rede ex aequo

Olá Visitante29.nov.2020, 13:32:38

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Eu fico com a professora?

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Votos totais: 9

Autor Tópico: Lesbianismo na escola  (Lida 13796 vezes)

 
Lesbianismo na escola
#20

nakedboy

  • Visitante
hm aproveitando o tópico em causa mas não deixando de fugir ao que nele é essencial referir, no vosso parecer, a partir de que idade já não se deveria considerar como sendo um abuso?
Não devia ser considerado abuso em circunstância nenhuma quando o sentimento seja verdadeiro e mútuo.
Como aquele que aconteceu no telefilme da SIC que já aqui mencionei, Tentação Amo-te Teresa ;), em que mesmo depois de presa, no fim ela volta para o rapaz (já homem).

Quanto ao nível legal, e porque é necessário regulamentar, a idade deveria ser igual aquela que está legislada para heterossexuais...não somos mais, nem somos menos, SOMOS IGUAIS!
« Última modificação: 29 de Março de 2005 por nakedboy »

    Lesbianismo na escola
    #21

    Offline x-trema

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    • virtude no meio??? Get real.....
    Estou a seguir este tópico atentamente...
    conheço bem esta situação....

    A empatia e a cumplicidade, a admiração, a conversa interminável, as manifestações de carinho.... podem, defacto, levar a conclusões precipitadas e irreversíveis!!!

    Tens de ter todo o cuidade do mundo!!! Ela pode estar a pensar tudo ao contrário... pode ver-te como amiga, irmã.... sente-se compreendida, acompanhada!!!!

    Primeiro tens de correr o primeiro risco: ser explícita com ela!!!!

    A partir daí....
      Virtude no meio?

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      #22

      lost_lightning

      • Visitante
      sei q n precisas de ler isto, mas.... subescrevo o q a x-trema disse...

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        #23

        Offline x-trema

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        • virtude no meio??? Get real.....
        Como estão as coisas desse lado do Atlântico?
          Virtude no meio?

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          #24

          Offline Patty

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          hm aproveitando o tópico em causa mas não deixando de fugir ao que nele é essencial referir, no vosso parecer, a partir de que idade já não se deveria considerar como sendo um abuso?

          Aê é que tá o problema..  :o creio que essa besteira de idade não significa problema algum!! visto que se as duas partes se gostam, porque não arriscar? no meu caso não é a idade que atrapalha, mas sim o grau de nosso relacionamento, ela infelizmente é a minha professora... :-[
            Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo!

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            #25

            Offline bluejazz

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            Bem, se só a tiveres este ano lectivo, acaba por ser uma questão de meses... :)
              "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

              Lesbianismo na escola
              #26

              Offline Patty

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              • Novo Membro
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              Como estão as coisas desse lado do Atlântico?


              Depende do que se pergunta... na verdade não depende não... anda muito mal, mesmo... a economia não esta nada bem, as pessoas pobres cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, muita, mas muita gente mesmo passando fome e outros tantos analfabetos!  Agora você deve tá se perguntando... "Porquê ela fica sentada em frente ao computador pensando em questões pessoais que poderiam ser resolvidas com um beijão?" :P
              E eu mesmo te respondo: "Porque o mundo é injusto e por mais que a gente tente nunca vamos conseguir igualar as classes sociais!"  :o

              Pronto... falei mermo!   :-X
                Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo!

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                #27

                Offline x-trema

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                • virtude no meio??? Get real.....
                Bem...

                Esta resposta....

                foi um tanto... off topic!!!

                Perguntei como iam as coisas, mas não om o Brasil!!!! Contigo!!!!! Claro!!!!!!!

                Bom... ficamos à espera da resposta!!
                  Virtude no meio?

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                  #28

                  Offline Patty

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                  • Novo Membro
                  • Género: Feminino
                  Sim amigos do ex-aequo, era tudo ilusão!  :o Pelo menos foi o que ela disse com palavras forçadas que quase não saíram de sua boca, a mesma boca que me deu desejo tempos atrás e que agora eu não quero ver tão cedo! Radical? Talvez, mas é natural vou demorar um pouco até me acostumar.
                  Creio que ela fez o mesmo que eu naquele dia no carro em frente a minha casa, coisa que não deveria ter feito. Olhei em seus olhos e vi claramente que não era aquilo que ela gostaria de dizer, mas assim como vocês (principalmente a "planta xerófila"  ;D ) ela deve ter pensado nas conseqüências que uma "paixão qualquer" acarretaria, no código penal, na sua reputação, na diferença de idade, no colégio enfim... Em tudo! Tudo o que eu não pensei, no que eu me esforçava, me recusava para não pensar. Isso pode ser mentira também, ela pode não sentir nada por mim ou talvez não seja a favor do homossexualismo e tantas outras opções! :-[ Mas prefiro acreditar que o nosso amor, que o meu amor foi como o de Romeu & Julieta uma ilusão que vivi, um sonho! Pois quem foi disse que a vida é bela e que nossos desejos sempre se realizam?  :-\

                  Obrigada pelo apoio gente!! :-*
                    Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo!

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                    #29

                    Offline Apenaseu

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                    • "A coragem forja-se na luta"
                    Olá Patty!
                    Penso q neste momento as coisa devem parecer-te bem difíceis mas ainda bem q tudo está esclarecido.
                    E se os nossos sonhos nem sempre se realizam, por vezes isso não é assim tão mau. Quem sabe por detrás dessa porta que se fechou não está uma janela linda à tua espera?
                    A vida é mesmo assim: um caminho às vezes mais bonito, outras mais duro, mas eu acredito q há uma razão para tudo. Esta história não deu certo, tu ainda és muito jovem... e logo, logo, vais conhecer alguém "especial". Talvez ainda sofrer algumas desilusões mas chegará um dia em q tu vais ser feliz, amar e ser amada. Foi assim comigo e acredito q vai ser assim contigo. Só tens de acreditar tb e enfrentar a vida.
                    Um beijinho muito grande! Força!!!
                     :-*

