rede ex aequo

Olá Visitante15.nov.2019, 10:38:25

Autor Tópico: Comunicação externa | Linguagem Trans inclusiva  (Lida 3485 vezes)

 
Comunicação externa | Linguagem Trans inclusiva
#0

Offline rede ex aequo

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Olá!

Por uma questão de homogeneidade no discurso e de tomada de posição da rede ex aequo no panorama ativista Trans atual decidiu-se que vamos passar a terminar as palavras que conotam o género do sujeiro com "e" de modo a facilitar a leitura (o que não aconteceria com o x) e de modo a distanciarmo-nos do binarismo sugerido pela @, no qual não nos revemos.

Sempre que achares que uma palavra ou frase poderia ser escrita de forma mais inclusiva contacta-nos, ainda estamos a aprender e a adaptar-nos e contamos com a tua ajuda.  :)

A direção da rede ex aequo

    Comunicação externa | Linguagem Trans inclusiva
    #1

    Offline quiquo

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      Olá a todxs :)
     
      Tenho algumas questões em relação ao uso da linguagem inclusiva terminada em "e":
     
      - Como é que adapto o plural de algumas palavras (ex: professores, oradores, eleitores, etc) sem conotar, automaticamente, somente o género masculino?
      - Como é que adapto a utilização de artigos na construção de frases (os/as/es alunes?)?
     
      Apoio a utilização de uma linguagem inclusiva mas, pessoalmente, prefiro a terminação em "x" por me parecer mais versátil (não se colocam as questões acima). Outras questões:

      -Quais são as razões pelas quais o uso do "e" facilita mais a leitura do que o uso do "x"? Ler uma frase como "es oradores responderam a algumes professores e alunes" não me parece fácil nem inclusivo.
      -Quais são as razões que levam o panorama ativista Trans atual a preferir a terminação em "e"?
      -O uso da terminação em "e" é para ser aplicado em todos os projetos da rede ex aequo e por todxs xs voluntárixs?
     
      Gostaria que esta questão da linguagem inclusiva pudesse ser debatida e decidida entre todxs  [smiley=sim.gif]

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      #2

      Offline muntyak

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      Esta questão é realmente pertinente, mas deixem-me dizer que totalmente descabida e sem fundamento.

      Basicamente querem alterar a língua mudando as terminações de género apenas porque é inclusivo? Porque existem línguas de género neutro? Enfim, o português tem dois géneros ou classes nominais, como queiram chamar, e o género linguístico nada tem a ver com o género biológico. Porque é que "a mesa" é feminino? Será que todas as mesas usam saias e têm uma vagina?? lol não! E "o candeeiro" é masculino porque tem um pénis? também não! É simplesmente aleatória a forma como a língua funciona em termos de género nominal. Para além disso como vão usar esse pseudo-sufixo de género na língua oral? Acham que vão ser "entendides"? A mim parece-me que isto começa a roçar o ridículo. O que há a fazer é compreender a linguagem. Cabe aos trans eles próprios decidirem como preferem ser tratados. Não é por usar a língua portuguesa como ela é que se vai discriminar alguém. A discriminação/transfobia principal não advém da concordância gramatical, espero que o seja óbvio. "A Maria é aluna" passa a "E Marie é alune"? Isto é demasiadamente artificial e ininteligível. Alguém irá produzir algo assim? Sou apologista de no máximo em certos meios se usar o @, mas com restrições. A nossa língua tem dois géneros, sim, e qual é o problema disso? É apenas a forma como as línguas funcionam naturalmente, não advém de preconceitos que alguém decidiu transpor para a linguagem.  Fica aqui a minha crítica
        Love, light, liberty

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        #3

        Offline T-Rex

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        muntyak:

        A ideia não é substituir tudo o que é marcador de género na linguagem para algo neutro, mas sim ter uma ferramenta que permita falar de situações/populações de género desconhecido, incerto ou variado sem recorrer ao masculino por defeito.

