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Olá Visitante20.jan.2021, 03:10:36

Autor Tópico: Convívio com pais homossexuais não influencia a orientação sexual dos filhos!?  (Lida 6636 vezes)

 
Convívio com pais homossexuais não influencia a orientação sexual dos filhos!?
#0

Offline Tinker Bell

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Olá  a Todos!!

Quis abrir este novo topico para expor uma das minhas grandes duvidas.

Uma das minhas duvidas era se as crianças que crescem com um casal gay ou lesbicas se poderia ter mais propensão em se tornar gays ou lesbicas.

era uma duvida que me ocorria inumeras vezes... até que ao pesquisar por blogs deparei-me com este artigo e fiquei esclarecida, na pratica será definitivo, mas quis partilhar convosco e saber o que sentem em relação a este tema..

leiam se kiserem aceder ao blog copiam o link que vai no final...

xi gand




"Para especialistas, o convívio com pais homossexuais não influencia na orientação sexual dos pequenos, que tendem a crescer mais tolerantes às diferenças.
(Artigo brasileiro que passo a transcrever)
 "Theodora era uma das 80 mil crianças brasileiras que vivem em abrigos à espera da adoção. Em 2006, um casal se interessou pela menina e, depois de cumprir todas as etapas legais, terminou por adotá-la. A história seria apenas uma entre tantas que ocorrem nas varas da Infância do país não fosse por um detalhe: em vez de um pai e de uma mãe, a garota ganhou dois pais. Dorival Pereira de Carvalho Júnior, 47 anos, e Vasco Pedro da Gama, 38, de Catanduva (SP), formam o primeiro casal homossexual do Brasil a adotar oficialmente uma criança. A pequena Theodora, hoje com 8 anos."
"A maratona legal que os dois tiveram que concluir foi longa. Como não existiam casos semelhantes, os dois, que estavam juntos havia 13 anos, decidiram que o processo seria feito apenas em nome de Vasco. E assim nós tivemos que cumprir toda a tramitação. Passamos por todas as entrevistas com psicólogos e assistentes sociais, que visitaram nossa casa e atestaram que nós tínhamos condições de cuidar de uma criança, conta o pai Vasco, como é chamado pela garota. A nossa sexualidade foi levada em consideração pela juíza e por todos que nos entrevistaram. Em nenhum momento alguma das fases do processo foi facilitada. Nós tivemos que cumpri-las como qualquer outra pessoa, completa."
Quando Theodora finalmente pôde ir para casa, começou um dilema na família: como abordar a homossexualidade com a menina, então com 5 anos? Seguindo a orientação de uma psicóloga. Inicialmente, o Vasco se apresentou como pai, e eu como tio, conta Júnior. Mas logo nos primeiros dias, ela mesma visualizou a situação e compreendeu que nós éramos casal e que, portanto, ela tinha dois pais, explica. Dois ou três dias depois de ir morar com a gente, ela chegou para mim e se referiu ao Júnior como meu outro pai. Foi uma coisa que ela percebeu e assumiu com muita naturalidade, completa Vasco.
Resolvida a questão em casa, o casal resolveu partir para outra batalha judicial: incluir o nome de Júnior na certidão de nascimento da menina. Outra decisão favorável permitiu que os nomes de ambos estejam em todos os documentos de Theodora. Felizmente, nós nunca tivemos problemas. Ela nunca sofreu nenhum tipo de reação na escola. Pelo contrário, alguns amiguinhos até ficam com inveja e comentam que também gostariam de ter dois pais”, brinca Vasco. “Nós deixamos tudo fluir com naturalidade, e isso a ajudou a compreender nossa situação como uma coisa perfeitamente normal. Sempre a educamos para perceber e respeitar as diferenças, acrescenta Júnior."