                      Lesbianismo na escola
                      #30

                      Offline Solitária

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                      • Membro Ultra
                      • Género: Feminino
                      Bem...que história!!!
                      Conseguiste realmente deixar-me a pensar...
                      Tenho pena que as coisas não tenham dado certo!
                      Acho que só te posso desejar o melhor...FORÇA muita mesmo!
                      Sê muito feliz! :-*

                        Lesbianismo na escola
                        #31

                        hal

                        • Visitante
                        Era giro agora saber como é que a história se desenvolveu entre a Patty e a professora. Espero que tenha tido um final feliz.  :)

                          Minha estória...
                          #32

                          Van~

                          • Visitante
                          Gostaria de esclarecer uma coisa aqui, antes de qualquer coisa, gostaria profundamente que escutassem a minha estória primeiro e depois tirem suas próprias conclusões e lógico, dêem suas opiniões a respeito. ;)

                          "Primeiro dia de aula em um colégio totalmente desconhecido. Não conhecia ninguém, não conhecia nada, nem mesmo me reconhecia naquele lugar barulhento e entediante. Primeira aula do primeiro dia: Matemática. Esperava alguém velho e rabugento, com óculos de grau e muito, mas muito ignorante. No lugar disso tudo ela aparentava ser uma mulher serena, com personalidade forte e com um sorriso muito bonito, devo confessar! Tentou dar sua aula calmamente, sem sucesso. Aquela turma barulhenta e mal educada não deixava sequer que ela pudesse dar um bom dia com naturalidade, aqueles egoístas só pensava neles próprios e em contar as novidades que ocorrera durante as férias. Resultado: Estresse. Muito estressada ela se revoltou e falou coisas que talvez não quisesse falar. Aquela mulher que entrou naquela sala com o objetivo de ser gentil acabou fazendo tudo errado e isso me assustou um pouco. A principio não consegui ver o que realmente se passava, como aluna pensei apenas nos egoístas que contava suas estórias mirabolantes. Decepção. Foi com essa expressão no rosto que ela saiu sem se despedir de ninguém naquele dia. Pensei: “Nossa! Esse colégio deve ser horrível! No primeiro dia de aula já é essa confusão...” As aulas que se seguiram não tiveram nada de anormais, tudo na mesma como em todo colégio em que freqüentei. Mas as próximas aulas daquela mulher foram um desastre pra mim! Não conseguia assimilar o conteúdo e ela o fazia com tanta rapidez que fiquei extremamente chateada com aquela situação. “Que mulher mais seca! Ela era tudo aquilo que eu pensava que ela fosse... Tirando sua idade ela era ignorante, incompreensiva e rabugenta.” Mas não podia continuar com aquela situação, realmente não podia assistir uma aula sem nada entender! Então certo dia, em um dos dias mais turbulentos que aquela sala já viu (ela tinha se alterado bastante naquele dia!), enquanto todos faziam suas tarefas, eu tentava fazer a minha também, mas quando abri aquele livro só encontrei cálculos, formulas e conceitos de assuntos que eu nem sabia que existia! fui até ela com muito medo, e receio de levar uma bronca daquelas! Quando estava bem próxima de sua mesa, pude perceber que sua expressão facial indicava cansaço, apesar de nova já devia ter sofrido muito na mão desses alunos egoístas. Cheguei em sua mesa, me ajoelhei ao seu lado e perguntei num tom fraco que deve ter saído parecido mais um gemido do que uma pergunta, pois ela não entendeu e pediu pra repetir. Gelei. É agora a maior bronca da minha vida. Esperei por um tempo. Explicou-me tudo sem reclamar nada, parecia a mulher que entrara no primeiro dia de aula sem nenhuma expressão de cansaço ou arrependimento. Como eu não entendi muito bem sua explicação perguntei por mais uma, duas, três vezes! Ela já começava a mostrar os 'primeiros sinais' de 'ira', quando pus meu braço sobre seu ombro, como um gesto ou uma tentativa de abraço, e falei baixinho como um sussurro: "Eu te entendo! Imagino o quanto chato deve ser a sua profissão, se quiser não precisa me explicar mais essa matéria enjoada”. Sem nada dizer, ela ficou a me olhar durante um tempo, NOS olhamos durante um tempo e pude perceber que atrás daquela mulher havia uma outra bem mais doce que essa que dava aula para aqueles meninos mimados de colégio particular. Ela sorriu. Um sorriso doce e angelical que nunca tinha percebido em sua boca, e como foi bom ver aquele sorriso! Senti uma coisa dentro de mim que só sentira quando beijei a minha namorada pela primeira vez. Ela baixou a cabeça e tornou a ensinar-me parte por parte, detalhe por detalhe, virgula por virgula. E assim entendi o tal conteúdo enigmático da matemática. Agradeci profundamente e quando estava me levantando pra voltar a minha carteira, ela me segurou pela mão e me falou baixinho: “Desculpe se demonstrei agressividade ou impaciência, mas é que é muito estressante realmente essa