rede ex aequo

Olá Visitante31.out.2020, 03:45:58

Autor Tópico: Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual  (Lida 11849 vezes)

 
Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
#20

Offline bluejazz

  • *****
  • Associad@ Honorári@
  • Membro Vintage
  • Género: Feminino
    • Homofobia
Gente, leiam, subcrevam e divulguem esta petição, por favor. :)

Esta resolução é muito importante!

Por favor vide o link no post antes deste. ;)
    "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

    Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
    #21

    Offline Proust

    • **
    • Membro Júnior
    • Género: Masculino
    Assinado e divulgado... ;)
    118200 assinaturas é pouco...  :-\>:( todos a trabalhar... ;)
      "Os Antepassados cantaram o seu caminho através de todo o mundo (..) caçaram, comeram, fizeram amor, dançaram, mataram: por onde passaram deixaram um trilho de música" (Bruce Chatwin)

      Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
      #22

      Offline Emanem

      • *****
      • Membro Elite
      • Género: Feminino
      • Será loucura? Não... é paixão!


      Tb vou assinar!  ;D
        Abraça a vida com paixão, vence com ousadia, pensa com classe! Ri, chora, ama! Melhor que tudo é viver cada segundo sem medo! O que importa mesmo é sermos felizes! :)

        Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
        #23

        Offline bluejazz

        • *****
        • Associad@ Honorári@
        • Membro Vintage
        • Género: Feminino
          • Homofobia
        A página da petição tem uma nova morada!

        http://www.ilga.org/brazilianresolution/petition.asp?LangueID=5

        Assinem, por favor!
          "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

          Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
          #24

          Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
          #25

          Offline bluejazz

          • *****
          • Associad@ Honorári@
          • Membro Vintage
          • Género: Feminino
            • Homofobia
          Sempre o mesmo... :(

          Deixo aqui partes da notícia do link que a Van deixou:

          Brazil dropped the motion when it became clear the Vatican and Arab countries led by Egypt would not let it pass.

          One member of the European Parliament called the opposition "The Unholy Axis".

          “Millions of people across the globe face imprisonment, torture, violence, and discrimination because of their sexual orientation,” said MEP Michael Cashman, who is gay.

          “For the second year running the UN has failed to condemn this discrimination and the continuing abuses of human rights on the basis of a person’s sexuality.

          “Both the Vatican and the Conference of Islamic States should hang their heads in shame for having reduced their beliefs to the gutter of bigotry and discrimination,” said Cashman, an actor before he turned to politics.

          The same "axis" is attempting in New York to revoke an executive order by Secretary General Kofi Annan that would provide the same-sex partners of UN workers the same benefits as married couples if their home countries approve.
            "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

            Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
            #26

            Offline cacao

            • *****
            • Associad@ Honorári@
            • Membro Vintage
            • Género: Feminino
            • "There´s no sin, but stupidity" Oscar Wilde
              • Mais sobre mim...
            Pasmem-se...
             
            Um amigo meu enquanto navegava no site da Resolução Brasileira notou que era reencaminhado para este site:
             
            http://www.stopbrazilianresolution.com/index.html
             
            Coligação em Oposição à Resolução Brasileira
            Trabalhando para promover a Liberdade de Expressão, de Associação e de Religião.

            LIBERDADE DE CRENÇA E DE RELIGIAO SOB AMEAÇA

            VAMOS COLOCAR UM PONTO FINAL NA RESOLUÇAO BRASILEIRA!


            Por favor, assinem com urgência a petição on-line em “Oposição à Resolução Brasileira”!

            A associação internacional de Lésbias e Gays deu entrada em uma petição e abaixo-assinado em suporte à uma Resolução Brasileira, no ano passado, e nós precisamos da sua ajuda para minimizar tais esforços que se destinam à criação de um Direito Humano de orientação sexual pela Nações Unidas (ONU), o que poderia seriamente afetar a Liberdade de Religião ao redor do mundo.
            PETIÇAO ON-LINE

            Eu assino esta petição em oposição a qualquer resolução que venha a ser introduzida nas Nações Unidas, no Encontro da Comissão de Direitos Humanos de 2004, em Genebra, que venha a criar um novo Direito Humano de orientação sexual, e que venha a infringir o Direito de Liberdade de Expressão, de Associação e de Religião.

            Eu me oponho ao termos oferecidos, no ano passado, no Brasil, durante a 59ª Sessão da Comissão dos Direitos Humanos da ONU, assim como, oponho-me a qualquer tentativa proveniente de qualquer Nação, na 60ª Sessão da Comissão de Direitos Humanos de reduzir ou rebaixar os Direitos de Liberdade de Expressão, de Associação e de Religião.

            Assim como a qualquer tentativa de se criar um novo Direito Humano de orientação sexual ou de identidade sexual ou de gênero, independentemente de quão inofensivos, os termos utilizados e propostos em tal resolução, venham a se apresentar.

            As conseqüências de tal resolução, sejam elas não-intencionais e ainda que não-previsíveis, podem ser drásticas! Por favor, encaminhe a minha petição a todos os membros da Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas – ONU.


            Sem comentários!!!...
              Another one will bite the dust...

