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Olá Visitante20.ago.2019, 04:16:18

Autor Tópico: Grandes Portuenses  (Lida 10975 vezes)

 
Grandes Portuenses
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Offline Scorpio_Angel

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Tópico para debatermos as grandes personalidades portuenses ao longo da história.  :)
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    "People should be allowed to fall in love with whoever they want. I mean, otherwise what's the point of living?..." - O&A

    "A vontade, se não quer, não cede; é como a chama ardente, que se eleva com mais força quanto mais se tenta abafá-la." - Dante Alighieri

    Grandes Portuenses
    #1

    Offline Scorpio_Angel

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    Eça de Queiroz
    (Eça de Queirós)


    Nascimento - 25 de Novembro de 1845 em Póvoa de Varzim (Porto)
    Falecimento - 16 de Agosto de 1900
    Ocupação - Romancista, contista




    Estátua de Eça de Queirós na Praça do Almada na Póvoa de Varzim.


    Biografia

    José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de Novembro de 1845 numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro administrativo da cidade; foi baptizado na Igreja Matriz de Vila do Conde. Filho de José Maria Teixeira de Queirós e de Carolina Augusta Pereira d'Eça.

    Com 16 anos foi para Coimbra estudar Direito, tendo aí sido amigo de Antero de Quental. Seus primeiros trabalhos, publicados como um folhetão na revista "Gazeta de Portugal", apareceram como colecção, publicada depois da sua morte sob o título Prosas Bárbaras. Em 1869 e 1870, Eça de Queirós viajou ao Egipto e visitou o canal do Suez que estava sendo construído, o que inspirou diversos de seus trabalhos, o mais notável dos quais o Mistério da estrada de Sintra, de 1870, e A relíquia, apenas publicado em 1887. Em 1871 foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino.

    Quando foi despachado mais tarde para Leiria para trabalhar como um administrador municipal, escreveu sua primeira novela realista da vida portuguesa, O Crime do Padre Amaro, que apareceu em 1875. Suas obras mais conhecidas, Os Maias e O Mandarim, foram escritas em Bristol e Paris respectivamente. Seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do séc XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem.

    Morreu em 1900 em Paris. Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente 20 línguas.

    Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra.


    Cronologia Sumária

    - 1845: Em 25 de Novembro, nasce na Póvoa do Varzim José Maria Eça de Queirós.
    - 1855: Entra como aluno interno no Colégio da Lapa, no Porto.
    - 1861: Matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
    - 1864: Conhece Teófilo Braga.
    - 1865:  Representa no Teatro Académico e conhece Antero de Quental.
    - 1866: Forma-se em Direito. Instala-se em Lisboa. Parte para Évora, onde funda e dirige o jornal Distrito de Évora.
    - 1867: Sai o primeiro número do jornal. Estreia-se no foro. Regressa a Lisboa.
    - 1869: Assiste à inauguração do Canal de Suez.
    - 1870: O Mistério da Estrada de Sintra (com Ramalho Ortigão). Presta provas para cônsul de 1ª classe, fica em 1º lugar.
    - 1871: Conferências do Casino Lisbonense.
    - 1872: Cônsul em Havana.
    - 1873: Visita os Estados Unidos em missão do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
    - 1874: É transferido para Newcastle.
    - 1876: O Crime do Padre Amaro.
    - 1878: O Primo Basílio. Escreve A Capital.
    - 1878: Ocupa o consulado de Bristol.
    - 1879: Escreve, em França, O Conde de Abranhos.
    - 1880: O Mandarim.
    - 1883: É eleito sócio correspondente da Academia Real das Ciências.
    - 1885: Visita em Paris Émile Zola.
    - 1886: Casa com Emília de Castro Pamplona.
    - 1887: A Relíquia.
    - 1888: Cônsul em Paris. Os Maias.
    - 1889: Assiste ao primeiro jantar dos "Vencidos da Vida".
    - 1900: A Correspondência de Fradique Mendes. A Ilustre Casa de Ramires. Em 16 de Agosto morre em Paris.


    Obras

        * O mistério da estrada de Sintra (1870)
        * O Crime do Padre Amaro (1875)
        * O primo Basílio (1878)
        * O mandarim (1880)
        * A relíquia (1887)
        * Os Maias (1888)
        * Uma campanha alegre (1890-91)
        * Correspondência de Fradique Mendes (1900)
        * A Ilustre Casa de Ramires (1900)
        * A cidade e as serras (1901, Póstumo)
        * Contos (1902, Póstumo)
              o A Aia, *O tesouro ...
        * Prosas bárbaras (1903, Póstumo)
        * Cartas de Inglaterra (1905, Póstumo)
        * Ecos de Paris (1905, Póstumo)
        * Cartas familiares e bilhetes de Paris (1907, Póstumo)
        * Notas contemporâneas (1909, Póstumo)
        * Últimas páginas(1912, Póstumo)
        * A capital (1925, Póstumo)
        * O conde d'Abranhos (1925, Póstumo)
        * Alves & Companhia (1925, Póstumo)
        * Correspondência (1925, Póstumo)
        * O Egipto (1926, Póstumo)
        * Cartas inéditas de Fradique Mendes (1929, Póstumo)
        * Páginas esquecidas (1929, Póstumo)
        * Eça de Queirós entre os seus - Cartas íntimas (1949, Póstumo)
        * A tragédia da rua das flores
        * As minas de Salomão
        * Adão e Eva no paraíso


    Fontes:
    Wikipedia
    Website da Fundação Eça de Queiroz
    Obras de Eça de Queiroz no Projecto Gutenberg
      ~ Journey Towards Angel Wings ~

      "People should be allowed to fall in love with whoever they want. I mean, otherwise what's the point of living?..." - O&A

      "A vontade, se não quer, não cede; é como a chama ardente, que se eleva com mais força quanto mais se tenta abafá-la." - Dante Alighieri

      Grandes Portuenses
      #2

      Offline Nanashi

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      Eça de Queirós eu tenho um texto d`ele no meu blog [smiley=sim.gif] :)
        There`s another world inside of me that you may never see
        There are secrets in this life that i can`t hide.
        Somewhere in this darkness`there`s a life that i can`t find!