profissão!” Falou isso olhando diretamente em meus olhos, sorri. Falei que não tinha importância, que nem ligava e ela voltou a sorrir aquele sorriso angelical que a tornava ainda mais bela. Sentei em minha carteira e pude perceber que ela ainda me olhava e foi assim durante um longo tempo. Eu a contemplava dando aula e ela fazia o mesmo enquanto eu fazia minhas atividades. Certa vez, na hora do intervalo me encontrei com ela no corredor, conversamos sobre as atividades e marcamos para nos encontrarmos no dia seguinte embaixo de uma arvore num local onde quase ninguém freqüentava. Cheguei lá com meu livro e caderno e ela pode me explicar tudo direitinho, mas foi tão rápido que sobrou um tempo pra conversarmos. Ela me falou de sua profissão, de como era bem mais gratificante dar aulas em colégios públicos mas que infelizmente o salário de professor em colégios particulares é maior e ela tem uma mãe e um pai pra 'cuidar', já eu falei de minha vida em casa com minha mãe, meu irmão e meu tio. (tenho pais separados). Foi uma conversa rápida, mas ao mesmo tempo parece que ficamos séculos embaixo daquela árvore falando de nossas vidas. Quando 'tocou' pra subirmos para as salas fui deixar ela em sua classe e quando estava indo embora ela me segurou pela mão e me falou ao pé do ouvido: “Amanha estarei te esperando!” Entendi a mensagem e balancei a cabeça em sinal positivo. E foi assim durante duas semanas. Nos encontrávamos naquele local e conversávamos sobre o nosso dia, como um casal de namorados, mas sem beijo! vontade não faltava, mas nunca nos beijamos. Em um dia chuvoso, ao acabar a aula, nos encontramos por acaso no corredor da escola, nunca tínhamos nos encontrado no fim da aula, apenas no intervalo. E foi uma surpresa pra nós, pois naquele dia ela não compareceu no 'lugar marcado'. Eu não perguntei o porquê, fiquei com medo de receber uma resposta que não me agradasse. Estava com muito frio pois a farda do colégio foi feita justamente para não aquecer os alunos (moro numa cidade onde a temperatura media é de 30º e quando raramente chove faz muito frio.) Ela percebeu meu estado e sem que pedisse tirou seu jaleco, colocou-o sobre mim e depois me abraçou numa tentativa de me esquentar. Agradeci. Mas ela nada disse. Quando chegou ao estacionamento (que não é coberto) ela tirou um guarda-chuva da bolsa e me abraçou mais forte. Fomos até seu carro, tirei seu jaleco e disse que já estava indo embora, que meu ônibus logo passaria quando ela falou num tom calmo: "Vamos comigo! Eu te deixo em casa!" Pensei: "Oh! Ela falou mesmo isso?!? não estou acreditando!" mas falei uma coisa que não tinha nada a ver! "Não! Não precisa! Vou de ônibus mesmo!" E ela sempre mantendo seu tom calmo: "Eu não aceito um não como resposta..." Depois sorriu, abriu a porta do seu carro e jogou minha mochila dentro dele. Entrei. Como o dia estava chuvoso, os vidros estavam embaçados e ninguém pode perceber que eu estava no carro junto dela. É interessante meu relacionamento com ela, pois sempre temos assunto pra tudo! Parecemos duas velhas que faz 10 anos que não se vêem e passamos horas e horas conversando...  Engarrafamento no trânsito. Nenhum problema para nós, pois tínhamos todo o tempo do mundo! Quando o carro parava num sinal ou numa fileira de carros, pude perceber que ela me olhava, mas raramente olhava para ela enquanto ela me fitava. Aquilo tava me dando muita vontade de beija-la! Ela ali perto de mim, com uma diferença de distancia de apenas alguns centímetros! Não estávamos na escola, e ninguém poderia falar nada sobre nós se eu fizesse aquilo que eu já deveria ter feito há muito tempo. Mas me contive. Como fui tola em não deixar rolar aquilo que nós do ex-aequo achamos tão bonito, mas que muitos condenam, inclusive a igreja! (estudo num colégio religioso #) ) Quando felizmente ou infelizmente chegamos em minha casa, com o carro estacionado não muito longe, ficamos nos olhando por um tempo, nos desejando.. Senti meu coração bater mais forte e fiquei extasiada com uma mulher tão bela em minha frente esperando uma iniciativa da minha parte. Sem pensar muito na razão fui aproximando devagar meu rosto do seu, com uma louca vontade de beija-la e até mesmo transarmos ali naquele carro em frente a minha casa. Mas deixei que a 'razão' tomasse conta de mim e ao invés de beija-la loucamente, desci do carro sem dizer uma palavra e entrei em casa. Ela, óbvio, ficou sem entender nada! Na verdade nem eu mesmo entendi, só sei que passou muita coisa em minha cabeça, muitas delas pensamentos idiotas como: "E se minha mãe ou algum conhecido passa e nos vê?" depois, analisando com calma a situação pude perceber que tudo era besteira, que é melhor viver intensamente cada momento de nossas vidas do que deixar momentos tão especiais ir embora, passar despercebido. Ainda não falei com ela depois desse dia. :'( Teve feriado aqui por causa da semana santa e ainda não tive oportunidade de conversar melhor sobre esse assunto. Mas fiquem certos de uma coisa: isso não é uma paixão qualquer, é sério, pra mim é muito sério. E não é o 'gosto de proibido' que me faz gostar cada vez mais dessa mulher.  :-\