Uma das questões que surgem em relação à adoção de crianças por gays é se a orientação sexual dos pais pode influenciar os filhos a seguirem a mesma orientação. No entanto, segundo Paige Averett, especialista em desenvolvimento humano da East Carolina University, nos Estados Unidos, e autora de uma pesquisa sobre sexualidade de crianças criadas em ambientes gays, isso não ocorre. Os filhos de pais homossexuais não têm uma probabilidade mais elevada de serem gays se comparados às crianças de pais heterossexuais. E isso independe de eles serem biológicos ou adotados”, conta a pesquisadora em entrevista ao Correio.
De acordo com Paige, essas crianças tendem a compreender como natural a homossexualidade. Justamente por serem criadas em uma família gay ou lésbica, elas veem isso como normal, afirma. Segundo a pesquisadora norte-americana, outra tendência é que a experiência de ser criado por gays ou lésbicas faça com que a pessoa aceite com mais facilidade diferentes tipos de família. A maioria das famílias de gays e lésbicas têm um sistema familiar muito forte, e amigos com núcleos familiares muito diferentes, como casais sem filhos, casais multiétnicos ou adoção por pais solteiros. Assim, as crianças crescem em torno dessa variedade e entendem que há um monte de famílias diferentes, completa a pesquisadora.
A técnica judiciária Maria de Fátima Nascimento Gama, 45 anos, e a professora Ivana Maria Antunes Moreira, 63, concordam plenamente com as observações da especialista. Ivana é mãe biológica de Arthur, 21, e Érica, 23. Já Fátima é mãe de Lorena, 21. Na prática, no entanto, os cinco formam uma grande família. “Quando eu e a Ivana nos unimos, nossos filhos mais novos tinham apenas 1 aninho. Eles foram criados por nós e nunca tiveram problemas para aceitar a nossa sexualidade, conta Fátima.
Ela lembra que a única dificuldade que tiveram foi com relação à desinformação de outras pessoas fora do núcleo familiar. Nossos filhos nunca sofreram preconceito, mas na escola eles foram questionados várias vezes sobre quem era a mãe deles, e se eles eram mesmo irmãos. Ainda existe certa curiosidade das pessoas sobre esse assunto”, conta a técnica judiciária. Como eles foram criados desde pequenos sabendo que a nossa família era diferente, também não tiveram problemas para lidar com isso. Hoje, a Lorena já teve seu primeiro filho, e os outros dois estão na faculdade. Nós vivemos como qualquer outra família, conta Ivana.
Temos os mesmos problemas e as mesmas alegrias que qualquer um.

Entrevista

1) Filhos de pais gays tem mais tendência a se tornarem gays no futuro?

 A literatura é bastante consistente neste tópico. Filhos de pais gays e lésbicas geralmente tem mais experiências sexuais (hetero e comportamentos homossexuais) e estão mais abertos a variação sexual. Quando adolescentes e adultos, geralmente têm a mesma taxa e porcentagem de ser hetero / do que os filhos de pais heterossexuais. Assim, os filhos de pais homossexuais não têm uma taxa mais elevada de ser gay se comparadas às crianças de pais heterossexuais (E isto é, independentemente de serem biológicos ou adotivos).

2) Elas tendem a compreender a sexualidade dos pais? Há traumas nesse sentido?

 Sim, as crianças a compreenderem sexualidade dos seus pais como natural e porque eles são criados em um lar gay, assim como as crianças criadas em famílias heterossexuais veem isso como normal. Claro que a filhos de gay / lésbica estão expostos na escola à idéia de que sua família é diferente dos outros. No entanto, a maioria das famílias de gays e lésbicas têm sistemas de apoio muito fortes no lugar e tem grandes redes de familiares e amigos que muitas vezes são muito diferentes (Adoção de pais solteiros, nascimento, gays, lésbicas, etc.) Assim, as crianças crescem com e em torno de uma variedade de estruturas familiares o que facilita elas a entenderem que há um monte de famílias"diferentes".

3) Existe alguma idade em que a sexualidade deve passar a ser discutida?

A maioria dos especialistas acreditam que a sexualidade deve ser discutida com as crianças com intencionalidade, conhecimento, a variedade e naturalidade pelos pais. Muitas vezes, nos E.U.A. vemos que os pais esperam até que as crianças estão adolescentes (e é muito tarde) para conversar sobre sexo, muitas vezes, apenas se concentrando nos problemas e dificuldades na sexualidade (DST, gravidez). Muitos especialistas acreditam agora que as crianças devem ser criadas para serem informados sobre todos os áreas da sexualidade - físico, emocional, relacional, cultural desde tenra idade. "

http://belizsexologia.blogspot.com/

    Convívio com pais homossexuais não influencia a orientação sexual dos filhos!?
    #1

    Soueu20

    • Visitante
    Eu fui criado por heterossexuais (conservadores até, e que me ensinaram desde miúdo que a homossexualidade era errada)...

    Hoje  Sou homossexual (e desde que nasci, visto que lembro me de ter 4/5 anos e já tocar no pénis e pensar nos homens ao meu redor)...


      Convívio com pais homossexuais não influencia a orientação sexual dos filhos!?
      #2

      Agamemnon

      • Visitante
      Tinker Bell de facto creio que todos os estudos têm apontado para iguais proporções, se bem que isto não se "prove".

      Agora, para mim, mais importante é a questão de base. Mesmo que todos as crianças criadas por homossexuais virassem homossexuais que é que tinha? Ser homossexual não é doença. ;)

        Convívio com pais homossexuais não influencia a orientação sexual dos filhos!?
        #3

        Elijah Keat

        • Visitante
        Quanto muito, terão menos problemas relativamente à expressão sexual, consequentemente poderão estar mais abertos a novas experiências. Também não verão como aberrantes determinadas práticas, tais como o sexo anal, por isso acredito sinceramente que sejam pessoas mais "livres" quando se fala em sexualidade. Mas não acredito que a orientação sexual seja moldada por isso, até porque a grande maioria, se não todos, de nós foi criada numa família tipicamente heterossexual e no entanto... não somos iguais.

        Esse comportamento passível de vir a ser apresentado por alguém criado por homossexuais será, ao fim e ao cabo, o mesmo apresentado por aqueles criados por pais liberais. Ao fim e ao cabo, trata-se de uma questão de educação, e não da orientação sexual dos pais.

