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Olá Visitante16.out.2019, 08:00:17

Autor Tópico: É possive gostar de ter sexo com pessoas do mesmo sexo e não se ser gay? Sim é.  (Lida 5268 vezes)

 
É possive gostar de ter sexo com pessoas do mesmo sexo e não se ser gay? Sim é.
#0

Soueu20

  • Visitante

É POSSÍVEL TER SEXO  com HOMEM e NÃO SER GAY?

Alguns amigos meus dizem claramente que admitem relação sexual com outro homem ... nem por isso se julgam homossexuais. Dizem que este tipo de relação, na condição de activos, mantém sua masculinidade intacta. Estou eu fora da realidade ou todo mundo está se tornando bissexual?

Primeiro gostaria que vc procurasse entender que, a PRÁTICA SEXUAL (aquilo que as pessoas fazem no sexo), não está, necessariamente ligada a ORIENTAÇÃO SEXUAL de cada um (hetero, homo ou bisexual).

Quero dizer que, se um homem gosta de penetrar ou seja, ser activo, e, se ele gosta que pratiquem nele o sexo oral (a felação), ele poderá fazer essas práticas, independente do sexo do parceiro que esteja transando com ele. Ele pode, tanto transar com uma mulher (lhe penetrando a vagina,  e deixando que ela lhe faça sexo oral no pênis) ou então, ele poderá transar com um homem (lhe penetrando no ânus e lhe permitindo o sexo oral). Veja que isso só é possível se as pessoas não colocarem nenhum obstáculo moral!!!

É preciso que as pessoas, para se permitirem, confiram, a prática SEXUAL com o mesmo sexo, um significado mais positivo do que negativo. Parece que seus amigos fazem isso e, conferem ao ato sexual com o mesmo sexo, o significado que melhor lhes convém. Na verdade, a natureza humana busca, eminentemente, o prazer. As noções de certo e de errado, de normal e anormal ..., são frutos do processo de ensinamento que tivemos e, estão relacionadas a ideologia reprodutiva. A noção de certo e errado está, muito mais ligada aos ensinamentos morais e religiosos ... são portanto, conservadoramente limitadas ...acabam refletindo apenas uma visão restrita da sexualidade.

O fato de alguém transar com o mesmo sexo , não define que essa pessoa é gay. Penso que o que torna alguém homossexual é a definição do estilo de vida com alguém do mesmo sexo ... é decidir viver, cotidianamente, com um companheiro do mesmo sexo. É assumir a identidade gay se identificando com ela. Sexo, nada tem haver com amor. Até mesmo as pessoas heterossexuais, homens e mulheres, transam só por prazer. Há pessoas que passam boa parte da vida querendo apenas o prazer. Penso que é um estilo.

Fonte: http://www.jimena.net/homens/orientacaosexual.htm
« Última modificação: 16 de Outubro de 2010 por temporary_user »

    É possive gostar de ter sexo com pessoas do mesmo sexo e não se ser gay? Sim é.
    #1

    Thought

    • Visitante
    Achei muito interessante este tópico, pois sempre concordei com esta ideia de que a orientação sexual não está ligada à prática sexual exclusivamente, ou seja, um heterossexual pode gostar de sexo homossexual e para mim continua a ser heterossexual, pois a parte emocional e psicológica simplesmente está excluída, assim como acredito que possa existir somente a parte emocional e psicológica e as outras componentes faltarem e para mim também não conta pelo simples facto de que quando gostamos de alguém, gostamos na sua plenitude, nas várias vertentes

      É possive gostar de ter sexo com pessoas do mesmo sexo e não se ser gay? Sim é.
      #2

      Offline caires

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      Citação de: Revista Fórum

      Porque odiamos homens hetero que fazem sexo com homens?



      Quantas experiências homossexuais são necessárias para transformar alguém em gay? E em bi? Há homens gays que ficam eventualmente com mulheres e não se consideram bissexuais e de jeito algum o senso comum os considera como heterossexuais, então por que o contrário parece algo mais difícil de aceitar? Mesmo entre uma galera mais “moderninha” e que discute papéis de gênero o assunto é polêmico, pergunto: Por que odiamos héteros homossexuais?