        Grandes Portuenses
        #3

        monalisa

        • Visitante
         bibliografia retirada do site http://www.instituto-camoes.pt/revista/bibliografia.htm

        Bibliografia de Almeida Garret

        Nascido no Porto, a 4 de Fevereiro de 1799, João Baptista da Silva Leitão viria a falecer em Lisboa a 9 de Dezembro de 1854.

        Os seus pais refugiaram-se em Angra, como consequência da invasão francesa de Soult, em 1809, onde o escritor recebeu a influência benéfica do seu tio paterno, o bispo D. Frei Alexandre da Sagrada Família, tendo recebido Ordens Menores e tendo mesmo, aos 15 anos, subido ao púlpito numa igreja da Graciosa, em substituição do pregador.

        Matriculado em 1816 na Faculdade de Direito de Coimbra, em breve se dedica à actividade dramática num meio académico agitado pelas novas ideias, sobretudo políticas.

        Concluído o curso, em 1821 (ano em que termina O Retrato de Vénus), vem para Lisboa, onde imediatamente acumula triunfos, no âmbito literário, com a representação de Catão (estreado a 29-11-1821), afectivos, com o fulgurante casamento com Luísa Midosi (de quem viria a separar-se em 1836), e políticos, inaugurados estes com a oração fúnebre a Manuel Fernandes Tomás.

        Exilado como liberal em 1823, viveu em Inglaterra e em França até 1826.

        No regresso a Portugal dirige os jornais O Português e O Cronista, mas conhece de novo o exílio de 1828 a 1832, voltando a Portugal com os bravos do Mindelo.

        De 1833 a 1836, é nomeado Encarregado de Negócios e Cônsul-Geral na Bélgica.

        Passos Manuel, na chefia do Governo após a Revolução de Setembro de 1838, encarrega-o da restauração do teatro português, missão que leva a cabo criando, não só o Conservatório de Arte Dramática, mas igualmente a Inspecção-Geral dos Teatros e sobretudo o Teatro Nacional.

        É nomeado Deputado em 1837, Cronista-Mor em 1838 e finalmente Par do Reino em 1851.

        Em 1852, num Ministério presidido por Saldanha, foi encarregado, por alguns meses, da pasta dos Negócios Estrangeiros.

        D. Pedro V agraciou-o, a 25 de junho de 1854, meses antes da sua morte, com o título de Visconde de Almeida Garrett.

         

        Principais obras de Almeida Garrett impressas e publicadas em vida do autor

        1820
        Hymno Patriótico, Porto

        1821
        O Retrato de Vénus, Coimbra

        1822
        Catão, Lisboa

        1825
        Camões, Paris

        1826
        Bosquejo da História da Poesia e Língua Portuguesa (in Parnasso Lusitano), Paris; Dona Branca, Paris

        1828
        Adozinda, Londres

        1829
        Da Educação, Londres; Lírica de João Mínimo, Londres

        1830
        Portugal na Balança da Europa, Londres

        1841
        Mérope – Gil Vicente, Lisboa

        1842
        O Alfageme de Santarém, Lisboa

        1843
        Romanceiro e Cancioneiro Geral, Lisboa

        1844
        Frei Luís de Sousa, Lisboa

        1845-1850
        O Arco de Sant’Anna, 2 vols, Lisboa

        1846
        Viagens na Minha Terra, Lisboa

        1853
        Folhas Caídas, Lisboa

        http://www.instituto-camoes.pt/revista/bibliografia.htm

          Grandes Portuenses
          #4

          monalisa

          • Visitante
          biliografia retirada do site http://bibliomanias.no.sapo.pt/in_memoriamSMB.htm


          IN  MEMORIAM
          Sophia de Mello Breyner Andersen
          (1919-2004)




          (3 de Julho 2004)

          “Quando eu morrer voltarei para buscar / Os instantes que não vivi junto do mar” [SMB, Inscrição, 1962] 

          Sophia de Mello Breyner nasce no Porto a 6 de Novembro de 1919. Estuda Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. "Nada e criada na velha aristocracia portuguesa, veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal" [Jorge de Sena]

          "Há nomes predestinados ... Sophia - sabedoria mais funda do que o simples «saber», conhecimento íntimo, ao mesmo tempo atónico e luminoso do essencial, comunhão silenciosa (...) Sophia ainda quase adolescente pôde parecer irreal, etéria, aristocrática, vaga tardia de um simbolismo tão fundo que nem de símbolos precisava, espécie de voo sem matéria através de experiências, evocações, presságios, de tão musical ressonância que bem audacioso seria quem descobrisse nela, para lá de rilkeanos acertos ao imponderável sentimento de si perante o universo e o seu perfil indeciso, a amorosa das coisas e dos gestos que o nome justo e a visão clara subtraem à perpétua evanescência para que fiquem na nossa memória como anjos em perpétua e fulgurante vigília" [Eduardo Lourenço, in Antologia SMB, 1978]

