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O que mudavas na educação

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Autor Tópico: O Ensino em Portugal  (Lida 24793 vezes)

 
O que mudar na educação em Portugal?
#80

Offline strings

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  • Don't tread on me
Acabar com um departamento centralizado que acha que sabe gerir bem todas as escolas do país.

Como neto de uma directora pedagógica, vivo na pele todos os dias as frustrações de uma gerência castrada por entidades reguladoras, comprometendo a qualidade do seu trabalho.

    O que mudar na educação em Portugal?
    #81

    JL

    • Visitante
    Primeiramente, a mudança tem de passar, e muito, pelos jovens. Isto porque alunos do 2º ou 3º ciclo que saem para a rua a reclamar algo de que não têm informação nenhuma, usando isso para faltar às aulas, não tem cabimento nenhum. Já para não falar na educação que se inicia no ambiente familiar.

    Falta incentivar e aliciar os alunos para um futuro sólido em termos de carreira, portanto terá de se pegar em mais pontas para além da educação (falo na situação do desemprego e saídas profissionais).

    Falta método nas formas de ensino dos professores...quantas vezes eu não assisti a aulas em que o lema era despejar matéria à força toda, de forma monótona e secante. Há que investir em métodos interactivos, que prendam a atenção e concentração dos alunos. Rigor, juntamente com este tipo de aprendizagem, é um passo largo para os bons resultados. E falo por experiência própria, porque posso garantir que sempre necessitei de aulas dinâmicas, em que não era apenas a ler, ou apenas a ouvir, que se aprendia. Era ver, ouvir, interagir. E o rigor é essencial! Muitas vezes pensei que preferia andar numa escola privada do que pública, por necessitar de ser "obrigada" (no sentido do incentivo) a ter bons resultados.

    Não será mau investir também em mais testes durante os períodos e semestres, para não acontecer o que geralmente acontece: acumular 200 páginas ou mais para estudar de cada vez e que normalmente fica para a véspera; enquanto que se a avaliação fosse, de facto, contínua, as formas de avaliação eram constantes. E não falo apenas de testes escritos individuais; falo de trabalhos em grupo, trabalhos individuais, testes de grupo, testes individuais, testes orais, etc., realizados frequentemente.

    Eu própria posso evidenciar que do secundário para o ensino superior, a diferença é muita em termos de métodos de aprendizagem e de estudo do aluno; E o método de estudo a que estamos habituados no secundário não nos serve de nada no Superior. Mas a lacuna não existe apenas na transição destas fases...acontece exactamente nas transições entre o 1º para o 2º ciclo, e deste para o 3º, e deste para o secundário. Falta igualmente dar total apoio financeiro aos alunos...não tem cabimento pagar 300 euros por filho no básico por causa de livros e material escolar (mas claro, custa muito tirar metade dos salários bilionários dos nossos caros bancários, ministros, etc.); Será, portanto, necessário modificar muitas coisas.

    Falando agora das famosas aulas de substituição, posso começar por referir que sou totalmente a favor, mas não como estão implementadas (ou estavam, no início) em que não tinham qualquer organização ou sentido. Uma aula de substituição devia ser isso mesmo. Um professor de uma determinada disciplina faltava e, quem nos vinha dar aula, era outro professor habilitado para a mesma disciplina, porque foi na minha altura em que se implementou essa medida e posso já dizer que essas aulas eram passadas a jogar cartas.

    O tempo de férias e de aulas, ou os horários escolares, também devia ser tudo reformulado. E jamais admitiria que um aluno meu utilizasse a força física ou até verbal na minha aula, portanto, devolvam a autoridade aos professores (mas isso, claro, já vem do próprio professor).

    Sinceramente, não me importava nada de ser o Eng. José Sócrates ou a cara ministra Isabel Alçada. Ah, e concordo totalmente com as implementações a nível do investimento tecnológico nas escolas e, claro, com as renovações das instalações escolares.
    « Última modificação: 18 de Janeiro de 2010 por Gossow »

      O que mudar na educação em Portugal?
      #82

      Offline alexalex

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      Li aqui alguns tópicos que me deixaram mesmo surpreendido,.. mas enfim!

