rede ex aequo

Olá Visitante07.dez.2019, 04:04:14

Autor Tópico: Área Metropolitana do Porto  (Lida 6231 vezes)

 
Área Metropolitana do Porto
#0

Offline Allen

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Tópico para discutir assuntos referentes à AMP e às cidades que dela fazem parte.



Continuação da discussão iniciada no tópico "Grupo ex aequo na Maia?"

Mas ainda assim acho que os serviços estão bastante melhor distribuídos/equilibrados por toda a região do Grande Porto do que em cidade, como por ex., Lisboa.

Symphonic, isso também acontece devido à maior dispersão das localidades da AMP relativamente às da AML. Enquanto na AMP ao caminhares 8 kms por cada eixo vês uma grande densidade de prédios e pessoas e ultrapassada essa barreira tens urbes de dimensão apreciável (Paredes, Lixa, Santo Tirso, Penafiel, etc) alternadas com espaço rural por mais uns 30 a 40 km, na AML é totalmente diferente: 20 kms de faixa urbana contínua (com mini hortas pelo meio) e depois disso zonas de baixa densidade populacional e grande aptidão eco-agrícola: lezíria, serras de Sintra e Arrábida e, obviamente sem população, o oceano.

Em volta da Maia, por exemplo, consegues ver manchas rurais que alternam com manchas urbanas. É uma questão de se subir à torre onde se pode ver o mar.


tal-vez:
1. Basta pegar na amostra aqui do fórum e perguntar às pessoas quantas vezes por semana é que vão ao Porto e quantas vezes é que vão à Maia, para concluir que o que disseste não se verifica, ou seja, o Porto, ainda que tenha uma larga zona habitacional, assenta o seu dinamismo em outras funções, como os serviços, o ensino e o turismo. Aliás, prova disso, é a tendência de perda de população residente na cidade (tal como acontece em Lisboa). Nas duas últimas décadas, a cidade do Porto perdeu um terço dos seus habitantes. :-\

2. O que disseste a seguir é essencialmente verdade, mas a forma romanceada como o descreveste faz entender que a opção de ordenamento do território da AML é preferível à da AMP. É verdade que não há grandes zonas verdes protegidas na AMP. É verdade que as cidades secundárias em redor do Porto têm uma grande importância social e económica (com a Maia à cabeça). Mas também é verdade que isso se traduz num sistema bem mais equilibrado de ordenação do território, entre o urbano e o rural, em que os subúrbio são menos "suburbanos", em que, ao contrário do que referiste, há uma maior harmonia entre a natureza e o desenvolvimento humano. Sim, mini-hortas também as há. E todas as cidades e vilas têm o ambiente como tema chave das suas políticas locais, e todas elas têm o(s) seu(s) parque(s) urbano(s) que estimam com todo o orgulho. 

O tempo em que o Rio Ave aparecia todos os dias com uma cor diferente já faz parte do passado ;)


2. O que disseste a seguir é essencialmente verdade, mas a forma romanceada como o descreveste faz entender que a opção de ordenamento do território da AML é preferível à da AMP.


De todo, o meu objectivo não era esse.
São diferentes formas de ordenamento e, até agora, ninguém provou qual a melhor ou a pior em termos globais. Para determinadas funções, melhor a da AML; para outras funções, melhor a da AMP. Tão simples como isso, ponto.

É verdade que não há grandes zonas verdes protegidas na AMP.
 

Aí é que te enganas. Na AMP há imensas zonas verdes protegidas. A diferença é que na AML muitas são protegidas por regulamentos específicos (Sintra-Cascais, Arrábida, Estuário do Tejo, etc) na AMP muita da zona verde é protegida pela própria população que retira da terra os seus proveitos. São filosofias de protecção diferentes, que geram situações económicas diferentes.

Qual a melhor? Será aquela que vá de encontro ao objectivo estabelecido. Se queremos zonas para turismo e piqueniques, sem dúvidas que Sintra-Cascais é melhor. Mas se queremos zonas onde as zonas verdes fiquem protegidas de riscos de erosão, protegidas de perda de população activa, etc, o sistema que está estabelecido na AMP será sem dúvida melhor.

É verdade que as cidades secundárias em redor do Porto têm uma grande importância social e económica (com a Maia à cabeça).
 

Ora nem mais. Se na AML existem locais de grande importância e outros que pouco mais são que dormitórios, na AMP constata-se que quase todas as localidades de maior dimensão têm uma importância local muito dinâmica.

ao contrário do que referiste, há uma maior harmonia entre a natureza e o desenvolvimento humano. Sim, mini-hortas também as há.
 
 ??? ???


