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Olá Visitante07.dez.2019, 22:30:41

Autor Tópico: História dos LGBT e LGBTs na história  (Lida 55971 vezes)

 
A História da Homossexualidade
#20

Offline Azuth

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ah! e a única vez que houve alguma alusão ao assunto (à homossexualidade do ponto de vista histórico) foi numa aula de história, no 8º ano e se falou de El Rei Dom Sebastião.

* e fora, claro, do conteúdo programatico.

A História da Homossexualidade
#21

Offline indigo

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A homossexualidade na América pré- colombiana
"Ultra Oequinotialem no peccari." (Ditado Ibérico do Século XV)

Para se estudar as práticas homossexuais no Novo Mundo quando da chegada dos conquistadores europeus, dispomos basicamente de três fontes: Esculturas e Cerâmicas representando cenas homoeróticas;mitos conservados na memória oral dos nativos e registrados nos manuscritos tradicionais; relatos dos primeiros cronistas que entraram em contacto com os amerídios e finalmente, estátuas e gravuras alusivas ao homoerotismo(9).
...
Além dos ídolos mexicanos e das cerâmicas peruanas, outra importante fonte pré-colombiana para se conhecer a prática da homossexualidade no Novo Mundo é a coleção dos célebres Códices Maias - como El Chilan Balam, El Popol Buj (Livro del Consejo) e as Profecias Maias - obras pictográfico-hieroglíficas que tratam da história mitológica e costumes desta civilização.
...
Também entre os aborígenes do Brasil e das partes mais meridionais da América do Sul abundam evidências de que os amores homosexuais faziam parte das alternativas eróticas socialmente aceitáveis antes da chegada dos conquistadores portugueses. Entre os Tupinambá, que ocupavam a maior parte da costa brasileira, os índios gays eram chamados de tibira, e as lésbicas de çacoaimbeguira. Eis como são descritos no Tratado Descritivo do Brasil em 1587: "Não contentes em andarem tão encarniçados na luxúria naturalmente cometida, são muito afeiçoadas ao pecado nefando, entre os quais se não tem por afronta. E o que se serve de macho se tem por valente e contam esta bestalidade por proeza. E nas suas aldeias pelo sertão há alguns que têm tenda pública a quantos os querem como mulheres públicas"(27). Eis como outro cronista, Gandavo, já em 1576 descrevia a conduta das mulheres-machos: "Algumas índias há que não conhecem homem algum de nenhuma qualidade, nem o consentirão ainda que por isso as matem. Estas deixam todo o exercício de mulheres e imitam os homens e seguem seus ofícios como se não fossem fêmeas. Trazem os cabelos cortados da mesma maneira que os machos e vão à guerra com seus arcos e flechas e à caça, perseverando sempre na companhia dos homens. E cada uma tem mulher que a serve, com quem diz que é casada. E assim se comunicam e conversam como marido e mulher"(28). Provavelmente foram estas índias ultra masculinizadas, as çacoaimbeguira que ao serem vistas lutando contra os espanhois no Rio Marañon, foram confundidas com as legendárias Amazonas, mito que propagou-se por todo o continente americano, muito embora carecendo de qualquer evidência confiável quanto à sua veracidade(29).
...
Quanto às lésbicas, como em 1646 o Santo Ofício Português deliberou excluir a sodomia foemiarum da lista dos crimes pertencentes à sua jurisdição, foi sobretudo nos finais do século XVI que as homossexuais femininas foram vítimas da sanha inquisitorial, mesmo assim, menos reprimidas que os homoeróticos masculinos. Das 29 denúncias de lesbianismo registradas no Nordeste brasileiro, entre 1591-1593, 5 receberam penas pecuniárias e espirituais, 3 foram degredadas e 2 condenadas a açoites públicos(44).

http://geocities.yahoo.com.br/luizmottbr/artigos06.html




    "Our suffering is peeling off and revealing a brand new skin, a new power.
    Love heals all wounds and not just time alone. " (Jeff Buckley)

    A História da Homossexualidade
    #22

    Offline Web_boss

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    Ninguém consegue me arranjar um artigo da homossexualidade nas sociedas pagãs celticas da Europa Ocidental (Penínsua Ibérica, França, Ilhas Britânicas, Países Baixos) e da homossexualidade nas sociedadades pagãs do povos germânicos?