      Eu concordo plenamente que os profs devem ter toda a autoridade dentro de uma sala de aula e que hoje em dia dá--se muitas facilidades aos "alunos rebeldes".
      Mas temos que nos pôr em todas as situações quando analisamos um caso. O que mais me irrita é os professores em constantes greves a exigiram x e y... Meus amigos, os professores (e acho que já assim é, e se não é, vai ser para todos os funcionários públicos) devem reger-se pelo código do trabalho como qualquer outro trabalhador... Não temos que andar a pagar por regalias dos outros... Antes (não sei de ainda o é) um professor tinha o direito de faltar um dia por mês sem o justificar e receber o salário como se fosse uma falta justificada... Acham isto normall??? Ser a um professor lhe apetece ficar a dormir até ao meio-dia e não ir trabalhar, fica e ainda recebe por isso... Sei de casos (prof. não do Ensino Superior) que se reformaram ás 55 anos com 2500€... como é que um país aguenta isto??? E ainda por cima não considero uma profissão tão prestigiada, nem dificil. Adorei muitos dos meus professores e continuo a gostar muito e acho que aprendi muito com eles. Mas se fosse uma profissão muito difícil, não havia tanta gente a candidatar-se para ser professor...
      Quanto à avaliação...Concordo que se revoltem contra o modelo... Algumas coisas estão incorrectas... Mas eu vi muitos professores a queixarem-se da avaliação mesmo... E quando esteve para ser implementado, as aulas estavam a 3 meses de terminar... Eu ouvi, profs com a lata de dizer: Só temos 3 meses para mostrar-mos que somos bons profs... Isto é vergonhoso... Um prof tem que ser um bom profissional SEMPRE e não só quando se submete a uma avaliação..
      E quanto ás aulas de substituição, acho muiito bem... eu estudei numa escola semi-privada onde haviam aulas de substituição e nenhum de nós morreu por isso!!

        O Ensino em Portugal
        #83

        anjo azulado

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        Acho que tem falhas, tenho uma deficiência auditiva e nunca tive direito a ensino especial, como resultado disso passava o tempo distraido na sala de aula e os professores nada fizeram para resolver a minha distração.
        « Última modificação: 12 de Fevereiro de 2010 por anjo azulado »

