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Olá Visitante11.jul.2020, 18:09:44

Autor Tópico: Já não sei o que fazer....  (Lida 3193 vezes)

 
Já não sei o que fazer....
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Offline SuperMan-SuperWords

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    • O meu mundo
Os meus pais desde Dezembro de 2012 que descobriram o meu segredo e desde ai, as coisas cá por casa (além de já não estarem bem na altura) pioraram e muito. Eu não me assumi directamente, a minha mãe é que descobriu o meu segredo que eu guardava e tencionava esconder por mais algum tempo, de uma forma desastrosa.

Peço desculpa pelos termos usados, desde já. Passo a contar: estava eu um dia na sala sozinho, e como estava sozinho aproveitei para ver umas fotos de rapazes (estando estes nus), e desde já sei que não deveria ter tido tal atitude e estou muito arrependido disso, mas neste momento já não serve de nada, depois não sei como foi, a certa altura a minha mãe apareceu por trás do sofá e viu o que eu estava a fazer. A primeira reacção dela foi ficar em choque, e depois disse-me: "Há que é isso que estas para aí a ver?”, que pouca vergonha , és a vergonha da família, não tens vergonha de ser assim, não faças eu e teu pai passar vergonhas, pelo teu irmão não faças uma coisa dessas. Irmão este que não se encontra com vida, morreu a nascença e é inadmissível os meus pais usarem o meu irmão como estratégia para “me demover da ideia de ser gay”, infelizmente eles pensam assim. Foi piorando ainda mais, “Ah tu só gostas é de levar no c*, tu não prestas, és tonto, és uma vergonha; e quem foi que te meteu isso na cabeça?” Depois minha mãe fez questão de fazer chegar a história a outras pessoas da família e desde então tudo “mete a colher onde não deve”, todos metem as culpas em cima de mim, de tudo o que acontece, e eu que me vá aguentando no meio de uma família sendo ela totalmente contra a homossexualidade e preconceituosa, todos me rebaixam, os meus pais não me respeitam sou eu a lutar sozinho, só com a ajuda de alguns amigos, contra toda a minha família. Para todos; isto é uma fase, amanhã é o dia D e tudo muda; estou confuso, não sei o que quero da vida; sou muito novo, tenho de esperar pelos 30 anos e para ai decidir; são algumas das reacções dos meus pais e de familiares. Para os meus pais, nem me podem ver com amigos, mal sonham eles que costumo sair com alguns rapazes, digo sempre que vou com raparigas, mas odeio fingir aquilo que não sou, simplesmente por causa de agradar outros, detesto mesmo ter de fazer tal papel, custa-me muito, sinto-me revoltado com tudo isso.

Depois existem pessoas que ainda tem o completo descaramento de perguntar porque me sinto revoltado, porque reajo assim, porque tenho esta atitude ou aquela, não me compreendem por nada juro, essas pessoas de família fazem essas perguntas e além disso, ainda se fazem de desentendidas quando confrontadas com a verdade e tentam dar a volta a tudo, é exactamente o que já aconteceu em algumas consultas de pedopsiquiatria, fico sempre como o “mau da fita”. Falam todos da minha vida como se soubessem dela, mas não sabem porque se realmente soubessem não era garantido estarem vivos de momento, tenho tanta mágoa e dor cá dentro, um grande vazio, sinto-me incompleto, tenho falta de amor e carinho, tenho falta de alguém que me ame e a quem possa dar amor, que me ame, que me respeite, que me aceite, que me compreenda, ….

Outra situação quanto aos meus pais, é frequente fazer-se comentários do género: “Homens são homens, não são gatos”, “Uma pessoa por ter uma tatuagem, piercing, gostar de homens ou mulheres, não é considerada sociedade nenhuma, é a coisa mais horrível que existe, é a podridão do mundo”, “Isso não são pessoas, não são nada!”. A minha mãe inclusive já ficou contra uma psicóloga minha por esta ter-lhe dito a verdade na cara que não me estava a aceitar, devido aos factos e às atitudes que a minha mãe apresentou, a minha mãe saiu do consultório danada, argumentando que ia processar a psicóloga, que não tinha sido bem atendida, pois eu acabei por ter uma discussão feia com ela, à frente da psicóloga, pois já não aguentava mais o que sentia, e deitei tudo cá para fora.

As coisas não são nada fáceis para mim, não sei o que mais hei-de fazer, como lido com pessoas assim, sei que são meus pais e lutaram muito para estar aqui, mas houve e há atitudes deles que me revolta imenso, as vezes chego a pensar que eles não me merecem como seu filho, tratando-me como me tem tratado nos últimos tempos, a minha vida tem sido um “inferno em brasas”, os meus pais também já me levaram a sítios de astrologia outros, a fim de fazer ver, de me impor que não sou homossexual e que estou errado, que o problema está na minha mente, que isto foram coisas que me meteram na cabeça, que eu tou a agir como eu não sou, e que mais tarde hei-de me arrepender profundamente, e mais tanta conversa fiada, não acredito em nada disso, eu sei o que sou, já desde algum tempo, sei o que sinto (já tive inclusive várias vezes com um rapaz, e é com isso que me sinto bem, raparigas não me dizem nada) e isso não me demove, apenas me irrita e me faz sentir mais revoltado, mal, e com raiva com pais e família que tenho. A minha mãe e o meu pai são muito homofóbicos e preconceituosos, tenho uma família em que é tudo assim, só tenho o apoio de alguns amigos, muito poucos, mas mesmo assim não é nada fácil de eu suportar tudo....com esta grande cruz às costas!

A minha relação com os meus pais é um completo desastre eles não me aceitam, não respeitam nem tem consideração por aquilo que sou, não gostam que eu faça as minhas coisas, tenho que ser e viver como eles querem, no fundo quem escolhe o tipo de vida para mim são eles, mas eu sendo a pessoa que sou não dou o braço a torcer, sou aquilo que sou, gostem ou não. Caramba não me deixam fazer nada, desde que os meus pais e o resto das pessoas sabem, a minha vida tornou-se cada vez mais infernal, além de já o ser antes, dado que a relação com eles já não está bem praticamente há dois anos, e fui sempre aguentando aqui e ali, mas agora chegou o fim, não suporto mais, acabou-se!!!

Não consigo de nenhuma forma conviver com os meus pais, nem com esta família, mas não consigo enxergar-lhes a cara, tendo eles feito aquilo que já fizeram, é absurdo e inadmissível para mim aceitar as desculpas disso, mesmo sendo, com “os nervos em franja”, de cabeça quente, magoou profundamente, a minha própria mãe chegou-me a dizer: “É melhor pegares numa arma e matares os meus próprios pais, assim já ficas livre de nós, já que é isso que queres! É melhor isso do que dizeres que és p********!”

Como já referi antes, desde que os meus pais souberam da minha orientação sexual (homossexualidade) que o ambiente cá por casa tem sido um caus, depois familiares metem-se ao baralho e todos quando confrontados com a verdade negam tais factos e situações que me fazem passar, ficando eu como o "mau da fita", e por acaso uma das situações recentes foi a minha actual psiquiatra dar praticamente a razão toda aos meus pais e em ter-me perguntado se ainda tinha dúvidas em relação à orientação sexual, numa altura destas, tudo por causa que a minha mãe tem uma mania: "Ah só por uma ter-te dado com os pés tu viras-te." e não entende, de modo nenhum o facto de me assumir como homossexual, para ela isso dá tempo, só por volta dos trinta o devo fazer, depois de ter curso tirado e vida feita, não posso segundo eles aproveitar o agora, o momento", Do ponto de vista deles, eu comporto-me  mal, trato-os mal, ando metido em drogas e coisas semelhantes, mas não é nada assim, as pessoas ao me dizerem certas coisas e ao estarem sempre a tocar no assunto e a falar de raparigas incomoda-me imenso, muito mesmo, já não suporto e acho que quem  precisa de mais ajuda neste momento são os meus pais do que eu, pois estes ainda não caíram em si, e se aperceberam que a situação é bem real e que isto é algo que já vem dentro de mim desde que nasci, só que se desperta mais tarde, durante a adolescência, fase pela qual ainda estou a passar, não só não estão a aceitam bem como não me respeitam, por vezes tem atitudes inadmissíveis que não são de nenhuns pais terem para com os filhos, e de facto junto ao que tenho passado na escola, já fui humilhado, difamado e mais uma série de coisas, já sofri de bullying durante anos, sai recentemente de uma depressão, e o meu estado emocional, ainda muito bom tem estado, e admiro-me e gosto de mim tal como sou, aceito-me sem complexos, admiro em mim ter uma capacidade sem fim para continuar a lutar dia após dia, contra tudo e todos. Não tem sido nada fácil a minha vida desde o nascimento, tenho passado por tamanhas situações bastante complicadas mas sempre tenho vencido na vida, vivendo um dia de cada vez, hoje não está bem, amanhã há-de ficar!

Preciso imenso de ajuda, mas o mais importante mesmo muito importante agora é o seguinte:
-  Eu de momento encontro-me no 11º ano, no curso Tecnológico de Informática, prestes a terminar o mesmo, os meus planos eram acabar o 12º ano do respectivo curso e depois ingressar no curso de Informática e Gestão de Empesas no ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa), porém ontem após uma pesquisa de cursos na internet deparei-me com a página de um instituto o ISTEC ( Instituto Superior de Tecnologias Avançadas) com um curso  CET (Curso de Educação Tecnológica) de Gestão de Redes e Sistemas Informáticos, o qual de me fornece a equivalência ao 12º ano, e com estágio garantido bem como equivalência do primeiro ano da licenciatura em Informática, a qual planeio seguir, sendo assim com essa equivalência, transito para o segundo ano da licenciatura e dispenso a realização do exame para efectuar a entrada no mesmo, no meu caso entro no curso, de acordo com os regimes especiais existentes. E isso é excelente e é de aproveitar!
De momento tenho 17 anos, está é uma oportunidade ÚNICA, a qual não quero desperdiçar por nada. O meu sonho é viver noutro sítio, agora encontro-me a viver na Madeira, estou saturado, farto de estar cá, das pessoas, do ambiente, preciso de uma mudança, de novos ares, outro local, novas pessoas, esquecer os problemas do passado e começar uma vida nova diferente, o problema está em como hei de confrontar os meus pais com esta nova realidade, não sei de que maneira os abordar, quero que confiem em mim e me deixem ir, e no fundo percebam que no fundo é o melhor para mim, depois de tudo o que tenho passado cá na ilha, tem sido horrível. Os meus pais ultimamente não tem confiança em mim, pensam que ando nas drogas, que ando com más pessoas, mas nada disso é verdade gostaria de voltar a poder a ter essa confiança deles de volta, só não vejo é como a poderei obter, pois são eles que me irão sustentar enquanto estiver em Lisboa a estudar.
Sei que os meus pais provavelmente como são, irão logo argumentar contra a minha ida para Lisboa, com argumentos do tipo "Vais ter com quem?", "Tens lá rapazes à tua espera", "Tu não tens idade para ir", etc. Eles muito dificilmente irão perceber a minha vontade, as minhas razões e o desejo de me mudar desta ilha para Lisboa, preciso de ajuda nesse sentido a fim de pôr alguém a conversar com eles e a explicar-lhes o quanto é importante para mim concretizar este sonho. A minha mãe tem um feitio muito difícil, já lhe falei da AMPLOS, mas ela não ficou nada agradada com o assunto, a resposta dela foi: " Já te disseram tantas coisas boas para pores na cabeça, por favor André!".

Eles, a família e outros nem fazem ideia de como eu tenho andado, é problemas na escola que tenho tido, calhei numa turma que não presta para nada, já gozaram de mim e me difamaram por tudo e mais alguma coisa…às vezes só me apetece mesmo é desistir de tudo, mas vou lutando dia após dia, com forças vindas nem sei de onde. Quero muito ter uma vida diferente, quero recomeçar do zero, eu sou um rapaz que tem muita falta de amor e carinho, quero recomeçar a minha vida fora daqui (em Lisboa), fora desta maldita ilha.

Eu, já estive com uma depressão, saí recentemente dela, cheguei a ter pensamentos de suicídio, e o meu maior medo é voltar ao mesmo com este caus de situação que tenho vivido no dia-a-dia, pelo que vejo vou dar em maluco e cair no mesmo buraco sem fundo outra vez, se isto continua assim. Ajudem-me a ir para Lisboa, é o que mais quero,  e preciso neste momento, preciso de mudanças na minha vida, chega de sofrer aqui nesta ilha, por favor!!!!

