rede ex aequo

Olá Visitante17.out.2019, 04:53:50

Autor Tópico: O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!  (Lida 5828 vezes)

 
O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
#20

Offline T-Rex

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Pegando em alguns pontos que foram sendo levantados...

quiquo, sobre a situação do grupo de lisboa:

O artigo 52º pressupões que existe um grupo ativo. O grupo de lisboa encontrava-se inativo, tedo de ter sido constituido de novo, pelo que o que consta no artigo 52º não se aplica, aplicando-se sim o seguinte:
Responder
Artigo 43.º
Processo de constituição
A constituição de um Grupo Local da “rede ex aequo” obedece ao seguinte procedimento:
I) Apresentação da candidatura pelos seus membros fundadores;
II) Aprovação da candidatura pela Direção da “rede ex aequo”.

Concordo com a ideia de deixar de exigir um pagamento para podermos ser voluntários! No entanto, tenho algumas reservas em relação a deixar todas as pessoas votar; faz-me sentido que apenas os associados tenham poder de decisão dentro da associação.
(compreendo que haja aqui um conflito de ideias no que estou a dizer, uma vez que estou a permitir um cenário hipotético em que alguém não tem de ser associado para ser coordenador, mas não poderia votar noutros coordenadores. Ainda tenho de pensar melhor nisto e amadurecer as ideias :P )

A ideia de ter pessoas de género diferente nas comissões de receção para mim faz sentido, principalmente porque vejo a dificuldade que temos em ter voluntárias (raparigas), ou raparigas em geral nas atividades. Falo com base na minha experiência no grupo do porto e em vários outros eventos. Se se verificasse um equilibrio de géneros concordaria em deixar essa norma para trás, mas tal não se verifica. Existe um desiquilibrio na atribuição de posições de liderança e poder na sociedade em geral, e a rede ex aequo não é exceção. Não vejo essa norma como apenas uma forma de as pessoas novas se identificarem, mas também como forma de tentar atenuar o fenómeno que se vê em imensas situações dentro do ativismo, que é um enviesamento para o género masculino (ao ponto de algumas pessoas falarem, em tom de sarcasmo, em associações GGGG, em vez de LGBT). Idealmente, teriamos um equilibrio não só nas comissões de receção como em todos os restantes locais da rea.


Responder
Quando tens um regulamento de como deves funcionar, já por si só não tens liberdade. Não vamos dizer que temos "liberdade". Podemos ter sim "autorização" da direção para isso

Há um regulamento, sim, vamos ver o que lá diz:
Responder
Artigo 42.º
Autonomia organizativa
Os grupos locais dispõem de autonomia organizativa, dentro dos limites impostos pelos Estatutos da “rede ex aequo” e por este Regulamento Interno.

Ora, o RI estabelece as regras para a constituição e eleição de equipas coordenadoras, os objetivos (ser um espaço de apoio, reivindicação de direitos e servir como veículo dos fins da associação), obriga à existência de uma comissão de receção e define que os grupos têm de se reunir pelo menos uma vez por mês. Se formos a ler, a maioria do texto são detalhes destes pontos que referi. Não coloca limitações em relação ao tipo de atividades, aos temas das reuniões, à periodicidade (exceto a regra de pelo menos uma por mês), não exclui a organização de atividades além das reuniões. Podem existir temas obrigatórios, atividades "proibidas" ou desencorajadas, ou qualquer restriçao de outra natureza, mas isso é definido pela direção, e pode mudar de ano para ano - ou seja, são coisas que podem ser discutidas entre direção e voluntários,são coisas bastante mutáveis, basta para isso iniciar um diálogo.

Os estatutos não criam quaisquer limitações aos grupos.


O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
#21

Offline quiquo

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  Olá outra vez :P
 
  miss_g concordo com o que disseste e quero pegar em dois pontos.

Por exemplo, tenho amigos que nunca mais foram a reuniões porque se sentiram desconfortáveis com o facto de, por exemplo, dizermos o nosso nome e afins no início da reunião. Tenho noção que é necessário um certo controle mas nem que as pessoas assinassem o seu nome num papel no inicio da reunião. Quem quisesse dizer o seu nome, ou algo do género teria liberdade de o fazer claro.

  Acho que até já falámos deste ponto antes e se calhar temos de ser mais eficazes a dizer, no início da reunião, que ninguém é obrigadx a dar o nome verdadeiro (ou qualquer outra informação pessoal), que podem escolher um pseudónimo e não têm de sentir que estão a enganar ninguém (até podem dizer que estão a usar um pseudónimo se preferirem). Os nomes são precisos, não por controlo, mas sim para termos como nos chamarmos entre nós :D. Não fazemos qualquer registo dos nomes (a não ser o da nossa memória).
  Quanto a dizer a idade, nesta última atividade do grupo ex aequo lisboa ninguém disse ao início e eu gostei xD Somos "forçados" a apresentar idades na eventualidade de aparecer alguém acima dos 30?
 
Como alguém já disse atrás , desculpem mas não vou ler tudo outra vez, não vejo qual o problema de se combinar cafés wtv.. O facto de se combinar um encontro com uma duas três pessoas sejam elas quantas e quais forem não significa que seja para o engate. Quem quiser engatar, tem outras APPS mais eficientes para isso.
 
  Ainda bem que pegaste nisto porque ia-me esquecendo. Concordo 100% e nunca percebi porque é que nos sub-fóruns das cidades com grupos as pessoas não podem combinar encontros e eventos, é um entrave que não me faz sentido numa associação que quer aproximar as pessoas.
  Quem for a esses encontros deve estar ciente que não estão sobre a "alçada" do grupo/rede (embora as coordenações até se possam envolver nisso se quiserem) e que, para bem ou para mal, é um encontro marcado na internet, talvez com ninguém que conheçam. Mas a verdade é que as pessoas se vão encontrar de que maneira for e é preferível ser por aqui em muitos casos (preferível do que pensar que se tem de recorrer a chats e apps de engate para procurar apoio, amizades e amor quando se é adolescente, porque não se conhece mais nada, coisa que eu fiz quando era adolescente e que foi péssimo).
  E não só se vão continuar a encontrar como até combinam por MP's  e depois fazem-no (o escândalo!) ::) :-*
  Portanto, que tal repensar-se esta questão?
 
  Tens razão no artigo 52º T-Rex, obrigado.

A ideia de ter pessoas de género diferente nas comissões de receção para mim faz sentido, principalmente porque vejo a dificuldade que temos em ter voluntárias (raparigas), ou raparigas em geral nas atividades. Falo com base na minha experiência no grupo do porto e em vários outros eventos. Se se verificasse um equilibrio de géneros concordaria em deixar essa norma para trás, mas tal não se verifica. Existe um desiquilibrio na atribuição de posições de liderança e poder na sociedade em geral, e a rede ex aequo não é exceção. Não vejo essa norma como apenas uma forma de as pessoas novas se identificarem, mas também como forma de tentar atenuar o fenómeno que se vê em imensas situações dentro do ativismo, que é um enviesamento para o género masculino (ao ponto de algumas pessoas falarem, em tom de sarcasmo, em associações GGGG, em vez de LGBT). Idealmente, teriamos um equilibrio não só nas comissões de receção como em todos os restantes locais da rea.

  Eu percebo e pensei nisto enquanto escrevi aquilo. Por um lado acho que deveria estar escrito género, a manter-se o que está no RI. Por outro, eu não sei até que ponto faz sentido perseguir este equilíbrio em determinadas situações. Se tivermos 4 pessoas para a comissão e só se podem escolher 2 acho que se devem escolher as pessoas mais interessadas e indicadas (a nível de perfil) independentemente do género, sexo, o que seja. Podem ser duas raparigas, pessoas não-binárias, genderqueer, agender, rapazes, etc. Eu sei que o problema desta ideia é quem é que escolhe visto que todxs estamos, em alguma proporção, programados por uma sociedade machista.

