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Olá Visitante19.set.2019, 07:34:48

Autor Tópico: A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência  (Lida 14180 vezes)

 
A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
#0

Offline Greek

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Sei destes foruns a muito, mas nunca senti necessidade de recorrer a eles para tomar decisoes. Pois bem, ontem ao vagear por aqui, pela primeira vez, deparei-me com uma historia que nao foge muito ao que ja vivi, e tendo em conta as respostas de ajuda que lhe foram dadas, eu proprio decidi, tambem, expor aqui o que sinto e o que ja vivi, de modo a receber respostas que me ponham a pensar e ate me ajudem a decidir algumas coisas.

Eu sou um jovem de 18 anos, tive um relacionamento de 2 anos com o meu melhor amigo, tudo comecou com essas duvidas todas "se gosto realmente dele?" "se lhe digo?" "se conto a alguem?" pois bem, a tudo isto respondi sozinho, e deixei-me levar apenas pelo que sentia. Contei-lhe, e o bom disso foi que a reaccao dele foi absolutamente normal, nada mudou para pior tal como eu pensava que mudaria. Com o tempo a amizade foi reforcada e aos poucos e poucos a nossa intimidade levou-nos a dar beijos na cara, a fazer festas, imensas coisas que normalmente nao "deveriam" acontecer entre amigos rapazes.. ate que numa noite em que dormimos juntos, aconteceu. No dia seguinte foi a fase da negacao, por parte de ambos, combinamos que nao voltava a acontecer, mas rapidamente percebi que queria mais, que gostava realmente dele. Mas nao forcei nada, deixei as coisas correr. no fim de semana a seguir enquanto viamos um filme, acariciamo-nos, ate que nos beijamos novamente. E ai comecou o, pode-se dizer que "namoro".
Que terminou em marco de 2007 (mais ou menos), com muitos altos e baixos ai no meio, exactamente pela descoberta (por parte dele) da atraccao por raparigas, etc etc, muitos foram os factores que levaram a separacao, muitos por minha culpa, outros por ele.

POis bem, quando acabou pensei que nunca mais seria capaz de sentir o mesmo por um rapaz, e tendo em conta que antes dele nao houve nenhum, apenas raparigas (imensas raparigas) pensei que tinha voltado ao mundo normal. Entretanto aproximei-me de um amigo, que me fez por de novo em questao tudo (mas isto muito de pois do "rompimento"), existiam demasiadas caracteristicas nele que me faziam pensar que ele tambem estaria confuso, entao, qd tive a certeza que estava a sentir algo mais que amizade por ele, contei-lhe, a resposta dele foi logo que nao, mas nao consegui acreditar que esta fosse mesmo a sua vontade pois o historial dele nao apoia essa mesma reposta, nem muitas das "coisinhas" que tinham acontecido entre nos, olhares, beijinhos na cara, mao dada sem qualquer razao, etc. Quando falo de "historial" refiro-me ao facto de ele ja ter masturbado um amigo e esse mesmo amigo a ele, o que para mim demonstra que existe alguma afinidade, por assim dizer, com o sexo masculino, e la esta, isso junto com essas pequenas coisinhas que existiram entre nos, nao me faziam crer que eu lhe era indiferente. Mas com o tempo desinteressei-me pois ele acabou por se afastar ligeiramente, e via-se que mesmo sem saber o que sentia, ele proprio tinha criado uma barreira entre nos, que me impossibilitava a entrada, e que o impossibilitava de sequer tentar dar oportunidade a um sentimento "novo" mas que e visto, aos olhos dos outros, de uma maneira errada. A pouco tempo arranjei namorada, achei mesmo que isto ia durar, mas depois de dois meses noto que ja nao e a mesma coisa, e ao ter estado estas ferias com esse meu amigo, reparei que ainda existe sentimento, do meu lado pelo menos, por ele, e isso junto a confusao de nao saber se acabe ou nao com a minha namorada por achar que ja nao gosto dela, deixa-me "cansado", e completamente a toa.

Esta noite dormi com ele, e tive quase para lhe contar que me sentia novamente estranho em relacao a ele, mas nao fui capaz, porque o medo de que ele se afaste de novo e maior do que a vontade de lhe dizer. Porque no nosso grupo os beijinhos, os abracos, o dormir agarrados, op apalpar etc e bue banal, nao existe o perconceito, entao e dificil saber se isso que ele agora faz comigo, e normal e faz porque tem confianca cmg, e porque gosta muito de mim como amigo, ou se significa algo.
Passamos a noite toda agarrados, no principio eu a ele, ele de costas para mim mas completamente encostado, e eu com o braco por cima dele, demanha quando acordei estavamos frente a frente, muito proximos mesmo, e ele tinha o braco sobre mim.

Estou confuso. LOL sao demasiadas as questoes em que nao encontro resposta.

Espero que me possam ajudar. :)

PS: SE O TEXTO ESTIVER MUITO GRANDE E POR ISSO NAO ESTEJAM A COMENTAR, POR FAVOR AVISEM QUE EU REDUZO-O. GOSTAVA MESMO DE TER AS VOSSAS OPINIOES.
« Última modificação: 3 de Janeiro de 2009 por JoaoB »
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    #1

    Offline Vitruvius

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    Bem, vou comentar mas li o texto todo. Está grande mas é de fácil leitura, portanto deixa-o estar.
    Acho que antes de tomar qualquer decisão deves saber em que ponto estás.
    Se não gostas da tua namorada, ou melhor se tens a certeza de que não gostas e de que essa relação não vai ter quaisquer frutos então o melhor seria cortar o mal pela raiz. Ao mesmo tempo acho que devias ter uma conversa clara com o teu amigo, dizer-lhe que ainda sentes algo por ele e que gostavas de saber se o sentimento é mutuo e podem ter um namoro ou se ele nunca passará de um excelente amigo com quem podes ter alguma intimidade.
    Repara que tens de te colocar na posição dele, se ele criou uma barreira à volta dele é porque se calhar não se sente seguro em relação à sua orientação sexual, ou está em negação. Tenta ajudá-lo a ultrapassar essa fase, nunca é fácil mas pode ser menos doloroso se tivermos alguém do nosso lado que nos apoie sem nos pressionar. 
    Mas antes de agir deves estar seguro do que sentes, se realmente não gostas da tua namorada ou se é apenas um desinteresse passageiro e se o que sentes pelo teu amigo é mesmo amor ou apenas um carinho muito especial.
    Não tomes decisão nenhuma que não te sintas seguro para tomar.
    Sei que não é grande ajuda, mas também não sou a pessoa com mais experiência a nível de relações inter-pessoais para estar para aqui a dar conselhos.
    Independentemente do que escolhas, desejo-te boa sorte, e espero que sejas feliz.  ;)
    « Última modificação: 3 de Janeiro de 2009 por Jedi Knight »