Preciso da vossa ajuda para saber como hei de confrontar os meus pais com este meu desejo enorme e sonho de ir para este curso e para Lisboa, e ainda vou provar a muita gente que sou uma grande pessoa, melhor daquela imagem que já tem de mim, boa ou má.

Obrigada pela atenção,
SuperMan-SuperWords
    "Ser ou não ser, eis a questão!"
    SuperMan-SuperWords :)

    Já não sei o que fazer....
    #1

    Offline Bobby

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    Termina o 12º ano. Não deixes que a situação afecte os teus estudos. Depois candidata-te a uma Faculdade se os teus pais estiverem dispostos a isso. Ou isso ou trabalhas... pensa que por muito mal que a vida esteja, precisas de sobreviver e, por enquanto, só eles te garantem essa sobrevivência. Faz parte da vida de um adolescente, na sua generalidade, terminar a Escola e ir para o Ensino Superior. Deixa que as coisas aconteçam naturalmente.

      Já não sei o que fazer....
      #2

      ilikemiguel

      • Visitante
      Na verdade, esta oportunidade de ensino pode ser boa ou má para ti. Por um lado, perdes cadeiras, por outro adiantas-te na carreira. Mas este adiantamento pode ser demasiado brusco... Depende dos teus interesses. Se for algo que realmente desejas, podes tentar fazer os teus pais entenderem que é algo benéfico para ti, além de realmente o desejares (profissionalmente).

      Parte-se-me o coração de ouvir a tua história, mas, André, nota-se em ti, com uma claridade extraordinária, uma grande força, ambição e persistência. Tu já és um vencedor. És novo e tens a vida toda pela frente, e um montão de tempo para provares aos teus pais que não és um "p***...", mas sim uma pessoa decente. Eles foram ensinados contra "a realidade homossexual" durante toda a sua vida e, de repente, este "bicho" ataca-os tão de perto. Eles estão iludidos, confundiram-te com algo que não és, mas a luz vai entrar na sala e eles vão ver com clareza: és uma pessoa normal. Infelizmente isto vai levar o seu tempo.

      Gostava imenso de te poder ajudar doutras formas, nem que fosse só com um abraço (e bem sabemos nós que, às vezes, um abraço é tão importante!). Posso, no entanto, dar-te estas palavras de segurança e relembrar-te que és forte. Eu não te conheço pessoalmente, mas é estupidamente evidente no teu discurso. Estamos sempre aqui para desabafares, porque até os fortes atingem um ponto de saturação.

      Já faltou mais, André... Daqui a dias o mundo é todo teu.

        Já não sei o que fazer....
        #3

        Offline SuperMan-SuperWords

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          • O meu mundo
        Termina o 12º ano. Não deixes que a situação afecte os teus estudos. Depois candidata-te a uma Faculdade se os teus pais estiverem dispostos a isso. Ou isso ou trabalhas... pensa que por muito mal que a vida esteja, precisas de sobreviver e, por enquanto, só eles te garantem essa sobrevivência. Faz parte da vida de um adolescente, na sua generalidade, terminar a Escola e ir para o Ensino Superior. Deixa que as coisas aconteçam naturalmente.


        Obrigado pelos conselhos e pelo apoio. Pois...é verdade eu sem eles neste momento não posso estar, pois dependo financeiramente. Ainda, se o país estivesse melhor ainda conseguia arranjar trabalho e ir pagando as despesas, mas mesmo assim iria ser muito difícil e complicado!
        Vamos lá ver....como as coisas ficam! Depois postarei novidades! :)

        Na verdade, esta oportunidade de ensino pode ser boa ou má para ti. Por um lado, perdes cadeiras, por outro adiantas-te na carreira. Mas este adiantamento pode ser demasiado brusco... Depende dos teus interesses. Se for algo que realmente desejas, podes tentar fazer os teus pais entenderem que é algo benéfico para ti, além de realmente o desejares (profissionalmente).

        Parte-se-me o coração de ouvir a tua história, mas, André, nota-se em ti, com uma claridade extraordinária, uma grande força, ambição e persistência. Tu já és um vencedor. És novo e tens a vida toda pela frente, e um montão de tempo para provares aos teus pais que não és um "p***...", mas sim uma pessoa decente. Eles foram ensinados contra "a realidade homossexual" durante toda a sua vida e, de repente, este "bicho" ataca-os tão de perto. Eles estão iludidos, confundiram-te com algo que não és, mas a luz vai entrar na sala e eles vão ver com clareza: és uma pessoa normal. Infelizmente isto vai levar o seu tempo.

        Gostava imenso de te poder ajudar doutras formas, nem que fosse só com um abraço (e bem sabemos nós que, às vezes, um abraço é tão importante!). Posso, no entanto, dar-te estas palavras de segurança e relembrar-te que és forte. Eu não te conheço pessoalmente, mas é estupidamente evidente no teu discurso. Estamos sempre aqui para desabafares, porque até os fortes atingem um ponto de saturação.

        Já faltou mais, André... Daqui a dias o mundo é todo teu.


        Muito obrigado ilikemiguel pelas tuas palavras....
        Sim, é isso, e acredita não vou deixar-se esta oportunidade que tenho de entrar e realizar este curso desperdiçar-se, vou ter uma grande conversa com eles e fazer-lhes (aos meus pais) ver que é o meu futuro que está em causa, e que é esta escolha que eu realmente quero. Espero que me apoiem na decisão, e vou dizer que a minha amiga vai comigo e vai tomar conta de mim, e que não há problemas, que sou responsável e que vai correr tudo bem, que eles podem me ligar quando quiserem, que não é preciso terem receio de me deixar ir ... e, mesmo que eles não me apoiem na escolha, eu vou na mesma, pois não vou deixar uma oportunidade destas perder-se, por nada nem ninguém!
        Claro que financeiramente eles são obrigados a me sustentar, e de certeza que não me querem ver sem nada!

        Pois o meu percurso de vida tem sido bastante acentuado, por diversos períodos, a minha vida tem cada história, que dava um grande livro, um filme e uma telenovela. É muito bom ver estas palavras, pois sou um grande vencedor, se não o fosse não estaria cá no mundo hoje, pois passei por muitas complicações à nascença, tive muitas vezes entre a vida e a morte, não foi fácil....
        Aqui fica um blogue meu, http://superman-superwords.blogspot.pt/ se te interessares por conhecer mais das coisas que cá falei anteriormente. Pois irá levar o seu tempo e de que maneira.... é complicado e imenso!!!!

        É uma pena estares longe de mim, podes mesmo crer, tantas e tantas vezes que me apetece um abraço, um beijo, um carinho na face, um estar cá ao meu lado simplesmente... :( não é nada fácil não ter ninguém para mim, pois todo o sofrimento pelo qual tenho passado, tem-me matado por dentro e provocado coisas horríveis em mim, preciso de amor e carinho, quero poder dar e receber, ambos os dois são importantes...

        Obrigado por existires, e estares cá, sei que mal nos conhecemos mas pelas tuas palavras, deixa-me que te diga, posso considerar-te de um bom e excelente amigo!
        É verdade....

        Por vezes é necessário perceber que chegou a hora de dar valor a ti mesmo, antes de tudo o resto. É preciso valorizares-te, teres confiança em ti próprio, aprenderes a ter orgulho em ti, respeitares-te, dar valor a ti e às pequenas coisas. Só depois, de tudo isso, podes gostar de quem se encontra ao teu redor. Como é bom gostar de si próprio, sem julgamentos, dramas ou preconceitos. Não te julgues, não faças dramas, nem tenhas preconceitos sobre ti, gosta de ti, vive, ama, sorri e faz proveito da vida, hoje estás cá bem, amanhã não saberás.
        Nem sempre nos sentimos bem connosco e com os outros à nossa volta. Nem sempre a vida nos dá bons motivos para sorrirmos e ficarmos alegres, nem sempre tudo corre como planeamos ou queremos, e é nisso tudo que nos devemos centrar. Habituamo-nos a viver, a não passar pela vida mas sim em viver o presente, o momento, o agora e aproveitá-lo ao máximo. Viver parece simples, fácil, algo banal, mas acredite que isso é uma completa ilusão, a vida é bem dura, e só sabe isso quem passa realmente por determinados problemas e situações, o outro ao nosso redor por mais que se tente colocar no nosso lugar, nunca terá a perspectiva, as sensações, o viver, o saber exaustivo, como de quem passou por aquela fase, problema ou situação na sua vida diária!

         :)
        « Última modificação: 16 de Maio de 2013 por SuperMan-SuperWords »
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          Offline nevertoolatetobehappy

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          Os meus pais desde Dezembro de 2012 que descobriram o meu segredo e desde ai, as coisas cá por casa (além de já não estarem bem na altura) pioraram e muito. Eu não me assumi directamente, a minha mãe é que descobriu o meu segredo que eu guardava e tencionava esconder por mais algum tempo, de uma forma desastrosa.

          Peço desculpa pelos termos usados, desde já. Passo a contar: estava eu um dia na sala sozinho, e como estava sozinho aproveitei para ver umas fotos de rapazes (estando estes nus), e desde já sei que não deveria ter tido tal atitude e estou muito arrependido disso, mas neste momento já não serve de nada, depois não sei como foi, a certa altura a minha mãe apareceu por trás do sofá e viu o que eu estava a fazer. A primeira reacção dela foi ficar em choque, e depois disse-me: "Há que é isso que estas para aí a ver?”, que pouca vergonha , és a vergonha da família, não tens vergonha de ser assim, não faças eu e teu pai passar vergonhas, pelo teu irmão não faças uma coisa dessas. Irmão este que não se encontra com vida, morreu a nascença e é inadmissível os meus pais usarem o meu irmão como estratégia para “me demover da ideia de ser gay”, infelizmente eles pensam assim. Foi piorando ainda mais, “Ah tu só gostas é de levar no c*, tu não prestas, és tonto, és uma vergonha; e quem foi que te meteu isso na cabeça?” Depois minha mãe fez questão de fazer chegar a história a outras pessoas da família e desde então tudo “mete a colher onde não deve”, todos metem as culpas em cima de mim, de tudo o que acontece, e eu que me vá aguentando no meio de uma família sendo ela totalmente contra a homossexualidade e preconceituosa, todos me rebaixam, os meus pais não me respeitam sou eu a lutar sozinho, só com a ajuda de alguns amigos, contra toda a minha família. Para todos; isto é uma fase, amanhã é o dia D e tudo muda; estou confuso, não sei o que quero da vida; sou muito novo, tenho de esperar pelos 30 anos e para ai decidir; são algumas das reacções dos meus pais e de familiares. Para os meus pais, nem me podem ver com amigos, mal sonham eles que costumo sair com alguns rapazes, digo sempre que vou com raparigas, mas odeio fingir aquilo que não sou, simplesmente por causa de agradar outros, detesto mesmo ter de fazer tal papel, custa-me muito, sinto-me revoltado com tudo isso.

          Depois existem pessoas que ainda tem o completo descaramento de perguntar porque me sinto revoltado, porque reajo assim, porque tenho esta atitude ou aquela, não me compreendem por nada juro, essas pessoas de família fazem essas perguntas e além disso, ainda se fazem de desentendidas quando confrontadas com a verdade e tentam dar a volta a tudo, é exactamente o que já aconteceu em algumas consultas de pedopsiquiatria, fico sempre como o “mau da fita”. Falam todos da minha vida como se soubessem dela, mas não sabem porque se realmente soubessem não era garantido estarem vivos de momento, tenho tanta mágoa e dor cá dentro, um grande vazio, sinto-me incompleto, tenho falta de amor e carinho, tenho falta de alguém que me ame e a quem possa dar amor, que me ame, que me respeite, que me aceite, que me compreenda, ….

          Outra situação quanto aos meus pais, é frequente fazer-se comentários do género: “Homens são homens, não são gatos”, “Uma pessoa por ter uma tatuagem, piercing, gostar de homens ou mulheres, não é considerada sociedade nenhuma, é a coisa mais horrível que existe, é a podridão do mundo”, “Isso não são pessoas, não são nada!”. A minha mãe inclusive já ficou contra uma psicóloga minha por esta ter-lhe dito a verdade na cara que não me estava a aceitar, devido aos factos e às atitudes que a minha mãe apresentou, a minha mãe saiu do consultório danada, argumentando que ia processar a psicóloga, que não tinha sido bem atendida, pois eu acabei por ter uma discussão feia com ela, à frente da psicóloga, pois já não aguentava mais o que sentia, e deitei tudo cá para fora.