                          Pronto!  E desculpem se o fiz ler demais!  ::) mas é que vocês precisariam ler isso pra poder me ajudar! :-*

                          Desde já.... Thanks!!

                          Gostei!!  ;)

                            Minha estória...
                            #33

                            Offline jay~

                            • ****
                            • Membro Sénior
                            • Género: Feminino
                            • --perde-se com o medo de se perder--
                            Gostaria de esclarecer uma coisa aqui, antes de qualquer coisa, gostaria profundamente que escutassem a minha estória primeiro e depois tirem suas próprias conclusões e lógico, dêem suas opiniões a respeito. ;)

                            "Primeiro dia de aula em um colégio totalmente desconhecido. Não conhecia ninguém, não conhecia nada, nem mesmo me reconhecia naquele lugar barulhento e entediante. Primeira aula do primeiro dia: Matemática. Esperava alguém velho e rabugento, com óculos de grau e muito, mas muito ignorante. No lugar disso tudo ela aparentava ser uma mulher serena, com personalidade forte e com um sorriso muito bonito, devo confessar! Tentou dar sua aula calmamente, sem sucesso. Aquela turma barulhenta e mal educada não deixava sequer que ela pudesse dar um bom dia com naturalidade, aqueles egoístas só pensava neles próprios e em contar as novidades que ocorrera durante as férias. Resultado: Estresse. Muito estressada ela se revoltou e falou coisas que talvez não quisesse falar. Aquela mulher que entrou naquela sala com o objetivo de ser gentil acabou fazendo tudo errado e isso me assustou um pouco. A principio não consegui ver o que realmente se passava, como aluna pensei apenas nos egoístas que contava suas estórias mirabolantes. Decepção. Foi com essa expressão no rosto que ela saiu sem se despedir de ninguém naquele dia. Pensei: “Nossa! Esse colégio deve ser horrível! No primeiro dia de aula já é essa confusão...” As aulas que se seguiram não tiveram nada de anormais, tudo na mesma como em todo colégio em que freqüentei. Mas as próximas aulas daquela mulher foram um desastre pra mim! Não conseguia assimilar o conteúdo e ela o fazia com tanta rapidez que fiquei extremamente chateada com aquela situação. “Que mulher mais seca! Ela era tudo aquilo que eu pensava que ela fosse... Tirando sua idade ela era ignorante, incompreensiva e rabugenta.” Mas não podia continuar com aquela situação, realmente não podia assistir uma aula sem nada entender! Então certo dia, em um dos dias mais turbulentos que aquela sala já viu (ela tinha se alterado bastante naquele dia!), enquanto todos faziam suas tarefas, eu tentava fazer a minha também, mas quando abri aquele livro só encontrei cálculos, formulas e conceitos de assuntos que eu nem sabia que existia! fui até ela com muito medo, e receio de levar uma bronca daquelas! Quando estava bem próxima de sua mesa, pude perceber que sua expressão facial indicava cansaço, apesar de nova já devia ter sofrido muito na mão desses alunos egoístas. Cheguei em sua mesa, me ajoelhei ao seu lado e perguntei num tom fraco que deve ter saído parecido mais um gemido do que uma pergunta, pois ela não entendeu e pediu pra repetir. Gelei. É agora a maior bronca da minha vida. Esperei por um tempo. Explicou-me tudo sem reclamar nada, parecia a mulher que entrara no primeiro dia de aula sem nenhuma expressão de cansaço ou arrependimento. Como eu não entendi muito bem sua explicação perguntei por mais uma, duas, três vezes! Ela já começava a mostrar os 'primeiros sinais' de 'ira', quando pus meu braço sobre seu ombro, como um gesto ou uma tentativa de abraço, e falei baixinho como um sussurro: "Eu te entendo! Imagino o quanto chato deve ser a sua profissão, se quiser não precisa me explicar mais essa matéria enjoada”. Sem nada dizer, ela ficou a me olhar durante um tempo, NOS olhamos durante um tempo e pude perceber que atrás daquela mulher havia uma outra bem mais doce que essa que dava aula para aqueles meninos mimados de colégio particular. Ela sorriu. Um sorriso doce e angelical que nunca tinha percebido em sua boca, e como foi bom ver aquele sorriso! Senti uma coisa dentro de mim que só sentira quando beijei a minha namorada pela primeira vez. Ela baixou a cabeça e tornou a ensinar-me parte por parte, detalhe por detalhe, virgula por virgula. E assim entendi o tal conteúdo enigmático da matemática. Agradeci profundamente e quando estava me levantando pra voltar a minha carteira, ela me segurou pela mão e me falou baixinho: “Desculpe se demonstrei agressividade ou impaciência, mas é que é muito estressante realmente essa profissão!” Falou isso olhando diretamente em meus olhos, sorri. Falei que não tinha importância, que nem ligava e ela voltou a sorrir aquele sorriso angelical que a tornava ainda mais bela. Sentei em minha carteira e pude perceber que ela ainda me olhava e foi assim durante um longo tempo. Eu a contemplava dando aula e ela fazia o mesmo enquanto eu fazia minhas atividades. Certa vez, na hora do intervalo me encontrei com ela no corredor, conversamos sobre as atividades e marcamos para nos encontrarmos no dia seguinte embaixo de uma arvore num local onde quase ninguém freqüentava. Cheguei lá com meu livro e caderno e ela pode me explicar tudo direitinho, mas foi tão rápido que sobrou um tempo pra conversarmos. Ela me falou de sua profissão, de como era bem mais gratificante dar aulas em colégios públicos mas que infelizmente o salário de professor em colégios particulares é maior e ela tem uma mãe e um pai pra 'cuidar', já eu falei de minha vida em casa com minha mãe, meu irmão e meu tio. (tenho pais separados). Foi uma conversa rápida, mas ao mesmo tempo parece que ficamos séculos embaixo daquela árvore falando de nossas vidas. Quando 'tocou' pra subirmos para as salas fui deixar ela em sua classe e quando estava indo embora ela me segurou pela mão e me falou ao pé do ouvido: “Amanha estarei te esperando!” Entendi a mensagem e balancei a cabeça em sinal positivo. E foi assim durante duas semanas. Nos encontrávamos naquele local e conversávamos sobre o nosso dia, como um casal de namorados, mas sem beijo! vontade não faltava, mas nunca nos beijamos. Em um dia chuvoso, ao acabar a aula, nos encontramos por acaso no corredor da escola, nunca tínhamos nos encontrado no fim da aula, apenas no intervalo. E foi uma surpresa pra nós, pois naquele dia ela não compareceu no 'lugar marcado'. Eu não perguntei o porquê, fiquei com medo de receber uma resposta que não me agradasse. Estava com muito frio pois a farda do colégio foi feita justamente para não aquecer os alunos (moro numa cidade onde a temperatura media é de 30º e quando raramente chove faz muito frio.) Ela percebeu meu estado e sem que pedisse tirou seu jaleco, colocou-o sobre mim e depois me abraçou numa tentativa de me esquentar. Agradeci. Mas ela nada disse. Quando chegou ao estacionamento (que não é coberto) ela tirou um guarda-chuva da bolsa e me abraçou mais forte. Fomos até seu carro, tirei seu jaleco e disse que já estava indo embora, que meu ônibus logo passaria quando ela falou num tom calmo: "Vamos comigo! Eu te deixo em casa!" Pensei: "Oh! Ela falou mesmo isso?!? não estou acreditando!" mas falei uma coisa que não tinha nada a ver! "Não! Não precisa! Vou de ônibus mesmo!" E ela sempre mantendo seu tom calmo: "Eu não aceito um não como resposta..." Depois sorriu, abriu a porta do seu carro e jogou minha mochila dentro dele. Entrei. Como o dia estava chuvoso, os vidros estavam embaçados e ninguém pode perceber que eu estava no carro junto dela. É interessante meu relacionamento com ela, pois sempre temos assunto pra tudo! Parecemos duas velhas que faz 10 anos que não se vêem e passamos horas e horas conversando...  Engarrafamento no trânsito. Nenhum problema para nós, pois tínhamos todo o tempo do mundo! Quando o carro parava num sinal ou numa fileira de carros, pude perceber que ela me olhava, mas raramente olhava para ela enquanto ela me fitava. Aquilo tava me dando muita vontade de beija-la! Ela ali perto de mim, com uma diferença de distancia de apenas alguns centímetros! Não estávamos na escola, e ninguém poderia falar nada sobre nós se eu fizesse aquilo que eu já deveria ter feito há muito tempo. Mas me contive. Como fui tola em não deixar rolar aquilo que nós do ex-aequo achamos tão bonito, mas que muitos condenam, inclusive a igreja! (estudo num colégio religioso #) ) Quando felizmente ou infelizmente chegamos em minha casa, com o carro estacionado não muito longe, ficamos nos olhando por um tempo, nos desejando.. Senti meu coração bater mais forte e fiquei extasiada com uma mulher tão bela em minha frente esperando uma iniciativa da minha parte. Sem pensar muito na razão fui aproximando devagar meu rosto do seu, com uma louca vontade de beija-la e até mesmo transarmos ali naquele carro em frente a minha casa. Mas deixei que a 'razão' tomasse conta de mim e ao invés de beija-la loucamente, desci do carro sem dizer uma palavra e entrei em casa. Ela, óbvio, ficou sem entender nada! Na verdade nem eu mesmo entendi, só sei que passou muita coisa em minha cabeça, muitas delas pensamentos idiotas como: "E se minha mãe ou algum conhecido passa e nos vê?" depois, analisando com calma a situação pude perceber que tudo era besteira, que é melhor viver intensamente cada momento de nossas vidas do que deixar momentos tão especiais ir embora, passar despercebido. Ainda não falei com ela depois desse dia. :'( Teve feriado aqui por causa da semana santa e ainda não tive oportunidade de conversar melhor sobre esse assunto. Mas fiquem certos de uma coisa: isso não é uma paixão qualquer, é sério, pra mim é muito sério. E não é o 'gosto de proibido' que me faz gostar cada vez mais dessa mulher.  :-\

