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Olá Visitante31.out.2020, 04:54:55

Autor Tópico: Colocações 2013  (Lida 5956 vezes)

 
Colocações 2013
#20

Offline ARaquel@

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1º ano de psicologia, Caloira por tanto, e não quer as praxes  :-X :blush

    Colocações 2013
    #21

    Offline Adónis

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    As notas nos cursos de Saúde eram exageradamente altas por causa do baixo número de vagas! Em 1999 havia cerca de 900 vagas para Medicina, agora são mais de 1600 vagas. O mesmo sucedeu noutros cursos. Por exemplo, há dez anos não havia Ciências Farmacêuticas em Faro e na Covilhã. Também abriram muitas escolas de enfermagem. Depois, durante muito tempo, como era uma área ond havia emprego bom para todos e bem remunerado, a procura era muito elevada.

    Mas não há qualquer relação entre notas e exigência. Com o devido respeito pela dignidade e importância da profissão, não podem comparar o curso de Enfermagem, que durante muito tempo teve média superior a 17, com o curso de Física, que tem média inferior a 13, ou o curso de Latim, ou ainda com o curso de Química... e com muitas Engenharias da FEUP ou do ISP.

    O curso de Medicina exige muita memorização mas se a matéria for acompanhada, compreendida e memorizada ao longo do semestre faz-se. É o que sucede no curso de Direito, se a matéria for acompanhada aos poucos também se faz. Já nos exames das Engenharias, Matemática ou Física basta um exame com exercícios mais complicados para ficar um semestre de estudo estragado. 

      Colocações 2013
      #22

      Offline Malayka

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      As notas nos cursos de Saúde eram exageradamente altas por causa do baixo número de vagas! Em 1999 havia cerca de 900 vagas para Medicina, agora são mais de 1600 vagas. O mesmo sucedeu noutros cursos. Por exemplo, há dez anos não havia Ciências Farmacêuticas em Faro e na Covilhã. Também abriram muitas escolas de enfermagem. Depois, durante muito tempo, como era uma área ond havia emprego bom para todos e bem remunerado, a procura era muito elevada.

      Mas não há qualquer relação entre notas e exigência. Com o devido respeito pela dignidade e importância da profissão, não podem comparar o curso de Enfermagem, que durante muito tempo teve média superior a 17, com o curso de Física, que tem média inferior a 13, ou o curso de Latim, ou ainda com o curso de Química... e com muitas Engenharias da FEUP ou do ISP.

      O curso de Medicina exige muita memorização mas se a matéria for acompanhada, compreendida e memorizada ao longo do semestre faz-se. É o que sucede no curso de Direito, se a matéria for acompanhada aos poucos também se faz. Já nos exames das Engenharias, Matemática ou Física basta um exame com exercícios mais complicados para ficar um semestre de estudo estragado.

      Eu não posso falar como as coisas eram a 10 anos, porque não tenho idade para isso, mas sou capaz de concordar contigo no teu segundo parágrafo, realmente essa relação notas/exigência não é uma realidade. Os cursos de Artes têm médias altíssimas, que penso que chega ao ponto de ser um pouco ridículo. Até porque, quem se mete em áreas gerais no 10º ano, pode não ser muito bom em algumas matérias relativas ao curso tecnológico escolhido, mas ter qualidades para a àrea superior que quer.

      Eu digo isto, porque no secundário sempre fui mediana, sempre tive a ideia de entrar numa Engenharia algo relacionado com informática, entrei em LEETC no ISEL, arrependi-me e depois e eu queria entrar para AM na ESCS (em Benfica), porque é uma área que me interessa também, e eu sei que tenho algum jeito para a coisa, mas as médias não me permitiram e eu estava numa área das Ciências para que pudesse abranger quase todas as àreas (PT e Mat), mas pronto agora estou em informática, que também sempre quis e estou feliz, e tenho muitos planos para alcançar o sucesso.

      E a última frase é verdade, aquelas matemáticas e físicas =/ que medo... Mas acho que em Medicina também tem uma cadeira ou outra de matemática
        Esperando o melhor, preparada para o pior.