    A História da Homossexualidade
    #23

    Offline Azuth

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    Persecution of homosexuals in the third Reich.

    While male homosexuality remained illegal in Weimar Germany under Paragraph 175 of the criminal code, German homosexual-rights activists became worldwide leaders in efforts to reform societal attitudes that condemned homosexuality. Many in Germany regarded the Weimar Republic's toleration of homosexuals as a sign of Germany's decadence. The Nazis posed as moral crusaders who wanted to stamp out the " vice " of homosexuality from Germany in order to help win the racial struggle.

    Once they took power in 1933, the Nazis intensified persecution of German male homosexuals. Persecution ranged from the dissolution of homosexual organizations to internment in concentration camps. The Nazis believed that male homosexuals were weak, effeminate men who could not fight for the German nation. They saw homosexuals as unlikely to produce children and increase the German birthrate. The Nazis held that inferior races produced more children than " Aryans, " so anything that diminished Germany's reproductive potential was considered a racial danger.

    SS chief Heinrich Himmler directed the increasing persecution of homosexuals in the Third Reich. Lesbians were not regarded as a threat to Nazi racial policies and were generally not targeted for persecution. Similarly, the Nazis generally did not target non-German homosexuals unless they were active with German partners. In most cases, the Nazis were prepared to accept former homosexuals into the " racial community " provided that they became " racially conscious " and gave up their lifestyle.

    On May 6, 1933, students led by Storm Troopers (Sturmabteilung-SA) broke into the Institute for Sexual Science in Berlin and confiscated its unique library. Four days later, most of this collection of over 12,000 books and 35,000 irreplaceable pictures was destroyed along with thousands of other " degenerate " works of literature in the book burning in Berlin's city center. The remaining materials were never recovered. Magnus Hirschfeld, the founder of the Institute and a pioneer in the scientific study of human sexuality, was lecturing in France at the time and chose not to return to Germany.

    The destruction of the Institute was a first step toward eradicating an openly gay or lesbian culture from Germany. Police closed bars and clubs such as the " Eldorado " and banned publications such as Die Freundschaft (Friendship). In this early stage the Nazis drove homosexuals underground, destroying their networks of support. In 1934, the Gestapo (secret state police) instructed local police forces to keep lists of all men engaged in homosexual activities. Police in many parts of Germany had in fact been doing this for years. The Nazis used these " pink lists " to hunt down individual homosexuals during police actions.

    On June 28, 1935, the Ministry of Justice revised Paragraph 175. The revisions provided a legal basis for extending Nazi persecution of homosexuals. Ministry officials expanded the category of " criminally indecent activities between men " to include any act that could be construed as homosexual. The courts later decided that even intent or thought sufficed. On October 26, 1936, Himmler formed within the Security Police the Reich Central Office for Combating Abortion and Homosexuality.

    Josef Meisinger, executed in 1947 for his brutality in occupied Poland, led the new office. The police had powers to hold in protective custody or preventive arrest those deemed dangerous to Germany's moral fiber, jailing indefinitely - without trial - anyone they chose. In addition, homosexual prisoners just released from jail were immediately re-arrested and sent to concentration camps if the police thought it likely that they would continue to engage in homosexual acts.

    From 1937 to 1939, the peak years of the Nazi persecution of homosexuals, the police increasingly raided homosexual meeting places, seized address books, and created networks of informers and undercover agents to identify and arrest suspected homosexuals. On April 4, 1938, the Gestapo issued a directive indicating that men convicted of homosexuality could be incarcerated in concentration camps. Between 1933 and 1945 the police arrested an estimated 100,000 men as homosexuals. Most of the 50,000 men sentenced by the courts spent time in regular prisons, and between 5,000 and 15,000 were interned in concentration camps.

    The Nazis interned some homosexuals in concentration camps immediately after the seizure of power in January 1933. Those interned came from all areas of German society, and often had only the cause of their imprisonment in common. Some homosexuals were interned under other categories by mistake, and the Nazis purposefully miscategorized some political prisoners as homosexuals. Prisoners marked by pink triangles to signify homosexuality were treated harshly in the camps. According to many survivor accounts, homosexuals were among the most abused groups in the camps.