                            Pronto!  E desculpem se o fiz ler demais!  ::) mas é que vocês precisariam ler isso pra poder me ajudar! :-*

                            Desde já.... Thanks!!

                            Gostei!!  ;)

                            Também eu ;)
                              "Querer é dar mais um passo
                              Sem temer o fracasso
                              E por fim me entregar
                              Sinto uma calma estranha
                              Que em mim se entranha
                              E deixa descansar" Balla

                              Lesbianismo na escola
                              #34

                              Offline Tim

                              • *
                              • Novo Membro
                              • Género: Masculino
                              Fica com a professora Patty!!!

                                "Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la." Cícero

                                Lesbianismo na escola
                                #35

                                Offline Yawp

                                • *****
                                • Membro Ultra
                                • Género: Outro
                                Gostei imenso da tua história!
                                De qualquer modo lembra-te : atrás de uma montanha está sempre outra...
                                Boa Sorte e Felicidades!
                                  "For those of you who don´t know, a YAWP is a loud cry or yell." in Dead Poets Society.

                                  Minha estória...
                                  #36

                                  lilás

                                  • Visitante
                                  Gostaria de esclarecer uma coisa aqui, antes de qualquer coisa, gostaria profundamente que escutassem a minha estória primeiro e depois tirem suas próprias conclusões e lógico, dêem suas opiniões a respeito. ;)