      Na última semana circulou uma matéria do UOL sobre os tais “homens que transam com homens mas não se consideram gays”. Com três depoimentos, o tamanho padrão de um post rápido de internet, é óbvio que a reportagem não consegue dar conta de um assunto tão complexo, mas acho que dentro do possível, foi ok. Como sempre, o mais interessante foram as reações que ela provocou.

      Comentários do tipo “no meu tempo isso era bi” ou “coisa de enrustido” mostram que não estamos preparados para implodir com as “caixinhas” hétero e homo, e nem para lidar com as infinitas possibilidades de práticas e desejos que essas definições permitem e interditam. Comprovam também a relação de disputa entre essas categorias e a hierarquia social que elas definem e representam.

      Entre “G0ys”, “Espartanos”, “homens que fazem sexo com homens” e caras que “curtem uma parada no sigilo” existem, certamente, muitos casos de homofobia internalizada e de negação da própria sexualidade. Entre os bissexuais – tão desacreditados por gays e héteros – também encontramos indivíduos em conflito, isto é, temos uma negação do estigma da identidade gay, já que não se pode dizer que alguém que chega a realizar seus desejos os esteja negando. Em geral, é essa a crítica mais comum .

      Deixa eu contar um segredo: bissexualidade existe, da mesma forma que heterossexualidade e homossexualidade. No fim das contas, essas são identidades sociopolíticas com as quais as pessoas se identificam por vários motivos. É óbvio que muita gente “força uma barra” e considera o rótulo de hétero o mais seguro. Ele é mesmo. E o “preferível”, já que é o modelo através do qual todo o resto é considerado como desvio. E mesmo com todas as dificuldades, há também quem acione a identidade gay com orgulho, até porque em nossa sociedade qualquer definição – mesmo uma considerada “inferior” – é melhor do que nenhuma ou, no caso da bissexualidade, uma “intermediária”.

      A recusa em aceitar que existam “bissexuais de verdade” é essencialmente homofóbica, pois “acusa” que o indivíduo é gay mas não quer ou não consegue admitir isso. Ou seja, reafirma que ser gay é algo tão ruim que até os próprios gays evitam reconhecer. Além do mais, como alguém mede esse tipo de coisa? Quais são os signos culturais, que número de experiências afetivas ou sexuais vai definir a identidade de alguém? Se um gay assumido for a uma micareta usando camisa Pólo, pegar cinco meninas e postar que esteve em uma “balada top”, vira hétero? O cara que “curte uma brincadeira” com o parceirão do futebol é necessariamente gay? E quem se identifica de alguma forma mas não faz sexo, é o quê? Uma planta? O que conta mais, o sexo ou o amor? E se for sexo com amor?

      Entre homens “modernos” e “desconstruídos”, é comum aquela história de “beijei um cara um vez, mas vi que não era a minha”. Legal, abrir a cabeça para novas experiências é interessante e obviamente que o resultado disso pode ser a descoberta que aquilo não é pra você. Mas porque será que um beijo gay precisa ser tratado como experiência e, principalmente, definir o interesse de alguém por um gênero como todo? Não dá para simplesmente beijar a pessoa e ver se foi legal beijar AQUELA pessoa, ao invés de considerar que qualquer coisa boa ou ruim seja referente a um mesmo sexo? Essa “barreira arco-íris” é tão intransponível porque a estrutura do preconceito reforça a ideia de que a homossexualidade é inferior. Nesse contexto, um hétero que “se nivela por baixo” jamais poderia voltar a gozar – opa – dos privilégios de antes, da mesma forma que um gay não teria como “subir de casta”. Lembra aquela história de que “não existe ex-viado”? Pois é.

      Um hétero que apoia a causa LGBT é aplaudido – e isso é muito justo – por sua “benevolência”, mas o hétero que “cruza a fronteira” e faz sexo gay é visto como um “duplo farsante” que renega sua natureza. É por isso que algumas pessoas tem dificuldade em assumir sua sexualidade “desviante” e, também, que muitos de nós que passamos pelas dores e delícias da vida no armário e fora dele olhamos com ceticismo ou até raiva para esses caras. Entretanto, é preciso lembrar que as práticas sexuais ou a orientação afetiva podem valer como marcadores em algumas áreas, como a biologia ou o direito civil, mas que não necessariamente vão definir a sensação de pertencimento de um indivíduo em relação a um grupo.

