rede ex aequo

Olá Visitante21.set.2019, 10:02:39

Autor Tópico: Um desabafo e um pedido de ajuda  (Lida 2175 vezes)

 
Um desabafo e um pedido de ajuda
#0

Offline JDelgado

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Boas. Sou o João, tenho 20 anos, vivo em Vila Franca de Xira e estudo em Lisboa.
Estou a escrever aqui neste fórum, porque penso que descobri que sou homossexual e ainda não sei como lidar com a situação nem com quem falar, pelo que decidi vir aqui desabafar e pedir ajuda neste fórum. A minha “história” é o seguinte.
Eu sempre fui e sou uma pessoa tímida e sempre tive dificuldade em relacionar-me com outras pessoas.  Eu nunca tive namoradas nem nunca senti nenhuma atracção por nenhuma rapariga, mas sinto atracões por rapasses. Tudo começou por volta dos meus 14 anos, comecei a reparar que olhava e reparava mais do aspecto físico dos rapazes, enquanto pouco ligava as raparigas, mas nunca dei importância ao assunto, pois achei que eram uma coisa esporádica e passageira. Cheguei aos 17 anos e continuava a olhar para os rapazes, e a não olhar para as raparigas mesmos aquelas que os meus amigos diziam ser muito atraente eram me indiferentes, so que agora parecia que reparava mais na cara, nos braços, nas perna quando ele ião de calções, achei estranho que quase todos os meus amigos já tinham tido um relacionamento e eu ainda não; desta vez cheguei a conclusão a razão de isto tudo pode-se ser a minha timidez.
Agora com 20 anos continuo a ser atraído por rapazes, chego a ter erecções com vejo alguns rapazes, só que comecei a sentir alguma coisa por um colega de turma da faculdade. De inicio pensei que fosse só uma amizade mais profunda, só que a coisa começou a ganhar uma intensidade demasiado grande para ser só amizade, comecei a querer que houve-se mais contacto físico e cheguei a sonhar dormir na mesma cama com ele. Decidi falar sobre isto ao meu psicólogo sobre isso e ele aconselhou-me a não reprimir estes sentimentos e ate mostra-los ao meu colega e a tentar procura falar com pessoas que tenham passado pelo mesmo. Eu tenho tentado esconder estes sentimentos das pessoas mais próximas, do meu colega inclusive, por estou com receio das reacções das pessoas. Foi por isso que decidi vir aqui a este fórum, para desabafar e para pedir ajuda como lidar com a situação, a pessoas que já passaram pelo mesmo e ser ter receio de ser criticado/marginalizado.
    Mesmo na mais escura da escuridão, haverá sempre uma luz a brilhar para nos guiar.
    Basta saber encontra-la

    Um desabafo e um pedido de ajuda
    #1

    ferdinand

    • Visitante
    Antes de mais deixa-me dar-te as boas vindas ao fórum!
    Devo dizer que a tua "história" é muito semelhante à minha: Também tenho dificuldade em travar novos conhecimentos, devido à minha timidez. Aos 15 anos comecei a reparar que não era como os "outros"... não conseguia perceber a atracção que os meus colegas tinham por raparigas... Eu não sentia o mesmo, mas nunca dei importância... Aos 17 anos tive, de certa forma, a "confirmação" - apaixonei-me por um rapaz da minha turma. Dávamos mesmo bem, e eu não conseguia deixar de pensar nele. Mas nunca deixei transparecer os meus verdadeiros sentimentos por ele... Nunca lhe disse o que sentia, e provavelmente nunca o direi, pois agora praticamente não nos vemos.
    Com isto quero dizer que não estás sozinho. Sei que é complicado fazer a "gestão" daquilo que estás a sentir... O teu psicólogo tem razão, não deves reprimir os teus sentimentos, contudo só os deves revelar assim que achares que estás preparado. Sem pressas. Teres vindo aqui ao fórum já é um passo importante. Sempre que precisares, nós estamos aqui  ;)