              "Se não houvesse nem mar nem amor, ninguém escreveria livros." -  Duras

              "A felicidade é o livre uso das nossas capacidades". - V. Woolf

              Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
              #27

              Offline joão paulo (PG)

              • ****
              • Membro Sénior
              • Género: Masculino
              • Porquê o medo que os outros ajudem alguém?
                • PortugalGay.PT
              Brasil anuncia adiamento da sua resolução sobre orientação sexual e direitos humanos

              Num comunicado de imprensa datado de 29 de Março de 2004, o Brasil anunciou a sua decisão de manter a sua resolução "sobre orientação sexual e direitos humanos" à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas "sob processo de consulta e requerer à Comissão que adie a sua consideração".

              "Já estivemos neste ponto com as Nações Unidas" afirma Kursad Kahramanoglu, Co-Secretário Gerald a ILGA (International Lesbian and Gay Association). "Esta aliança sem princípios do Vaticano e da Conferência de Estados Islâmicos (CEI) nas Nações Unidas já torceu o braço a muitos países até praticamente o ponto de rotura no passado. O apoio tímido de alguns dos apoiantes tradicionais de direitos LGBT também contribuiu para o sentimento de isolamento da Governo Brasileiro. Existem, no entanto, numerosos países que apoiam direitos humanos para as pessoas LGBT. A ILGA vai pedir a diversos outros países que apoiam esta resolução para a patrocinarem. A nossa equipa em Genebra com outros apoiantes dos direitos humanos vai continuar a motivar todos os envolvidos. Agradecemos ao Brasil a sua árdua luta até este momento, em nome dos milhões de pessoas LGBT em todo o mundo. Pessoas que esperam que isto seja o fim de um assunto que é tristemente esquecido. Resolver esta situação da forma que o Vaticano e a CEI exigem, iria implicar a negação da nossa própria existência. Não podemos pura e simplesmente fazê-lo. Os Direitos das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros são Direitos Humanos, e é apenas uma questão de tempo até que todo o mundo reconheça este facto."

              Do Sri Lanka, Rosanna Flamer-Caldera, Co-Secretária Geral da ILGA acrescenta: "Alguns podem dizer que o Brasil recuou sobre pressão. Os nossos direitos não podem ser negados para sempre. Nós vamos lutar e eventualmente ganhar os Direitos Humanos que têm nos sido negados durante todo este tempo".

              A ILGA, uma federação de mais de 400 organizações nacionais e internacionais trabalhando pelos direitos iguais para lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT), decidiu apoiar este texto histórico mobilizando forças e pedindo que os apoiantes assinem uma petição a favor do texto e da inclusão da identidade de género na sua versão final, de forma a endereçar as violações sofridas por transgéneros. Até este momento a petição foi assinada por 43 000 pessoas e será entregue na próxima sexta feira, 2 de Abril, ao Embaixador Australiano Mike Smith, Presidente da 60ª sessão. A ILGA que juntou forças com uma coligação de ONGs estará presente durante toda a 60ª sessão da Comissão com uma equipa de activistas de todo o mundo para garantir que as vozes da comunidade LGBT são ouvidas em Genebra.

              Mais informações em www.ilga.org


              http://www.portugalgay.pt/politica/portugalgay42.asp

                Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                #28

                Offline cacao

                • *****
                • Associad@ Honorári@
                • Membro Vintage
                • Género: Feminino
                • "There´s no sin, but stupidity" Oscar Wilde
                  • Mais sobre mim...
                Le ventre de "une"
                Une circulaire sur les mariages gays enflamme l'ONU




                LE MONDE | 03.04.04 | 16h43
                Genève de notre correspondante

                Kofi Annan pensait bien faire. Il n'était pas prévu que sa circulaire, distribuée discrètement aux fonctionnaires de l'ONU le 20 janvier et passée longtemps inaperçue, soulève une telle tempête.  Le secrétaire général y étend aux mariages entre personnes de même sexe les droits aux prestations liées au statut familial. Mais le deuxième paragraphe précise que le versement des prestations n'est possible que si "le mariage est considéré comme valable d'après les lois du pays de nationalité d'un fonctionnaire". Ce qui veut dire que seuls les Canadiens, les Français (grâce au pacs), les Belges, les Hollandais et les Danois peuvent en profiter. Depuis son entrée en vigueur, le 1er février, cinq couples seulement ont satisfait à ses critères à New York et un couple à Genève. Scandalisée, une Canadienne qui ne peut pas épouser son amie américaine a organisé, au Bureau international du travail (BIT), une réunion à laquelle ont participé une centaine de fonctionnaires - gays et lesbiennes - exigeant un "traitement égal".

                A New York, la circulaire a provoqué une véritable levée de boucliers de la part des gouvernements. Elle pourrait faire l'objet d'une résolution, très inhabituelle, à la Commission des affaires administratives et budgétaires de l'ONU, où l'on décide par consensus... Contre lui, Kofi Annan a "l'alliance impie" des pays islamistes, des fondamentalistes chrétiens américains et du Vatican, en l'espèce conseillé, dit-on, par un cardinal hondurien. Ils exigent que M. Annan revienne sur sa décision. L'Iran et l'Egypte ont fait circuler les textes d'une résolution dans ce sens. La Russie et la Chine sont aussi contre la décision et mettent en question les prérogatives du secrétaire général.

                Kofi Annan a avec lui certains pays européens et tous les latinos, à l'exception du Honduras. Le lobbying pour les voix des autres pays - afin d'obtenir un consensus - a déjà commencé. En attendant les résultats, les "ayatollahs de Téhéran et ceux de Washington", selon la formule d'un diplomate, font pression à leur manière. Ils ont pris en otage une autre commission de l'ONU, celle de la Conférence de la population et du développement, réunie à New York, où depuis quelques jours toutes les discussions sont bloquées.

