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Olá Visitante01.jun.2020, 13:24:04

Autor Tópico: A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?  (Lida 17205 vezes)

 
A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
#60

Offline akinder

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Na minha opinião a sexualidade é fluída, mas não confundam com o não ser viável de nos assumir-mos como L ou G ou B ou T. O que eu acho é que de um momento para o outro e apesar de se considerarem, por exemplo, gay, podem se interessar quer física como psicologicamente por uma rapariga. Nós não controlamos a 100% por quem nos apaixonamos nem em que alturas da vida isso acontece, logo, ninguém é estanque quanto à sua sexualidade.  :)
« Última modificação: 24 de Outubro de 2008 por akinder »
    "Quero ser o cheiro que permanece ligado a um momento já esquecido!"

    A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
    #61

    maGicGirl

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    Estancar? Não!!
    É amar (independentemente do sexo) e andar para a frente  :devil

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      #62

      Offline τοRoyalSizeΚΞ

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      Sempre achei este tema algo controverso. Há muitas pessoas que se dizem bissexuais e que depois tornam-se homossexuais, e há muitas mais que se dizem inicialmente heterossexuais e que depois tornam-se homossexuais.
      Bem, o que eu acho é que as pessoas não "se tornam" homossexuais, bissexuais ou seja o que for. É algo inato, e o que pode acontecer é que essas características podem não se manifestar cedo na vida de uma pessoa, e ela só as descobre mais tarde. Descobre algo que sempre esteve com ela.

      Não sei se acredito mũito nessa da orientação sexual ser inata, não me parece que nasçamos todos com uma sexualidade definida, mas acredito sim que tal como nascemos preparados para uma vida sexual também nascemos com alguma propensão para algum tipo de sexualidade que eventualmente desabrochará mas que não terá nada a ver com aquilo que apreendemos depois de nascermos.
      Não acredito que crianças de 2 anos já tenham a sua identidade sexual definida. O que por outro lado faz pensar, será que orientação sexual e identidade sexual são a mesma coisa? Até que ponto é que não se desenvolve uma orientação sexual com a percepção de uma identidade sexual? Será que nascemos com uma orientação sexual e mais tarde a nossa identidade sexual despoletá-la-á? Ou seja, um bebé nasce homossexual, e posteriormente com a consciência de uma identidade sexual (a psicologia delimita a fase sexual nas crianças) essa identidade adaptar-se-á mais tarde ou mais cedo à sua verdadeira identidade sexual, que corresponderá à sua orientação.
      Talvez a orientação sexual comece a desenvolver-se depois de nascermos (sendo um processo interno/biológico) mas antes de adquirirmos uma identidade sexual, que poderá ser a nossa percepção da sexualidade, que estará em acordo ou não com aquilo que realmente sentimos. Daí talvez a orientação sexual ser estanque, mas a nossa identidade sexual poder mudar (sendo legítima e vivendo-a em pleno) ou sendo algo que nos seja incutido e que desrespeite os nossos sentimentos ou vontades (opção sexual).

      Não sei, é um tema deveras confuso e interessante.



      No entanto, uma coisa parece-me certa depois de ler diversos poustes neste tópico, se a orientação sexual/identidade sexual for realmente mutável, esta não muda com o consentimento ou vontade de ninguém, nesse caso poderá haver uma mudança a nível biológico e que neste momento será inexplicável, tal como o é a homo, bi ou heterossexualidade. Mas lá está, não acredito que isto seja assim tão pão-pão queijo-queijo :P E essa mutação que possa existir seria mais em termos micro-oscilantes.

