rede ex aequo

Olá Visitante17.out.2019, 12:03:42

Autor Tópico: Novo membro, apresentação - A minha historia, a minha actualidade.  (Lida 1689 vezes)

 
Novo membro, apresentação - A minha historia, a minha actualidade.
#0

Offline James07

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Felizmente as coisas hoje... concideravelmente mudaram. Vou deixar aqui as minhas palavras, lembro-me da altura em que as escrevi. Nao estava a passar por uma situacao facil. Pode ser que alguem esteja a passar pelo mesmo que passei. So quero dizer que nunca podemos deixar de lutar. Nunca. E um dia podemos conseguir o que queremos, eu consegui.

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Antes de mais, olá a todos. Vou partilhar um pouco do que se tem passado ao longo destes últimos anos. Tive conhecimento do forum a partir de uma chamada para a linha de apoio lgbt, pelo que me sugeriram vir aqui e aceitei.

Desde que me conheço, que sempre tive consciência que em mim algo era diferente. Na verdade, nunca começou... sempre existiu. Já em criança, tinha preferência a estar com raparigas, ouvir e perceber atentamente as suas brincadeiras e por vezes participar. Nunca fui o rapaz que jogava a bola, ou subia as árvores... Tinha noção que algo era diferente, mas essa mesma diferença fazia parte da pessoa que era, e hoje sou. Cresci numa família que hoje percebo ser retrograda, homofóbica e vou me atrever a dizer ignorante... porque ao fim ao cabo o preconceito é ignorância. Em pequeno, sempre percebi do distanciamento que existia entre mim e o meu pai. Na minha casa o diálogo nunca existiu. E quando fazia algo de errado, era agredido por duas pessoas ao mesmo tempo. De um lado, o meu pai, do outro a minha avó. Com colheres de pau, fivelas dos cintos e etc. Começou a criar-se então uma revolta muito grande em mim. Memorias de infância que posso guardar do meu pai? Violência. Fui crescendo com esta realidade, e à medida que o tempo passava, cada vez mais eu me consciencializava que algo não estava, de todo, correcto. Foi durante a adolescência que, sozinho, comecei-me a descobrir e a encontrar-me. Sentia claramente atracção por pessoas do mesmo sexo que o meu. Mas na minha cabeça fazia-me alguma confusão isso estar a acontecer, pois teria sido educado que a homossexualidade é uma abominação, um pecado, uma doença, etc. Tinha isso incutido em mim, mas o choque foi demasiado, quando me confrontei com a realidade. Eu era tudo aquilo que a minha família sempre recriminou. Era o filho homossexual. Não me conseguia sentir um filho amado e desejado por completo, era impossível, pois eu era o que todos eles detestavam, e ninguém sabia, ninguém queria saber. Passei tempos com o medo de não me aceitarem e tentava ter isso com certo, mas tinha alguma esperança que pelo facto de ser filho deles, algum amor de sua parte existir, e me aceitassem. Pois tal nunca aconteceu. Passei por um longo processo de auto-aceitação, durante isso... juntam-se hoje mais de 5 anos de bullying homofóbico no meu local de ensino. Foi em lágrimas, que me dirigi a uma amiga muito especial, e contei-lhe quem eu achava que era, e o que eu achava que seria, e foi em lágrimas que ela me aceitou e compreendeu. Naquela altura, naquela noite, consegui pela primeira vez alcançar um sentido de orgulho, um sentido de valor próprio como ser humano, como que até aquele dia nunca tinha sentido. Sentia na flor da pele o que era o ódio e a homofobia. Achei que estava preparado para dar um passo seguinte, e contar à minha mãe. Julgava que ela me ia aceitar ou pelo menos compreender. Pensei muito bem sobre o que lhe deveria dizer, e claro que se cheguei a este passo, tentei sempre adquirir o máximo de informação possível, para eu também me poder compreender a mim mesmo. Lamentavelmente, quem sempre tinha falta de conhecimento, informação era os meus pais. Ao inicio a minha mãe parecia até ter reagido bem, mas não durou muito tempo. Quando se começava a