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Olá Visitante06.ago.2020, 10:29:06

Autor Tópico: Desabafos e Confissões...  (Lida 455659 vezes)

 
Desabafos e Confissões...
#5120

Di HF

  • Visitante
Acho que nunca tive tanto medo na vida como tenho agora.

    Desabafos e Confissões...
    #5121

    Offline interrupted

    • *
    • Novo Membro
    • Género: Feminino
    Acho que estraguei tudo...

      Desabafos e Confissões...
      #5122

      Mónicaf

      • Visitante
      Então!?

        Desabafos e Confissões...
        #5123

        sleepy_heart

        • Visitante
        Lembro-me da desilusão que senti durante o início da minha "idade adulta". Durante alguns anos achei que entre os 18 e os 21 anos as coisas se cimentariam, começariam a ser sérias e com sentido mas rapidamente percebi que a idade e características do infantário se prolonga na maioria das pessoas durante muitos anos e nalguns casos até sempre. Sempre me diverti mas sempre tive um lado muito sério, de responsabilidade, sempre gostei de regras... não, não as que proibem só por proibir... mas as que orientam. Tudo o que me esforcei por aprender, por absorver, por praticar foi posto em causa: não que não fosse antes, mas na idade adulta considerei grave ver certos valores expressos na minoria e não na maioria. Uns copos fazem bem à alma, mas uns copos com conversas de reflexão... a mim, sabem-me tão melhor! Foi quase insuportável ter andado durante anos a ouvir conselhos adultos e perceber que a maioria dos adultos não os colocava em prática. Lembro-me de tantas injustiças... que só reforçam a verdadeira palhaçada que o mundo adulto é. Lembro-me de ter posto em causa o valor de alguns/algumas dos/as meus/minhas professores/as universitários/as devido aos seus comportamentos negligentes em relação à verdadeira aferição do conhecimento. Um deles, no fim de um exame absolutamente vergonhoso em que ele simplesmente anuiu com os copianços de cerca de 60 por cento da sala, disse-me "Não sou polícia." Claro que não... ele não era um polícia... ele era um nabo disfarçado de professor porque os/as verdadeiros/as professores/as sabem que uma das suas funções é avaliar o conhecimento dos/as alunos/as. É claro que para a maioria de adultos/as mal formados/as ele era o fixe e a tipa secante era eu. Enfim, palhaços/as a mandar números aleatórios para o ar... num mundo em que, infelizmente, os números são mais importantes do que a forma como se chega a eles. Felizmente pude conhecer pessoas de valor com quem nessa altura pude ter conversas interessantes, tão raras...


        É por tudo isto que sigo o meu caminho e não vou em cantigas. Porque sigo o que sinto, porque sei do que sou feita e prefiro a margem ao "rebanho desordenado".

          Desabafos e Confissões...
          #5124

          Offline Fernando Pinheiro

          • ****
          • Membro Sénior
          • Género: Masculino
          • Sou bissexual e não-binário/Amo-te, Anocas.
            • Draco Magnus - LGBTI - Página inicial
          Lembro-me da desilusão que senti durante o início da minha "idade adulta". Durante alguns anos achei que entre os 18 e os 21 anos as coisas se cimentariam, começariam a ser sérias e com sentido mas rapidamente percebi que a idade e características do infantário se prolonga na maioria das pessoas durante muitos anos e nalguns casos até sempre. Sempre me diverti mas sempre tive um lado muito sério, de responsabilidade, sempre gostei de regras... não, não as que proibem só por proibir... mas as que orientam. Tudo o que me esforcei por aprender, por absorver, por praticar foi posto em causa: não que não fosse antes, mas na idade adulta considerei grave ver certos valores expressos na minoria e não na maioria. Uns copos fazem bem à alma, mas uns copos com conversas de reflexão... a mim, sabem-me tão melhor! Foi quase insuportável ter andado durante anos a ouvir conselhos adultos e perceber que a maioria dos adultos não os colocava em prática. Lembro-me de tantas injustiças... que só reforçam a verdadeira palhaçada que o mundo adulto é. Lembro-me de ter posto em causa o valor de alguns/algumas dos/as meus/minhas professores/as universitários/as devido aos seus comportamentos negligentes em relação à verdadeira aferição do conhecimento. Um deles, no fim de um exame absolutamente vergonhoso em que ele simplesmente anuiu com os copianços de cerca de 60 por cento da sala, disse-me "Não sou polícia." Claro que não... ele não era um polícia... ele era um nabo disfarçado de professor porque os/as verdadeiros/as professores/as sabem que uma das suas funções é avaliar o conhecimento dos/as alunos/as. É claro que para a maioria de adultos/as mal formados/as ele era o fixe e a tipa secante era eu. Enfim, palhaços/as a mandar números aleatórios para o ar... num mundo em que, infelizmente, os números são mais importantes do que a forma como se chega a eles. Felizmente pude conhecer pessoas de valor com quem nessa altura pude ter conversas interessantes, tão raras...


          É por tudo isto que sigo o meu caminho e não vou em cantigas. Porque sigo o que sinto, porque sei do que sou feita e prefiro a margem ao "rebanho desordenado".