                Afsané Bassir Pour

                http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3208,36-359836,0.html
                  Another one will bite the dust...

                  "Se não houvesse nem mar nem amor, ninguém escreveria livros." -  Duras

                  "A felicidade é o livre uso das nossas capacidades". - V. Woolf

                  Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                  #29

                  Offline Proust

                  • **
                  • Membro Júnior
                  • Género: Masculino
                  From Argentina to the UN
                  "Fundamentalist religions, doctrines, and politics cannot sustain the shame of the inequality suffered by people because of their sexual orientation and gender identity."
                  17/04/2004

                  Pedro Anibal Paradiso Sottile and Cesar Cigliutti (CHA - argentina) gave a speech at the 60th Session of the United Nations Commission on Human Rights. (Item 14: Vulnerable groups)

                  Dear President and Members of the Commission,

                  As a member of the Permanent Assembly for Human Rights, the Homosexual Argentinean Community and the International Lesbian and Gay Association, I would like to draw your attention to the violation of human rights we are experiencing on the grounds of our sexual orientation and our gender identity.

                  Many nations in the world are now in the process of granting the same civil, legal and human rights to homosexual people as to the rest of their populations. Nevertheless, certain countries continue to discriminate against gay, lesbian, transvestite,
                  trans-sexual and bisexual people.

                  This discrimination manifests itself in persecution and, in some instances, murder. In many cases, the state encourages intolerance which denies us the right to health, housing, education and work, making us "invisible" and susceptable to insults in our daily lives.

                  We need official support and protection to help stop these abuses and to make sure the abusers do not go unpunished.

                  We believe that it is only a matter of time before our rights are recognised. Fundamentalist religions, doctrines, and politics cannot sustain the shame of the inequality suffered by people because of their sexual orientation and gender identity.

                  We call upon the United Nations Commission on Human Rights to affirm the universality of the right for adults to be themselves and to be free to love each other.

                  This year, a large and diverse delegation, from all parts of the world, has joined with international groups, including ILGA (the International Lesbian and Gay Association, a federation of over 400 organizations from 90 countries), to ensure that our voices are heard here in Geneva. We represent all ethnicities, all social backgrounds, all cultures and all religions. We ask you to recognise our right to be protected from discrimination on the grounds of our sexual orientation and gender identity in the same way as we would be protected if we suffered from discrimination on the grounds of our race, political views or religion.

                  The President of Argentina supports and recognizes universal human rights for all, irrespective of their sexual orientation and gender identity. Argentinian civil society has also expressed its support for us through human rights organizations, trade unions and social groups.

                  As members of this Commission, you have the power to change and improve our situation and history. Equality, justice and freedom are intrinsic values that cannot be negotiated. We, and millions of people around the world, look to you for your support in our struggle for justice.

                  Only education and respect for diversity can guarantee the dignity of people and civilizations: the foundation of the struggle of gay men, lesbians, transvestites, trans-sexuals and bisexuals for their dignity is the basic human desire for freedom.

                  “At the origin of our fight is the desire for freedom”.

                  Thank you.


                  Pedro Paradiso Sottile and Cesar Cigliutti
                  Asamblea Permanente por los Derechos Humanos
                  (APDH)

                  Comunidad Homosexual Argentina
                  "En el origen de nuestra lucha está el deseo de todas las libertades"
                  Ciudad de Buenos Aires- Argentina
                  informacion@cha.org.ar - http://www.cha.org.ar/html/index.html

                  Original em: http://ilga.org/news_results.asp?LanguageID=1&FileID=38&FileCategory=1&ZoneID=7

                    "Os Antepassados cantaram o seu caminho através de todo o mundo (..) caçaram, comeram, fizeram amor, dançaram, mataram: por onde passaram deixaram um trilho de música" (Bruce Chatwin)

                    Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                    #30

                    Offline Lingo

                    • **
                    • Membro Júnior
                    Bem pelo que eu entendo, a Igreja continua a ser o maior inimigo para os gays e lésbicas.

                    Pelo que entendo, a Igreja faz exactamente o que fazia há séculos: condenava os GLBT à morte e mandava-os para a fogueira.  Hoje faz isto, mas em versão moderna: através do direito internacional, do marketing, propaganda e da cultura lá vai conseguindo condenar ... ao estigma e á ostracização.

                    Os meus pêsames por mais uma atrocidade cometida... daqui a 500 anos depois vêem pedir desculpas. PQOSP!

                      Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                      #31

                      Offline joão paulo (PG)

                      • ****
                      • Membro Sénior
                      • Género: Masculino
                      • Porquê o medo que os outros ajudem alguém?
                        • PortugalGay.PT
                      Declaração apresentada na passada sexta feira na Comissão de Direitos Humanos da ONU.

                      Notar a inclusão de Portugal. E a falta de Itália...

                      Statement on Human Rights and Sexual Orientation

                      Mr. Chairman,

                      I am taking the floor on behalf of Austria, Belgium, the Czech Republic, Denmark, Finland, France, Germany, Greece, Ireland, Luxembourg, the Netherlands, Portugal, Slovenia, Spain and Sweden as well as the United Kingdom.