aperceber que o meu mundo não correspondia à realidade que ela teria projectado para mim, começou a entrar em sofrimento. A sua homofobia começou exactamente aí, quando me começou a achar um doente, um ser humano que precisava de ser curado do pecado que estava a cometer. O meu pai não sabia da minha orientação, visto que ele era muito mais homofóbico, tencionava contar-lhe um dia mais tarde, quando fosse independente. Tal não aconteceu. Os meus pais começaram a controlar-me em tudo. Ler cadernos, ver o computador dentro daquilo que conseguiam, visto que também tinha que proteger a minha privacidade, mas chegaram sim a interferir nela. Um dia, o meu pai encontrou o meu disco rígido externo e viu fotografias que lá tinha. De eu com um namorado. Um relacionamento que tinha acontecido. Ao ver isso, tentou-me intimidar, e disse que o conteúdo do disco rígido externo estava nas mãos da policia. O que não fazia sentido nenhum, e obviamente que estava em posse dele escondido, que mais tarde me veio a dar. A vida foi continuando e as coisas na escola não estavam sequer bem. Estava a ser diariamente vitima de bullying e não estava a aguentar. Como se pode perceber e imaginar, eu estava prestes a explodir. Em casa, estava diariamente perante o clima mais homofóbico possível, e na escola a situação estendia-se. Pensei em terminar com tudo. Estava a sofrer demais. Tentei cortar os pulsos, cheguei a fazê-lo, mas foram golpes baixos e mesmo assim parei. Parei e pensei, e de facto não faria sentido nenhum desistir assim da minha vida. Tentei me erguer, mas como é óbvio pelo caminho tive imensas adversidades. Cheguei a consumir excessivamente álcool, tabaco etc. Tudo para tentar esquecer todo este sofrimento. As discussões em casa aconteciam cada vez com mais frequência e eu estava a perder a paciência. Foi durante uma discussão, que o meu pai me disse “Tu não devias ter nascido.” Enquanto a minha mãe me travava como um doente, interiorizando a sua dor, e NEM POR UM MOMENTO ter percebido o quanto tudo isto me estava a custar. Nem por um momento ter valorizado eu me ter aberto daquela forma a minha própria mãe. Foi difícil, e está a ser. Tudo se foi mantendo, e continuando. A minha mãe resolveu procurar ajuda então, achava-me doente e eu precisava de cura para essa doença. Achava que a tinha encontrado na religião! Eu super perdido com todas estas situações, assimilei tudo o que me diziam e aceitei e cheguei a ir. A minha mãe achava que era uma FASE, algo que Deus podia curar/livrar-me de. O inferno foi continuando, até que ontem me veio falar porque o meu irmão foi chamado de Gay. Obviamente pelos seus comportamentos afeminados. Diz ela, que a culpa era minha. Que por eu ser assumido a algumas pessoas, o meu irmão está a ser chamado disto. Diz também que, uma mãe quer o melhor para os filhos, e ser-se gay é o pior. (E até tem razão. Ser-se gay traz muito sofrimento. Mas ela disse aquilo num sentido homofobico, queria dizer que ser-se gay, é uma vergonha.) Na escola actual: Cheguei a um ponto que não suportei mais o que estava a acontecer e senti-me obrigado a tomar uma atitude. Assumi-me e acatei a minha decisão. Pois os meus pais agora sentem VERGONHA de mim. Não vão a nenhuma reunião, e muito menos á gala de finalistas. Pois bem, este é o inferno em que estou metido.
« Última modificação: 7 de Dezembro de 2012 por James07 »
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    #1

    Offline isa82

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    • Novo Membro
    amigo,

    calma...inicialmente é assim mesmo. Os pais nunca aceitam, a minha por exemplo quando se apercebeu que se passava algo entre mim e a minha ex namorada fez uma cena num restaurante que nunca vou esquecer (desatou a chorar na mesa e a dizer-me "diz-me que não é verdade o que estou a ver",) se pudesse teria me enfiado num buraco neste dia mas contudo ca estou... Os primeiros tempo são sempre dificeis mas vais ver que depois passa...

