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Olá Visitante26.fev.2020, 20:17:23

Autor Tópico: Capitalismo  (Lida 17810 vezes)

 
Capitalismo
#80

Offline Miguel★

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Strings, eu não percebo o teu problema com o Estado. Se fosse uma empresa a cobrar os teus impostos eras roubado, meu caro. Esse "ódio" àquilo que é público chega a ser imoral. Um país é um Estado, não é uma Empresa. Eu nem sequer precisava de dizer isto, acho eu.

Tu por duas vezes, no teu comentário, admites que o Capitalismo foi e é mal aplicado em termos práticos. Se o Capitalismo é prejudicial a uma sociedade por que é que o apoias? Não existem sistemas perfeitos, mas uns são bastante piores do que outros. É tudo muito bonito na teoria mas depois vê-se como é. O capitalismo não funciona! Vai ser sempre assim e já se viu que este sistema económico só é danificador (alienação social, desigualdade económica, desemprego e instabilidade económica). Se gostas tanto de Capitalismo / Liberalismo (é basicamente o mesmo, embora tu negues convenientemente) devias apresentar propostas alternativas à sua correcta aplicação. Uma coisa é certa, ninguém critica aquilo que é bom. Ou então eu não te estaria a pedir alternativas...
« Última modificação: 30 de Julho de 2011 por JM Star »

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    #81

    Offline strings

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    Strings, eu não percebo o teu problema com o Estado. Se fosse uma empresa a cobrar os teus impostos eras roubado, meu caro. Esse "ódio" àquilo que é público chega a ser imoral. Um país é um Estado, não é uma Empresa. Eu nem sequer precisava de dizer isto, acho eu.

    Se eu não pagar impostos, sou preso. Se eu não fizer compras no Pingo Doce ou não abrir conta no BPI, é uma escolha voluntária sem consequências. O Estado usa a violência, a empresa usa a persuasão. É tão simples quanto isso. 

    Tu por duas vezes, no teu comentário, admites que o Capitalismo foi e é mal aplicado em termos práticos. Se o Capitalismo é prejudicial a uma sociedade por que é que o apoias?

    Pelo amor de Deus. Tu lês o que escreves? Admitindo que é mal aplicado em termos práticos, defendo a sua aplicação de maneira diferente. Penso que esta seja uma dedução bastante linear e lógica. O actual sistema económico - podes chamar-lhe o que quiseres - é, sim, prejudicial de muitas maneiras, desde já a crise em que nos encontramos. Isto não significa que só haja dois caminhos: ou o actual, ou o do socialismo. O capitalismo pode e deve ser aplicado de uma maneira diferente, a qual foi defendida por pessoas como Ludwig von Mises e continua a ser defendida pelo instituto baptizado em seu nome, com pessoas como Walter Block, Thomas Woods e Thomas J. DiLorenzo. Eles são os mais vigorosos críticos do actual sistema económico, a que podes chamar capitalismo ou outra coisa qualquer; é-me indiferente.

    Se gostas tanto de Capitalismo / Liberalismo (é basicamente o mesmo, embora tu negues convenientemente) devias apresentar propostas alternativas à sua correcta aplicação.

    Estás na lua? Alguma vez leste os meus posts? Clicaste nos meus links para artigos ou livros? Se o fizeste, para me vires agora pedir alternativas deves estar com profunda amnésia. Forneci material e ideias que divergem das políticas actuais. Vai ver. Também expliquei claramente porque é que o Liberalismo não é sinónimo de Capitalismo. Pode ser 'conveniente' ou não, mas é correcto.

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      #82

      Offline Miguel★

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      Mas qual violência? Violência é o que essas grandes empresas fazem às pessoas, que cobram preços absurdos. Isso não faz qualquer sentido. Um país sem Estado é acéfalo. É como se fosse uma pessoa sem cérebro. Não tem pés nem cabeças o que aclamas. Vais ter de pagar impostos sempre. Faz parte da vida, isso é viver em sociedade. Um país não é uma empresa, em que é cada um por si. Um cidadão que se preze paga impostos para contribuir para o bom funcionamento da sociedade em que está inserido. Um bom cidadão não é como esses capitalistas que fazem de tudo para fugir ao fisco e que se estão a marimbar para quem está na rua a passar fome. Um cidadão tem deveres para com o seu Estado. E isso vai ser sempre assim.

      Mas por que é que tu negas que Capitalismo e Liberalismo são a mesma coisa sem apresentar justificações concretas? Por que eu ainda não li uma frase tua a mencionar diferenças. Escreves muita coisa, forneces links e nada. Nada nessas repostas longas diz que Capitalismo e Liberalismo são coisas diferentes. Sabes porquê? Porque são exactamente a mesmíssima coisa e tu não sabes dar a volta à questão. Os dois termos mascaram-se um ao outro e propõem que os agentes económicos sejam movidos por um impulso de crescimento e desenvolvimento económico e são contrários à intervenção do Estado na economia.