                      Mr. Chairman,

                      We note the decision by Brazil to request the Commission on Human Rights to postpone consideration of its draft resolution on the issue of sexual orientation to next year’s session.

                      We firmly believe in the universal principle that all human beings are equal in dignity and rights and that everyone is entitled to all the rights and freedoms set forth in the Universal Declaration of Human Rights without distinction of any kind.

                      Non-discrimination, including on the grounds of sexual orientation, is at the core our policy. We view consideration of this issue by the Commission on Human Rights as a step towards the recognition that the enjoyment of human rights and fundamental freedoms by all persons should not be hindered in any way on the grounds of sexual orientation. We note that discrimination on these grounds occurs all over the world.

                      In addition to efforts undertaken by states, we note the role of civil society in raising the profile of this issue and increasing understanding of its importance in the context of human rights.

                      We look forward to respectful consideration of this issue at next year’s session of the Commission on Human Rights and will continue to support Brazil’s efforts towards building consensus on this important human rights issue.

                      Thank you, Mr. Chairman.

                        Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                        #32

                        Offline bluejazz

                        • *****
                        • Associad@ Honorári@
                        • Membro Vintage
                        • Género: Feminino
                          • Homofobia
                        A Resolução sobre Orientação Sexual e Direitos Humanos foi postergada
                        para 2005
                        Genebra, 15 de abril de 2004.

                        Esta manhã, a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas decidiu
                        por consenso postergar a Resolução Brasileira  sobre Orientação Sexual e
                        Direitos Humanos, a primeira da história da ONU, para a 61° Sessão  em
                        2005.
                        Nao houve votação nem debates. O Embaixador Mike Smith, presidente da
                        Sessão declarou que não houve objeção nem oposição a proposta brasileira
                        de 31 de março para postergar a consulta da Resolução.

                        A preocupação era alta de que a Resolução poderia perder numa votação
                        ou ser retirada da pauta da ONU.
                        Pela primeira vez na história das Nações Unidas uma numerosa delegação
                        de ativistas GLBTs de vários países – Fiji, Sri Lanka, Brasil,
                        Argentina, Mexico, Chile, India, Nepal, Alemanha, etc. - está presente
                        trabalhando para que os direitos dos gays, lesbicas, Bissexuais e Trangêneros
                        sejam respeitados e reconhecidos.

                        A postergação dá aos ativistas GLBTs mais um ano para prepararem-se
                        para lutar contra os opositores da Resolução. A petição da ILGA , mais que
                        nunca, pode ser um elemento muito util nesse sentido.

                        Abraço para todas e todos,

                        Beto de Jesus
                        IEN - Instituto Edson Neris
                        Membro da Delegação da ILGA (Associação Internacional de Gays e Lesbicas) em Genebra.

                        A ILGA - International Lesbian and Gay Association - reúne mais de 400
                        organizações de 90 países em todo o mundo e é a única coligação
                        internacional de pessoas LGBT lutando por direitos iguais.
                        O seu mote continua inalterado desde a sua criação em 1978: "Direitos
                        LGBT são Direitos Humanos".
                        http://www.ilga.org
                          "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

                          Re:Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                          #33

                          Offline joão paulo (PG)

                          • ****
                          • Membro Sénior
                          • Género: Masculino
                          • Porquê o medo que os outros ajudem alguém?
                            • PortugalGay.PT
                          http://www.portugalgay.pt/politica/portugalgay45.asp

                          12 Junho 2004
                          Quem votará na resolução brasileira em Genebra no ano que vem?

                          Os 14 países a seguir são aqueles cujo período na CHR expirou este ano:

                          Armênia, Áustria, Bahrein, Chile, Croácia, França, México, Paquistão, República da Coréia, Serra Leoa, Sudão, Suécia, Togo, Uganda.

                          Os 14 países a seguir foram eleitos ou aclamados para um novo período de três anos:

                          Armênia, Canadá, Equador, Finlândia, França, Guiné, Quénia, Malásia, México, Paquistão, República da Coreia, Roménia, Sudão, Togo.

                          Nada impede que um país cujo período tenha expirado seja reeleito. Alguns dos novos candidatos são, na verdade, antigos membros da Comissão cujos períodos foram renovados por mais três anos.

                          Deixando de lado os membros recorrentes, os recém-chegados são: Canadá, Equador, Finlândia, Guiné, Quénia, Malásia e Roménia, que estão substituindo Áustria, Bahrein, Chile, Croácia, Serra Leoa, Suécia e Uganda. Consequentemente, somente sete países da Comissão foram alterados.

                          Esta é a divisão por regiões:

                          África: 2005: Guiné, Quénia, Sudão, Togo (em 2004: Serra Leoa, Sudão, Togo, Uganda)

                          Ásia: 2005: Malásia, Paquistão, República da Coreia (em 2004: Bahrein, Paquistão, República da Coreia)

                          Europa Oriental: 2005: Arménia, Roménia (em 2004: Arménia, Croácia)

                          América Latina: 2005: Equador, México (em 2004: Chile, México)

                          Europa Ocidental e outros: 2005: Canadá, Finlândia, França (em 2004: Áustria, França, Suécia)

                          John Fisher ARC International / Canadá

                          Mais informações em www.ilga.org


                            Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                            #34

                            Offline bluejazz

                            • *****
                            • Associad@ Honorári@
                            • Membro Vintage
                            • Género: Feminino
                              • Homofobia
                            9/3/2005
                            :: Brasil retira resolução antidiscriminação na ONU

                            O governo brasileiro retirou da pauta a resolução antidiscriminação na ONU (Organização das Nações Unidas).

