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Olá Visitante26.nov.2020, 06:22:39

Autor Tópico: Itália - Cultura e Sociedade  (Lida 1672 vezes)

 
Itália - Cultura e Sociedade
#0

Offline MuscleCub

  • *****
  • Membro Ultra
A Itália podia ser um país extraordinário.

Tem tido o azar, e a ignorância claro, de ter gajos como esse...
O raio de actuação do Berlusconi é impressionante, é completamente uma ditadura do séc. XXI.

É o preço a pagar por ser o berço da Igreja Católica...

Back, estás a fazer uma abordagem um pouco simplista da temática.

1) A Itália é uma democracia bem mais madura que Portugal, mas de longe;

2) O Berlusconi está no poder porque não há alternativa credível à esquerda;

3) Não há uma Itália, há duas, que têm uma História distinta, e são culturalmente muito diferentes;

4) A metade Norte de Itália tem uma sociedade muito masculina, e para além disso, o nacionalismo ou o fascismo têm alguma penetração, já Portugal é uma das sociedades mais femininas da Europa, sendo apenas ultrapassado pelos países nórdicos (as mais masculinas estão em Itália, Alemanha, Rússia ou Reino Unido).

Em suma, há um quadro muito complexo.
« Última modificação: 23 de Novembro de 2011 por Boreas »
    Monárquico, conservador-liberal, capitalista, sem seita, loja ou templo.

    Notícias LGBT (que não se enquadram noutros tópicos)
    #1

    Offline τοRoyalSizeΚΞ

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    • Orador(a)
    • Membro Vintage
    • Género: Masculino
    A Itália podia ser um país extraordinário.

    Tem tido o azar, e a ignorância claro, de ter gajos como esse...
    O raio de actuação do Berlusconi é impressionante, é completamente uma ditadura do séc. XXI.

    É o preço a pagar por ser o berço da Igreja Católica...

    Back, estás a fazer uma abordagem um pouco simplista da temática.

    1) A Itália é uma democracia bem mais madura que Portugal, mas de longe;

    2) O Berlusconi está no poder porque não há alternativa credível à esquerda;

    3) Não há uma Itália, há duas, que têm uma História distinta, e são culturalmente muito diferentes;

    4) A metade Norte de Itália tem uma sociedade muito masculina, e para além disso, o nacionalismo ou o fascismo têm alguma penetração, já Portugal é uma das sociedades mais femininas da Europa, sendo apenas ultrapassado pelos países nórdicos (as mais masculinas estão em Itália, Alemanha, Rússia ou Reino Unido).

    Em suma, há um quadro muito complexo.
    Oi MuscleCub :) O que queres dizer com o sociedades femininas e masculinas? E em que sentido os 4 países que apontaste são sociedades masculinas?

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      #2

      Offline Back Room

      • *****
      • Membro Elite
      • Género: Masculino
      Não.
      O Berlusconi está no poder porque construiu um império inacreditável, em grande parte alicerçado na comunicação social e em valores que só um povo ignorante pode assimilar.

      Recomendo-te o documentário Videocracy, de Erik Gandini. É impressionante.

      A tua orientação política à direita é que te leva a fazer essas considerações sobre Portugal, porque temos de facto um eleitorado muito inclinado à esquerda, mas não me acredito nunca que Portugal se deixasse levar muito tempo por um homem como o Berlusconi, governasse ele à direita ou à esquerda. Só se fosse a Madeira...

      Eu conheço mais ao menos a realidade italiana e essa divisão entre o Norte e o Sul, mas de certeza que é em Milão ou em Turim que o Berlusconi ganha as eleições? Não tenho os dados, mas não me parece.
      Essa divisão é um problema interno que têm para resolver, mas a "ditadura" de Berlusconi não assenta na "masculinidade" do Norte, assenta na ignorância de um país católico...
      « Última modificação: 1 de Março de 2011 por Back Room »
        "I started being proud of being gay, even though I wasn't." Kurt Cobain.

        "Quelle est votre plus grand ambition dans la vie? Devenir immortel... et puis... mourir." À Bout de Souffle, Godard.

