ela era muito à frente por isso) e peço-lhe “vá diz-me aí algo mesmo insultuoso para eu lhe dizer!” e ela sai-se com “chama-lhe maricas”.
                                  E eu que não sabia o que era isso e era importante para mim saber exactamente o que estava a chamar, pergunto-lhe o que é isso. E ela responde “é um homem que gosta de homens”. E eu chocadíssima, digo-lhe “homem que gosta de homens??!?!? E isso é o pior que me arranjas?? Eu quero lá saber de quem é que ele gosta! Quero é insulta-lo!” E ela lá continua toda convicta “Mas é um grande insulto!” e eu a dar-lhe com “mas desde quando é que gostar de alguém é insulto?” E ela lá me diz “Então não vês que homem com homem é mau? É ser-se maricas!” E eu cada vez mais chateada pois a oportunidade estava-me a fugir lá lhe digo “pois não sinto que isso o ofenda tanto quanto eu quero ofende-lo!” E ela resolve com “Então chama-lhe p********”. E lá volto eu com “e isso quer dizer o quê?” E lá vem ela com “é a mesma coisa, homem que gosta de homens” e eu já resignada, com o rapaz a passar-me à frente lá opto pelo p******** pois soava-me a mais “forte” do que maricas.
                                  E ela tinha razão…o rapaz ficou tão chateado que tive de fugir e a correr bem!

                                  Depois lembro-me de ficar a pensar nesse conceito tão negativo de homens que gostam de homens…

                                    Relatos de Infância: A 1ª vez que ouvi falar...
                                    #77

                                    Offline τοRoyalSizeΚΞ

                                    • *****
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                                    Quando li este tópico trouxe-me à memória um acontecimento de há já muitos anos, a que agora achei imensa graça.

                                    Quando tinha 8 ou 9 anos tinha um “ligeiro atrito” com um rapaz de outra turma e ele divertia-se a chatear-me nos intervalos. Um desses dias, lá me devo ter fartado do rapaz e estava toda disposta a insulta-lo. Como não era perita em insultos e ainda para mais estudava num colégio de freiras (onde não se escreviam palavrões nas paredes para aumentar o vocabulário do pessoal), no meio da minha fúria viro-me para uma colega mais velha que até vinha do Canadá (e lembro-me que achava que ela era muito à frente por isso) e peço-lhe “vá diz-me aí algo mesmo insultuoso para eu lhe dizer!” e ela sai-se com “chama-lhe maricas”.
                                    E eu que não sabia o que era isso e era importante para mim saber exactamente o que estava a chamar, pergunto-lhe o que é isso. E ela responde “é um homem que gosta de homens”. E eu chocadíssima, digo-lhe “homem que gosta de homens??!?!? E isso é o pior que me arranjas?? Eu quero lá saber de quem é que ele gosta! Quero é insulta-lo!” E ela lá continua toda convicta “Mas é um grande insulto!” e eu a dar-lhe com “mas desde quando é que gostar de alguém é insulto?” E ela lá me diz “Então não vês que homem com homem é mau? É ser-se maricas!” E eu cada vez mais chateada pois a oportunidade estava-me a fugir lá lhe digo “pois não sinto que isso o ofenda tanto quanto eu quero ofende-lo!” E ela resolve com “Então chama-lhe p********”. E lá volto eu com “e isso quer dizer o quê?” E lá vem ela com “é a mesma coisa, homem que gosta de homens” e eu já resignada, com o rapaz a passar-me à frente lá opto pelo p******** pois soava-me a mais “forte” do que maricas.
                                    E ela tinha razão…o rapaz ficou tão chateado que tive de fugir e a correr bem!

                                    Depois lembro-me de ficar a pensar nesse conceito tão negativo de homens que gostam de homens…

                                    LAWL!!! lol

                                      Relatos de Infância: A 1ª vez que ouvi falar...
                                      #78

                                      Offline JohnDoe21

                                      • *****
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                                      A primeira vez que eu me lembro de falar como deve de ser sobre a homossexualidade, foi lá para o ano 2000 numa discussão sobre a adopão e eu pesava que a homossexualidade era o homem que vivia como uma mulher e uma mulher que vivia como um homem e eles viviam um com o outro... até que perguntei a minha mãe e entendi o que era finalmente  :-X e eu estava completamente errado lol
                                      mas pronto foi assim a vida aos 10 anos....

                                        Relatos de Infância: A 1ª vez que ouvi falar...
                                        #79

                                        Offline corema

                                        • *****
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                                        Eu não faço ideia quando foi a primeira vez que ouvi falar ou que alguém que me explicou alguma coisa sobre o assunto... A homossexualidade está presente na minha vida desde sempre, porque tenho outros familiares que o são, além de casais amigos da minha mãe e tios. Até a minha avó tem, desde que me conheço, um casal de amigos homossexual. Lembro-me de me achar uma raridade e adorar a ideia! Na escola primária, em plena década de 80, nem se falava no assunto e a maioria dos miúdos nunca tinha ouvido falar de tal coisa. Eu sentia-me especial por saber explicar aos outros o assunto, achava que sabia muitas coisas! :)
                                        A verdade é que não há geração nenhuma na minha família do lado da minha mãe em que não haja pelo menos um homossexual. Do lado do meu pai são menos, mas também há alguns... A maior parte dos meus familiares vive muito bem com o assunto.
                                        Lembro-me de achar imensa piada a um deles, porque o senhor é muito efeminado e muito falador e divertido, eu achava-lhe imensa graça! (e continuo a achar).

                                           

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