rede ex aequo

Olá Visitante23.out.2020, 07:17:51

Autor Tópico: Posições Oficiais da Igreja Católica  (Lida 143330 vezes)

 
Religião e Homossexualidade - Qual a opinião da Igreja ?
#1040

Offline drecas

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Sou Cristão e toda a minha família também o é. E todos pensam que o facto de se gostar de alguém gostar de uma pessoa do mesmo sexo é um pecado que não tem perdão.

A meu ver penso que pecado é não sermos honestos conosco proprios, e estarmos a mentir a nos mesmos. E por vezes custa-me ouvir certos disparates como: " é preferivel que ele seja mal educado, ou que roube qualquer coisa a ser hmosexual", portanto isto demonstra ainda a sociedade em que vivemos. Preferem pessoas que não sejam integras a pessoas integras e que gostam de pessoas do mesmo sexo. Vá-se la entender

    Religião e Homossexualidade - Qual a opinião da Igreja ?
    #1041

    navigator

    • Visitante
    Creio que a Igreja - ou melhor, qualquer religião, tem sempre tendência ao conservadorismo e a ver só em frente. Logo homens com mulheres e mulheres com homens e não passa daí. Depois há grupos dentro das religiões que são mais progressistas que lutam por uma maior abertura e que vão conseguindo algumas transformações. E há o sentimento de Deus dentro de muitos homossexuais que pode ser mais ou menos independente da Igreja - e por vezes nem é assim tão independente e entra em conflito.

      Religião e Homossexualidade - Qual a opinião da Igreja ?
      #1042

      Offline bpn

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      Sou Cristão e toda a minha família também o é. E todos pensam que o facto de se gostar de alguém gostar de uma pessoa do mesmo sexo é um pecado que não tem perdão.

      A meu ver penso que pecado é não sermos honestos conosco proprios, e estarmos a mentir a nos mesmos. E por vezes custa-me ouvir certos disparates como: " é preferivel que ele seja mal educado, ou que roube qualquer coisa a ser hmosexual", portanto isto demonstra ainda a sociedade em que vivemos. Preferem pessoas que não sejam integras a pessoas integras e que gostam de pessoas do mesmo sexo. Vá-se la entender

      Bem devo dizer que me identifico com essa descrição drecas.
      Penso o mesmo.

      Ser cristão é bem mais do que acreditar ou não em Deus e nas suas obras. É uma questão de atitude e de saber estar. :)
      Não se pode ter vergonha de ser cristão. Devemos é ter vergonha de não sermos nós proprios. :)

        Reuniões na segunda e na quarta semana, sempre à segunda feira. Venham!

        Posições Oficiais da Igreja Católica
        #1043

        Xaman

        • Visitante
        A biblia não condena o homossexualismo, ora vejamos:

        http://aphm.no.sapo.pt/docs-rn/biblia_homo.pdf

          Posições Oficiais da Igreja Católica
          #1044

          Offline filipepaulo

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          • 9 Julho 2011 - MOP + Porto Pride - foi liiiiiiido!
            • PortugalGay.pt
          PORTUGAL: Braga terá evento LGBT durante Semana Santa
          Domingo, 1 Abril 2012 10:31 (09:31Z)
          by PortugalGay.pt (Portugal)

          A diocese pretende melhorar a inclusão de gays e lésbicas nas celebrações pascais e para tal irá fazer uma pequena cerimónia de boas vindas.

          A semana santa é um dos maiores eventos da cidade de Braga. Já na próxima quarta feira acontece a "Procissão da Burrinha" assim chamada por nela se incorporar uma imagem da Santíssima Virgem, montando um franzino jerico. É considerado um dos mais conseguidos "momentos catequéticos" das celebrações.

          A noite de quinta feira é altura da procissão do "Senhor Ecce Homo" conhecida pelo povo por "Procissão dos fogaréus". Precisamente por este lado mais alegre, a diocese irá aproveitar para reforçar a ideia inclusão recordando as palavras de Jesus: "Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei". Momentos antes do início da procissão será feita uma breve cerimónia em memória de todos os gays e lésbicas que sofreram perseguições aos longo dos tempos. Nessa altura será também hasteada uma bandeira arco-íris gigante num mastro colocado para o efeito no local de início da procissão.