          “A poesia não me pede propriamente uma especialização pois a sua arte é a arte do ser. Também não é tempo ou trabalho o que a poesia me pede. Nem me pede uma ciência, nem uma estética, nem uma teoria. Pede-me antes a inteireza do meu ser, uma consciência mais funda do que a minha inteligência, uma fidelidade mais pura do que aquela que eu posso controlar. Pede-me uma intransigência sem lacuna. Pede-me que arranque da minha vida que se quebra, gasta, corrompe e dilui uma túnica sem costura. Pede-me que viva atenta como uma antena, pede-me que viva sempre, que nunca durma, que nunca me esqueça. Pede-me uma obstinação sem tréguas, densa e compacta. ” [SMB, Arte Poética II]

          Alguma Bibliografia:

          [Poesia] - Poesia (ed. autora), 1944 / Dia do Mar, Ática, 1947 / Coral, Livr. Simões, 1950 / No Tempo Dividido, Guimarães, 1954 / Mar Novo, Guimarães, 1958 / O Cristo Cigano, Minotauro, 1961 / Livro Sexto, Moraes, 1962 / Geografia, Ática, 1967 / Antologia, Moraes, 1944-67 / Grades (Antologia de Poemas de Resistência), D. Quixote, 1970 / 11 Poemas, Movimento, 1971 / Dual, Moraes, 1972 / O Nome das Coisas, Moraes, 1977 / Navegações, Caminho, 1983 / Histórias da Terra e do Mar, 1984 / Árvore, 1985 / Ilhas, Texto Editora, 1989 / Musa, Caminho, 1994 / Signo, 1994 / O Búzio de Cós e Outros Poemas, Caminho, 1997 / O Bojador, 2000
           

          [Contos para Crianças / Prosa / Ensaio] - A Menina do Mar, Ática, 1958 / A Fada Oriana, Ática, 1958 / Cecília Meireles (Ensaio), 1958 / Noite de Natal, Ática, 1959 / Poesia e Realidade (Ensaio), in Colóquio 8, 1960 / Contos Exemplares (Prosa), Moraes, 1962 / O Cavaleiro da Dinamarca, Livr. Figueirinhas, 1964 / A Floresta, Livr. Figueirinhas, 1968 / O Tesouro, Livr. Figueirinahs, 1970 / O Nu na Antiguidade, Estúdios Cor, 1975

          [Bibliomanias & Almocreve das Petas]
           
          site http://bibliomanias.no.sapo.pt/in_memoriamSMB.htm

            Grandes Portuenses
            #5

            monalisa

            • Visitante
            site http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_de_Oliveira

            Manuel de Oliveira

            Manuel de Oliveira é originário de uma família de industriais abastados. O seu pai foi o primeiro fabricante de lâmpadas em Portugal. Maioritariamente educado num colégio de jesuítas na Galiza, viveu a adolescência sonhando tornar-se actor. Aos vinte anos ingressou na escola de actores do cineasta italiano radicado no Porto, Rino Lupo, um dos pioneiros do cinema portugues de ficção

            Quando entretanto viu o documentário Berlim, Sinfonia de uma Cidade de Walther Ruttmann, decidiu fazer um filme desse género sobre a cidade do Porto, um documentário de curta metragem sobre a actividade fluvial no Rio Douro, na zona ribeirinha da sua cidade natal: Douro, Faina Fluvial (1931). Este filme seria o primeiro documentário entre várias primeiras obras que abordariam, de um ponto de vista etnográfico, o tema da vida marítima da costa de Portugal: o Douro (Oliveira), a Nazaré (Nazaré, Praia de Pescadores, Leitão de Barros), o Algarve (Almadraba Atuneira, António Campos), o Tejo (Avieiros, Ricardo Costa).

            Adquiriu entretanto alguma formação técnica nos estúdios alemães da Kodak e, mantendo o gosto pela representação, participou como actor no segundo filme sonoro português, A Canção de Lisboa (1933), de Cottinelli Telmo. Só mais tarde, em 1942, se aventuraria na ficção como realizador: Aniki-Bobó, um retrato de infância ilustrado por crianças do Porto. O filme foi um fracasso comercial e só com o tempo iria dar que falar. Oliveira decidiu, talvez por isso, abandonar outros projectos de filmes e envolveu-se nos negócios das empresas da família. Não perdeu porém a paixão pelo cinema e em 1956 voltou, com O Pintor e a Cidade.

            Em 1963, O Acto da Primavera marcou uma nova fase do seu percurso. Com este filme, praticamente ao mesmo tempo que António Campos, iniciou Oliveira em Portugal, a prática da antropologia visual no cinema. Prática essa que seria amplamente explorada por cineastas como João César Monteiro, na ficção, como António Reis, Ricardo Costa e Pedro Costa, no documentário. O Acto da Primavera e A Caça.são obras marcantes na carreira de Manoel de Oliveira. O primeiro filme é representativo enquanto incursão no documentário, trabalhado com técnicas de encenação, o segundo como ficção pura em que a encenação não se esquiva ao gosto do documentário.

            A obra cinematográfica de Manoel de Oliveira, até então interrompida por pausas e desconsolos, só a partir da sua futura longa metragem (O Passado e o Presente - 1971) prosseguiria sem quebras nem sobressaltos, por uns trinta anos, até ao final do século. A teatralidade imanente de O Acto da Primavera, contaminando esta sua segunda ficção, afirmar-se-ia como estilo pessoal, como forma de expressão que Oliveira achou por bem explorar nos seus filmes seguintes, apoiado por reflecções teóricas de amigos e conhecidos comentadores.