        Algo como o exemplo que deste da Maria ser aluna não se aplica, uma vez que a Maria é uma mulher, o género dela é conhecido, e estamos a falar apenas dela. No entanto, se falarmos de um conjunto de várias pessoas, poder-se-ia aplicar esta ferramenta e falar em "alunes", em vez de "alunos/as" ou "alun@s" ou qualquer outra variação.

        Não é a melhor forma de resolver o problema, mas é aquela que foi adotada por agora. O ideal será tentar evitar situações em que tenhamos de explicitar o género de um conjunto de pessoas (ex: há uns tempos atrás o nome do que era antes a "formação de voluntários" foi mudado para "formação para o voluntariado", evitando assim usar o masculino "voluntários" e evitando também o "voluntáries"), mas nem sempre tal é possível.

        E nada disto tem a ver com pénis ou vaginas! Eu não preciso de ter um pénis para usar para mim próprio pronomes masculinos. Não estamos a falar em cadeiras ou mesas, mas sim de pessoas. E há pessoas que simplesmente preferem para si próprias um pronome neutro. Há quem use a terminação em "e", há quem use "x", e já vi também a terminação em "i". Não é algo consensual, cada pessoa usa aquilo que acha mais prático ou confortável para si.

        quiquo:
        As questões práticas que colocaste são bastante pertinentes! É algo a discutir, sem dúvida. Esta decisão foi tomada tendo em mente principalmente a área de divulgação, mas agora há que trabalhar nas restantes áreas e projetos e ver como é que podemos adaptar ou mudar isto de acordo com o melhor para cada caso.

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        #4

        Offline Cátia.

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           -Quais são as razões pelas quais o uso do "e" facilita mais a leitura do que o uso do "x"? Ler uma frase como "es oradores responderam a algumes professores e alunes" não me parece fácil nem inclusivo.

          -Quais são as razões que levam o panorama ativista Trans atual a preferir a terminação em "e"?

          -O uso da terminação em "e" é para ser aplicado em todos os projetos da rede ex aequo e por todxs xs voluntárixs?


        Vou tentar responder a estas, por agora, por também serem as que tenho mais certeza em responder.

        Imagina que estás num auditório e queres dizer Olá a todxs. Como o fazes? Que som dás aos x? Utilizar o "e" facilita aqui, porque de facto tem um som que pode ser usado em comunicações. Parece-me mais fácil utilizar uma vogal mais facilmente sonorizável do que criar "xxesss" nas palavras.

        A nossa posição no panorama ativista Trans tem que ver com o reconhecimento não binário de identidades, não é "e" especifico. Seria "e" ou "x" e ambas têm criticas e pontos positivos.

        Não foi feita qualquer recomendação ou imposição sobre o tipo de linguagem a usar, apenas se disse que a direção iria passar a comunicar nos meios que existem para tal (Fórum, Facebook e newsletter) utilizando esta linguagem. 

        :)
          Oh, it makes none...

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          #5

          Offline quiquo

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            Obrigado pelas vossas respostas T-Rex e Cátia.
          Imagina que estás num auditório e queres dizer Olá a todxs. Como o fazes? Que som dás aos x? Utilizar o "e" facilita aqui, porque de facto tem um som que pode ser usado em comunicações. Parece-me mais fácil utilizar uma vogal mais facilmente sonorizável do que criar "xxesss" nas palavras.
            Se tivesse que dizer ou ler todxs/todes, escolheria "todos" ou "todas e todos/todos e todas". Ao menos não parecia que estava a falar extraterrestre xD
            Estou a brincar mas percebo este ponto Cátia, a questão é se se está a adaptar a linguagem escrita, verbal ou as duas. Porque os desafios de uma forma de linguagem não são os mesmos da outra (e porque a fala é muito mais espontânea do que a escrita e, por isso, mais complicada de adaptar).
           