    Because some Nazis believed homosexuality was a sickness that could be cured, they designed policies to " cure " homosexuals of their " disease " through humiliation and hard work. Guards ridiculed and beat homosexual prisoners upon arrival, often separating them from other inmates. Rudolf Hoess, commandant of Auschwitz, wrote in his memoirs that homosexuals were segregated in order to prevent homosexuality from spreading to other inmates and guards. Personnel in charge of work details in the Dora-Mittelbau underground rocket factory or in the stone quarries at Flossenbuerg and Buchenwald often gave deadly assignments to homosexuals.

    Survival in camps took on many forms. Some homosexual inmates secured administrative and clerical jobs. For other prisoners, sexuality became a means of survival. In exchange for sexual favors, some Kapos protected a chosen prisoner, usually of young age, giving him extra food and shielding him from the abuses of other prisoners. Homosexuals themselves very rarely became Kapos due to the lack of a support network. Kapo guardianship was no protection against the guards' brutality, of course.

    In any case, the Kapo often tired of an individual, sometimes killing him and finding another on the next transport. Though individual homosexual inmates could secure a measure of protection in some ways, as a group homosexual prisoners lacked the support network common to other groups. Without this help in mitigating brutality, homosexual prisoners were unlikely to survive long.

    One avenue of survival available to some homosexuals was castration, which some criminal justice officials advocated as a way of " curing " sexual deviance. Homosexual defendants in criminal cases or concentration camps could agree to castration in exchange for lower sentences. Later, judges and SS camp officials could order castration without the consent of a homosexual prisoner.

    Nazis interested in finding a " cure " for homosexuality expanded this program to include medical experimentation on homosexual inmates of concentration camps. These experiments caused illness, mutilation, and even death, and yielded no scientific knowledge.

    There are no known statistics for the number of homosexuals who died in the camps.

    A História da Homossexualidade
    #24

    Offline Web_boss

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    Disco Sound, o testemunho da descriminação...

    Recentemente faleceu Ray Charles, e ha poucos anos Barry White... dois mitos da música do século XX, idolatrados no início do século XXI... terá sido sempre assim...
    Principios do século XX, Mississipi, campos de algodão- ecoam no ar os cantos dos trabalhadores negros, tratados quase como escravos, cantam o seu triste destino... nasciam assim os blues, o género que originou todos os estilos de música actuais...
    Anos 30, o Jazz e os blues já fazem sucesso em Memphis, Chicago e Boston, a população negra começa a dominar a música...
    Anos 60, o racismo já se verifica... muitos sucessos de músicos brancos são na realidade covers de originais de músicos negros...
    Anos 70... a libertaçãoe a luta...

    De uma mistura do funk e do soul, nasceu nos anos 70 um dos estilo musicais mais influentes da história da música contemporânea, o disco sound, percussor da actual house, techno, chill-out, pop electrónico, ...
    Os primeiros sucessos deste estilo nascem na primeira metade dos anos 70, pelas mãos de nomes míticos como Gloria Gaynor, Ba rry White e Stevie Wonde, ainda com uma forte influencia soul.

    No inicio, o estilo fazia sucesso em clubes gay e negros... aliàs, arrastados pela revolução sexual que a pilula causou no final dos anos 60, o movimento gay começava a ganhar contornos e o disco sound será então a sua música «oficial»...

    Contudo, na segunda metade dos anos 70 o disco sound passa a ser o estilo musical rei... para isso contribuiram diversos factores, como o aumento extrondoso do número de clubs nocturnos por todos os EUA e pela Europa, bem como o sucesso de alguns nomes do soul como Aretha Franklin.
    O disco chega então à Europa, nas mãos de Candie Staton, Abba, Bee Gees e Bonie M...
    Entretanto, o disco atinge o seu auge com o filme Febre de Sabado à Noite, cuja banda sonora disco sound recebe um Oscar... ficam imortalizados os falsetes, as camisas justas abertas no peito e as calças à boca de sino, bem como o disco e a dança...
    Nova revolução na música- Donna Summer grava em 1977 a primeira musica totalmente electronica, I Feel Love, a mãe do techo e do house, a primeira... Donna Summer será para sempre um icone gay, vendendo mais de 70 milhões de discos.