          A procissão tem início pelas 22:00 na Igreja da Misericórdia, passando depois por Rua D. Diogo de Sousa, Arco da Porta Nova, Av. S. Miguel-o-Anjo, Rua D. Paio Mendes, Rua D. Gonçalo Pereira, Largo de S. Paulo, Largo de Paulo Orósio, Rua do Alcaide, Campo de Santiago, Rua do Anjo, Rua de S. Marcos, Largo Barão de S. Martinho, Rua do Souto, Largo do Paço e terminando novamente no mesmo local de início.

          Mais informações sobre a semana santa de Braga em www.semanasantabraga.com .
            PortugalGay.pt - desde 1996 o site para todos os LGBTH em Português.

            Posições Oficiais da Igreja Católica
            #1045

            Offline Boreas

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            • "Tu és rato!"
            LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL  lol lol

            Completamente 1 de Abril, mas o programa está certinho.  :)
              Just live!!! WILL POWER HOPE COMPASSION LOVE

              Posições Oficiais da Igreja Católica
              #1046

              Offline Coolbuble

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              • There is a light for every heart!
              Uma das MUITAS razões que me afastou das religiões cristãs foi o facto de estas serem anti-lgbt, tirando algumas excepções de religiões cristas que foram recentemente criadas, a maioria e as mais antigas são totalmente preconceituosas.

              Creio que a Igreja - ou melhor, qualquer religião, tem sempre tendência ao conservadorismo e a ver só em frente. Logo homens com mulheres e mulheres com homens e não passa daí. Depois há grupos dentro das religiões que são mais progressistas que lutam por uma maior abertura e que vão conseguindo algumas transformações. E há o sentimento de Deus dentro de muitos homossexuais que pode ser mais ou menos independente da Igreja - e por vezes nem é assim tão independente e entra em conflito.


              Não concordo muito contigo Navegante existem imensas religiões no mundo e grande parte não condena as relações homo (e não estou a falar de grupos dentro das religiões), apenas as religiões abraamicas são mais preconceituosas para com a homossexualidade, se formos ás religiões orientais Budismo, Confucionismo (têm alguns ensinamentos contra as relações homo, mas sem comparação ao cristianismo), Hinduísmo, nenhuma delas condena a homossexualidade,  os Hindus até acreditam em alguns Deuses transsexuais (e o Hinduismo é considerado a religião mais antiga do mundo), no caso dessas religiões só se começou a encontrar algum preconceito quando entraram em contacto com o Cristianismo, mas mesmo assim as doutrina e as religiões permaneceram sem condenar a homossexualidade alguns membros é que se tornaram mais homofóbicos.
              A grande maioria das religiões anteriores ao Cristianismo era gay-friendly tirando uma ou outra excepção (mas que nunca foram tão homofóbicas como o Cristianismo), se olharmos para a doutrina mais antiga do mundo o Paganismo existem montanhas de Deuses lgbt, um dos mais conhecidos é o bissexual Deus Apollo.
              Nem vou falar da religiões criadas em oposição ao Cristianismo: Satanismo, Luciferianismo...

              A biblia não condena o homossexualismo, ora vejamos:

              http://aphm.no.sapo.pt/docs-rn/biblia_homo.pdf


              Existem diferentes interpretações da bíblia, dai terem aparecido os protestantes, cada um faz a sua interpretação por isso existem grupos de cristãos lgbt. Agora se um lgbt se diz católico e faz a sua própria interpretação da bíblia sem que esta condene a homossexualidade, então é um mau católico, pode ser um bom cristão, mas não um bom católico, pois na interpretação católica da bíblia, esta condena a homossexualidade. Isto para não falar que o catolicismo nunca foi a favor da interpretação livre da bíblia, para o catolicismo a interpretação que a igreja faz é a correta.

