rede ex aequo

Olá Visitante19.out.2019, 16:50:39

Autor Tópico: Revolução LGBT  (Lida 2144 vezes)

 
Revolução LGBT
#0

Offline angel b

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  • Género: Masculino
Apesar dos feitos que a comunidade LGBT tem vindo a concretizar ao longo dos anos, ainda há um grande problema com a mentalidade  homofobica desta sociedade,até porque consegue-se mudar as leis mas é mais difícil mudar as mentalidades, pergunto-me se não será necessário uma atitude mais agressiva, tipo uma revolução mais drástica...

    Revolução LGBT
    #1

    Offline lxmartini

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    • Género: Masculino
    Acho que isto é uma batalha que tem e deve mover-se lentamente.
    Uma atitude mais agressiva agora parece-me desnecessária. Pelo menos na maioria dos países ocidentais.

      Revolução LGBT
      #2

      Offline Endovélico

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      • Are we to hang our hearts on such little things?
      Acho que uma atitude mais agressiva só piorava a nossa imagem e teria o efeito contrário.

        Revolução LGBT
        #3

        Offline Forbidden

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        Acho que uma atitude mais agressiva só piorava a nossa imagem e teria o efeito contrário.

        Exato, pela força não se consegue nada... e as mentalidades demoram tempo a mudar, especialmente uma conservadora como a nossa...

          Revolução LGBT
          #4

          Offline Endovélico

          • ****
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          • Are we to hang our hearts on such little things?
          Acho que uma atitude mais agressiva só piorava a nossa imagem e teria o efeito contrário.

          Exato, pela força não se consegue nada... e as mentalidades demoram tempo a mudar, especialmente uma conservadora como a nossa...

          Acho que só se vai lá quando nós vivermos a nossa sexualidade com toda a normalidade que lhe pertence.

            Revolução LGBT
            #5

            Offline bluejazz

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            • Associad@ Honorári@
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              • Homofobia
            Acho que só se vai lá quando nós vivermos a nossa sexualidade com toda a normalidade que lhe pertence.

            Isto ajuda tremendamente. Mas é um pau de dois bicos. Viver com normalidade tem os seus riscos, mas é ela que nos traz mais compreensão, por outro lado.

            As pessoas discriminam bem menos quando de repente se apercebem que o gay, a lésbica ou o/a bi é, entre outras, uma pessoa mesmo ao seu lado, de quem gostam... e vêem que a malta é tão diferente ou semelhante como a restante.

            Por outro lado o risco de consequências é real e só cada um/a sabe o seu contexto.

            Mas cada um ou uma de nós que vai fazendo o que o Endovélico refere está a abrir caminho para si e para as pessoas restantes. É uma bola de neve lenta, para a qual cada pessoa pode dar o seu quinhão ou não, mas se der está a ajudar, com certeza. Sem pressões ou obrigações [ou "devias"]. :)
              "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

              Revolução LGBT
              #6

              Offline nevertoolatetobehappy

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              Apesar dos feitos que a comunidade LGBT tem vindo a concretizar ao longo dos anos, ainda há um grande problema com a mentalidade  homofobica desta sociedade,até porque consegue-se mudar as leis mas é mais difícil mudar as mentalidades, pergunto-me se não será necessário uma atitude mais agressiva, tipo uma revolução mais drástica...

              Olá angel b,

              Antes de tudo, gostaria de perceber o que estás verdadeiramente a pensar quando falas em "atitude mais agressiva, tipo uma revolução mais drástica". Estás a falar do quê em concreto? Acho que seria mais prolífico para a discussão se concretizasses um pouco mais o que te vai na mente. ;)

              Partindo do pressuposto que queres dizer partir para uma revolução de mentalidades "à força", ou seja, tornar o desconforto tão natural que passa de tolerável a aceite, acho que esse caminho está errado. Deves conhecer a frase do Gandhi "An eye for an eye will leave everyone blind", um líder extraordinário que conseguiu com base na persuasão e resiliência mobilizar uma nação inteira na luta pela sua independência.

              O caminho para alterar mentalidades demora imenso tempo, várias gerações, e só pode resultar mal mudares bruscamente como as pessoas vivem com os LGBTs. Se cada um de nós se aceitar tal e qual como é, fazendo para com que os outros não o vejam como a personificação de um ideal mas a representação plena da sua individualidade, a sua integração na comunidade em que se insere será feita com base na pessoa que é e não na sua sexualidade.