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      #2

      Offline Greek

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      Bem, vou comentar mas li o texto todo. Está grande mas é de fácil leitura, portanto deixa-o estar.
      Acho que antes de tomar qualquer decisão deves saber em que ponto estás.
      Se não gostas da tua namorada, ou melhor se tens a certeza de que não gostas e de que essa relação não vai ter quaisquer frutos então o melhor seria cortar o mal pela raiz. Ao mesmo tempo acho que devias ter uma conversa clara com o teu amigo, dizer-lhe que ainda sentes algo por ele e que gostavas de saber se o sentimento é mutuo e podem ter um namoro ou se ele nunca passará de um excelente amigo com quem podes ter alguma intimidade.
      Repara que tens de te colocar na posição dele, se ele criou uma barreira à volta dele é porque se calhar não se sente seguro em relação à sua orientação sexual, ou está em negação. Tenta ajudá-lo a ultrapassar essa fase, nunca é fácil mas pode ser menos doloroso se tivermos alguém do nosso lado que nos apoie sem nos pressionar. 
      Mas antes de agir deves estar seguro do que sentes, se realmente não gostas da tua namorada ou se é apenas um desinteresse passageiro e se o que sentes pelo teu amigo é mesmo amor ou apenas um carinho muito especial.
      Não tomes decisão nenhuma que não te sintas seguro para tomar.
      Sei que não é grande ajuda, mas também não sou a pessoa com mais experiência a nível de relações inter-pessoais para estar para aqui a dar conselhos.
      Independentemente do que escolhas, desejo-te boa sorte, e espero que sejas feliz.  ;)



      Obrigado pela resposta, primeiro de tudo! :D

      Essa barreira de que falei nao existe so para comigo (rapaz) mas com todas as pessoas que mostram sentir mais que amizade por ele. Ele nunca teve uma relacao de namoro com ninguem, e deve sentir medo de sentir algo por alguem e cria essa tal barreira.
      Eu vou esperar, tal como disseste nao sei ainda bem o que sinto. Mas sinto que e com ele que quero estar e nao com ela. Gosto mesmo bue dele, e tao bom estar ao lado dele. Mas pronto vou esperar, e dizendo se houver novidades. ok? :P Mas o que pensas de eu me sentir assim..este sentimento repentino por outro rapaz (bom, repentino, como quem diz).. mas nao esqueco as raparigas. Mas sexualmente sinto-me mais atraido por rapazes que por raparigas. Estou mesmo confuso em relacao a minha orientacao sexual. :S

      Quanto a minha namorada, estou a espera que as aulas comecem para tomar uma decisao.

      Obrigado mesmo pela resposta

      Abraco,

      JoaoB
        G.

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        #3

        Offline Vitruvius

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        Não tens de agradecer nada.
        Esse sentimento não deve ser assim tão repentino quanto isso. Compreendo que te sintas confuso em relação à tua orientação, mas saberes se és heterossexual, bissexual ou homossexual importa assim tanto? Existe mesmo essa necessidade de te rotulares como uma coisa?
        Eu acho que não, embora também já tenha sentido essa necessidade, porque simplifica as coisas.
        Mas vê antes assim, és uma pessoa que se apaixonou por outra pessoa, independentemente de essa outra pessoa ser homem ou mulher.
        Os rótulos servem apenas para te limitar e depois quando te surge um sentimento que transcende esses limites ficas confuso, é normal.
        Se gostas realmente dele e achas que há a possibilidade de ele gostar de ti, acho que deves seguir em frente. No entanto tenta compreende-lo, é normal que as pessoas criem barreiras à sua volta, eu também crio barreiras à minha volta quando uma rapariga tenta ter mais do que uma amizade porque sei que não vou poder corresponder a esses sentimentos e até há bem pouco tempo criava a mesma barreira quando acontecia com rapazes, simplesmente por não me sentir seguro para dar esse passo. Por isso te digo que o deves ajudar mas sem o pressionares, ao pressiona-lo podes confundi-lo ainda mais ou assusta-lo, esse processo é um processo muito individual, muito próprio de cada um. A ajuda que tens de lhe dar é apenas na base do apoio, não o podes arrancar de dentro de ele próprio.
        Espero que tenhas percebido, e boa sorte.  ;)

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          #4

          Offline Greek

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          Não tens de agradecer nada.
          Esse sentimento não deve ser assim tão repentino quanto isso. Compreendo que te sintas confuso em relação à tua orientação, mas saberes se és heterossexual, bissexual ou homossexual importa assim tanto? Existe mesmo essa necessidade de te rotulares como uma coisa?
          Eu acho que não, embora também já tenha sentido essa necessidade, porque simplifica as coisas.
          Mas vê antes assim, és uma pessoa que se apaixonou por outra pessoa, independentemente de essa outra pessoa ser homem ou mulher.
          Os rótulos servem apenas para te limitar e depois quando te surge um sentimento que transcende esses limites ficas confuso, é normal.
          Se gostas realmente dele e achas que há a possibilidade de ele gostar de ti, acho que deves seguir em frente. No entanto tenta compreende-lo, é normal que as pessoas criem barreiras à sua volta, eu também crio barreiras à minha volta quando uma rapariga tenta ter mais do que uma amizade porque sei que não vou poder corresponder a esses sentimentos e até há bem pouco tempo criava a mesma barreira quando acontecia com rapazes, simplesmente por não me sentir seguro para dar esse passo. Por isso te digo que o deves ajudar mas sem o pressionares, ao pressiona-lo podes confundi-lo ainda mais ou assusta-lo, esse processo é um processo muito individual, muito próprio de cada um. A ajuda que tens de lhe dar é apenas na base do apoio, não o podes arrancar de dentro de ele próprio.
          Espero que tenhas percebido, e boa sorte.  ;)


          Nao imaginas como ansiava a tua resposta e como sabe bem le-la. Obrigado!
          Eu percebi tudo, e concordo com tudo. No entanto tenho uma duvida, tu dizes que eu nao o devo pressionar, compreendido, a questao e: se eu lhe contar o que sinto estarei a pressiona-lo?
          Se a tua resposta for "nao, nao significa que o estejas a pressionar!", como achas que o devo ajudar para que se ele sentir o mesmo por mim, mesmo nao me dizendo, nao ter medo? Como achas que o deva esclarecer de modo a que ele reflicta, o tempo que necessitar, sobre isso? Para que mais tarde, se o sentimento for reciproco, possamos iniciar uma relacao... No fundo para ele nao ter medo de "gostar de mim"..se gostar claro..

          Quanto ao que estavas a dizer da minha orientação sexual, sinceramente nao e algo que eu pense muito, deixo-me levar pelo que sinto, seja de cariz homo ou hetero, indiferente, mas a verdade e que a questao esta no ar, para ser respondida, o que nao significa que exista pressa em responde-la. Mas nao tenho qualquer preconceito com isto, aceito bem o que sinto, porque se estiver bem comigo, o que os outros pensam passa-me ao lado!

          AH! e verdade, ontem falamos ao telemovel e eu disse-lhe que queria muito falar com ele, mas ele nao podia hoje, e percebeu o meu desanimo por ele nao poder, e comecou a perguntar sobre o que eu queria falar, lançou varias hipoteses, tipo: "E sobre mim?" "E sobre mim e alguem?" " E sobre ti?" "E sobre nos?". E esta ultima questao deixou-me apreensivo, pois nao ha nenhuma razao para ele achar que eu voltei a gostar dele, nao o demonstro simplesmente, portanto deduzi, pela pergunta, que existe algum pensamento na cabeca dele sobre isso, senao nao seria uma das hipoteses que ele acharia que eu queria falar com ele, certo? Ele sabe que tenho namorada, nao existia mesmo nenhum motivo para pensar nisso.... O que achas?