            A tetralogia dos amores frustrados seria o palco por excelência de toda essa longa experimentação. O palco seria o plateau, em que o filme falado, em «indizíveis» tiradas teatrais, se tornariam a alma de um cinema puro só por ter o teatro como referência, como origem e fundamento. Eram assim ditos os amores, ditos eram os seus motivos e ditos ficaram os argumentos de quem nisso viu toda a originalidade do mestre invicto: dito e escrito, com muito peso, sem nenhuma emoção, mas sempre com muito sentimento.

            Manoel de Oliveira insiste em dizer que só cria filmes pelo gozo de os fazer, independente da reacção dos críticos. Apesar dos multiplos condecorações em festivais tais como o Festival de Cannes, Festival de Veneza, Festival de Montreal e outros bem conhecidos, leva uma vida retirada e longe das luzes da ribalta.


             Filmografia

            Longas-metragens
            2007 - Cristovão Colombo – O Enigma
            2006 - Belle Toujours
            2005 - Espelho Mágico (filme)
            2004 - O Quinto Império - Ontem Como Hoje
            2003 - Um Filme Falado
            2002 - O Princípio da Incerteza (filme)
            2001 - Je Rentre à La Maison
            2000 - Palavra e Utopia
            1999 - A Carta (filme)
            1998 - Inquietude
            1997 - Viagem ao Princípio do Mundo
            1996 - Party
            1995 - O Convento
            1993 - Vale Abraão
            1992 - O Dia do Desespero
            1991 - A Divina Comédia (filme)
            1990 - Non, ou a Vâ Glória de Mandar
            1988 - Os Canibais
            1986 - Mon Cas
            1985 - Le Soulier de Satin
            1985 - Simpósio Interbacional de Escultura em Pedra - Porto
            1983 - Lisboa Cultural
            1983 - Nice - à propos de Jean Vigo
            1982 - Visita ou Memórias e Confissões
            1981 - Francisca
            1979 - Amor de Perdição (filme)
            1974 - Benilde ou a Virgem Mãe
            1972 - O Passado e o Presente
            1966 - O Pão (documentário)
            1965 - As Pinturas do meu irmão Júlio (documentário)
            1963 - Acto da Primavera (documentário)
            1942 - Aniki-Bobó

            Curtas e médias metragens
            2001 - Porto da Minha Infância
            1964 - A Caça
            1956 - O Pintor e a Cidade
            1941 - Famalicão (filme)
            1938 - Já se Fabricam Automóveis em Portugal
            1938 - Miramar, Praia das Rosas
            1932 - Estátuas de Lisboa
            1931 - Douro, Faina Fluvial

            Como actor

            1994 - Lisbon Story, de Wim Wenders
            1980 - Conversa Acabada, de João Botelho
            1933 - A Canção de Lisboa, de Cotinelli Telmo
            1928 - Fátima Milagrosa, de Rino Lupo

            Como supervisor

            1970 - Sever do Vouga... Uma Experiência, de Paulo Rocha
            1966 - A Propósito da Inauguração de Uma Estátua - Porto 1100 Anos, de Artur Moura, Albino Baganha e António Lopes Fernandes

            site http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_de_Oliveira

              Grandes Portuenses
              #6

              monalisa

              • Visitante
              Infante D. Henrique
              Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. site http://pt.wikipedia.org/wiki/Infante_D._Henrique



              O Infante Dom Henrique, Duque de Viseu, (Porto, 4 de Março de 1394 — 13 de Novembro de 1460) foi um príncipe português e a mais importante figura do início da era das Descobertas, também conhecido na História como Infante de Sagres ou Navegador.

              Biografia
              O Infante D. Henrique nasceu no Porto, numa Quarta-Feira de Cinzas, dia que se considerava pouco propício ao nascimento de uma criança. Era o quinto filho do rei D. João I, fundador da Dinastia de Avis e de Dona Filipa de Lencastre.

              O infante foi baptizado alguns dias depois do seu nascimento, tendo sido o seu padrinho o Bispo de Viseu. Os seus pais deram-lhe o nome Henrique possivelmente em honra do seu avô materno, o duque Henrique de Lencastre.

              Pouco se sabe sobre a vida do infante até aos seus catorze anos. O infante e os seus irmãos (a chamada Ínclita geração) tiveram como aio um cavaleiro da Ordem de Avis.

              Em 1414 convenceu seu pai a montar a campanha de conquista de Ceuta, na costa norte-africana junto ao estreito de Gibraltar. A cidade foi conquistada em Agosto de 1415, abrindo para o Reino de Portugal as portas ao domínio do comércio que aquele porto exercia.

              Em 1415 foi armado cavaleiro e recebeu os títulos de Duque de Viseu e Senhor da Covilhã. A 18 de Fevereiro de 1416 foi encarregue do Governo de Ceuta, cabia-lhe organizar no reino a manutenção da Praça marroquina.

              Em 1418 regressou a Ceuta na companhia de D. João, seu irmão mais novo. Os Infantes comandavam uma expedição de socorro à cidade, que sofreu nesse ano o primeiro grande cerco, imposto conjuntamente pelas forças dos reis de Fez e de Granada. O cerco gorou-se e D. Henrique tentou de imediato atacar Gibraltar, mas o mau tempo impediu-o de desembarcar: manifestava-se assim uma vez mais a temeridade e fervor anti-muçulmano do Infante. Ao regressar a Ceuta recebeu ordens de D. João I, para não prosseguir tal empreendimento, pelo que voltou para o reino nos primeiros meses de 1419. Montou por esta época uma armada de corso, que actuava na zona do estreito de Gibraltar a partir de Ceuta. Dispunha, de mais uma fonte de rendimentos e muitos dos seus homens habituaram-se, assim, ao mar. Alguns deles seriam desviados, mais tarde, para outras viagens em direcção a novos destinos.