      Um desabafo e um pedido de ajuda
      #2

      Offline JDelgado

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      O meu problema é saber até onde posso avançar. Eu quero estar com ele e falar com ele, estar "mais próximo dele", mas tenho medo de avançar demais e que ele não seja como eu e me rejeite e deixe de falar comigo, correndo o risco de o perder. Estas férias, tem sido um bocado complicadas pois, já não o vejo e não tenho a desculpa da faculdade para falar com ele. No entanto penso muito nele, sonho com ele, as vezes sonho que ele esta na cama comigo, estou sempre atento ao msn a ver se ele está on-line, no entanto ainda não consegui falar com ele porque tenho medo.
      A pouco tempo fomos ao Optimos Alive e combinamos que no final íamos pernoitar a casa de um familiar meu, que a data estava desocupada, e eu estava com esperança e queria que acontece-se "alguma coisa". Durante o conserto andamos a maior parte do tempo juntos, sozinhos apesar de também terem ido outros colegas meus, no entanto ele não estava interessado em procura-los e eu como queria estar com ele também não tive interesse em procura-los. No fim,  chegamos a casa onde íamos pernoitar e fomos dormir em camas e quartos separados, eu deixei-o estar a vontade, eu foi para uma cama ele foi para outra, eu queria muito dormir na mesma cama com ele, mas tive medo de avançar e no final fiquei triste por não ter acontecido nada.
      Outro grande problema meu é ter medo de falar destas situações a outras pessoas, no entalo ando com vontade de falar, desabafar e tirar duvidas com pessoas que irão compreender, uma vez que sou um “novato” em relacionamento por ainda não ter tido nenhum. Foi por isso que vim aqui a este forum, que encontrei através do Google, pois ainda não conheço pessoas como eu.

        Mesmo na mais escura da escuridão, haverá sempre uma luz a brilhar para nos guiar.
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        #3

        ferdinand

        • Visitante
        Pois, de facto a tua situação é um tanto complicada: queres aproximar-te dele mas tens medo de o afastar de vez. Apesar de eu ver que estás a sofrer com esta situação, aquilo que te aconselho é teres calma. Sei que é mais fácil dizer que fazer, mas tenta fazer um esforço... Pelo que eu percebi, vocês os dois dão-se bem (afinal de contas ele aceitou ficar contigo na casa). Não sei se vivem perto um do outro, mas experimenta convidá-lo para um café, ou algo parecido. Sempre é uma justificação para estar com ele. Penso que é esse o passo que deves tomar. Lentamente vais-te aproximando mais dele. Depois com o tempo saberás mais.

          Um desabafo e um pedido de ajuda
          #4

          Offline _Blitz

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          • Novo Membro
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          Olá!


          Aqui fica mais uma "achega" que vale o que vale! ;)


          Pelo que descreveste, só agora começas a interiorizar - pelo menos, de modo mais racional - a tua orientação sexual. É um passo muito positivo. Podes agora resolver os problemas que a tua/nossa orientação te traz.

          Posto isto, aqui vai o que acho sobre o que expuseste:

          Em relação ao teu amigo, acho que - numa primeira abordagem - deverás ser expectante. Ou seja: tenta passar mais tempo com ele (sei que nas férias é mais difícil, mas Setembro não tarda). Das vossas interacções sociais, logo verás a resposta dele. Nota que muitas vezes - e sobretudo quando estamos apaixonados - tendemos a ver o que queremos e não o que as coisas são. Contudo, tenta fazer um esforço para ver se ele se mostra interessado. Se fores bom a interpretar "mímica social" e ele responder negativamente, terás a resposta - ele não está interessado. Caso ele reaja positivamente, aí ou dás a entender que estás interessado ou - se confiares mesmo nele - contas-lhe.

          Paralelamente, podes falar sobre a temática, sem te comprometeres. Exemplos: dizes que viste no fim de semana o filme "Brokeback Mountain" ou "Bruno" ou que leste que o PS se prepara para legalizar o casamento entre homossexuais. Pedes-lhe a opinião e logo aguardas pela resposta. Se ele se revelar homofóbico, é melhor não pensares mais nisso...

          Enfim, há um conjunto de pequenos "truques" para veres se ele está interessado.