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          #4

          Offline Tinker Bell

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          • Novo Membro
          • Género: Feminino
          • carpe diem
          olá a todos!!

          desde já agradeço os vossos comentários... n vos respondi antes porque o tempo é sp pouco..

          revoltei-me ao ler numa revista esta semana uma senhora... (desculpem mas vou trata-la assim) k se assumia como lesbica e teria sido concorrente de um concurso numa cadeia televisiva, e n aceitava a adopção em casamentos homossexuais...
          Como poderá dizer k uma criança sofre no seio d uma familia assim? ond s pode dar amor e cresce cm uma mentalidade madura, enfrentando assim os preconceitos da sociedade.
          revolta-me ver pessoas homossexuais k n defendem os nossos direitos p inteiro..


            Convívio com pais homossexuais não influencia a orientação sexual dos filhos!?
            #5

            Offline Dumb:)

            • ***
            • Membro Total
            • Género: Masculino
            • They think i´m Dumb, maybe just happy!!!
            As Coisas não funcionam assim!!!
             Eu sou filho de pais heterosexuais assim como quase todos de forum e apesar disso somos homosexuais
             ;)
              -Come As You Are!!

              Convívio com pais homossexuais não influencia a orientação sexual dos filhos!?
              #6

              Di HF

              • Visitante
              As Coisas não funcionam assim!!!
               Eu sou filho de pais heterosexuais assim como quase todos de forum e apesar disso somos homosexuais
               ;)
              Exactamente!

                Convívio com pais homossexuais não influencia a orientação sexual dos filhos!?
                #7

                Offline girassol

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                • Novo Membro
                • Género: Feminino
                Olá a todos,
                sou nova por aqui....
                Para mim a orientação de cada um não é influenciada por nada, cada um é como é.
                Uma grande duvida minha é: como posso preparar o meu filho (que agora tem 8 anos) para a "agressão", preconceito, etc, que pode vir a existir na escola? Eu vivo uma relação homo. à 4 anos e só recentemente ele se deu conta disso, perguntou e eu fui sincera com ele. Ele entendeu e por enquanto, não tem vergonha disso, mas o meu medo é que futuramente, quando mudar para o 5º ano, ele não se saiba defender da melhor maneira dos colegas. Como posso ajudá-lo? ???

                  Convívio com pais homossexuais não influencia a orientação sexual dos filhos!?
                  #8

                  Offline Miguel★

                  • *****
                  • Membro Elite
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                    • A Minha Intensa Paixão
                  Então por que é que pais heterossexuais têm filhos homossexuais? Os filhos convivem com eles e no entanto não são como eles, nesse aspecto. É o inverso da questão. Acho que já prova muita coisa. Orientação sexual não tem nada a ver com convívio. Não é algo pegajoso. É algo pessoal. E é só.

                  Convívio com pais homossexuais não influencia a orientação sexual dos filhos!?
                  #9

                  13

                  • Visitante
                  Olá a todos,
                  sou nova por aqui....
                  Para mim a orientação de cada um não é influenciada por nada, cada um é como é.
                  Uma grande duvida minha é: como posso preparar o meu filho (que agora tem 8 anos) para a "agressão", preconceito, etc, que pode vir a existir na escola? Eu vivo uma relação homo. à 4 anos e só recentemente ele se deu conta disso, perguntou e eu fui sincera com ele. Ele entendeu e por enquanto, não tem vergonha disso, mas o meu medo é que futuramente, quando mudar para o 5º ano, ele não se saiba defender da melhor maneira dos colegas. Como posso ajudá-lo? ???


                  Olá girassol :)

                  Antes de mais, bem-vinda ao Fórum da rede ex aequo e parabéns pelo nome bonito que tens, sobretudo num fim de tarde chuvoso como este ;)

                  A minha sugestão pessoal seria ires acompanhando a situação com calma e ires falando com o teu filho sobre o assunto com frequência. Mas falar de forma positiva :) Antes de ter acontecido algum incidente, não deves roer-te de preocupação com o assunto, até porque poderás estar a transmitir ao teu filho esse mesmo receio, mesmo que não o exprimas por palavras; ou sobretudo se não o exprimires por palavras. As crianças entendem tudo, é o que eu acho, embora entendam as coisas de um modo diferente de um adulto, claro. Então, uma coisa muito importante é estares segura de ti própria, de quem és, da tua relação amorosa, da tua relação com o teu filho, e não hesitares em mostrar que está tudo bem.

                  Agora, tenho outra sugestão para o caso de não quereres estar a ler as sugestões de alguém que nunca passou por essa situação como eu ;D Por que não contactas as Famílias Arco-Íris, que são um projecto da Associação ILGA Portugal que existe justamente para ajudar e dar dicas a mães e pais LGBT? Vê lá que sorte! :)

                  Encontras o contacto deles aqui: http://www.ilga-portugal.pt/actividades/familias-arco-iris.php

                     

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