          As coisas não são nada fáceis para mim, não sei o que mais hei-de fazer, como lido com pessoas assim, sei que são meus pais e lutaram muito para estar aqui, mas houve e há atitudes deles que me revolta imenso, as vezes chego a pensar que eles não me merecem como seu filho, tratando-me como me tem tratado nos últimos tempos, a minha vida tem sido um “inferno em brasas”, os meus pais também já me levaram a sítios de astrologia outros, a fim de fazer ver, de me impor que não sou homossexual e que estou errado, que o problema está na minha mente, que isto foram coisas que me meteram na cabeça, que eu tou a agir como eu não sou, e que mais tarde hei-de me arrepender profundamente, e mais tanta conversa fiada, não acredito em nada disso, eu sei o que sou, já desde algum tempo, sei o que sinto (já tive inclusive várias vezes com um rapaz, e é com isso que me sinto bem, raparigas não me dizem nada) e isso não me demove, apenas me irrita e me faz sentir mais revoltado, mal, e com raiva com pais e família que tenho. A minha mãe e o meu pai são muito homofóbicos e preconceituosos, tenho uma família em que é tudo assim, só tenho o apoio de alguns amigos, muito poucos, mas mesmo assim não é nada fácil de eu suportar tudo....com esta grande cruz às costas!

          A minha relação com os meus pais é um completo desastre eles não me aceitam, não respeitam nem tem consideração por aquilo que sou, não gostam que eu faça as minhas coisas, tenho que ser e viver como eles querem, no fundo quem escolhe o tipo de vida para mim são eles, mas eu sendo a pessoa que sou não dou o braço a torcer, sou aquilo que sou, gostem ou não. Caramba não me deixam fazer nada, desde que os meus pais e o resto das pessoas sabem, a minha vida tornou-se cada vez mais infernal, além de já o ser antes, dado que a relação com eles já não está bem praticamente há dois anos, e fui sempre aguentando aqui e ali, mas agora chegou o fim, não suporto mais, acabou-se!!!

          Não consigo de nenhuma forma conviver com os meus pais, nem com esta família, mas não consigo enxergar-lhes a cara, tendo eles feito aquilo que já fizeram, é absurdo e inadmissível para mim aceitar as desculpas disso, mesmo sendo, com “os nervos em franja”, de cabeça quente, magoou profundamente, a minha própria mãe chegou-me a dizer: “É melhor pegares numa arma e matares os meus próprios pais, assim já ficas livre de nós, já que é isso que queres! É melhor isso do que dizeres que és p********!”

          Como já referi antes, desde que os meus pais souberam da minha orientação sexual (homossexualidade) que o ambiente cá por casa tem sido um caus, depois familiares metem-se ao baralho e todos quando confrontados com a verdade negam tais factos e situações que me fazem passar, ficando eu como o "mau da fita", e por acaso uma das situações recentes foi a minha actual psiquiatra dar praticamente a razão toda aos meus pais e em ter-me perguntado se ainda tinha dúvidas em relação à orientação sexual, numa altura destas, tudo por causa que a minha mãe tem uma mania: "Ah só por uma ter-te dado com os pés tu viras-te." e não entende, de modo nenhum o facto de me assumir como homossexual, para ela isso dá tempo, só por volta dos trinta o devo fazer, depois de ter curso tirado e vida feita, não posso segundo eles aproveitar o agora, o momento", Do ponto de vista deles, eu comporto-me  mal, trato-os mal, ando metido em drogas e coisas semelhantes, mas não é nada assim, as pessoas ao me dizerem certas coisas e ao estarem sempre a tocar no assunto e a falar de raparigas incomoda-me imenso, muito mesmo, já não suporto e acho que quem  precisa de mais ajuda neste momento são os meus pais do que eu, pois estes ainda não caíram em si, e se aperceberam que a situação é bem real e que isto é algo que já vem dentro de mim desde que nasci, só que se desperta mais tarde, durante a adolescência, fase pela qual ainda estou a passar, não só não estão a aceitam bem como não me respeitam, por vezes tem atitudes inadmissíveis que não são de nenhuns pais terem para com os filhos, e de facto junto ao que tenho passado na escola, já fui humilhado, difamado e mais uma série de coisas, já sofri de bullying durante anos, sai recentemente de uma depressão, e o meu estado emocional, ainda muito bom tem estado, e admiro-me e gosto de mim tal como sou, aceito-me sem complexos, admiro em mim ter uma capacidade sem fim para continuar a lutar dia após dia, contra tudo e todos. Não tem sido nada fácil a minha vida desde o nascimento, tenho passado por tamanhas situações bastante complicadas mas sempre tenho vencido na vida, vivendo um dia de cada vez, hoje não está bem, amanhã há-de ficar!

          Preciso imenso de ajuda, mas o mais importante mesmo muito importante agora é o seguinte:
          -  Eu de momento encontro-me no 11º ano, no curso Tecnológico de Informática, prestes a terminar o mesmo, os meus planos eram acabar o 12º ano do respectivo curso e depois ingressar no curso de Informática e Gestão de Empesas no ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa), porém ontem após uma pesquisa de cursos na internet deparei-me com a página de um instituto o ISTEC ( Instituto Superior de Tecnologias Avançadas) com um curso  CET (Curso de Educação Tecnológica) de Gestão de Redes e Sistemas Informáticos, o qual de me fornece a equivalência ao 12º ano, e com estágio garantido bem como equivalência do primeiro ano da licenciatura em Informática, a qual planeio seguir, sendo assim com essa equivalência, transito para o segundo ano da licenciatura e dispenso a realização do exame para efectuar a entrada no mesmo, no meu caso entro no curso, de acordo com os regimes especiais existentes. E isso é excelente e é de aproveitar!
          De momento tenho 17 anos, está é uma oportunidade ÚNICA, a qual não quero desperdiçar por nada. O meu sonho é viver noutro sítio, agora encontro-me a viver na Madeira, estou saturado, farto de estar cá, das pessoas, do ambiente, preciso de uma mudança, de novos ares, outro local, novas pessoas, esquecer os problemas do passado e começar uma vida nova diferente, o problema está em como hei de confrontar os meus pais com esta nova realidade, não sei de que maneira os abordar, quero que confiem em mim e me deixem ir, e no fundo percebam que no fundo é o melhor para mim, depois de tudo o que tenho passado cá na ilha, tem sido horrível. Os meus pais ultimamente não tem confiança em mim, pensam que ando nas drogas, que ando com más pessoas, mas nada disso é verdade gostaria de voltar a poder a ter essa confiança deles de volta, só não vejo é como a poderei obter, pois são eles que me irão sustentar enquanto estiver em Lisboa a estudar.
          Sei que os meus pais provavelmente como são, irão logo argumentar contra a minha ida para Lisboa, com argumentos do tipo "Vais ter com quem?", "Tens lá rapazes à tua espera", "Tu não tens idade para ir", etc. Eles muito dificilmente irão perceber a minha vontade, as minhas razões e o desejo de me mudar desta ilha para Lisboa, preciso de ajuda nesse sentido a fim de pôr alguém a conversar com eles e a explicar-lhes o quanto é importante para mim concretizar este sonho. A minha mãe tem um feitio muito difícil, já lhe falei da AMPLOS, mas ela não ficou nada agradada com o assunto, a resposta dela foi: " Já te disseram tantas coisas boas para pores na cabeça, por favor André!".

          Eles, a família e outros nem fazem ideia de como eu tenho andado, é problemas na escola que tenho tido, calhei numa turma que não presta para nada, já gozaram de mim e me difamaram por tudo e mais alguma coisa…às vezes só me apetece mesmo é desistir de tudo, mas vou lutando dia após dia, com forças vindas nem sei de onde. Quero muito ter uma vida diferente, quero recomeçar do zero, eu sou um rapaz que tem muita falta de amor e carinho, quero recomeçar a minha vida fora daqui (em Lisboa), fora desta maldita ilha.

          Eu, já estive com uma depressão, saí recentemente dela, cheguei a ter pensamentos de suicídio, e o meu maior medo é voltar ao mesmo com este caus de situação que tenho vivido no dia-a-dia, pelo que vejo vou dar em maluco e cair no mesmo buraco sem fundo outra vez, se isto continua assim. Ajudem-me a ir para Lisboa, é o que mais quero,  e preciso neste momento, preciso de mudanças na minha vida, chega de sofrer aqui nesta ilha, por favor!!!!

          Preciso da vossa ajuda para saber como hei de confrontar os meus pais com este meu desejo enorme e sonho de ir para este curso e para Lisboa, e ainda vou provar a muita gente que sou uma grande pessoa, melhor daquela imagem que já tem de mim, boa ou má.

          Obrigada pela atenção,
          SuperMan-SuperWords


          Olá André,

          Antes de mais, não estás sozinho! Repete para ti: "não estou sozinho"! Segundo, és uma pessoa que merece ser amada e respeitada pela pessoa que és, independentemente da tua orientação sexual! Repete para ti: "mereço ser amado e respeitado pela pessoa que sou"!

          A imagem que os outros têm de nós reflecte muitas vezes demónios escondidos, sentimentos recalcados, preconceitos que vêm desde criança. A imagem que os teus pais, amigos e conhecidos têm de ti são o reflexo da educação e integração que eles tiveram na sociedade, e não devem ser julgados por isso, porque foram "moldados" para pensar assim. Contudo e friso agora a importância do que vou dizer a seguir, não é admissível tratarem-te como alguém que já não merece amor, só porque és gay!!! Mereces (e vais ter, estou certo) muito mais respeito e amor do que tens tido!!!

          Somos sempre mais fortes do que aquilo que pensamos. E tu também és mais forte do que pensas ser, porque vais ultrapassar isto. Tens e terás sempre quem te ajude!! Não estás sozinho!! Suicídio é uma palavra que deves eliminar para sempre da tua cabeça, pois para o bem ou mal somos aquilo que pensamos, por isso não penses em suicídio! Demasiadas vidas foram ceifadas devido à intolerância, ao ódio e depressão. Por favor, acredita que és uma pessoa fantástica e que tirar a tua vida seria estares a desistir desta oportunidade única que é a vida. Se alguma vez estiveres a pensar liga ao teu melhor amigo, envia uma mensagem para aqui, telefona para uma linha de apoio, faz qualquer coisa que te tire LOGO desse estado. Promete-me isso! Promete-me que independentemente do que aconteça, mereces viver!

          Li o teu texto e fiquei bastante comovido. Lamento profundamente os comentários que tens ouvidos dos teus pais. Lamento profundamente a depressão que tiveste. Lamento imenso toda a pressão e humilhação que tens sentido. Não mereces isso, mereces muito mais, mereces ser feliz aceitando como és e com orgulho disso. E tens esse orgulho, já te aceitaste como és. Já deste o passo mais difícil!

          Neste momento acho que a tua melhor solução seria falar com alguém em quem confies mesmo (mas confies mesmo mesmo), que conheça a tua situação e que saiba dar uma ajuda de forma a tentares analisar com algum sangue frio as tuas opções, pois é fácil sermos toldados pelas emoções.

          Pelo que disseste o ambiente na Madeira é mau e que precisas de uma mudança. Estou 100% de acordo contigo quanto à mudança. Eu estive 12 anos (dos 15 aos 27) da minha vida a negar quem era, a negar que era gay e digo-te que o meu "coming out" foi das melhores (senão mesmo a melhor) decisão da minha vida, pois a negação foi o maior erro da minha vida. Temos medo de aceitarmos aquilo que lá no fundo sabemos ser verdade. Temos medo de perder a família, os amigos, da sociedade nos abandonar e afastar. Temos medo de sermos expulsos de casa e de sermos excluídos na escola. Temos medo e o medo paralisa. Eu passei por tudo isso e compreendo-te perfeitamente e eles não podem simplesmente dizer "já não te quero".

          Mas há esperança. Há sempre esperança, nunca te esqueças disso, porque enquanto estamos vivos estamos sempre a tempo de mudar, sempre.

          A melhor coisa que podes fazer agora é viveres o momento e não esperares pelos 30 anos, porque eu próprio estava a caminhar nesse sentido e acredita que a mágoa do tempo que perdi é algo muito difícil de aceitar. Não podes escolher a tua orientação sexual, mesmo que a mesma seja fluída - se neste momento tens atracção pois rapazes, deves ter relacionamento com rapazes. Tens seguido o teu coração.