        Colocações 2013
        #23

        Offline Adónis

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        Na FMUP não há cadeiras de Matemática, em Coimbra creio que há mas é uma Matemática simples, nada comparável à Matemática de outros cursos.

        Para além disso é importante dizer que as médias de Secundário dizem pouco sobre a qualidade de um aluno.

        Segundo um estudo da UP os alunos dos colégios privados têm as médias de Secundário em média 1 valor mais altas que os alunos das escolas públicas. As diferenças são ainda mais acentuadas nas notas mais elevadas. Eu pude comprovar isso porque tinha amigos no Ribadouro que acabavam o ano com médias de testes de 16 ou 17 e depois tinham 20! E na escola pública onde andei isto era impossível, se tinhas média de testes  16 levavas 16, mas até se tinhas média de testes 19 levavas o 18 com alguns professores, e então ter 20 era impensável. Pior eram as notas de Educação Física, eu tive 16, e só dois alunos tiveram 18, mas no Ribadouro os melhores alunos eram todos corridos a 18 ou a 19 a Ed. Física.

        Para além disso, já agora, um estudo da UP prova que os alunos que vêm da escola pública são melhores alunos que os alunos que vêm das escolas privadas.

          Colocações 2013
          #24

          Offline Malayka

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          Na FMUP não há cadeiras de Matemática, em Coimbra creio que há mas é uma Matemática simples, nada comparável à Matemática de outros cursos.

          Para além disso é importante dizer que as médias de Secundário dizem pouco sobre a qualidade de um aluno.

          Segundo um estudo da UP os alunos dos colégios privados têm as médias de Secundário em média 1 valor mais altas que os alunos das escolas públicas. As diferenças são ainda mais acentuadas nas notas mais elevadas. Eu pude comprovar isso porque tinha amigos no Ribadouro que acabavam o ano com médias de testes de 16 ou 17 e depois tinham 20! E na escola pública onde andei isto era impossível, se tinhas média de testes  16 levavas 16, mas até se tinhas média de testes 19 levavas o 18 com alguns professores, e então ter 20 era impensável. Pior eram as notas de Educação Física, eu tive 16, e só dois alunos tiveram 18, mas no Ribadouro os melhores alunos eram todos corridos a 18 ou a 19 a Ed. Física.

          Para além disso, já agora, um estudo da UP prova que os alunos que vêm da escola pública são melhores alunos que os alunos que vêm das escolas privadas.

          Acho que isso depende das escolas e da preparação que dão, não propriamente se o local é privado ou público. Em termos de "acordar" para a vida, público sim né? A interacção é diferente.  Na minha escola, tirei 19's e 20's a Ed. Física, ninguém era penalizado, mas já noutra escola em Odivelas, que era mais conceituada e isso e acho que tirar um 17 era suplício.
          Eu não posso falar muito, sempre tive em públicas e nunca me esforcei realmente, mas sei que na minha as notas eram dadas com justiça(pelo menos os professores que apanhei), sabes que também as vezes tem haver com os professores.

          Sinceramente, só interessa entrar no curso que se quer, importa a média apenas para entrar e só importa a partir daí, porque acabamos por fazer o que gostamos e a motivação é outra
            Esperando o melhor, preparada para o pior.

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            #25

            Offline Adónis

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            • Membro Sénior
            Sim, depende das escolas, também há privadas justas, como o Luso-Francês, mas segundo esse estudo nas privadas os alunos são efectivamente favorecidos, de uma forma geral, salvo as devidas excepções, e na pública são prejudicados. E isto é grave porque há pessoas com médias internas «inflaccionadas» que no acesso ao Superior passam à frente de alunos com idênticas notas de exames nacionais mas que vêm de escolas exigentes.

            Aqui no Porto toda a gente sabe que o colégio x ou y inflaccionam notas. Tenho um amigo que andou num desses colégios e trazia os enunciados dos testes para casa, nas vésperas.

