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Olá Visitante13.nov.2018, 06:38:08

Autor Tópico: Os LGBT vão para o Céu?  (Lida 62856 vezes)

 
Os LGBT vão para o Céu?
#760

Offline TiagoLiz

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Não se pode ir a um lugar que não existe.

    Os LGBT vão para o Céu?
    #761

    Cardo

    • Visitante
    Não se pode ir a um lugar que não existe.

    Não?

    Podes comprovar que existe? Ou que não existe? A ciência pode comprovar a não existência vs existência deste espaço?

    É de realçar que o CERN, (um exemplo apenas) aquela "maquina" gigante, que pretende descobrir a "partícula" de Deus, no sentido cientifico, realmente esta a mostrar novas coisas aos cientistas, e muitos deles, estão a colocar as suas ideias de uma forma que nunca pensaram, e até se assustam dia a dia, com o que vão descobrindo.

    Dizer que algo não existe, sem provas é muito mau, o mesmo dizer que existe sem essas provas também.

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      Os LGBT vão para o Céu?
      #762

      Offline TiagoLiz

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      • Género: Masculino
      Olá, gostei do teu eco, e isto vai dar panos para mangas:) vamos lá começar.

      Bom vamos lá ver, vou fazer uma afirmação dura que pode parecer inverossimil. É mais facil provar que algo existe do que não existe. Isto parece estranho, como pode ser mais fácil provar algo que existe do que não existe?? Vejamos, existem duas formas simples de raciocinio sobre este assunto a dedução e a indução. Quando deduzo parto de uma lei ou principio 'universal' e aplico aos particulares, na indução faço o contrário parto dos particulares para formular uma lei ou principio universal. Ex. quando digo: todos os humanos são mortais; o tiago é humano, logo o tiago é mortal. Estou a fazer uma dedução. Agora se digo: todos os cisnes que até hoje vi são brancos, logo vou formular que Todos os Cisnes são Brancos.

      O problema assenta que a indução conduz a uma falácia, pois para a formação de um princípio universal é preciso que todas as condições necessárias sejam satisfeitas. Ex. eu em rigor, segundo o raciocinio por ti utilizado e segundo a limitação da indução não posso afirmar em verdade o seguinte: TODOS OS HOMENS SÃO MORTAIS. E tu perguntas-te possa este tipo não bate bem, como é possível não poder afirmar que todos os homens são mortais. Porque em verdade, ainda não foram observados todos os casos de mortais, eu e tu estamos vivos logo pode ainda existir um caso de homem que não seja mortal e que nós não observámos como tu e eu. Agora, simpliciter, eu posso afirmar TODOS OS DODOS SÃO MORTAIS, posso porque todos estes animais que infelizmente hoje estão extintos já morreram, e nenhum vivo hoje existe, logo como não existe nenhum Dodo Vivo nem a possibilidade de um DODO viver porque já morreram todos é que ao contrário da afirmação todos os homens são mortais, pode-se sim afirmar que todos os dodos são mortais.

      Porquê tudo isto?? Porque agora vejamos.

      Como é que provas que o Pai-Natal não existe?

      Isto ainda vai ser a parte 1:p quando tiver mais tempo continuo.

      P.S: a coisa da ciência a provar a não existência de Deus não leva a lado nenhum, nem os argumentos ontólogicos para a existencia de Deus também não levam a lado nenhum.

      Uma pista: a ciência não consegue provar que o Pai-Natal não existe, mas a resposta assenta no como podes provar que o Pai-Natal não existe.

      Bjx carinhosos*




        Os LGBT vão para o Céu?
        #763

        Offline Endovélico

        • ****
        • Membro Sénior
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        • Are we to hang our hearts on such little things?
        Olá, gostei do teu eco, e isto vai dar panos para mangas:) vamos lá começar.

        Bom vamos lá ver, vou fazer uma afirmação dura que pode parecer inverossimil. É mais facil provar que algo existe do que não existe. Isto parece estranho, como pode ser mais fácil provar algo que existe do que não existe?? Vejamos, existem duas formas simples de raciocinio sobre este assunto a dedução e a indução. Quando deduzo parto de uma lei ou principio 'universal' e aplico aos particulares, na indução faço o contrário parto dos particulares para formular uma lei ou principio universal. Ex. quando digo: todos os humanos são mortais; o tiago é humano, logo o tiago é mortal. Estou a fazer uma dedução. Agora se digo: todos os cisnes que até hoje vi são brancos, logo vou formular que Todos os Cisnes são Brancos.