        "One of the great tragedies of mankind is that morality has been hijacked by religion." Arthur C. Clark

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        #3

        Offline MuscleCub

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        • Membro Ultra
        Já sabia que aquele tópico ia dar polémica  ;D

        Uma introdução ao tema...

        «Portugueses: machos... ou femininos?
        por

        Arménio Rego

        Professor da Universidade de Aveiro17 Março 2006

        Somos femininos! Também o são os escandinavos. A feminilidade é uma característica cultural com implicações para a vida organizacional e societal. Nas sociedades masculinas prevalecem a orientação para os resultados, o sucesso e a competição. Os homens e as mulheres têm papéis bem distintos: o homem deve ser forte, impor-se e interessar-se pelo sucesso material. Da mulher espera-se que seja mais modesta, terna e preocupada com a qualidade de vida. As culturas femininas valorizam o bem- -estar e a qualidade do relacionamento interpessoal. Espera-se que homens e mulheres sejam modestos, ternos, preocupados com a qualidade de vida, a preservação do ambiente e a ajuda aos outros.
        Os dados de Hofstede são claros: Portugal é feminino. Em entrevista à Exame, em 1997, o autor sublinhava: "Portugal é um país tipicamente latino, pertencendo, por isso, ao grupo mais feminino. No entanto, reconheci imediatamente que os portugueses diferem dos outros países latinos e, ao contrário dos espanhóis, não matam os seus touros. Os portugueses tendem a ser mais simpáticos para as pessoas e são bons negociadores, tentando sempre encontrar uma via pacífica. Por isso, resolvem muitos problemas negociando, e não guerreando."
        O recente projecto multinacional GLOBE (Global Leadership and Organizational Behavior Effectiveness) reitera: somos menos assertivos do que a média e os níveis de igualitarismo sexual são superiores à média das mais de 60 sociedades estudadas. Estudos nacionais e internacionais sobre o perfil motivacional português reforçam o dado: somos afiliativos. Em suma: (1) comunicamos de modo indirecto; (2) procuramos ser "diplomáticos"; (3) nem sempre dizemos o "não" que gostaríamos de afirmar!; (4) valorizamos as relações interpessoais e as amizades; (5) valorizamos mais a boa relação com o superior do que a transparência e a justiça dos procedimentos. Pela vertente mais negativa, somos propensos ao "amiguismo". E, dado que também valorizamos a "distância de poder", acabamos por reverenciar desmesuradamente as figuras de autoridade e por dizer aos nossos líderes o que eles desejam ouvir! A nossa feminilidade também ajuda a explicar por que os sistemas de recompensa do mérito, ao introduzirem factores "agressivos" de competição e diferenciação, são dificilmente implantáveis e geram, por vezes, efeitos perversos.
        Será a feminilidade um "defeito"? Não é. Os países escandinavos são mais femininos do que Portugal e atingiram níveis invejáveis de desenvolvimento económico. E, tal como reflectem os seus elevados índices de desenvolvimento humano (ONU), conciliaram o crescimento económico com uma forte orientação para a qualidade de vida, o equilíbrio social e a qualidade ambiental. Ao contrário, alguns países fortemente masculinos alcançaram forte crescimento económico, mas acompanhado de grandes bolsas de exclusão social e problemas ambientais acentuados. O facto de sermos femininos não nos torna, pois, menos capazes. Podemos melhorar os índices de desenvolvimento económico sem nos descaracterizarmos. Do que precisamos é de mais orientação para o rigor, o planeamento e a organização. Necessitamos de premiar o mérito, criando transparência nos processos - para que a inveja deixe de ser uma pecha nacional. Urge criar sistemas de responsabilização individual a todos os níveis, para que a culpa "não morra solteira" e as responsabilidades pelas nossas asneiras não sejam diluídas por entre o colectivo da acção.
        Podemos melhorar o nosso desenvolvimento económico canalizando-o para a melhoria da qualidade de vida dos portugueses, num clima de harmonia que evite os focos de distúrbio e as maleitas sociais mais perversas. Podemos conciliar a competição com a cooperação - gerando coopetição! Afinal, para que serve o desenvolvimento económico se não for acompanhado da realização pessoal e de maior felicidade? O País e os portugueses têm virtudes assinaláveis. Que elas sejam orientadas para a melhoria económica e o bem-estar. C
        Para desenvolver o assunto:
        - Hofstede, G. (1991). Cultures and Organizations: Software of the mind. London: McGraw-Hill.
        - Jesuíno, J. C. (2002). Latin Europe Cluster: From South to North. Journal of World Business, 37, 81-89.
        - Rego, A. (2004). Uma visão peculiar sobre a cultura nacional: A "Tourada Portuguesa" como Metáfora. Gestão e Desenvolvimento, 12, 105-121»

        Fonte : DN
          Monárquico, conservador-liberal, capitalista, sem seita, loja ou templo.