  A verdade é que não me sentiria bem a dizer a alguém ou que me dissessem que não posso fazer x pelo meu género, sexo, etc. E nós nem sempre temos oportunidade de escolher por serem poucas as pessoas disponíveis (e esta escolha deixa-me desconfortável). Quantas vezes já ouvi "Precisamos de uma pessoa trans/rapariga", o tipo de frase que muitas vezes está associada à mentalidade "the only x in the village".

  Enfim, é um assunto! É que depois lembro-me das quotas de género (com os seus prós e contras) e da importância da diversidade VS existência da falsa diversidade em que as pessoas são tratadas como tokens e como representantes do seu género, etnia, cultura, etc (talvez seja melhor não continuar a abrir a caixa de pandora aqui xD). Provavelmente estou errado em muito do que disse pois tenho imensas incertezas nesta questão, mas quero aprender  :P (desculpem se isto já é um pouco para o off-topic).
 
  Abraço!
« Última modificação: 15 de Dezembro de 2016 por quiquo »

    O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
    #22

    Offline nevertoolatetobehappy

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    Olá a todxs,

    Queria em primeiro lugar agradecer ao @tomasbarao pela excelente ideia de iniciar este tópico, assim com a todas as pessoas que entretanto têm colaborado na discussão. ;)

    Estive a ler as contribuições que foram feitas até ao momento (obrigado!) e irei de seguida apresentar aquelas que são para mim algumas mudanças importantes a realizar para a associação ser sustentável assim como aquilo que devemos manter.



    Por que razão existimos, para onde queremos ir e o que esperam de nós?

    Este ponto é essencial e do meu ponto de vista devia ser o ponto de partida. Considero positiva toda a discussão que se tem gerado neste tópico, no entanto acho que de pouco servirá se nós em primeiro lugar não tivermos dois pontos bem claros: 1) qual a nossa missão, visão e valores 2) o que esperam as pessoas que nos procuram?

    Podemos ter projetos espetaculares e pessoas muito motivadas, mas se não sabemos todxs por que razão a associação existe, dificilmente iremos fazer um bom trabalho. Já o disse mais do que uma vez e continuo a repeti-lo: precisamos de (re)pensar em conjunto quais as nossas prioridades e objetivos, tendo em conta as aprendizagens e o futuro que queremos construir. Esta foi aliás das primeiras lições que retirei de um curso que tive em Gestão de Voluntariado, o qual frequentei graças à rede ex aequo.

    É igualmente fundamental realizar em paralelo uma recolha junto das pessoas daquilo que esperam da associação. Quais as necessidades e desejos dxs jovens? Quais os projetos que mais impacto têm nas suas vidas? O que há de único da rede ex aequo? Para isso podemos, por exemplo, elaborar um questionário anónimo e usar os resultados para refletir sobre o mapeamento que existe com a nossa missão, valores e visão.

    No final desta fase teríamos informação suficiente para as decisões estratégicas estarem em sintonia com as decisões operacionais, dando-nos foco e motivação para tomar decisões potencialmente difíceis (ex.: terminar um projeto) e prosseguir o nosso trabalho.

    Gestão de voluntariado

    Já aqui foi falado sobre a importância da receção e acompanhamento de voluntários. Na minha opinião devia existir pelo menos uma pessoa na direção, a trabalhar a full-time e em regime de estágio, na gestão de voluntariado da associação.

    É muito difícil cumprir os objetivos se não existir, por exemplo, um trabalho contínuo e conjunto entre a direção e xs restantes voluntárixs da associação (incluindo pessoas da direção), tal e qual como acontece em qualquer outra organização. Além disso, a gestão de voluntariado pressupõe que exista uma gestão da motivação das pessoas, algo extremamente importante para manter e trazer mais voluntárixs!

    Neste aspeto a Pista Mágica, que foi a organização que me deu a formação em Gestão de Voluntariado, poderia nos ajudar na formação e acompanhamento da pessoa responsável por esta função.

    Estratégia de comunicação

    Acho que há poucos consensos mais recorrentes que este: a rede ex aequo tem de (re)avaliar como comunica internamente e externamente.

    Precisamos de pensar na forma como comunicamos internamente. Xs voluntárixs estão a par do que está a ser feito, setem-se acompanhadas e ouvidas? Quais as melhores estratégias para trabalharmos em conjunto (ex.: e-mail ou telefone, Skype ou reuniões presenciais, Trello ou Excel, etc.)? Há muita reflexão que temos de fazer na forma como trabalhamos...

    Quanto à comunicação externa, a estratégia de comunicação tem de estar de acordo com os nossos objetivos globais, estratégicos e operacionais, assim como precisamos de analisar criteriosamente por que razão determinadas estratégias funcionaram e outras não... Como o @plan referiu e muito bem, necessitamos de métricas para avaliar o sucesso de uma estratégia de comunicação, sejam cartazes, evento no facebook ou vídeo do YouTube.

    Acho importante estar onde os jovens estão, e como tal perguntar às pessoas como tiveram conhecimento da associação (ex.: fazer esta pergunta a novos membros nas reuniões dos grupos locais). Hoje em dia é inquestionável o nível de adesão de ferramentas de social media, pelo que acho que uma ideia para o futuro era fazer um levantamento das ferramentas (ex.: Facebook, WhatsApp, Instagram, etc.) que respondem mais eficazmente aquilo que xs jovens procuram.

    Na minha experiência como coordenador do grupo local de Lisboa, notei que com o tempo as pessoas diziam cada vez menos que tomaram conhecimento da associação através do fórum e cada vez mais através de amigxs ou pesquisa na Internet, o que me levou a concluir que o fórum não era o meio que as pessoas usavam para “gerir eventos” (neste caso atividades do grupo local).

    O fórum era e continua a ser uma fonte de informação bastante relevante da associação. O número de visitantes já foi maior, a participação já foi mais intensa, mas é inegável que o fórum é uma ferramenta com imensa informação útil e que permite garantir o anonimato das pessoas. Dito isto, considero que manter o fórum atual como repositório e criar um novo fórum, mais funcional e visualmente apelativo, poderia ser um passo importante para trazer e manter mais pessoas.

    Além disso, a remodelação do site é igualmente necessária, nomeadamente ter conteúdos mais dinâmicos (ex: fotos de eventos da associação), integração com meios de social media (ex.: Facebook) e informação regularmente atualizada.

    Parcerias

    A existência de parcerias com outras associações tem sido determinante para o sucesso de dois projetos chave da associação, nomeadamente o Projeto Educação (parcerias com instituições de ensino) e Grupos Locais (parcerias com organizações de cada cidade). Devemos continuar a trabalhar em rede, porque a única forma de chegarmos longe, a mais jovens e com mais impacto, vai ser em conjunto com outras entidades.

    Responsabilidade

    Sendo a rede ex aequo uma associação que depende muito do trabalho voluntário, é crítico transmitir claramente às pessoas que se voluntariam as responsabilidades da função que vão exercer e existir um acompanhamento onde a qualidade do trabalho desenvolvido é avaliada e monitorizada.

    O trabalho voluntário exige tempo e dedicação, e se nós queremos que os projetos funcionem bem, é necessário sensibilizar as pessoas para o impacto que o seu trabalho tem no sucesso (ou falta dele…) da associação, focando-nos na responsabilização que tem que existir no voluntariado.