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      #2

      Offline James07

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      amigo,

      calma...inicialmente é assim mesmo. Os pais nunca aceitam, a minha por exemplo quando se apercebeu que se passava algo entre mim e a minha ex namorada fez uma cena num restaurante que nunca vou esquecer (desatou a chorar na mesa e a dizer-me "diz-me que não é verdade o que estou a ver",) se pudesse teria me enfiado num buraco neste dia mas contudo ca estou... Os primeiros tempo são sempre dificeis mas vais ver que depois passa...


      wow... eu estou muito no inicio de tudo isto, e está a ser muito complicado...
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        Novo membro, apresentação - A minha historia, a minha actualidade.
        #3

        Offline _tiago_

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        • Why not??!!?
        Olá James07, devo dizer que ao ler a tua história de vida e aquilo pelo qual estás a passar me deixou bastante comovido e identifiquei me nalgumas coisas da tua história.

        Não estás sozinho pelo que vês, há mais gente com os mesmos problemas infelizmente.Tenta ir a reuniões da rede por exemplo se te sentes isolado.(não sei de que zona és mas os grupos estão espalhados um pouco por todo o lado)

        Quanto aos pais é algo muito complicado...Mas foca-te agora no teu futuro profissional de maneira a ganhares a tua independência e poderes sair desse ambiente =/.

        Olha por exemplo o emu pai quando me assumi fingiu uma tentativa de suicídio :o....e hoje rio me disso e ele aceita-me perfeitamente  :)...Enfim é quase sempre muito complicado para os pais!

        Desejo-te a maior força do mundo para ultrapassares todos os obstáculos! ;)

          Novo membro, apresentação - A minha historia, a minha actualidade.
          #4

          Offline isa82

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          eu sei...tamb+em ja estive no teu lugar... é complicado e até acredito que te sintas perdido, mas nao seria pior viveres numa mentira?

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            #5

            Offline James07

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            • Novo Membro
            • Género: Masculino
            eu sei...tamb+em ja estive no teu lugar... é complicado e até acredito que te sintas perdido, mas nao seria pior viveres numa mentira?
            É bastante... Obviamente que com esta situação toda me sinto bastante transtornado e emocionalmente afectado, mas mentiras nunca as vivi. Lutei sempre, e orgulho-me disso, de viver sempre aquilo que sentia, e nunca o ocultar de ninguém.

            Olá James07, devo dizer que ao ler a tua história de vida e aquilo pelo qual estás a passar me deixou bastante comovido e identifiquei me nalgumas coisas da tua história.

            Não estás sozinho pelo que vês, há mais gente com os mesmos problemas infelizmente.Tenta ir a reuniões da rede por exemplo se te sentes isolado.(não sei de que zona és mas os grupos estão espalhados um pouco por todo o lado)

            Quanto aos pais é algo muito complicado...Mas foca-te agora no teu futuro profissional de maneira a ganhares a tua independência e poderes sair desse ambiente =/.

            Olha por exemplo o emu pai quando me assumi fingiu uma tentativa de suicídio :o....e hoje rio me disso e ele aceita-me perfeitamente  :)...Enfim é quase sempre muito complicado para os pais!

            Desejo-te a maior força do mundo para ultrapassares todos os obstáculos! ;)

            É muito complicado infelizmente, e surpreende-me o facto destas situações... infelizmente serem tão frequentes. São situações complicadas, e muito complicadas... Os meus pais por exemplo... sentem repulsa da palavra gay e revelam uma falta de conhecimento acerca do assunto enorme. E focam-se imenso no seu sofrimento, principalmente a minha mãe. Eu tentei sempre ser o mais corajoso e forte possível, mas este ambiente "familiar" é de todo, tenebroso... Daqui por um ano ganho a minha independência e espero que tudo melhore. Obrigado pelo apoio, e por saber que infelizmente, também passaste por situações como as minhas actuais...
            « Última modificação: 29 de Maio de 2011 por James07 »
              Refuse to feel anything at all, refuse to slip, refuse to fall, can't be weak, can't stand still, and watch your back because no one else will.