          Obrigado mesmo,

          Aguardo a tua resposta com muita ansiedade :D

          Abraço,
          JoaoB
          « Última modificação: 4 de Janeiro de 2009 por JoaoB »
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            #5

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            Mas olha que não sou a pessoa mais indicada para dar conselhos no que diz respeito ao amor e às coisas do coração, porque tenho tendência para afastar toda a gente.  :-\
            Voltando ao que interessa.
            Existem maneiras de dizer as coisas, se fores demasiado directo podes assusta-lo se fores demasiado subtil podes confundi-lo.
            Tens de procurar também o momento certo para lhe dizeres as coisas, e em vez de ires com muita "sede ao pote" e dizer logo que estás apaixonado por ele e gostavas que fosse teu namorado dizer antes que sentes por ele algo muito especial. E então tens de avaliar a reacção dele, e perceber se existe alguma receptividade e reciprocidade a esse sentimento. Acho que acima de tudo tens de o fazer sentir à vontade com o sentimento que tem, tens de lhe dar a entender que independentemente daquilo que ele possa sentir que nada vai mudar a menos que ele queira e que tu estás aberto a essa mudança.
            É como te disse, todo esse processo é muito pessoal, tem de ser ele a querer aceitar as coisas, ele também tem de compreender ao certo o que sente. Se calhar está confuso e com medo, se calhar não avança por achar que tu não estás aberto aos avanços dele. É complicado também estar a dar-te grandes conselhos uma vez que não sei ao certo o tipo de pessoa que ele é. De uma coisa podes ter a certeza, vais precisar de muita paciência para levar isto a bom porto e muita calma para ires desbastando a muralha a pouco e pouco. E lembra-te, não podes obrigar ninguém a gostar de ti, é possível que ele sinta por ti apenas uma grande amizade. Tens de o tentar compreender, mas ele também tem de se dar a entender.
            Isto é tudo muito complicado, mas com paciência as coisas acabam por se tornar mais claras.
            Espero que corra tudo bem.  ;)

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              #6

              Offline Greek

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              Mas olha que não sou a pessoa mais indicada para dar conselhos no que diz respeito ao amor e às coisas do coração, porque tenho tendência para afastar toda a gente.  :-\
              Voltando ao que interessa.
              Existem maneiras de dizer as coisas, se fores demasiado directo podes assusta-lo se fores demasiado subtil podes confundi-lo.
              Tens de procurar também o momento certo para lhe dizeres as coisas, e em vez de ires com muita "sede ao pote" e dizer logo que estás apaixonado por ele e gostavas que fosse teu namorado dizer antes que sentes por ele algo muito especial. E então tens de avaliar a reacção dele, e perceber se existe alguma receptividade e reciprocidade a esse sentimento. Acho que acima de tudo tens de o fazer sentir à vontade com o sentimento que tem, tens de lhe dar a entender que independentemente daquilo que ele possa sentir que nada vai mudar a menos que ele queira e que tu estás aberto a essa mudança.
              É como te disse, todo esse processo é muito pessoal, tem de ser ele a querer aceitar as coisas, ele também tem de compreender ao certo o que sente. Se calhar está confuso e com medo, se calhar não avança por achar que tu não estás aberto aos avanços dele. É complicado também estar a dar-te grandes conselhos uma vez que não sei ao certo o tipo de pessoa que ele é. De uma coisa podes ter a certeza, vais precisar de muita paciência para levar isto a bom porto e muita calma para ires desbastando a muralha a pouco e pouco. E lembra-te, não podes obrigar ninguém a gostar de ti, é possível que ele sinta por ti apenas uma grande amizade. Tens de o tentar compreender, mas ele também tem de se dar a entender.
              Isto é tudo muito complicado, mas com paciência as coisas acabam por se tornar mais claras.
              Espero que corra tudo bem.  ;)


              Sim, mas existe um problema, já antes lhe tinha dito que gostava dele, ha ja algum tempo, mas ja disse. Eu as vezes tenho medo que ele ache que eu quero estar com ele por sexo, pois eu contei-lhe o que sentia, dias depois de ele me contar o que fazia de vez em quando com o amigo. E como ele tambem ja soube da relacao que eu tive com o meu outro amigo, esse juntar de coisas leva-o a achar algo errado. Eu nao procuro sexo, mas sim amor, carinho e compreensao. Se ele tiver esta ideia, como achas que deva fazer para a apagar?

              Obrigado :)

              JoaoB
                G.

                A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                #7

                Offline Vitruvius

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                Se percebi bem queres que ele deixe pensar que apenas queres estar com ele por sexo.
                Será que ele realmente pensa isso? Não sei.
                Mas olha a melhor maneira de lhe mostrares que o queres é uma relação baseada em carinho, amor e compreensão, o melhor que tens a fazer é trocar isso mesmo com ele quando estão juntos. Ou seja, aproveitares quando estás com ele para trocarem mimos e conversarem, nessas alturas é sempre mais fácil abrir o coração. A única maneira de mudarmos a imagem que uma pessoa tem de nós é provando-lhes que estão enganadas, podes faze-lo com pequenos gestos, mostrando preocupação com ele e com o seu bem estar.
                Mas mais uma vez, não sou a melhor pessoa para te dar conselhos e gostava mesmo de ver outras opiniões em relação ao assunto.

                  A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                  #8

                  Offline Greek

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                  Percebo o que dizes!  ;D

                  Eu tambem gostava muito que outras pessoas deixassem a sua opiniao, apesar de me sentir bem mais aliviado agora, que tens dado a tua. A serio, sinto mesmo que estas a perceber o que quero e aquilo que preciso e tenho de ouvir.
                  Obrigado. Assim que houverem novidades eu comunico :) vou reflectir sobre tudo.

                  Obrigado mesmo,
                  Abraço

                  JoaoB
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                    A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                    #9

                    Offline Vitruvius

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                    De nada, estás sempre à vontade.
                    Espero que corra tudo bem.  ;)

                      A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                      #10

                      Kiko20

                      • Visitante
                      Bem tenho duas histórias semelhantes à tua.


                      Durante um certo período quando tinha 18 anos conheci um rapaz na faculdade que não era do meu curso, através de um amigo em comum. Durante muito tempo não nos falámos, mas já não me recordo bem como comécámos a ficar muito amigos. Morávamos na mesma rua, um em frente ao outro, e se eu não estava em casa dele, ele estava na minha. No início o meu gaydar nunca apitou, e eu via-o apenas como um «amigo hetero» como tantos outros. Estávamos sempre a falar de gajas, namoradas e engate.
                      Depois, passado um mês, começaram as brincadeiras. Primeiros uns abraços, depois ele passva a mão pelas minhas nádegas, eu pelas dele, mas até ia continuava a vê-lo como o amigo hetero. Veio o mês de Maio, e acho que foi aí que a tensão cresceu. Ele começou a abordar com regularidade o tema da homossexualidade, falava constantemente no assunto, e eu comecei a ficar desconfiado. Depois, quando estávamos sozinhos em casa tirava a roupa e ficava so em boxers em frente ao espelho e depois perguntava se o achava giro, o que achava do corpo dele. Depois, quando estava no meu quarto, pedia para dormir comigo, em tom de brincadeira dizia para termos sexo, isto tudo misturado com olhares e as tais brincadeiras. Lembro-me de um dia ele entrar no meu quarto só com uns slips e de eu reparar que ele estava excitado e ficar super atrapalhado, ou de eu estar distraído e ele baixar os meus calções e começar a fazer uns «comentários» menos adequados... Bem a tensão começou a aumentar, e já não me recordo bem como, mas ficámos semi-chateados, e depois veio o fim das aulas e ele mudou de curso e de cidade e nunca mais nos vimos, embora mantenhamos contacto.