    Capacitação

    Concordo e apoio a 100% o investimento na capacitação das pessoas! O verdadeiro legado que nós alguma vez podemos aspirar a deixar nas pessoas é capacitá-las para serem “agentes da mudança”, de terem ferramentas e conhecimentos para pensar globalmente e agir localmente.

    A aposta nas formações em sala de aula deve continuar, assim como possivelmente ter formações online em temas diversos temas (ex.: legislação, bullying, criação de projetos, etc.) Ações que privilegiem a passagem de conhecimentos e experiências a entidades (ex.: associações de estudantes) e pessoas (ex.: membros de grupos locais) são a meu ver valiosas para que o nosso trabalho não se encerre numa sessão do PE ou numa reunião dos Grupos Locais, uma vez que o exercício da cidadania e a defesa de direitos humanos é um trabalho que tem de ser feito ao longo da vida …



    Espero que esta discussão venha a ser o ponto de partida para uma rede ex aequo com futuro. :)

    Um abraço,
    Tiago.
    « Última modificação: 16 de Dezembro de 2016 por nevertoolatetobehappy »
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      O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
      #23

      Offline sleepy_heart

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        miss_g concordo com o que disseste e quero pegar em dois pontos.

      Por exemplo, tenho amigos que nunca mais foram a reuniões porque se sentiram desconfortáveis com o facto de, por exemplo, dizermos o nosso nome e afins no início da reunião. Tenho noção que é necessário um certo controle mas nem que as pessoas assinassem o seu nome num papel no inicio da reunião. Quem quisesse dizer o seu nome, ou algo do género teria liberdade de o fazer claro.

        Acho que até já falámos deste ponto antes e se calhar temos de ser mais eficazes a dizer, no início da reunião, que ninguém é obrigadx a dar o nome verdadeiro (ou qualquer outra informação pessoal), que podem escolher um pseudónimo e não têm de sentir que estão a enganar ninguém (até podem dizer que estão a usar um pseudónimo se preferirem). Os nomes são precisos, não por controlo, mas sim para termos como nos chamarmos entre nós :D. Não fazemos qualquer registo dos nomes (a não ser o da nossa memória).
        Quanto a dizer a idade, nesta última atividade do grupo ex aequo lisboa ninguém disse ao início e eu gostei xD Somos "forçados" a apresentar idades na eventualidade de aparecer alguém acima dos 30?
       
      Como alguém já disse atrás , desculpem mas não vou ler tudo outra vez, não vejo qual o problema de se combinar cafés wtv.. O facto de se combinar um encontro com uma duas três pessoas sejam elas quantas e quais forem não significa que seja para o engate. Quem quiser engatar, tem outras APPS mais eficientes para isso.
       
        Ainda bem que pegaste nisto porque ia-me esquecendo. Concordo 100% e nunca percebi porque é que nos sub-fóruns das cidades com grupos as pessoas não podem combinar encontros e eventos, é um entrave que não me faz sentido numa associação que quer aproximar as pessoas.
        Quem for a esses encontros deve estar ciente que não estão sobre a "alçada" do grupo/rede (embora as coordenações até se possam envolver nisso se quiserem) e que, para bem ou para mal, é um encontro marcado na internet, talvez com ninguém que conheçam. Mas a verdade é que as pessoas se vão encontrar de que maneira for e é preferível ser por aqui em muitos casos (preferível do que pensar que se tem de recorrer a chats e apps de engate para procurar apoio, amizades e amor quando se é adolescente, porque não se conhece mais nada, coisa que eu fiz quando era adolescente e que foi péssimo).
        E não só se vão continuar a encontrar como até combinam por MP's  e depois fazem-no (o escândalo!) ::) :-*
        Portanto, que tal repensar-se esta questão?
       
        Tens razão no artigo 52º T-Rex, obrigado.

      A ideia de ter pessoas de género diferente nas comissões de receção para mim faz sentido, principalmente porque vejo a dificuldade que temos em ter voluntárias (raparigas), ou raparigas em geral nas atividades. Falo com base na minha experiência no grupo do porto e em vários outros eventos. Se se verificasse um equilibrio de géneros concordaria em deixar essa norma para trás, mas tal não se verifica. Existe um desiquilibrio na atribuição de posições de liderança e poder na sociedade em geral, e a rede ex aequo não é exceção. Não vejo essa norma como apenas uma forma de as pessoas novas se identificarem, mas também como forma de tentar atenuar o fenómeno que se vê em imensas situações dentro do ativismo, que é um enviesamento para o género masculino (ao ponto de algumas pessoas falarem, em tom de sarcasmo, em associações GGGG, em vez de LGBT). Idealmente, teriamos um equilibrio não só nas comissões de receção como em todos os restantes locais da rea.

        Eu percebo e pensei nisto enquanto escrevi aquilo. Por um lado acho que deveria estar escrito género, a manter-se o que está no RI. Por outro, eu não sei até que ponto faz sentido perseguir este equilíbrio em determinadas situações. Se tivermos 4 pessoas para a comissão e só se podem escolher 2 acho que se devem escolher as pessoas mais interessadas e indicadas (a nível de perfil) independentemente do género, sexo, o que seja. Podem ser duas raparigas, pessoas não-binárias, genderqueer, agender, rapazes, etc. Eu sei que o problema desta ideia é quem é que escolhe visto que todxs estamos, em alguma proporção, programados por uma sociedade machista.

        A verdade é que não me sentiria bem a dizer a alguém ou que me dissessem que não posso fazer x pelo meu género, sexo, etc. E nós nem sempre temos oportunidade de escolher por serem poucas as pessoas disponíveis (e esta escolha deixa-me desconfortável). Quantas vezes já ouvi "Precisamos de uma pessoa trans/rapariga", o tipo de frase que muitas vezes está associada à mentalidade "the only x in the village".

        Enfim, é um assunto! É que depois lembro-me das quotas de género (com os seus prós e contras) e da importância da diversidade VS existência da falsa diversidade em que as pessoas são tratadas como tokens e como representantes do seu género, etnia, cultura, etc (talvez seja melhor não continuar a abrir a caixa de pandora aqui xD). Provavelmente estou errado em muito do que disse pois tenho imensas incertezas nesta questão, mas quero aprender  :P (desculpem se isto já é um pouco para o off-topic).
       
        Abraço!

      Acho que a questão da idade poderia ser revista e a ideia de - para quem não quiser dizer o nome - poder utilizar pseudónimo parece-me uma boa opção, embora não perceba muito bem a "finalidade" no caso de a pessoa ir com a cara destapada porque há mais pessoas com o nosso nome do que sósias, mas respeito quem não quer dar o nome.