      O Capitalismo não funciona, muito menos em Portugal que ainda nem é uma economia europeia muita avançada. É avançada, mas não está ao nível de um sistema económico desses. E depois o povo português, enraivecido com o Governo anterior, vota em partidos como o PSD que põem praticamente o país inteiro à venda e admiram-se de estar a empobrecer cada mais e mais por causa dos grandes senhores das empresas que se passam só porque facturaram menos 1 milhão que no mês passado. Não tenho pena nenhuma. Aprende-se com os erros.

      E outra coisa, Ludwig von Mises foi um tremendo capitalista. Tem zero de credibilidade para criticar o socialismo. Esperavas o quê? Que elogiasse? Por favor. Ele não estava em cima de muro nenhum, não era neutro. Ele era tendencioso naquilo que dizia e esqueceu-se de falar nas falhas que o capitalismo tem. Esqueceu-se convenientemente.
      « Última modificação: 30 de Julho de 2011 por JM Star »

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        #83

        Offline strings

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        Mas qual violência? Violência é o que essas grandes empresas fazem às pessoas, que cobram preços absurdos. Isso não faz qualquer sentido. Um país sem Estado é acéfalo. É como se fosse uma pessoa sem cérebro.

        Isto não me diz nada. É suposto ser um argumento?

        Não tem pés nem cabeças o que aclamas. Vais ter de pagar impostos sempre. Faz parte da vida, isso é viver em sociedade. Um país não é uma empresa, em que é cada um por si. Um cidadão que se preze paga impostos para contribuir para o bom funcionamento da sociedade em que está inserido.

        Irrelevante. Se só houvesse uma maneira de encarar as funções e papel do Estado, não existiam partidos políticos diferentes. Se a realidade que descreves fosse inevitável, a Catalunha não tinha tido o sistema que teve na Guerra Civil Espanhola, nem Christiania teria o sistema que tem em Copenhaga, nem a Islândia teria tido o sistema que teve na Idade Média. Mais uma vez, agradecia que fundamentasses as opiniões.

        Um bom cidadão não é como esses capitalistas que fazem de tudo para fugir ao fisco e que se estão a marimbar para quem está na rua a passar fome. Um cidadão tem deveres para com o seu Estado. E isso vai ser sempre assim.

        Demagogia =/= argumento.

        Mas por que é que tu negas que Capitalismo e Liberalismo são a mesma coisa sem apresentar justificações concretas? Por que eu ainda não li uma frase tua a mencionar diferenças.

        Nesse caso sugiro que releias o meu último post.

        Escreves muita coisa, forneces links e nada. Nada nessas repostas longas diz que Capitalismo e Liberalismo são coisas diferentes. Sabes porquê? Porque são exactamente a mesmíssima coisa e tu não sabes dar a volta à questão. Os dois termos mascaram-se um ao outro e propõem que os agentes económicos sejam movidos por um impulso de crescimento e desenvolvimento económico e são contrários à intervenção do Estado na economia.

        Vou então repetir-me, apesar de não ser em princípio necessário: a economia liberal capitalista é uma componente do Liberalismo, que implica diversos outros ramos, entre os quais o consentimento dos governados, a separação de poderes e a igualdade perante a lei (basicamente os alicerces da democracia ocidental). Nunca disse que eram antónimos.  

        O Capitalismo não funciona, muito menos em Portugal que ainda nem é uma economia europeia muita avançada.

        Se estás a argumentar que o capitalismo liberal não funciona em economias pouco avançadas, isso leva-me a deduzir que és um recém chegado de Saturno. Por alguma razão Hong Kong era uma aldeia piscatória quando o meu avô nasceu, e agora é o que é.

        E depois o povo português, enraivecido com o Governo anterior, vota em partidos como o PSD que põem praticamente o país inteiro à venda e admiram-se de estar a empobrecer cada mais e mais por causa dos grandes senhores das empresas que se passam só porque facturaram menos 1 milhão que no mês passado. Não tenho pena nenhuma. Aprende-se com os erros.

        Já sabes, ou devias saber, que estou-me nas tintas para o PSD.

        E outra coisa, Ludwig von Mises foi um tremendo capitalista. Tem zero de credibilidade para criticar o socialismo. Esperavas o quê? Que elogiasse? Por favor. Ele não estava em cima de muro nenhum, não era neutro. Ele era tendencioso naquilo que dizia e esqueceu-se de falar nas falhas que o capitalismo tem. Esqueceu-se convenientemente.

        OK, então mais vale calares-te agora, porque sendo um tremendo opositor do capitalismo também não és isento e não tens direito de o criticar (a propósito, boa sorte a encontrar uma crítica que seja por parte de alguém que não se oponha ao que critica). O von Mises aborda sim as falhas do sistema, mas não vale a pena discutir isso já que não tens interesse em saber o mínimo que seja daquilo que criticas, pelo que me dás a entender.
        « Última modificação: 31 de Julho de 2011 por strings »

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          #84

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          Strings, eu não percebo o teu problema com o Estado. Se fosse uma empresa a cobrar os teus impostos eras roubado, meu caro. Esse "ódio" àquilo que é público chega a ser imoral. Um país é um Estado, não é uma Empresa. Eu nem sequer precisava de dizer isto, acho eu.