                            Criada ainda em 2002 durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a resolução era ferrenhamente criticada pelos países islâmicos e pelo Vaticano. Em 2003, esses países apresentaram uma moção de não ação na ONU, ou seja, a intenção era decidir se o assunto era relevante ou não. A moção, no entanto, não foi aprovada.

                            Em 2004, o Brasil retirou a proposta da agenda da ONU e este ano não colocará o tema para debate na 61ª sessão da Comissão de Direitos Humanos, que acontece ainda este mês em Genebra, na Suíça. O Itamaraty justificou a decisão dizendo que não quer prejudicar a reunião de cúpula organizada pelo presidente Lula que tem por objetivo formalizar a coalisão entre a América do Sul e o Mundo Árabe, em Brasília, no próximo mês de maio.

                            Segundo diplomatas brasileiros, não haveria espaço para se negociar uma saída que possibilitasse uma vitória do projeto em uma nova votação na ONU.

                            A resolução brasileira pedia que os governos tomassem medidas que impedissem que um cidadão, por sua orientação sexual, fosse discriminado ou sofresse violações de seus direitos humanos.

                            Na próxima reunião da Comissão de Direitos Humanos, Alemanha, Canadá, Argentina, México e Chile apresentarão uma nova resolução, que inclui a Orientação Sexual e a Identidade de Gênero. Os ativistas brasileiros esperam que o país vote a favor da nova resolução.

                            “O que precisamos agora é que se essa nova opção se concretize, que o Brasil vote favorável. Que não vote contrário, nem se abstenha. Essa é nossa missão agora. O voto favorável do Brasil é muito importante”, diz o ativista Beto de Jesus.

                            Segundo o ativista, o assunto estará na pauta de reunião entre a ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros) e o governo federal na próxima semana.

                            http://mixbrasil.uol.com.br/mundomix/centralplus/noticia.asp?id=2095
                              "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

                              Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                              #35

                              Whisper

                              • Visitante
                              Eu ontem peguei no Metro e li la que o Brazil ia parar a luta de 2 anos o que era contra a descreminação para com os homossexuais em relação a ONU pois o vaticano e outra entidade que agora me esqueci não aceitava a homossexualidade  :-\

                                Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                                #36

                                Offline bluejazz

                                • *****
                                • Associad@ Honorári@
                                • Membro Vintage
                                • Género: Feminino
                                  • Homofobia
                                Whisper, se leres o post acima do teu tens todas as informações precisas sobre isso. ;)
                                  "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

                                  Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                                  #37

                                  Offline bluejazz

                                  • *****
                                  • Associad@ Honorári@
                                  • Membro Vintage
                                  • Género: Feminino
                                    • Homofobia
                                  Statement by Luxemburg on behalf of 34 European countries in support of non-discrimination on the basis of sexual orientation at the UN CHR

                                  Dear friends

                                  During Item 6 (Racism, Racial Discrimination, Xenophobia and all Forms of Discrimination) on Monday Luxemburg as the EU presidency made a forceful statement condemning discrimination on the basis of sexual orientation on behalf of 34 countries:

                                  http://www.unchr.info/61st/docs/0321-Item6-Luxemourg(EU)-En-Fr.pdf

                                  "I have the honour to take the floor on behalf of the European Union. The Acceding countries Bulgaria and Romania, the candidate countries Turkey and Croatia, the Countries of the Stabilisation and Association Process and potential candidates Albania, Bosnia and Herzegovina, the Former Yugoslav Republic of Macedonia, Serbia and Montenegro and the EFTA country Iceland, member of the European Economic Area, align themselves with this declaration.

                                  ....


                                  Discrimination can take many forms, often insidious. In that connection, the EU would stress the unacceptability of any discrimination based on sexual orientation. The EU is deeply concerned about reports of continued and unacceptable violence, persecution, denial of fundamental freedoms and violations of human rights (including the right to life), arrests,  arbitrary detentions and other abuses and violations of human dignity on the basis of sexual orientation."

                                  During the high level segment (speeches by Foreign Ministers and other dignitaries) last week Switzerland and Norway made statements in support of non-discrimination on the basis of sexual orientation (the EU countries Finland, Slovakia, Spain, Sweden also did as did Canada and Uruguay).

                                  So all together 36 countries within the Council of Europe are on record this year as supporting the issue. I want to thank all the NGOs who contacted their governments and made this possible.

                                  Most significantly two OIC (Organisation of Islamic Conferences) member countries (Albania and Turkey) and one OIC observer state (Bosnia and Herzegovina) are now on record as aligning themselves with the EU's policy on sexual orientation discrimination. So Pakistan, Egypt or Malaysia can no longer claim that the OIC is condemning the issue with one voice!! I am not sure how we can use this fact during the 61st and 62nd sessions of the CHR effectively.


                                  Best wishes

                                  Philipp Braun

                                  Member of the Board and International Coordinator
                                  Lesbian and Gay Federation in Germany (LSVD)
                                  Pipinstr. 7
                                   50667 Cologne
                                  Germany
                                  Mobile:+49-173-254-9800
                                  Email: Philipp.Braun@lsvd.de
                                  http://www.lsvd.de/lsvdenglisch.html
                                    "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

                                    Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                                    #38

                                    Offline bluejazz

                                    • *****
                                    • Associad@ Honorári@
                                    • Membro Vintage
                                    • Género: Feminino
                                      • Homofobia
                                    An overview of what happened yesterday
                                    Below you'll find an extensive overview written by John Fisher on what happened yesterday...

