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Olá Visitante20.nov.2019, 20:11:29

Autor Tópico: Debate sobre identidade de género, 1 de fevereiro  (Lida 632 vezes)

 
Debate sobre identidade de género, 1 de fevereiro
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Offline Blesia

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"Quando a identidade de género não coincide com o género que foi atribuído à nascença"

Na próxima quinta-feira, dia 1 de fevereiro, vai haver um debate sobre identidade de género, inserido no festival internacional de cinema infantil e juvenil IndieJúnior Allianz. É às 18h30, no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, nos jardins do Palácio de Cristal. A entrada é livre!
No início haverá uma curta metragem, para introduzir o tema. O debate terá a presença de um professor, uma psiquiatra e a mãe de um jovem transgénero, sócia da AMPLOS.

Convido-vos a estar presentes nesta sessão e, claro, também no resto do festival!
Eu vou lá estar! Seria interessante ter gente presente por parte da rede ex aequo, uma vez que esta irá ser mencionada :)



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As pessoas transexuais têm um sentimento íntimo de que a sua identidade de género não coincide com o género que lhes foi atribuído à nascença. Essa descoincidência cria normalmente forte ansiedade relacionada, muitas vezes, com a rejeição do corpo e acentuada pela pressão social.

Abordaremos este tema focando a transição social na família e ambiente escolar.

Para debater convidámos Luís Santos, Professor Auxiliar na Universidade Fernando Pessoa, Zélia Figueiredo, psiquiatra no Hospital Magalhães Lemos e Sandra Monteiro, mãe de um jovem transgénero e sócia da AMPLOS (Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género), com moderação de Graça Lacerda, responsável pelo Serviço Educativo da Galeria Municipal do Porto/Jardins do Palácio de Cristal.

Como ponto de partida temos a curta metragem A Sra. McCutcheon, do realizador John Sheedy. Tom, de 10 anos, sente que nasceu no corpo errado. Agora que frequenta a terceira escola seguida, continua sem saber muito bem quem é e a não ser aceite pelos colegas. Mas o baile da escola vai revolucionar tudo.

Graça Lacerda

Nasceu no Porto. Formação Académica em Ciências Políticas/História Medieval e Moderna na Universidade de Heidelberg e experiência profissional como animadora cultural no museu Beethoven-Haus em Bona/Alemanha.

Técnica Superior na Divisão de Ação Cultural e Científica da Câmara Municipal do Porto. Responsável pelo programa de Serviço Educativo da Galeria Municipal do Porto/Jardins do Palácio de Cristal cuja missão é aproximar diferentes públicos à arte contemporânea através do alargamento de conhecimento e a promoção do pensamento crítico.

Colabora na área públicos/comunicação do Fórum do Futuro, festival de pensamento no Porto que reúne convidados de várias geografias culturais com o objetivo de refletir sobre questões fundamentais para as sociedades contemporâneas, entre elas a ideia de género e a transsexualidade.

Luís Santos

Luís Santos é Professor Auxiliar na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa. É também Doutorado em Psicologia pela Universidade do Minho e os seus interesses de investigação são Género, Sexualidades, Saúde e Mudança em Psicoterapia.

Sandra Monteiro

Sandra Monteiro, 43 anos, casada, mãe de 2 rapazes e fisioterapeuta desde 1995.

A minha jornada nos caminhos do trans começou há 16 anos, quando nasceu a minha primeira filha, a Tânia, isto é, o meu filho Jaime.

Desde muito cedo o Jaime (Tânia) começou a vestir-se como um rapaz e os seus heróis eram sempre masculinos, mas só em Julho de 2017 é que o Jaime assumiu que sempre quis ser um rapaz e que odiava o seu corpo de rapariga, e que queria fazer a mudança de sexo.

Desde esse dia que temos procurado ajuda médica para iniciarmos o processo, que é lento e muito moroso. Tentamos conhecer as associações existentes para ter algum suporte e acompanhamento e encontramos as portas abertas na AMPLOS e REDE EX AEQUO.

Verdadeiramente a minha batalha, para alcançar a felicidade do meu filho, a mudança de género e nome e a compreensão das dificuldades que estas crianças e pais têm neste caminho do Transgénero começou em Julho de 2017. E, tudo farei para que esse objetivo seja alcançado.