                                  "Primeiro dia de aula em um colégio totalmente desconhecido. Não conhecia ninguém, não conhecia nada, nem mesmo me reconhecia naquele lugar barulhento e entediante. Primeira aula do primeiro dia: Matemática. Esperava alguém velho e rabugento, com óculos de grau e muito, mas muito ignorante. No lugar disso tudo ela aparentava ser uma mulher serena, com personalidade forte e com um sorriso muito bonito, devo confessar! Tentou dar sua aula calmamente, sem sucesso. Aquela turma barulhenta e mal educada não deixava sequer que ela pudesse dar um bom dia com naturalidade, aqueles egoístas só pensava neles próprios e em contar as novidades que ocorrera durante as férias. Resultado: Estresse. Muito estressada ela se revoltou e falou coisas que talvez não quisesse falar. Aquela mulher que entrou naquela sala com o objetivo de ser gentil acabou fazendo tudo errado e isso me assustou um pouco. A principio não consegui ver o que realmente se passava, como aluna pensei apenas nos egoístas que contava suas estórias mirabolantes. Decepção. Foi com essa expressão no rosto que ela saiu sem se despedir de ninguém naquele dia. Pensei: “Nossa! Esse colégio deve ser horrível! No primeiro dia de aula já é essa confusão...” As aulas que se seguiram não tiveram nada de anormais, tudo na mesma como em todo colégio em que freqüentei. Mas as próximas aulas daquela mulher foram um desastre pra mim! Não conseguia assimilar o conteúdo e ela o fazia com tanta rapidez que fiquei extremamente chateada com aquela situação. “Que mulher mais seca! Ela era tudo aquilo que eu pensava que ela fosse... Tirando sua idade ela era ignorante, incompreensiva e rabugenta.” Mas não podia continuar com aquela situação, realmente não podia assistir uma aula sem nada entender! Então certo dia, em um dos dias mais turbulentos que aquela sala já viu (ela tinha se alterado bastante naquele dia!), enquanto todos faziam suas tarefas, eu tentava fazer a minha também, mas quando abri aquele livro só encontrei cálculos, formulas e conceitos de assuntos que eu nem sabia que existia! fui até ela com muito medo, e receio de levar uma bronca daquelas! Quando estava bem próxima de sua mesa, pude perceber que sua expressão facial indicava cansaço, apesar de nova já devia ter sofrido muito na mão desses alunos egoístas. Cheguei em sua mesa, me ajoelhei ao seu lado e perguntei num tom fraco que deve ter saído parecido mais um gemido do que uma pergunta, pois ela não entendeu e pediu pra repetir. Gelei. É agora a maior bronca da minha vida. Esperei por um tempo. Explicou-me tudo sem reclamar nada, parecia a mulher que entrara no primeiro dia de aula sem nenhuma expressão de cansaço ou arrependimento. Como eu não entendi muito bem sua explicação perguntei por mais uma, duas, três vezes! Ela já começava a mostrar os 'primeiros sinais' de 'ira', quando pus meu braço sobre seu ombro, como um gesto ou uma tentativa de abraço, e falei baixinho como um sussurro: "Eu te entendo! Imagino o quanto chato deve ser a sua profissão, se quiser não precisa me explicar mais essa matéria enjoada”. Sem nada dizer, ela ficou a me olhar durante um tempo, NOS olhamos durante um tempo e pude perceber que atrás daquela mulher havia uma outra bem mais doce que essa que dava aula para aqueles meninos mimados de colégio particular. Ela sorriu. Um sorriso doce e angelical que nunca tinha percebido em sua boca, e como foi bom ver aquele sorriso! Senti uma coisa dentro de mim que só sentira quando beijei a minha namorada pela primeira vez. Ela baixou a cabeça e tornou a ensinar-me parte por parte, detalhe por detalhe, virgula por virgula. E assim entendi o tal conteúdo enigmático da matemática. Agradeci profundamente e quando estava me levantando pra voltar a minha carteira, ela me segurou pela mão e me falou baixinho: “Desculpe se demonstrei agressividade ou impaciência, mas é que é muito estressante realmente essa profissão!” Falou isso olhando diretamente em meus olhos, sorri. Falei que não tinha importância, que nem ligava e ela voltou a sorrir aquele sorriso angelical que a tornava ainda mais bela. Sentei em minha carteira e pude perceber que ela ainda me olhava e foi assim durante um longo tempo. Eu a contemplava dando aula e ela fazia o mesmo enquanto eu fazia minhas atividades. Certa vez, na hora do intervalo me encontrei com ela no corredor, conversamos sobre as atividades e marcamos para nos encontrarmos no dia seguinte embaixo de uma arvore num local onde quase ninguém freqüentava. Cheguei lá com meu livro e caderno e ela pode me explicar tudo direitinho, mas foi tão rápido que sobrou um tempo pra conversarmos. Ela me falou de sua profissão, de como era bem mais gratificante dar aulas em colégios públicos mas que infelizmente o salário de professor em colégios particulares é maior e ela tem uma mãe e um pai pra 'cuidar', já eu falei de minha vida em casa com minha mãe, meu irmão e meu tio. (tenho pais separados). Foi uma conversa rápida, mas ao mesmo tempo parece que ficamos séculos embaixo daquela árvore falando de nossas vidas. Quando 'tocou' pra subirmos para as salas fui deixar ela em sua classe e quando estava indo embora ela me segurou pela mão e me falou ao pé do ouvido: “Amanha estarei te esperando!” Entendi a mensagem e balancei a cabeça em sinal positivo. E foi assim durante duas semanas. Nos encontrávamos naquele local e conversávamos sobre o nosso dia, como um casal de namorados, mas sem beijo! vontade não faltava, mas nunca nos beijamos. Em um dia chuvoso, ao acabar a aula, nos encontramos por acaso no corredor da escola, nunca tínhamos nos encontrado no fim da aula, apenas no intervalo. E foi uma surpresa pra nós, pois naquele dia ela não compareceu no 'lugar marcado'. Eu não perguntei o porquê, fiquei com medo de receber uma resposta que não me agradasse. Estava com muito frio pois a farda do colégio foi feita justamente para não aquecer os alunos (moro numa cidade onde a temperatura media é de 30º e quando raramente chove faz muito frio.) Ela percebeu meu estado e sem que pedisse tirou seu jaleco, colocou-o sobre mim e depois me abraçou numa tentativa de me esquentar. Agradeci. Mas ela nada disse. Quando chegou ao estacionamento (que não é coberto) ela tirou um guarda-chuva da bolsa e me abraçou mais forte. Fomos até seu carro, tirei seu jaleco e disse que já estava indo embora, que meu ônibus logo passaria quando ela falou num tom calmo: "Vamos comigo! Eu te deixo em casa!" Pensei: "Oh! Ela falou mesmo isso?!? não estou acreditando!" mas falei uma coisa que não tinha nada a ver! "Não! Não precisa! Vou de ônibus mesmo!" E ela sempre mantendo seu tom calmo: "Eu não aceito um não como resposta..." Depois sorriu, abriu a porta do seu carro e jogou minha mochila dentro dele. Entrei. Como o dia estava chuvoso, os vidros estavam embaçados e ninguém pode perceber que eu estava no carro junto dela. É interessante meu relacionamento com ela, pois sempre temos assunto pra tudo! Parecemos duas velhas que faz 10 anos que não se vêem e passamos horas e horas conversando...  Engarrafamento no trânsito. Nenhum problema para nós, pois tínhamos todo o tempo do mundo! Quando o carro parava num sinal ou numa fileira de carros, pude perceber que ela me olhava, mas raramente olhava para ela enquanto ela me fitava. Aquilo tava me dando muita vontade de beija-la! Ela ali perto de mim, com uma diferença de distancia de apenas alguns centímetros! Não estávamos na escola, e ninguém poderia falar nada sobre nós se eu fizesse aquilo que eu já deveria ter feito há muito tempo. Mas me contive. Como fui tola em não deixar rolar aquilo que nós do ex-aequo achamos tão bonito, mas que muitos condenam, inclusive a igreja! (estudo num colégio religioso #) ) Quando felizmente ou infelizmente chegamos em minha casa, com o carro estacionado não muito longe, ficamos nos olhando por um tempo, nos desejando.. Senti meu coração bater mais forte e fiquei extasiada com uma mulher tão bela em minha frente esperando uma iniciativa da minha parte. Sem pensar muito na razão fui aproximando devagar meu rosto do seu, com uma louca vontade de beija-la e até mesmo transarmos ali naquele carro em frente a minha casa. Mas deixei que a 'razão' tomasse conta de mim e ao invés de beija-la loucamente, desci do carro sem dizer uma palavra e entrei em casa. Ela, óbvio, ficou sem entender nada! Na verdade nem eu mesmo entendi, só sei que passou muita coisa em minha cabeça, muitas delas pensamentos idiotas como: "E se minha mãe ou algum conhecido passa e nos vê?" depois, analisando com calma a situação pude perceber que tudo era besteira, que é melhor viver intensamente cada momento de nossas vidas do que deixar momentos tão especiais ir embora, passar despercebido. Ainda não falei com ela depois desse dia. :'( Teve feriado aqui por causa da semana santa e ainda não tive oportunidade de conversar melhor sobre esse assunto. Mas fiquem certos de uma coisa: isso não é uma paixão qualquer, é sério, pra mim é muito sério. E não é o 'gosto de proibido' que me faz gostar cada vez mais dessa mulher.  :-\