        A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
        #63

        Offline marycarmen

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        • Membro Júnior
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        Olha, eu vou-te responder com uma perplexidade minha, de mãe.
        O meu primeiro filho foi um rapaz. Eu sempre desejei ter uma menina, e não escondo isso, sempre tive dificuldade em lidar com rapazes, os meus primos eram uns brutos e na minha rua a maioria dos rapazes eram de facto muito agressivos e embirrentos. Habituei-me á ideia do rapaz, mas sempre achei que no início, ele não ia saber se era rapaz ou rapariga, ia ser um bebé e eu ia tentar fazer dele o melhor ser humano que conseguisse e blá blá blá...
        O menino nasceu, foi crescendo e teve desde cedo uma grandessíssima panca por mim. Em recém-nascido adorava o pai, só me queria a mim para mamar, e eu até brincava que para ele eu era a mama, não a mamã. Com o passar do tempo, no entanto, cada vez se ligou mais a mim e menos ao pai.
        Depois, há um ano e meio, tive uma menina. Como era segunda filha, o pai ficou encarregue dos cuidados principais ao mano grande, e eu cuidei dela com muito mais exclusividade do que tinha aconteceido com o irmão, em que tanto podia ser o pai a dar o banho como eu, tantas fraldas mudei eu como o pai, etc. No caso da bebé, era eu que lhe dava banho, alimentava, mudava fraldas, tudo. E desde muito cedo que ela começou a ter uma certa adoração pelo pai. Tipo, aos 9 meses já tinha atitudes de charme, como "fazer olhinhos", coisa que ninguém cá em casa lhe ensinou de certeza a fazer. Hoje em dia quando lhe perguntamos: Quem te deu isso, bebé? A resposta dela é sempre: o papá. Se ele não está pergunta por ele e procura-o (coisa que o irmão nunca fez, nem faz agora já com 4 anos), e sempre que veste alguma coisa ou tem um acessório novo, ou apanha uns óculos de sol á mão, vai imediatamente mostrar ao papá. Para ele dizer: Tás tão bonita, bebé!.
        Eu já perguntei isto centenas de vezes: mas como é que a criatura sabe que é gaja? Quem lhe disse?
        No irmão não notei tão rápido, nem com tanta evidência, mas nela é mesmo claro como a água. Ela não só sabe e sente e vive como menina, como tem já escolhido o pai como centro dos seus afectos e das suas atenções. Eu sirvo para quando ela tem sono, para quando tem fome, para quando cai. Mas se se veste de novo, é o papá que ela chama para a admirar. E tem 18 meses.
        Isto surpreendeu-me, deveras.
          “Sex is one of the nine reasons for reincarnation. . .The other eight are unimportant”

          A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que mud
          #64

          Offline filipepaulo

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          • 9 Julho 2011 - MOP + Porto Pride - foi liiiiiiido!
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          Olha, eu vou-te responder com uma perplexidade minha, de mãe.
          O meu primeiro filho foi um rapaz. Eu sempre desejei ter uma menina, e não escondo isso, sempre tive dificuldade em lidar com rapazes, os meus primos eram uns brutos e na minha rua a maioria dos rapazes eram de facto muito agressivos e embirrentos. Habituei-me á ideia do rapaz, mas sempre achei que no início, ele não ia saber se era rapaz ou rapariga, ia ser um bebé e eu ia tentar fazer dele o melhor ser humano que conseguisse e blá blá blá...
          O menino nasceu, foi crescendo e teve desde cedo uma grandessíssima panca por mim. Em recém-nascido adorava o pai, só me queria a mim para mamar, e eu até brincava que para ele eu era a mama, não a mamã. Com o passar do tempo, no entanto, cada vez se ligou mais a mim e menos ao pai.
          Depois, há um ano e meio, tive uma menina. Como era segunda filha, o pai ficou encarregue dos cuidados principais ao mano grande, e eu cuidei dela com muito mais exclusividade do que tinha aconteceido com o irmão, em que tanto podia ser o pai a dar o banho como eu, tantas fraldas mudei eu como o pai, etc. No caso da bebé, era eu que lhe dava banho, alimentava, mudava fraldas, tudo. E desde muito cedo que ela começou a ter uma certa adoração pelo pai. Tipo, aos 9 meses já tinha atitudes de charme, como "fazer olhinhos", coisa que ninguém cá em casa lhe ensinou de certeza a fazer. Hoje em dia quando lhe perguntamos: Quem te deu isso, bebé? A resposta dela é sempre: o papá. Se ele não está pergunta por ele e procura-o (coisa que o irmão nunca fez, nem faz agora já com 4 anos), e sempre que veste alguma coisa ou tem um acessório novo, ou apanha uns óculos de sol á mão, vai imediatamente mostrar ao papá. Para ele dizer: Tás tão bonita, bebé!.
          Eu já perguntei isto centenas de vezes: mas como é que a criatura sabe que é gaja? Quem lhe disse?
          No irmão não notei tão rápido, nem com tanta evidência, mas nela é mesmo claro como a água. Ela não só sabe e sente e vive como menina, como tem já escolhido o pai como centro dos seus afectos e das suas atenções. Eu sirvo para quando ela tem sono, para quando tem fome, para quando cai. Mas se se veste de novo, é o papá que ela chama para a admirar. E tem 18 meses.
          Isto surpreendeu-me, deveras.