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          #4

          Offline Back Room

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          • Membro Elite
          • Género: Masculino
          Eu tinha percebido, até porque os países que dizes mais masculinos têm um historial de governos de centro-direita enquanto que os que dizes mais femininos têm um historial de centro-esquerda.
          Agora acho essas considerações um pouco irrelevantes.

          A grande diferença social encontro-a dentro desse grupo de femininos. E é isso que explica as diferenças de desenvolvimento.
          Enquanto os países latinos têm uma tendência incontrolável para a corrupção, os escandinavos não a têm.

          E aí, desculpem lá enfatizar a ideia, está toda a influência católica-romana na sua espiral de ignorância e podridão.
            "I started being proud of being gay, even though I wasn't." Kurt Cobain.

            "Quelle est votre plus grand ambition dans la vie? Devenir immortel... et puis... mourir." À Bout de Souffle, Godard.

            "One of the great tragedies of mankind is that morality has been hijacked by religion." Arthur C. Clark

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            #5

            Offline MuscleCub

            • *****
            • Membro Ultra
            Eu tinha percebido, até porque os países que dizes mais masculinos têm um historial de governos de centro-direita enquanto que os que dizes mais femininos têm um historial de centro-esquerda.
            Agora acho essas considerações um pouco irrelevantes.

            A grande diferença social encontro-a dentro desse grupo de femininos. E é isso que explica as diferenças de desenvolvimento.
            Enquanto os países latinos têm uma tendência incontrolável para a corrupção, os escandinavos não a têm.

            E aí, desculpem lá enfatizar a ideia, está toda a influência católica-romana na sua espiral de ignorância e podridão.

            A Áustria e a França são países maioritariamente católicos... tal como a Irlanda, alguns cantões suíços e algumas regiões da Alemanha...

            Mas sim, a cultura protestante não tolera a mentira. Já na cultura católica, há sempre uma absolvição no confessionário...
            « Última modificação: 1 de Março de 2011 por MuscleCub »
              Monárquico, conservador-liberal, capitalista, sem seita, loja ou templo.

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              #6

              Offline Back Room

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              • Género: Masculino
              Eu tinha percebido, até porque os países que dizes mais masculinos têm um historial de governos de centro-direita enquanto que os que dizes mais femininos têm um historial de centro-esquerda.
              Agora acho essas considerações um pouco irrelevantes.

              A grande diferença social encontro-a dentro desse grupo de femininos. E é isso que explica as diferenças de desenvolvimento.
              Enquanto os países latinos têm uma tendência incontrolável para a corrupção, os escandinavos não a têm.

              E aí, desculpem lá enfatizar a ideia, está toda a influência católica-romana na sua espiral de ignorância e podridão.

              A Áustria e a França são países maioritariamente católicos... tal como a Irlanda, alguns cantões suíços e algumas regiões da Alemanha...

              Mas sim, a cultura protestante não tolera a mentira. Já na cultura católica, há sempre uma absolvição no confessionário...

              Desses países que disseste só a Irlanda considero, de facto, católica.

              A Áustria e principalmente a França, mesmo tendo a religião católica como maioritária, não as considero culturalmente católicas.

              Estão longe do nível de "repressão/educação católica" de países bem mais miseráveis como Portugal, Espanha, Itália ou Polónia... e como disse, acredito mais nos países ibéricos do que nos outros dois para se libertarem disso.
                "I started being proud of being gay, even though I wasn't." Kurt Cobain.

                "Quelle est votre plus grand ambition dans la vie? Devenir immortel... et puis... mourir." À Bout de Souffle, Godard.

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