          Contudo, acho que, antes de lhe contares (se decidires fazê-lo), deves ponderar muito seriamente. Ele pode reagir mal (e perdes uma amizade - tens de saber se estás pronto para isso) e pode contar a mais gente. Nestas coisas, cautela!

          Em relação ao teu isolamento, acho muito importante que partilhes as tuas angústias com alguém. O teu psicólogo é uma excelente ajuda e a tua vinda ao fórum um excelente começo. Aconselho-te a que pesquises algo na internet (evita os sites evangélicos brasileiros homofóbicos, sff :P). Aconselho este: http://portugalgay.pt/ (tem uma parte de aconselhamento e notícias e é em português! :P).
          Simultaneamente, penso que deves procurar no teu núcleo de amigos os que te parecem ser mais tolerantes e discretos. Mais uma vez, tenta saber o que eles pensam sobre a temática da homossexualidade. Se forem "open-minded" e souberem guardar um segredo, penso que deves contar-lhes. Contudo, deves ser extremamente cuidadoso na tua análise: eles têm mesmo de ser tolerantes e manter a boca calada. De outro modo, todos ficarão a saber e podes não estar preparado para perder a tua rede social de apoio (aka família e amigos).
          Por último, tenta encontrar grupos de apoio gay. Penso que há reuniões deste grupo (ex-aequo) em Lisboa. Por que não experimentas e vais a uma delas?

          Além do mais, para tudo isto, podes sempre pedir conselhos ao teu psicólogo.


          Enfim, não encares isto como uma "receita". Pensa sobre estas dicas, critica-as e põe em acção o que achas que é o melhor para ti. E, como já aqui disseram, podes sempre contar com a ajuda deste fórum! ;)

          Abraço e boa sorte!



          P.S. - Em relação à tua paixão, lembra-te do seguinte: podes sofrer um desgosto de amor agora. Contudo, é o início de uma longa caminhada. Provavelmente, sofrerás esta e outras desilusões, mas não te vás abaixo. O sofrimento acaba por desaparecer. ;)
            "Eu não peço um menor fardo, mas sim ombros mais fortes."

            (Provérbio judeu)

            Um desabafo e um pedido de ajuda
            #5

            Offline SuperMan-SuperWords

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            • Ser ou não ser, eis a questão! :)
              • O meu mundo
            Os meus pais desde Dezembro de 2012 que descobriram o meu segredo e desde ai, as coisas cá por casa (além de já não estarem bem na altura) pioraram e muito. Eu não me assumi directamente, a minha mãe é que descobriu o meu segredo que eu guardava e tencionava esconder por mais algum tempo, de uma forma desastrosa.

            Peço desculpa pelos termos usados, desde já. Passo a contar: estava eu um dia na sala sozinho, e como estava sozinho aproveitei para ver umas fotos de rapazes (estando estes nus), e desde já sei que não deveria ter tido tal atitude e estou muito arrependido disso, mas neste momento já não serve de nada, depois não sei como foi, a certa altura a minha mãe apareceu por trás do sofá e viu o que eu estava a fazer. A primeira reacção dela foi ficar em choque, e depois disse-me: "Há que é isso que estas para aí a ver?”, que pouca vergonha , és a vergonha da família, não tens vergonha de ser assim, não faças eu e teu pai passar vergonhas, pelo teu irmão não faças uma coisa dessas. Irmão este que não se encontra com vida, morreu a nascença e é inadmissível os meus pais usarem o meu irmão como estratégia para “me demover da ideia de ser gay”, infelizmente eles pensam assim. Foi piorando ainda mais, “Ah tu só gostas é de levar no c*, tu não prestas, és tonto, és uma vergonha; e quem foi que te meteu isso na cabeça?” Depois minha mãe fez questão de fazer chegar a história a outras pessoas da família e desde então tudo “mete a colher onde não deve”, todos metem as culpas em cima de mim, de tudo o que acontece, e eu que me vá aguentando no meio de uma família sendo ela totalmente contra a homossexualidade e preconceituosa, todos me rebaixam, os meus pais não me respeitam sou eu a lutar sozinho, só com a ajuda de alguns amigos, contra toda a minha família. Para todos; isto é uma fase, amanhã é o dia D e tudo muda; estou confuso, não sei o que quero da vida; sou muito novo, tenho de esperar pelos 30 anos e para ai decidir; são algumas das reacções dos meus pais e de familiares. Para os meus pais, nem me podem ver com amigos, mal sonham eles que costumo sair com alguns rapazes, digo sempre que vou com raparigas, mas odeio fingir aquilo que não sou, simplesmente por causa de agradar outros, detesto mesmo ter de fazer tal papel, custa-me muito, sinto-me revoltado com tudo isso.