                                  Pronto!  E desculpem se o fiz ler demais!  ::) mas é que vocês precisariam ler isso pra poder me ajudar! :-*

                                  Desde já.... Thanks!!

                                  bem ao estilo de Loving Annabelle  ::) ::) ::)
                                  mas gostei, gostei muito..
                                  e sinceramente, acho que deverias avançar patty...a vida sao 2 dias!  ;D ::)

                                    Minha estória...
                                    #37

                                    hecate

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                                    Gostaria de esclarecer uma coisa aqui, antes de qualquer coisa, gostaria profundamente que escutassem a minha estória primeiro e depois tirem suas próprias conclusões e lógico, dêem suas opiniões a respeito. ;)

                                    "Primeiro dia de aula em um colégio totalmente desconhecido. Não conhecia ninguém, não conhecia nada, nem mesmo me reconhecia naquele lugar barulhento e entediante. Primeira aula do primeiro dia: Matemática. Esperava alguém velho e rabugento, com óculos de grau e muito, mas muito ignorante. No lugar disso tudo ela aparentava ser uma mulher serena, com personalidade forte e com um sorriso muito bonito, devo confessar! Tentou dar sua aula calmamente, sem sucesso. Aquela turma barulhenta e mal educada não deixava sequer que ela pudesse dar um bom dia com naturalidade, aqueles egoístas só pensava neles próprios e em contar as novidades que ocorrera durante as férias. Resultado: Estresse. Muito estressada ela se revoltou e falou coisas que talvez não quisesse falar. Aquela mulher que entrou naquela sala com o objetivo de ser gentil acabou fazendo tudo errado e isso me assustou um pouco. A principio não consegui ver o que realmente se passava, como aluna pensei apenas nos egoístas que contava suas estórias mirabolantes. Decepção. Foi com essa expressão no rosto que ela saiu sem se despedir de ninguém naquele dia. Pensei: “Nossa! Esse colégio deve ser horrível! No primeiro dia de aula já é essa confusão...” As aulas que se seguiram não tiveram nada de anormais, tudo na mesma como em todo colégio em que freqüentei. Mas as próximas aulas daquela mulher foram um desastre pra mim! Não conseguia assimilar o conteúdo e ela o fazia com tanta rapidez que fiquei extremamente chateada com aquela situação. “Que mulher mais seca! Ela era tudo aquilo que eu pensava que ela fosse... Tirando sua idade ela era ignorante, incompreensiva e rabugenta.” Mas não podia continuar com aquela situação, realmente não podia assistir uma aula sem nada entender! Então certo dia, em um dos dias mais turbulentos que aquela sala já viu (ela tinha se alterado bastante naquele dia!), enquanto todos faziam suas tarefas, eu tentava fazer a minha também, mas quando abri aquele livro só encontrei cálculos, formulas e conceitos de assuntos que eu nem sabia que existia! fui até ela com muito medo, e receio de levar uma bronca daquelas! Quando estava bem próxima de sua mesa, pude perceber que sua expressão facial indicava cansaço, apesar de nova já devia ter sofrido muito na mão desses alunos egoístas. Cheguei em sua mesa, me ajoelhei ao seu lado e perguntei num tom fraco que deve ter saído parecido mais um gemido do que uma pergunta, pois ela não entendeu e pediu pra repetir. Gelei. É agora a maior bronca da minha vida. Esperei por um tempo. Explicou-me tudo sem reclamar nada, parecia a mulher que entrara no primeiro dia de aula sem nenhuma expressão de cansaço ou arrependimento. Como eu não entendi muito bem sua explicação perguntei por mais uma, duas, três vezes! Ela já começava a mostrar os 'primeiros sinais' de 'ira', quando pus meu braço sobre seu ombro, como um gesto ou uma tentativa de abraço, e falei baixinho como um sussurro: "Eu te entendo! Imagino o quanto chato deve ser a sua profissão, se quiser não precisa me explicar mais essa matéria enjoada”. Sem nada dizer, ela ficou a me olhar durante um tempo, NOS olhamos durante um tempo e pude perceber que atrás daquela mulher havia uma outra bem mais doce que essa que dava aula para aqueles meninos mimados de colégio particular. Ela sorriu. Um sorriso doce e angelical que nunca tinha percebido em sua boca, e como foi bom ver aquele sorriso! Senti uma coisa dentro de mim que só sentira quando beijei a minha namorada pela primeira vez. Ela baixou a cabeça e tornou a ensinar-me parte por parte, detalhe por detalhe, virgula por virgula. E assim entendi o tal conteúdo enigmático da matemática. Agradeci profundamente e quando estava me levantando pra voltar a minha carteira, ela me segurou pela mão e me falou baixinho: “Desculpe se demonstrei agressividade ou impaciência, mas é que é muito estressante realmente essa profissão!” Falou isso olhando diretamente em meus olhos, sorri. Falei que não tinha importância, que nem ligava e ela voltou a sorrir aquele sorriso angelical que a tornava ainda mais bela. Sentei em minha carteira e pude perceber que ela ainda me olhava e foi assim durante um longo tempo. Eu a contemplava dando aula e ela fazia o mesmo enquanto eu fazia minhas atividades. Certa vez, na hora do intervalo me encontrei com ela no corredor, conversamos sobre as atividades e marcamos para nos encontrarmos no dia seguinte embaixo de uma arvore num local onde quase ninguém freqüentava. Cheguei lá com meu livro e caderno e ela pode me explicar tudo direitinho, mas foi tão rápido