              Já falei disto noutro tópico e continuo a dizer o mesmo. Enquanto uma parte da luta deve partir de nós (a de nos aceitarmos), a outra parte cabe à sociedade como um todo de lutar em conjunto por um futuro mais justo e igualitário. Só quando nenhum LGBT se sentir discriminado na escola, trabalho ou vida em geral poderemos dizer que a luta terminou. Até lá, temos que apostar em educar as crianças com base em informação devidamente fundamentada, mostrar nos media que os LGBT têm os mesmos problemas e ambições que os heterossexuais, interiorizar que não é uma escolha... É uma luta até deixar de existir discriminação, tendo no entanto de respeitar a liberdade de cada um se expressar, o que implica que se alguém respeita mas não aceita a homossexualidade (e não está a cometer nenhum crime entretanto), cabe a cada um de nós dar o exemplo e sermos tolerantes e compreensivos nas nossas diferenças.

              Tudo o que vale realmente a pena demora tempo, dá luta, faz-nos sofrer. Mas é precisamente por causa disso que no final as conquistas têm valor.

              Abraço,
              Tiago.
              « Última modificação: 15 de Agosto de 2013 por nevertoolatetobehappy »
                "Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light not our darkness that most frightens us."

                Revolução LGBT
                #7

                dre_o

                • Visitante
                Acho que uma medida drástica é uma péssima ideia.

                Afinal... achas bem quando te tentam convencer que apenas a heterossexualidade está correcta?
                Uma medida drástica para as pessoas aceitarem a homossexualidade à força é exactamente a mesma coisa que aquilo que referi acima.

                Não podemos forçar ninguém a acreditar ou compreender algo. Apenas podemos educar, explicar e de certa forma ter a esperança que compreendam que não é errado ser homossexual.

                E tal como já foi dito, é com o tempo. Não com a força.

                  Revolução LGBT
                  #8

                  Offline rk

                  • ****
                  • Membro Sénior
                  • Género: Masculino
                  Esses mesmos argumentos que nao e preciso fazer nada e "esperar" foram os mesmos usados na luta dos negros... no fundo que nao fazendo nada as coisas vao ficando bem.. mesmo que nao fiquem...
                  Eu por mim acho que accoes mais directas nao vao trazer algum mal, apenas vao forcar as pessoas a encarar o "problema", no entanto acho que uma atitude de normalidade no dia a dia e de "aserio tu nao pareces nada", serao suficientes para ir mudando mentalidades... Mas cada um age como agir, acho que aqui em portugal nao e ainda necessario pegar em armas e ir para a rua, mas por exemplo na russia isso ja se esta a tornar uma hipotese face ao numero de pessoas lgbt assassinadas...
                  Pensamentos matinais..

                    Revolução LGBT
                    #9

                    dre_o

                    • Visitante
                    Esses mesmos argumentos que nao e preciso fazer nada e "esperar" foram os mesmos usados na luta dos negros... no fundo que nao fazendo nada as coisas vao ficando bem.. mesmo que nao fiquem...
                    Eu por mim acho que accoes mais directas nao vao trazer algum mal, apenas vao forcar as pessoas a encarar o "problema", no entanto acho que uma atitude de normalidade no dia a dia e de "aserio tu nao pareces nada", serao suficientes para ir mudando mentalidades... Mas cada um age como agir, acho que aqui em portugal nao e ainda necessario pegar em armas e ir para a rua, mas por exemplo na russia isso ja se esta a tornar uma hipotese face ao numero de pessoas lgbt assassinadas...
                    Pensamentos matinais..

                    De certa forma concordo com o que dizes.

                    Aqui em Portugal, uma acção drástica não é necessária. Apenas a educação, a informação.

                    Agora na Rússia... aí se calhar mais valia lutar. "Olho por olho, dente por dente" ?

                    Não sou a favor das atitudes agressivas mas realmente o que anda a acontecer nesses lugares deixa qualquer um com o mínimo de consciência fora de si.

                      Revolução LGBT
                      #10

                      Offline nevertoolatetobehappy

                      • *****
                      • Associad@ Honorári@
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                        • Tiny Ripple Hope
                      Esses mesmos argumentos que nao e preciso fazer nada e "esperar" foram os mesmos usados na luta dos negros... no fundo que nao fazendo nada as coisas vao ficando bem.. mesmo que nao fiquem...
                      Eu por mim acho que accoes mais directas nao vao trazer algum mal, apenas vao forcar as pessoas a encarar o "problema", no entanto acho que uma atitude de normalidade no dia a dia e de "aserio tu nao pareces nada", serao suficientes para ir mudando mentalidades... Mas cada um age como agir, acho que aqui em portugal nao e ainda necessario pegar em armas e ir para a rua, mas por exemplo na russia isso ja se esta a tornar uma hipotese face ao numero de pessoas lgbt assassinadas...
                      Pensamentos matinais..