    Em 1978 realiza-se o disco sucks, festival de rock organizado por musicos brancos contra o disco... são levadas a cabo manifestações contra os gays e contra os negros... mas em 1979 Gloria Gaynor traz I Will Survive, a canção mais conhecida de sempre no mundo inteiro...

    Nos principios dos 80 o disco começa a morrer... a introdução da New Age, com os Spandau Ballet e os Roxy Music, das baladas rock e do pop eelctronico de grupos como os Cultures Club levaram a que passasse de moda... a partir de então o disco passou a ser considerado um estilo «pindérico», de gays e sem qualidade...mas mais tarde a crítica viria a reconsiderar, mais tarde...

    O disco morreu?

    Não, o disco não morreu, muito pelo contrário, nos anos noventa volta a renascer, só que com outros nomes- dance music, house music, chill out... renasceu sim, mas já sem divas... também a partir do final dos anos 90 surgem os covers de disco, estilo retirado do baú...
    Se ouvirem Jamiroquai, Kilie Minogue, Moloko, Sophie Ellix Bextor e house/dance music encontrarão la a disco... ja depois de 2000 Gloria Gaynor, Barry White e Donna Summer tiveram numeros um em disco sound com sons mais modernos...
    Hoje em dia ainda se diz que disco é musica de gays, mas toda a gente o dança sem saber nos bares e discotecas actuais, a música da libertação gay dos anos 70...

    Lesbianismo na História
    #25

    Offline x-trema

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    • virtude no meio??? Get real.....
    Gostaria de saber mais sobre a "História da Homossexualidade Feminina".

    Be sei que na Net existem imensas possibilidades de pesquisa, mas imagino que algumas de vocês já conheçam fontes confiáveis.

    Podiam partilhar???

    Muito obrigada!!!!
      Virtude no meio?

      Lesbianismo na História
      #26

      Whisper

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      Eu não sei nada =|. Sei que uma das primeiras lesbicas conhecidas, ou mesmo a primeira foi a Sapho (não sei escrever) la da ilha de lesbos. Suponho que no tempo das amazonas tambem existiam.

        Homossexualidade na História do Mundo
        #27

        Offline Miguel_G

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        Este tópico é dedicado à História da Homossexualidade!

        Muitos são os homossexuais que pensam (principalmente quando se descobrem a si mesmos) que são uma aberração da sociedade de hoje.

        Pois este tópico mostra precisamente que a homossexualidade nao é aberração nenhuma e vem já de uma altura em que até era bem vista em certas sociedades antigas.

        Este site: http://www.androphile.org/ tem várias informações interessantes acerca deste tema. Dêem uma vista de olhos!

        Há uma secção de mitos homossexuais. Ainda nao li todas  :P mas gostei muito desta

        http://www.androphile.org/preview/Library/Mythology/Greek/ApolloHyacinthus/hyacinthus.htm

        Depois comentem por aqui  :)

          Homossexualidade na História do Mundo
          #28

          Offline Van_Yuki

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          Fui ler essa!

          Ta muita gira! Mas.... é tao dramaticaaaaaaaaa  [smiley=choro.gif]  :'(

           ;D

            Homossexualidade na História do Mundo
            #29

            Offline Van_Yuki

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            • Membro Total
            • Género: Feminino
            Aaahh.. em portugues é Jacinto, não é?

            O nome dele... e da flor... Hyacinthus  [smiley=semfala.gif]

              Homossexualidade na História do Mundo
              #30

              Whisper

              • Visitante
              Homossexualidade é algo que sempre existiu. Como por exemplo na altura dos romanos era algo muito normal. Era normal ser um homem mais velho ensinar ao jovem as coisas da vida e manter relações sexuais com ele ate ele chegar a idade adulta. Tal como era muito normal homens terem sexo com os seus escravos do sexo masculino. Naquela altura era algo muito banal que ninguem olhava de lado, a meu ver a homossexualidade so começou a ser vista como algo de mau apartir do momento que o cristianismo se começou a alastrar pelo mundo.
              Tambem podemos encontrar varios casos de homossexualidade em (quase) todas as especies animais.