                                    Hi everyone,

                                    Greetings from a tired but happy crowd here in New York! As you all know, yesterday was an extraordinary day at the UN. Highlights included the adoption by the UN General Assembly of a voted resolution calling for an end to “killings committed for any discriminatory reason, including sexual orientation”, delivery of the joint statement on human rights, sexual orientation and gender identity by Argentina on behalf of 66 States, drawn from every region of the globe, delivery of a further joint statement on behalf of 57 States by Syria a powerful video message from the UN High Commissioner for Human Rights describing criminal laws against homosexuality as “anachronistic” and “relics of the colonial era”, and the Holy See taking the floor and, while expressing serious reservations, going on to urge States to repeal criminal laws against homosexuality.

                                    During the morning session, the General Assembly debated the resolution on extrajudicial executions, which condemned unlawful killings, including “all killings committed for any discriminatory reason, including sexual orientation”. The extrajudicial executions resolution has included “sexual orientation” as a protected ground since 2000, and is significant because it is the only UN resolution to include a specific reference to sexual orientation.

                                    The resolution was presented by Sweden, its traditional sponsor, on behalf of a broad range of cosponsors. Uganda, on behalf of the OIC (Organisation of the Islamic Conference) proposed an amendment to delete the phrase “including sexual orientation” and replace it with the word “whatsoever”. This led to a flurry of e-mails and SMSes from LGBT activists in the public gallery, as we sought to come up with the new slogan for our movements: “What do we want? ‘Whatsoever’ rights!! When do we want them? Whenever!”

                                    Sweden strongly defended the inclusion of sexual orientation in the resolution, arguing that “it is essential to protect people from killings based on sexual orientation, since this is still an extensive problem.”

                                    Thankfully the OIC amendment was defeated, and the GA voted to retain the sexual orientation reference by 78-60, with 28 abstentions. South Africa voted to support the OIC’s attempt to remove “sexual orientation” from the list of groups protected from killing. A vote on the extrajudicial executions resolution as a whole then passed by 127-0, with 58 abstentions.

                                    Shortly thereafter, the joint statement on sexual orientation, gender identity and human rights was read by Argentina on behalf of a grand total of 66 States. I think it’s fair to say that the statement reflects not only the largest, but also the strongest text ever delivered by States on issues of sexual orientation and gender identity at the United Nations, unequivocally affirming the principles of universality and non-discrimination in this 60th anniversary year of the Universal Declaration of Human Rights, placing gender identity squarely on an equal footing with sexual orientation, calling for the worldwide repeal of criminal sanctions, and addressing a broad range of other human rights violations, including violence, torture, arbitrary arrest and discrimination in accessing economic, social and cultural rights, including the right to health. The statement concluded by calling for perpetrators of human rights abuses to be held accountable, and emphasised the importance of protecting human rights defenders working on issues of sexual orientation and gender identity.

                                    An unprecedented 6 African States joined the statement, representing the first time that such a statement has had support from every region of the world. In Asia, the statement was supported by Japan, Nepal and Timor-Leste, and confirmations from Colombia and Paraguay that morning brought the total of Latin American signatories to 12. There was very good support within Central and Eastern Europe (18 signatories), and every State in the Western Group signed on, with the exception of Monaco, Turkey and the USA. The text of the joint statement is attached, and a full list of signatories together with links to the webcast is at the end of this message.

                                    Following the reading of the joint statement, Syria delivered another joint statement, which was somewhat less supportive. The Syrian text, largely orchestrated by Egypt, questioned the “so-called notions” of sexual orientation and gender identity, suggested these notions “have no legal foundation”, and expressed concern that “the notion of orientation spans a wide range of personal choices that expand way beyond the individual’s sexual interest in copulatory behaviour with normal consenting adult human beings, thereby ushering in the social normalisation, and possibly legitimisation of many deplorable acts including paedophilia”. In magnanimous concession, references in an earlier version of the text to bestiality and incest were dropped, presumably to attract more signatories.

                                    Interestingly, even the Syrian text appears to acknowledge that no human being should face human rights violations, stating: “We strongly deplore all forms of stereotyping, exclusion, stigmatisation, prejudice, intolerance, discrimination and violence directed against people, communities and individuals on any ground whatsoever, wherever they occur.” It concludes with the words: “We also urge all States and relevant international human rights mechanisms to intensify their efforts to consolidate the commitment to the promotion and protection of human rights of everyone on an equal footing, without exception.”

                                    Syria’s reading of its list of signatories went by rather quickly, so it was difficult at first to know exactly how much support their statement had garnered. They claimed throughout the afternoon to have delivered the statement on behalf of 60 States. I have now listened, and relistened, to the Webcast however, and it is quite clear that they only attracted 57 signatories. Syria read out a list of 59 names, and then announced at the end that two of the States mentioned (Kyrgyzstan and Uzbekistan) “are not in the list” – thereby losing 2 States in only 3 minutes, and bringing their numbers down to 57. They are now scrambling to get additional signatories, without apparently realizing that the GA has already moved on to another agenda item …

                                    This brought us to the end of the morning session, and following a group photo shoot, we adjourned to the ECOSOC Chamber for a high-level panel discussion, chaired by ILGA Co-Secretary General Gloria Careaga, and hosted by the Missions of France, the Netherlands, Argentina, Brazil, Croatia, Gabon and Norway. The panel involved a broad range of States, and activists.