            Depois existem pessoas que ainda tem o completo descaramento de perguntar porque me sinto revoltado, porque reajo assim, porque tenho esta atitude ou aquela, não me compreendem por nada juro, essas pessoas de família fazem essas perguntas e além disso, ainda se fazem de desentendidas quando confrontadas com a verdade e tentam dar a volta a tudo, é exactamente o que já aconteceu em algumas consultas de pedopsiquiatria, fico sempre como o “mau da fita”. Falam todos da minha vida como se soubessem dela, mas não sabem porque se realmente soubessem não era garantido estarem vivos de momento, tenho tanta mágoa e dor cá dentro, um grande vazio, sinto-me incompleto, tenho falta de amor e carinho, tenho falta de alguém que me ame e a quem possa dar amor, que me ame, que me respeite, que me aceite, que me compreenda, ….

            Outra situação quanto aos meus pais, é frequente fazer-se comentários do género: “Homens são homens, não são gatos”, “Uma pessoa por ter uma tatuagem, piercing, gostar de homens ou mulheres, não é considerada sociedade nenhuma, é a coisa mais horrível que existe, é a podridão do mundo”, “Isso não são pessoas, não são nada!”. A minha mãe inclusive já ficou contra uma psicóloga minha por esta ter-lhe dito a verdade na cara que não me estava a aceitar, devido aos factos e às atitudes que a minha mãe apresentou, a minha mãe saiu do consultório danada, argumentando que ia processar a psicóloga, que não tinha sido bem atendida, pois eu acabei por ter uma discussão feia com ela, à frente da psicóloga, pois já não aguentava mais o que sentia, e deitei tudo cá para fora.

            As coisas não são nada fáceis para mim, não sei o que mais hei-de fazer, como lido com pessoas assim, sei que são meus pais e lutaram muito para estar aqui, mas houve e há atitudes deles que me revolta imenso, as vezes chego a pensar que eles não me merecem como seu filho, tratando-me como me tem tratado nos últimos tempos, a minha vida tem sido um “inferno em brasas”, os meus pais também já me levaram a sítios de astrologia outros, a fim de fazer ver, de me impor que não sou homossexual e que estou errado, que o problema está na minha mente, que isto foram coisas que me meteram na cabeça, que eu tou a agir como eu não sou, e que mais tarde hei-de me arrepender profundamente, e mais tanta conversa fiada, não acredito em nada disso, eu sei o que sou, já desde algum tempo, sei o que sinto (já tive inclusive várias vezes com um rapaz, e é com isso que me sinto bem, raparigas não me dizem nada) e isso não me demove, apenas me irrita e me faz sentir mais revoltado, mal, e com raiva com pais e família que tenho. A minha mãe e o meu pai são muito homofóbicos e preconceituosos, tenho uma família em que é tudo assim, só tenho o apoio de alguns amigos, muito poucos, mas mesmo assim não é nada fácil de eu suportar tudo....com esta grande cruz às costas!

            A minha relação com os meus pais é um completo desastre eles não me aceitam, não respeitam nem tem consideração por aquilo que sou, não gostam que eu faça as minhas coisas, tenho que ser e viver como eles querem, no fundo quem escolhe o tipo de vida para mim são eles, mas eu sendo a pessoa que sou não dou o braço a torcer, sou aquilo que sou, gostem ou não. Caramba não me deixam fazer nada, desde que os meus pais e o resto das pessoas sabem, a minha vida tornou-se cada vez mais infernal, além de já o ser antes, dado que a relação com eles já não está bem praticamente há dois anos, e fui sempre aguentando aqui e ali, mas agora chegou o fim, não suporto mais, acabou-se!!!