                      No ano seguinte, comecei a trocar olhares nas aulas teóricas com um rapaz. Através de um amigo em comum, começámos a falar, e em pouco tempo ja andávamos sempre juntos. Falávamos de «gajas» (mas não fazíamos nada com nenhuma e até éramos solicitados, mas na realidade o que apareceu na altura não era nada de interessante), saíamos à noite, contávamos a nossa vida um ao outro, enfim, grandes amigos. Depois, reparava que quando estava a falar com outras pessoas ele  ficava a olhar sem parar, parecia que estava com ciúmes, e comecei a reparar que quando passava um rapaz giro ele tinha tendência a desviar o olhar. Para além disso, reparava que quando estava distraído ele começava a olhar para mim de uma forma clínica, como se estivesse a avaliar os pequenos pormenores do meu aspecto. Decidi dar então um pequeno passo, e comecei a enviar mensagens, a dizer so coisas banais da faculdade e do grupo de amigos, depois começaram os abraços, um dia estávamos sozinhos pus-lhe o braço por cima e estive perto de o beijar. Depois disso entrei em paranóia, com medo que ele fosse hetero e então afastei-me dele para ver a reacção, e ele continuou a convidar-me para sair e a falar comigo normalmente nas semanas seguintes, o que para mim foi um sinal positivo, mas fiquei com muito medo de mim prórprio e continuei o afastamento, ate que cerca de dois meses depois chegámos a um ponto em que quase não nos falávamos, ele cessou por completo os olhares e hoje praticamente só dizemos «Olá» e «Boa Dia» quando nos cruzamos. Mas ficaram pequenas «coisinhas» que me fizeram na altura desconfiar e que hoje em dia não me saiem da cabeça, coisas que ele disse em certas conversas, certas atitudes e comportamentos que ele teve e tem, os gostos pessoais dele, enfim, pequenos pormenores que puserem o meu gaydar em grau máximo de alerta...

                        A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                        #11

                        Offline Greek

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                        Bem tenho duas histórias semelhantes à tua.


                        Durante um certo período quando tinha 18 anos conheci um rapaz na faculdade que não era do meu curso, através de um amigo em comum. Durante muito tempo não nos falámos, mas já não me recordo bem como comécámos a ficar muito amigos. Morávamos na mesma rua, um em frente ao outro, e se eu não estava em casa dele, ele estava na minha. No início o meu gaydar nunca apitou, e eu via-o apenas como um «amigo hetero» como tantos outros. Estávamos sempre a falar de gajas, namoradas e engate.
                        Depois, passado um mês, começaram as brincadeiras. Primeiros uns abraços, depois ele passva a mão pelas minhas nádegas, eu pelas dele, mas até ia continuava a vê-lo como o amigo hetero. Veio o mês de Maio, e acho que foi aí que a tensão cresceu. Ele começou a abordar com regularidade o tema da homossexualidade, falava constantemente no assunto, e eu comecei a ficar desconfiado. Depois, quando estávamos sozinhos em casa tirava a roupa e ficava so em boxers em frente ao espelho e depois perguntava se o achava giro, o que achava do corpo dele. Depois, quando estava no meu quarto, pedia para dormir comigo, em tom de brincadeira dizia para termos sexo, isto tudo misturado com olhares e as tais brincadeiras. Lembro-me de um dia ele entrar no meu quarto só com uns slips e de eu reparar que ele estava excitado e ficar super atrapalhado, ou de eu estar distraído e ele baixar os meus calções e começar a fazer uns «comentários» menos adequados... Bem a tensão começou a aumentar, e já não me recordo bem como, mas ficámos semi-chateados, e depois veio o fim das aulas e ele mudou de curso e de cidade e nunca mais nos vimos, embora mantenhamos contacto.

                        No ano seguinte, comecei a trocar olhares nas aulas teóricas com um rapaz. Através de um amigo em comum, começámos a falar, e em pouco tempo ja andávamos sempre juntos. Falávamos de «gajas» (mas não fazíamos nada com nenhuma e até éramos solicitados, mas na realidade o que apareceu na altura não era nada de interessante), saíamos à noite, contávamos a nossa vida um ao outro, enfim, grandes amigos. Depois, reparava que quando estava a falar com outras pessoas ele  ficava a olhar sem parar, parecia que estava com ciúmes, e comecei a reparar que quando passava um rapaz giro ele tinha tendência a desviar o olhar. Para além disso, reparava que quando estava distraído ele começava a olhar para mim de uma forma clínica, como se estivesse a avaliar os pequenos pormenores do meu aspecto. Decidi dar então um pequeno passo, e comecei a enviar mensagens, a dizer so coisas banais da faculdade e do grupo de amigos, depois começaram os abraços, um dia estávamos sozinhos pus-lhe o braço por cima e estive perto de o beijar. Depois disso entrei em paranóia, com medo que ele fosse hetero e então afastei-me dele para ver a reacção, e ele continuou a convidar-me para sair e a falar comigo normalmente nas semanas seguintes, o que para mim foi um sinal positivo, mas fiquei com muito medo de mim prórprio e continuei o afastamento, ate que cerca de dois meses depois chegámos a um ponto em que quase não nos falávamos, ele cessou por completo os olhares e hoje praticamente só dizemos «Olá» e «Boa Dia» quando nos cruzamos. Mas ficaram pequenas «coisinhas» que me fizeram na altura desconfiar e que hoje em dia não me saiem da cabeça, coisas que ele disse em certas conversas, certas atitudes e comportamentos que ele teve e tem, os gostos pessoais dele, enfim, pequenos pormenores que puserem o meu gaydar em grau máximo de alerta...

                        Ei, fico contente por existir tanta gente na mesma situação que eu. Não de não saber o que fazer, mas de olharem para estes sentimentos de ânimo leve e encararem as coisas de forma normal. :D
                        Quando as tuas histórias, ficou a questão: Poruqe nunca deixaste as coisas evoluirem? Pareceu-me que foste sempre tu a escapar primeiro. Porquê?
                        Responde apenas se quiseres. Fiquei curioso.

                        Obrigado por responderes.

                        Abraço,

                        JoãoB
                          G.

                          A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                          #12

                          Kiko20

                          • Visitante
                          Olá vou responder à tua questão!