          Escapou-me alguma coisa... qual a mensagem afinal? Que uma bébé por ser do sexo feminino tem maior atracção pelo pai? Acho uma conclusão algo bizarra tendo em conta o universo de 2 (DOIS) que foi "estudado"...  :-X
            PortugalGay.pt - desde 1996 o site para todos os LGBTH em Português.

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            #65

            Embryo

            • Visitante
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            O meu primeiro filho foi um rapaz. Eu sempre desejei ter uma menina, e não escondo isso, sempre tive dificuldade em lidar com rapazes, os meus primos eram uns brutos e na minha rua a maioria dos rapazes eram de facto muito agressivos e embirrentos. Habituei-me á ideia do rapaz, mas sempre achei que no início, ele não ia saber se era rapaz ou rapariga, ia ser um bebé e eu ia tentar fazer dele o melhor ser humano que conseguisse e blá blá blá...
            O menino nasceu, foi crescendo e teve desde cedo uma grandessíssima panca por mim. Em recém-nascido adorava o pai, só me queria a mim para mamar, e eu até brincava que para ele eu era a mama, não a mamã. Com o passar do tempo, no entanto, cada vez se ligou mais a mim e menos ao pai.
            Depois, há um ano e meio, tive uma menina. Como era segunda filha, o pai ficou encarregue dos cuidados principais ao mano grande, e eu cuidei dela com muito mais exclusividade do que tinha aconteceido com o irmão, em que tanto podia ser o pai a dar o banho como eu, tantas fraldas mudei eu como o pai, etc. No caso da bebé, era eu que lhe dava banho, alimentava, mudava fraldas, tudo. E desde muito cedo que ela começou a ter uma certa adoração pelo pai. Tipo, aos 9 meses já tinha atitudes de charme, como "fazer olhinhos", coisa que ninguém cá em casa lhe ensinou de certeza a fazer. Hoje em dia quando lhe perguntamos: Quem te deu isso, bebé? A resposta dela é sempre: o papá. Se ele não está pergunta por ele e procura-o (coisa que o irmão nunca fez, nem faz agora já com 4 anos), e sempre que veste alguma coisa ou tem um acessório novo, ou apanha uns óculos de sol á mão, vai imediatamente mostrar ao papá. Para ele dizer: Tás tão bonita, bebé!.
            Eu já perguntei isto centenas de vezes: mas como é que a criatura sabe que é gaja? Quem lhe disse?
            No irmão não notei tão rápido, nem com tanta evidência, mas nela é mesmo claro como a água. Ela não só sabe e sente e vive como menina, como tem já escolhido o pai como centro dos seus afectos e das suas atenções. Eu sirvo para quando ela tem sono, para quando tem fome, para quando cai. Mas se se veste de novo, é o papá que ela chama para a admirar. E tem 18 meses.
            Isto surpreendeu-me, deveras.