                Homossexualidade na História do Mundo
                #31

                Offline cacao

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                • Associad@ Honorári@
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                  • Mais sobre mim...
                PEnso que é do interesse de todos...

                El Holocausto Homosexual

                Más de 350.000 homosexuales murieron en los campos de concentración nazis durante la II Guerra Mundial. Se acaban de cumplir 60 años de la liberación de Auschwitz, pero hasta el año 2000 no se reconoció nuestro propio holocausto. La persecución ha caracterizado la historia de las personas que por su condición sexual eran distintas a las que los cánones políticos establecían como "normales" y que fueron catalogadas como enfermos y situados en lo más bajo de la escala social.


                  Another one will bite the dust...

                  "Se não houvesse nem mar nem amor, ninguém escreveria livros." -  Duras

                  "A felicidade é o livre uso das nossas capacidades". - V. Woolf

                  A História da Homossexualidade
                  #32

                  Offline Azuth

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                  Homossexualidade

                   

                  Diz o poeta Goethe que a homossexualidade é tão antiga quanto a humanidade. Os primeiros registros históricos são datados de mais ou menos cinco séculos antes do nascimento de Cristo. Egípcios, gregos, romanos, possuem casos de homossexualidade na sua história, alguns bem famosos como o general Alexandre Magno e Platão.
                  Um dos registros mais antigos que se tem de uma relação homossexual é dos deuses egípcios Oros e Seti. Na mitologia Grega, podemos usar o exemplo de Laio, pai de Édipo, que teve um relacionamento homossexual com Crísipo. Quando Crísipo se suicidou por causa deste amor proibido, seu pai, tomado da dor e frustração por este relacionamento e seu final trágico, amaldiçoou Laio a ser traído e assassinado por seu filho, que viria a ser Édipo.

                  No Egipto, como na Mesopotâmia, existiam formas institucionalizadas de homossexualidade. Entre os gregos e romanos, havia a aceitação de relações sexuais entre homens, como demonstração de poder, sem que esses deixassem de ter as suas mulheres. Na sociedade ateniense, era natural que um jovem fosse possuído sexualmente por um adulto, porque o seu papel na sociedade era de passividade.

                  Os temíveis exércitos de Tebas e de Esparta possuíam unidades formadas por pares de amantes homossexuais. Estas tropas, capazes de bravura suicida, eram estimuladas por idéias como as de Platão, que achava que um homossexual nunca abandonaria o seu amante em combate e procuraria honrá-lo com feitos heróicos.

                  Mais actualmente, aparecem registros da homossexualidade feminina. Ela esteve na moda em vários períodos no Japão, do século XI ao XIX e na China Imperial, como no século XI. Chegou a ser institucionalizada entre os maias no século XV.
                  Não é fácil contar a história da homossexualidade, pois ela esteve sempre nos bastidores da história oficial. O que se pretende é mostrar que a humanidade é bastante contraditória quando se trata de um assunto que caminhou com ela, mas que ficou relegado a um segundo plano.

                  Contraditória, porque ao longo do tempo foi criando barreiras para a aceitação do homossexual. Em algumas religiões culturas religiosas, ela é vista como uma aberração, um pecado, uma falta de carácter; já em outras, está sendo aceite. De modo geral, a religião católica só tolera como única opção correcta para o homossexual a castidade absoluta. Em seitas protestantes as posições variam. Para os metodistas e presbiterianos, os actos homossexuais são incompatíveis com o ensinamento cristão. Já na Igreja Episcopal há tanta tolerância que em 1977 uma lésbica foi ordenada nos Estados Unidos.

                  Também na vida jurídica como um todo há contradições. O casamento homossexual ainda não é aceito na grande maioria dos países, nem mesmo a união estável, mas sabe-se que formas institucionalizadas de homossexualidade têm existido entre índios da América do Norte, tribos africanas da Oceania e da Sibéria.

                  A ciência até há pouco tempo considerava a homossexualidade como uma doença. Hoje nem tanto, mas ainda é vista por alguns teóricos como um transtorno, apesar de não existirem explicações nem biológicas nem psicológicas que comprovem isso.