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            #6

            Offline T-Rex

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            A minha dúvida aqui é se realmente existe este género neutro na sociedade. A Transexualidade é um tema tabu na nossa sociedade e escusamos de ter aqui vergonha em falar nas coisas. Admito que pouco ou nada sei sobre este assunto. Mas creio que se uma mulher trans se identifica como género mulher por que é que haveríamos de a tratar por um género neutro e não feminino? E vice versa?

            Mas também é verdade que até que ponto não estaremos a exagerar? Até porque de forma sonora não faz sentido usar "e" muitas vezes e também até que ponto já não estaremos a criar "demónios" em todo o lado, porque sinceramente não creio ser mais inclusivo criar um género neutro, as pessoas irão gozar e humilhar ainda mais este tema e onde está a discriminação em utilizar correctamente a língua portuguesa? E mais, duvido muito que em inglês a população trans queira ser tratada por it (o género "semi-neutro" das coisas e dos animais irracionais).

            Sim, existem pessoas que se identificam como pertencentes a um género neutro, ou a um género diferente dos habituais "homem" ou "mulher". Recentemente têm sido introduzidos rótulos que identificam esse tipo de identidades, tais como "genderqueer", "agénero" (sem género), ou "género não binário" (em oposição aos "binários" homem ou mulher). Algumas dessas pessoas sentem que os pronomes femininos ou masculinos não se aplicam a elas, daí começar a surgir esta procura de um pronome neutro.

            Tens razão no que referiste sobre as mulheres trans serem tratadas no feminino e os homens trans no masculino. Faz sentido, uma vez que são mulheres e homens, respetivamente. Mas no caso de quem não se identifica com nenhuma destas categorias fará sentido tentar arranjar uma solução neutra ou alternativa.

            Na língua inglesa têm este problema mais facilitado uma vez que já existe o "they" singular, que está a ser adaptado como linguagem neutra. O "they" é mais usual como pronome plural, mas também é comum usa-lo quando nos referimos a alguém que desconhecemos (ex: "Someone's at the door, can you go open it for them?"). É algo que já existia antes, portanto não causa tantos atritos nas mentes das pessoas. E também tens razão em relação ao "it", seria ofensivo usa-lo para nos referirmos a quem quer que fosse.

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            #7

            Offline Angel of Light

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            Olá!

            Muito obrigado pela tua ajuda T-Rex. Este tema é infelizmente tabu na nossa Sociedade e a informação online nem sempre é a melhor.

            Relativamente ao género linguístico neutro, eu lembro-me nas aulas de paleografia (ciência social auxiliar da história que estuda em termos simplistas o evoluir da caligrafia e dos documentos escritos) a minha professora ter dito algo do género:
            "Com a evolução do latim e com a deformação dele para dar origem ao português o género neutro (que existe em latim com terminações (declinações) diferentes dos restantes géneros) informalmente com a evolução foi-se confundindo a terminação neutra com a masculina até que desapareceu completamente."
            A forma correcta para o neutro seria no português arcaico igual no masculino - "U" tal como em latim ("V"). Mas isto daria uma discussão tremenda, sim, foi por isso mesmo que estás a pensar que se confundiu e juntou o neutro ao masculino - o som "u" e "o" em português é bastante semelhante a falar e naquela altura escrevia-se literalmente como se falava. ("Além da confusão morfológica, também se presenciou, na época, uma confusão fonética pela queda, no latim vulgar, do –s (utilizado no masculino) e do –m (utilizado no neutro) final nas palavras.").

            Assim o correcto seria utilizar o "u[m]" para referir ao neutro. Ex. "Olá a todus us alunus!" - Mas não há forma oral de a distinguir de "o". A não ser que se substituísse no plural o ''s'' por ''m'', ou seja "Olá a todum um alunum!" A questão aqui é mais estética e fonética do que outra coisa. E mesmo mental, temos tanta aquela noção que X palavras são masculinas ou femininas que mesmo noutra língua como o alemão ficamos confusos por que é que certa palavra é de um género completamente diferente.

            Mas como disse isto é uma discussão muito delicada...