            Não consigo de nenhuma forma conviver com os meus pais, nem com esta família, mas não consigo enxergar-lhes a cara, tendo eles feito aquilo que já fizeram, é absurdo e inadmissível para mim aceitar as desculpas disso, mesmo sendo, com “os nervos em franja”, de cabeça quente, magoou profundamente, a minha própria mãe chegou-me a dizer: “É melhor pegares numa arma e matares os meus próprios pais, assim já ficas livre de nós, já que é isso que queres! É melhor isso do que dizeres que és p********!”

            Como já referi antes, desde que os meus pais souberam da minha orientação sexual (homossexualidade) que o ambiente cá por casa tem sido um caus, depois familiares metem-se ao baralho e todos quando confrontados com a verdade negam tais factos e situações que me fazem passar, ficando eu como o "mau da fita", e por acaso uma das situações recentes foi a minha actual psiquiatra dar praticamente a razão toda aos meus pais e em ter-me perguntado se ainda tinha dúvidas em relação à orientação sexual, numa altura destas, tudo por causa que a minha mãe tem uma mania: "Ah só por uma ter-te dado com os pés tu viras-te." e não entende, de modo nenhum o facto de me assumir como homossexual, para ela isso dá tempo, só por volta dos trinta o devo fazer, depois de ter curso tirado e vida feita, não posso segundo eles aproveitar o agora, o momento", Do ponto de vista deles, eu comporto-me  mal, trato-os mal, ando metido em drogas e coisas semelhantes, mas não é nada assim, as pessoas ao me dizerem certas coisas e ao estarem sempre a tocar no assunto e a falar de raparigas incomoda-me imenso, muito mesmo, já não suporto e acho que quem  precisa de mais ajuda neste momento são os meus pais do que eu, pois estes ainda não caíram em si, e se aperceberam que a situação é bem real e que isto é algo que já vem dentro de mim desde que nasci, só que se desperta mais tarde, durante a adolescência, fase pela qual ainda estou a passar, não só não estão a aceitam bem como não me respeitam, por vezes tem atitudes inadmissíveis que não são de nenhuns pais terem para com os filhos, e de facto junto ao que tenho passado na escola, já fui humilhado, difamado e mais uma série de coisas, já sofri de bullying durante anos, sai recentemente de uma depressão, e o meu estado emocional, ainda muito bom tem estado, e admiro-me e gosto de mim tal como sou, aceito-me sem complexos, admiro em mim ter uma capacidade sem fim para continuar a lutar dia após dia, contra tudo e todos. Não tem sido nada fácil a minha vida desde o nascimento, tenho passado por tamanhas situações bastante complicadas mas sempre tenho vencido na vida, vivendo um dia de cada vez, hoje não está bem, amanhã há-de ficar!