          Relativamente à tua relação com os teus pais, acho que eles precisam de tempo para te aceitar como és. Infelizmente nem todos os pais aceitam filhos/filhas LGBT. No teu caso já fizeste muito para que eles tivessem acesso a informação rigorosa sobre LGBT e só isso demonstra que és o filho que qualquer pai merece ter. Se os teus pais não te aceitam, te insultam, te rebaixam, então a melhor coisa que tens a fazer é continuares a seres e defender quem és. E entretanto pensares como poderás sair de casa dos teus pais, caso a situação chegue ao ponto limite. Não sei se podes socorrer-te de instituições para te ajudarem a saíres de casa dos pais, pois para já ainda estás sobre dependência deles.

          Por isso, agora precisas de um plano. A meu ver acho que devias acabar o 12º ano e depois convencer os teus pais a que fiques em Lisboa da seguinte forma: ao saíres de casa deles estás a procurar melhorar a tua educação, formares-te numa boa faculdade e assim ter um futuro mais risonho, aqui ou lá fora. Não só é bom para a tua educação como é bom para os teus pais, porque assim eles iriam ter mais do que tempo para pensar no que pode mudar na vossa relação.

          Adicionalmente acho que devias tentar trabalhar enquanto estudas, nem que seja só pela experiência (neste caso, seria mais por dinheiro, mas não importa).

          Não prejudiques é aquilo que precisas mesmo de manter: a tua educação. É ela que te vai dar bases para seres independente e seguires a tua vida.

          Quanto aos CET's tens informação neste fórum: http://forum.zwame.pt/showthread.php?t=728125&page=2. Pelo que percebi é bom principalmente aqui em Portugal e para quem não pretende seguir ensino superior. Atenção que lá fora, pelo que li, os CET's não são reconhecidos, apenas os graus do ensino superior. Parece-me que o 12º é melhor para ti, via geral ou profissional.

          Eu de momento estou em Lisboa (vim do Porto desde Outubro do ano passado) e no que puder terei todo o gosto em ajudar na tua possível mudança para aqui, nem que seja em indicar-te a melhor forma de encontrar casa ou casas por habitar. Além disso e sempre que puder, estarei disponível para te ajudar nesta fase (lembra-te, é uma fase!) por que estás a passar, via fórum ou até para falar contigo.

          André, tu és forte. És uma boa pessoa, mereces ser feliz e vais conseguir sair desta situação.
          Nunca estarás sozinho, nunca estarás sozinho, nunca estarás sozinho!

          Abraços,
          Tiago.
          « Última modificação: 16 de Maio de 2013 por nevertoolatetobehappy »
            "Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light not our darkness that most frightens us."

            Já não sei o que fazer....
            #5

            Offline SuperMan-SuperWords

            • ***
            • Membro Total
            • Género: Masculino
            • Ser ou não ser, eis a questão! :)
              • O meu mundo
            Olá André,

            Antes de mais, não estás sozinho! Repete para ti: "não estou sozinho"! Segundo, és uma pessoa que merece ser amada e respeitada pela pessoa que és, independentemente da tua orientação sexual! Repete para ti: "mereço ser amado e respeitado pela pessoa que sou"!

            A imagem que os outros têm de nós reflecte muitas vezes demónios escondidos, sentimentos recalcados, preconceitos que vêm desde criança. A imagem que os teus pais, amigos e conhecidos têm de ti são o reflexo da educação e integração que eles tiveram na sociedade, e não devem ser julgados por isso, porque foram "moldados" para pensar assim. Contudo e friso agora a importância do que vou dizer a seguir, não é admissível tratarem-te como alguém que já não merece amor, só porque és gay!!! Mereces (e vais ter, estou certo) muito mais respeito e amor do que tens tido!!!

            Somos sempre mais fortes do que aquilo que pensamos. E tu também és mais forte do que pensas ser, porque vais ultrapassar isto. Tens e terás sempre quem te ajude!! Não estás sozinho!! Suicídio é uma palavra que deves eliminar para sempre da tua cabeça, pois para o bem ou mal somos aquilo que pensamos, por isso não penses em suicídio! Demasiadas vidas foram ceifadas devido à intolerância, ao ódio e depressão. Por favor, acredita que és uma pessoa fantástica e que tirar a tua vida seria estares a desistir desta oportunidade única que é a vida. Se alguma vez estiveres a pensar liga ao teu melhor amigo, envia uma mensagem para aqui, telefona para uma linha de apoio, faz qualquer coisa que te tire LOGO desse estado. Promete-me isso! Promete-me que independentemente do que aconteça, mereces viver!

            Li o teu texto e fiquei bastante comovido. Lamento profundamente os comentários que tens ouvidos dos teus pais. Lamento profundamente a depressão que tiveste. Lamento imenso toda a pressão e humilhação que tens sentido. Não mereces isso, mereces muito mais, mereces ser feliz aceitando como és e com orgulho disso. E tens esse orgulho, já te aceitaste como és. Já deste o passo mais difícil!

            Neste momento acho que a tua melhor solução seria falar com alguém em quem confies mesmo (mas confies mesmo mesmo), que conheça a tua situação e que saiba dar uma ajuda de forma a tentares analisar com algum sangue frio as tuas opções, pois é fácil sermos toldados pelas emoções.

            Pelo que disseste o ambiente na Madeira é mau e que precisas de uma mudança. Estou 100% de acordo contigo quanto à mudança. Eu estive 12 anos (dos 15 aos 27) da minha vida a negar quem era, a negar que era gay e digo-te que o meu "coming out" foi das melhores (senão mesmo a melhor) decisão da minha vida, pois a negação foi o maior erro da minha vida. Temos medo de aceitarmos aquilo que lá no fundo sabemos ser verdade. Temos medo de perder a família, os amigos, da sociedade nos abandonar e afastar. Temos medo de sermos expulsos de casa e de sermos excluídos na escola. Temos medo e o medo paralisa. Eu passei por tudo isso e compreendo-te perfeitamente e eles não podem simplesmente dizer "já não te quero".

            Mas há esperança. Há sempre esperança, nunca te esqueças disso, porque enquanto estamos vivos estamos sempre a tempo de mudar, sempre.

            A melhor coisa que podes fazer agora é viveres o momento e não esperares pelos 30 anos, porque eu próprio estava a caminhar nesse sentido e acredita que a mágoa do tempo que perdi é algo muito difícil de aceitar. Não podes escolher a tua orientação sexual, mesmo que a mesma seja fluída - se neste momento tens atracção pois rapazes, deves ter relacionamento com rapazes. Tens seguido o teu coração.

            Relativamente à tua relação com os teus pais, acho que eles precisam de tempo para te aceitar como és. Infelizmente nem todos os pais aceitam filhos/filhas LGBT. No teu caso já fizeste muito para que eles tivessem acesso a informação rigorosa sobre LGBT e só isso demonstra que és o filho que qualquer pai merece ter. Se os teus pais não te aceitam, te insultam, te rebaixam, então a melhor coisa que tens a fazer é continuares a seres e defender quem és. E entretanto pensares como poderás sair de casa dos teus pais, caso a situação chegue ao ponto limite. Não sei se podes socorrer-te de instituições para te ajudarem a saíres de casa dos pais, pois para já ainda estás sobre dependência deles.

            Por isso, agora precisas de um plano. A meu ver acho que devias acabar o 12º ano e depois convencer os teus pais a que fiques em Lisboa da seguinte forma: ao saíres de casa deles estás a procurar melhorar a tua educação, formares-te numa boa faculdade e assim ter um futuro mais risonho, aqui ou lá fora. Não só é bom para a tua educação como é bom para os teus pais, porque assim eles iriam ter mais do que tempo para pensar no que pode mudar na vossa relação.

            Adicionalmente acho que devias tentar trabalhar enquanto estudas, nem que seja só pela experiência (neste caso, seria mais por dinheiro, mas não importa).

            Não prejudiques é aquilo que precisas mesmo de manter: a tua educação. É ela que te vai dar bases para seres independente e seguires a tua vida.

            Quanto aos CET's tens informação neste fórum: http://forum.zwame.pt/showthread.php?t=728125&page=2. Pelo que percebi é bom principalmente aqui em Portugal e para quem não pretende seguir ensino superior. Atenção que lá fora, pelo que li, os CET's não são reconhecidos, apenas os graus do ensino superior. Parece-me que o 12º é melhor para ti, via geral ou profissional.

            Eu de momento estou em Lisboa (vim do Porto desde Outubro do ano passado) e no que puder terei todo o gosto em ajudar na tua possível mudança para aqui, nem que seja em indicar-te a melhor forma de encontrar casa ou casas por habitar. Além disso e sempre que puder, estarei disponível para te ajudar nesta fase (lembra-te, é uma fase!) por que estás a passar, via fórum ou até para falar contigo.

            André, tu és forte. És uma boa pessoa, mereces ser feliz e vais conseguir sair desta situação.
            Nunca estarás sozinho, nunca estarás sozinho, nunca estarás sozinho!

            Abraços,
            Tiago.


            Obrigado pelas tuas palavras Tiago!!!
            É verdade tens a mais completa razão nas coisas que disseste...quanto aos pensamentos de suicídio, aos pais e tudo isso...preciso do plano e de que maneira :) acredita não vou deixar-se esta oportunidade que tenho de entrar e realizar este curso desperdiçar-se, vou ter uma grande conversa com eles e fazer-lhes (aos meus pais) ver que é o meu futuro que está em causa, e que é esta escolha que eu realmente quero. Espero que me apoiem na decisão, e vou dizer que a minha amiga vai comigo e vai tomar conta de mim, e que não há problemas, que sou responsável e que vai correr tudo bem, que eles podem me ligar quando quiserem, que não é preciso terem receio de me deixar ir ... e, mesmo que eles não me apoiem na escolha, eu vou na mesma, pois não vou deixar uma oportunidade destas perder-se, por nada nem ninguém!
            Claro que financeiramente eles são obrigados a me sustentar, e de certeza que não me querem ver sem nada!
            Quanto ao curso CET, obrigado pelo fórum, vou mesmo ingressar nele.
            Obrigado por estares aqui para apoiar e pelas tuas palavras confortantes, claro é bom saber isso qualquer coisa que eu preciso eu contacto-te via MP, e sei que não estou sozinho, porém as vezes me aperceba que fisicamente ainda não encontrei aquela pessoa especial, e não vou esperar pelos 30, é a pior coisa que poderia fazer, vou aproveitar o momento, o presente.
            O meu percurso de vida tem sido bastante acentuado, por diversos períodos, a minha vida tem cada história, que dava um grande livro, um filme e uma telenovela. É muito bom ver estas palavras, pois sou um grande vencedor, se não o fosse não estaria cá no mundo hoje, pois passei por muitas complicações à nascença, tive muitas vezes entre a vida e a morte, não foi fácil....
            Aqui fica um blogue meu, http://superman-superwords.blogspot.pt/ se te interessares por conhecer mais das coisas que cá falei anteriormente.

            Por muito má que seja a nossa vida temos de a encarar com um sorriso no rosto, erguer a cabeça e seguir em frente sempre. Devemos de agir assim em tudo o que nos acontece, o dia acabará por passar, as feridas sararão, e as mágoas se esquecerão por entre as páginas do passado bem ausente, a vida continua. O que mais importa é o presente, porque o futuro, esse, há-de vir! As coisas boas hão-de chegar, não podemos é desistir de lutar para que essas coisas cheguem e que venham elas prontas para ficar e mudar a nossa vida!
            Existem momentos na vida que nos fazem fortalecer e crescer, em pessoa e em ser .... também é uma forma de vermos que provavelmente está na altura de mudar, mas também que nem tudo é mau na vida, simplesmente o que é mau por vezes nos dá o rumo para os caminhos certos, é como que se acordássemos depois de um sono profundo!

            OBRIGADO DO FUNDO DO CORAÇÃO MESMO! :D
            « Última modificação: 16 de Maio de 2013 por SuperMan-SuperWords »
              "Ser ou não ser, eis a questão!"
              SuperMan-SuperWords :)

              Já não sei o que fazer....
              #6

              Offline theone111

              • *****
              • Membro Ultra
              • Género: Masculino
              Boas.

