rede ex aequo

Olá Visitante08.abr.2020, 17:25:33

Sondagem

Afinal devemos ou nao basear nos na religião?

Sim, é o que explica tudo ao nosso redor
Sim, é graças a ela que seguimos a nossa vida
Sim, mas só para desabafo ou aumentar auto estima
Não, não acredito que seja verdade.
Não, é só mais um "clube"
Não, grandes senhores deste mundo já explicaram como fomos criados etc.

Autor Tópico: Devemos basear-nos nas religiões?  (Lida 6092 vezes)

 
Devemos basear-nos nas religiões?
#20

Offline O'Connell

  • *****
  • Membro Elite
  • Género: Masculino
Eu ia responder à pergunta mas realmente acho que falta ali uma resposta...

"Sim, como uma ideal a seguir..."

Agora entendo a razão de não ter conseguido responder à pergunta... Faltava essa mesma opção! ;)
    «No, no, not my car! [menacingly] Oh I hate mummies!» by myself  lol

    Devemos basear-nos nas religiões?
    #21

    Offline Aerys II

    • ***
    • Membro Total
    É perigoso e francamente idiota usar a religião - qualquer que seja - como forma de explicação do mundo que nos rodeia.

    Como um conjunto de ideais a seguir, depende dos gostos. Eu não gosto, por isso não tenho nenhuma. Se alguém acha que deve ser bom porque Jesus disse que se deve ser bom ou que deve dar esmolas porque o Maomé disse que se tem que dar esmolas, tudo bem.

    O que, reitero, não tem lógica nenhuma é utilizar a religião e aquilo que alguns mestres religiosos disseram para dar "explicações". A religião não dá explicações, dá conforto.

      Devemos basear-nos nas religiões?
      #22

      Offline O'Connell

      • *****
      • Membro Elite
      • Género: Masculino
      É perigoso e francamente idiota usar a religião - qualquer que seja - como forma de explicação do mundo que nos rodeia.

      Como um conjunto de ideais a seguir, depende dos gostos. Eu não gosto, por isso não tenho nenhuma. Se alguém acha que deve ser bom porque Jesus disse que se deve ser bom ou que deve dar esmolas porque o Maomé disse que se tem que dar esmolas, tudo bem.

      O que, reitero, não tem lógica nenhuma é utilizar a religião e aquilo que alguns mestres religiosos disseram para dar "explicações". A religião não dá explicações, dá conforto.

      Parece-me um pouco ríspida a tua resposta e até pouco fundamentada...
      Não é gostar ou não gostar, mas sim, ter presente a religião com a qual nós mais ou menos no identificamos. Mas não são "gostos". Eu posso gostar hoje de A e amanhã gostar de B, mas o meu ideal, a minha essência permanece sempre a mesma. A isto se chama sermos fiéis a nós próprios..

      Sou católico, mas acima de tudo sou cristão. Há quem seja agnóstico e há quem seja ateu!
      Não me parece que: honrar pai e mãe, não matar, não roubar, não levantar falsos testemunhos, não cobiçar as coisas alheias, ou mesmo amai-vos uns aos outros, sejam frases ocas, sem sentido ou até arcaicas. Acho até que são ideias sempre actuais ou mesmo intemporais.
      Identifico-me com estas ideias, não me identifico com a crença em 1000 virgens após a morte ou em jejuns desmesurados...

      Se concordo com tudo que a religião católica tenta incutir? Claro que não! Mas temos que ter algum discernimento.

      A religião é feita por homens e para os homens, mas a vida e o mundo seriam muito melhores, se as pessoas seguissem as ideias que eu transcrevi em cima, sem pensarem que poderão ser presas ou condenadas à morte... ;)
        «No, no, not my car! [menacingly] Oh I hate mummies!» by myself  lol

        Devemos basear-nos nas religiões?
        #23

        Offline Aerys II

        • ***
        • Membro Total
        A tua "essência" não permanece sempre a mesma.