                          No primeiro caso, as coisas não evoluíram porque andámos cerca de um mês um pouco chateados, já não me recordo bem os motivos já foi ha três anos, mas sei que houve uma fase em que eu quis dar uma imagem de heterossexual homofóbico e comecei a gozar um pouco com ele quando ele se propunha a dormir comigo e por coisas do género e ele começou a achar que eu poderia achar que ele era gay e estava a gozar com ele por isso... nessa altura tinha muitos problemas com a minha sexualidade, ora saia a noite e olhava para raparigas e andava atrás do sexo feminino e tinha namorada ora passava noites em chats a falar com rapazes e a marcar encontros e até a ter curtes com outros rapazes que conhecia na net. Umas vezes era um hetero homofóbico, outra um bissexual resolvido que se aceitava como era. Bem, depois no final do ano comecámos a ficar bem de novo porque eu deixei de ser infantil mas ele mudou de curso e de cidade, aliás nunca percebi o motivo que o levou a mudar de cidade porque ele adorava a universidade. Foi por isso que nos afastámos, mas não teria tido receio em avançar no ano lectivo seguinte porque ele não era da minha faculdade e assim caso as coisas corressem mal havia menos probabilidades de se saber.







                          No segundo caso foi diferente. No primeiro caso havia já uma intimidade de estarmos sempre em casa um do outro, de andarmos em tronco nú e em boxers pela casa, de nos apalparmos na brincadeira, e até de ele me pedir como quem está a brincar para «dormirmos juntos» ou para «eu o comer». No segundo caso nunca passou de uns abraços de amigos, olhares, suposições e muitas incertezas. Para além disso era um colega da minha faculdade, e corria um risco duplo: ele podia ser heterossexual ou então ele podia ser gay mas não aceitar-se e rejeitar-me. E na minha faculdade tudo se sabe, e ia ser péssimo para mim se uma coisa destas se soubesse. Surpreendentemente, semprei apostei mais na homossexualidade do rapaz do segundo caso, mas apesar de tudo ele foi sempre muito fechado, introspectivo, calado, tímido, nunca houve ambiente para brincadeiras como tive com o outro rapaz, e isso sempre me levou a ficar mais inibido e receoso. E por fim, no segundo caso todo o jogo de olhares inicial foi muito forte, alimentei ilusões e criei uma atracção considerável, e depois tive receio de deixar crescer esse sentimento e ter uma desilusão, não tive coragem para enfrentar o que sentia por ele, uma atracção forte, magnética, visceral. Um amigo meu viu fotos deste segundo rapaz e achou-o gay, mas quando lhe descrevi toda a situação e lhe contei os pequenos pormenores ele achou que era melhor eu esperar alguns anos antes de tentar algo de novo, pois ele poderia estar na fase em que eu estive aos 17 e aos 18 anos, na fase de negação e na fase de viver a farsa da heterossexualidade exclusiva. Penso em ambos os casos e não nego que no futuro ponderarei criar um situação que propicie algo, mas para já nos próximos meses não.









                          Bem, não sei se esta história que vou contar agora tem muita importância para o tema, mas já que estamos numa de contar histórias, hei-de contá-las todas neste tópico. Quando ja tinha 19, 20 anos comecei criar amizade com um rapaz do meu curso, pois frequentávamos o mesmo ginásio, treinávamos juntos, comecámos a estudar juntos, sair à noite, mas não era daqueles grandes amigos com quem se está todos os dias, até que ele nem vinha às aulas teóricas e estávamos dias sem nos ver nem falar, mas tinhamos muita confiança. Um dia estávamos sozinhos em sua casa, e ele saiu do duche enrolado numa toalha e começou a dizer que lhe apetecia ter sexo, disse-me «Oh ..., deixa-me ... e em troca eu deixo-te...», ou seja, por outras palavras, perguntou-me se eu queria ter sexo anal. Dei a entender que tinha encarado aquilo como uma brincadeira e respondi que só aceitva se ele fosse uma mulher bonita, e ele respondeu que no sexo às vezes não se olha ao género... Depois disso houve vezes, já não me recordo quantas, em que ele me apalpou o r*** quando estávamos sozinhos no balneário ou em casa dele e repetiu o pedido, eu (simulava) ficava muito chateado com ele, facto que lhe dava um enorme prazer e o levava a rir imenso... mas ele tinha namorada, atenção... depois desistiu do curso e eu mudei de ginásio porque mudei de casa e nunca mais nos vimos.





                          A minha adolescência também teve os seus episódios. Vou apenas contar um agora porque estou com sono. Quando tinha 11 anos comecei a despertar para a sexualidade. Em primeiro lugar, o meu corpo começou a mudar mais cedo do que é normal. Com 11 anos já era muito alto e atlético, e já me tinham começado a surgir as características sexuais secundárias. Depois, a minha turma era na sua maioria composta por repetentes de bairros sociais e de meios rurais do interior, raspazes 1, 2, 3 e até 4 anos mais velhos. Por influência e pressão deles, com 11 anos tive a minha primeira curte com uma rapariga, e descobri o que era a masturbação. Às escondidas, víamos filmes pornográficos que rapazes mais velhos alugavam e depois nos emprestavam, ou que pertenciam aos pais de alguns deles, e masturbavamo-nos em conjunto (não uns aos outros, atenção), comparávamos os nossos corpos, a ver quem já tinha mais pelos púbicos, quem já tinha penugem no peito, quem tinha o r*** mais empinado ou o peito mais largo ou quem tinha o pénis maior. Ora uma vez estávamos três, e um dos rapazes, mais velho que eu (que teria uns 12 ou 13 anos) sugeriu que fizessemos sexo oral e que nos masturbassemos uns aos outros. Nós recusámos, e ele insistiu, disse que não contava a ninguém. Isto sucedeu mais do que uma vez, mas nunca aconteceu nada. No nono ano começamos a abandonar estes encontros, os meus colegas começaram a deixar de se masturbar no balneário, e do nono para o secundário tudo mudou, nunca mais nos masturbámos uns em frente aos outros, e nunca mais comparámos os nossos corpos. Recordo-me de uma vez ler num livro sobre adolescência que ainda tenho lá por casa que o sexo entre jovens do mesmo género na adolescência é prática frequente sem que eles depois venham a ser gays ou bis. Uma vez, quando andava no nono, e já começava a despertar para a bissexualidade, aconteceu que fui com um amigo de infância para a net ver porno e entrámos num site que tinha imagens de sexo bissexual, com homens a praticar sexo anal entre si. Recordo-me que na altura estivemos a ver aquele site, e a reacção dele não foi fechá-lo, e comecámos a comentar com interesse e curiosidade as imagens em que havia homens a ter sexo entre si, a falar abertamente sobre o assunto, como seria, será que o sexo anal entre homens doía, será que podia haver prazer, que gostaríamos de ser gajos bons como aqueles para termos todas as raparigas da escola, etc. Fálamos disso mais algumas vezes, mas depois veio o Verão e quando chegou o décimo ano ele estava diferente, começou a andar com uns amigos que bebiam e fumavam droga, e praticamente deixámos de falar.
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                            A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                            #13

                            Offline SenhorLeon

                            • ***
                            • Membro Total
                            • Género: Masculino
                            Eu também tenho uma história que se prolongou por quatro anos. No meu 6º ano (longe vão esses tempos) entrou um novo aluno para a minha turma, repetente por dois anos, vindo de Lisboa. Dado que era repetente por dois anos, era, obviamente, mais velho que eu dois anos. Na altura, eu teria uns 12 anos, e ele 14. No entanto, a diferença de idades (que naquela altura poderia ser avassaladora, a puberdade transforma os meninos em rapazes por volta dessa idade) não foi obstáculo para que ele se tornasse um bom amigo de toda a gente. Um pouco como eu, embora eu sempre tenha sido olhado um pouco de lado pelos rapazes e algumas raparigas menos compreensivas, devido ao meu comportamento, não digo feminino, mas não-totalmente-masculino. É claro que por volta dessa idade, ainda nem sequer suspeitava de ser bissexual ou de sentir atracção por pessoas de ambos os géneros. Na verdade, a primeira pessoa pela qual me senti atraído foi ele.