      Quanto aos cafés e "encontros" acho que há todo o tipo de pessoas em todo o lado... não vejo mal em poder combinar-se e as pessoas devem estar atentas e escolher locais com pessoas. Quando era adolescente conheci algumas pessoas daqui, pessoalmente - extra reuniões - e nunca tive problemas, mas escolhia conhecer as pessoas em locais "populosos". Ainda me lembro que as primeiras pessoas que conheci foi no centro de Viseu e havia bastantes pessoas à volta, e era de dia. Ainda mantenho amizades que fiz aqui na rea, e eram as únicas pessoas que tinha para falar por isso algo do género da rea (ou um upgrade da rea) neste sentido perece-me benéfico. Na rea há, também, quem ande pelo engate mas parecem-me casos raros, ao contrário das app's de que oiço falar e que cheguei a usar uma vez mas sinceramente não me identifiquei nada. Aqui há outro tipo de diálogo que vai muito mais ao encontro do que gostaria de encontrar (amizade, companheirismo, debate de determinados temas). Acho que os grupos estão muito parados - vá, alguns - e poderia haver outra aproximação entre as pessoas. Há cerca de 10 anos atrás frequentei reuniões de um grupo local com frequência e de outro grupo local com menor frequência e, por vezes, o ambiente parecia muito de "seita" - e não me levem a mal... é importante falarmos dos temas e do que nos "une" enquanto orientação sexual mas também acho que não é necessário "isolarmo-nos" ou "afastarmo-nos" de tudo o resto. Isto porquê? E bem, já passaram 10 anos... agora noto pelas mensagens no fórum outra "abertura" e outro tipo de actividades mais "inclusivas" mas o que acabava por acontecer, várias vezes, é que depois das reuniões ou até em marcações de cafés entre o pessoal que ia às reuniões se eu levasse um ou dois amigos hetero o ambiente ficava estranho mesmo que os meus amigos não tivessem qualquer problema quanto às orientações. Por esse motivo e mais alguns - e porque a rea nunca afastou pessoas hetero, muito pelo contrário - mas nessas situações verificava o "estado da coisa", comecei a afastar-me. Não podemos querer que nos incluam se nos auto-excluirmos. Acredito que hoje em dia já não será assim e espero bem que não.
      Deveria haver um estudo relativo às reais necessidades dos jovens lgbti+ e perceber de que forma actuar sobre as mesmas.

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        #24

        Offline carolinalg

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        Citação de: sleepy_heart

        Acho que a questão da idade poderia [DEVE] ser revista e a ideia de - para quem não quiser dizer o nome - poder utilizar pseudónimo parece-me uma boa opção, embora não perceba muito bem a "finalidade" no caso de a pessoa ir com a cara destapada (...)

        Quanto aos cafés e "encontros" acho que há todo o tipo de pessoas em todo o lado... não vejo mal em poder combinar-se e as pessoas devem estar atentas e escolher locais com pessoas. Quando era adolescente conheci algumas pessoas daqui, pessoalmente - extra reuniões - e nunca tive problemas, mas escolhia conhecer as pessoas em locais "populosos". Ainda me lembro que as primeiras pessoas que conheci foi no centro de Viseu e havia bastantes pessoas à volta, e era de dia. Ainda mantenho amizades que fiz aqui na rea, e eram as únicas pessoas que tinha para falar por isso algo do género da rea (ou um upgrade da rea) neste sentido perece-me benéfico.(...)

        Deveria haver um estudo relativo às reais necessidades dos jovens lgbti+ e perceber de que forma actuar sobre as mesmas.

        É isto!
        « Última modificação: 17 de Dezembro de 2016 por carolinalg »
          - carolinalg -

          O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
          #25

          Offline T-Rex

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          As pessoas não têm de dar o nome nas reuniões, sempre puderam dar um pseudónimo ou não dar nome nenhum de todo. Aliás, as pessoas podem até não participar nas dinâmicas (incluindo na de apresentação). Sempre foi assim desde o início, não estou a entender porque é que acham que isso é um problema.

          Sobre a questão da marcação de encontros: essa regra surgiu nos inicios do fórum e da associação como forma de prevenir que o mesmo se tornasse num espaço de engate online (como eram quase todos os foruns lgbt portugueses). O facto de a associação ativa e explicitamente combater isso valeu-nos um boost, ao longo do tempo, na credibilidade junto de, por exemplo, entidades que nos cedem espaços para atividades, financiamento, etc. A marcação de encontros informais é permitida nas cidades onde não existe um grupo local ativo; nos restantes locais a ideia é que os grupos sirvam de local de convivio e facilitem a formação de amizades e comunidades. Nada impede que as pessoas depois marquem cafés/encontros/whatever entre si, nem nada impede que o façam por MP.

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          #26

          Offline tomasbarao

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          Um relato-opinião
          do Encontro Nacional
          de Associades 2016





          Ora, coube-me a mim tentar levar para fora daquela sala o que se falou no Encontro Nacional de Associados. Aconteceu ontem à tarde no Centro LGBT e contou com a presença de seis pessoas:
          • eu, tomasbarao
          • o nevertoolatetobehappy
          • o quiquo
          • a Cátia Figueiredo (presidente da direcção cessante, e vogal da direcção da Lista A)
          • a Susana Mareco (tesoureira da direcção cessante, e presidente do conselho fiscal da Lista A)
          • o Vítor Espírito Santo (presidente da direcção da Lista A)
          (sendo a Lista A a única lista apresentada até agora para as eleições de hoje)

          É impossível relatar-vos com imparcialidade tudo o que se discutiu, portanto fica aqui o aviso de que isto é meio relato meio a minha opinião. Vale o que vale, vou dar o meu melhor. Convido xs restantes participantes a virem ler, rectificar e adicionar ao que escrevi. Também não consigo relatar a ordem pela qual cada assunto foi discutido, portanto é como me lembrar. Ora cá vai...




          ———

          A queda da rede ex aequo

          Comecemos pelo pior. A Cátia fez um apanhado da situação financeira da associação: o degradamento de várias áreas levou a uma redução grande na percentagem de financiamento que o IPDJ nos dá (ele financia até ao máximo de 70% do que as associações orçamentam, e a rede ex aequo já chegou a receber essa percentagem ou muito próximo), sendo que só temos três financiamentos efectivos: o IPDJ, o Arraial Lisboa Pride e as quotas des associades. Tudo o resto é residual e irrelevante para as nossas finanças.

          A Cátia diz que a associação vai ter que decrescer, reduzir ao mínimo, para depois crescer outra vez. Disse que andamos há imenso tempo a desgastar equipas a fazer coisas que não são tão importantes. Falou-se, por exemplo, das brochuras e materiais impressos. A Cátia disse que no dia a seguir a ter-se começado a distribuir a brochura Sermos Nós Própri@s recebemos um e-mail no geral de uma pessoa a dizer que achava o termo "shemale" ofensivo, e o termo continua lá na brochura há tantos anos. O quiquo disse que às vezes tem vergonha de dar os materiais, por estarem tão desactualizados, e eu disse que também me acontece. Acho que isto foi consensual entre todes.

          Fizemos algumas pesquisas no google para ver como se pode chegar à rede ex aequo. Tentámos pôr-nos no lugar de um/uma jovem à procura de ajuda. Pesquisámos de muitas maneiras, e a rea só apareceu na primeira página do google (e em primeiro lugar) quando pesquisámos "associacao jovens gays" — ou seja, sem pôr a palavra "associação" nunca aparecíamos. E isto deixou-nos conscientes do estado das coisas.

          Basicamente falámos em pôr o dedo na ferida. Em falar das coisas sem medo. Isto é necessário, e por vezes se as coisas estão demasiado paradas faz falta uma discussão mais acesa, mais sentida. Eu senti que pela primeira vez na rede ex aequo se falava das coisas com paixão. Sim, éramos só 6, vale o que vale, mas acho que já foi muito importante.

          Eu disse que de agora em diante a associação tem que funcionar como sempre devia ter funcionado: fazer o que se pode com o dinheiro que temos, com as pessoas que temos e com o tempo que essas pessoas têm para dar. Trabalhar com quem quer e para quem quer. Não tentar fazer omeletes sem ovos. Encontrar esse equilíbrio. Querer mais do que isso é tentar dar um passo maior do que a perna e só vai dar frustrações (na minha opinião foi isso que aconteceu nos últimos anos).