            Escapou-me alguma coisa... qual a mensagem afinal? Que uma bébé por ser do sexo feminino tem maior atracção pelo pai? Acho uma conclusão algo bizarra tendo em conta o universo de 2 (DOIS) que foi "estudado"...  :-X

            Acho que é o facto da filha agir autonoma e precocemente de acordo com a sua identidade de género e com aquilo que se consideram convenções sociais.

              A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que mud
              #66

              Offline corema

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              O menino nasceu, foi crescendo e teve desde cedo uma grandessíssima panca por mim. Em recém-nascido adorava o pai, só me queria a mim para mamar, e eu até brincava que para ele eu era a mama, não a mamã. Com o passar do tempo, no entanto, cada vez se ligou mais a mim e menos ao pai.
              Depois, há um ano e meio, tive uma menina. Como era segunda filha, o pai ficou encarregue dos cuidados principais ao mano grande, e eu cuidei dela com muito mais exclusividade do que tinha aconteceido com o irmão, em que tanto podia ser o pai a dar o banho como eu, tantas fraldas mudei eu como o pai, etc. No caso da bebé, era eu que lhe dava banho, alimentava, mudava fraldas, tudo. E desde muito cedo que ela começou a ter uma certa adoração pelo pai. Tipo, aos 9 meses já tinha atitudes de charme, como "fazer olhinhos", coisa que ninguém cá em casa lhe ensinou de certeza a fazer. Hoje em dia quando lhe perguntamos: Quem te deu isso, bebé? A resposta dela é sempre: o papá. Se ele não está pergunta por ele e procura-o (coisa que o irmão nunca fez, nem faz agora já com 4 anos), e sempre que veste alguma coisa ou tem um acessório novo, ou apanha uns óculos de sol á mão, vai imediatamente mostrar ao papá. Para ele dizer: Tás tão bonita, bebé!.
              Eu já perguntei isto centenas de vezes: mas como é que a criatura sabe que é gaja? Quem lhe disse?
              No irmão não notei tão rápido, nem com tanta evidência, mas nela é mesmo claro como a água. Ela não só sabe e sente e vive como menina, como tem já escolhido o pai como centro dos seus afectos e das suas atenções. Eu sirvo para quando ela tem sono, para quando tem fome, para quando cai. Mas se se veste de novo, é o papá que ela chama para a admirar. E tem 18 meses.
              Isto surpreendeu-me, deveras.

              Escapou-me alguma coisa... qual a mensagem afinal? Que uma bébé por ser do sexo feminino tem maior atracção pelo pai? Acho uma conclusão algo bizarra tendo em conta o universo de 2 (DOIS) que foi "estudado"...  :-X

              Acho que é o facto da filha agir autonoma e precocemente de acordo com a sua identidade de género e com aquilo que se consideram convenções sociais.

              Mas identidade de género não tem a ver com orientação sexual...

                A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que mud
                #67