          Se eu não pagar impostos, sou preso. Se eu não fizer compras no Pingo Doce ou não abrir conta no BPI, é uma escolha voluntária sem consequências. O Estado usa a violência, a empresa usa a persuasão. É tão simples quanto isso.



          "Voluntária sem consequências"
          Não, porque se não fizeres no Pingo Doce, vais fazer ao Continente ou noutra qualquer do género, certo?
          Então o teu acto voluntário está limitado apenas entre as hipóteses capitalistas. Isto porque a mercearia do lado fechou. (Acho que não preciso explicar porquê!)
          O mesmo se passa a abrir conta no BPI, se não foi no BPI, terá de ser noutro qualquer, e se fores a ver, vai tudo dar ao mesmo! Estás-me a dizer que também posso escolher entre abrir um conta à ordem ou a prazo.. Ah! Sim tenho escolha entre elas. Não tenho escolha entre não abrir nenhuma. Se trabalhas numa empresa tens que ter uma conta para receberes.
          Portanto não te satisfaças só porque crês que podes alguma hipótese de escolha. Não tens.



          O Capitalismo não funciona, muito menos em Portugal que ainda nem é uma economia europeia muita avançada.

          Se estás a argumentar que o capitalismo liberal não funciona em economias pouco avançadas, isso leva-me a deduzir que és um recém chegado de Saturno. Por alguma razão Hong Kong era uma aldeia piscatória quando o meu avô nasceu, e agora é o que é.

          E outra coisa, Ludwig von Mises foi um tremendo capitalista. Tem zero de credibilidade para criticar o socialismo. Esperavas o quê? Que elogiasse? Por favor. Ele não estava em cima de muro nenhum, não era neutro. Ele era tendencioso naquilo que dizia e esqueceu-se de falar nas falhas que o capitalismo tem. Esqueceu-se convenientemente.

          OK, então mais vale calares-te agora, porque sendo um tremendo opositor do capitalismo também não és isento e não tens direito de o criticar (a propósito, boa sorte a encontrar uma crítica que seja por parte de alguém que não se oponha ao que critica). O von Mises aborda sim as falhas do sistema, mas não vale a pena discutir isso já que não tens interesse em saber o mínimo que seja daquilo que criticas, pelo que me dás a entender.


          Falas de Hong Kong por poucas palavras, facilmente te respondo. "Capitalismo" principal função é "capital"="lucro", claro que algum tem que se sair bem para tantos outros estarem mal, o desequilíbrio tem que estar a cair para algum lado! Não é lógico?
          Não é lógico também ser impossível mantê-lo? E achas possível haver equilíbrio entre o capitalismo? Se houvesse, é porque estavam todos muito mal e ninguém estava a conseguir atingir o objectivo. Não?


          Quanto ao teu último texto, só o citei para te relembrar que não tens o direito de mandar calar ninguém. Quanto muito respondes a defender aquilo que acreditas.
            http://sementesmarginais.blogspot.com

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            o capitalismo só tem um objectivo: capital. Dinheiro. Não para os outros, não para a nação mas para mim, para o meu bolso.
            Mas em comparação com o comunismo...Ganha!!!!!!!!!!!!
              "O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele." Nietzsche

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              o capitalismo só tem um objectivo: capital. Dinheiro. Não para os outros, não para a nação mas para mim, para o meu bolso.
              Mas em comparação com o comunismo...Ganha!!!!!!!!!!!!

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                Atuar de facto actuam se estiveres a falar em representaçoes teatrais. O que eu estou a falar é de factos, realizações.

                Por exemplo, há uns tempos tive uma empresa e por mudança de ramo tive necessidade de a fechar. O banco nao me deixava fechar as contas, porque havia um cheque que tinha passado há uns meses á conservatória que ainda nao estava depositado. Tive que me deslocar à conservatória e pedir por muito favor que encontrassem o cheque e o depositassem para eu poder fechar a conta corrente da empresa.

                Por isso, das duas três, ou há pouco profissionalismo, ou poucos trabalhadores, já que dinheiro há imenso mas muito mal gerido.

                 :-X


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                  Atuar de facto actuam se estiveres a falar em representaçoes teatrais. O que eu estou a falar é de factos, realizações.

                  Por exemplo, há uns tempos tive uma empresa e por mudança de ramo tive necessidade de a fechar. O banco nao me deixava fechar as contas, porque havia um cheque que tinha passado há uns meses á conservatória que ainda nao estava depositado. Tive que me deslocar à conservatória e pedir por muito favor que encontrassem o cheque e o depositassem para eu poder fechar a conta corrente da empresa.

                  Por isso, das duas três, ou há pouco profissionalismo, ou poucos trabalhadores, já que dinheiro há imenso mas muito mal gerido.