            Preciso imenso de ajuda, mas o mais importante mesmo muito importante agora é o seguinte:
            -  Eu de momento encontro-me no 11º ano, no curso Tecnológico de Informática, prestes a terminar o mesmo, os meus planos eram acabar o 12º ano do respectivo curso e depois ingressar no curso de Informática e Gestão de Empesas no ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa), porém ontem após uma pesquisa de cursos na internet deparei-me com a página de um instituto o ISTEC ( Instituto Superior de Tecnologias Avançadas) com um curso  CET (Curso de Educação Tecnológica) de Gestão de Redes e Sistemas Informáticos, o qual de me fornece a equivalência ao 12º ano, e com estágio garantido bem como equivalência do primeiro ano da licenciatura em Informática, a qual planeio seguir, sendo assim com essa equivalência, transito para o segundo ano da licenciatura e dispenso a realização do exame para efectuar a entrada no mesmo, no meu caso entro no curso, de acordo com os regimes especiais existentes. E isso é excelente e é de aproveitar!
            De momento tenho 17 anos, está é uma oportunidade ÚNICA, a qual não quero desperdiçar por nada. O meu sonho é viver noutro sítio, agora encontro-me a viver na Madeira, estou saturado, farto de estar cá, das pessoas, do ambiente, preciso de uma mudança, de novos ares, outro local, novas pessoas, esquecer os problemas do passado e começar uma vida nova diferente, o problema está em como hei de confrontar os meus pais com esta nova realidade, não sei de que maneira os abordar, quero que confiem em mim e me deixem ir, e no fundo percebam que no fundo é o melhor para mim, depois de tudo o que tenho passado cá na ilha, tem sido horrível. Os meus pais ultimamente não tem confiança em mim, pensam que ando nas drogas, que ando com más pessoas, mas nada disso é verdade gostaria de voltar a poder a ter essa confiança deles de volta, só não vejo é como a poderei obter, pois são eles que me irão sustentar enquanto estiver em Lisboa a estudar.
            Sei que os meus pais provavelmente como são, irão logo argumentar contra a minha ida para Lisboa, com argumentos do tipo "Vais ter com quem?", "Tens lá rapazes à tua espera", "Tu não tens idade para ir", etc. Eles muito dificilmente irão perceber a minha vontade, as minhas razões e o desejo de me mudar desta ilha para Lisboa, preciso de ajuda nesse sentido a fim de pôr alguém a conversar com eles e a explicar-lhes o quanto é importante para mim concretizar este sonho. A minha mãe tem um feitio muito difícil, já lhe falei da AMPLOS, mas ela não ficou nada agradada com o assunto, a resposta dela foi: " Já te disseram tantas coisas boas para pores na cabeça, por favor André!".

            Eles, a família e outros nem fazem ideia de como eu tenho andado, é problemas na escola que tenho tido, calhei numa turma que não presta para nada, já gozaram de mim e me difamaram por tudo e mais alguma coisa…às vezes só me apetece mesmo é desistir de tudo, mas vou lutando dia após dia, com forças vindas nem sei de onde. Quero muito ter uma vida diferente, quero recomeçar do zero, eu sou um rapaz que tem muita falta de amor e carinho, quero recomeçar a minha vida fora daqui (em Lisboa), fora desta maldita ilha.

            Eu, já estive com uma depressão, saí recentemente dela, cheguei a ter pensamentos de suicídio, e o meu maior medo é voltar ao mesmo com este caus de situação que tenho vivido no dia-a-dia, pelo que vejo vou dar em maluco e cair no mesmo buraco sem fundo outra vez, se isto continua assim. Ajudem-me a ir para Lisboa, é o que mais quero,  e preciso neste momento, preciso de mudanças na minha vida, chega de sofrer aqui nesta ilha, por favor!!!!

            Preciso da vossa ajuda para saber como hei de confrontar os meus pais com este meu desejo enorme e sonho de ir para este curso e para Lisboa, e ainda vou provar a muita gente que sou uma grande pessoa, melhor daquela imagem que já tem de mim, boa ou má.

            Obrigada pela atenção,
            SuperMan-SuperWords
              "Ser ou não ser, eis a questão!"
              SuperMan-SuperWords :)

              Um desabafo e um pedido de ajuda
              #6

              Offline recomeçardenovo

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              • Novo Membro
              Tive atitude e não me arrependo disso, pois não escondo que te amo de verdade.
              Eu já sei a verdade, está a doer muito, mas isto tu não saberás nunca.
              Neste momento sou apontada num hospital inteiro e falam baixo quando passo....não me incomoda o que dizem ou que falem mal de mim, pois estou bem com a minha atitude, mas custa ver a ignorância destas pessoas que se dizem civilizadas e só criticam.
              Estou a tentar.
              Não te irei incomodar, prometo isso a mim, pois se o fizer perco-te para sempre.
              Mónica, tu nunca vais ler isto, mas tenho de dizer isto quem sabe um dia o venhas a ler:
              EU, ANA I F SOARES AMO-TE E VOU ESPERAR POR TI. JURO PERANTE TODA ESTA GENTE, PORQUE SEI O QUANTO TE AMO E O QUANTO ESSE AMOR É VERDADEIRO.
              CONFIA EM MIM, DÁ-ME A MÃO MÓNICA.

                 

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