              Novo membro, apresentação - A minha historia, a minha actualidade.
              #6

              Offline Kharon

              • ***
              • Membro Total
              James, a situação em que estás é, de facto, nada agradável, no entanto podia estar pior. Acho que consegues aguentar pois não só dizes que tens uma amiga que te apoia (e rodeares-te de pessoas assim ajudar-te-à imenso) como pareces saber quem és e achas valor nisso.

              Teres-te assumido na escola talvez pare um pouco o bullying, por vezes ao mostrares que não tens vergonha e não és afectado faz com que deixem de ter interesse em ti pois já não reages da maneira que eles querem.

              Fazes bem em sair do teu ambiente familiar e tornares-te independente pois não ter uma pausa nem na escola nem em casa é muito desgastante. Constrói a tua vida. Pode ser que no futuro a situação com os teus pais melhore mas agora ficar assim é mau para ti.

              Abraço.  ;)
                Estejam à vontade para me contactar por MPs. : )

                Novo membro, apresentação - A minha historia, a minha actualidade.
                #7

                Offline btographer

                • ****
                • Membro Sénior
                • Género: Masculino
                • What we have is NOW n right now WE HAVE EACH OTHER
                James... de facto revejo-me em alguns dos teus parágrafos... não recordo memórias do meu pai durante a minha infância... aliás, recordo uma... uma chapada que me deu que no meio dos soluços do choro e da marca dos dedos na cara dele fiquei sem respirar, como se diz no calão 'fiquei-me co choro'... Triste não é? Quando supostamente as pessoas que devem fazer parte da tua infância pelas melhores razões, fazem parte pelas piores memória... Em contrário da tua situação... a minha avó foi a minha mãe... os meus pais trabalhavam (e trabalham) fora o dia todo... e quem me criou foi a minha avó... Desde os meus 9 anos (quando ela faleceu) que comecei a crescer sozinho... vivia sozinho no meu mundo... comecei a perceber a minha orientação sexual... sempre muito escondido atrás de monitores e teclados... inicialmente na casa da minha tia, pois não tinha net... se aparecia algum conteúdo com a palavra 'gay' eu fugia e dizia que era vírus! Tive a minha primeira relação homossexual... tive a segunda e achei que podia contar à minha irmã, mas foi o maior erro... ela contou a minha mae... e a minha mãe achou q eu estava possuido... e procurou 1 bruxa... É ridículo, mas foi o que aconteceu... queriam que fizesse tratamentos... etc etc etc! Nunca fiz!

                Como ele não quis lutar comigo contra isso terminámos... Os meus pais controlavam-me... levavam-me e buscava-me na porta da faculdade... viam o telemovel e computador... so podia sair com a minha irmã... ou com o meu primo! Vivi assim durante 1 ano... comecei a dar-me mto bem com 1 colega de trabalho e eles acharam q eu estava curado porque tinha 1 namorada... amiga essa que era a única pessoa a quem eu tinha contado a minha orientação (alem da minha irma)...

                Continuam na ilusão que estou 'curado'... não vou fazer ondas... Tenho uma relação estável... feliz dentro do possível... e somos Felizes! No dia que tivermos a nossa independência financeira e conseguirmos criar a nossa família assumiremos perante a família! E lutaremos contra tudo e todos!!!

                Força James... se precisares de conversar, desabafar... apita!
                Um abraco cheio de força

                  Novo membro, apresentação - A minha historia, a minha actualidade.
                  #8

                  Offline James07

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                  • Novo Membro
                  • Género: Masculino
                  James, a situação em que estás é, de facto, nada agradável, no entanto podia estar pior. Acho que consegues aguentar pois não só dizes que tens uma amiga que te apoia (e rodeares-te de pessoas assim ajudar-te-à imenso) como pareces saber quem és e achas valor nisso.