                                    The panel also featured a video presentation by the UN High Commissioner for Human Rights, Ms. Navanetham Pillay. Amongst other things, the High Commissioner stated:

                                    “As we celebrate this month the 60th Anniversary of the Universal Declaration of Human Rights, it is timely to remember the spirit and intent behind that most vital of instruments … No human being, simply because of their perceived sexual orientation or gender identity, may be denied their human rights. No human being, simply because of their perceived sexual orientation or gender identity, may be subject to discrimination, violence, criminal sanctions, or abuse. …

                                    There are those who argue that because sexual orientation or gender identity are not explicitly mentioned in any of the conventions and covenants then there is no protection. My answer is that such a position is untenable as a matter of law .... The principle of universality admits no exception. Human rights truly are the birthright of all human beings. …

                                    Sadly, … there remain too many countries which continue to criminalize sexual relations between consenting adults of the same sex in defiance of established human rights law. Ironically many of these laws, like Apartheid laws that criminalized sexual relations between consenting adults of different races, are relics of the colonial era and are increasingly becoming recognized as anachronistic and as inconsistent both with international law and with traditional values of dignity, inclusion and respect for all.

                                    … It is our task and our challenge to move beyond a debate on whether all human beings have rights – for such questions were long ago laid to rest by the Universal Declaration – and instead to secure the climate for implementation …. Those who are lesbian, gay or bisexual, those who are transgender, transsexual or intersex, are full and equal members of the human family, and are entitled to be treated as such.”

                                    As the General Assembly resumed for the afternoon session, separate individual statements were read by each of Russia, Belarus and the Holy See. Russia and Belarus basically felt we should all be nicer to each other, avoiding subjects that could lead to “confrontation or divisiveness”. Russia indicated that it shared many of the concerns in the Syrian statement, although also stated that “the Russian Federation is against discrimination, intolerance, repression and acts of violence with respect to persons with non-traditional sexual orientation. At the same time the approach to this narrow, specific theme should be constructed within the context of existing legal universal instruments in the area of human rights protection” and sexual orientation should not be “artificially placed into a separate group”. Belarus described the issues of sexual orientation and gender identity as “complex” and “sensitive” issues which “should not be considered hastily”, and should be discussed in an atmosphere of “equitable and mutually respectful dialogue”.

                                    The Holy See then took the floor “in explanation of position” on the Argentinean statement, saying: “The Holy See appreciates the attempts made in the declaration on human rights, sexual orientation and gender identity to condemn all forms of violence against homosexual persons, as well as urge States to take necessary measures to put an end to all criminal penalties against them”. At the same time, the Holy See felt that the wording of the joint statement “goes well beyond [this] shared intent”. In particular, it felt that the categories “sexual orientation” and “gender identity” have “no recognition or clear definition in international law”, and could give rise to “serious uncertainty” in the law. It concluded: “the Holy See continues to advocate that every sign of unjust discrimination towards homosexual persons should be avoided, and urges States to do away with criminal penalties against them.”

                                    And on that note, discussion of the agenda item concluded. It is noteworthy that a total of 126 UN States and observers expressed themselves on the subject of sexual orientation, gender identity and human rights – which demonstrates that, whatever their positions, debate on these issues at the UN General Assembly has been clearly engaged. And while there were a number of unfounded fears about what might be included in the terms “sexual orientation” or “gender identity” and where it might all lead, no State took issue with the principle that all persons should be protected from violence, harassment and abuse, on any ground whatsoever.

                                    While we all have much work ahead of us in the year and years to come, there is no question that the base of support for protection of our rights is increasing, and is becoming more regionally diverse. In addition, a number of States, while not joining the statement this time, signalled an openness and a willingness to engage in follow-up with a view to potentially joining the growing consensus in future.

                                    And even more importantly, it is absolutely clear to me that this incredible result could not have been achieved without the tremendous collaborations between international, regional and national NGOs, including those based here, those who gave of their time and energy to come into New York, and those who worked tirelessly on the ground in countries around the world. Speaking personally, I have never felt so connected to a global movement, and as activists phoned, e-mailed and met with States throughout this period, I truly believe that hearts and minds were changed.

                                    Final list of signatories to the joint statement on sexual orientation, gender identity and human rights:

                                    Albania, Andorra, Argentina, Armenia, Australia, Austria, Belgium, Bolivia, Bosnia and Herzegovina, Brazil, Bulgaria, Canada, Cape Verde, Central African Republic, Chile, Colombia, Croatia, Cuba, Cyprus, Czech Republic, Denmark, Ecuador, Estonia, Finland, France, Gabon, Georgia, Germany, Greece, Guinea-Bissau, Hungary, Iceland, Ireland, Israel, Italy, Japan, Latvia, Liechtenstein, Lithuania, Luxembourg, Malta, Mauritius, Mexico, Montenegro, Nepal, Netherlands, New Zealand, Nicaragua, Norway, Paraguay, Poland, Portugal, Romania, San Marino, Sao Tome and Principe, Serbia, Slovakia, Slovenia, Spain, Sweden, Switzerland, the former Yugoslav Republic of Macedonia, Timor-Leste, United Kingdom, Uruguay, and Venezuela.