                            No entanto, e apesar de sermos totalmente diferentes psicologicamente, quase de imediato nos começámos a dar bem: ambos apreciávamos os mesmos jogos (fazíamos culto ao Pokémon e ao Super Mario), tínhamos os mesmos costumes alimentares (pequenos-almoços reforçados e refeições principais mais leves), éramos ambos dotados de uma espécie de hiperactividade, completáva-mo-nos um ao outro nas aulas (eu ajudava-o na Matemática e ele a mim em Educação Física), e tínhamos o mesmo tipo de brincadeiras com os nossos colegas. Não nos tornámos melhores amigos, até porque naquela altura ele tinha acabado de chegar e apenas conhecia há mais tempo dois colegas nossos, por viverem perto uns dos outros e os pais serem amigos. Ou seja, nunca passei para o primeiro plano dele. No entanto, era feliz sendo apenas amigo dele.

                            Até ao final do 7º ano, a nossa amizade pouco desenvolveu, embora tivéssemos cada vez mais confiança um com o outro, ao ponto de chegarmos a dormir um na casa do outro, partilharmos uma cama ambos em boxers (rapazitos novitos não se excitam com estas coisas) e brincarmos muito um com o outro nos balneários. Digamos que eu apenas tomava banho depois de Educação Física se ele tomasse, pois a sua presença fazia-me sentir mais à vontade, e que se calhar era menos uma pessoa a olhar para mim criticamente (para rapazes machões, os meus colegas de turma conseguiam ser piores que as gajas: "Ai tens pêlos!" "Ai tens o c* gordo!").

                            Quando o 7º ano terminou, dos 24 alunos que constituíam a turma, 12 passaram, incluindo eu e ele. E esses 12 foram distribuídos pelas várias turmas que tiveram um melhor sucesso. As raparigas que passaram foram colocadas numa turma, os rapazes que passaram foram colocados noutra. E eu e ele, os dois sozinhos, fomos colocados numa turma, considerada a melhor da escola.

                            O 8º ano começou, e ele sentou-se ao meu lado em todas as aulas. Falávamos pelos cotovelos, ajudávamo-nos mutuamente, finalmente eu tinha passado para o primeiro plano na amizade dele. E ele tinha a perfeita noção disso e fazia-me companhia mesmo quando os meus genes de menino estudioso atacavam e eu ia até à biblioteca ler "Os Lusíadas" que só ia dar no ano lectivo seguinte. E então, as coisas começaram a evoluir: mais que amizade, começámos a comportar-nos como autênticos irmãos, que tinham atingido a puberdade ao mesmo tempo e que começavam a fazer as suas descobertas: começámos a masturbar-mo-nos um ao lado do outro, quando dormíamos um em casa do outro, dormíamos em boxers e, dependendo se alguém estivesse em casa ou não (os pais dele trabalhavam das 8 da noite às 8 da manhã ou vice-versa, dependendo do horário), dormíamos juntos e quase agarrados na cama individual dele. As nossas brincadeiras tornaram-se extremamente sexuais, por exemplo, apalpávamo-nos por turnos (do tipo, "devo-te um apalpão"), tirávamos fotografias nús um ao outro com a máquina fotográfica digital dele e desenvolvemos o hábito de, sempre que um de nós tinha uma erecção involuntária, tínhamos que informar o outro e comprovar visualmente que era verdade. O 8º ano foi todo assim. E depois chegou o 9º ano, e tudo descambou.

                            As férias de Verão que separaram o 8º ano do 9º foram o suficiente para ele se voltar a aproximar dos antigos amigos, que entretanto tinham começado a fumar e a consumir droga. E como nestas idades (14-16 anos) estas coisas são facilmente absorvidas, então se dedicou ele às mesmas práticas. Torci o nariz perante estas actividades, mas fingi que não era nada comigo. No entanto, e ele também acabou por crescer mentalmente, creio eu, ele começou a aperceber-se que a nossa amizade era demasiado íntima para ser saudável, e não queria ser considerado "p********" por passar muito tempo comigo e em brincadeiras às quais já não achava tanta piada. Afastou-se tão bruscamente que nem tive tempo de processar correctamente esse mesmo afastamento. Iludi-me, mas depois despertei num salto para a realidade quando ele próprio me ofereceu um cigarro. A minha resposta foi, e passo a citar: "Temos pena, mas não. Não voltes a procurar a minha ajuda para os teus problemas, pois és tu quem os crias e já tens idade para os resolveres sozinho".

                            Ainda hoje penso muito nele, foi um grande amigo para mim e ajudou-me, de certa forma, a descobrir-me a mim mesmo sem passar por episódios vergonhosos e embaraçosos. Por isso estou-lhe grato. Mas a partir do momento em que ele tentou destruir a minha personalidade, destruiu a amizade que tínhamos.


                            É claro, não compares a minha história com a tua: a diferença de idades e, consequentemente, de mentalidades traduz-se na diferença de comportamentos. Eu encontrava-me numa altura em que não sabia o que era ser homossexual/bissexual, embora já estivesse mais que inclinado para essas "andanças". Tu, em contrapartida, não sabes bem qual é a tua orientação sexual, mas deseja-lo.
                            Creio que deves, por enquanto, apalpar terreno. Se já o fizeste, tenta moderar os teus comportamentos, palavras e atitudes de maneira a que se ajustem ao que ele acha do assunto. Quantas mais vezes estiverem juntos, numa saída, a beber café, irem ao cinema, estudarem, mais chances tens de compreender como funciona a mente dele, em que acredita, como se comporta perante situações de cariz homossexual (que não sejam no seio do teu grupo, já que dizes que existe muita intimidade entre todos vocês). Creio também que o mais importante não é causares impressão do mundo homossexual, mas UMA BOA IMPRESSÃO, que o faça ver que, afinal, não há assim tantos pontos negativos como os que ele se calhar acha que há. Inicialmente, quando lhe disseste naquela primeira vez que gostavas dele, a resposta que ele deu foi logo um "Não". Se calhar, foi uma resposta rápida demais, pois se ele se sente à vontade contigo, tem "historial", conhece-te bem, e dormem juntos e acordam agarrados, é claro que ele sente que há algo dentro dele que ele não quer que saia cá para fora, e se calhar está a atravessar uma fase de negação; é possível que ele goste de estar contigo porque sente que, contigo, não tem que usar palavras para descrever o que quer que seja. Gestos como o dormirem muito juntos podem querer dizer que ele se sente à vontade contigo, mas não quer falar sobre o assunto. Ou se calhar quer e tem medo da tua reacção. Já pensaste nessa possibilidade?