            Fonte: http://www.nehmaat.uff.br/revista/2012-2/artigo09-2012-2.pdf
              Não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos alegria aos outros. — M. Taniguchi

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              #8

              Offline muntyak

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              A linguagem é algo natural, com evolução natural. Tentar alterar a língua artificialmente é ridículo. A discriminação às pessoas trans não-binárias não vem da linguagem, sejamos realistas. Duvido que o não-binarismo seja assim tão comum para se alterar um aspecto da língua tão central como os pronomes. Na minha opinião, e para promover a igualdade de géneros, pode continuar-se a usar o @ na escrita ou o "o/a". Agora na língua falada, é ridículo e quase impossível fazer com que se passe a usar uma forma artificial. De facto não temos culpa que o português tenha dois géneros linguísticos associados aos géneros biológicos, é uma coincidência da história das línguas. A forma não-marcada, ou mais neutral no português, é o masculino. Ao falar para uma audiência e para nos referirmos ao plural, tantos homens como mulheres vão dizer "os médicos são bons profissionais", p.ex., referindo-se ao geral, e sem provavelmente estar implícita alguma discriminação.  Eu diria que o chamado actual género masculino serve também como neutro. A questão aqui é eliminar o estigma associado ao uso do masculino enquanto "neutro". A discriminação não vem da língua em si, mas das intenções que se fazem exprimir através da língua. E acima de tudo, mais do que alterar a língua, deve-se é combater a discriminação com a educação de mentalidades.
              Já agora, há por aqui alguém no fórum que se identifique como não-binário? Gostava de saber se realmente preferem ser tratad@s com o "e" final ou doutra forma.
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                #9

                Offline T-Rex

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                Angel of Light:
                Não fazia ideia sobre essa questão da evolução da língua - principalmente porque nunca procurei informação e sou bastante ignorante no que toca a esse tipo de assuntos :P Obrigado pela explicação!

                muntyak:
                Acho que está a haver aqui um ligeiro mal-entendido. A intenção da associação com este comunicado não é impôr a utilização deste tipo de adaptação neutra a outras pessoas, nem tão pouco alterar a língua. O comunicado só diz que a associação vai passar a usar esta adaptação, quando tal for adequado.
                Não estamos a dizer que é a "forma correta" ou a que "deve ser" usada por outras pessoas - é apenas aquela que vai ser usada pela associação.

                Há pessoas não-binárias no fórum. Não faço ideia em relação ao que cada pessoa prefere, mas já não seria a primeira vez que somos (a associação) contactados (via fórum, redes sociais ou email) por alguém que nos questiona ou sugere sobre a utilização de pronomes neutros.

                As pessoas não-binárias sao uma minoria, mas não deixam de existir. Se nos fossemos guiar por aquilo que a maioria precisa ou quer, todo o movimento da luta pelos direitos de pessoas lgbti cairia por terra.

                E só para terminar: concordo contigo em relaõa ao papel central que a educação deve ter para a mudança de mentalidades. E a rede ex aequo continua a desenvolver e manter projetos nesse sentido! Nada nos impede de trabalhar na educação e simultaneamente explorar outras questões como esta dos pronomes neutros :)

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                #10

                Offline carolinalg

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                • call it Magic... call it true...
                T-Rex, manifesto aqui a minha confusão. Entendo o desconforto das pessoas non-b's, mas acho que a utilização do 'e' vai soar ao 'o' falado em Algarvio. Não vos servirá de nada, dado que, por exemplo, para mim, o 'e' equivale ao 'o' sonoramente (e consequentemente de forma escrita), ou seja, still a plural and neutral/general pronoun.

                Aconselho-vos a procurarem outra solução, porque essa, lamento, não creio que seja rentável. Estou à vossa disposição para ajudar. Tudo o que me vier à cabeça será sugerido aqui.

                Abraço.
                  - carolinalg -

                  Comunicação externa | Linguagem Trans inclusiva
                  #11

                  Offline pdrMota

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                  Obrigado Angel of Light pela contextualização histórica! Tendo a associação um nome em latim até não era descabido adoptar-se o u[m].  ;D
                  Eu ainda não estou confortável com as alterações e acabo por preferir uma terminologia com fundamento histórico. Isto numa perspectiva de tentar ser fixo dentro de uma "evolução" que não é linear.