              Apesar de já tudo ter sido dito, não posso deixar de expressar a minha solidariedade pela "vida que tens levado". Quando os pais, que supostamente deveriam estar lá para tudo nos falham, resta muito pouco onde agarrar... E para isso, estamos cá nós.

              Uma opinião pessoal, não é de facto o caminho mais fácil de se percorrer, mas acredito que deverias terminar o 12º, ou mesmo ingressar num CET ainda na Madeira. E apenas depois disso, prosseguir estudos em Lisboa...

              Para ser meigo com as palavras, os teus pais ainda estão a digerir a notícia (pelos vistos demora)... Ao querer sair agora enquanto estão chateados contigo, acredito que apenas leves um NÃO, sem qualquer tipo de explicação. Deixa-os adaptar.

              É complicado para mim sugerir que te mantenhas nesse inferno por mais tempo, mas acredito que a situação tende a amenizar com o tempo. Dentro de alguns meses os teus pais já terão assimilado a notícia, o que tornará a mudança mais fácil e menos dolorosa para todas as partes.


              Enquanto esperas, 2 ou 3 conselhos. Tenta conhecer gente. Não estando os pais, é sempre bom ter um porto seguro. Muda de psicologa e não aceites ser responsabilizado por essa alegada "doença". Além de não ser culpa tua, não é simplesmente errado. No site PortugalGay deverás ter uma lista de psicólogos em quem podes confiar. Outras utilizadores madeirenses poderão também ajudar-te na escolha de outro.

              Não mudando de psicóloga, evita ir a essa acompanhado pelos pais. Uma psicologa imparcial não te culparia de nada!

              Entretanto, para qualquer desabafo, em nome da comunidade informo, Estamos Aqui. Não estás sozinho.


              Na falta de melhor, um abraço virtual
              Vai tudo correr bem.



              EDIT: Errei... A lista que falei pertence na verdade à Associação, não ao PortugalGay... Não me pareceu encontrar locais recomendados na Madeira. Vamos aguardar que apareça um madeirense simpático com um contacto ;)
              « Última modificação: 19 de Maio de 2013 por theone111 »
                E acredita, a vida é bastante melhor com bolachas! lol

                Já não sei o que fazer....
                #7

                Offline ffmiranda86

                • *
                • Novo Membro
                • Género: Masculino
                André de facto é uma situação complicada. E de facto em certas localidades certamente as mentalidades são muito retardadas (nao querendo ofender os teus pais).
                Eu vivi também uma situação complicada, não sou 100% assumido, a minha mãe e o meu padrasto descubriram quando o meu padrasto viu o meu carro a passar sendo conduzido por outra pessoa que nao eu e desconfiaram logo e quando questionado pela minha mãe eu confirmei a situação.
                Ainda hoje as coisas não estão boas, a minha relação com o meu padrasto é nula, a minha mãe começou agora a mentalizar-se. As coisas com calma é que se resolvem, e certas coisas e em algumas pessoas demoram o seu tempo.

                Em relação em mudares de cidade, como já foi aqui referido é talvez uma hipotesse muito inconveniente, isto porque, os teus país amam-te, apesar de pensares o contrario. Acredito que estejas numa altura da tua vida que estás prestes a rebentar, mas olha, eu costumo dizer que se a vida fosse facil não tinha a mesma piada.

                Em relação a tua turma, certamente terás uma diretora de turma, e ela caso ainda não tenhas falado com ela, tem o dever de te ouvir e ajuar-te nessa situação, assim como poderá pedir para teres acompanhamento psicologo escolar.

                Ja tentas-te ter uma conversa com eles? Ja alguma vez pedis-te a eles para te ouvirem e não argumentarem enquanto não disseres tudo o que tens a dizer?
                  Fábio Miranda

                  Já não sei o que fazer....
                  #8

                  Offline SuperMan-SuperWords

                  • ***
                  • Membro Total
                  • Género: Masculino
                  • Ser ou não ser, eis a questão! :)
                    • O meu mundo
                  Boas.

                  Apesar de já tudo ter sido dito, não posso deixar de expressar a minha solidariedade pela "vida que tens levado". Quando os pais, que supostamente deveriam estar lá para tudo nos falham, resta muito pouco onde agarrar... E para isso, estamos cá nós.

                  Uma opinião pessoal, não é de facto o caminho mais fácil de se percorrer, mas acredito que deverias terminar o 12º, ou mesmo ingressar num CET ainda na Madeira. E apenas depois disso, prosseguir estudos em Lisboa...

                  Para ser meigo com as palavras, os teus pais ainda estão a digerir a notícia (pelos vistos demora)... Ao querer sair agora enquanto estão chateados contigo, acredito que apenas leves um NÃO, sem qualquer tipo de explicação. Deixa-os adaptar.

                  É complicado para mim sugerir que te mantenhas nesse inferno por mais tempo, mas acredito que a situação tende a amenizar com o tempo. Dentro de alguns meses os teus pais já terão assimilado a notícia, o que tornará a mudança mais fácil e menos dolorosa para todas as partes.


                  Enquanto esperas, 2 ou 3 conselhos. Tenta conhecer gente. Não estando os pais, é sempre bom ter um porto seguro. Muda de psicologa e não aceites ser responsabilizado por essa alegada "doença". Além de não ser culpa tua, não é simplesmente errado. No site PortugalGay deverás ter uma lista de psicólogos em quem podes confiar. Outras utilizadores madeirenses poderão também ajudar-te na escolha de outro.

                  Não mudando de psicóloga, evita ir a essa acompanhado pelos pais. Uma psicologa imparcial não te culparia de nada!

                  Entretanto, para qualquer desabafo, em nome da comunidade informo, Estamos Aqui. Não estás sozinho.


                  Na falta de melhor, um abraço virtual
                  Vai tudo correr bem.



                  EDIT: Errei... A lista que falei pertence na verdade à Associação, não ao PortugalGay... Não me pareceu encontrar locais recomendados na Madeira. Vamos aguardar que apareça um madeirense simpático com um contacto ;)

                  Muito obrigado pela vossa solidariedade, de facto em me querer ajudar.
                  Exacto.... obrigada pelos conselhos e as coisas já se estão mais ou menos a compor, recentemente recebi um feedback da AMPLOS em ajuda ao meu problema. :)

                  André de facto é uma situação complicada. E de facto em certas localidades certamente as mentalidades são muito retardadas (nao querendo ofender os teus pais).
                  Eu vivi também uma situação complicada, não sou 100% assumido, a minha mãe e o meu padrasto descubriram quando o meu padrasto viu o meu carro a passar sendo conduzido por outra pessoa que nao eu e desconfiaram logo e quando questionado pela minha mãe eu confirmei a situação.
                  Ainda hoje as coisas não estão boas, a minha relação com o meu padrasto é nula, a minha mãe começou agora a mentalizar-se. As coisas com calma é que se resolvem, e certas coisas e em algumas pessoas demoram o seu tempo.

                  Em relação em mudares de cidade, como já foi aqui referido é talvez uma hipotesse muito inconveniente, isto porque, os teus país amam-te, apesar de pensares o contrario. Acredito que estejas numa altura da tua vida que estás prestes a rebentar, mas olha, eu costumo dizer que se a vida fosse facil não tinha a mesma piada.

                  Em relação a tua turma, certamente terás uma diretora de turma, e ela caso ainda não tenhas falado com ela, tem o dever de te ouvir e ajuar-te nessa situação, assim como poderá pedir para teres acompanhamento psicologo escolar.

                  Ja tentas-te ter uma conversa com eles? Ja alguma vez pedis-te a eles para te ouvirem e não argumentarem enquanto não disseres tudo o que tens a dizer?

                  Pois compreendo a tua situação ....
                  Estou mesmo numa altura prestes a rebentar mesmo....ainda falta outra parte da história a contar, o que se passou mais comigo aqui na ilha, explicando o desejo de querer mudar de cidade e ir para Lisboa.

                  Bem é o seguinte:
                   Tenho passado por cada coisa desde pequeno, perdi o meu irmão à nascença e desejava muito que ele estivesse aqui comigo, ao menos tinha quem me confortar e apoiar! Estive várias vezes entre a vida e a morte e não foi nada fácil de estar cá hoje no mundo, vivo, sobrevivi a muito custo e graças à minha pediatra que me salvou e me deu vida! Isso marca-me imenso e choca-me porque é que tenho uma vida inteira de sofrimento desde pequeno até agora!
                  Já passei por dezenas de problemas, fui um bebé muito forte para conseguir estar cá hoje quase "perfeito", pois tive uma paralisia cerebral mas felizmente correu tudo bem e são mínimas as sequelas que apresento.
                  Depois na escola comecei a sofrer de bullying por parte dos colegas de turma, fizeram-me mil e uma coisas, desde o 5* ao 9* anos passei tempos horríveis, sofri sozinho, não tive ninguém do meu lado, não tive quem me ajudasse na hora que mais necessito, guardei tudo para mim, passei a sofrer sozinho, só quando já não aguentei mais um dia cheguei a casa e contei tudo a minha mãe! Ela foi à escola falou com a minha directora de turma e de nada resolveu continuei a ser gozado, espezinhado, maltratado, conhecido pela escola inteira, etc. Desde o 7* ano que já queria mudar de escola e minha mãe sempre disse que não, ate que no 9* ano aí sim mudei de escola de passei a estudar no Funchal em vez de Machico.
                  No início, tudo parecia estar bem mas a certa altura recomeçou o tormento, cheguei a ser ameaçado na escola por colegas da minha própria turma com uma navalha e um isqueiro, depois também entraram no meu facebook e publicaram que era homossexual e que um amigo meu tinha me ajudado a assumir a minha homossexualidade perante todos, reagi muito mal perante tal coisa... Mais uma vez não contei nada aos meus pais, depois de tanto sofrer e do medo que tinha que me fizessem mal fora da escola, resolvi ficar calado, tornei-me numa pessoa fria, distante de tudo.
                  Presentemente, no 11* ano o inferno voltou, desta vez foi bem pior, notaram que eu gostava de rapazes, passaram a gozar de mim, a por piones nas cadeiras onde me sentava, e foi um tormento, mais uma vez a minha mãe não faz a plena ideia do que se passa, não lhe quero contar por nada, sei que vai dizer que a culpa é toda minha de estar nesta situação! A minha turma não tem ninguém que preste, o único amigo que tinha na turma difamou-me por toda a escola e inventou boatos sobre mim, passei realmente um mau bocado!
                  Já não me basta o que se passa em casa, ainda em todo o sitio que tenho passado desde há dois anos para cá! Não aguento deveras ficar mais um ano cá na Madeira, não quero voltar para a mesma escola, para a mesma turma novamente, não quero sofrer mais um ano, às vezes falto as aulas por já estar farto das coisas todas e não querer nada aturar a minha turma !
                  Não resolve de nada ter uma conversa com os envolvidos pois, já o fizeram e as pessoas são do tipo que não prestam para nada e umas criancinhas autênticas sem maturidade para a idade que têm e que só gostam de ver os outros mal e de subir na vida deitando os outros abaixo!
                   O meu problema é que me encontro num curso tecnológico de Informática no 11* ano, e este já terminou em todas as escolas de cá, e penso que também no Continente, daí a minha vontade de querer ingressar no CET e querer ir para Lisboa, não quero ficar cá por nada, já atingi o meu limite e não aguento mais, preciso de recomeçar a minha vida noutro sitio, com novas pessoas e sem sofrimento! Quero estar bem comigo próprio, me sentir bem, alegre e ter uma vida feliz! Custa imenso não ter ninguém ao meu lado (namorado) que me abrace quando preciso e que me dê carinho e amor e tudo mais, ter a família sem se importar comigo é o mais completo horror, todos desaparecem quando mais preciso e fico eu sozinho na solidão, a chorar e a me sentir farto da vida e sentir que não presto e que não tenho valor nenhum!