              Em 1419-1420 alguns dos seus escudeiros, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, desembarcaram então nas ilhas do arquipélago madeirense, que já era visitado por navegadores portugueses desde o século anterior. As ilhas revelaram-se de grande importância produzindo grandes quantidades de cereais, minimizando a escassez que afligia Portugal. O arquipélago foi doado a D. Henrique pelo rei D. Duarte, sucessor de D. João I, em 1433.

              Em 25 de Maio de 1420, D. Henrique foi nomeado dirigente da Ordem de Cristo, que sucedeu à Ordem dos Templários, cargo que deteria até ao fim da vida. No que concerne ao seu interesse na exploração do Oceano Atlântico, o cargo na Ordem foi também importante ao longo da década de 1440. Isso se deve ao fato da Ordem controlar vastos recursos, o que ajudou a financiar a exploração, a verdadeira paixão do príncipe.

              Em 1427, os seus navegadores descobriram as primeiras ilhas dos Açores (possivelmente Gonçalo Velho). Também estas ilhas desabitadas foram depois colonizadas pelos portugueses,

              Até à época do Infante D. Henrique, o Cabo Bojador era para a Europa o ponto conhecido mais meridional na costa de África. Gil Eanes, que comandou uma das expedições, foi o primeiro a passá-lo, em 1434, eliminando os medos então vigentes quanto ao desconhecido que para lá do Cabo se encontraria.

              Aquando da morte de D. João I, o seu filho mais velho (e irmão de D. Henrique), D. Duarte subiu ao trono, e entregou a este um quinto de todos os proveitos comerciais com as zonas descobertas bem como o direito de explorar além do Cabo Bojador.

              O reinado de D. Duarte durou apenas cinco anos, após o qual, D. Henrique apoiou o seu irmão D. Pedro na regência, durante a menoridade do sobrinho D. Afonso V, recebendo em troca a confirmação do seu privilégio. Procedeu também, durante a regência, à colonização dos Açores.

              Com uma nova embarcação, a caravela, as expedições sofreram um grande impulso. O Cabo Branco foi atingido em 1441 por Nuno Tristão e Antão Gonçalves. A Baía de Arguim em 1443, com consequente construção de um forte em 1448.

              Dinis Dias chega ao Rio Senegal e dobra o Cabo Verde em 1444. A Guiné é visitada. Assim, os limites a sul do grande deserto do Saara são ultrapassados. A partir daí, D. Henrique cumpre um dos seus objectivos: desviar as rotas do comércio do Saara e aceder às riquezas na África Meridional. Em 1452 a chegada de ouro era em suficiente quantidade para que se cunhassem os primeiros cruzados de ouro.

              Entre 1444 e 1446 cerca de quarenta embarcações saíram de Lagos. Na década de 1450 descobriu-se o arquipélago de Cabo Verde. Data dessa época a encomenda de um mapa-múndi do velho mundo a Fra Mauro, um monge veneziano.

              Em 1460 a costa estava já explorada até ao que é hoje a Serra Leoa.

              Entretanto, D. Henrique estava também ocupado com assuntos internos do Reino. Julga-se ter patrocinado a criação, na Universidade de Coimbra de uma cátedra de astronomia.

              Foi também um dos principais organizadores da conquista de Tânger em 1437, que se revelou um grande fracasso, já que o seu irmão mais novo, D. Fernando (o Infante Santo) foi lá capturado e aprisionado durante 11 anos, até falecer. A sua reputação militar sofreu um revés e os seus últimos anos de vida foram dedicados à política e à exploração.

              O Infante D. Henrique foi uma personagem muito intrigante, com um certo mistério e muitos segredos. Também os seus motivos e os objectivos das suas navegações têm sido amplamente discutidos e diferenciados, mas, sem dúvida, foi o grande condutor da expansão ultramarina portuguesa e europeia

              site http://pt.wikipedia.org/wiki/Infante_D._Henrique

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                #7

                Offline FalsoDeus

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                Fernando Pessoa, Mes Amis

                aliás, ele foi grandes pessoas ;)

                Não sei o quê desgosta

                Não sei o quê desgosta
                A minha alma doente.
                Uma dor suposta
                Dói-me realmente.

                Como um barco absorto
                Em se naufragar
                À vista do porto
                E num calmo mar,

                Por meu ser me afundo,
                Pra longe da vista
                Durmo o incerto mundo

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                  #8

                  Offline Oxalá

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                    #9

                    monalisa

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                    Fernando Pessoa era lisboeta, não portuense

                      Grandes Portuenses
                      #10

                      Offline FalsoDeus

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                      argh, tive um ataque de dislexia, li "Grandes Portugueses"

                        Grandes Portuenses
                        #11

                        monalisa

                        • Visitante
                        Júlio Dinis

                        Joaquim Guilherme Gomes Coelho (Porto, 14 de Novembro de 1839 – Porto, 12 de Setembro de 1871) foi um médico e escritor português

                        Biografia
                        Licenciou-se em Medicina na Escola Médica do Porto, onde também foi professor, mas foi principalmente à literatura que dedicou a maior parte da sua curta vida. Utilizou vários pseudónimos, sendo Júlio Dinis o principal e o que o tornou mais conhecido. É por muitos considerado como um escritor de transição entre o fim do Romantismo e o princípio do Realismo. Embora tenha escrito poesia e teatro, notabilizou-se principalmente como romancista.