      Eu não sou gay porque transo com homens. Sou gay porque me impediram de brincar de boneca, porque me chamaram de “viadinho” na escola, porque minha mãe me mandou para uma psicóloga para aprender sobre reprodução humana. Por que não podia falar sobre meus desejos com os meninos da minha idade, porque tive que assumir o que todo mundo sabia quando me apaixonei por um amigo, porque tinha – e tenho – medo de beijar um namorado na rua e ser agredido por isso. E claro, por causa da coreografia de Slave, dos memes da Inês Brasil, do Grindr e do Globo de Ouro da Gaganás.

      Existe uma cultura, uma linguagem, um tipo de experiência subjetiva que define o que é “ser gay” em nossa sociedade. Algo que vai além do que fazemos na cama ou de como fazemos. Algo que não é completamente inteligível para todas as pessoas. Algo que PRECISA de uma auto identificação. É óbvio que tem gente que é reprimida e covarde, mas existem gays assumidos que não se identificam completamente com esse rótulo, assim como existem heterossexuais que “são super gays” sem nunca terem pensando em sexo homossexual.

      Aprendi muito cedo que não se deve usar certas palavras como ofensa. Posso até achar esquisito, mas se o cara me disser que é o Batman, tentarei respeitar.

      Permita-se. Seja livre. Seja fabuloso.


      O que têm a dizer sobre isto?

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      #3

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      Homens "hetero" que tem sexo com outros homens e gostam não são hetero, não acho que isso tenha sentido. Há heteros que o fazem por dinheiro, mas isso é outro caso... agora um homem que tenha relações com outro homem e goste é homossexual ou bissexual, não há outra opção.

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        #4

        Offline searching_the_love

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        Parece-me mais é que esses homens "heterossexuais" que gostam de ter sexo com outros homens e dizem que são "heterossexuais" porque não gostam de homens e foi só por prazer que fizeram sexo com homens (ok... Noção interessante, gostam de ter sexo/prazer com outro homem, mas não se sentem atraídos por homens...? Logo são hetero...? Ok... Sim sim...).

        Para mim isso tem um nome: medo. Medo de lhe chamarem homossexual, medo de dizer que se é homossexual ou até bissexual (sim, porque já conheci muitos gajos que diziam ser bissexuais, no entanto nunca tinham ido para a cama com uma mulher (lol!) e que simplesmente diziam isso porque é melhor aceite pela sociedade...

        Se uma pessoa tem sexo com homens e gosta então é se homossexual ou bissexual (porque parece-me estúpido à brava ter sexo com homens, dizer que se tem sexo com homens e não gostar, mas ter na mesma lol).

        Para mim o grande problema aqui é que têm medo que com o rótulo de "homossexual" venha agarrado a tal coisa de não ser um grande macho, que ser homossexual é dar o ** e etecs... Então gostam de ter sexo com homens, mas gostam de dizer que são "heterossexuais", porque soa mais a macho.

        O texto tem passagens que para mim revelam este medo de serem vistos como passivos, como o sexo fraco, porque é quem "leva". Parto-me a rir com a parte que diz que se o homem é o activo e quem penetra e "permite" que lhe façam sexo oral, então continua a ser "heterossexual"... Como se isso fosse assim tão linear e que só se é homossexual "certificado" (lol) quando se é penetrado.

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          #5

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          Para mim isso tem um nome: medo. Medo de lhe chamarem homossexual, medo de dizer que se é homossexual ou até bissexual (sim, porque já conheci muitos gajos que diziam ser bissexuais, no entanto nunca tinham ido para a cama com uma mulher (lol!) e que simplesmente diziam isso porque é melhor aceite pela sociedade...