                      Posso ter-te percebido mal, mas parece-me que estamos a falar de coisas distinstas... Falaste da luta dos negros. Nos EUA, no século passado, houve dois líderes com duas posturas completamente diferentes, embora tivessem objectivos comuns. Estou a falar do Martin Luther King Jr. e Malcom X. O primeiro conseguiu, com o seu legado, entre muitas vitórias, o "Civil Rights Act of 1968". O segundo acreditava que os "fins justificavam os meios", filosofia que acabou por "condená-lo" à morte, visto que foi assassinado por fundamentalistas do movimento que ele próprio defendia.

                      A melhor forma de convenceres alguém a mudar de opinião é a própria pessoa querer fazê-lo, o que implica que primeiro tens que compreender o seu ponto de vista. Só depois podes fazê-la passar a perceber o teu. Querer "forçar" uma mudança de crenças é a meu ver contraproducente.

                      Gostaria também de falar da Rússia. Concordo que se está a viver uma autêntica barbárie e que é preciso manifestações em massa para chamar a atenção não só dos dirigentes russos mas também da comunidade internacional. Não me parecer contudo, novamente, que o caminho seja a força - é precisamente essa a postura dos perpetradores dos crimes, pelo que qual seria o sentido de responder na "mesma moeda", se o que pretendes é o caminho para a paz?

                      Por fim, deixo aqui apenas um pouco de história:

                      "In Amritsar, India's holy city of the Sikh religion, British and Gurkha troops massacre at least 379 unarmed demonstrators meeting at the Jallianwala Bagh, a city park. Most of those killed were Indian nationalists meeting to protest the British government's forced conscription of Indian soldiers and the heavy war tax imposed against the Indian people.
                      (...)
                      The massacre stirred nationalist feelings across India and had a profound effect on one of the movement's leaders, Mohandas Gandhi. During World War I, Gandhi had actively supported the British in the hope of winning partial autonomy for India, but after the Amritsar Massacre he became convinced that India should accept nothing less than full independence. To achieve this end, Gandhi began organizing his first campaign of mass civil disobedience against Britain's oppressive rule."


                      Deixo uma pergunta, que serve simultaneamente para reflexão: Qual teria sido o futuro da Índia se Gandhi tivesse optado pela resposta mais agressiva?
                        "Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light not our darkness that most frightens us."

                        Revolução LGBT
                        #11

                        Offline Adónis

                        • ****
                        • Membro Sénior
                        Em questões relacionadas com os costumes as grandes revoluções não trazem resultados satisfatórios e sustentáveis no longo prazo.

                        No caso português a situação está longe de perfeita, mormente em regiões mais conservadoras como a Madeira ou regiões do Norte. Contudo nos últimos 15 anos houve uma evolução extraordinária em Portugal, foi feito em menos de duas décadas o trabalho que nos EUA ou na Alemanha demorou mais de 100 anos (com altos e baixos e desastres pelo meio). Sempre disse que numa sociedade hierarquizada como a nossa as mudanças partem de cima para baixo, e portanto alterar a legislação seria fundamental. Esse trabalho já está quase todo feito, agora é continuar a trilhar o mesmo caminho, com muita paciência. E nunca relaxar ou achar que está tudo garantido, pois as Isildas Pegado da vida estão sempre à espreita, qual raposas à espera das presas. 

                          Revolução LGBT
                          #12

                          Diotima

                          • Visitante
                          Eu concordo com o que tem sido dito. Tem que haver disponibilidade das pessoas para mudar a sua mentalidade, tem de haver abertura. Não se pode simplesmente forçar. Na realidade as pessoas, pela educação, foram levadas a acreditar que a homossexualidade era uma aberração e agora até já existe o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Temos que lhes dar algum tempo de adaptação sob pena dos resultados serem  contrários ao que se pretende (as pessoas podem ficar mais intolerantes caso se use um tratamento de choque). Não nos podemos esquecer que Portugal só há pouco menos de 40 anos é que é uma democracia. Não nos podemos esquecer que há resquícios da mentalidade salazarista. Também penso que a mudança tem que se fazer pela legislação. E no dia-a-dia temos muitas pessoas que individualmente ou em associações vão mudando mentalidades...
                          « Última modificação: 16 de Agosto de 2013 por Diotima »

                            Revolução LGBT
                            #13

                            Offline paulosabino

                            • *****
                            • Associad@
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                            • Género: Masculino
                            Concordo com uma grande revolução, a interior. Cada um de nós tem um campo de batalha que parece mais dificil para uns que para outros mas que tem sempre o seu grau de dificuldade .