                  Eu preciso de orientação quanto a  cursos que possa entrar com o 11* ano concluído ai no Continente pois não sei ainda se o CET irá ser a opção mais vantajosa para mim, ainda tenho de adquirir mais informações!
                  Uma das decisões já tomadas e analisadas friamente é que necessito mesmo de sair de cá da ilha e de ir para outros ares e outro sitio onde tenho suportes onde me posso apoiar e locais a que posso recorrer caso precise de ajuda, quero muito frequentar as reuniões da rede ex-aequo, ir ao acampamento de verão (conhecer novas pessoas e casos semelhantes ao meu. Mas de facto a minha mãe não quer me deixar também ir ao acampamento, iria me fazer bem e ser muito bom.) Iria também ser muito bom para mim ter um psicólogo que me perceba, como me sinto e me auxilia no que fazer e nas decisões que tenho de tomar!
                  De momento desta fase sinto que preciso de estar um tempo só, resolver antes de tudo os problemas que tenho comigo, e só depois um dia mais tarde (os meus pais também precisam de um longo tempo para interiorizarem as coisas que se tem passado nos últimos tempos e acreditar que nada podem fazer contra eu ser homossexual), eu preciso um tempo longe deles e eles um tempo longe de mim, a fim de tudo se compor. Então, um dia desses quanto tudo já estiver relativamente bem, estar com eles visitá-los, mas de momento talvez manter o contacto só de tempos a tempos via telefone, estando eu a viver no Continente...a fim de eu me recompor das coisas se tem passado e conseguir estar e me sentir bem comigo mesmo, evitando assim discussões e mais sofrimento para mim, enquanto jovem LGBT.
                  espero que consiga me mover para Lisboa, antes do inicio do próximo ano lectivo, lá para meados de Agosto!
                  Sei que tenho uma grande luta pela frente, e que não irá ser nada fácil de resolver e de negociar com os meus pais, mas eu não desisto nem vou desistir por nada, pois preciso muito de uma grande mudança na minha vida!

                  Sim já falei com a minha DT quanto à situação toda, agora o importante é tomar uma decisão quanto ao meu futuro, o que há-de ser e que hei-de fazer.
                  Sim já diversas vezes tentei isso mas sem sucesso! :s

                  « Última modificação: 20 de Maio de 2013 por SuperMan-SuperWords »
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                    Já não sei o que fazer....
                    #9

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                    Acho que te fazia bem( e aos teus pais) uns tempos separados, mas cada caso e um caso e essa distancia ate pode ser pior, ninguem melhor do que tu para saber analisar isso.. O unico problema em vires para o continente e que sem apoio monetario nao consegues estar ca, o pais esta na m**** e o desemprego bue alto, para alem de que se antes ja era dificil encontrar um trabalho com menos de 18 anos(apesar de legalmente poderes trabalhar aos 16), hoje em dia ainda mais dificil e.. E mesmo com apoio dos teus pais pode nao ser suficiente (quarto/casa + alimentacao + transportes + agua/luz + extras).. e complicado e vir para uma cidade onde nao se conhece ninguem tambem...
                    Mas nao te quero desencorajar, se achas que e o mais acertado luta por isso e vai em frente.A vida e so uma e devemos fazer o que achamos mais correcto, para alem de que ai estas a sofrer.. E pena ai na ilha nao teres malta amiga em condicoes porque senao esse problema da escola resolvia se em 3 tempos. Se entretanto nao vieres para o continente e continuares na escola, escolhe o gajo mais fraco que te estiver a chatear e parte lhe a boca toda :D Ou entao fala com pessoal mais velho(se conheceres) para irem por respeito nessa malta. E uma situacao complicada de facto, e cada caso e um caso...
                    Abraco e boa sorte

                      Já não sei o que fazer....
                      #10

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                      • Ser ou não ser, eis a questão! :)
                        • O meu mundo
                      Acho que te fazia bem( e aos teus pais) uns tempos separados, mas cada caso e um caso e essa distancia ate pode ser pior, ninguem melhor do que tu para saber analisar isso.. O unico problema em vires para o continente e que sem apoio monetario nao consegues estar ca, o pais esta na m**** e o desemprego bue alto, para alem de que se antes ja era dificil encontrar um trabalho com menos de 18 anos(apesar de legalmente poderes trabalhar aos 16), hoje em dia ainda mais dificil e.. E mesmo com apoio dos teus pais pode nao ser suficiente (quarto/casa + alimentacao + transportes + agua/luz + extras).. e complicado e vir para uma cidade onde nao se conhece ninguem tambem...
                      Mas nao te quero desencorajar, se achas que e o mais acertado luta por isso e vai em frente.A vida e so uma e devemos fazer o que achamos mais correcto, para alem de que ai estas a sofrer.. E pena ai na ilha nao teres malta amiga em condicoes porque senao esse problema da escola resolvia se em 3 tempos. Se entretanto nao vieres para o continente e continuares na escola, escolhe o gajo mais fraco que te estiver a chatear e parte lhe a boca toda :D Ou entao fala com pessoal mais velho(se conheceres) para irem por respeito nessa malta. E uma situacao complicada de facto, e cada caso e um caso...
                      Abraco e boa sorte

                      Olá rk
                      Obrigado pela tua resposta... :)
                      Exactamente é verdade acho que vai-me fazer bem ir para Lisboa, o problema é mesmo a questão monetária...
                      Quanto a não conheçer ninguém, já conheço alguns membros cá do fórum, um dos quais pessoalmente!
                      Pois eu vou em frente, e ainda hoje recebi um e-mail de um psicólogo que me contactou, dado que recorri à AMPLOS e à própria rede ex aequo a fim de me poderem ajudar com toda esta situação gigante que não está a ser nada fácil. Custa, e está a ser bastante doloroso estar na escola a conviver com colegas que me tratam tão mal e querem afundar a minha carreira.
                      Pois não tenho malta amiga, os ditos "amigos" nem se lhes devia chamar assim, mas ok, esses só sabem dizer coitadinho e há tenho pena de ti, não fazem nada para ajudar-me.... e quando estou mal e preciso de alguém todo o mundo desaparece e vai embora!
                      Posso te dizer que os únicos amigos que tenho tido, são os que tenho conhecido aqui pela rede, os quais tem me dado muito apoio e conselhos de como lidar com esta situação toda!
                      Pois é cada caso é um caso...dizes bem!

                      O que o psicólogo me disse foi o seguinte:
                      Responder
                      Ao ler a sua história, e à semelhança do que vou observando em muitos jovens que vivem situações adversas deste tipo no contexto familiar, verifico uma certa confluência entre aquilo que são as atitudes de carácter homofóbico com os padrões de comunicação que a família já tinha consigo antes de descobrirem a sua orientação sexual. Muitas vezes, torna-se difícil distinguir em que medida as atitudes que a sua família tem para consigo (principalmente a sua mãe)
                      se devem ao facto de o André ser gay ou a outros factores.
                       
                      Constatei que a história da sua família é marcada pela existência de factos traumáticos, nomeadamente a morte às nascença do seu irmão gémeo. Dá-me ideia de que essa morte sempre foi pairando na família e, provavelmente, o André sempre viveu com as sombras da comparação com esse irmão que, por não existir, foi construído e projectado no plano das possibilidades como alguém possuidor de um conjunto de características ideias. Talvez isso sempre tenha feito parte da vida do André, mas sendo a homossexualidade encarada como um estigma pela sua família, essa comparação com alguém visto como ideal seja ainda mais forte . Aqui é importante o André assumir que, e apesar desta realidade sempre ter feito parte da sua vida, este não é um problema que o André deva ou tenha de carregar. O André tem direito a ser quem é, a ter uma voz própria, a ser o André. Não é de todo responsável por este processo algo tortuoso que os seus pais, inevitavelmente também com um grande sofrimento, foram arrastando pelas suas vidas.
                       
                      Tendo em conta o que foi relatando e assumindo que precisa de algumas respostas mais concretas/linhas de acção, penso que deve reflectir sobre os seguintes pontos:
                       
                      1. Tendo em conta que já teve alguns acompanhamentos psicológicos, onde sentiu que houve alguma interferência por parte da sua família, podemos pensar em alternativas para o André encontrar um/a terapeuta com quem possa falar sobre estas questões. Aqui, podemos tentar ver o que existe no Sistema Nacional de Saúde ou eu posso tentar averiguar junto dos meus/nossos (incluo aqui o contributo da AMPLOS) contactos se existe alguém com formação nestas áreas LGBT que o pudesse receber;
                       
                      2. Precisa de alargar a sua rede social para ir lidando com esta pressão que sente. Sei que tem alguns amigos, mas  a participação no fórum da rede exquo
                      (associação de jovens LGBT) pode ajudar a romper com o isolamento que sente. É possível que por esta via possa conheçer outros jovens da Madeira que estejam a viver situações semelhantes à sua;
                       
                      3. É fundamental concentrar-se no seu projecto académico. É uma oportunidade para abrir horizontes e construir a sua autonomia. Procure e recolha toda a informação que necessita para pôr esse projecto em marcha;
                       
                      4. Em relação aos seus pais, tente não alimentar as interacções em torno do assunto orientação sexual. Eles não estão preparados para falar sobre o tema sem que surjam conflitos....Poderá ser interessante começar a centrar as conversas no seu projecto académico. Inicialmente, eles poderão até recusar falar no tema ou fazerem a conexão (esperada) entre a sua vinda para Lisboa e a necessidade de se libertar desta tensão ou de poder viver de forma aberta a sua afectividade/sexualidade. Pode ser difícil, mas se o André apresentar o seu projecto de forma firme, consistente e detalhada os seus pais serão obrigados a olhar para si de uma forma distinta, ou seja, como alguém que encerra em si bastante determinação.
                       
                      5. Acredite que não está sozinho nesta fase. Pode contar connosco para ajudar. Esteja seguro de que vamos estando por aqui. Está numa fase difícil, mas há muita coisa para descobrir. Viver tem muitos desencontros, mas também se reveste da magia e da surpresa dos encontros.
                       
                      Espero que algumas destas ideias o ajudem. Vá dando notícias.
                       

                      AGORA a minha meta é lutar para ir para Lisboa!!!!  ;D

                      Abraço e obrigado! :)
                      « Última modificação: 24 de Maio de 2013 por SuperMan-SuperWords »
                        "Ser ou não ser, eis a questão!"
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                        Já não sei o que fazer....
                        #11

                        Offline rk

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                        • Membro Sénior
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                        Esse psicologo parece ser fixe, finalmente que encontras algum bom porque pelo que contaste isso ai na madeira e uma cambada de energumenos! E os teus pais irem as consultas tambem nao e bom porque nao podes falar livremente, devias ser tu a ir sozinho e o psi depois falava com eles se sentisse necessidade.. (que existe btw).
                        Em qq caso vai tentando aguardar o fim do periodo, ja falta pouco, concentra te na escola e em fazer um bom plano e convenceres os teus pais a vires, se e isso que achas ser o mais correcto. Se te agredirem na escola diz qq cena, havera maneira de tornar o assunto mais visivel, nem que seja ligar pa escola e ameacar ir para as TV's denunciar a m**** que se anda ai a passar.. Isso ou o ppl faz uma vaquinha e contrata se alguem para ir ai a escola dar uma licao nesses putos. (tou ser ironico
                        Spoiler (clica para mostrar/esconder)
                        )
                        Bem forca ai e vai te mantendo em contacto com esse psicologo.

                          Já não sei o que fazer....
                          #12

                          Offline caires

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                          • núcleo lgbti funchal
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                          • Género: Masculino
                          • coordenador núcleo lgbti funchal | direção rea
                            • núcleo lgbti funchal
                          A tua situação é realmente parecida com o que passei. Tirando o facto da restante família não me ter confrontado com o assunto, apenas uma das minhas tias que acabou por me apoiar. Desde a descoberta dos pais até aos comportamentos deles, às palavras ditas... o meu pai até me chegou a agredir. E de facto começo a pensar que nesta Ilha ficamos muito mais vulneráveis a este tipo de comportamentos.

                          O conselho que te dou, e não sei se será o melhor, mas dado o que já passei é o que te aconselho: não esperes que os teus pais mudem o pensamento deles, e não esperes o apoio deles... talvez tenhas que crescer mais rápido do que o normal. Termina o 12.º ano e tenta ingressar no curso que queres, e tenta conseguir uma média alta para teres direito a uma bolsa razoável, depois se ingressares no curso tenta conciliar com um part-time que te seja acessível, o melhor mesmo é procurares algo antes de ires para o Continente para conseguires dinheiro, tanto para a viagem como para os primeiros tempos, e tentares conciliar trabalho e estudo. É que, e não te querendo desanimar, não estou a ver os teus pais a te deixarem ir e a te ajudarem nas despesas :/ Penso que terás de fazer as coisas por ti... infelizmente...