                  Existem dados que mostram que cerca de 10% da população mundial é composta por homossexuais, e também de que é esta classe que sofre o maior grau de preconceito. Assim como os negros, pobres e até mulheres ainda, eles são considerados à parte da sociedade.

                  Este artigo não teve o propósito de defender a homossexualidade nem de expurgá-la. Serve como um dado a mais para podermos pensar na sociedade moderna e a sexualidade moderna. É uma forma de sexualidade como a heterossexualidade, com a diferença de ter como parceiro alguém do mesmo sexo. Não é uma forma de perversão, é uma forma de amar que, é sabido, está se tornando cada vez mais comum, não porque está aumentando em números, mas por que cada vez mais as pessoas estão conseguindo assumir o que querem.


                  Anne Griza
                  Psicóloga e Sexóloga

                   

                  A História da Homossexualidade
                  #33

                  Offline Web_boss

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                  • Membro Sénior
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                    • Simplesmente Gay
                  Hoje estive na Natinal Gallery e e impressionante como um olhar mais atento permite vislumbrar varias alusoes a homossexualidade em quadros desde a idade media, passando pelo renascimento ate ao seculo XIX...

                  Num dos quadros, o deus Pa esta numa orgia, e encotrase debrucado enquanto um rapaz encostado a ele o abraca por tras, dando a sensacao de estarem a ter sexo.

                  Noutro quadro, que representa a paixao de Cristo, quando este carrega a cruz surgem tres homens de pe que tem cada um dele outros homens encontado a si por tras, todos com um sorriso lascivo e maldoso; um desses homens possui ao lado um com aspecto enfeminado (parece um travesti) e o que esta encostado atras de si possui uma mao a levantarlhe as calcas e a outra encostada ao r***. No entao alguns destes promenores sao muito subtis e requerem um olhar atento.

                  Num quadro sobre a ultima ceia que esta na National Galery, estao 14 pessoas na sala; uma pessoa com aspecto de mulher possui a cabeca reclinada no colo de Cristo, e tem uma expressao algo melancolica; quatro apostolos estao deitados em sofas, dois de cada lado de Cristo, e um deles possui a mao em cima da mao de outro enquanto sorriem para si.




                  Lesbianismo na História
                  #34

                  BloodTears

                  • Visitante

                  Segundo o que li, os primeiros vestigios de lebianismo terao sido mesmo na ilha de Lesbos, dai o nome, mas pouco mais sei sobre isso...

                    A História da Homossexualidade
                    #35

                    Offline cdias

                    • **
                    • Membro Júnior
                    • Género: Masculino
                    A história da homossexualidade é tão velha quanto o aparecimento dos primeiros seres. Quem percebe de biologia sabe do que é que eu estou a dizer. Em todo o reino animal, e estima-se que actualmente sejam 400 espécies, as que "praticam" actividades homossexuais. A Homossexualidade também se pensa que terá a ver com a capacidade que os nossos genes têm de não sobrelotar o Ambiente com excesso de população tal como muitas espécies que se suicidam quando o nº máximo de seres ultrapassa o limite de sobrevivência, assegurando o equilíbrio ecológico.
                    Opiniões de cientistas...  ???
                      Ter um amigo é ter com quem desabafar para aliviar o stress do dia-a-dia.

                      A História da Homossexualidade
                      #36

                      Maniuk

                      • Visitante
                      Concordo com essa teoria...

                      alguem sabe algumas das especies k tb têm orientação sexual homosexual? sei que os golfinhos sim ;D

                        A História da Homossexualidade
                        #37

                        Offline gajuh_maluko

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                        • Membro Elite
                        • Género: Masculino
                        • "what is essential is invisible to the eyes.."
                          • o curral da mula...
                        Concordo com essa teoria...

                        alguem sabe algumas das especies k tb têm orientação sexual homosexual? sei que os golfinhos sim ;D

                        epa... nao sei se isso ker dizer alguma coisa..