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                  Eu não estava a falar disso, mas tudo bem
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                    #89

                    Speek

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                    Mas qual violência? Violência é o que essas grandes empresas fazem às pessoas, que cobram preços absurdos. Isso não faz qualquer sentido. Um país sem Estado é acéfalo. É como se fosse uma pessoa sem cérebro. Não tem pés nem cabeças o que aclamas. Vais ter de pagar impostos sempre. Faz parte da vida, isso é viver em sociedade. Um país não é uma empresa, em que é cada um por si. Um cidadão que se preze paga impostos para contribuir para o bom funcionamento da sociedade em que está inserido. Um bom cidadão não é como esses capitalistas que fazem de tudo para fugir ao fisco e que se estão a marimbar para quem está na rua a passar fome. Um cidadão tem deveres para com o seu Estado. E isso vai ser sempre assim.

                    O Capitalismo não funciona, muito menos em Portugal que ainda nem é uma economia europeia muita avançada. É avançada, mas não está ao nível de um sistema económico desses. E depois o povo português, enraivecido com o Governo anterior, vota em partidos como o PSD que põem praticamente o país inteiro à venda e admiram-se de estar a empobrecer cada mais e mais por causa dos grandes senhores das empresas que se passam só porque facturaram menos 1 milhão que no mês passado. Não tenho pena nenhuma. Aprende-se com os erros.

                    Se o anterior governo se mantivesse no poder como estariam as contas públicas? Acreditas que estariam melhores??

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                      #90

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                      Mas qual violência? Violência é o que essas grandes empresas fazem às pessoas, que cobram preços absurdos. Isso não faz qualquer sentido. Um país sem Estado é acéfalo. É como se fosse uma pessoa sem cérebro. Não tem pés nem cabeças o que aclamas. Vais ter de pagar impostos sempre. Faz parte da vida, isso é viver em sociedade. Um país não é uma empresa, em que é cada um por si. Um cidadão que se preze paga impostos para contribuir para o bom funcionamento da sociedade em que está inserido. Um bom cidadão não é como esses capitalistas que fazem de tudo para fugir ao fisco e que se estão a marimbar para quem está na rua a passar fome. Um cidadão tem deveres para com o seu Estado. E isso vai ser sempre assim.

                      O Capitalismo não funciona, muito menos em Portugal que ainda nem é uma economia europeia muita avançada. É avançada, mas não está ao nível de um sistema económico desses. E depois o povo português, enraivecido com o Governo anterior, vota em partidos como o PSD que põem praticamente o país inteiro à venda e admiram-se de estar a empobrecer cada mais e mais por causa dos grandes senhores das empresas que se passam só porque facturaram menos 1 milhão que no mês passado. Não tenho pena nenhuma. Aprende-se com os erros.

                      Se o anterior governo se mantivesse no poder como estariam as contas públicas? Acreditas que estariam melhores??

                      Oxalá tenha dito isso porque tal como a maioria parece que só vê, é uma (esta) democracia com dois partidos.
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                        #91

                        Offline MarisaG

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                        Respondendo sem pesquisar e utilizando o senso comum.

                        Para mim, capitalismo, muito grosseiramente, tem a ver com "só ver dinheiro à frente".
                        Exemplo: Só interessa a produtividade, as condições de trabalho serão secundárias.
                         
                          Straight to you , but not straight !

                          Capitalismo
                          #92

                          Offline Joker

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                          Capitalismo é a erva daninha das sociedades actuais. Capitalismo não é mais do que outra denominação que se dá ao Liberalismo, denominação inventada pelos capitalistas britânicos John Locke e Adam Smith. Não percebi porque é que estes senhores tinham tanto medo em usar o termo "capitalismo". Honestamente, liberalismo soa-me muito pior, dá ideia de anarquia económica, em que é cada um por si e quem é pobre que se amanhe.   

                          Defendo a expansão económica, mas noutros parâmetros. O termo Capitalismo, no sentido lato, não me agrada e chega até a irritar-me. O capitalismo exige crescimento económico contínuo, e, inevitavelmente, esgota os recursos naturais finitos da Terra e outros recursos amplamente utilizados.

                          O capitalismo está associado à 1) desigual distribuição de rendimento e poder, é uma tendência de monopólio ou oligopólio no mercado; 2) imperialismo, 3) "guerra" contra-revolucionária e várias formas de exploração económica e cultural, 4) "repressão" dos trabalhadores e sindicalistas e 5) fenómenos como a alienação social, desigualdade económica, desemprego e instabilidade económica.

                          Muitas religiões também são contra este modelo económico. O judaísmo tradicional, o cristianismo e o islamismo proíbem emprestar dinheiro a juros, embora os métodos bancários tenham sido desenvolvidos em todos os três casos e adeptos de todas as três religiões são autorizados a emprestar para aqueles que estão fora da sua religião.

                          Como socialista, acho o capitalismo um sistema irracional em que a produção e a direcção da economia não são planeadas, criando muitas incoerências e contradições internas.