                Embryo

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                Olha, eu vou-te responder com uma perplexidade minha, de mãe.
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                O menino nasceu, foi crescendo e teve desde cedo uma grandessíssima panca por mim. Em recém-nascido adorava o pai, só me queria a mim para mamar, e eu até brincava que para ele eu era a mama, não a mamã. Com o passar do tempo, no entanto, cada vez se ligou mais a mim e menos ao pai.
                Depois, há um ano e meio, tive uma menina. Como era segunda filha, o pai ficou encarregue dos cuidados principais ao mano grande, e eu cuidei dela com muito mais exclusividade do que tinha aconteceido com o irmão, em que tanto podia ser o pai a dar o banho como eu, tantas fraldas mudei eu como o pai, etc. No caso da bebé, era eu que lhe dava banho, alimentava, mudava fraldas, tudo. E desde muito cedo que ela começou a ter uma certa adoração pelo pai. Tipo, aos 9 meses já tinha atitudes de charme, como "fazer olhinhos", coisa que ninguém cá em casa lhe ensinou de certeza a fazer. Hoje em dia quando lhe perguntamos: Quem te deu isso, bebé? A resposta dela é sempre: o papá. Se ele não está pergunta por ele e procura-o (coisa que o irmão nunca fez, nem faz agora já com 4 anos), e sempre que veste alguma coisa ou tem um acessório novo, ou apanha uns óculos de sol á mão, vai imediatamente mostrar ao papá. Para ele dizer: Tás tão bonita, bebé!.
                Eu já perguntei isto centenas de vezes: mas como é que a criatura sabe que é gaja? Quem lhe disse?
                No irmão não notei tão rápido, nem com tanta evidência, mas nela é mesmo claro como a água. Ela não só sabe e sente e vive como menina, como tem já escolhido o pai como centro dos seus afectos e das suas atenções. Eu sirvo para quando ela tem sono, para quando tem fome, para quando cai. Mas se se veste de novo, é o papá que ela chama para a admirar. E tem 18 meses.
                Isto surpreendeu-me, deveras.

                Escapou-me alguma coisa... qual a mensagem afinal? Que uma bébé por ser do sexo feminino tem maior atracção pelo pai? Acho uma conclusão algo bizarra tendo em conta o universo de 2 (DOIS) que foi "estudado"...  :-X

                Acho que é o facto da filha agir autonoma e precocemente de acordo com a sua identidade de género e com aquilo que se consideram convenções sociais.

                Mas identidade de género não tem a ver com orientação sexual...

                Expressei-me mal. Quis dizer sexo biológico no lugar de identidade de género. E o post da Marycarmen foi uma resposta ao do Royal. ;)
                « Última modificação: 30 de Outubro de 2008 por Embryo »

                  A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
                  #68

                  Offline BlueDragon

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                  • Género: Feminino
                  Em relação à orientação sexual, acho que só mesmo quando se inicia a adolescência é que dá pra saber com certeza. Que eu saiba, os únicos que podem manifestar indícios da sua diferença são os transexuais, uma vez que em muitos casos mostram tendência pra escolher roupas e brincadeiras de crianças do sexo oposto.

                  Admito que até possa ficar geneticamente definido antes do nascimento, mas em crianças o que todos queremos é brincadeira e não priopriamente arranjar namoros.

                  Em relação à mudança de orientação sexual ao longo da vida, eu não acredito que isso aconteça. O que pode acontecer é pessoas casarem e constituirem família por não quererem admitir pra si mesmos e prós outros que são homossexuais. Um dia mais tarde, acabam por ter que se assumir.

                    A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
                    #69

                    Offline bluejazz

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                    Em relação à orientação sexual, acho que só mesmo quando se inicia a adolescência é que dá pra saber com certeza. Que eu saiba, os únicos que podem manifestar indícios da sua diferença são os transexuais, uma vez que em muitos casos mostram tendência pra escolher roupas e brincadeiras de crianças do sexo oposto.

                    Não necessariamente. Eu tive os meus primeiros "fraquinhos" com 4 anos (educadora de infância) e 8 anos (uma rapariga mais velha). Posso não ter sabido nem percebido o que significava na altura, e evidentemente não tinha conotação sexual nenhuma, mas já na altura eram manifestações da minha orientação sexual.

                    Histórias como a minha ou variantes existem em barda. ;)
                      "I cannot be, as Bourdieu suggests, a fish in water that 'does not feel the weight of the water, and takes the world about itself for granted'" - Felly Simmonds

                      A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
                      #70

                      Offline BlueDragon

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                      Estamos sempre a aprender coisas novas ;) Não fazia ideia que fosse assim tão frequente.

                      Não sei é se será muito frequente haver indícios que depois não dão em nada. Isto é, durante a infância ou adolescência, podem haver sinais de uma orientação sexual virada pra pessoas do mesmo sexo, mas que sejam só uma fase de descoberta da própria personalidade.