        O problema assenta que a indução conduz a uma falácia, pois para a formação de um princípio universal é preciso que todas as condições necessárias sejam satisfeitas. Ex. eu em rigor, segundo o raciocinio por ti utilizado e segundo a limitação da indução não posso afirmar em verdade o seguinte: TODOS OS HOMENS SÃO MORTAIS. E tu perguntas-te possa este tipo não bate bem, como é possível não poder afirmar que todos os homens são mortais. Porque em verdade, ainda não foram observados todos os casos de mortais, eu e tu estamos vivos logo pode ainda existir um caso de homem que não seja mortal e que nós não observámos como tu e eu. Agora, simpliciter, eu posso afirmar TODOS OS DODOS SÃO MORTAIS, posso porque todos estes animais que infelizmente hoje estão extintos já morreram, e nenhum vivo hoje existe, logo como não existe nenhum Dodo Vivo nem a possibilidade de um DODO viver porque já morreram todos é que ao contrário da afirmação todos os homens são mortais, pode-se sim afirmar que todos os dodos são mortais.

        Porquê tudo isto?? Porque agora vejamos.

        Como é que provas que o Pai-Natal não existe?

        Isto ainda vai ser a parte 1:p quando tiver mais tempo continuo.

        P.S: a coisa da ciência a provar a não existência de Deus não leva a lado nenhum, nem os argumentos ontólogicos para a existencia de Deus também não levam a lado nenhum.

        Uma pista: a ciência não consegue provar que o Pai-Natal não existe, mas a resposta assenta no como podes provar que o Pai-Natal não existe.

        Bjx carinhosos*

        Concordo contigo mas podias ter sido um bocado mais educado.

          Os LGBT vão para o Céu?
          #764

          Diotima

          • Visitante
          Eu penso que é arrogante querer provar (ou mesmo tentar provar) pela razão que existe ou que não existe Deus. O fenómeno religioso é pré-reflexivo (o que não significa que é irracional e que não pode ser pensado). Penso que hoje ateus e crentes são muito mais modestos e há um diálogo no sentido da interpelação mútua.

            Os LGBT vão para o Céu?
            #765

            Offline TiagoLiz

            • *
            • Novo Membro
            • Género: Masculino
            Olá,

            Peço desculpa se de alguma forma o tom com que respondo possa parecer ofensivo ou 'rebaixador' de alguém. As palavras aqui não têm som, de forma alguma estou a troçar da opinião de alguém.

            Bjx carinhosos*

            Eu penso que é arrogante querer provar (ou mesmo tentar provar) pela razão que existe ou que não existe Deus. O fenómeno religioso é pré-reflexivo (o que não significa que é irracional e que não pode ser pensado). Penso que hoje ateus e crentes são muito mais modestos e há um diálogo no sentido da interpelação mútua.

            Cara Diotima,

            O fenómeno religioso pode ser e não-ser irracional. O problema é sempre o que consideramos ser «racional» o que também pode não ser universal mas dependente de um «contexto»;)

            Sim concordo contigo, provar pela razão que Deus existe não dá bom resultado, já vimos o São Tomás de Aquino ou o Santo Anselmo ou o Descartes ou mesmo agora o Gödel e essas provas supostamente «racionais» não vão a lado nenhum. Depois as provas racionais para a não existência de Deus também não nos levam a lado nenhum.

            Na verdade esse suposto diálogo entre ateus e teistas, é um pseudo-diálogo, faz lembrar aquela parte nas lutas de boxe em que os pugilistas cansados agarram-se um ao outro sem desferir qualquer golpe, aproveitando para 'descansar' e evitar sofrer mais algum, até que lá vai o árbitro obriga-os a separarem-se e o combate regressa.

            Não digo que a razão deva ausentar-se deste debate, mas a razão para trabalhar precisa de contexto, enquadramento e alguns dados;) Mais do que razão precisamos de Boa História, que me dizem?