Zélia Figueiredo

Zélia Figueiredo é psiquiatra. Terapeuta sexual e responsável pela consulta de sexologia do Hospital Magalhães Lemos, onde desenvolve trabalho com pessoas Trans. Durante 4 anos foi presidente da Associação Jano (Associação de apoio a pessoas Trans). É ainda terapeuta familiar e Formadora nas Sociedades de Terapia Familiar e de Sexologia.


In: http://www.indiejunior.com/actividadesparalelas/quando-a-identidade-de-genero-nao-coincide-com-o-genero-que-foi-atribuido-a-nascenca/

    Debate sobre identidade de género, 1 de fevereiro
    #1

    Offline Atomic

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    Obrigado pela partilha! Gostava muito de aparecer lá, mas não tenho a certeza se posso! Veremos :P

    Debate sobre identidade de género, 1 de fevereiro
    #2

    Offline T-Rex

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    Obrigado pela partilha! Eu sou capaz de aparecer  :)

    Debate sobre identidade de género, 1 de fevereiro
    #3

    Offline Blesia

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    É já amanhã! Apareçam :)

      Debate sobre identidade de género, 1 de fevereiro
      #4

      Offline Atomic

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      Devo aparecer com algum atraso, mas sim quero ir lá dar um oi!

      Debate sobre identidade de género, 1 de fevereiro
      #5

      Offline Atomic

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      Foi giríssimo, já não via um debate sobre identidade de género tão bom há já uns tempos!

      Obrigado pela divulgação Blesia! Ainda fiquei sem saber quem eras, mas pronto! Shout out para o T-Rex pela fantástica intervenção que teve no debate que foi simplesmente incrível!

      Debate sobre identidade de género, 1 de fevereiro
      #6

      Offline Boreas

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      Alguém pode contar mais pormenores?
      Tinha visto a divulgação mas não podia ir.
        Just live!!! WILL POWER HOPE COMPASSION LOVE

        Debate sobre identidade de género, 1 de fevereiro
        #7

        Offline Atomic

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        Alguém pode contar mais pormenores?
        Tinha visto a divulgação mas não podia ir.

        Adorei as intervenções da mãe da Amplos, acho que é sempre muito fofo ver uma mãe no terreno a lutar pelos direitos dos filhos. Também gostei muito das intervenções da Zélia, mas já o homem que estava no painel não fiquei muito interessado no que ele tinha a dizer, parecia que estava sempre a tentar levar o assunto para o resto dos LGBTs e sinto que não era o debate para se divagar para essas coisas e misturar assuntos...

        Falou-se dos clássicos temas "casas de banho", "ser trans numa escola", "qual o papel dos pais", "se transexualidade deve ser considerada uma doença" etc.

        Senti que sempre que vou um ano depois a qualquer debate sobre transexualidade, já surgiram termos novos e diferentes formas de dizer a mesma coisa, juro que não consigo acompanhar x)

        Debate sobre identidade de género, 1 de fevereiro
        #8

        Offline Blesia

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        Eu adorei o debate! Nunca tinha ido a nenhum, por isso não tenho um termo de comparação.

        Gostei bastante do que disse a psiquiatra Zélia Figueiredo, do professor nem tanto. Notei que a psiquiatra falou muito nas cirurgias para FTMs, mas não para MTFs. Reparei também que falou em mastectomias, histerectomias e faloplastias, mas não explicou em que consistiam. Achei este um ponto menos positivo, uma vez que que muitas das pessoas presentes sabiam pouco ou nada sobre o assunto e apercebi-me que havia pessoas que não sabiam do que se tratava.
        Em relação à mãe do Jaime, da maneira que ela falou, parecia que todo o processo de aceitação e médico foi e tem sido super fácil. Pergunto-me se será mesmo assim ou se se terá acanhado um pouco para falar os aspetos menos bons.

        Também achei que se alongaram muito e deixaram pouco tempo para ouvir/esclarecer a plateia. Eu próprix ia fazer uma pergunta, mas já estavam a despachar porque já era tarde.