Pegando neste ultimo argumento, referia-me ao facto de na AML a construção ser muito densa e em altura. Se bem que, aqui perto, até poderia haver uma zona verde mais extensa própria para piqueniques e escapadinhas de fim de tarde. Uma Serra de Sintra à nossa maneira até que nem era mal pensado.. ::)

Área Metropolitana do Porto
#1

Offline miss_g

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Pegando neste ultimo argumento, referia-me ao facto de na AML a construção ser muito densa e em altura. Se bem que, aqui perto, até poderia haver uma zona verde mais extensa própria para piqueniques e escapadinhas de fim de tarde. Uma Serra de Sintra à nossa maneira até que nem era mal pensado.. ::)

concordo perfeitamente ;D

embora tenhamos ja o parque da cidade por exemplo. mas está sempre apinhado de pessoas principalmente ao domingo. era muito bom assim um espaço como esses :P (mas acho q ate nao nos podemos queixar mto  :) )
    "A mulher que procura ser igual ao homem tem falta de ambição"

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    Área Metropolitana do Porto
    #2

    Offline Symphonic

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    Faltam zonas verdes e árvores (muitas árvores!) na AMP... especialmente no Porto  :-\

      Área Metropolitana do Porto
      #3

      Offline Allen

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      Oh, nem de propósito, esta notícia hoje no JN:

      Parque Oriental abre em 2009
      Primeira fase integra 10 hectares. Ainda não há prazo para restantes 71 hectares previstos
      00h14m
      HUGO SILVA

      Adiado há muito anos, o Parque Oriental do Porto vai finalmente sair do papel. No próximo ano, abrem ao público os primeiros 10 hectares do espaço verde, revelou, ao JN, o vice-presidente da Câmara, Álvaro Castello-Branco.

      "Será na zona mais alta do parque, junto a Gondomar", especificou o também vereador do Ambiente. Os trabalhos de construção da primeira fase do Parque Oriental representam um investimento que ronda um milhão de euros, acrescentou Álvaro Castello-Branco, lembrando que os serviços municipais também vão participar na empreitada.

      O concurso público para a concretização da primeira fase do Parque Oriental - modelação de terreno, construção de caminhos e de muros - foi publicado ontem em "Diário da República". O prazo de execução é de quatro meses, sendo que a intervenção deverá começar ainda no primeiro trimestre de 2009. "O projecto é o do arquitecto Sidónio Pardal", assinalou Álvaro Castello-Branco, aludindo ao plano apresentado no Executivo em Julho de 2005.

      O estudo de Sidónio Pardal, que também já tinha desenhado o Parque da Cidade, na zona ocidental do Porto, prevê uma área verde com 81 hectares, a maioria dos quais terá de alvo de processos de expropriação. Os 10 hectares que abrirão ao público durante o próximo ano pertencem ao Município, especificou, ao JN, Álvaro Castello-Branco. No total, a Autarquia detém 22 hectares.

      O vice-presidente da Câmara referiu que o processo referente à construção das outras fases do Parque Oriental está a ser negociado. Conforme noticiou o JN, a Autarquia terá de expropriar cerca de 500 mil metros quadrados (50 hectares). A solução deverá passar por uma permuta, ou seja, os proprietários cedem as parcelas no interior do parque e ganham o direito de construir na bordadura da área verde. O estudo de Sidónio Pardal prevê 150 mil metros quadrados de frentes urbanas (vivendas e prédios com rés-do-chão com cinco pisos) para 4500 pessoas na zona a nascente do parque.

      Sem contar com estes processos, a Câmara prevê investir 28 milhões de euros na construção do Parque Oriental. Ainda não há datas para as restantes fases.

      O projecto elaborado por Sidónio Pardal prevê uma zona verde de características distintas do Parque da Cidade, com vegetação mais densa e pequenos núcleos rurais. Prevê-se, ainda, a preservação da Quinta da Revolta, a integração da ETAR do Freixo, a valorização do rio Tinto, zonas desportivas e um hipódromo.


      :up

      Área Metropolitana do Porto
      #4

      Passer

      • Visitante
      Oh, nem de propósito, esta notícia hoje no JN:

      Parque Oriental abre em 2009
      Primeira fase integra 10 hectares. Ainda não há prazo para restantes 71 hectares previstos
      00h14m
      HUGO SILVA

      Já ouço falar nisto há tanto tempo... que fico mesmo contente se estes prazos se cumprirem. Este investimento é mesmo necessário e há muito que esta área está a precisar de ser revitalizada. Mas as coisas devem ser feitas com tino.