que sobrou um tempo pra conversarmos. Ela me falou de sua profissão, de como era bem mais gratificante dar aulas em colégios públicos mas que infelizmente o salário de professor em colégios particulares é maior e ela tem uma mãe e um pai pra 'cuidar', já eu falei de minha vida em casa com minha mãe, meu irmão e meu tio. (tenho pais separados). Foi uma conversa rápida, mas ao mesmo tempo parece que ficamos séculos embaixo daquela árvore falando de nossas vidas. Quando 'tocou' pra subirmos para as salas fui deixar ela em sua classe e quando estava indo embora ela me segurou pela mão e me falou ao pé do ouvido: “Amanha estarei te esperando!” Entendi a mensagem e balancei a cabeça em sinal positivo. E foi assim durante duas semanas. Nos encontrávamos naquele local e conversávamos sobre o nosso dia, como um casal de namorados, mas sem beijo! vontade não faltava, mas nunca nos beijamos. Em um dia chuvoso, ao acabar a aula, nos encontramos por acaso no corredor da escola, nunca tínhamos nos encontrado no fim da aula, apenas no intervalo. E foi uma surpresa pra nós, pois naquele dia ela não compareceu no 'lugar marcado'. Eu não perguntei o porquê, fiquei com medo de receber uma resposta que não me agradasse. Estava com muito frio pois a farda do colégio foi feita justamente para não aquecer os alunos (moro numa cidade onde a temperatura media é de 30º e quando raramente chove faz muito frio.) Ela percebeu meu estado e sem que pedisse tirou seu jaleco, colocou-o sobre mim e depois me abraçou numa tentativa de me esquentar. Agradeci. Mas ela nada disse. Quando chegou ao estacionamento (que não é coberto) ela tirou um guarda-chuva da bolsa e me abraçou mais forte. Fomos até seu carro, tirei seu jaleco e disse que já estava indo embora, que meu ônibus logo passaria quando ela falou num tom calmo: "Vamos comigo! Eu te deixo em casa!" Pensei: "Oh! Ela falou mesmo isso?!? não estou acreditando!" mas falei uma coisa que não tinha nada a ver! "Não! Não precisa! Vou de ônibus mesmo!" E ela sempre mantendo seu tom calmo: "Eu não aceito um não como resposta..." Depois sorriu, abriu a porta do seu carro e jogou minha mochila dentro dele. Entrei. Como o dia estava chuvoso, os vidros estavam embaçados e ninguém pode perceber que eu estava no carro junto dela. É interessante meu relacionamento com ela, pois sempre temos assunto pra tudo! Parecemos duas velhas que faz 10 anos que não se vêem e passamos horas e horas conversando...  Engarrafamento no trânsito. Nenhum problema para nós, pois tínhamos todo o tempo do mundo! Quando o carro parava num sinal ou numa fileira de carros, pude perceber que ela me olhava, mas raramente olhava para ela enquanto ela me fitava. Aquilo tava me dando muita vontade de beija-la! Ela ali perto de mim, com uma diferença de distancia de apenas alguns centímetros! Não estávamos na escola, e ninguém poderia falar nada sobre nós se eu fizesse aquilo que eu já deveria ter feito há muito tempo. Mas me contive. Como fui tola em não deixar rolar aquilo que nós do ex-aequo achamos tão bonito, mas que muitos condenam, inclusive a igreja! (estudo num colégio religioso #) ) Quando felizmente ou infelizmente chegamos em minha casa, com o carro estacionado não muito longe, ficamos nos olhando por um tempo, nos desejando.. Senti meu coração bater mais forte e fiquei extasiada com uma mulher tão bela em minha frente esperando uma iniciativa da minha parte. Sem pensar muito na razão fui aproximando devagar meu rosto do seu, com uma louca vontade de beija-la e até mesmo transarmos ali naquele carro em frente a minha casa. Mas deixei que a 'razão' tomasse conta de mim e ao invés de beija-la loucamente, desci do carro sem dizer uma palavra e entrei em casa. Ela, óbvio, ficou sem entender nada! Na verdade nem eu mesmo entendi, só sei que passou muita coisa em minha cabeça, muitas delas pensamentos idiotas como: "E se minha mãe ou algum conhecido passa e nos vê?" depois, analisando com calma a situação pude perceber que tudo era besteira, que é melhor viver intensamente cada momento de nossas vidas do que deixar momentos tão especiais ir embora, passar despercebido. Ainda não falei com ela depois desse dia. :'( Teve feriado aqui por causa da semana santa e ainda não tive oportunidade de conversar melhor sobre esse assunto. Mas fiquem certos de uma coisa: isso não é uma paixão qualquer, é sério, pra mim é muito sério. E não é o 'gosto de proibido' que me faz gostar cada vez mais dessa mulher.  :-\

                                    Pronto!  E desculpem se o fiz ler demais!  ::) mas é que vocês precisariam ler isso pra poder me ajudar! :-*

                                    Desde já.... Thanks!!

                                    bem ao estilo de Loving Annabelle  ::) ::) ::)
                                    mas gostei, gostei muito..
                                    e sinceramente, acho que deverias avançar patty...a vida sao 2 dias!  ;D ::)

                                    Também me recordou o Loving Annabelle, dos meus filmes preferidos...
                                    O amor não reconhece barreiras! E que o verdadeiro amor vença sempre!!! [smiley=sim.gif]

                                       

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                                      Última mensagem 6 de Fevereiro de 2018
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                                      Última mensagem 19 de Março de 2018
                                      por Atomic