rede ex aequo

Olá Visitante16.jul.2019, 07:30:42

Autor Tópico: E que gritem, mas que gritem alto!  (Lida 1245 vezes)

 
E que gritem, mas que gritem alto!
#0

Offline FilhoDeApolo

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Se tivesse de apontar o que mais me marcou no ano que passou, claramente foi o que eu aprendi ao ouvir pessoas de opiniões e experiências diferentes.
Sempre gostei de conhecer pessoas culturalmente distantes e exóticas e ler em relação a tudo isso. Mas durante a minha vida preocupei-me mais com arte, tradição, comunicação, religião, e esqueci-me um pouco da diversidade de ideologias e conceitos, por isso decidi abrir os braços e a mente a opiniões que achava extremistas ou exageradas.

Em todas aprendi o mesmo: Calar e Ouvir.

Há coisas que a nossa opinião não interessa. Há situações que a luta não é nossa. Não é um homem que vai lutar pelos direitos das mulheres. Não é um heterossexual que vai gritar por igualdade da orientação sexual. Não é um caucasiano que vai levantar a sua voz não oprimida pelo racismo. Nem uma mulher cisgênera escrever um manifesto sobre transfobia.

Lutar, podemos fazer por aqueles que não têm vozes: Natureza, Animais, Crianças, Ambiente, etc…

Aos outros, não nos cabe a nós defender-los. Cabe a cada um nós calar e ouvir. Deixar que os que não tem voz que se ouçam.

Não se trata de ideologias extremistas, mas sim ideias que precisam de gritos para serem ouvidas, e claro isso deixa quem está bem, incomodado, pois a luta não é sua, e não gostam de “barulho”/”ruído”.

Também tenho lutas para travar, e quero fazer parte delas, ser uma voz.
A luta dos outros não atrapalho. Tanto falando por eles, ou impedindo que eles falem.

O mundo precisa de “extremistas” dos direitos humanos.
E que gritem, mas que gritem alto!

http://aeminium.tumblr.com/

    E que gritem, mas que gritem alto!
    #1

    Offline nevertoolatetobehappy

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    Discordo de quase tudo o que disseste, em especial desta parte:

    Responder
    Há coisas que a nossa opinião não interessa. Há situações que a luta não é nossa. Não é um homem que vai lutar pelos direitos das mulheres. Não é um heterossexual que vai gritar por igualdade da orientação sexual. Não é um caucasiano que vai levantar a sua voz não oprimida pelo racismo. Nem uma mulher cisgênera escrever um manifesto sobre transfobia.

    Um homem não pode lutar pelos direitos das mulheres? Um heterossexual não pode gritar pela igualdade de direitos independentemente da orientação sexual de quem está a defender? Não só pode como faz todo o sentido que o faça! Faz todo o sentido porque a igualdade não é um direito só de alguns e não há nada pior do que assistir pacatamente a situações em que a mesma é retirada a alguém em função de características como cor da pele, género, orientado sexual, e identidade e expressão de género. Para mim, é um imperativo moral lutar por igualdade de oportunidades à nascença (por isso é que se diz que a luta por direitos LGBT é uma luta por direitos humanos).

    Deixo aqui o primeiro artigo da declaração universal dos direitos humanos para deixar explícito a mensagem que quero transmitir:

    "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.  Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."
    « Última modificação: 27 de Setembro de 2014 por nevertoolatetobehappy »
      "Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light not our darkness that most frightens us."

      E que gritem, mas que gritem alto!
      #2

      Offline FilhoDeApolo

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      Discordo de quase tudo o que disseste, em especial desta parte:

      Responder
      Há coisas que a nossa opinião não interessa. Há situações que a luta não é nossa. Não é um homem que vai lutar pelos direitos das mulheres. Não é um heterossexual que vai gritar por igualdade da orientação sexual. Não é um caucasiano que vai levantar a sua voz não oprimida pelo racismo. Nem uma mulher cisgênera escrever um manifesto sobre transfobia.

      Um homem não pode lutar pelos direitos das mulheres? Um heterossexual não pode gritar pela igualdade de direitos independentemente da orientação sexual de quem está a defender? Não só pode como faz todo o sentido que o faça! Faz todo o sentido porque a igualdade não é um direito só de alguns e não há nada pior do que assistir pacatamente a situações em que a mesma é retirada a alguém em função de características como cor da pele, género, orientado sexual, e identidade e expressão de género. Para mim, é um imperativo moral lutar por igualdade de oportunidades à nascença (por isso é que se diz que a luta por direitos LGBT é uma luta por direitos humanos).

      Deixo aqui o primeiro artigo da declaração universal dos direitos humanos para deixar explícito a mensagem que quero transmitir:

      "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.  Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."

      Vejo que interpretaste mal o que escrevi.

      Não se trata de não poder lutar pela causa do outro (claro que pode, e deve, como disseste, mas sim, não pode tirar a visibilidade de quem realmente é prejudicado em cada causa, tirar a voz de quem é merece ainda mais ser ouvido.
      Quantas vezes vemos que milhares de LGBT lutam pelos mesmos direitos, e não são ouvidos, porque a sociedade prefere a opinião friendly do que a real opinião dos LGBT? Não se trata de impedir de lutar, mas de querer "espaço de antena".

        E que gritem, mas que gritem alto!
        #3

        iNd

        • Visitante
        Um caso paradigmático é o das mulheres vítimas de violência doméstica. Muitas vezes elas não estão em condições (económicas, psicológicas, ...) de lutarem por si próprias e há que criar condições para que o possam fazer. Aí há que lutar por elas até elas terem condições de lutarem por si próprias. Por outro lado, as feministas, que muitas vezes "gritam bem alto" não são aceites por todas as pessoas, pelos homens, mas também por muitas mulheres que as consideram menos femininas. Assim, algumas vítimas de violência doméstica não se sentem representadas. Cada classe tem um máximo de consciência possível para lá do qual põe em perigo a sua identidade (individual e colectiva). Há mulheres que não conseguem gritar nem alto nem baixo, enredadas que estão em violência física, psicológica e ideológica. Mas isso também vale um pouco para todos nós: vivemos debaixo de uma violência ideológica a todos os níveis, desde o político à ideologia do "ter mais e mais para parecer mais e mais", etc. É necessário que alguns se destaquem a desconstruir a realidade em que vivemos.
        « Última modificação: 3 de Novembro de 2014 por iNd »

           

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