                        .. mas eu ja vi os dois caes da minha avo a... bem... enfim... voces sabem.. a :devil :devil :devil :devil~


                        .. um deve ser bi pk tb ja andou atras da cadela da vizinha.. o oto nem piou e tem tikes.  :-\ :-\ lol lol lol lol
                          ≈  gајυн_маιυĸо  ≈

                          Lesbianismo na História
                          #38

                          num8ers

                          • Visitante
                          Lesbos (Greek: Λέσβος - Lésvos; see also List of traditional Greek place names) is an island located in the northeastern Aegean Sea. It is the third largest Greek island and the seventh largest in the Mediterranean. It has an area of 630 square miles with 230 miles of coastline. Its population is approximately 108,000 about a third of which live in the capital city, Mytilene, located in the southeastern part of the island. The remaining population is distributed in small towns and villages. The largest towns are Kalloni, Plomari, Ayassos, Eressos, and Molyvos, the ancient Methymna. Mytilene was founded ca 1050 BCE by the family Penthilides who arrived from Thessaly in mainland Greece and ruled the city until the popular revolt (590-580 BCE) led by Pittacus

                          http://en.wikipedia.org/wiki/Isle_of_Lesbos

                            Lesbianismo na História
                            #39

                            Offline absolut_

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                            • Género: Feminino
                            Tudo o k aki vo postar foi tirado da internet.

                            "Lesbos é um ilha na Grécia, também chamada de Mitilene. Localiza-se no mar Egeu, próximo à Turquia. Em grego moderno, o nome da ilha é Lesvos, e seus habitantes são chamados de lesvianos ou lesvianotas. As principais cidades da ilha são Mitilíni, Kalloni, Mithyma, Plomárion, Agiassos e Petra, e ela se localiza no município grego do mesmo nome.

                            A ilha tem sido habitada desde a idade do bronze. A primeira menção a ela é feita em registros hititas como Lazpa. Outros nomes antigos são Lassia, Imerti, Aegira, Issa, Mythonis e Les-Ba.

                            Lesbos foi o centro de uma civilização no 6º século a.C, tendo sido o lar dos poetas Safo e Alceu. Em 428 a.C., Lesbos juntou-se à Liga de Delos numa revolta mal-sucedida contra Atenas. Aristóteles e Epicuro também moraram aqui.

                            Na mitologia grega, Lesbos também era o nome do deus padroeiro da ilha. Lesbos era filho de Lafita e casou-se com Metima.

                            A palavra lésbica vem do nome desta ilha. Origina-se dos poemas de Safo de Lesbos, onde o amor entre mulheres foi descrito. Devido a isto, Lesbos é frequentemente destino turístico de cruzeiros e outros passeios para lésbicas. Entretanto, as autoridades lesbovitas não aprovam inteiramente isto, e alguns navios de cruzeiro já tiveram permissão negada para atracar na ilha."

                            http://pt.wikipedia.org/wiki/Lesbos

                            Etimologia
                            A palavra lésbica originalmente se referia às habitantes da ilha de Lesbos, na Grécia Antiga. Uma vez que nessa ilha morava a poetista Safo, conhecida por poemas em que descrevia o amor entre mulheres, o relacionamento entre mulheres passou a ser conhecido como lesbianismo ou safismo.

                            Muitos termos foram usados para descrever o amor entre mulheres nos últimos dois séculos, entre os quais: amor lesbicus, urningismo, safismo, tribadismo, e outros.

                            Existem ainda uma segunda classe de termos, ou seja, aqueles que são pejorativos e comumente utilizados no vernáculo popular (i.e. sapatão, bolacha, paraíba, etc...). Mas a sociedade brasileira está passando por uma grande transformação e, assim, mais consciente dos direitos das pessoas pertencentes a grupos sociais minoritários. Em conseqüência disso o próprio idioma está mudando para refletir estes novos conceitos em relação aos Direitos Humanos dessas pessoas.

                            Apesar dessas mudanças dramáticas que estão ocorrendo no Brasil, ao se discutir o lesbianismo moderno do país, deve-se manter em mente o fato de que as lésbicas, tal como outros grupos de Minoria Sexual, ainda são alvo de muita discriminação na atualidade. Esta discriminação geralmente começa no próprio lar, depois extende-se à escola e, subseqüentemente, ao trabalho.

                            No entanto, na entrada do novo milênio, algumas grandes empresas estão passando a conceder os mesmos benefícios aos seus funcionários que vivem em relações estáveis com uma pessoa do mesmo sexo (i.e. casais gays e lésbicos).