          Ser professor - discussão
          #84

          Offline pedrosilvaesc

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          Ontem durante uma enorme viagem de autocarro do Colombo até casa deparei-me com gente que não parava de falar mal dos professores, falavam tão, diziam que os professores devem fazer os exames para se habilitarem a serem professores (logo perante isto pergunto-me que andaram a fazer na faculdade, se têm canudo que os habilita a serem professores, porque teriam de fazer exames que os habilita de facto a serem professores), os professores têm de se sujeitar ao que o ministério da educação diz, os professores isto, os professores aquilo, etc...Ora quem me conhece muito bem não sou pessoa de ficar calada e se achar algo incorrecto sou o primeiro a falar e logo aí começou a peixeirada porque não gostei mesmo de ouvir o que estavam a dizer, nem toda a gente é perfeita, nem todos os professores têm o dom de captar a atenção dos alunos nas aulas e de lhes mostrar o que fazer com o conhecimento que adquirem. Ninguém se pode considerar bom em nada, isso é o fim de tudo, mas tenta-se melhorar todos os dias. Deve haver uma insatisfação em toda a gente no sentido de poder melhorar, um bom professor tem de "ver as diferenças entre os alunos e levá-los a entendê-las e respeitá-las". Mesmo com a situação de instabilidade que muitos professores atravessam em Portugal, a maioria dos que abraçam a profissão para toda a vida têm dado provas disso, mas será mesmo isto verdade? A verdade parece-me óbvia! É UMA VERGONHA A MANEIRA COMO OS PROFESSORES SÃO MALTRATADOS NÃO SÓ PELO c***** DO MINISTRO, PELO RESTANTE GOVERNO E RESTANTES CIDADÃOS QUE NEM SONHAM O QUE É SER PROFESSOR E A VIDA DO MESMO! Juro que me irritei com as senhoras que falavam mal dos professores e que disseram aquilo que referi anteriormente! Apenas digo o seguinte algumas dicas como ser professor de um ex-aluno que andou na escola mais de 12 anos lectivos e que teve a oportunidade de ser grande amigo de muitos professores e que convive com muitos e ouve o que eles dizem, contam a forma como é a profissão e como são tratados. Nunca um professor deve: elogiar apenas os resultados, querer ser visto como amigo dos alunos, confundir a forma com o conteúdo: tem de ter capacidade de transmitir e de fazer os alunos aprenderem, não sendo apenas um bom orador, não resultarem consequências da aula: as aulas não podem ser apenas um cumprimento de calendário e uma forma de ocupar o tempo. Da aula terá de resultar sempre algo: ser popular, advertir ou punir interrompendo a aula, usar as tecnologias de forma inadequada, não cumprir com as regras estabelecidas, ser excessivamente crítico e improvisar. Um professor deve sempre: cumprimentar os alunos com entusiasmo, encarar os primeiros minutos da aula como sendo absolutamente determinantes, começar a aula com uma pergunta em jeito de desafio, recorrer a âncoras ou organizadores prévios: A maioria dos alunos têm mais facilidade em compreender uma nova matéria se a relacionarem com outra que já era do conhecimento do professor, sempre que possível arranjar uma analogia que ajude a ilustrar o que se está a dizer. Pode ser muito importante para a compreensão do aluno, é importante explicar ao aluno a utilidade da matéria, complexidade tem de aumentar à medida que a matéria é exposta, procurar utilizar conceitos e uma sequência lógica de exposição da matéria, as aulas devem ser sempre passadas com algum humor, sobretudo quando está directamente relacionado com a matéria, fazer o ponto da situação é importante para ajudar alguns alunos que têm desconcentrações momentâneas e perdem o sentido sobre o que está a ser exposto. Espero que aquelas senhoras da peixeirada que armei ontem no autocarro pensem muito bem antes de falar de quem um dia lhes ensinou a ler, escrever, tudo e mais alguma coisa! Agora depois de lido isto como fazer o que anteriormente foi dito com um ministro da educação também ele professor que maltrata os da sua profissão? Dá na cabeça para fazer aqueles ridículos exames? Por mais quanto tempo tem-se de aturar ministros, governos e afins? Até quando??? Eu digo que ser professor hoje em dia é pura paixão pela profissão ou algo do género, porque ser professor hoje em dia é uma profissão degradante, precária, onde não é dado o devido valor a quem exerça esta profissão! Ser professor não é fácil, é a minha opinião pessoal de um ex-aluno, sim é verdade, mas que já sentiu na pele o que é ser professor, quem o é, como vive alguém que anda quilómetros e quilómetros para exercer a sua profissão, ir para a escola a chorar porque não lhe é dado o devido valor, preservar a qualidade de ensino nas escolas, é indispensável preocupar-mo-nos seriamente e imediatamente com a saúde dos professores, com uma classe docente desvalorizada e maltratada, longe vão os tempos em que os professores "brilhavam" e em que a escola era considerada uma "fonte sagrada". Preguiça, incompetência, oportunismo, falta de profissionalismo, fuga ao trabalho são algumas das características que as mensagens provenientes do Ministério da Educação foram deixando passar para a opinião pública. Os professores precisam de preparar as suas aulas, de estudar continuamente para aprofundar os seus conhecimentos da matéria que ensinam e de outras áreas fundamentais ao exercício da sua profissão, de corrigir trabalhos e de realizar um sem-número de outras tarefas fora das aulas, o Ministério da Educação foi reforçando a ideia, previamente existente na opinião pública, de que os professores trabalham pouco, limitando-se a "dar umas horitas" de aulas. Assim surgiram as aulas de substituição, bem mais desgastantes do que uma normal, no tempo de redução da componente lectiva que, devido à idade, ia sendo atribuída por reconhecimento do desgaste que a profissão acarreta. Assim se vão já levantando vozes sobre a ocupação dos professores nas interrupções lectivas do Natal, do Carnaval e da Páscoa (como se não estivessem sobejamente ocupados na preparação e realização de reuniões de avaliação e na preparação do período escolar seguinte). Quanto às aulas de substituição, elas padecem de uma indefinição terminológica. Quando se fala com pais e encarregados de educação, trata-se efectivamente de aulas, para que saibam que os seus filhos estão ocupados com aulas sempre que estão na escola. Quando se fala com professores, não existem aulas de substituição que, por artes mágicas, se transformam em actividades de substituição, para poderem fazer parte da componente não lectiva. Não questiono as vantagens da ocupação plena dos alunos, mas tão-só a forma como ela se tem vindo a efectuar e a desvalorização da imagem dos professores - pouco trabalhadores - que ela traz implícita. Quanto ao abandono escolar, a responsabilidade exclusiva dos professores neste grave problema é afirmada pelo Ministério da Educação ao apontá-lo como critério a ter em conta na avaliação dos docentes, ora ouvir isto no autocarro que apanhei ontem para casa é chocante! Ora todos nós sabemos que o facto de o abandono escolar não ser maior deve-se à intervenção de professores e de outros profissionais, como, por exemplo, os psicólogos escolares, que ultrapassam as suas funções e desdobram-se em esforços para conseguirem levar muitos alunos à escola, realizando, por vezes, verdadeiros "milagres". Deparam-se esses profissionais com famílias completamente desestruturadas pela miséria, pelo desemprego, pela doença, pela prisão de pais e/ou irmãos, pela droga e por outros flagelos e lutam contra a falta de apoios institucionais e sociais. Noutros países, existem medidas de apoio às famílias e os pais são responsabilizados pela assiduidade dos filhos, sendo tomadas medidas para que exerçam as suas funções parentais. No nosso país, essa responsabilidade sobra para os professores. Com uma classe docente desvalorizada e maltratada, longe vão os tempos em que os professores "brilhavam" e em que a escola era considerada uma "fonte sagrada". Ainda vale a pena ser professor? Mesmo para quem gosta muito da profissão, vai sendo cada vez mais difícil conseguir encontrar argumentos positivos para colocar no prato "sim" da balança em contraponto aos sucessivos e rudes golpes que a profissão tem vindo a sofrer e que a fazem inclinar para o prato do "não". Por quanto tempo terão os professores de viver assim?

             

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