                        A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que mud
                        #71

                        Offline filipepaulo

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                        Isto surpreendeu-me, deveras.

                        Escapou-me alguma coisa... qual a mensagem afinal? Que uma bébé por ser do sexo feminino tem maior atracção pelo pai? Acho uma conclusão algo bizarra tendo em conta o universo de 2 (DOIS) que foi "estudado"...  :-X

                        Acho que é o facto da filha agir autonoma e precocemente de acordo com a sua identidade de género e com aquilo que se consideram convenções sociais.

                        Mas identidade de género não tem a ver com orientação sexual...

                        Expressei-me mal. Quis dizer sexo biológico no lugar de identidade de género. E o post da Marycarmen foi uma resposta ao do Royal. ;)

                        Então agora uma criança gostar do sexo oposto tem algo a ver com orientação sexual!??!?!?

                        Isto não me parece lá muito bem explicado... aliás... parece-me mais a história da rã sem pernas...

                        Spoiler (clica para mostrar/esconder)
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                          #72

                          Offline τοRoyalSizeΚΞ

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                          Olha, eu vou-te responder com uma perplexidade minha, de mãe.
                          (...)

                          marycarmen, peço desculpa, mas não percebo em que é que o teu texto é uma resposta ao meu pouste. Mas estarás a tentar ligar o facto dos teus filhos terem direccionado de maneira diferente a sua atenção para cada um dos progenitores, em função da identidade de género e de uma orientação heterossexual, com o facto de serem já seres sexuais em idades tão tenras? Não sei se isso prova alguma coisa. Mas haverá provavelmente mais crianças com o mesmo caso que descreveste assim como haverá crianças que tenham seguido um caminho contrário, quer tenham vindo a tornar-se L G B ou H.

                          Estamos sempre a aprender coisas novas ;) Não fazia ideia que fosse assim tão frequente.

                          Não sei é se será muito frequente haver indícios que depois não dão em nada. Isto é, durante a infância ou adolescência, podem haver sinais de uma orientação sexual virada pra pessoas do mesmo sexo, mas que sejam só uma fase de descoberta da própria personalidade.

                          BlueDragon, lembro-me de sentir atracção por pessoas do mesmo sexo desde que tenho consciência de mim como pessoa.

                          Quanto à descoberta da própria personalidade, achas pouco? Lol, se existem sinais de uma orientação homossexual isso não deverá passar ao lado.

                          E sim, pode haver indícios que não dão em nada, efecticamente também tive as minhas coisas direccionadas para pessoas do outro sexo quando era pequeno e no entanto até hoje não deram em nada, Lol, nem prevejo que facilmente venham a dar.

                            A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
                            #73

                            Offline corema

                            • *****
                            • Membro Elite
                            • Género: Feminino
                            Eu acho que o que a marycarmen queria dizer é que a filha dela, mesmo ainda muito pequena, já assume comportamentos que se admitem como correspondendo ao género feminino.
                            Uma criança aprende como deve comportar-se pela maneira como é tratada. O pai não deve ter com ela o mesmo tipo de relação que tem com o filho. Isto sou eu a supor, atenção! Pelo que é frequente acontecer. As pessoas tratam as meninas como meninas e os meninos como meninos e por isso as crianças apercebem-se qual é o seu papel.
                            As crianças ao nível do jardim de infância já têm perfeita noção dos géneros masculino e feminino. Já identificam pefeitamente cada um deles, já sabem que são precisos um de cada para ter filhos, já sabem qual deles é que cozinha lá em casa e quem vai ao futebol. Os putos apreendem tudo, muito mais do que um adulto, são uma espécie de esponja do que se passa à volta deles.
                            O facto da miuda ser mais que feminina ainda muito pequenita, não quer dizer nada acerca da sua orientação sexual. Isto porque, o facto de ela eventualmente ser ou não lésbica, não tem nada a ver com o facto de ser muito ou pouco feminina.
                            Da mesma forma, existem muitos miudos que são o oposto, como as meninas maria rapaz, o que também não quer dizer que sejam homossexuais ou que não se identifiquem com o seu género.
                            Os namoricos na infância costumam começar por volta dos 4 a 5 anos. Ou seja, por essa altura já têm bem a noção dos relacionamentos dos adultos. Muitos miudos nessa idade começam com os namoricos, mas muitos não. Os que não o fazem, podem ser pura e simplesmente, tímidos, mais infantis, etc, etc... Pode haver várias razoes e uma delas é o facto de poderem já ser homossexuais e não se sentirem atraidos pelo sexo oposto. O problema é que com essa idade e com a educação que têm não percebem o que se passa.
                            Há miudos que são homossexuais desde sempre, outros que não. Eu acho que a orientação sexual tanto pode algo muito bem definido desde sempre, como pode ser fluída. Há pessoas que se sentem atraídas pelo sexo oposto durante muitos anos, mesmo na idade adulta e que acabam por vir a sentir atração por alguém do mesmo sexo. Acho que há muitas pessoas bissexuais, em diferentes graus, que consoante a altura da vida podem sentir-se mais ou menos atraídas por pessoas de ambos os géneros.