                            Certos orgãos governamentais também estão fazendo o mesmo. Por exemplo, uma cidadã brasileira lésbica que estabelecer relação estável com uma mulher estrangeira tem direito (desde 2004) a um visto de residência (temporário ou permanente, dependendo de suas necessidades) no Brasil. O mesmo é válido para casais binacionais de homens.

                            É importante notar que essa conquista do Movimento Homossexual Brasileiro é muito importante pois ela é cobiçada por pessoas gays da maioria dos países do mundo. A lista dos países que oferecem este benefício aos seus cidadãos homossexuais está aumentando lentamente. Tipicamente são os países mais desenvolvidos que reconhecem casais gays em termos de direitos de imigração (i.e. Canadá, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Suécia, Noruega, França, entre outros). Portanto, nesta área, o Brasil verdadeiramente é um país pioneiro.

                            É preciso salientar que qualquer mulher pode ser lésbica, não importando a sua aparência, comportamento, status social, lugar de origem, estado civil, raça, profissão, religião ou religiosidade, etc... Nem todas as lésbicas têm uma certa 'aparência' e 'comportamento', conforme dita o sterótipo popular. Se é verdade que nem toda a lésbica se porta de maneira um pouco ou muito masculinizada, também é verdade que nem toda mulher que atua em profissões tipicamente praticadas por homens, ou em cargos de liderança, etc. se trate de uma mulher lésbica.

                            Homofobia é um termo moderno termo utilizado universalmente para descrever um mal social que afeta muito todas as pessoas de Minoria Sexual, inclusive as lésbicas. Literalmente, o termo significa medo de homossexuais. Este medo freqüentemente se traduz em agressividade verbal ou até mesmo física em alguns casos. Portanto, a homofobia, assim como o racismo, são comportamentos anti-sociais indesejáveis no que toca o bem geral de uma nação.

                            De acordo com estudos conduzidos por mais de dez anos pelo antropólogo prof. Luiz Mott, fundador de uma das mais antigas organizações em defesa dos direitos das pessoas homossexuais, o Grupo Gay da Bahia, a cada dois ou três dias uma pessoa gay é brutalmente assassinada no Brasil.

                            Levando-se em conta estes fatos trágicos, vale esclarecer que a homossexualidade não é proibida no Brasil desde a primeira parte dos anos 1800s quando a Santa Inquisição católica foi oficialmente eliminada do Brasil. A discriminação de lésbicas e outras pessoas de Minoria Sexual é absolutamente proibida de acordo com a lei. A própria Carta Magna do Brasil, a Constituição Federal do Brasil, reza explícitamente que todos deverão ser tratados com isonomia perante a lei sem que se faça acepção de pessoas por qualquer motivo ou razação.

                            Se é verdade que as regras de fé de muitas religiões proibem expressamente o amor entre pessoas do mesmo sexo, essas leis religiosas se restringem somente dentro das respectivas comunidades religiosas. Em outras palavras, a liberdade religiosa exige que todas as religiões atuem dentro dos padrões básicos dos Direitos Humanos adotados pelo Estado Brasileiro.

                            Também é preciso esclarecer que nem todas as religiões proíbem a união entre iguais. Igrejas cristãs como a Igreja Metropolitana do Brasil, entre outras, projetam uma visão reformada em relação à comunidade GLBT. Muitas igrejas cristãs do mundo entraram no novo milênio discutindo com muita seriedade e deliberação o assunto da homossexualidade. Existe muita resistência por parte das alas mais conservadoras dessas instituições a idéia do casamento entre iguais.

                            Lesbianismo e feminismo
                            Com relação ao feminismo e reforçado pelo feminismo radical, o separatismo lésbico tornou-se popular: grupos de mulheres lésbicas passaram a conviver juntas em comunidades. Algumas lésbicas perceberam que esse tipo de sociedade era libertador; mas algumas outras tiveram problemas com estereótipos criados e reforçados nas comunidades, e acabaram por abandoná-las.

                            http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9sbicas

                            Mas sobre o tema, encontras diversas paginas na internet, é só procurar! :)
                              http://sementesmarginais.blogspot.com

                              "They promise you heaven so they can steal this world"

                               

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