              P.S: Não quero ofender ninguêm com o meu comentário. Peace!
              « Última modificação: 5 de Abril de 2012 por Coolbuble »
                Don't live a lie, be who you are! ;)

                Posições Oficiais da Igreja Católica
                #1047

                Offline SuedeGirl

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                A biblia não condena o homossexualismo, ora vejamos:

                http://aphm.no.sapo.pt/docs-rn/biblia_homo.pdf


                Desconhecia este grupo católico homossexual "Rumos Novos"...mas fico muito contente por existir :D :D :D

                Concordo: o catolicismo tem como única a interpretação que a Igreja apresenta, não é dada outra interpretação sobre a Bíblia. Penso que não podemos confundir cristianismo com a igreja...uma pessoa pode ser cristã sem ser católica e adopta a interpretação que quiser da bíblia. Falo por experiência própria: frequentei muitos anos a Igreja Católica, fui educada numa base católica mas não me revejo em muitas coisas, daí ter abandonado. A Igreja Católica sempre condenou a homossexualidade, isto é um facto. Não está escrito em lado algum que Deus condene os homossexuais. Posições que tenham tomado recentemente..não vejo mudança nenhuma...preferem que as pessoas sejam hipócritas, sempre preferiram...e imagino quantos homos não devem ter no seio da Igreja...
                  "E esta chatice absurda de só se gostar a valer do que nunca pode existir."
                  Vergílio Ferreira, Até ao Fim.

                  Posições Oficiais da Igreja Católica
                  #1048

                  Offline blueboy

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                  A biblia não condena o homossexualismo, ora vejamos:

                  http://aphm.no.sapo.pt/docs-rn/biblia_homo.pdf


                  Existem diferentes interpretações da bíblia, dai terem aparecido os protestantes, cada um faz a sua interpretação por isso existem grupos de cristãos lgbt. Agora se um lgbt se diz católico e faz a sua própria interpretação da bíblia sem que esta condene a homossexualidade, então é um mau católico, pode ser um bom cristão, mas não um bom católico, pois na interpretação católica da bíblia, esta condena a homossexualidade. Isto para não falar que o catolicismo nunca foi a favor da interpretação livre da bíblia, para o catolicismo a interpretação que a igreja faz é a correta.

                  P.S: Não quero ofender ninguêm com o meu comentário. Peace!


                  Não podia concordar mais contigo. Estou farto de ter esta discussão com os meus amigos e às vezes até fico a pensar se serei o único que pensa desta forma.
                    Ainulindalë

                    Posições Oficiais da Igreja Católica
                    #1049

                    Offline blueboy

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                    “Intimidatória” e de “interesses ideológicos minoritários”, assim é vista campanha contra o bullying (Projecto Inclusão da rede ex aequo) por jornal da Igreja

                    Um artigo de opinião assinado pelo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada publicado em Março último n’“A Voz da Verdade”, o semanário do Patriarcado de Lisboa, versa sobre a primeira campanha contra o bullying homofóbico lançada em 2010 pela associação de jovens LGBT rede ex aequo.
                     
                    A crítica começa pela falta de tradução da expressão estrangeira “bullying” que “podia e devia ter sido traduzida” nos cartazes “profusamente difundido nas escolas oficiais” e onde se pode ler «Ela é lésbica e estamos bem com isso».
                    Segundo Portocarrero de Almada “as entidades que promovem esta campanha publicitária perseguem um claro propósito: incentivar, entre os adolescentes, a homossexualidade, sob a aparência de uma normalidade que, […] a ciência não confirma”. Para o autor do texto os adolescentes exibidos nos dois cartazes mostram-se sorridentes e bem-dispostos, com a maior naturalidade, mas não em vão porque deste jeito, se insinua que "a lésbica ou o «gay» do trio não se diferenciam dos seus colegas. Mas, se são como os outros, porquê chamar a atenção para a diferença? E, se não são iguais, porquê aparentar que o são? Uma coisa é um louvável projecto de inclusão de todas as minorias étnicas, religiosas, culturais, etc. Mas outra, muito diferente, é a apologia de certos comportamentos” refere o Padre Portocarrero de Almada.
                     