                        Sofria de tuberculose, e devido a essa doença foi viver para zonas rurais como a Madeira e Ovar, onde tomou conhecimento da vida das gentes do campo, principal tema da sua obra, onde demonstrava uma grande preocupação pela descrição realista das aldeias e das pessoas, assim como dos seus problemas sociais.

                        Sobre a sua passagem pela zona rural de Ovar existe muita controvérsia, pois estudiosos (Dra. Maria José Ramos e outros) indicam que a sua estadia terá sido em Grijó, que pertence a Vila Nova de Gaia, o que se coaduna em termos geográficos com as diversas referências implícitas nas suas várias obras, especialmente em A Morgadinha dos Canaviais e As Pupilas do Senhor Reitor. Nesta vila de Grijó encontram-se várias placas alusivas à sua vida nesta terra, nomeadamente na Quinta do Mosteiro e na Quinta da Fábrica, no lugar do Loureiro.

                        Morreu em 1871, com 31 anos vítima da tuberculose, tal como sua mãe e os seus dois irmãos

                         Obra
                        As Pupilas do Senhor Reitor (1867)
                        A Morgadinha dos Canaviais (1868)
                        Uma Família Inglesa (1868)
                        Serões da Província (1870)
                        Os Fidalgos da Casa Mourisca (1871)
                        Poesias (1873)
                        Inéditos e Dispersos (1910)
                        Teatro Inédito (1946-1947)

                        biografia retirada do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Dinis

                          Grandes Portuenses
                          #12

                          monalisa

                          • Visitante
                          António Nobre

                          António Pereira Nobre (Porto, 16 de Agosto de 1867 — Foz do Douro, 18 de Março de 1900), mais conhecido como António Nobre, foi um poeta português cuja obra se insere nas correntes ultra-romântica, simbolista, decadentista e saudosista (interessada na ressurgência dos valores pátrios) da geração finissecular do século XIX português. A sua principal obra, Só (Paris, 1892), é marcada pela lamentação e nostalgia, imbuída de subjectivismo, mas simultaneamente suavizada pela presença de um fio de auto-ironia e com a rotura com a estrutura formal do género poético em que se insere, traduzida na utilização do discurso coloquial e na diversificação estrófica e rítmica dos poemas. Apesar da sua produção poética mostrar uma clara influência de Almeida Garrett e de Júlio Dinis, ela insere-se decididamente nos cânones do simbolismo francês. A sua principal contribuição para o simbolismo lusófono foi a introdução da alternância entre o vocabulário refinado dos simbolistas e um outro mais coloquial, reflexo da sua infância junto do povo nortenho. Faleceu com apenas 33 anos de idade, após uma prolongada luta contra a tuberculose pulmonar.

                          retirada do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Nobre

                            Grandes Portuenses
                            #13

                            monalisa

                            • Visitante
                            (biografia retidada do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%AAro_Vaz_de_Caminha)

                            Pero Vaz de Caminha

                            Pero Vaz de Caminha (Porto, Portugal, 1450 — Calicute, Índia, 15 de Dezembro de 1500) foi um escritor português que se notabilizou nas funções de escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral.

                            Era filho de Vasco Fernandes de Caminha, cavaleiro do duque de Bragança. Seus ancestrais seriam os antigos povoadores de Neiva à época do reinado de D. Fernando (1367-1383).

                            Letrado, Pero Vaz foi cavaleiro das casas de D. Afonso V (1438-1481), de D. João II (1481-1495) e de D. Manuel I (1495-1521). Pai e filho, para melhor desempenhar seus cargos, precisavam exercitar a prática e desenvolver o conhecimento da escrita, distinguindo-se a serviço dos monarcas.

                            Teria participado da batalha de Toro (2 de Março de 1475). Em 1476 herdou do pai o cargo de mestre da Balança da Moeda, posição de responsabilidade em sua época. Em 1497 foi escolhido para redigir, na qualidade de Vereador, os Capítulos da Câmara Municipal do Porto, a serem apresentados às Cortes de Lisboa. Afirma-se que D. Manuel I, que o nomeou para o cargo no Porto, lhe tinha afeição.

                            Em 1500, foi nomeado escrivão da feitoria a ser erguida em Calecute, na Índia, razão pela qual se encontrava na nau capitânia da armada de Pedro Álvares Cabral em Abril daquele mesmo ano, quando a mesma descobriu o Brasil. Caminha eternizou-se como o autor da carta, datada de 1 de Maio, ao soberano, um dos três únicos testemunhos desse achamento (os outros dois são a Relação do Piloto Anônimo e a Carta do Mestre João Faras.

                            Mais conhecido dentre os três, a Carta de Pero Vaz de Caminha é considerada a certidão de nascimento do Brasil embora, dado o segredo com que Portugal sempre envolveu relatos sobre sua descoberta, só fosse publicada no século XIX, pelo Padre Manuel Aires de Casal em sua "Corografia Brasílica", Imprensa Régia, Rio de Janeiro, 1817. O texto de Mestre João demoraria mais ainda: veio à luz em 1843 na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e isso graças aos esforços do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen.

                            Tradicionalmente se aceita que Caminha pereceu em combate durante o ataque muçulmano à feitoria de Calecute, em construção, no final de 1500.

                            Caminha desposou D. Catarina Vaz, com quem teve, pelo menos, uma filha, Isabel.