      A maioria das pessoas não conhece este pedaço do Porto e posso dizer-vos, um bocadinho no contexto de uns posts acima, que esta é aquela zona do Porto onde ainda há muros altos, ruas sem passeios, campos extensos (sim, por extensos eu quis dizer extensos) de plantações de couves, falta de transportes... um núcleo ainda muito rural... e mesmo ao lado da baixa. (Também há droga e delinquencia, by the way... ::) ) A maioria das pessoas se fossem lá levadas com uma venda nos olhos, não acreditavam, quando vissem, que estavam no Porto.

      Espero, ansioso mesmo, pelo Parque Oriental :up e fico contente por ser um projecto de caracteristicas distintas do parque ocidental da cidade ;D Viva a diversidade! :P

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        #5

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        Fantastico, ando diariamente para ir para o trabalho e nao tenho nada a disser, a culpa de perder o metro algumas vezes é minha pois distraiu me com as horas lol
          Não fiques atrás... mostra o que sentes!

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          #6

          Offline NiCeGuY

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            • grupo ex aequo porto
          Ois,

          para além da Renovação de toda a Alameda libertada pelo enterramento da linha férrea em Espinho, temos ainda estes dois projectos:

          Nova Biblioteca Municipal


          "Nova biblioteca Municipal de Espinho em 2009
          A nova biblioteca irá custar cerca de “três milhões de euros” e será suportado, em grande parte, pelo orçamento da Câmara Municipal de Espinho. A obra estará concluída, segundo José Mota, presidente da autarquia, dentro de “20 meses”.
          ProjectoRua cruza novo espaçoO traçado da obra tem assinatura de Rui Lacerda, que diz ter levado em conta a interligação de dois conceitos: “a função e a forma”. “A função é que as pessoas e os livros se relacionem e a forma ajuda a esse pretensão”. O novo equipamento ocupa um quarteirão de 65 metros de comprimento, sendo, no seu interior, cruzada por uma rua “de livre acesso” e que serve ainda de ligação da cidade à biblioteca.

          “Terá uma zona de cafetaria e bar e dois edifícios que, no geral, constituirão um só”.Lacerda frisa que, “apesar da separação física – o edifício do lado nascente destinado a crianças e o do lado poente destinado a adultos –, os livros circularão entre os dois edifícios”. E acrescenta que “é a primeira biblioteca do país que terá um piso técnico dedicado a publicações especializadas”.

          e
          Espinho Shopping Center


           

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            #7

            Offline BunnyBoops

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            para além da Renovação de toda a Alameda libertada pelo enterramento da linha férrea em Espinho, temos ainda estes dois projectos:

            Nova Biblioteca Municipal


            "Nova biblioteca Municipal de Espinho em 2009
            A nova biblioteca irá custar cerca de “três milhões de euros” e será suportado, em grande parte, pelo orçamento da Câmara Municipal de Espinho. A obra estará concluída, segundo José Mota, presidente da autarquia, dentro de “20 meses”.
            ProjectoRua cruza novo espaçoO traçado da obra tem assinatura de Rui Lacerda, que diz ter levado em conta a interligação de dois conceitos: “a função e a forma”. “A função é que as pessoas e os livros se relacionem e a forma ajuda a esse pretensão”. O novo equipamento ocupa um quarteirão de 65 metros de comprimento, sendo, no seu interior, cruzada por uma rua “de livre acesso” e que serve ainda de ligação da cidade à biblioteca.

            “Terá uma zona de cafetaria e bar e dois edifícios que, no geral, constituirão um só”.Lacerda frisa que, “apesar da separação física – o edifício do lado nascente destinado a crianças e o do lado poente destinado a adultos –, os livros circularão entre os dois edifícios”. E acrescenta que “é a primeira biblioteca do país que terá um piso técnico dedicado a publicações especializadas”.

            e
            Espinho Shopping Center


             


            Finalmente investimento em cultura  ;D ;D ;D
              Não fiques atrás... mostra o que sentes!

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              #8

              Offline NiCeGuY

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              Bem... n diria propriamente que o Shopping seja cultura lol mas a Biblioteca definitivamente sim :)

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                #9

                Offline gumby

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                Bem... n diria propriamente que o Shopping seja cultura lol mas a Biblioteca definitivamente sim :)

                Mas pode ser condutivo a cultura, há que ver o lado positivo vá!

                  Área Metropolitana do Porto
                  #10

                  Offline BunnyBoops

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                  Bem... n diria propriamente que o Shopping seja cultura lol mas a Biblioteca definitivamente sim :)

                  E nao estava a contar com o shopping lolol
                    Não fiques atrás... mostra o que sentes!

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                    #11

                    Offline prettyinscarlet

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                    São boas noticias para Espinho.Penso que é um diamante muito pouco lapidado.

                     ;D :D podia crescer ainda mais em termos turisticos e culturais.
                      Find a place without a single life

                      Área Metropolitana do Porto
                      #12

                      Offline NiCeGuY

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                      São boas noticias para Espinho.Penso que é um diamante muito pouco lapidado.