          ———

          Gestão de voluntariado, consultadoria,
          apoio da Pista Mágica e de outras associações


          Falámos de gestão de voluntariado (já falada neste tópico), e ficámos a saber que o IEFP já aprovou um estágio profissional para a rea, mas que, devido a essa situação económica, seria completamente impossível pagar x estagiárie, e é provável que continue a ser nos próximos anos. Isto deixou-nos desanimades, porque ter uma pessoa a trabalhar a tempo inteiro é algo que andamos a tentar fazer há muitos anos, e que muita gente afirma ser necessário ao crescimento e sustentabilidade da associação. Mas pronto, agora é trabalhar com o que temos. Vamos a isso?

          O nevertoolatetobehappy falou da importância da visão, missão e valores. Ele contactou com estes conceitos quando estava na direcção e foi a uma formação da associação Pista Mágica, num projecto que eles têm chamado VOAHR. Eu contactei com estes conceitos quando estava na direcção presidida pela Andreia Pereira: foi feito um encontro de direcção que contou com a colaboração de um senhor da UPAJE que nos conduziu num processo para estabelecermos uma missão, uma visão e valores para a rede ex aequo. Para mim isso foi das coisas mais fascinantes que fiz na associação, porque permite-te perceber mesmo a fundo quem é que somos como associação, aquilo a que damos valor e quais são os nossos objectivos a longo prazo. Tanto eu como o nevertoolatetobehappy, no encontro, insistimos na importância de sabermos quais são os objectivos a longo prazo.

          O nevertoolatetobehappy falou ainda da importância de recorrermos a serviços de consultadoria para sabermos como gerir melhor o voluntariado, de forma eficaz, e para que isso seja o sustento de uma associação saudável. Todes concordaram na importância de fazer esse investimento (que não é um serviço gratuito), mas neste momento, pelos motivos explicitados atrás, não é mesmo possível. Eu falei nas relações com outras associações, porque podemos aprender imenso com elas, e às vezes basta uma conversa de café para perceber como é que as duas associações funcionam e chegar a conclusões extremamente produtivas. No meio de tantas coisas negativas, reconhecemos que também há uma série de coisas em que a rede ex aequo sempre foi muito boa, e com a qual as outras associações aprenderam ou ainda têm muito para aprender. Partilha de experiências é essencial.




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          Os grupos locais, ou os novos núcleos

          Falou-se dos grupos locais, e a palavra-chave foi autonomia e liberdade. Foi consensual entre nós os seis (e acho que entre quase toda a gente) que é preciso mudar o modelo de funcionamento dos grupos locais. O Vítor revelou que a lista nova já pensou nisso, se bem que um pouco em cima da hora, e definiu que os grupos terão que ter mais liberdade. Alguém perguntou como é que isso se reflecte no regulamento, se já se escreveu alguma coisa, porque isso tem que se votar na AG. O Vítor disse que a lista não definiu nada por escrito, porque o objectivo é mesmo haver alguma liberdade, e porque se for para escrever isso não se pode ser feito em cima do joelho. Houve consenso de que primeiro importa pensar sobre este modelo, testá-lo e tentar pô-lo em funcionamento, e que depois logo se muda o regulamento quando for oportuno (a Cátia disse que isso era um bom motivo para convocar uma AG extraordinária se fosse necessário). Segundo o Vítor, a única coisa que a lista proponente decidiu concretamente até agora foi chamar-lhes Núcleos. Eu gostei do nome. Perguntou-se porquê mudar o nome, e acho que chegámos ao consenso de que libertar o nome é o primeiro passo para que o resto das coisas possam ser também libertadas.

          Falou-se muito sobre não esquecer aquilo que funciona bem nos grupos, principalmente porque o quiquo, o nevertoolatetobehappy e a Susana têm alguma experiência de coordenação, ao contrário de mim, da Cátia e do Vítor. Há sempre esta facção do pessoal que quer fazer diferente e acaba por negligenciar os grupos (onde me incluo) por não os conhecer tão bem e por não precisar deles, e há os que participam nos grupos ou coordenam, que têm que explicar aos primeiros porque é que importa mesmo manter uma série de coisas que estão bem nos grupos, porque é que ainda há tanta gente que precisa deles, porque é que é importante e recompensador para nós o apoio continuado, etc. É importante que todos compreendamos isto tudo, e eu só compreendi quando vocês começaram a tentar explicar-me aqui neste tópico. Somos voluntáries diferentes, com visões e gostos diferentes, e por isso importa que falemos.

          A Susana lembrou que o regulamento diz que os grupos têm que fazer pelo menos uma actividade por mês, mas que não diz que essa actividade tem que ser uma reunião. Segundo ela, quando se pedia a alguns grupos para imaginar alguma actividade diferente a coisa mais original que se consegue é... um jantar (e todes rimos, porque de facto isso já não é original na rea). E alguns jantares correram super bem e deixaram as pessoas motivadas. Mas é preciso fazer outras coisas também. Falou-se então nas formações: as pessoas fazem as coisas de determinada maneira e os grupos têm certos hábitos porque é assim que as formações são dadas. Falou-se muito no grupo ex aequo porto, pela inovação que tem feito, principalmente nos temas e nos tipos de actividades, pela irreverência e dinamismo. É um exemplo a seguir.

          Tentei expressar a minha visão sobre os grupos: em vez de termos um modelo que é imposto do topo da pirâmide para baixo, temos que deixar as pessoas criarem os seus próprios grupos consoante os  seus gostos e as necessidades das suas regiões. Dei o seguinte exemplo: se houver um conjunto de pessoas em Alguidar-de-baixo que quer criar um grupo e basicamente só gosta de fazer jantares, isso não tem mal nenhum e devemos apoiar essas pessoas. E se em Alguidar-de-cima houver pessoas como o quiquo e o nevertoolatetobehappy, que querem fazer algo mais como o modelo "tradicional" porque compreendem e já comprovaram a importância e eficácia desse tipo de apoio, também está certíssimo. No dia em que começarmos a dar essa liberdade, haverá grupos que vão primar mais pelo anonimato, e outros que não tanto; uns vão ter mais aptidão para desporto e outros não tanto. E se calhar é por isso que existe um clube tejo e não existe um clube douro. Haverá um clube douro quando surgir vontade para isso. Não podemos tentar forçar nada. É suposto haver diversidade! E agora pensem: fala-se muito sobre a comunicação dos grupos com a direcção e sobre o apoio que ela deve dar aos grupos, mas nunca se fala sobre pôr os grupos em contacto uns com os outros, e funcionar tudo mais em modelo de apoio entre pares. Partilharem as suas experiências e aprenderem uns com os outros. No seguimento do meu exemplo, quando os outros grupos aprenderem com o grupo de Alguidar-de-cima como é que se fazem dinâmicas que permitem às pessoas estar à vontade para desabafar, aí teremos um monte de grupos capacitados com as técnicas que desde 2003 temos vindo a aplicar e que funcionam e que valorizamos. Há maior riqueza do que isso?




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          A comunicação externa, a necessidade
          de profissionalismo e medição de resultados


          Falou-se muito de uma comunicação externa mais profissional. Falou-se muito em ti, plan, devido ao post que fizeste aqui neste mesmo tópico, e toda a gente concordou que seria muito bom que colaborasses com a rea mais a fundo, e também que mais pessoas de Marketing/Publicidade se chegassem à frente. Falou-se em medir resultados, como tu sugeriste. O nevertoolatetobehappy disse e reforçou que precisamos mesmo de saber do que é que xs jovens lgbti precisam, de que maneiras querem ser ajudades, se conhecem a rea ou não, se já procuraram e porquê. Sugeriu que se fizesse um questionário, e o Vítor levantou alguns problemas em relação ao questionário. Eu sugeri que se falasse cara a cara com as pessoas.