            Bjx
            « Última modificação: 2 de Outubro de 2013 por TiagoLiz »

              Os LGBT vão para o Céu?
              #766

              Diotima

              • Visitante
              E um pouco de compaixão e empatia também. Digo eu. :P

                Os LGBT vão para o Céu?
                #767

                Offline cosjo

                • ***
                • Membro Total
                • Género: Masculino
                • One day more. Another day, another destiny...
                Na última Páscoa resolvi ir confessar-me, algo que já não fazia desde que tinha percebido que era homossexual. Resolvi contar ao padre que era homossexual e estava à espera de uma resposta irada da parte dele (o meu irmão uma vez levara um raspanete por ter dito que namorava) mas não foi isso que aconteceu. Disse que esse era um assunto para o qual ainda não havia muitas respostas e que não devíamos apontar o dedo a alguém por causa da sua orientação sexual. Perguntei-lhe se poderia comungar (eu vou à missa todos os sábados) e ele disse que sim. Assim faço.

                  Os LGBT vão para o Céu?
                  #768

                  Cardo

                  • Visitante
                  Olá, gostei do teu eco, e isto vai dar panos para mangas:) vamos lá começar.

                  Bom vamos lá ver, vou fazer uma afirmação dura que pode parecer inverossimil. É mais facil provar que algo existe do que não existe. Isto parece estranho, como pode ser mais fácil provar algo que existe do que não existe?? Vejamos, existem duas formas simples de raciocinio sobre este assunto a dedução e a indução. Quando deduzo parto de uma lei ou principio 'universal' e aplico aos particulares, na indução faço o contrário parto dos particulares para formular uma lei ou principio universal. Ex. quando digo: todos os humanos são mortais; o tiago é humano, logo o tiago é mortal. Estou a fazer uma dedução. Agora se digo: todos os cisnes que até hoje vi são brancos, logo vou formular que Todos os Cisnes são Brancos.

                  O problema assenta que a indução conduz a uma falácia, pois para a formação de um princípio universal é preciso que todas as condições necessárias sejam satisfeitas. Ex. eu em rigor, segundo o raciocinio por ti utilizado e segundo a limitação da indução não posso afirmar em verdade o seguinte: TODOS OS HOMENS SÃO MORTAIS. E tu perguntas-te possa este tipo não bate bem, como é possível não poder afirmar que todos os homens são mortais. Porque em verdade, ainda não foram observados todos os casos de mortais, eu e tu estamos vivos logo pode ainda existir um caso de homem que não seja mortal e que nós não observámos como tu e eu. Agora, simpliciter, eu posso afirmar TODOS OS DODOS SÃO MORTAIS, posso porque todos estes animais que infelizmente hoje estão extintos já morreram, e nenhum vivo hoje existe, logo como não existe nenhum Dodo Vivo nem a possibilidade de um DODO viver porque já morreram todos é que ao contrário da afirmação todos os homens são mortais, pode-se sim afirmar que todos os dodos são mortais.

                  Porquê tudo isto?? Porque agora vejamos.

                  Como é que provas que o Pai-Natal não existe?

                  Isto ainda vai ser a parte 1:p quando tiver mais tempo continuo.

                  P.S: a coisa da ciência a provar a não existência de Deus não leva a lado nenhum, nem os argumentos ontólogicos para a existencia de Deus também não levam a lado nenhum.

                  Uma pista: a ciência não consegue provar que o Pai-Natal não existe, mas a resposta assenta no como podes provar que o Pai-Natal não existe.

                  Bjx carinhosos*

                  Disseste tudo o que penso, e é por isso mesmo motivo que se deve respeitar todas as crenças, sejam elas da existência ou não existência de Deus, nunca tentando deturpar as mesmas.

                  Respeito é o que se pede.


                    Os LGBT vão para o Céu?
                    #769

                    V24

                    • Visitante
                    Na última Páscoa resolvi ir confessar-me, algo que já não fazia desde que tinha percebido que era homossexual. Resolvi contar ao padre que era homossexual e estava à espera de uma resposta irada da parte dele (o meu irmão uma vez levara um raspanete por ter dito que namorava) mas não foi isso que aconteceu. Disse que esse era um assunto para o qual ainda não havia muitas respostas e que não devíamos apontar o dedo a alguém por causa da sua orientação sexual. Perguntei-lhe se poderia comungar (eu vou à missa todos os sábados) e ele disse que sim. Assim faço.

                    Houvesse muitos assim...parece-me o tipo de abordagem que o Papa está a tentar ter agora.

                       

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