                            Eu , por exemplo, sou bissexual e nunca me passou sequer pela cabeça até aos 20 e tal anos. Até me sentir pela primeira vez atraída por uma mulher, nunca tinha tido qualquer interesse mulheres fosse a que nível fosse. Mesmo! Eu sempre pensei, agi e vivi como hetero até aos 20 e tal anos. O ambiente familiar em minha casa não é homofóbico e o meu irmão é homossexual desde sempre. Pelo que, se eu tivesse alguma dúvida ou qualquer situação que me levasse a pensar que poderia gostar de mulheres, não teria tido necessidade de esconder ou recalcar. Conheço casais de homossexuais desde que nasci, porque os há na minha família e entre o ciclo de amigos dos meus pais e tios. Não sei se mudei, ou se sempre fui bi mas até a essa idade nunca tinha sequer parado duas vezes para olhar para uma mulher, nem numa revista... Tive fraquinhos por professores e colegas do sexo masculino, tive namoricos desde a escola primária com rapazes, namorei 4 anos com o meu primeiro namorado, namorei 2 anos com o segundo, e sempre fui feliz e profundamente realizada nessas relações. Até que houve uma mulher que mexeu comigo. Podem imaginar como me senti estranha e sem saber o que fazer...  :) Mas a sorte, foi que ela era lésbica e meteu-se comigo! ;D Pelo menos resolvi bem e rápido a atracção que sentia por ela e acabámos por namorar uns dois anos.
                            Na altura houve pessoas que me disseram que seri uma transição entre hetero e homo... Não era...
                            Houve pessoas que me disseram que eu sempre tinha gostado de mulheres mas que nunca tinha conhecido uma que me desse a volta! Não acredito, a verdade é que sempre fui "namoradeira" e não acredito que até aos 20 e tal não tenho conhecido mulheres por quem me teria interessado, conheci, e muitas, mas na altura eu pura e simplesmente não me sentia minimamente atraida por mulheres.

                            Acho que a orientação sexual não é algo estanque ao longo da vida. Varia muito de pessoa para pessoa a forma como se vive a orientação sexual e como ela se manifesta. 

                              A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
                              #74