          Falámos um pouco sobre a importância de se fazer vídeos e a possibilidade de fazê-lo com materiais simples e custo zero.




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          Funcionamento interno e comunicação
          entre nós todes, sermos uma verdadeira rede!


          Falámos sobre a centralização da associação e do trabalho todo na direcção (assunto já de há muitos anos, algo que causa um desgaste enorme nas pessoas que constituem esta equipa). Referiu-se que o PE é um dos projectos em que temos alguém a trabalhar fora da direcção e a coisa corre muito bem, é um voluntariado sério, constante  e responsável. Sempre que se tentou constituir equipas fora da direcção, não correu bem, porque as equipas ou não começaram a funcionar a full ou foram-se perdendo. Não falámos disto, mas gostava de salientar: a equipa de comunicação externa, neste momento orientada pelo Caires, é como o PE: tem funcionado com uma constância muito fixe.

          E isto leva a outro assunto, levantado pelo quiquo: ele, enquanto coordenador, nunca soube como é que se processava a divulgação externa, redes sociais e afins. Ou seja, ele quando precisava de divulgar coisas nunca sabia a quem se dirigir: precisava de falar com a direcção para a direcção falar com a equipa de comunicação externa. As pessoas dentro da associação não têm noção das equipas que existem, dos processos e de com quem podem falar.

          Tudo isto desagua na importância de trabalharmos em rede, que é algo que o António Serdezelo diz que nós fazemos muito bem, mas se calhar não é verdade, como podemos comprovar pelos exemplos dos dois parágrafos anteriores.

          O quiquo salientou a importância de toda a gente comunicar no mesmo sítio, na mesma plataforma, para nos podermos entender. Eu disse que tenho andado a experimentar, em conjunto com o T-Rex, o sistema de fórum que o skar começou a preparar, e que nesse sistema é muito fácil eu escrever "@coordenadorxs" para rapidamente conseguir falar com todes xs coordenadorxs, ou escrever, por exemplo "@equipaComunicacaoExterna" para falar com essa equipa, e isso é muito bom. Ou seja, estou optimista com esta plataforma e acredito que possa responder àquilo que o quiquo acha necessário.

          Puxei ainda outro assunto: disse que conheço duas associações que têm reuniões de direcção completamente abertas a quem quiser participar, sócio ou não, e que isso funciona bem. Porque não fazermos isso também? Já ouvi muita gente dizer que a associação durante muitos anos funcionou sendo a direcção um conclave: primeiro intencionalmente, depois quando quisémos abrir e descentralizar isso aconteceu outra vez por força do hábito. Toda a gente sabe que isso é mau. Portanto, se queremos uma associação horizontal e transparente, porque não, reuniões de direcção sempre abertas? Que grandes segredos cabeludos há para esconder? Creio que a generalidade dos presentes concordou com isto. Bora lá! :)




          ———

          Sem medos

          Falou-se sobre a possibilidade de mudar o nome da associação. É daquelas coisas tabu e envoltas em dogma. Soubémos que a lista proponente já pensou nessa hipótese. Não temos propriamente sugestões concretas, nem definimos se era necessário ou não mudar, mas concordámos que se tiver que se fazer não podemos ter medo. Estamos disponíveis para isso. Que me lembre, a única proposta que falámos foi a de se abandonar as siglas (que são sempre incompletas) para passar a chamar-se "rede ex aequo — associação de jovens pela liberdade de orientação sexual e identidade e expressão de género", à semelhança da AMPLOS. Lembrei-me agora, a escrever isto, que isso pode excluir as pessoas intersexo. Falámos também sobre o nome "rede ex aequo" em si. Por um lado as pessoas confundem, não conseguem pronunciar, é uma confusão. Por outro é bonito, tem já alguma história e é distinto. Mas pronto, são tudo questões altamente subjectivas. Nada disto é fácil, de todo, mas também não se precisa de decidir já. (Se for preciso convocar alguma assembleia geral extraordinária para decidir essas coisas, porque não recorrer a esse meio? As coisas acontecem sempre em cima da AG ordinária de Dezembro, e não tem que ser necessariamente assim.)




          ———

          Bem, obrigado do fundo do coração por terem lido até ao fim. Sei que algumas pessoas não vão querer ler tudo, mas dei o meu melhor. Acho que é urgente falarmos, falarmos e falarmos. Sem medo. Portanto, sintam-se à vontade para recontar esta história a quem não a leu, para acrescentarem um ponto, para trazerem para aqui as opiniões que vos disseram. Precisamos de falar!!!

          Beijinhas e até breve. :)

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          #27

          Offline quiquo

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            Obrigado pelo tópico e pelo teu resumo Tomás.

            É muito importante que, seguindo nós para mais um ano ex aequiano, tenhamos este documento para nos lembrar das nossas ideias e conversas, do que correu bem e mal e do que gostávamos de abanar e desconstruir.

            Para já não tenho coisas a acrescentar (I'm all talked out) mas espero que a conversa e a revolução não parem por aqui e que possamos retomá-la durante todo o ano :)

            Abraço!

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            #28

            Offline SofiaDiener

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              • Caixote de Tralha
            Alguns pensamentos:

            1. Não dês o peixe, ensina a pescar; Concordo plenamente, não faz sentido continuar com uma atitude paternalista relativamente aos jovens LGBTI*. Acho que o Projecto Educação, por ter um contacto mais directo com escolas, universidades etc deveria ser o veiculo para uma acção mais intensa e de ajuda na criação dos seus próprios grupos.

            2. Extinguir uns projectos, começar outros; Gabo-te a coragem de abordares um tema que na rea é claramente tabu LOL Parece-me que isto será a evolução obvia da rea enquanto associação. Apesar de haver grupos locais que neste momento ainda fazem algum sentido estão condenados a longo prazo.

            3.Não interessa como, interessa porquê; Temo discordar um bocadinho com isto. A rea é uma associação e como entidade precisa de manter alguma formalidade. Se é possível fazer mais coisas com menos recursos? Claramente. Se precisamos de envolver mais pessoas? Óbvio. Mas nada disto pode ser feito de animo leve se a rea quer manter a "posição" e credibilidade que tem. Estes dois pontos levaram anos e anos a construir e podem ser destruídos em muito pouco tempo. Nisto penso que é preciso cautela.

            Também acho que a rea deveria com calma tentar angariar "mecenas" para patrocinar projectos. Não falo de particulares, falo de empresas. Existe muito pudor com isto mas na realidade sem dinheiro p.e. não há como imprimir materiais ou pagar gasolina.

            Outra ideia que tenho, de ter sido/ser oradora do PE, é que pode ser interessante alargar o âmbito do projecto. Para além das sessões a alunos era interessante ter um espaço seguro, tipo consultório pós- sessão,para jovens que tenham dúvidas mais especificas sobre si e a sua sexualidade. Isto porque as ideias que são transmitidas durante a sessão precisam de tempo para marinar naquelas cabecinhas e muitas dúvidas só vem depois.

            Força aos cheios de gana e vontade de andar com isto para a frente :)


              - sejam felizes -

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              #29

              Offline carolinalg

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              • call it Magic... call it true...

              Responder
              A acontecer algo do género, a hipótese mais lógica assentaria em passar a designá-la pela forma como ela é vulgarmente mencionada, no dia a dia: ou simplesmente por “rede” (ocultando-se a parte “ex aequo”), ou pelo seu acrónimo “rea”.