                              Grandes Portuenses
                              #14

                              Offline Scorpio_Angel

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                              Irene Vilar, a morte de uma escultora de raro talento


                              Morreu ontem, com 77 anos, numa enfermaria do Hospital de S. João, no Porto, onde dera entrada há cerca de dois meses, a escultora Irene Vilar.

                              Maria Irene Lima de Matos Vilar, de seu nome completo, nasceu no dia 11 de Dezembro de 1931, em Matosinhos.

                              Mas o seu nome e a sua obra andam estreitamente ligados ao Porto, porque foi nesta cidade que ela cresceu, estudou e exerceu toda a sua intensa actividade de artista profissional.

                              Foi, de facto, no Porto que completou os estudos liceais e logo a seguir matriculou-se na Escola de Belas Artes, então dirigida pelo mestre Carlos Ramos, tendo terminado o Curso Superior de Escultura em 1955, com a classificação de 20 valores.

                              Em 1958, como bolseira da Fundação Calouste-Gulbenkian, foi estudar para Itália e viajou pela Espanha, França e Suíça.

                              Frágil de aspecto, mas senhora de uma invulgar vitalidade e muito determinada em tudo o que fazia, Irene Vilar podia ter entrado muito cedo, e sem qualquer dificuldade, na galeria dos "iluminados" do seu tempo, mas, em vez de se "encostar" aos grupos e tendências que facilmente podiam abrir os caminhos de uma vã glória, preferiu o sossego do seu ateliê, onde, como artista independente, executou algumas das melhores obras de escultura do nosso tempo.

                              Nos começos da década de 60, tive o privilégio de entrevistar Irene Vilar no seu ateliê, então instalado no acanhado espaço de um modesto andar da Rua de Trás. O pretexto da entrevista foi o prémio conquistado pela escultora na IV Bienal de Paris, com a sua obra o "Cerco" - um notável trabalho em madeira que era, nessa altura, o material preferido da artista para trabalhar. Disse-me então que "gostava de ter nascido numa floresta e ter sido a filha de um lenhador…"

                              Quem conheceu a artista sabe bem que era uma pessoa extremamente simples,extraordinariamente simpática, escudada num espírito muito culto, aberto e comunicativo.

                              Dedicou-se ao ensino. Fez um estágio na Escola de Gomes Teixeira e deu aulas na Escola Secundária de Clara de Resende. Ensinou Desenho, Educação Visual e História do Traje. Foi directora da antiga Escola Industrial Aurélia de Sousa. Foi todavia na Clara de Resende que finalizou a sua carreira de docente em 1987.

                              Irene Vilar participou em inúmeras exposições, individuais e colectivas, e recebeu vários prémios .

                              Impossível referir no limitado espaço de um artigo necrológico a imensidade e, sobretudo, a densidade e o significado da sua obra. Referem-se apenas as peças mais emblemáticas a Guilhermina Suggia, no Porto; o Fernando Pessoa, em Ixelles (Bruxelas); D. António Ferreira Gomes e o conjunto escultórico que representa a tradição do "carneirinho", em Penafiel; a belíssima escultura do anjo "o Mensageiro", na Cantareira, junto ao Douro; a figura do Padre Américo no acesso ao Hospital do Sousa, em Penafiel; o monumento ao Pescador, em Matosinhos, feito num armazém de Guifões; Florbela Espanca, também em Matosinhos; Garcia de Orta, no Porto; e o Abraço, em Macau.

                              A medalhística, a numismática e toda a simbologia cristã em muitos altares de igrejas e portas de sacrários, além de cruzes e anéis prelatícios, foram áreas por onde Irene Vilar também espalhou o seu talento. A cruz peitoral de D. Manuel Clemente, bispo do Porto; e a cruz e o anel de D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, são da sua autoria.

                              O funeral da artista realiza-se hoje, às 15 horas, com missa de corpo presente na capela das Carmelitas, obra da escultora, na Rua de Gondarém, na Foz.


                                ~ Journey Towards Angel Wings ~

                                "People should be allowed to fall in love with whoever they want. I mean, otherwise what's the point of living?..." - O&A

                                "A vontade, se não quer, não cede; é como a chama ardente, que se eleva com mais força quanto mais se tenta abafá-la." - Dante Alighieri

                                Grandes Portuenses
                                #15

                                MisticThought

                                • Visitante
                                FERNANDO TÁVORA
                                Um dos maiores arquitectos portugueses de todos os tempos. Infelizmente já não se encontra entre nós.

                                Para quem não conhece:

                                Fernando Távora foi um dos fundadores da chamada "Escola do Porto", mestre de Siza Vieira e Souto Moura. Introduziu a partir dos anos 50, uma reflexão que não existia em Portugal, sobre o papel social da arquitectura, em oposição às realizações e aos discursos oficiais da época, a arquitectura contemporânea. Como criador de uma nova lógica de construção, prestou sempre atenção às paisagens originais, utilizando-as como dados culturais que devem ser integrados no diálogo com a construção final.

                                No domínio pedagógico, a sua acção foi muito significativa na afirmação do curso de Arquitectura da Escola de Belas Artes do Porto (mais tarde Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto) e no curso de Arquitectura do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra que ajudou a construir no final da década de 80 do século XX. Há um documentário da RTP, com guião de António Silva e realização de Cristina Antunes, que lhe é dedicado.

                                Hoje existe um prémio de arquitectura com o seu nome - Prémio Fernando Távora.