                          Contudo, não acho que as críticas do Marxismo ao Capitalismo façam sentido. Os marxistas defendiam o derrubo do capitalismo que levaria ao socialismo, até à sua transformação que daria origem ao comunismo. E muitos aspectos do capitalismo estiveram sob ataque do movimento anti-globalização, que é essencialmente contrário ao capitalismo corporativo. Eu sou a favor da Globalização, só que ela não foi feita como devia ter sido. Faltou moderação e controlo por parte dos Estados. Portanto, para mim nem Marxismo nem Capitalismo fazem sentido. Eu fico no meio e no meio é que está a virtude. lol 
                          Quase dá pena ler um post destes, explica muito bem porque é que o país é apenas pobre e repleto de falhados. Mas como ainda nem tenho sono, vou por partes:

                          Em 1º lugar, ervas daninhas na sociedade são pessoas que acham que quem trabalhou mais (para ganhar mais) deve dar alguma coisa a quem trabalha pouco (e portanto, ganha pouco).

                          Em 2º lugar, não é "quem é pobre que se amanhe". É "quem é pobre, se quer deixar de o ser, que trabalhe mais e/ou melhor". É extremamente simples e qualquer pessoa consegue perceber isto: é preciso trabalhar bem para se viver bem. As coisas não aparecem porque se acha que tem direito.

                          Em 3º lugar, há uma coisa, que apesar de simples, as pessoas têm que meter na cabeça e aceitar: a população é desigual e a sociedade é desigual: há pessoas que trabalham muito, há pessoas que trabalham pouco e há ainda pessoas que não trabalham rigorosamente nada, são parasitas e não dão contributo algum à sociedade e, portanto, é ridiculo achar que devem todos ter as mesmas regalias e/ou direitos que quem trabalha (quer dizer, é natural que os falhados as queiram ter, mas acaba por ser irrelevante).

                          (a parte da religião... whatever)

                          Em 4º lugar, "como socialista" bom, aí dizes tudo. Não é por acaso que este caos em que o país está é fruto directo de múltiplos governos socialistas... apoiados por "ervas daninhas", que acharam que era boa ideia brincar com coisas sérias.

                          Não resisti a escrever isto porque hoje foi um dia particularmente desagradável do ponto de vista político-económico:
                          Li na 1ª página do jornal Público que os meus pais, que sempre trabalharam com a maior dedicação que podiam, vão pagar praticamente metade do que ganham em IRS, que a somar a outras taxas, resulta em cerca de 55% do ordenado; ouvi um "professor" (prefiro só chamar-lhe besta) meu a queixar-se muito que pagava impostos "para os alunos do Técnico andarem a faltar às aulas e a não estudarem". Bom, se os impostos fossem todos para pagar pelos alunos universitários, muito bem estaria o país. É claro que na cabeça deste mentecapto é preferivel andar a pagar RSI's à escumalha inútil que não faz mais do que vandalizar, roubar, prejudicar quem trabalha e não fazer um chavo da vida.

                          É por estas e por outras, que só espero por acabar o curso, pirar-me daqui para fora e dizer "não se preocupem, vai correr tudo bem!" (o que infelizmente acaba por ser verdade para os parasitas da sociedade que não fazem nada da vida, pois concerteza vão continuar a receber dinheiro por não trabalharem absolutamente nada, retirado a quem de facto faz algo de proveitoso).
                          « Última modificação: 13 de Outubro de 2012 por Joker »
                            That's all.

                            Capitalismo
                            #93

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                            Quase dá pena ler um post destes, explica muito bem porque é que o país é apenas pobre e repleto de falhados. Mas como ainda nem tenho sono, vou por partes:

                            Em 1º lugar, ervas daninhas na sociedade são pessoas que acham que quem trabalhou mais (para ganhar mais) deve dar alguma coisa a quem trabalha pouco (e portanto, ganha pouco).

                            Em 2º lugar, não é "quem é pobre que se amanhe". É "quem é pobre, se quer deixar de o ser, que trabalhe mais e/ou melhor". É extremamente simples e qualquer pessoa consegue perceber isto: é preciso trabalhar bem para se viver bem. As coisas não aparecem porque se acha que tem direito.

                            Em 3º lugar, há uma coisa, que apesar de simples, as pessoas têm que meter na cabeça e aceitar: a população é desigual e a sociedade é desigual: há pessoas que trabalham muito, há pessoas que trabalham pouco e há ainda pessoas que não trabalham rigorosamente nada, são parasitas e não dão contributo algum à sociedade e, portanto, é ridiculo achar que devem todos ter as mesmas regalias e/ou direitos que quem trabalha (quer dizer, é natural que os falhados as queiram ter, mas acaba por ser irrelevante).

                            (a parte da religião... whatever)

                            Em 4º lugar, "como socialista" bom, aí dizes tudo. Não é por acaso que este caos em que o país está é fruto directo de múltiplos governos socialistas... apoiados por "ervas daninhas", que acharam que era boa ideia brincar com coisas sérias.