              YES, PLEASE !! Rede ou Rea chegam bem para o efeito!
                - carolinalg -

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                #30

                Offline quiquo

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                • Associad@
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                Uma sugestão: porque é que as brochuras não passam a estar disponibilizadas, quase exclusivamente, no site da associação? Em vez de distribuirmos materiais impressos com um turbilhão de conceitos e, consequentemente, excesso de informação (que provavelmente a maior parte das pessoas nem a vai ler, na totalidade), como temos feito até agora, substituímos isso por panfletos mais simples (por exemplo: uma única folha), contendo a estritamente necessária. Quem quisesse ter acesso a mais informação seria reencaminhado através de um link de curta e fácil redação, inscrito no panfleto, para a brochura online. A inserção de um QR Code também no panfleto, que fizesse o mesmo reencaminhamento, consistiria noutra mais-valia. Assim poupar-se-iam custos, dado que o material impresso seria em quantidade bastante menor, e o conteúdo das brochuras poderia ser editado a qualquer momento, uma vez que estas estariam disponíveis, sobretudo, digitalmente.

                Acredito que seja uma opção perfeitamente viável até porque, provavelmente, apenas as pessoas de faixas etárias mais avançadas, e com menor conhecimento tecnológico, consistiriam nas únicas que sentiriam alguma dificuldade em realizar este processo. Ainda assim, qualquer uma poderá imprimir, por si, a brochura na íntegra, ao fazer download da mesma.

                Em vez de termos uma infinidade de brochuras impressas, cujo destino é incerto (muitas até pararão no lixo, pouco tempo depois de serem distribuídas), passaríamos a permitir o acesso às mesmas de uma forma prática e económica. Grande parte jovens talvez preferirá lê-las, a qualquer momento e onde quer que se encontre, através do seu tablet, ou smartphone, em detrimento de fazê-lo por via de um suporte físico denso.

                  Gosto e creio que já se sugeriu partes disto.
                  Penso que os materiais com mais páginas (como as Perguntas e Respostas e o Sermos Nós Própri@s) foram pensados com a intenção de também ficarem disponíveis, sobretudo, em gabinetes de psicologia, associações de estudantes e bibliotecas das escolas (distribuídos através das sessões do Projeto Educação). Sinceramente acho que seria melhor ter estes materiais disponíveis para consulta e download (tipo pdf), de forma a qualquer pessoa poder imprimir, se o desejar.
                  Seria interessante existir uma espécie de "manual" completo de conhecimentos que poderia ser vendido no formato físico (loja online e eventos presenciais) e disponibilizado gratuitamente no formato digital.

                  O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                  #31

                  Offline caires

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                  • núcleo lgbti funchal
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                    • núcleo lgbti funchal
                  Queria só dizer que esses materiais já estão disponíveis para download há muito tempo, no site.

                  Sermos Nós Própri@s - https://www.rea.pt/brochura-info/
                  Perguntas e Respostas Sobre Orientação Sexual e Identidade de Género - https://www.rea.pt/projeto-educacao/
                  Educar para a Diversidade: Um Guia para Professores sobre Orientação Sexual e Identidade de Género - https://www.rea.pt/projeto-educacao/

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                  #32

                  Offline my_alterego

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                  Tomás, obrigado pelo testemunho e por estares a passar a informação que foi falada no encontro. A rea (com esse nome ou outro) vai ter de existir muitos anos, ainda há muita gente discriminada e  até "perdida", sobretudo fora dos grandes centros em que a tendência para o isolamento é maior.
                  Se me permitem a ousadia, já conheço a rede há cerca de 7 anos e acho que as necessidades dos jovens não mudaram muito, o que mudou foi a forma de pesquisarem e atuarem nas redes sociais. "No meu tempo" (lol) ainda era muito comum as pessoas escreverem, desabafarem através de textos, lerem... Também não havia muitas alternativas, é certo. Em 2017... Acho que as pessoas precisam de VER, VER o que se faz numa reunião, VER quem faz parte da Direção, VER testemunhos dos próprios membros da rea, das suas experiências de vida... Ter uma cara com quem se identifiquem. Isto é, acho que o futuro passa essencialmente por videos, curtos, bem construídos, que falem um pouco da experiência pessoal de cada um. Acho que o forum continua a ter uma vantagem inegável, continua a garantir o anonimato e para alguém que se está a descobrir, que não se sente à vontade. É, por essas razões, uma ótima ferramenta que deveria ser mantida ( com uma nova roupagem, talvez).
                  De resto, o dinheiro: é importante, não se pode fazer omeletes sem ovos como alguém ja disse... Uma empresa, alguém que esteja disposto a ter uma voz na rede sem a querer controlar claro mas que se interesse pelos jovens lgbti do nosso país.

                  De resto, espero que tudo corra bem e que este belo projeto se reinvente e persista na sua altruísta missão.
                  « Última modificação: 15 de Janeiro de 2017 por my_alterego »
                    The purpose of our lives is to be happy
                    Dalai Lama

                    O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                    #33

                    Offline Skar

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                    Olá, venho aqui reportar desenvolvimentos no projecto de renovação do site: status, prazos e uma reunião com a direcção. Em nome da transparência.

                    Excertos do google doc:

                    Status - 18/01/2017
                    Começo do projecto em novembro de 2016.
                    Servidor novo e melhor fornecido gratuitamente por @kinglouis19
                    Fórum e backend do site a funcionar (parte fácil) por @amaral-miguel2.
                    Construção do site ( coordenado por  @kinglouis19 ): a começar em fevereiro, prazo para ser finalizado entre maio e dezembro de 2017.

                    Reunião com direcção / comunicação da REA - 18/01/2017
                    Direcção informada do estado actual do projecto. Considera contratar/obter parceria empresa para construção do site.
                    Membros do projecto acham má ideia: o custo será ou demasiado elevado (~1000€) ou o resultado de má qualidade, enquanto há voluntários com experiência com trabalho feito.
                    Direcção quis um prazo; @kinglouis19 estimou entre fins de maio - dezembro de 2017.
                    Direcção ficou de comunicar a decisão de continuar com este projecto ou modifica-lo para incluir pessoal contratado.

                    PS: Podem experimentar o fórum se me derem um email (tem login via google/facebook/etc)!

                      O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                      #34

                      Offline tomasbarao

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                        • Tomás Barão
                      Entretanto ainda não tive tempo para responder a todas as ideias, mas como falas no site, Skar, venho só dizer que é de extrema importância que haja pessoas a tratar do seu conteúdo. Não basta reescrever/resumir as páginas mais pesadas, trata-se de organizar e arrumar informação, actualizar o que se pode actualizar (histórias de coming out?) e talvez remover o que possa estar outdated (listas de livros, por exemplo...?), e pensar, para cada caso, se a informação que queremos transmitir funciona melhor com texto, com imagem, com vídeo, com um texto mais imagem... Ou seja, o que quero dizer é que para além da parte de programação é necessário muito trabalho de edição com amor. :) <3

                      O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                      #35

                      Offline Skar

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                      • Associad@
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                      Update sobre o projecto de renovação do fórum/site

                      Excerto do google doc:
                      "
                      Status 06/02/2017
                      Começo do projecto em novembro de 2016.
                      Servidor novo e melhor fornecido gratuitamente por @kinglouis19
                      Fórum e backend do site a funcionar (parte fácil) por @amaral-miguel2.