          Adorei este texto! Subscrevo! Uma pessoa não é adulta porque faz 18 anos. É adulta quando vê a realidade tal como ela é e aceitar essa realidade. Nem toda a gente é capaz de fazer isso. Nós vivemos numa sociedade muito infantilizada. Onde nem toda a gente é aquilo que diz-se ser. Nem faz o que diz para outros fazerem. Claro que existe sempre pessoas de confiança. Mas infelizmente existe muita gente interesseira e que não é de confiança. Por vezes as pessoas de confiança são aquelas que não estamos à espera.
            I'm bisexual and proud! xD Tu podes controlar o teu próprio destino e tomar as tuas próprias escolhas, podes fazer tudo, a única coisa que não podes controlar é a morte. https://www.facebook.com/FernandoEmanuelPinheiro/

            https://www.facebook.com/DracoMagnus27/

            Desabafos e Confissões...
            #5125

            sleepy_heart

            • Visitante
            Lembro-me da desilusão que senti durante o início da minha "idade adulta". Durante alguns anos achei que entre os 18 e os 21 anos as coisas se cimentariam, começariam a ser sérias e com sentido mas rapidamente percebi que a idade e características do infantário se prolonga na maioria das pessoas durante muitos anos e nalguns casos até sempre. Sempre me diverti mas sempre tive um lado muito sério, de responsabilidade, sempre gostei de regras... não, não as que proibem só por proibir... mas as que orientam. Tudo o que me esforcei por aprender, por absorver, por praticar foi posto em causa: não que não fosse antes, mas na idade adulta considerei grave ver certos valores expressos na minoria e não na maioria. Uns copos fazem bem à alma, mas uns copos com conversas de reflexão... a mim, sabem-me tão melhor! Foi quase insuportável ter andado durante anos a ouvir conselhos adultos e perceber que a maioria dos adultos não os colocava em prática. Lembro-me de tantas injustiças... que só reforçam a verdadeira palhaçada que o mundo adulto é. Lembro-me de ter posto em causa o valor de alguns/algumas dos/as meus/minhas professores/as universitários/as devido aos seus comportamentos negligentes em relação à verdadeira aferição do conhecimento. Um deles, no fim de um exame absolutamente vergonhoso em que ele simplesmente anuiu com os copianços de cerca de 60 por cento da sala, disse-me "Não sou polícia." Claro que não... ele não era um polícia... ele era um nabo disfarçado de professor porque os/as verdadeiros/as professores/as sabem que uma das suas funções é avaliar o conhecimento dos/as alunos/as. É claro que para a maioria de adultos/as mal formados/as ele era o fixe e a tipa secante era eu. Enfim, palhaços/as a mandar números aleatórios para o ar... num mundo em que, infelizmente, os números são mais importantes do que a forma como se chega a eles. Felizmente pude conhecer pessoas de valor com quem nessa altura pude ter conversas interessantes, tão raras...


            É por tudo isto que sigo o meu caminho e não vou em cantigas. Porque sigo o que sinto, porque sei do que sou feita e prefiro a margem ao "rebanho desordenado".


            Adorei este texto! Subscrevo! Uma pessoa não é adulta porque faz 18 anos. É adulta quando vê a realidade tal como ela é e aceitar essa realidade. Nem toda a gente é capaz de fazer isso. Nós vivemos numa sociedade muito infantilizada. Onde nem toda a gente é aquilo que diz-se ser. Nem faz o que diz para outros fazerem. Claro que existe sempre pessoas de confiança. Mas infelizmente existe muita gente interesseira e que não é de confiança. Por vezes as pessoas de confiança são aquelas que não estamos à espera.

            Obrigada. Entendo-te. No meu caso em particular não se trata de estar à espera de determinados comportamentos em determinada pessoa (felizmente fui, também... e às vezes nem sei bem como, cimentando amizades com pessoas de "cabeça mais adulta")... mas mais no sentido global... de não ver muita diferença entre garotos/as a brincar no infantário ou adultos/as a cumprirem os seus deveres. O sentido de cidadania, de Estado-Nação (ou, melhor ainda: de humanidade), de real intenção... e tantos outros, parecem-me nulos.
            « Última modificação: 25 de Junho de 2019 por sleepy_heart »

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              #5126

              Offline fmateus

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              • Membro Sénior
              • Género: Masculino
              • Music and Cinema Lover.
              Ultimamente tenho-me sentido triste, aborrecido e ansioso, sinto que na casa onde estou, a viver com os meus tios e primos, que algo não me está a fazer bem, sinto falta de sair com amigos e de estar ocupado, sinto falta de sair com pessoas novas e conhecer novos rapazes, de conversar e tomar uma bebida, sinto falta de me apaixonar, sinto falta do toque.


              Por muito que goste de estar aqui em casa e que adore a companhia do meu primo, sei que ao mesmo tempo me faz mal, e isto está verdadeiramente a incomodar-me, tenho pensamentos errados e perversos, fico irritado com coisas estupidas e sem nexo, fico incomodado quando não me faz as vontades, fico triste quando não me faz companhia, sinto-me atraído por ele infelizmente, odeio isto, odeio sentir isto, odeio esta situação, odeio viver as coisas tão intensamente.


              Felizmente no próximo mês vou sair de casa, vai custar-me confesso, mas vai fazer-me bem, preciso porque é a única solução.
              Desculpa se as vezes não sou a melhor pessoa.
                "O tempo é a razão da nossa existência"

                 

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