                            Se calhar afastei-me um pouco da ajuda que procuravas, e divaguei (eu divago sempre quando escrevo grandes textos), mas espero que principalmente as últimas frases do parágrafo anterior te sirvam de pastilha elástica mental: para mascares e remoeres nos tempos livres.

                              A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                              #14

                              Offline Greek

                              • **
                              • Membro Júnior
                              • Género: Masculino
                              Agradeco muito o comentario dos dois. Quanto ao primeiro, esta esclarecida a minha questao. E tenho pena que as coisas nao tenham sido propriamente faceis. Mas estou aqui a torcer por um futuro melhor no que realmente queres e desejas.
                              Quanto ao segundo comentario, ADOREI, simplesmente! Essa historia e incrivel, pena a forma como acabou. Ja experimentaste reencontra-lo? Acho que seria interessante veres como ele esta agora, no que se tornou..

                              Bom, na parte que mais me toca, por assim dizer. Ja pensei muitas vezes na possibilidade de ele estar interessado em mim tambem, ou pelo menos com essa confusao na cabeca de nao ter a certeza, mas acredito mais que ele queira rejeitar essa ideia do que propriamente ter medo da minha reaccao perante a confissao dele, isto porque ja lhe contei uma vez que gostava dele, acho que se ele se apercebesse, mesmo que agora, que se sentia assim em relacao a mim, acho que nao teria problemas de mo dizer......Mas realmente, pensando bem, ele sabe que tenho namorada, e a pergunta que me fez no telefonema (nao sei se leste os outros comentarios, meus) se eu queria falar com ele sobre "nos", mais a insistencia dele, hoje, para que lhe dissesse o que queria falar, pode ser interpretado dessa maneira, tipo, que esta a espera que eu fale para tambem falar, estou a fazer-me entender? Mas entao a melhor forma sera optar por mencionar algumas vezes o tema "homosexualidade" e tentar perceber a opiniao dele sobre isso? E que acho que se eu tocar nesse tema, provavelmente ele vai perceber o que quero falar com ele. Eu nao sei, isto e mesmo complicado  ??? :P porque ele antes, perto da altura em que lhe contei o que sentia e de a resposta dele ter sido nao, ele nunca se interessou muito quando eu lhe dizia "preciso de falar contigo!", se eu nao voltasse a tocar nesse assunto, ele nao tomaria iniciativa.. e hoje, pela segunda vez, foi ele quem tentou que eu comecasse a conversa.
                              Mas a questao fulcral e, conto-lhe numa proxima vez que estejamos apenas os dois, com tempo, para ter uma conversa destas, ou adio, e invento qualquer outra coisa para sustentar o meu pedido de conversaçao com ele?
                              A maior parte das opinioes, mesmo a de dois melhores amigos meus que sabem desta historia, aconselharam-me a esperar, um porque acha que como ele nunca teve relacionamentos serios com raparigas que eu posso influencia-lo para a vida, e que isso pode nao ser bom, eu descordei totalmente dessa opiniao, nao acho justo. A segunda opiniao, da minha melhor amiga, foi que devia esperar, ter a certeza do que sinto, e esperar por mais sinais da parte dele.
                              Mas o problema e que eu ja nao sei quais sao os sinais dele, como ja disse a nossa relacao e demasiado intima para eu perceber se gestos como me acordar a dar beijinhos na cara e festas significam mais do que uma amizade de irmaos que temos.. Estou confuso.. cada vez mais.  Ajudam-me  ??? :-\


                              Obrigado,

                              Aguardo ansioso resposta


                              JoaoB
                                G.

                                A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                                #15

                                Kiko20

                                • Visitante
                                Caro Joao B, entretanto acrescentei algumas coisas ao post anterior, espero que tenhas lido, não sei se leste os quatro ou cinco parágrafos.




                                Bem, respondendo às tuas questões... se ele tem de ser gay ou bissexual, não é por iniciares um relacionamento com ele que os vais influenciar para a vida. Para além disso, nunca vi amigos irmãos acordarem-se com beijinhos na cara, aliás, só vi amigos darem beijos na cara quando estavam bem bêbados. A situação que referes está envolta numa intimidade considerável e portanto penso que ja existe uma ligação que ultrapassa um simples sentimento de fraternidade.

                                Penso que não deves abordar o assunto numa conversa, vais estragar tudo. A minha experiência de vida ensinou-me que estas coisas não se falam, vivem-se. Continua com o jogo de carícias, e quando achares oportuno, beija-o a sério. Nada como um beijo para resolver o assunto. Beija-o apaixonadamente. No dia seguinte, então falam sobre a vossa relação. Se ele te corresponder no beijo, tens as respostas às tuas dúvidas... Enquanto esperas pelo momento certo, vai testando-o. Continua com o jogo de carícias, fala com ele em tronco nu o mais próximo possível e vê a reacção, tenta criar momentos de tensão deste género e vai avaliando o comportamento dele.
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                                  A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                                  #16

                                  Offline SenhorLeon

                                  • ***
                                  • Membro Total
                                  • Género: Masculino
                                  A primeira coisa que te digo é para DEFINITIVAMENTE não falares de homossexualidade quando estiveres a sós com ele. Aproveita quando estiveres em grupo com todos os teus amigos e puxa o assunto: olha, vai ao cinema ver o filme "Milk" e depois comenta com todos eles. Ou porque não irem de facto TODOS JUNTOS verem o "Milk"? Existem milhentas maneiras de puxares o assunto, desde comentares que surgiram personagens gay numa série da qual és fã, até leres um livro em que um personagem é gay e tem uma maneira de pensar incrível. Nem precisas de mentir: se estiveres interessado nos assuntos, faz tu próprio uma pesquisa sobre o assunto, assiste a séries que saibas que têm personagens gay, ou lê um livro que saibas que tem um personagem gay. Planeia mentiras mas transforma-as em verdades.

                                  Em relação a essa conversa que ele quer ter contigo sobre vocês, pergunta-lhe qual é a gravidade/importância do tema. A partir daí, se achares que, pelo tom de voz dele ou pelas palavras dele, é uma coisa mesmo importante, ou o contrário, serás capaz de tomar essa decisão por ti próprio. Creio que há escolhas que devemos ser nós próprios a fazermos, embora a minha opinião pessoal é que eu, se fosse a ti, não tinha papas na língua (mas eu também sou linguarudo demais  ;D). Mas uma coisa te digo: se alguém me acordasse e desse beijinhos na cara e festas, mesmo um amigo muito íntimo, isso daria azo a uma grande conversa sobre o estado da minha relação com essa pessoa (amizade, irmandade) e os limites que essa relação teriam.

                                  E para responder à tua pergunta, eu vejo-o todos os dias, andamos na mesma escola secundária, mas ele finge que não me conhece e tanto quanto sei, continua igual. Paciência, foi bom enquanto durou, mal ele sabe o quão feliz podia ter sido comigo.  ::)

                                    A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                                    #17

                                    Kiko20

                                    • Visitante
                                    Tira-me uma dúvida se não for inoportuno, dormiram juntos na mesma cama? Se sim, em que contexto? Foi só porque vos apeteceu dormir juntos? Nunca vi dois amigos meus dormirem juntos, excepto nos acampamentos do colégio, mas aí acontecia porque tínhamos de partilhar tenda, e era cada uma para seu lado... Não estou a ser perjorativo, não me interpretes mal, estou apenas a estranhar uma amizade tão íntima entre dois rapazes e um deles tentar depois demonstrar que é hetero, pois normalmente os gays e os bis que não se assumem e fazem tudo para passar por heteros jamais dormiriam com outros rapazes e muito menos os beijariam no rosto ao acordar e lhes fariam festinhas. Parecem até comportamentos de gay assumidíssimo.