        Após termos novas experiências, contactarmos com realidades diferentes e, basicamente, sairmos fora da nossa zona de conforto, é muito provável que o modo como vemos determinadas situações e as analisamos de um ponto de vista moral se alterem. Isto não é ser-se incoerente ou, para usar a tua expressão, ser-se "infiel a si próprio". Isto é apenas um resultado de aprendizagem e da acumulação de experiências e, muitas vezes, é saudável.

        Concordo por isso quando dizes que escolhemos uma religião com a qual nos identificamos (se bem que isto não é bem verdade, a maior parte das pessoas segue religião X porque lhe foi incutida a um nível familiar ou cultural - basta olhar para a distribuição geográfica das religiões para constatar isto), vai dar ao mesmo que dizer que escolhemos uma religião que apresente um conjunto de regras e uma filosofia da qual gostamos.

        Relativamente ao que tu disseste sobre o qual dizes que não são frases ocas: uma vez mais concordo contigo. Sou ateu mas parte do meu sistema moral baseia-se bastante nisso (excepto numa ou noutra coisa). Mas que é que isto tem que ver com religião? Isto tem que ver com regras básicas que têm que existir para um funcionamento de uma sociedade. Eu gosto de viver em sociedade, e como tal compreendo que tem que existir um conjunto de regras justificadas e estudadas para a manutenção dessa mesma sociedade. Se acho que essas regras devem ser derivadas de uma religião? Não, nem pensar. Uma vez mais: o conjunto de regras deve ser justificado, e não atirado ao ar e assinar por baixo como se tivesse sido um deus a dizê-lo.


        Responder
        A religião é feita por homens e para os homens, mas a vida e o mundo seriam muito melhores, se as pessoas seguissem as ideias que eu transcrevi em cima, sem pensarem que poderão ser presas ou condenadas à morte...


        Preferias que pensassem que iriam para o inferno ou que ficariam mal vistas aos olhos de Deus? A questão da punição tem que existir em todo o lado, porque o ser humano quase invariavelmente fará alguma coisa eticamente questionável caso surjam as condições corretas (se gostas deste assunto vê isto.)

        Só uma nota

        Responder
        Há quem seja agnóstico e há quem seja ateu!


        Ser-se agnóstico ou gnóstico é uma posição relativamente à certeza que se pode atribuir ao conhecimento da existência ou não de um deus.
        Ser-se teísta ou ateísta é uma posição relativamente à crença ou não num ou mais deus.

        Por isso tu podes ser cristão gnóstico ou cristão agnóstico, assim como eu posso ser ateu agnóstico ou ateu gnóstico.

          Devemos basear-nos nas religiões?
          #24

          Offline BrunoMCP

          • *****
          • Orador(a)
          • Membro Ultra
          • Ter orgulho é rejeitar a vergonha.
          Bem desde que me lembre, este foi sempre um tema mt debatido se religiao afinal existe ou nao. Na minha opiniao ( sem querer ofender aqueles que acreditam) penso que religião e só "um clube" e pq? Grandes senhores como por exemplo charles darwin ou mesmo albert einstein, para mim já são provas e argumentos suficientes para o meu "não ".

          Há ateus que sabem do que falam e ateus que não sabem.
          "se religiao afinal existe ou nao"? ? ?
          Obviamente que existe, e de todas as formas e feitios, o problema é esse.

            Religiao ( debate)
            #25

            EleventhHour

            • Visitante
            Mas afinal Deus é o que? Para que serve? Para que orar em seu nome ?
            E muitas vezes Deus não consegue ter mão em tudo.

            Logo Deus não é omnipotente e o teu conceito/definição cai por terra.