                    A campanha da rede ex aequo é também alvo de crítica porque, segundo o autor do artigo, lança um apelo de “tom intimidatório” através da frase: «o bullying homofóbico não é aceitável na nossa escola» deixando à mercê aqueles que pensam de forma diferente. O alegado “esbanjamento dos dinheiros do Estado” em “interesses ideológicos claramente minoritários” e a “rejeição liminar dos princípios éticos naturais” rematam o artigo afirmando que este tipo de campanha «não é aceitável na nossa escola».
                     

                    O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada exerce funções de capelão em Lisboa e no Estoril e é vice-presidente da direcção da Confederação Nacional de Associações de Família (CNAF). É ainda um dos colaboradores de opinião regulares do semanário“ Voz da Verdade” que comemorou em Janeiro 80 anos de existência. A escritora Aura Miguel, o político Guilherme d’Oliveira Martins e a presidente da Federação Portuguesa pela Vida Isilda Pegado são outros colaboradores do mesmo jornal. Em Abril de 2010, numa entrevista ao Expresso, Portocarrero de Almada foi questionado se alguma vez tinha denunciado algum caso de padres pedófilos às autoridades eclesiásticas. Na altura respondeu: “Denunciar é um termo que não faz parte do meu dicionário e, como padre, a minha missão não é acusar o culpado, mas perdoar o arrependido”. E um ano antes, aquando da discussão do casamento entre pessoas do mesmo sexo, defendeu que “propor esse tipo de casamentos não é querer a quadratura do círculo, é pior: é exigir que, por um capricho ideológico, se passe a chamar quadrado ao círculo e círculo ao quadrado. É mentir, porque é outorgar a condição de cônjuge a pessoas que o não são na realidade, mas que, por um exorbitante privilégio político, teriam obtido esse estatuto legal, em detrimento dos que optaram pelo verdadeiro matrimónio.“
                     
                    O último relatório da associação rede ex aequo alertava para os casos de bullying homofóbico em espaço escolar. Também no final do ano passado, Philippe Kridelka, director da Agência para a Educação e Cultura (UNESCO), revelou que 70 por cento dos alunos homossexuais é vítima de bullying e que apresenta maiores taxas de abandono escolar.
                     

                    Fonte - Dezanove
                      Ainulindalë

                      Posições Oficiais da Igreja Católica
                      #1050

                      Offline Pidgeot

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                       Aqui temos mais um primoroso exemplo dado pelo cardeal patriarca de Lisboa:
                      http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/d-policarpo-ataca-modernices-como-a-adopcao-por-gays?nPagina=2#comentarios
                       Se D. José Policarpo fosse à Holanda ou à Inglaterra encontrar-se com algumas de entre os milhares de crianças que foram tiradas dos orfanatos por casais homossexuais teria uma grande surpresa. Talvez (sou normalmente um optimista mas neste caso não estou muito confiante) até mudasse de opinião.

                        Posições Oficiais da Igreja Católica
                        #1051

                        Offline bluejazz

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                          • Homofobia
                        Papa Francisco diz que a Igreja tem estado "obcecada" com o aborto e o casamento homossexual
                        Público
                        Clara Barata

                        19/09/2013 - 17:14

                        Na primeira entrevista de fundo Francisco traça as suas prioridades.

                        Na sua primeira entrevista de fundo após seis meses como Papa, Francisco declara que a Igreja Católica se tornou “obcecada” com os temas do aborto, do casamento homossexual e da contracepção.

                        “Não podemos concentrar-nos só nestes temas. Não tenho falado muito sobre estes temas e por vezes isso tem-me sido apontado. Mas quando se fala destes assuntos, deve ser no devido contexto. Sabemos qual é a opinião da Igreja e eu sou um filho da Igreja, mas não é preciso continuarmos a falar disto assim.”

                        Estas palavras do Papa Francisco foram publicadas no jornal jesuíta italiano La Civiltà Cattolica e resultam de uma longa entrevista, de 29 páginas, realizada nos dias 19, 23 e 29 de Agosto, explica o site Vatican Insider, ligado ao jornal italiano La Stampa. Nela, o argentino Jorge Mario Bergoglio traça as prioridades da sua acção pastoral e revela alguns pormenores sobre si próprio. A entrevista, que é publicada em inglês pela revista America, dos jesuítas norte-americanos, foi revista pessoalmente pelo Papa, adianta o New York Times.