                                Algumas de suas obras:

                                    * Escola Primária do Cedro, em Vila Nova de Gaia (1961)
                                    * Mercado Municipal de Santa Maria da Feira (1959)
                                    * Pavilhão de Ténis, em Matosinhos (1960)
                                    * Casa de Ofir (1958)
                                    * Pousada de Santa Marinha, Guimarães (1984)
                                    * Casa dos 24, Porto (2002)
                                    * Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (2000)
                                    * Ampliação da Assembleia da República (1999)
                                    * Quinta da Conceição, Matosinhos
                                    * Remodelação do Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto
                                    * Remodelação do Palácio do Freixo, Porto


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                                  #16

                                  Offline prettyinscarlet

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                                    #17

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                                    Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira, GOSE (Ordem de Santiago de Espada), GCIH (Ordem do Infante D. Henrique), (Matosinhos, 25 de Junho de 1933) é o arquitecto contemporâneo português de maior prestígio internacional.

                                    Siza Vieira realizou obras emblemáticas como o Pavilhão de Portugal da Expo'98, ou o Museu de Arte Contemporânea, no Porto. A sua obra, no entanto, pode ser encontrada em vários pontos do mundo.
                                    Criando marcos arquitectónicos na história da arquitectura portuguesa como a Casa de Chá, as Piscinas de Marés, o Museu de Serralves, a igreja de Marco de Canaveses, ou mais recentemente, o museu para a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, no Brasil, onde Álvaro Siza marca uma nova linguagem arquitectónica.

                                    Prémio Pritzker - Fundação Hyatt, Chicago, pelo projeto de renovação na zona do Chiado Lisboa. (o Nobel da Arquitectura)
                                    Royal Gold Medal 2009 (Royal Institue of Britanic Architects)
                                    The Prince of Wales Prize da Universidade de Harvard
                                    (...)

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                                      #18

                                      MisticThought

                                      • Visitante
                                      Eduarto Souto de Moura, porque este ano ganhou o prémio Pritzker.


                                      "Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitectura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única de conciliar características opostas, como o poder e a modéstia, a coragem e a subtileza, a ousadia e simplicidade - ao mesmo tempo”, pode-se ler no comunicado emitido pelo júri do prémio.

                                      Nascido em 1952, no Porto, Eduardo Souto Moura é o segundo arquitecto português a receber esta distinção, depois de Álvaro Siza Vieira ter vencido em 1992.

                                      Entre as suas obras mais conhecidas, destacam-se, além do Estádio Municipal de Braga (2000/03), a Casa das Histórias em Cascais, a Casa das Artes no Porto (1981/91), a Estação de Metro da Trindade, o Centro de Arte Contemporânea de Bragança (2004/2008), o Hotel do Bom Sucesso em Óbidos, o Mercado da Cidade de Braga (1980/84), a Marginal de Matosinhos-Sul (1995), o Crematório de Kortrijk (Bélgica), o Pavilhão de Portugal na 11ª Bienal de Arquitectura de Veneza (Itália) (1985) ou a Casa Llabia (Espanha).

                                      Nascido em 25 de Julho de 1952, no Porto, o arquitecto Eduardo Souto de Moura, reconhecido como um dos grandes nomes da arquitectura moderna portuguesa, iniciou o seu percurso profissional ao lado de Siza Vieira, com quem trabalhou até 1980 durante cinco anos.

                                      Em 1980, o arquitecto licenciou-se pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, iniciando a sua actividade como profissional liberal. No mesmo ano, Souto Moura receberia o seu primeiro prémio, da Fundação António de Almeida.

                                      Ao longo da sua carreira, Souto Moura viu o seu trabalho ser reconhecido diversas vezes, tendo recebido o Prémio Pessoa (1998), o Prémio Secil de Arquitectura (1992 e 2004), o 1º Prémio da Bienal Ibero-Americana (1998), o Prémio Internacional da Pedra na Arquitectura (1995), a Medalha de Ouro Heinrich Tessenow (2001) e o Prémio Internacional de Arquitectura de Chicago (2006).

                                      in Público


                                      Há quem o adore, há quem o odeie, de qualquer das formas, um prémio destes merece todo o respeito e admiração. Que venham mais prémios para os portuenses!!

                                        Grandes Portuenses
                                        #19

                                        Offline justwondering

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                                        • CARPE DIEM
                                        Rui veloso porque é o pai do Rock Português e porque escreveu uma das mais belas canções da nossa cidade

                                        Apesar de nascido em lisboa Rui Veloso foi criado desde os três meses de idade no Porto.

                                        É filho do engenheiro Aureliano Capelo Veloso, ex-presidente da Câmara Municipal do Porto. É igualmente sobrinho paterno do General Pires Veloso, ex-governador de São Tomé e Príncipe.
                                        Cantor, compositor e guitarrista, começou a tocar harmónica aos seis anos. Mais tarde deixar-se-ia influenciar por B.B. King e Eric Clapton, e lançou, com vinte e três anos, o álbum que o projectou no panorama da música nacional, Ar de Rock. Dele fazia parte a faixa Chico Fininho, um dos maiores sucessos da obra de Rui Veloso e de Carlos Tê, seu letrista.
                                        Entre os seus restantes sucessos fazem parte Porto Sentido, Não Há Estrelas No Céu, Sei de Uma Camponesa, A Paixão (Segundo Nicolau da Viola) e Porto Covo.

                                        Já integrou projectos como Rio Grande, (formado por Tim, João Gil, Jorge Palma e Vitorino) e  Cabeças no Ar (formado por Tim, João Gil, Jorge Palma).

                                        Rui Veloso recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Infante, atribuído pelo Presidente Mário Soares.

                                        Para mim continua a ser uma das maiores referências da música portuguesas :)

                                        Porto Sentido
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