                                    Pessoalmente considero muito mais íntimo dois rapazes trocarem beijos no rosto, dormirem agarrados e fazerem festinhas quando estão sozinhos do que apalparem-se na brincadeira ou até proporem sexo um ao outro.  Não me parece mesmo nada coisa comprtamento de hetero.
                                    « Última modificação: 5 de Janeiro de 2009 por Kiko20 »

                                      A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                                      #18

                                      Offline Greek

                                      • **
                                      • Membro Júnior
                                      • Género: Masculino
                                      Bom, é dificil assimilar tanta informacao  ;D mas mais uma vez mostro agrado pelas vossas respostas. Muito obrigado.

                                      Respondendo ao Kiko20.. Como disse anteriormente, eu e ele temos uma grande intimidade, a parte dos beijos na cara, acontece nao so com ele como com mais um amigo nosso, chegado aos dois, mas esse apenas da durante o tempo em que nao estamos na cama, ou seja quando estamos juntos as vezes lembra-se e da-nos beijinhos na cara etc. Como tambem ja disse, isso e visto de uma maneira bastante normal no nosso grupo de amigos/as. No entanto sim, ele acorda-me todas as manhas, quer durma na mesma cama que ele, quer fique num outro quarto, se for ele a acordar-me ja sei que sera obviamente com festas e beijinhos na cara, e de vez em quando com ele em cima de mim. Mas la esta, isto e assim porque o nosso nivel de confianca e intimidade e muito elevado. Dai eu nao conseguir dizer como tu que "e um comportamento de gay assumidissimo" entendes? Para nos e banal, no sentido de que e "normal"!
                                      O dormirmos juntos, nestas vezes que referi em texto, foi agora na passagem de ano que ficamos todo o nosso grupo na mesma casa e dormimos todos juntos no chao. Mas nao sei, tipo dormir com rapazes na mesma cama, e/ou raparigas, por aqui ja e muito frequente, sao inumeras as vezes que ficamos todos na casa de um, ou que eu vou dormir a casa deste ou daquele amigo e que a partilha de camas e obvia. Portanto, dormimos porque dormimos, LOL, ja e habito ficar ao lado dele. Alias ele normalmente encaixa-se em mim. Como tambem expliquei no meu primeiro texto neste forum. Mas la esta, e um habito, uma coisa que eu nao consigo ver como mais do que amizade porque e "costume". Entendes?
                                       
                                      Pessoalmente considero muito mais íntimo dois rapazes trocarem beijos no rosto, dormirem agarrados e fazerem festinhas quando estão sozinhos do que apalparem-se na brincadeira ou até proporem sexo um ao outro.  Não me parece mesmo nada coisa comprtamento de hetero.

                                      Nos fazemos tudo o que disseste ai, menos propor sexo um ao outro.


                                      Passando ao SenhorLeon, esse filme esta em exibiçao agora? Talvez proponha ao grupo esse mesmo filme.
                                      Reparei que surgiu um mal entendido na nossa conversa:
                                      Em relação a essa conversa que ele quer ter contigo sobre vocês, pergunta-lhe qual é a gravidade/importância do tema. A partir daí, se achares que, pelo tom de voz dele ou pelas palavras dele, é uma coisa mesmo importante, ou o contrário, serás capaz de tomar essa decisão por ti próprio.

                                      Quem quer ter a tal conversa, sou eu e nao ele. Eu e que lhe disse ao telefone que queria falar com ele, ao que ele perguntou sobre o que era, eu disse que nao era nada de mais que depois falavamos, e ele comecou a lancar possiveis hipoteses: "E sobre mim e a ......?" "E sobre (nao sei que)?" etc etc etc...Varias coisas absurdas, ao que respondi sempre que nao e que mesmo que ele acerta-se eu nao lhe diria, ate que ele perguntou se era sobre ele, ao que respondi que sim, ele voltou a lancar hipoteses, ate que disse "e sobre nos?".. e eu respondi rapidamente que nao. Mas fiquei pensativo nessa ultima hipotese, por vir da parte dele sem qualquer fundamento, ou seja, ele sabe que eu tenho namorada, sabe que supostamente ja nao gosto dele, etc, porque raio havia de perguntar se era sobre nos? Entendes a minha duvida? Nao faz sentido.. a nao ser que ele estivesse a pensar em alguma coisa... que envolvesse ambos. Tao mas imaginando que eu tb era linguarudo :P como achas que o devia abordar para falar nessa situaçao^? tenho receio que ele interprete essa conversa (caso nao esteja interessado em mim) como uma possivel rejeicao desses "mimos", e eu nao queria nada perde-los.

                                      Responde-me a outra coisa, se nao for demais, que idade tens?

                                      Aguardo resposta, ansioso novamente  ;D


                                      JoaoB
                                        G.

                                        A homosexualidade e/ou bisexualidade na adolescência
                                        #19

                                        Kiko20

                                        • Visitante
                                        Dizes que ele se encaixa em ti... não acho isso comum entre dois amigos, nem entre dois «irmãos» de 18 anos. Há quanto tempo se conhecem? Dois, três dez anos? São amigos de infância? Já reparaste se ele olha discretamente para outros rapazes? Nem que seja um olhar rápido e involuntário? Por exemplo, se passar um rapaz giro que nunca tenham visto, ele desvia o olhar? Já reparaste se quando estás em tronco nu ou em boxers ao seu lado ele alguma vez começou a olhar para ti como se estivesse a reparar nos pequenos pormenores do teu corpo?


                                        Tenho já muita experiência de vida nestas histórias e já ouvi muitos casos assim e normalmente no final não acontece nada quando começam com a história dos sinais e das conversas eternamente. Se estás mesmo interessado, espera uns meses e vai a pouco e pouco gerando momentos de tensão e um dia beija-o, se ele é assim tão teu amigo não vai contar a ninguém nem te vai prejudicar caso as coisas não corram bem. Agora se começam com conversas, e disse, e não disse, e etc. nunca acontece nada. Fala alguém que ja teve dezoito anos há algum tempo e que sabe como estas coisas funcionam. Com as raparigas é igual. Se começas com conversas, nunca acontece nada. Agora quando beijas no momento certo, então tens as portas abertas. Comigo foi sempre assim.

                                        Mas começa a mentalizar-te de uma coisa, se queres seguir em frente com isto e teres algumas certezas antes de avançares vais ter de esperar alguns meses, senão mais; pessoas com 18 e 19 anos com dúvidas são casos muito complicados...


                                        Experimenta dizer-lhe que gostas dele... Aposto que tens 90 % de hipóteses de teres um péssimo resultado.
                                        « Última modificação: 6 de Janeiro de 2009 por Kiko20 »

                                           

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