                            Não resisti a escrever isto porque hoje foi um dia particularmente desagradável do ponto de vista político-económico:
                            Li na 1ª página do jornal Público que os meus pais, que sempre trabalharam com a maior dedicação que podiam, vão pagar praticamente metade do que ganham em IRS, que a somar a outras taxas, resulta em cerca de 55% do ordenado; ouvi um "professor" (prefiro só chamar-lhe besta) meu a queixar-se muito que pagava impostos "para os alunos do Técnico andarem a faltar às aulas e a não estudarem". Bom, se os impostos fossem todos para pagar pelos alunos universitários, muito bem estaria o país. É claro que na cabeça deste mentecapto é preferivel andar a pagar RSI's à escumalha inútil que não faz mais do que vandalizar, roubar, prejudicar quem trabalha e não fazer um chavo da vida.

                            É por estas e por outras, que só espero por acabar o curso, pirar-me daqui para fora e dizer "não se preocupem, vai correr tudo bem!" (o que infelizmente acaba por ser verdade para os parasitas da sociedade que não fazem nada da vida, pois concerteza vão continuar a receber dinheiro por não trabalharem absolutamente nada, retirado a quem de facto faz algo de proveitoso).

                            É a primeira vez que leio uma coisa da tua parte que, além de não ser fútil, tem algum interesse.
                            De resto, teria coisas a apontar, mas, ao contrário de ti, tenho vontade de me deitar.
                            Boas compras, entretanto.

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                              É a primeira vez que leio uma coisa da tua parte que, além de não ser fútil, tem algum interesse.
                              De resto, teria coisas a apontar, mas, ao contrário de ti, tenho vontade de me deitar.
                              Boas compras, entretanto.
                              É claro que vindo de alguém como tu, não esperaria nada melhor do que um comentário desse género, mesquinho e a transbordar de ideias pré-concebidas, mesmo sem fazeres a mais pálida ideia sobre o que sou ou o que faço.

                              E obrigado, sei que as vou fazer :)
                              « Última modificação: 13 de Outubro de 2012 por Joker »
                                That's all.

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                                É a primeira vez que leio uma coisa da tua parte que, além de não ser fútil, tem algum interesse.
                                De resto, teria coisas a apontar, mas, ao contrário de ti, tenho vontade de me deitar.
                                Boas compras, entretanto.
                                É claro que vindo de alguém como tu, não esperaria nada melhor do que um comentário desse género, mesquinho e a transbordar de ideias pré-concebidas, mesmo sem fazeres a mais pálida ideia sobre o que sou ou o que faço.

                                E obrigado, sei que as vou fazer :)
                                Nada disse sobre a tua personalidade: dei a minha opinião sobre as coisas que escreves pelo fórum.
                                O preconceito não coexiste com o fundamento. A partir do momento em que leio, posso opinar com conhecimento de causa sobre o que por aqui se vai escrevendo. Não preciso de saber quem é o autor do comentário, ou o que faz; preciso tão-somente de ler, porque é disso que se trata.

                                Quase dá pena ler um post destes, explica muito bem porque é que o país é apenas pobre e repleto de falhados. Mas como ainda nem tenho sono, vou por partes:

                                Em 1º lugar, ervas daninhas na sociedade são pessoas que acham que quem trabalhou mais (para ganhar mais) deve dar alguma coisa a quem trabalha pouco (e portanto, ganha pouco).

                                Em 2º lugar, não é "quem é pobre que se amanhe". É "quem é pobre, se quer deixar de o ser, que trabalhe mais e/ou melhor". É extremamente simples e qualquer pessoa consegue perceber isto: é preciso trabalhar bem para se viver bem. As coisas não aparecem porque se acha que tem direito.

                                Em 3º lugar, há uma coisa, que apesar de simples, as pessoas têm que meter na cabeça e aceitar: a população é desigual e a sociedade é desigual: há pessoas que trabalham muito, há pessoas que trabalham pouco e há ainda pessoas que não trabalham rigorosamente nada, são parasitas e não dão contributo algum à sociedade e, portanto, é ridiculo achar que devem todos ter as mesmas regalias e/ou direitos que quem trabalha (quer dizer, é natural que os falhados as queiram ter, mas acaba por ser irrelevante).

                                (a parte da religião... whatever)

                                Em 4º lugar, "como socialista" bom, aí dizes tudo. Não é por acaso que este caos em que o país está é fruto directo de múltiplos governos socialistas... apoiados por "ervas daninhas", que acharam que era boa ideia brincar com coisas sérias.

                                Não resisti a escrever isto porque hoje foi um dia particularmente desagradável do ponto de vista político-económico:
                                Li na 1ª página do jornal Público que os meus pais, que sempre trabalharam com a maior dedicação que podiam, vão pagar praticamente metade do que ganham em IRS, que a somar a outras taxas, resulta em cerca de 55% do ordenado; ouvi um "professor" (prefiro só chamar-lhe besta) meu a queixar-se muito que pagava impostos "para os alunos do Técnico andarem a faltar às aulas e a não estudarem". Bom, se os impostos fossem todos para pagar pelos alunos universitários, muito bem estaria o país. É claro que na cabeça deste mentecapto é preferivel andar a pagar RSI's à escumalha inútil que não faz mais do que vandalizar, roubar, prejudicar quem trabalha e não fazer um chavo da vida.