                  Teres-te assumido na escola talvez pare um pouco o bullying, por vezes ao mostrares que não tens vergonha e não és afectado faz com que deixem de ter interesse em ti pois já não reages da maneira que eles querem.

                  Fazes bem em sair do teu ambiente familiar e tornares-te independente pois não ter uma pausa nem na escola nem em casa é muito desgastante. Constrói a tua vida. Pode ser que no futuro a situação com os teus pais melhore mas agora ficar assim é mau para ti.

                  Abraço.  ;)

                  Viver sobre toda esta situação sempre foi muito complicado. Mas sim, nada como manter a esperança que as coisas vão melhorar, e ter sempre em mente quem somos neste mundo.


                  James... de facto revejo-me em alguns dos teus parágrafos... não recordo memórias do meu pai durante a minha infância... aliás, recordo uma... uma chapada que me deu que no meio dos soluços do choro e da marca dos dedos na cara dele fiquei sem respirar, como se diz no calão 'fiquei-me co choro'... Triste não é? Quando supostamente as pessoas que devem fazer parte da tua infância pelas melhores razões, fazem parte pelas piores memória... Em contrário da tua situação... a minha avó foi a minha mãe... os meus pais trabalhavam (e trabalham) fora o dia todo... e quem me criou foi a minha avó... Desde os meus 9 anos (quando ela faleceu) que comecei a crescer sozinho... vivia sozinho no meu mundo... comecei a perceber a minha orientação sexual... sempre muito escondido atrás de monitores e teclados... inicialmente na casa da minha tia, pois não tinha net... se aparecia algum conteúdo com a palavra 'gay' eu fugia e dizia que era vírus! Tive a minha primeira relação homossexual... tive a segunda e achei que podia contar à minha irmã, mas foi o maior erro... ela contou a minha mae... e a minha mãe achou q eu estava possuido... e procurou 1 bruxa... É ridículo, mas foi o que aconteceu... queriam que fizesse tratamentos... etc etc etc! Nunca fiz!

                  Como ele não quis lutar comigo contra isso terminámos... Os meus pais controlavam-me... levavam-me e buscava-me na porta da faculdade... viam o telemovel e computador... so podia sair com a minha irmã... ou com o meu primo! Vivi assim durante 1 ano... comecei a dar-me mto bem com 1 colega de trabalho e eles acharam q eu estava curado porque tinha 1 namorada... amiga essa que era a única pessoa a quem eu tinha contado a minha orientação (alem da minha irma)...

                  Continuam na ilusão que estou 'curado'... não vou fazer ondas... Tenho uma relação estável... feliz dentro do possível... e somos Felizes! No dia que tivermos a nossa independência financeira e conseguirmos criar a nossa família assumiremos perante a família! E lutaremos contra tudo e todos!!!

                  Força James... se precisares de conversar, desabafar... apita!
                  Um abraco cheio de força

                  As memorias de infância são aquelas que me marcam mais. Do meu pai, mantenho recordações agressivas e um pai distante. Uma família homofóbica e com imensos preconceitos. São as piores e as mais marcantes, e as mais difíceis de "digerir".  Eu volto a dizer, cada vez mais me sinto chocado com a quantidade de casos iguais ou parecidos ao meu... Tenho a agradecer imenso todo o apoio que neste forum tenho recebido. Não só por mensagens como também respostas neste mesmo post. É notável todo espírito de entre-ajuda que aqui partilhamos. Porque acima de tudo, aprendemos a sofrer (e acima de tudo a crescer), e muitos de vós, hoje conseguem olhar para traz e sentir que tudo valeu a pena. Eu procuro isso, bem como um sentido de vida, um sentido de valor próprio. Porque tem sido muito desgastante passar por todas estas situações ao mesmo tempo. Enfim, mais uma vez um grande obrigado a todos, e um grande abraço,

                  James07
                  « Última modificação: 7 de Dezembro de 2012 por James07 »
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