                                    Final list of signatories to the Syrian joint statement:

                                    Afghanistan, Algeria, Bahrain, Bangladesh, Benin, Brunei Darussalam, Cameroon, Chad, Comoros, Côte d'Ivoire, Democratic People's Republic of Korea, Djibouti, Egypt, Eritrea, Ethiopia, Fiji, Gambia, Guinea, Indonesia, Iran, Iraq, Jordan, Kazakhstan, Kenya, Kuwait, Lebanon, Libyan Arab Jamahiriya, Malawi, Malaysia, Maldives, Mali, Mauritania, Morocco, Niger, Nigeria, Oman, Pakistan, Qatar, Rwanda, Saint Lucia, Saudi Arabia, Senegal, Sierra Leone, Solomon Islands, Somalia, Sudan, Swaziland, Syrian Arab Republic, Tajikistan, Togo, Tunisia, Turkmenistan, Uganda, United Arab Emirates, United Republic of Tanzania, Yemen, and Zimbabwe.

                                    To watch the UN webcasts:

                                    Go to http://www.un.org/webcast/ga.html
                                    Click on the “Archived Video” link for 18 December, 2008

                                    http://apps.facebook.com/causes/posts/95816?m=612f6a72
                                      "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

                                      Resolução da ONU sobre a Orientação Sexual
                                      #39

                                      Offline Delft

                                      • ****
                                      • Membro Sénior
                                      • Género: Masculino
                                      Cultura de morte
                                      por Fernanda Câncio

                                      No seu turno de presidência da União Europeia, a França vai este mês solicitar, nas Nações Unidas e com o apoio da UE, a descriminalização universal da homossexualidade. Existem ainda 75 países que proíbem – criminalizam, portanto – as relações entre pessoas do mesmo sexo, e nove onde este crime é punido com a pena de morte. A iniciativa da França visa, pois, uma coisa aparentemente óbvia: certificar que pessoas não são presas, julgadas e mortas por terem sexo com outras pessoas que por acaso são do mesmo sexo.

                                      Na generalidade dos países europeus, assim como nos EUA e Canadá, a homossexualidade não só foi há muito descriminalizada (em Portugal, por acaso, só em 1982) como os crimes cometidos com motivação homofóbica são particularmente agravados – como, de resto, todos os crimes cometidos com motivação de ódio, seja ele racial, religioso ou político. O ódio é uma coisa terrível, sem dúvida, e dificilmente, dir-se-ia, compaginável com as ideias de concórdia e beatitude geralmente associadas às religiões por aqueles que as louvam e seguem. Sucede que em todos os locais onde os homossexuais são perseguidos legalmente a motivação que subjaz ao ódio institucionalizado é religiosa. Daí que não possa surgir como surpresa, apesar de estar a ser acolhida com viva indignação por todo o mundo, a posição do Vaticano sobre a proposta da França. Segundo o arcebispo Celestino Migliore, o pequeno Estado confessional opõe-se-lhe por considerar que vai conduzir a “uma reversão da discriminação”. Diz o clérigo que a seguir – a seguir a deixarem de prender e matar os homossexuais, depreende-se -- os Estados que não permitem o casamento homossexual serão “pressionados”.

                                      Apelidada de “grotesta” pelo jornal italiano La Stampa e “totalmente idiota” pelas organizações gays italianas, a declaração vaticana deixou um editorialista do La Repubblica confessamente “aparvalhado”. Mas a verdade é que faz todo o sentido. Para o Vaticano, que se tem, ultimamente, desdobrado em declarações e normas anti-homossexualidade (chegando ao paradoxo de decretar que os homossexuais não podem ser padres, quando é suposto os padres não terem qualquer actividade sexual) e que acolhe cada proposta a favor da normalização institucional das relações homossexuais, seja através de uniões de facto ou de casamento civil, como uma espécie de anúncio do apocalipse, a criminalização da homossexualidade e a recusa do reconhecimento das uniões homossexuais estão no mesmo pacote. Uma deriva da outra – naturalmente. Afinal, por que outro motivo senão o de a homossexualidade constituir uma “desordem inaceitável” (palavras do papa) se recusaria a possibilidade de um casal homossexual ter os mesmos direitos que um casal heterossexual?

                                      Para o Vaticano, pois, a possibilidade de acabar no mundo inteiro com a criminalização da homossexualidade levaria necessariamente à pressão para a aprovação dos casamentos homossexuais no mundo inteiro. E, portanto, a única forma de impedir que esse horror – a universalização do casamento homossexual – suceda é continuar a perseguir os homossexuais no maior número de países possível. Esta posição do Vaticano tem a vantagem de tornar cristalinos os motivos dos que opõem ao casamento das pessoas do mesmo sexo. Trata-se de ódio, ódio puro e simples – aquele tipo de ódio que mata. Que outro sentimento, senão o ódio, vive melhor com a perseguição e morte dos homossexuais que com a possibilidade de um apelo para que essa perseguição e ódio acabem? E que outra causa melhor que esta para animar o Vaticano em Dezembro, o mês das mensagens de paz na terra aos homens de boa vontade?

                                      (publicado na coluna 'sermões impossíveis' da notícias magazine de 14 de dezembro)