          Se uma pessoa tem sexo com homens e gosta então é se homossexual ou bissexual (porque parece-me estúpido à brava ter sexo com homens, dizer que se tem sexo com homens e não gostar, mas ter na mesma lol).



          Não acho que seja o ir pra cama que defina a orientação sexual, mas sim o desejo/atração. Se não, uma pessoa virgem não tem orientação sexual?! Uma pessoa bissexual pode nunca ter tido relações com um dos sexos por razões de circunstância e sê-lo na mesma.

            É possive gostar de ter sexo com pessoas do mesmo sexo e não se ser gay? Sim é.
            #6

            Offline searching_the_love

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            Para mim isso tem um nome: medo. Medo de lhe chamarem homossexual, medo de dizer que se é homossexual ou até bissexual (sim, porque já conheci muitos gajos que diziam ser bissexuais, no entanto nunca tinham ido para a cama com uma mulher (lol!) e que simplesmente diziam isso porque é melhor aceite pela sociedade...

            Se uma pessoa tem sexo com homens e gosta então é se homossexual ou bissexual (porque parece-me estúpido à brava ter sexo com homens, dizer que se tem sexo com homens e não gostar, mas ter na mesma lol).


            Não acho que seja o ir pra cama que defina a orientação sexual, mas sim o desejo/atração. Se não, uma pessoa virgem não tem orientação sexual?! Uma pessoa bissexual pode nunca ter tido relações com um dos sexos por razões de circunstância e sê-lo na mesma.

            Na minha opinião o que define a orientação sexual é quereres ir para a cama com um dos sexos ou os dois e gostares. Não é sentires atracção, mas não ser suficiente para quereres experimentar.

            E para mim uma pessoa só pode dizer que é hetero, bi ou homo depois de experimentar, de facto, ter sexo com homem ou mulher (conforme a preferência), ter atracção é uma coisa, querer efectivamente ir para a cama e gostar, é outra completamente diferente.

            Já conheci pessoas (homens casados e que namoravam com mulheres), que tinham curiosidade em experimentar com o sexo oposto e já diziam que eram bissexuais, o que é na boa, se sentem mais à vontade a dizer que o são, quem somos nós para julgar. Depois experimentaram ter sexo com outro homem, detestaram... Agora, são bissexuais? Na minha opinião, não. Sao homossexuais por terem relações com outro homem? Também não. Foi uma experiência e não gostaram.

            Um virgem sempre vai ter a sua orientação (ou não) definida na sua cabeça, mas até experimentar o que quer, não tem certezas (ou pode já as ter e apenas confirmar).

            Mas o que quis frisar é o mascarar que o texto parece querer passar: gajo que não foi penetrado = ainda é hetero, mesmo que tenha sexo  com homens e goste. lol. Mais uma vez, parece-me medo de dizer que é homossexual ou bissexual e já não ser considerado um macho. lol

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              #7

              peixinho_74

              • Visitante
              É um assunto difícil de responder, até porque eu deixo-me muito ir muito pelo meu lado emocional; sou pouco prático. Contudo, acredito cada vez mais que há muitos homossexuais e bissexuais "escondidos". Até de si mesmos.

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                #8

                Offline Lio

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                O facto de um homem ter sexo com outro homem, por si só, não faz dele homossexual. Pode ser por dinheiro, por curiosidade, porque teve preso e precisava se satisfazer de alguma forma, porque foi violado, etc. Mas se continua meia volta, porque lhe dá prazer físico, então no mínimo é bissexual, hetero nunca, pois se fosse, não teria vontade de estar de vez em quando com o mesmo sexo. O mesmo válido para as meninas. =)
                « Última modificação: 19 de Janeiro de 2016 por Lio »

                  É possive gostar de ter sexo com pessoas do mesmo sexo e não se ser gay? Sim é.
                  #9

                  Offline caires

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                  Citação de: itnet
                  Homens fazem sexo com outros homens, mas não se consideram gays



                  Para alguns homens, o desejo por outro homem não muda a orientação sexual

                  O arco-íris da sexualidade humana tem muito mais do que sete cores. Entre a heterossexualidade e a homossexualidade, existem tantas nuances quanto desejos. No meio desse caminho, estão os HSH (homens que fazem sexo com homens). São homens que gostam de transar com outros, porém não se consideram gays.