                       ;D :D podia crescer ainda mais em termos turisticos e culturais.

                      Podia de facto. Mas há uma grande limitação de espaço. O Concelho de Espinho é terrivelmente pequeno mas por outro lado falta uma grande coragem politica de mudar radicalmente algumas situações menos boas por forma a melhorar o concelho... A ver vamos :) (estou a fazer por isso eheh)

                        Área Metropolitana do Porto
                        #13

                        Passer

                        • Visitante
                        Neste caso, o que funciona para Lisboa, funciona para o Porto. Esta problemática também está presente na AMP.

                        Como diz a Galp, "só em Lisboa e no Porto entram e saem todos os dias DOIS MILHÕES de lugares desocupados."

                        Pedro Magalhães, Uma experiência para Lisboa, hoje no Público. Excertos:

                        «Eram sete horas da manhã do dia 17 de Fevereiro de 2003 quando ocorreu uma mudança histórica na cidade de Londres. A partir desse momento, todos os veículos que quisessem circular ou estacionar no centro da cidade durante os dias de semana passaram a pagar uma “taxa de congestão”, que é hoje de oito libras (nove euros). Os residentes têm direito a um desconto de 90 por cento e estão isentos de pagar a taxa se estacionarem em garagens ou zonas designadas. Veículos com baixas emissões de CO2, de emergência ou usados por deficientes, transportes colectivos, assim como motos e bicicletas estão também isentos. O cumprimento destas regras é aferido através de câmaras que identificam automaticamente as matrículas, que são diariamente confrontadas com o registo dos pagamentos feitos.

                        Quais os efeitos deste medida? Num artigo de Outubro de 2006 do Journal of Economic Perspectives, Jonathan Leape resume as conclusões dos estudos existentes. O número de veículos privados que circulam na zona central baixou em 30 por cento. Mais de metade dos indivíduos que deixaram de usar o carro para entrar na zona central passaram a usar transportes públicos. [...]

                        Estocolmo é ainda melhor exemplo de uma capital europeia que introduziu um esquema deste tipo, protegendo uma área central de 30 km2. Foi em Agosto de 2007, precedido de um período experimental na primeira metade de 2006, ao qual se seguiu um referendo local. As formas de pagamento são bastante mais fáceis que em Londres e incluem um sistema tipo “via verde”. Em Março passado, a revista Transportation Research dedicou um número inteiro ao assunto. Conclusões? Efeitos iguais ou maiores que em Londres: diminuição do tráfego e do tempo de viagem; ausência de efeitos negativos no comércio; transferência de viajantes para transportes públicos; ausência de efeitos regressivos ou progressivos em termos de equidade na distribuição dos custos; e redução de acidentes, poluição e custos de manutenção da via pública. [...]

                        Eu sei que votar numa eleição não é fácil e há muita coisa a considerar. Mas espero que os mais de 500.000 eleitores que podem votar nas autárquicas em Lisboa aceitem deste seu concidadão um critério que simplificará muito a nossa decisão. Irão dizer-vos que a rede de transportes públicos em Lisboa não permite que se impeça a entrada de carros. Mas vocês sabem, como eu, que isso não é verdade. Vocês vêem, como eu, autocarros vazios em hora de ponta, parados por detrás de um mar de carros nos eixos centrais por onde se passa quando se entra e sai de Lisboa. É preciso melhorar? Sim, e irão dizer-vos que não há dinheiro. [...]

                        Vão também dizer-vos que aqueles que vêm para a cidade não têm bons meios para cá chegar sem ser o carro particular. Mas mesmo que isso fosse inteiramente verdade — e vocês sabem bem que não é —, pensem de quem será a responsabilidade, e como o actual estado de coisas desresponsabiliza as câmaras dos concelhos limítrofes de melhorarem os transportes públicos nos seus próprios municípios e os governos de investirem em melhores maneiras de chegar à nossa cidade. Pensem nos custos — em tempo, produtividade, saúde, segurança, vida familiar, conforto — que todos pagamos pelo actual estado de coisas. Vocês sabem tão bem como eu que muitos dos candidatos que temos tido à Câmara de Lisboa a vêem como mero degrau para outros cargos políticos e que, por isso, têm medo de hostilizar o eleitorado dos concelhos vizinhos. Mas isso tem sido um problema nosso que, felizmente, a democracia ajuda a que possamos fazer com que seja apenas um problema deles. É simples: candidato que não proponha uma maneira séria e radical de impedir a entrada de carros na nossa cidade não merece um único dos nossos votos. Vamos fazer essa experiência? Vão ver que funciona.»
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