                        “Temos de encontrar um novo equilíbrio, se não o edifício moral da Igreja pode cair como um palácio de cartas”, disse Francisco. Os ministros da Igreja devem ter como primeira missão levar uma palavra de “misericórdia”, a mensagem de salvação de Jesus Cristo, sublinhou. “Proclamar o amor redentor de Deus é um dever prioritário, antes do dever moral e religioso. Mas hoje parece que muitas vezes acontece o contrário”, afirmou.

                        Deus sempre presente
                        O Papa falou abertamente da questão da homossexualidade – que tanta violência e polémica tem causado pelo mundo fora, por vezes incentivada pela própria Igreja Católica. Veja-se o caso da legalização do casamento gay em França, em que os bispos franceses e organizações católicas foram motores da contestação.

                        “Quando estava em Buenos Aires, recebi cartas de pessoas homossexuais que estavam ‘socialmente feridas’ porque me diziam que a Igreja sempre os tinha rejeitado. Mas essa não é a intenção da Igreja. No avião de regresso do Rio de Janeiro, disse: 'Se um gay procurar Deus, quem sou eu para o julgar.'” Reitera o Catecismo da Igreja Católica – que diz que as pessoas homossexuais são chamadas à castidade –, mas sublinha o primado da liberdade: “Deus deu-nos a liberdade quando nos criou: não é possível a interferência espiritual na vida pessoal de outra pessoa.”

                        As reformas não se fazem num abrir e fechar de olhos, sublinha. “Muitos pensam que a mudança e as reformas podem acontecer num período muito curto. Eu acredito que leva tempo a construir as fundações de uma mudança real e eficaz. E esta é a altura do discernimento. Às vezes o discernimento leva-nos a agir no imediato, quando inicialmente íamos deixar uma acção para mais tarde. Isto é o que me tem acontecido nos últimos meses”, confessou o Papa Francisco.

                        Não fala com apreço dos tradicionalistas. “A visão dos que procuram soluções disciplinares, que dão excessiva importância a resguardar a doutrina e estão obcecados em trazer de volta um passado que já lá vai é estática e regressiva”, afirma. A certeza que o orienta na sua acção, a sua “certeza dogmática”, é que “Deus está presente na vida de todas as pessoas, mesmo se essa vida tiver sido destruída por maus hábitos, por drogas ou seja o que for”.

                        http://www.publico.pt/mundo/noticia/papa-francisco-diz-que-a-igreja-tem-estado-obcecada-com-o-aborto-e-o-casamento-homossexual-1606408

                        Excertos da própria entrevista (versão em inglês):

                        “I see clearly,” the pope continues, “that the thing the church needs most today is the ability to heal wounds and to warm the hearts of the faithful; it needs nearness, proximity. I see the church as a field hospital after battle. It is useless to ask a seriously injured person if he has high cholesterol and about the level of his blood sugars! You have to heal his wounds. Then we can talk about everything else. Heal the wounds, heal the wounds.... And you have to start from the ground up.

                        “The church sometimes has locked itself up in small things, in small-minded rules. The most important thing is the first proclamation: Jesus Christ has saved you. And the ministers of the church must be ministers of mercy above all. The confessor, for example, is always in danger of being either too much of a rigorist or too lax. Neither is merciful, because neither of them really takes responsibility for the person. The rigorist washes his hands so that he leaves it to the commandment. The loose minister washes his hands by simply saying, ‘This is not a sin’ or something like that. In pastoral ministry we must accompany people, and we must heal their wounds.

                        “How are we treating the people of God? I dream of a church that is a mother and shepherdess. The church’s ministers must be merciful, take responsibility for the people and accompany them like the good Samaritan, who washes, cleans and raises up his neighbor. This is pure Gospel. God is greater than sin. The structural and organizational reforms are secondary—that is, they come afterward. The first reform must be the attitude. The ministers of the Gospel must be people who can warm the hearts of the people, who walk through the dark night with them, who know how to dialogue and to descend themselves into their people’s night, into the darkness, but without getting lost. The people of God want pastors, not clergy acting like bureaucrats or government officials. The bishops, particularly, must be able to support the movements of God among their people with patience, so that no one is left behind. But they must also be able to accompany the flock that has a flair for finding new paths.