                  "Nunca consegui me imaginar de mãos dadas ou trocando carinhos. Sexo com homem é grosseiro, por isso é só sexo", diz Antônio* (nome fictício), 40, corretor de seguros, que se identifica como hétero. Pai de um menino de cinco anos, ele já foi casado e namora apenas mulheres. "Nunca conseguiria me relacionar afetivamente com um homem, tenho 101% de certeza, curto apenas a putaria na cama", fala, negando qualquer hipótese de que poderia ser um homossexual enrustido.

                  A ideia de negação da verdadeira orientação sexual sempre surge quando alguém coloca em prática uma fantasia que não corresponde à sexualidade assumida. Porém, para o sociólogo Felipe Padilha, membro do grupo Quereres - Núcleo de Pesquisa em Diferenças, Gênero e Sexualidade da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), não há essa relação. "O contato erótico entre homens não leva necessariamente a uma identidade."

                  Para Flávio* (nome fictício), 25, analista de sistemas, tanto a homossexualidade quanto a bissexualidade estão mais ligadas aos sentimentos por alguém do mesmo sexo. Por essa razão, ele se considera hétero, apesar de transar com homens desde os 15 anos. Flávio tem prazer em ser penetrado, mas, assim como Antônio, não se imagina namorando outro homem. "Meu desejo é apenas para sexo. É só tesão, talvez uma fantasia ou um prazer que a mulher não pode me dar."

                  Prazer escondido

                  Nem todos os HSH desfrutam do sexo anal. "Não gosto de ser penetrado, apesar de já ter sido, fico desconfortável, mas curto uma lambida, o que é mais fácil ter entre homens", conta Márcio* (nome fictício), 27, professor de história, que fez sexo com um amigo pela primeira vez há três anos por curiosidade.

                  Márcio tem uma parceira sexual há quase dois anos e prefere fugir dos rótulos. "Poderia dizer que sou bissexual, mas acho tais nomenclaturas desinteressantes. Minha orientação sexual é a de permitir entrar em contato e experimentar o mundo como aventura."

                  Muitas vezes, as relações sexuais entre os HSH são mantidas em segredo por causa do preconceito em relação a esse tipo de comportamento. "Diferentemente dos homens, que adoram quando duas mulheres ficam, muitas mulheres não ficariam com um homem que já transou com outro. Acham que o cara é gay e não serve para elas", afirma Flávio, que prefere não contar sobre esse aspecto da sua vida para as namoradas até sentir abertura para isso.

                  Márcio fala que já revelou para algumas parceiras que sente atração por homens e até participou de uma transa a três com uma namorada. Apesar dos preconceitos, tabus e do machismo, o professor diz acreditar que cada vez mais pessoas estão dispostas a viver os relacionamentos e a sexualidade de outras formas, além dos modelos tradicionais. "Hoje em dia é mais fácil encontrar quem lide bem com essas questões, ainda mais em grupos de poliamor."

                  Antônio diz que, quando começou a ter experiências com outros homens, chegou a se questionar se era gay. Contudo, percebeu que seu desejo não estava relacionado à sua orientação. Hoje, ele não se preocupa tanto com julgamentos morais. "Sou muito homem no dia a dia, mas se quiser sentir outro pau serei bicha por minutos, horas e depois minha vida volta ao normal, o que importa é o meu prazer."


                  O que tens a dizer sobre isto?