                          Já não sei o que fazer....
                          #13

                          Offline SuperMan-SuperWords

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                          • Membro Total
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                          • Ser ou não ser, eis a questão! :)
                            • O meu mundo
                          A tua situação é realmente parecida com o que passei. Tirando o facto da restante família não me ter confrontado com o assunto, apenas uma das minhas tias que acabou por me apoiar. Desde a descoberta dos pais até aos comportamentos deles, às palavras ditas... o meu pai até me chegou a agredir. E de facto começo a pensar que nesta Ilha ficamos muito mais vulneráveis a este tipo de comportamentos.

                          O conselho que te dou, e não sei se será o melhor, mas dado o que já passei é o que te aconselho: não esperes que os teus pais mudem o pensamento deles, e não esperes o apoio deles... talvez tenhas que crescer mais rápido do que o normal. Termina o 12.º ano e tenta ingressar no curso que queres, e tenta conseguir uma média alta para teres direito a uma bolsa razoável, depois se ingressares no curso tenta conciliar com um part-time que te seja acessível, o melhor mesmo é procurares algo antes de ires para o Continente para conseguires dinheiro, tanto para a viagem como para os primeiros tempos, e tentares conciliar trabalho e estudo. É que, e não te querendo desanimar, não estou a ver os teus pais a te deixarem ir e a te ajudarem nas despesas :/ Penso que terás de fazer as coisas por ti... infelizmente...

                          Obrigado pelas tuas palavras Caires :)
                          Estou impressionado por teres passado pelo mesmo...bem, não estava nada à espera de encontrar alguém que tivesse passado pelas mesmas coisas que eu...
                          Em principio eu vou tentar convencê-los a me deixar ir para Lisboa, e tenho a certeza que me vão apoiar nas despesas, as coisas tem estado meias calmas por aqui, não temos discutido muito...

                          Depois dou novidades!!! ;)
                          « Última modificação: 12 de Julho de 2013 por SuperMan-SuperWords »
                            "Ser ou não ser, eis a questão!"
                            SuperMan-SuperWords :)

                            Já não sei o que fazer....
                            #14

                            Offline caires

                            • *****
                            • núcleo lgbti funchal
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                              • núcleo lgbti funchal
                            Pois, e até somos da mesma ilhota! LOL. Força! ;)

                            Já não sei o que fazer....
                            #15

                            Offline recomeçardenovo

                            • *
                            • Novo Membro
                            Alguém me pode indicar onde é a linha de comboio mais perto da minha casa????? Talvez assim conseguisse fazer esta dor desaparecer.
                            Doí e aqui tu nunca vais saber quanto doí, posso ser a lamechas que quiser, por que sim, porque me apetece, porque já não sei viver sem ti.
                            Fui estúpida, muito estúpida, em ter traído a tua confiança, e vivo com este arrependimento todos os dias.
                            Não vês o quanto te amo? 
                            Não vês que me sinto um barco à deriva e que tem um buraco no meio, está a meter água e eu não sei nadar?
                            Sinto tanto a tua falta, nunca na vida senti esta dor, não sufoca, dilacera tudo por dentro, como se me estivessem a arrancar o coração com uma colher.
                            Todos dizem, que tenho de dar graças por ter emprego, família, etc e eu dou valor a isso tudo, mas sem ti não dá para continuar, porque o sol deixou de nascer. 
                            Tento ser forte, mas custa, tento acreditar que vais voltar, não sei, estou cansada, estou tão cansada.
                            Baixinha linda, um deste um livro "Ainda Alice", eu que nunca li livros porque não sou capaz de ter atenção, li-o todo, no meio da angustia do livro houve algo que eu senti como a Alice o medo de esquecer quem amamos, ela dizia «Não quero esquecer, Amor, o Amor que tivemos.», tenho medo que esqueças o amor que tivemos, o amor que sinto por Ti.

                              Já não sei o que fazer....
                              #16

                              Offline kgbatista

                              • ***
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                              Vou te ser muito sincero querido... queres a minha opinião dura e crua???
                              Faz-te a vida... manda Cv's para aqui para o Continente, arranja um trab e salta fora da Madeira :)
                              Acho que neste momento tens que desligar completamente da família, tal como eu fiz... só com as saudades e com a dor da perda de um filho é que realmente irão perceber e dar valor ao que perderam...
                              Qualquer coisa que precisares, mas mesmo qualquer coisa manda-me msg privada que eu passo-te os meus contactos.
                              Estamos aqui todos para ajudar pequenino... !
                              Abraço.
                                A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro.
                                John Kennedy