                      A direcção de 2016/2017 da rea em 18/01/2017 decidiu considerar contratar profissionais para a renovação. Pretende aproveitar o trabalho deste projecto ( ver Discussão / Comunicação da direcção 24/01/2017 ).
                      kinglouis19 que em Fevereiro pretendia começar o trabalho no site, em 06/02/2017 sugeriu a empresa com site jellycode.pt , mas sai do projecto, voltando talvez se a rede abandonar a ideia de contratar uma empresa.

                      exemplo de empresa de contrução de sites que mostra um custo base de 1000€ para construção de um site : https://www.webdesignvip.pt/quanto-custa-um-website/

                      "

                      Abaixo um mail enviado à direcção sobre isto:

                      Olá,
                      Foi-nos (a mim , Miguel amaral, e ao Luís Sebastião) que:

                      Ficou decidido que era bom que vocês continuem a trabalhar no site. Vão ser pedidos orçamentos a empresas. Caso existe uma proposta favorável, o vosso trabalho será aproveitado e vocês colaborarão na medição com a empresa.

                      O Luís acredita (e eu acredito nele) que arranjar uma empresa para fazer algo de jeito vai:
                      -ser demasiado caro para a rede (~1000 euros) / ficar de fraca qualidade / não ficar completo
                      -descartar o trabalho que já foi feito , porque nenhuma empresa re-aproveita trabalho
                      Eu sabia que vindo Fevereiro, ele teria de tomar uma decisão: começar o trabalho no site, sem garantias de que seria aproveitado porque a rede poderia entretanto contratar uma empresa, ou deixar o projecto. Voltando talvez se a direcção percebesse que contratar não era uma opção.

                      Aconteceu a segunda hipótese a 6 de fevereiro.

                      Outro aspecto a considerar é que grande parte da motivação, no meu caso por ser um hobby e no caso do Luís por ser a profissão dele, é a de poder dar o nosso melhor voluntariamente à rea. Introduzindo a hipótese do nosso trabalho não ser aproveitado porque a nova direcção pretende usar um atalho que consideramos ser impossível ou levar um desastre de aplicação de dinheiro tira-nos essa motivação.
                      No mínimo, leva-nos a esperar que a direcção mude de opinião.

                      A parte que eu fiz até agora foi relacionada numa renovação do fórum. Sendo uma coisa mais desconectada do site, e que pelo menos um membro da direcção acha desnecessária, há menos chances de ser afectada por potenciais contratações.
                      Pelo que continuo, mas menos motivado, neste projecto. Quero ser informado de tentativas de comunicação com empresas, e dos resultados dessas comunicações, se existirem. Vou também preparar-me para a assembleia extraordinária em que pretendo abordar este assunto.

                      Deixo também o link para o documento em que se mostra o que já está feito: google doc

                        O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                        #36

                        Offline bpn

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                        Hey Hey,

                        Apesar de isto ter sido já há 2 semenas, venho aqui mandar um "bitaite" sobre estes updates sobre FORUM/SITE

                        1º Renovação do website

                        O site precisa de um ar fresco, ter um ar mais "responsive" e mais atualizado.
                        Se é a vontade da associação pagar 1000€ para fazer um site, estou de acordo com o que o @Skar disse: 1000€ não chega e vamos ficar com algo pior do que ja temos. Aliás, por esse preço, vai sair uma coisa vinda daqueles sites onde arrastas as coisas.

                        Se é essa a vontade da associação digo já que 1000€ não chega e para além de não chegar, a empresa que fica com responsavel com isso, vai ter que dar suporte a isso e isso significa mais gastos para a REA.

                        Espero que considerem, dado que vão pagar algo bem pior do que já têm.

                        2º Renovação do forum

                        Do pouco que já vi do layout, eu gostei.
                        O forum é algo de extrema importância e que precisa de se ter algum cuidado, pois os conteudos do antigo têm que ser migrados e parece me que é algo que não vai ser fácil de fazer quando se utiliza uma tecnologia nova.

                        Se for "comprado" (ou seja, pedido por ser feito por outra empresa) eles vão ter o mesmo problema.
                        Penso que é melhor "aprimorar" o que ja temos e dar umas "pinceladas"



                        Tudo isto claro: se a REA têm assim tanta vontade em esbanjar dinheiro nestas ideias, a titulo pessoal e profissional, dado que trabalho nesta área, vão sair lesados e com algo pior do que já têm.

                        Mas pronto, ideias cada pessoa tem a sua.  ;)


                          Reuniões na segunda e na quarta semana, sempre à segunda feira. Venham!

                          O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                          #37

                          Offline Be_cool_water

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                          • Novo Membro
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                          Olá a todos!

                          Vou dar a minha humilde opinião enquanto alguém que acompanhou o crescimento da rea (inclusivamente orientando o grupo do Porto) e entretanto abandonou o projeto. Aquilo que sinto é que faltam duas vertentes importantes: divulgação e atividades gerais.
                           Passo a explicar:
                          A organização do fórum está projetada para uma segmentação que não me parece a mais atrativa. Se olharmos para os separadores iniciais encontramos uma mancha de cidades enquanto os tópicos gerais estão "camuflados". Aquilo que me parece é que esta segmentação leva a uma falta de atividade imediata. Os tópicos mais ativos são, geralmente, tópicos gerais e lembro-me que tínhamos tópicos com tanta atividade que estavam a ser renovaados de semana a semana.
                          Os grupos locais também acabam por ter, necessariamente, menos gente e sinto que mesmo as reuniões eram feitas com uma frequência e consistência maiores (daquilo que vou vendo por aqui... mas neste ponto posso estar errada).

                          Quanto à divulgação, esse aspecto parece-me óbvio. Há poucas pessoas a conhecerem a rede e a reverem-se nela. A "nossa" imagem não passa nem é forte o suficiente para cativar as pessoas a entrarem e a ficarem. Se virmos com atenção a entrada de membros, percebemos facilmente que alguns deles desligam ao fim de algumas semanas. Entram no fórum e sentem que não encontram o que precisam... sendo assim, a questão que devemos colocar é: "do que precisam os utilizadores?" Poderia tentar enumerar duas ou três hipóteses mas penso que o essencial é criar dinamismo suficiente para não sentir que estamos a entrar no deserto do Saara :P

                          No fundo, sei que a tarefa de melhorar a rea não é fácil. Mas mais do que reformular o site, acho que pequenos pormenores podiam ajudar muito... em conclusão, proporia uma reorganização dos tópicos e criação de alguns tópicos gerais normalmente procurados. Toda a gente que aqui vem tem um propósito. Todos querem ler ou escrever, conhecer pessoas e, eventualmente, criarem algum tipo de relação. Todos têm coisas para dizer e para conhecer dos outros. Acho que, ao trabalhar-se os pontos comuns, iremos encontrar um ponto de equilíbrio maior.  E, na loucura, uma aplicação para telemóvel que desse para aceder ao site e/ou ao fórum seria o ideal. Neste caso, acredito que o investimento fosse grande e, como tal,  não poderia esperar que o fizessem. Se entretanto uma alma caridosa que saiba fazer se oferecesse... seria priceless (literalmente lol)

                            O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                            #38

                            Offline MSpyker

                            • *
                            • Novo Membro
                            • Género: Masculino
                            Porque não criar eventos no fórum? Coisas relativas à Páscoa, dia de Namorados, Natal, etc? Há coisas simples de oferecer como ranks titles. Se eventualmente existir dinheiro por parte do fórum nas organizações (apesar de ser não-lucrativo) até se podia oferecer uma ida ao cinema.

                            Fui moderador e administrador de vários fóruns de jogos online e era especialista nesse tipo de eventos. Era o melhor para dinamizar os fóruns e trazer pessoal para conviver :)

                            A própria estrutura de sub-fóruns devia ser mudada. Colocar estruturas de convívio lá para baixo não ajuda. A estrutura devia ser reformulada e adaptada. Estamos algo amadores no aspecto visual.
                            « Última modificação: 23 de Abril de 2017 por MSpyker »

                               

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