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                  #10

                  Offline muntyak

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                  • Novo Membro
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                  O que eu acho é que homens que fazem sexo com homens é porque sentem atração física pelos mesmos, logo são bi ou homossexuais. Não há muito por onde fugir, pensem eles o que pensarem. Na minha opinião trata-se de preconceito durante toda a vida. Sei de muitos casos, incluindo de mim próprio, de pessoas que achavam que eram gays no físico mas heteros no romântico. Ora isto é só até haver ocasião para se apaixonarem por alguém do mesmo sexo. Normalmente relações de sexo casual jamais permitem um contacto emocional contínuo que leve ao desenvolvimento de paixão amorosa. Quanto a orientações românticas, é outra coisa que não acredito, porque do ponto de vista biológico de orientação sexual, o que faz sentido é haver um padrão sistemático de atracção física e emocional pelo sexo oposto ou pelos dois sexos. Para mim não há amor (leia-se amor romântico/paixão) sem atração física, é essa a base biológica e carnal do amor. Quem diz que tem uma "orientação romântica" diferente da orientação sexual, para mim não faz sentido do ponto de vista biológico, sequer. Amar alguém sem sentir atracção física é impossível, diria. Se se acha que se ama, então talvez o que se passe é que não é mesmo amor romântico, mas sim um laço emocional forte de outra natureza.
                    Love, light, liberty

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                    #11

                    Offline caires

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                    Então e as pessoas assexuais...? É que seguindo o teu discurso, parece-me que estás quase a dizer que elas não existem. :P

                    É possive gostar de ter sexo com pessoas do mesmo sexo e não se ser gay? Sim é.
                    #12

                    Offline muntyak

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                    • Novo Membro
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                    Ora sendo a assexualidade a ausência de uma orientação sexual, também não acredito que tais pessoas possam apaixonar-se. Criar laços emocionais fortes, sim, claro, mas de outra natureza que não "amor romântico".
                      Love, light, liberty

                      É possive gostar de ter sexo com pessoas do mesmo sexo e não se ser gay? Sim é.
                      #13

                      Offline T-Rex

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                        • Um gajo trans a falar de cenas
                      Criar laços emocionais fortes

                      Em que é que difere isto de "amor"? Pode não ser a mesma coisa que o "amor romântico" (já agora, o que é exatamente isso?), mas existem diferentes tipos e vivências de amor.

                      Estou a tentar entender o teu ponto de vista e fui ler o teu coment anterior. Podes esclarecer este ponto? Nomeadamente a questão do "ponto de vista biológico" (o que é isso exatamente e porque razão impede que exista amor sem atração física?)
                      do ponto de vista biológico de orientação sexual, o que faz sentido é haver um padrão sistemático de atracção física e emocional pelo sexo oposto ou pelos dois sexos.

                      É possive gostar de ter sexo com pessoas do mesmo sexo e não se ser gay? Sim é.
                      #14

                      Offline muntyak

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                      Não difere de amor enquanto conceito genérico, mas difere de amor enquanto conceito romântico/físico.
                      Baseando-me um pouco em citações da wikipédia:

                      "Romance is the expressive and pleasurable feeling from an emotional attraction towards another person often associated with sexual attraction."

                      "Helen Fisher, a leading expert in the topic of love, divides the experience of love into three partly overlapping stages: lust, attraction, and attachment. Lust is the feeling of sexual desire; romantic attraction determines what partners mates find attractive and pursue, conserving time and energy by choosing; and attachment involves sharing a home, parental duties, mutual defense, and in humans involves feelings of safety and security.[17] Three distinct neural circuitries, including neurotransmitters, and three behavioral patterns, are associated with these three romantic styles.[17]"

                      Ora daqui retiro que o amor romântico tem uma base biológica de atracção física, e é isso que permite construir uma relação amorosa, que, em regra, começará pela atracção física (é claro que há montes de outros factores, como a personalidade e etc., mas se a base não fosse a atracção física então um gay poderia começar a namorar com uma rapariga só por causa da sua personalidade, o que sabemos que não acontece).
                      Sobre os assexuais, acredito que formem laços emocionais fortes - amor - e que possam manter relações conjugais, mas não de natureza romântica, já que não têm atracção física de qualquer tipo, regra geral. Há muitos tipos de amor: romântico, maternal/paternal, fraternal, amical, entre outros, mas estão mais ligados a um sentimento de laço emocional, que não propriamente ligado a atracção física.
                      Sobre os homens que têm sexo com homens, acho que são homo (ou pelos menos bi) e que se garantem que não sentem atracção romântica por outros homens é porque nunca lhes aconteceu a experiência de apaixonarem pelo mesmo sexo. É esta a minha opinião.
                        Love, light, liberty

                         

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