                                Já não sei o que fazer....
                                #17

                                pedrosilvaesc

                                • Visitante
                                :'( Amor não é a envolvência com a pessoa perfeita, a pessoa dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Deve-se encarar a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando as suas qualidades, mas sabendo também os seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser. Nunca é demais lembrar de que não devemos humilhar ninguém. Os erros que os outros cometem hoje, nós podemos cometê-los amanhã. Não se deve julgar inatingível nem infalível. Todos podem falhar. Deve-se tratar os outros com tolerância, para que se possa reerguê-los, se errarem. A perfeição não é desta terra. A perfeição não existe. Não se deve exigir dos outros aquilo que também ainda não pode dar...Quando amei de verdade o meu namorado Diogo, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, podia relaxar. Hoje sei que isso tem nome auto - estima. Quando amei de verdade o meu namorado Diogo, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é respeito. No que diz respeito à amizade, essa, a verdadeira amizade não é aquela em que estão sempre de acordo contigo, mas sim aquela onde dizem que estás a errar e ajudam-te a fazer da maneira mais certa…e acredita que nem sempre é assim…amizades estranhas…sentimentos estranhos…algo esquisito…algo fora do normal…AMIZADES FALSAS…Há certas pessoas que se acham melhor que os outros, só porque têm a beleza maior, uma condição melhor, um cabelo mais liso, uma cor mais clara, um grau de estudo mais elevado, uma casa mais chique, um carro mais caro, uma conta bancária mais gorda. Enfim para aquelas pessoas que acham que tem o REI na barriga, e adoram pisar nas pessoas, olhar de cima com o nariz empinado, criticar, ter nojo, deviam olhar-se ao espelho antes de criticar, antes de julgar, antes de fazer seja o que for, deviam olhar para essa imagem…Vazio enorme é o que sinto, não minto, desde que o meu namorado Diogo morreu que estou em baixo, no fundo, aquela pessoa faz-me falta, lágrimas jorram-me todos os dias, todas as noites; já não aguento, porque de cada vez que me tento erguer algo me derruba, contínuo no chão a sofrer para nunca mais levantar! Vivo suspenso no ar…Vivo suspenso nesta vida…Para quê transformar em algo? Faço algum sentido? Porquê? Porquê? Porquê viver? Sinto-me morto! Sem o Diogo não sou nada! Transformei-me tanto pelo meu namorado e depois desapareceu e não pode voltar mais! O mundo, onde nós vivemos, é lixo:
                                •   Injustiça;
                                •   Corrupção;
                                •   Desgraça;
                                •   Inveja;
                                •   Egoísmo…
                                Estou farto disto tudo, farto de sofrer, farto da injustiça, farto de estar sem o meu namorado Diogo! Ele faz-me muita falta, a mim, aos seus verdadeiros amigos, à sua família, a todos nós. Desde que ele morreu que as coisas têm piorado bastante:
                                •   A minha mãe quer o meu mal;
                                •   A minha mãe passa a vida a controlar-me;
                                •   A minha mãe expulsou-me de casa;
                                •   Estou cada vez pior;
                                •   As pessoas só me dão facadas nas costas;
                                •   As pessoas são tão hipócritas;
                                •   As pessoas fazem-me viver num mundo de ilusão;
                                •   As pessoas fazem de mim gato-sapato;
                                •   As pessoas só me dão falsas esperanças;
                                •   Estou farto desta vida;
                                •   Já perdi a conta das vezes que me tentei matar;
                                •   Choro constantemente;
                                •   A cada dia que passa sou cada vez mais incompreendido.
                                Sinto mesmo a falta do Diogo, só ele sabe o que realmente sinto, só mesmo ele sabe o que realmente as coisas que eu passei, só ele sabe as minha dores, o meu sofrimento, ele foi o verdadeiro significado da minha vida, sem ele, já não sei o que fazer, o que dizer, o que sentir! O mundo é imenso sim, mas está cheio de lixo! Neste momento pergunto-me se realmente faz sentido viver! Escrever estas palavras não é algo fácil, porque só certas pessoas sabem porquê! Sem o Diogo…O que fazer? Sem o Diogo …O que sentir? Sem o Diogo …O que pensar? Sem o Diogo …Algo impossível! Durante quase 6 anos fui feliz! Até conhecer o Diogo, não sabia o que era o amor! Graças a ele, só a ele, soube o que era isso: a paixão, o sexo, a amizade, a vivência e tudo mais…Mas…eu quero morrer…Quando morreste pensava que tinha ajuda de quem era meu amigo…Mas isso existe?! NÃO!!! Sinto na pele tudo e mais alguma coisa! Agora de que vale viver? De que vale ter sentimentos? Porquê existir? Só o Diogo me completava! Não concordo com a minha vida! Sinto falta do Diogo! Sinto dos momentos que passava com ele! A injustiça é demais! E já agora qual o problema de amar alguém? É só assim que as pessoas são felizes! Paz e sossego não chega! O dinheiro não compra a felicidade! Nunca se compra uma amizade! Não se compra o amor! A vida sem amor faz algum sentido? A resposta parece-me obvia! Perante algumas coisas é caso para dizer: NÃO AGUENTO MAIS ISTO! Para quê viver? Estou farto, fartíssimo! Farto de viver, farto de sofrer, farto de ser injustiçado! Sou um mártir! A luz não existe! Sinto-me enganado! Sinto “abalado”, sinto-me outro, sinto-me diferente! Já sofri muito nesta vida de m****! Todos os dias, todas as noites, todos momentos estou sozinho! Para onde vou, tudo o que penso, tudo o que faço é algo morto para mim! Não aguento mais estar sem o Diogo! Não aguento mais estar infeliz, sem ninguém, sem verdadeiros amigos, sem excelentes momentos! O Diogo já se foi e sei que nunca voltará! Foi e sempre será o grande amor da minha vida! Irei ama-lo sempre! A minha vida não é nada! Eu não sou nada! Não faço nada! Sou um ser morto! Acredito numa utopia, mas nunca a vejo! A desgraça é muita! No entanto no meio da desgraça, no meio da tristeza, durante quase 6 anos da minha vida fui amorosamente muitíssimo feliz! Foi a minha felicidade! Obrigado ao Diogo porque teve na vida dele um lugar para a minha! Desde que ele faleceu que as coisas estão piores do que nunca! Quando oiço a nossa música predileta o meu mundo para, fazendo-me lembrar dos nossos momentos a dois…Aqueles momentos só nossos…A minha vida dá que pensar…Ele morreu e sei que não volta…Dois Verões sem ele, aniversários sem ele, natais sem ele, passagens de ano sem ele, momentos importantes sem ele…Sinto muitíssima a falta dele, o que sou eu sem ele? NADA!!! Ele era a minha alma gémea, completava-me, era o meu herói, era o meu coração…Desde que ele morreu que estou no fundo…Fundo esse que nunca, jamais me irei levantar…A minha alma está morta, outra vez e para sempre! A luz não existe! A Utopia não a vejo! Para quê viver?! De que vale estarmos a lutar por algo que não existe, algo que é impossível, uma causa perdida! Quem me dera que a nossa música predileta nunca acabasse…adoro…tanto…tanto…tanto…Acho que é assim que me sinto:
                                •   Triste;
                                •   Sozinho;
                                •   Viúvo;
                                •   Mártir;
                                •   Indignado;
                                •   Revoltado;
                                •   Fora o resto…
                                Serei eu feliz agora que ele partiu? A resposta parece-me obvia! O universo está cheio de lixo!!! O meu coração está trancado a sete chaves! A minha vida sem ele é uma m****! Se não fosses ele, hoje eu já nem estaria aqui, hoje eu já não estaria vivo! Com ele o meu coração cresceu, aprendi muita coisa, se sou aquilo que sou é graças a ele! Sou aquilo que sou e ninguém tem nada a ver com isso! No entanto ninguém me compreende! Ninguém me dá o devido valor como ele me dava! Ele era único! De muitas maneiras ele “morreu” para que eu pudesse viver! Ele teve a coragem de embarcar numa aventura que sabia não ter retorno, foi ele que iluminou a minha vida! Ultrapassámos barreiras! Ele não fez contas para avaliar se a minha chegada era conveniente: ele abriu simplesmente os braços quando eu vim. Não só ele me aceitou como eu sou, como também estava disposto a aceitar-me fosse como eu fosse! Ele diria “o meu bebé” mesmo que eu tivesse nascido sem orelhas. E que me levaria ao colo mesmo que eu fosse leproso. E com tudo e mais alguma coisa ele me mostraria com orgulho aos seus verdadeiros amigos como sempre o fez. Eu era o “bebé” lindo dele! Quando às vezes ele ia para a faculdade com manchas de leite na blusa, estava cheio de pressa e às vezes esquecia-se de algo…ele era o meu braço direito…O meu ombro amigo…Agora sei que ele se foi e sei que nunca voltará…Pois nem tudo é um mar de rosas como anteriormente a minha vida durante um tempo foi, pois mesmo durante isso e desde que namorei com o Diogo, continuei e actualmente contínuo a sofrer, continuei e actualmente contínuo a sentir na pele o prazer em que as pessoas têm em fazer-me mal, continuei e actualmente contínuo a receber ilusões, continuei e actualmente contínuo a receber facadas nas costas, continuei e actualmente contínuo a receber falsas esperanças, continuei e actualmente continuo a receber hipocrisia, etc…A tristeza é um sinal evidente de que andamos perdidos. Não a tristeza passageira que, sem o podermos evitar, nos enche os olhos de lágrimas, mas a outra: a desilusão crónica, o descontentamento permanente; a falta de sentido profundo para os êxitos e para os fracassos, para as dores e para o bem-estar, para as coisas pequenas e para as grandes. Realmente não existem muitos amigos não, como digo e volto a repetir amigos não são queles que é só para risadas, festas, etc... Mas sim que partilha a felicidade e a tristeza muitos não sabes desempenhar corretamente o papel de amigos, mas existem também outros que tentam e retificam o seu erro. Tenho uma família que nunca me apoio, que nunca me compreende, uma família totalmente preconceituosa e homofóbica, a minha mãe expulsou-me de casa em Setembro do ano passado. Eu não tenho amigos verdadeiros, depois de o meu namorado ter falecido há dois anos não tenho namorado. Toda a gente dá-me falsas esperanças, dão-me facadas nas costas, há muita hipocrisia de toda a gente, fazem-me viver num mundo de ilusões, interesses, segundas intenções, etc...Mas no meio de tudo isto mereço a felicidade? Devo lutar pela felicidade? Estou farto de procurar por um namorado...farto de esperar...A felicidade continua a exigir de nós comportamentos que não são compatíveis com a facilidade. Não nos tornamos felizes carregando num botão. É preciso subir montanhas, insistir em esforços prolongados; acreditar, até ao heroísmo, na lentidão. Por vezes, reunimos todas as forças e não sabemos se aguentamos até ao fim do dia. Vagueio por entre os meus sonhos sempre mas lutar...lutar...lutar vale a pena? É difícil lutar pela felicidade, muitas vezes é uma causa perdida, tanto se faz, tantas coisas acontecem e viver a vida é impossível até nos esquecemos disso e muito mais...é verdade que está nas nossas mãos mudar a nossa vida...mas mudar o impossível não dá...Se as pessoas não tivessem prazer em fazer mal às pessoas muita coisa era diferente! Os nossos pensamentos transformam-se em palavras, falando ou escrevendo, pois temos o bom costume de quase sempre pensarmos antes de falar...Mas também sucede o contrário: frases ou citações que ouvimos ou lemos fazem-nos pensar. É uma forma de descobrirmos coisas novas, aproveitando a experiência e a sabedoria de outras pessoas. Quando nos morre quem no fez feliz durante quase 6 anos é difícil viver sem essa pessoa mas quando conseguimos virar essa página por mais difícil que seja segue-se outra batalha a de ser feliz e encontrar alguém que nos faça feliz! E isso eu desisti há muito derivado a: falsidades, ilusões, facadas nas costas, falsas esperanças, etc...mas o grande problema que com que me debato é o prazer que as pessoas têm em fazer mal umas às outras! As pessoas são injustas umas com as outras são preconceituosas, não têm autodomínio, não são politicamente justas, são ralé da ralé, muitas vezes corruptas, hipócritas, agem de má fé para com os outros...e continuam impunes e quem se sujeita a tudo isto (eu, por exemplo) é que sofre, paga pelo que os outros fazem, etc...estou farto de tudo, farto da vida, farto da hipocrisia dos outros, farto de facadas nas costas, farto de ilusões, farto de falsas esperanças, farto de ser como sou da maneira como eu sou derivado ao que os outros fazem! Lutar pela felicidade para mim basta! Não vale a pena! Mudar algo que é impossível! Mais vale sozinho do que mal acompanhado como popularmente se costuma dizer! Eu fui e infelizmente sou errado com as pessoas; não é directamente da minha maneira de ser mas sim porque passo por muita coisa nesta “vida” e muitas vezes caio no erro de fazer pior a outras pessoas aquilo que a mim me fizeram e também descarrego nas pessoas erradas ou faço coisas que não devia fazer! Mudar? Claro que sim! Mas derivado a problemas familiares, amorosos, ou muitos outros, ou é difícil ou às vezes tenho recaídas! Errar é humano, mas continuamente é demais, é intolerável! Mas como já referi anteriormente tenho imensos problemas na minha “vida” de m****! Problemas todos nós temos e as pessoas ainda cá estão, eu por “incrível que pareça” cá estou também vontade não me falta mas a falta de coragem ou até mesmo a cobardia suspende aquele ato (mais uma vez!). As porcarias que infelizmente se faz são tanto um grito de revolta, pedidos de socorro ou até mesmo momentos de pré – loucura porque há alguém nos leva a tal; e muitas vezes fazemos coisas fora do nosso controlo! Amor, carinho, amizade, felicidade, auto – domínio, ser um bom e “politicamente” justo juiz são valores, sentimentos e emoções fundamentais numa vida injusta, cheia de lixo, corrupção, hipocrisia, puritanismo, medos e pesadelos! A má - fé de atos e pessoas são algumas vezes perfeitamente compreensível derivado ao quase inferno que os nossos atos muitas vezes nos leva...Temos de agarrar oportunidades e aprender com tudo o que se passou pois quando menos esperamos as coisas acontecem e há quem leve chapadas sem mão ou sai o famoso “tiro pela culatra” por coisas que inesperadamente poderão acontecer. As devidas “respostas” ou o normal feedback dos nossos atos são momentos que em espaço e tempo devido os “julgamentos” devem acontecer mas a partir do momento em que julgamentos ultrapassam os limites passam então para enxovalhamento e outras atitudes que chegam a assustar e tudo mais! A má resposta ou até mesmo o ato de responder de forma educada e civilizada ou não é algo que nunca se deve fazer, pois só pioramos a nossa situação independentemente de termos culpa ou não! Devemos permanecer silenciosos por mais difícil que seja, pois muitas vezes perdemos a razão e o controlo da situação! Muitas vezes os problemas na vida alheia, da escola, da aprendizagem fazem despoletar o mal que há em nós e muitas vezes também fazermos bem pior daquilo que nos fazem! A mudança está nas nossas mãos e mesmo assim a transição de atitudes comportamentais não acontecem (quando menos se espera ou por inacreditável que seja) pela nossa vida alheia na nossa segunda casa ou pelo nosso doloroso passado! Os erros persistentes que sejam vão dar realmente que pensar e muitas vezes a mudança é difícil mas nunca inalcançável ou inconquistável… Mas quando menos se espera acontece! Mas as más ações e má-fé fica para quem as pratica, porque todos nós prestamos contas e todos nós erramos, e todos nós devíamos julgarmo-nos a nós próprios, olharmo-nos ao espelho antes de julgarmos os outros! Dizem que a vida é como um livro aberto, uma página em cada novo dia, a cada hora, a cada minuto, a cada segundo, a cada vírgula, a cada ponto, e tudo mais, mas nem o lápis pode escrever o futuro e nem a borracha pode apagar o passado…Mas será isto mesmo verdade? Na minha opinião pessoal penso que tudo pode acontecer, mesmo as coisas menos óbvias, as coisas com as quais não se está à espera! A vida surpreende-nos todos os dias, aprendemos coisas novas todos os dias, de tudo nos acontece! Mas há limite para a maldade? O desespero pode ser simples, pode ser discreto, pode ser algo que não se percebe ou que pelo menos passa despercebido! O cerco aperta cada vez mais! A sorte é cada vez menos! Não se pode voltar atrás…Não se pode voltar atrás e muitas vezes ficamos mentalmente instáveis, não conseguimos pensar em mais nada, vivemos na m****, não sabemos o que pensamos, não sabemos o que vivemos, perdemos mil e uma capacidades! Tudo de bom, passa a ser mau, pode-se mesmo dizer que se vive num inferno; e quem já vive num inferno (e acredita que não são poucos, eu até sou um deles) sabe bem o que sofre! NÃO É POUCO! Nada se faz sem que passe por conversas alheias, comentado por tudo e por todos e muitas vezes algo ou alguém é julgado por tudo e por todos de forma injusta e cruel! Volto a repetir: A felicidade insiste a impor procedimentos que não são harmonizáveis com o desembaraço. Não nos tornamos satisfeitos carregando num botão. É preciso subir montanhas, insistir em força prolongada; confiar, até à bravura, na morosidade. Por vezes, reunimos todas as forças e não sabemos se aguentamos até ao fim do dia. Vagueio por entre os meus sonhos sempre mas lutar...lutar...lutar vale a pena? É difícil lutar pela felicidade, muitas vezes é uma causa perdida, tanto se faz, tantas coisas acontecem e viver a vida é impossível até nos esquecemos disso e muito mais...é verdade que está nas nossas mãos mudar a nossa vida...mas mudar o impossível não dá...Se as pessoas não tivessem prazer em fazer mal às pessoas muita coisa era diferente! PARA MIM O AMOR ACABOU E A FELICIDADE TAMBÉM PREFIRO NÃO TER NAMORADO NEM AMIGOS! ESTOU FARTO DE ILUSÕES, FALSAS ESPERANÇAS, FACADAS NAS COSTAS, HIPOCRISIA, PREFIRO VIVER SOZINHO PARA O RESTO DA VIDA DE m**** QUE EU TENHO…Mas outras vezes é disso que sinto falta…do amor…felicidade…de grandes amigos…amigos verdadeiros…grandes momentos! Será que devo mesmo abdicar do amor e felicidade? Qualquer pessoa desde que nasce e até à sua morte é alguém que vive numa sociedade, logo eminentemente social! Muitas vezes somos deparados com mil e uma situações que põe em causa o facto de o ser humano ser eminentemente social! Na minha opinião pessoal, sim, vivemos numa sociedade, mas isso não quer dizer que se tenha de ser eminentemente social, pois pelo mundo encontramos pessoas que vivem sozinhas e que não necessitam de alguma forma de viver em sociedade. Além disso muitas acções da sociedade em geral são tão más que pode essa mesma sociedade ser considerada de lixo, m**** até! Percorrendo o mundo, pode-se concluir de alguma forma que a perfeição não existe, cada um tenta ser feliz e ser perfeito À sua maneira, é um facto, mas a imperfeição na sociedade é tanta que me mete NOJO ser eminentemente social, ou seja, viver em sociedade! Velhas coisas escuras e imperfeitas é comum encontrar, até cheira a beijos da saudade de momentos de paz e sossego num mundo que noutros tempos já foi diferente, bem diferente daquilo que é hoje! As "praças" enfeitam-se muitas vezes da imperfeição do mundo, das desilusões, das facadas nas costas, hipocrisia, segundas intenções de cariz de maldade, da sociedade, etc...Cada um é livre de fazer o que lhe apraz, ser eminentemente social ou não, viver em sociedade ou não! Mas com tanta imperfeição, tantas mortes, tanta coisa ruim, viver em sociedade torna-se difícil! Claramente que existe inúmeros processos sociais de aculturação e sociabilização, mas depende de cada um, de cada família, da comunicação, de tudo e mais alguma coisa! Entre outros valores aqui evocados e desabafados, de muitas situações aqui retratadas e desabafadas, podemos tomar de exemplo as vivências da min ha vida e talvez não só! Perante isto e muito mais, vale a pena sermos eminentemente sociais? Vale a ena viver em sociedade? Perante este meu desabafo as respostas a estas perguntas parecem-me obvias! :'(

                                   

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