                        “Instead of being just a church that welcomes and receives by keeping the doors open, let us try also to be a church that finds new roads, that is able to step outside itself and go to those who do not attend Mass, to those who have quit or are indifferent. The ones who quit sometimes do it for reasons that, if properly understood and assessed, can lead to a return. But that takes audacity and courage.”

                        I mention to Pope Francis that there are Christians who live in situations that are irregular for the church or in complex situations that represent open wounds. I mention the divorced and remarried, same-sex couples and other difficult situations. What kind of pastoral work can we do in these cases? What kinds of tools can we use?

                        “We need to proclaim the Gospel on every street corner,” the pope says, “preaching the good news of the kingdom and healing, even with our preaching, every kind of disease and wound. In Buenos Aires I used to receive letters from homosexual persons who are ‘socially wounded’ because they tell me that they feel like the church has always condemned them. But the church does not want to do this. During the return flight from Rio de Janeiro I said that if a homosexual person is of good will and is in search of God, I am no one to judge. By saying this, I said what the catechism says. Religion has the right to express its opinion in the service of the people, but God in creation has set us free: it is not possible to interfere spiritually in the life of a person.

                        “A person once asked me, in a provocative manner, if I approved of homosexuality. I replied with another question: ‘Tell me: when God looks at a gay person, does he endorse the existence of this person with love, or reject and condemn this person?’ We must always consider the person. Here we enter into the mystery of the human being. In life, God accompanies persons, and we must accompany them, starting from their situation. It is necessary to accompany them with mercy. When that happens, the Holy Spirit inspires the priest to say the right thing.

                        “This is also the great benefit of confession as a sacrament: evaluating case by case and discerning what is the best thing to do for a person who seeks God and grace. The confessional is not a torture chamber, but the place in which the Lord’s mercy motivates us to do better. I also consider the situation of a woman with a failed marriage in her past and who also had an abortion. Then this woman remarries, and she is now happy and has five children. That abortion in her past weighs heavily on her conscience and she sincerely regrets it. She would like to move forward in her Christian life. What is the confessor to do?

                        “We cannot insist only on issues related to abortion, gay marriage and the use of contraceptive methods. This is not possible. I have not spoken much about these things, and I was reprimanded for that. But when we speak about these issues, we have to talk about them in a context. The teaching of the church, for that matter, is clear and I am a son of the church, but it is not necessary to talk about these issues all the time.

                        “The dogmatic and moral teachings of the church are not all equivalent. The church’s pastoral ministry cannot be obsessed with the transmission of a disjointed multitude of doctrines to be imposed insistently. Proclamation in a missionary style focuses on the essentials, on the necessary things: this is also what fascinates and attracts more, what makes the heart burn, as it did for the disciples at Emmaus. We have to find a new balance; otherwise even the moral edifice of the church is likely to fall like a house of cards, losing the freshness and fragrance of the Gospel. The proposal of the Gospel must be more simple, profound, radiant. It is from this proposition that the moral consequences then flow.

                        “I say this also thinking about the preaching and content of our preaching. A beautiful homily, a genuine sermon must begin with the first proclamation, with the proclamation of salvation. There is nothing more solid, deep and sure than this proclamation. Then you have to do catechesis. Then you can draw even a moral consequence. But the proclamation of the saving love of God comes before moral and religious imperatives. Today sometimes it seems that the opposite order is prevailing. The homily is the touchstone to measure the pastor’s proximity and ability to meet his people, because those who preach must recognize the heart of their community and must be able to see where the desire for God is lively and ardent. The message of the Gospel, therefore, is not to be reduced to some aspects that, although relevant, on their own do not show the heart of the message of Jesus Christ.”

                        http://americamagazine.org/pope-interview
                          "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

                           

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