                                É por estas e por outras, que só espero por acabar o curso, pirar-me daqui para fora e dizer "não se preocupem, vai correr tudo bem!" (o que infelizmente acaba por ser verdade para os parasitas da sociedade que não fazem nada da vida, pois concerteza vão continuar a receber dinheiro por não trabalharem absolutamente nada, retirado a quem de facto faz algo de proveitoso).
                                Terminada a emissão da telenovela, vou fazer só um reparo ao que realmente interessa: esse teu princípio de que todo o pobre é um vadio e todo o rico subiu a pulso é absolutamente implausível. Falas como se a sociedade se regesse por uma meritocracia, e não houvesse uma miríade de indivíduos que ascendem por tráfico de influências, evasão fiscal e o diabo a quatro; do mesmo modo que falas como se não houvesse o outro lado, o lado de todos aqueles que se fartam de trabalhar para ganhar uma porcaria de uns 500 euros. E é só isto que me faz espécie na resposta que deste ao JM. De resto, acho que tens toda a razão quando dizes que o trabalhador não devia andar a pagar mais impostos que o vagabundo. O curioso da coisa, infelizmente, é que, não raro, o vagabundo é o rico e o trabalhador é o pobre. E estes ricos conseguem ser tão ou mais parasitas que os sem-tostão vadios e subsidiodependentes.

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                                  Terminada a emissão da telenovela, vou fazer só um reparo ao que realmente interessa: esse teu princípio de que todo o pobre é um vadio e todo o rico subiu a pulso é absolutamente implausível. (...) De resto, acho que tens toda a razão quando dizes que o trabalhador não devia andar a pagar mais impostos que o vagabundo. O curioso da coisa, infelizmente, é que, não raro, o vagabundo é o rico e o trabalhador é o pobre. E estes ricos conseguem ser tão ou mais parasitas que os sem-tostão vadios e subsidiodependentes.

                                  Ora nem mais!

                                  E ideia mais pré-concebida que esta,

                                  Em 2º lugar, não é "quem é pobre que se amanhe". É "quem é pobre, se quer deixar de o ser, que trabalhe mais e/ou melhor". É extremamente simples e qualquer pessoa consegue perceber isto: é preciso trabalhar bem para se viver bem. As coisas não aparecem porque se acha que tem direito.

                                  Em 3º lugar, há uma coisa, que apesar de simples, as pessoas têm que meter na cabeça e aceitar: a população é desigual e a sociedade é desigual: há pessoas que trabalham muito, há pessoas que trabalham pouco e há ainda pessoas que não trabalham rigorosamente nada, são parasitas e não dão contributo algum à sociedade e, portanto, é ridiculo achar que devem todos ter as mesmas regalias e/ou direitos que quem trabalha (quer dizer, é natural que os falhados as queiram ter, mas acaba por ser irrelevante).

                                  é impossivel!

                                  Se houvesse pré-disposição da tua parte em questionar e aprender alguma coisa, poderia ser uma conversa interessante.
                                  Mas sendo o modo ingénuo e acusatório com que te mostras, da minha parte desejo-te uma boa viagem!
                                    http://sementesmarginais.blogspot.com

                                    "They promise you heaven so they can steal this world"

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                                    E ideia mais pré-concebida que esta,

                                    Em 2º lugar, não é "quem é pobre que se amanhe". É "quem é pobre, se quer deixar de o ser, que trabalhe mais e/ou melhor". É extremamente simples e qualquer pessoa consegue perceber isto: é preciso trabalhar bem para se viver bem. As coisas não aparecem porque se acha que tem direito.

                                    Em 3º lugar, há uma coisa, que apesar de simples, as pessoas têm que meter na cabeça e aceitar: a população é desigual e a sociedade é desigual: há pessoas que trabalham muito, há pessoas que trabalham pouco e há ainda pessoas que não trabalham rigorosamente nada, são parasitas e não dão contributo algum à sociedade e, portanto, é ridiculo achar que devem todos ter as mesmas regalias e/ou direitos que quem trabalha (quer dizer, é natural que os falhados as queiram ter, mas acaba por ser irrelevante).

                                    é impossivel!

                                    Se houvesse pré-disposição da tua parte em questionar e aprender alguma coisa, poderia ser uma conversa interessante.
                                    Mas sendo o modo ingénuo e acusatório com que te mostras, da minha parte desejo-te uma boa viagem!
                                    queres desenvolver, em vez de disparares a tua frustração por onde calha?
                                      That's all.

                                      Capitalismo
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                                      E ideia mais pré-concebida que esta,

                                      Em 2º lugar, não é "quem é pobre que se amanhe". É "quem é pobre, se quer deixar de o ser, que trabalhe mais e/ou melhor". É extremamente simples e qualquer pessoa consegue perceber isto: é preciso trabalhar bem para se viver bem. As coisas não aparecem porque se acha que tem direito.