                            Cada um tem de fazer de tudo para ser( não parecer) feliz e isso vai ajudar outras pessoas a também o serem porque abrimos caminho. Temos de ser justos connosco e com os outros, exigir respeito, exigir não ser prejudicado, mas pelo menos nós, também temos de reconhecer que estamos num país, em comparação com a maioria, que ja nos respeita alguma coisa, quer na lei quer nas mentalidades e por vezes podemos ganhar mais com um abraço que com um murro.

                            Creio que está na altura dos LGBT simplesmente viverem, não que esteja tudo perfeito, nunca estará, mas porque as associações e movimentos lgbt ja desempenharam( e ainda o fazem) o papel de reivindicação, falta o nosso papel da visibilidade  de que muitos falam mas apenas isso, falam, se puderem ocultar( que esconder é feio) ocultam mesmo quando estão numa circunstância que lhes permite optar por não o fazer. Não são apenas os "outros" que têm que mudar.



                              - Vai chover...   
                               - Vai tu!!!!!!!!!!

                              Revolução LGBT
                              #14

                              Offline angel b

                              • **
                              • Membro Júnior
                              • Género: Masculino
                              Apesar dos feitos que a comunidade LGBT tem vindo a concretizar ao longo dos anos, ainda há um grande problema com a mentalidade  homofobica desta sociedade,até porque consegue-se mudar as leis mas é mais difícil mudar as mentalidades, pergunto-me se não será necessário uma atitude mais agressiva, tipo uma revolução mais drástica...

                              Olá angel b,

                              Antes de tudo, gostaria de perceber o que estás verdadeiramente a pensar quando falas em "atitude mais agressiva, tipo uma revolução mais drástica". Estás a falar do quê em concreto? Acho que seria mais prolífico para a discussão se concretizasses um pouco mais o que te vai na mente. ;)

                              Partindo do pressuposto que queres dizer partir para uma revolução de mentalidades "à força", ou seja, tornar o desconforto tão natural que passa de tolerável a aceite, acho que esse caminho está errado. Deves conhecer a frase do Gandhi "An eye for an eye will leave everyone blind", um líder extraordinário que conseguiu com base na persuasão e resiliência mobilizar uma nação inteira na luta pela sua independência.

                              O caminho para alterar mentalidades demora imenso tempo, várias gerações, e só pode resultar mal mudares bruscamente como as pessoas vivem com os LGBTs. Se cada um de nós se aceitar tal e qual como é, fazendo para com que os outros não o vejam como a personificação de um ideal mas a representação plena da sua individualidade, a sua integração na comunidade em que se insere será feita com base na pessoa que é e não na sua sexualidade.

                              Já falei disto noutro tópico e continuo a dizer o mesmo. Enquanto uma parte da luta deve partir de nós (a de nos aceitarmos), a outra parte cabe à sociedade como um todo de lutar em conjunto por um futuro mais justo e igualitário. Só quando nenhum LGBT se sentir discriminado na escola, trabalho ou vida em geral poderemos dizer que a luta terminou. Até lá, temos que apostar em educar as crianças com base em informação devidamente fundamentada, mostrar nos media que os LGBT têm os mesmos problemas e ambições que os heterossexuais, interiorizar que não é uma escolha... É uma luta até deixar de existir discriminação, tendo no entanto de respeitar a liberdade de cada um se expressar, o que implica que se alguém respeita mas não aceita a homossexualidade (e não está a cometer nenhum crime entretanto), cabe a cada um de nós dar o exemplo e sermos tolerantes e compreensivos nas nossas diferenças.

                              Tudo o que vale realmente a pena demora tempo, dá luta, faz-nos sofrer. Mas é precisamente por causa disso que no final as conquistas têm valor.

                              Abraço,
                              Tiago.

                              Olá, o que eu quis dizer com atitudes mais agressivas é que eu acho que as leis podem mudar, mas as mentalidades não.
                              Já não se trata de lutar só pelas leis, temos de ser nós próprios e todos, no nosso dia a dia a lutar contra essas mentalidades homofobicas.
                              Acho que exagerei um bocado no termo "agressivo", talvez aqui em Portugal não seja necessário tanto, estava a referir-me mais àqueles paises como a Russia e paises arabes e africanos onde como se sabe a situação da comunidade LGBT precisa mesmo de uma revolução mais drástica e com uma atitude mais agressiva...   

                                 

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                                Última mensagem 23 de Abril de 2017
                                por MSpyker