              Colocações 2013
              #26

              Offline nevertoolatetobehappy

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              Todos os pontos já aqui enunciados são recorrentes e importantes: a diferença nos níveis de exigência entre escolas, a qualidade do ensino, o número reduzido de vagas em alguns cursos, etc.

              Contudo a meu ver, mais importante que qualquer um deles (por ser a causa e não a consequência), é este: o que leva um estudante a escolher um curso? Escolheu porque vai de encontro a um talento nato ou porque os outros lhe disseram que era um bom curso? Escolheu pelo dinheiro, pelo estatuto, pela paixão, pelas saídas profissionais?

                "Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light not our darkness that most frightens us."

                Colocações 2013
                #27

                Offline Adónis

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                • Membro Sénior
                Todos os pontos já aqui enunciados são recorrentes e importantes: a diferença nos níveis de exigência entre escolas, a qualidade do ensino, o número reduzido de vagas em alguns cursos, etc.

                Contudo a meu ver, mais importante que qualquer um deles (por ser a causa e não a consequência), é este: o que leva um estudante a escolher um curso? Escolheu porque vai de encontro a um talento nato ou porque os outros lhe disseram que era um bom curso? Escolheu pelo dinheiro, pelo estatuto, pela paixão, pelas saídas profissionais?

                Lamentavelmente, vejo que em Portugal os bons alunos são excessivamente pressionados para seguir a área da Saúde.

                Não sei como estão agora as coisas, mas há uns anos mais de 95% dos alunos com média de exames superior a 18 ingressavam em Medicina.

                É absurdo concentrar a «nata» do Secundário num único curso.

                Medicina tem média elevada em todo o mundo desenvolvido mas o caso português deve ser uma excepção na Europa.

                E sim, há muita gente pressionada pela família para seguir este ou aquele curso. Conheço o caso de um rapaz que foi obrigado a seguir Arquitectura, quando terminou tirou o curso que queria, na fac. de Letras, e o pai nunca mais lhe falou, pois o pai era arquitecto... e sei de mais casos idênticos...

                Acho que em Portugal a família tem uma influência desmesurada em muitos jovens adultos... noutros países europeus os adolescentes e os jovens adultos são mais independentes e livres a todos os níveis... e mais responsáveis também... Já conheci jovens de quase todos os países da Europa e fiquei com essa noção.

                  Colocações 2013
                  #28

                  Offline silke

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                  Concordo que nas privadas, em geral, as notas altas são mais "facilitadas", um ou dois valores a mais. No entanto, acho que isso se deve por simplesmente, os professores serem mais "benevolentes", facilitarem notas mais altas e não necessariamente por estarem melhor preparados. Pelo contrário... Conheço vários estudantes das privadas, inclusive na minha familia, que no secundário eram só 20 e depois nos exames desciam imenso. No meu caso, já foi o contrário, tive notas no exame iguais às do secundário e a Português até mais alta.


                  1º ano de psicologia, Caloira por tanto, e não quer as praxes  :-X :blush

                  Não sei em que cidade vais estudar, mas aconselhava-te a, logo à partida, não excluires as praxes. Vai, experimenta, se não gostares então não apareces mais. Sou estudante em Coimbra, na FDUC, fui praxada e praxei e não foi uma experiência humilhante, nem gozaram comigo, nem me obrigaram a fazer nada estúpido/perigoso/whatever. Tudo depende do grupo com quem estás, do bom senso de quem praxa. É suposto ser uma experiência divertida, fazer brincadeiras e podes sempre recusar-te a fazer alguma coisa que não te sintas à vontade (eu fi-lo enquanto caloira e ninguém me bateu :) ) Aliás, se houver por aqui caloirinhos de Direito que precisem de alguma orientação, podem mandar mp

                    Colocações 2013
                    #29

                    Offline Adónis

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                    • Membro Sénior
                    A cultura praxística varia muito de universidade para universidade, e dentro da mesma Academia de faculdade para faculdade e de curso para curso.

                    O meu conselho é este: participem. Se se sentirem humilhados ou se notarem abusos façam o favor de sair. Ninguém precisa da praxe para se integrar nem para fazer amigos.

                       

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