                              Offline marycarmen

                              • **
                              • Membro Júnior
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                              Sim, Corema, é isso mais ou menos.
                              E eu não estou a apresentar uma suposta tese científica com base em dois casos, ainda por cima meus filhos, embora outros o tenham feito, Freud inclusivé.
                              O que eu disse foi que me surpreendeu encontrar comportamentos tão diversos de um filho para outro. Esperava que um bebé fosse um bebé, como disse no início, mas não foi o que sucedeu. A bebé C teve desde os 9 meses, pelo menos, comportamentos femininos, maior destreza na motricidade fina, por exemplo, e uma atitude de chamada de atenção para pessoas do sexo masculino.
                              Ah, e outra coisa engraçada da qual eu me tinha esquecido: o meu filho rapaz em bebé tinha uma fixação por uma amiga da minha irmã que é realmente muito bonita. Ele nunca foi bebé de ir para o colo de pessoas não familiares, mas adorava aquela rapariga, ficava parado a olhar para ela, chorava quando ela se ia embora e dava-lhe os braços quando ela se oferecia para lhe dar colo, coisa que não acontecia com muita gente.
                              É evidente que isto não é nem pretende ser uma teoria. Começo por explicar que é uma perplexidade minha e termino a dizer que me surpreendeu. Nem quero com isto afirmar que por ser assim eles com certeza irão ser hetero mais tarde. Limitei-me a partilhar uma observação que fiz, e que me surpreendeu.

                              Porque eu também sei que há vários estudos sobre a identidade de género e a orientação sexual, e que há várias teorias sobre a educação dos rapazes e raparigas, e eu até me sentia tentada a concordar com as teorias que diziam que as diferenças entre sexos se deviam á forma como as pessoas tratavam os bebés (num estudo onde se vestiam bebés meninos como meninas e se pedia a uma pessoa para tomar conta deles por um bocado, onde se verificou que os bebés eram tratados de forma diferente consoante o sexo que se achava que tinha...). Mas o que observei na minha vida pessoal não foi isso, e era essa experiência que estava a partilhar. Além disso, por alguma razão numa das provas de QI mais utilizadas para crianças dos 6 aos 16 há tabelas diferentes para rapazes e para raparigas. Se calhar é porque as diferenças entre eles são frequentes a ponto de se discriminarem tabelas de referência.
                                “Sex is one of the nine reasons for reincarnation. . .The other eight are unimportant”

                                A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
                                #75

                                Offline BlueDragon

                                • ***
                                • Membro Total
                                • Género: Feminino
                                Em relação à maior atracção dos filhos por um ou outro progenitor, vou dar uma opinião baseada nos programas do Dr. Phil ;)

                                Os bebés / crianças têm tendência a absorver mais os exemplos que vêm do progenitor do mesmo sexo mas sentirem-se inclinados pró do sexo oposto. Não sei qual a explicação técnica pra isso, uma vez que não é dada nos programas, mas já por várias vezes o ouvi dizer isto, quando os programas tratam de assuntos ligados à parentalidade ou educação dos filhos.

                                O que me leva a crer que tem mais a ver com uma questão pai-filho do que propriamente com uma diferenciação entre os sexos.

                                  A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
                                  #76

                                  Offline A1

                                  • *****
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                                  *sem comentário*
                                    'I give my smile to everyone, but I give my heart to only one.'

                                    A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
                                    #77

                                    Offline android

                                    • *****
                                    • Membro Vintage
                                    • Género: Masculino
                                    Que existem terapias de conversão capazes de mudar a orientação sexual de uma pessoa? Não.

                                    Que a pessoa possa entretanto vir a descobrir-se melhor e daí mudar de orientação que tinha pré-estabelecida... sim. Acontece com "heteros" que só fazem "coming outs" muito tardiamente e que anteriormente não lhes passaria pela cabeça tal ideia, gays/lésbicas que descobrem que afinal são bi's e vice-versa...

                                    A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
                                    #78

                                    Thought

                                    • Visitante
                                    Acho que pode não ser estanque, afinal somos pessoas e não robôs, não estamos orientados para ser de determinada forma, por vezes podemos seguir diferentes caminhos

                                      A orientação sexual é algo estanque ao longo da nossa vida? Ou acham que muda?
                                      #79

                                      Offline quiquo

                                      • *****
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                                        Considero a orientação sexual fluida, numas pessoas mais do que outras.
                                        Baseio-me na minha experiência pessoal e na partilha de experiências pessoais de outras pessoas que têm a mesma opinião.

                                         

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