                  Gosto da discussão criada. A existência de um termo neutro faz sentido e temos que abordar o assunto para provocar alterações. Mudar uma língua é um processo lento. É tentar mudar uma herança cultural. Diria que, enquanto houver liberdade para testar e discutir terminologias, já estamos no bom caminho (apesar de ser bastante reduzida). Se o género é fluido, a palavra também o pode ser e a convenção contemplar a variação. E as variações de apropriação da língua podem diferenciar-se de pessoa para pessoa. Tal como o género. Instabilidade (sem conotação negativa) faz parte da sociedade e temos cada vem mais ferramentas para agilizar a nossa adaptação.

                  O acordo rápido será difícil. Eu próprio ainda não elegi uma letra e duvido que o consiga fazer brevemente.
                  Gosto do e por estar entre o a e o o. Gosto do u por ser uma herança já estabelecida.  Gosto do i por ser querido (e.i. umi flori, todis juntis! ^_^ hihihi! ) ... E ainda somos capazes de vocalizar mais "vogais"!
                  Numa associação deve haver coerência na comunicação e há que tomar uma posição. Respeito o e.

                  Hoje sinto-me mais u. Um bom dia a todum!

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                    #12

                    Offline Angel of Light

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                    • May the Light protect us all...
                    Olá.

                    Não é preciso agradecer, tenho de usar a minha licenciatura em História para alguma coisa :P

                    Mas é como disseste pdrMota, isto é um processo lento. Não acredito é que seja mudar uma 'herança' cultural, precisamente porque não vejo a língua como uma herança, mas sim como uma evolução constante, talvez esteja na altura de a nossa geração exigir a introdução de um género neutro e fazer por isso, inicialmente vamos ser gozados e vistos de 'lado'. Mas hey, sejamos realistas, já o somos por outras coisas... Mais uma não fará assim tanta mossa na nossa auto-estima ;)

                    Agora é preciso é tentar explicar a Sociedade o porquê desta mudança. 
                      Não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos alegria aos outros. — M. Taniguchi

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                      #13

                      Offline Bernardo Soares

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                      • Novo Membro
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                      Bom dia a todos.
                      De facto não me parece ter qualquer importância o problema da linguagem. A sua alteração nos moldes propostos sim levaria a grandes e insolúveis confusões. Iríamos exigir por exemplo uma edição dos Lusíadas nestes moldes e o mesmo deixaria de existir nesse momento, O ário Viegas seria capaz ( se fosse vivo) de declamar a TABACARIA seguindo o que nos é proposto?
                      A linguagem evolui , pois evolui mas nem sempre na melhor direcção , esta seria certamente desastrosa na minha opinião.

                      obg. pela atenção.
                      cumprimerntos

                      Bernardo Soares

                        Comunicação externa | Linguagem Trans inclusiva
                        #14

                        Offline Cátia.

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                        • So, what difference does it make ?
                        De facto não me parece ter qualquer importância o problema da linguagem.

                        O mais engraçado é que importa, de facto. Importa quando exclui e pressupõe mal estar a pessoas que existem e que não se revêm na dicotomia binária de género. Não importa se é indiferente a muitas pessoas, importa se fizer mal a uma que seja.


                        Para além de que a rede ex aequo não propõe nem aconselha mudanças algumas no discurso de quem quer que seja. Nem tampouco que se mudem obras editadas. A rede ex aequo apenas disse que iria adotar esta nova linguagem para representar mais pessoas. Big deal.
                          Oh, it makes none...

                          Comunicação externa | Linguagem Trans inclusiva
                          #15

                          Offline Bernardo Soares

                          • *
                          • Novo Membro
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                          Não entendo bem a importância atribuída a esta questão. Será um pouco como discutir o sexo dos anjos . obg.