            Pessoalmente, fui cristão e deixe-me disso. A religião em vez de unir, só sabe separar e não apresenta provas fidedignas quaisquer. A fé não é prova de nada. Posso ter fé que seja Napoleão todos os segundos da minha vida mas decerto que não o sou.
            « Última modificação: 28 de Abril de 2013 por EleventhHour »

              Devemos basear-nos nas religiões?
              #26

              Diotima

              • Visitante
              Não percebo essa obsessão com a provas. Essa é uma forma de pensar muito baseada no saber científico. Mas há coisas que estão fora do campo da ciência e que têm uma lógica diferente da apresentação de provas...

                Devemos basear-nos nas religiões?
                #27

                EleventhHour

                • Visitante
                É o alicerce em que tudo assenta. Não posso negar que a água ferve a 100ºC porque tenho provas de tal. Pode ser medido, testado; compravado vezes sem conta.

                  Devemos basear-nos nas religiões?
                  #28

                  Diotima

                  • Visitante
                  Pois, mas em minha opinião essa visão do mundo é bastante redutora!

                    Devemos basear-nos nas religiões?
                    #29

                    EleventhHour

                    • Visitante
                    Não é redutora nada. É realista. Quem não gosta dela simplesmente tem de pensar no que se tem graças ao exercício de um pensamento científico. Graças a ela não vives num mundo fantasioso em que cada um afirma que aquilo que diz é a verdade pura. Embora isto ainda se verifique. E muito.

                      Devemos basear-nos nas religiões?
                      #30

                      Diotima

                      • Visitante
                      É redutor, sim, porque só nos permite ver as coisas a preto e branco. Todo o teu discurso vai no sentido do que não é preto tem de ser branco. E há tantas zonas de cinzento!

                        Devemos basear-nos nas religiões?
                        #31

                        EleventhHour

                        • Visitante
                        ...

                        Bem, cada um com as suas crenças. Se algo tão belo como a eterna descoberta do que te rodeia (na forma verdadeira, fisica e mensurável de provas) não há muito que se possa fazer. Ou seja, pela tua opinião temos muito a aprender com a religião, correcto?
                        « Última modificação: 29 de Abril de 2013 por EleventhHour »

                          Devemos basear-nos nas religiões?
                          #32

                          Diotima

                          • Visitante
                          lol Por acaso até te enganas porque sou uma não crente. Apenas simpatizante. E apenas acho que as lentes da ciência, com todas as virtudes que esta tem, não conseguem apreender todas as dimensões da experiência humana e toda a realidade do mundo. :)

                            Devemos basear-nos nas religiões?
                            #33

                            EleventhHour

                            • Visitante
                            Ah, ok! Pronto, é uma opinião plausível, sim senhora :)

                              Devemos basear-nos nas religiões?
                              #34

                              Diotima

                              • Visitante
                              lol Tão plausível que as religiões estão aí, tal como a filosofia e outros campos do saber... ;)

                                Devemos basear-nos nas religiões?
                                #35

                                Offline Spektrum

                                • *****
                                • Membro Elite
                                • Género: Feminino
                                • [P]oiesis.
                                Respeitando a individualidade, cada um baseia as suas opiniões, justifica as suas escolhas e crê naquilo que mais entender e achar mais adequado aos seus valores/ideais. Seja isso religião, filosofia, ciência ou, simplesmente, natureza.
                                Não creio em nenhum religião em particular, mas não as nego (no sentido teológico). Quanto aos deuses, mantenho-me céptica. Parece um contra senso, mas é assim que percepciono esta temática...

                                Da mesma forma que não me identifico em nenhuma, ao mesmo tempo, revejo-me na globalidade das religiões, correntes filosóficas, etc. Somos intimamente afectados pelo meio, à medida que o influenciamos também. Somos uma parte de um todo, e o todo é também uma parte de nós. De uma visão mais radical, na minha concepção: Ninguém é unicamente A ou B. Somos maioritariamente A e, esporadicamente, B.

                                A propósito ou não, deixo uma citação de Freud, que creio estar indirectamente ligada à pergunta: Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais: somos também o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos 'sem querer'.
                                  “Always be a poet, even in prose.”
                                  ― Charles Baudelaire

                                   

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