                                      Em 3º lugar, há uma coisa, que apesar de simples, as pessoas têm que meter na cabeça e aceitar: a população é desigual e a sociedade é desigual: há pessoas que trabalham muito, há pessoas que trabalham pouco e há ainda pessoas que não trabalham rigorosamente nada, são parasitas e não dão contributo algum à sociedade e, portanto, é ridiculo achar que devem todos ter as mesmas regalias e/ou direitos que quem trabalha (quer dizer, é natural que os falhados as queiram ter, mas acaba por ser irrelevante).


                                      é impossivel!

                                      Se houvesse pré-disposição da tua parte em questionar e aprender alguma coisa, poderia ser uma conversa interessante.
                                      Mas sendo o modo ingénuo e acusatório com que te mostras, da minha parte desejo-te uma boa viagem!

                                      queres desenvolver, em vez de disparares a tua frustração por onde calha?


                                      Terei todo o gosto a pôr-te a par de alguma, espero contudo, que faças depois a tua parte de procurar alguma coisa e de ter alguma critica construtiva!

                                      Por exemplo,

                                      "Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), a taxa de desemprego entre os jovens subiu em Portugal para 23,4% no terceiro trimestre do ano, o que se traduz em 99 mil cidadãos com menos de 25 anos sem trabalho."

                                      Fonte:
                                      http://economico.sapo.pt/noticias/desemprego-nos-jovens-em-portugal-atinge-os-23_104571.html

                                      Agora tem em conta que são os que estão inscritos.

                                      Vamos agora chamar a esta gente "cambada de preguiçosos", até porque esta gente, ninguém quer trabalhar! É tão bom sentir que na melhor das hipóteses, dependemos sejam dos pais (porque para eles a situação é melhor!), seja dos subsídios, ou de onde for. Eu adoro ver os meus pais, que trabalharam toda a vida e descontaram com promessas de saúde e reformas, em que agora mais que nunca tem dificuldades de pagar comida e necessidades básicas! Bem lhes digo para trabalharem mais! Que se reformem mais tarde! E que não adoeçam, não vá haver essa despesa..

                                      Isto dando um muito pequeno exemplo e fácil de compreensão, oxalá o entendas! Acredito que quem já nasceu de vendas nos olhos e de boca cheia, seja difícil de ver de onde vem a comida! Mas tal como eu, estão mais pessoas, que sabemos que é possível melhor tanto para mim, como para o meu vizinho e por isso saímos à rua e lutamos contra essa ideia burra e idiota que o mundo é assim, uns são mais que outros.

                                      E não estou frustrada, só tenho pena que defendas com tanta garra uma ideia tão egoísta.
                                        http://sementesmarginais.blogspot.com

                                        "They promise you heaven so they can steal this world"

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                                        Eu percebo o teu ponto de vista, até mais do que pensas provavelmente. Sempre convivi com dificuldades à minha volta, quer através de amigos ou vizinhos (felizmente nunca na primeira pessoa, e ao contrário do que pensas, dou muito valor a isso).

                                        Mas quanto a esses dados estatísticos que referes, que percentagem desses jovens não são de cursos (que nem se deviam chamar cursos) de meia tigela, que já sabiam à partida que não iam ter emprego? Não é que tenhamos que ser todos médicos e engenheiros, mas sinceramente hoje em dia ir para cursos como por exemplo: Arquitectura, Psicologia, Educação de Infância, Fisioterapia, Enfermagem, é quase estar a pedir das duas uma: ou um passaporte para ir trabalhar para o estrangeiro (que eu apoio fortemente e também pretendo fazer: Portugal está acabado, não há aqui nada para a nossa geração, muito menos boas oportunidades de carreira/sucesso) ou um passaporte para o centro de emprego mais próximo... É que é muito giro isso de 'seguir o que se gosta', muitas vezes disfarçado de 'seguir o que parece mais fácil', mas há que pensar um bocadinho mais longe... As pessoas têm que parar de quererem ter as hipóteses de escolha conforme aquilo que escolhem, e passarem a escolher aquilo que as hipóteses lhes dão, isto é: não é "eu quero ter emprego porque quero tirar o curso X" mas sim "eu quero tirar o curso Y porque quero ter emprego", há que ser racional! E falo no meu caso, divertia-me muito mais num curso de Marketing ou de Gestão, sou absolutamente fanático por essas áreas, mas em vez disso fui para uma Engenharia, que me pareceu ser uma melhor rampa de lançamento...

                                        PS: e é preciso ver mais do que "é licenciado"... é preciso perguntar "mas é licenciado EM QUÊ?" porque é uma dura realidade que as pessoas até conseguem ver, mas recusam-se a aceitar e compreender: as pessoas não são todas iguais!

                                        PS2: quanto à tua situação, naturalmente que a lamento, mas os tempos estão dificeis para todos, e isto te posso garantir: quem ganha mais, está a pagar muito mais! É que apetece dizer ao ministro das Finanças "ai a dívida externa, dividindo por todos, dá 17000€ a cada? então tome lá a minha parte da dívida e para mim isto fica resolvido". Pois, era bom, mas há muito boa gente que vai pagar muito mais que isso.
                                          That's all.