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Olá Visitante30.mar.2020, 14:39:20

Sondagem

Concordas que pessoas homossexuais tenham filhos (adoptivos ou biológicos)?

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5 (1%)
Sim, mas só filhos biológicos (quer individual ou como casal).
2 (0.4%)
Sim, mas só filhos adoptivos e criados só por si.
1 (0.2%)
Sim, mas só filhos adoptivos (quer individual ou como casal).
3 (0.6%)
Não, enquanto a maioria da sociedade não for favorável.
9 (1.8%)
Nunca, quer individual ou num casal do mesmo sexo.
8 (1.6%)
Não sei, tenho dúvidas.
19 (3.8%)
Não sei e o assunto não me interessa.
4 (0.8%)

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Autor Tópico: Adopção e Parentalidade por Homossexuais  (Lida 217495 vezes)

 
Adopção e Parentalidade por Homossexuais
#1520

Offline Lio

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Sim pelo que tive a ler já vi que não. Querem garantir k tudo se mantém como esta. Mas qd o tribunal condenar o estado, quem deveria pagar deveriam ser os deputados k votaram contra e não todos os contribuintes que nada tem a ver com isso. S fosse assim eles não se davam ao luxo de chumbar projectos de lei que se sabe que ira corrigir discriminações.

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    #1521

    Offline Alien

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    vergonhoso o que aconteceu na 6a feira. agora é não votar nessa cambada de idiotas. (e só não uso outros termos porque sou nova por aqui e não quero ser banida)


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      #1522

      Offline CineLorde

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      Acredito que  uma criança necessita de um pai e de uma mãe, mas acho que proibir um casal gay de dar um lar a uma criança é rídiculo. Seria melhor a criança estar numa instituição sem pai ou mãe? Duvido. Se a questão é sobre o que é melhor para a criança, acho que é inconcebível defender a perspectiva que um míudo está melhor servido num orfanato que num lar de um casal gay ou lésbico.

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        #1523

        Offline Atzecs

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        Sim pelo que tive a ler já vi que não. Querem garantir k tudo se mantém como esta. Mas qd o tribunal condenar o estado, quem deveria pagar deveriam ser os deputados k votaram contra e não todos os contribuintes que nada tem a ver com isso. S fosse assim eles não se davam ao luxo de chumbar projectos de lei que se sabe que ira corrigir discriminações.

        Calma, calma. O TEDH não tem jurisdição para punir/sancionar financeiramente, o TEDH constata e vincula a um ponto de vista ou decisão. Penso que só o incumprimento de determinação do Tribunal é que é punível.

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          #1524

          Offline Lio

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          Ah obrigado pela informação. Pois é por isso que eles não se importam de votar contra  >:(

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            #1525

            Offline João Santos

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            Ah obrigado pela informação. Pois é por isso que eles não se importam de votar contra  >:(
            Eles votam contra porque precisam de recuperar o eleitorado homófobo que está descontente com as porcarias que eles têm feito. Quanto ao eleitorado não-homófobo que votou neles há três anos, espero que com isto abram os olhos. Continuem a votar nos mesmos que é assim que vamos lá.

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              #1526

              Offline danielfbento

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              Olá,

              Há algum tempo que ninguém toca neste tópico, no entanto, uma vez que é sempre um tema recorrente e, que entretanto voltou-se a falar da família, da definição de família e da sua existência, lembrei-me de partilhar um artigo que escrevi o ano passado sobre este tópico, para quem estiver interessado:

              http://www.overdestiny.com/1-para-uma-sociedade-evoluida-a-importancia-de-ser

              Um beijinho e um abraço,
              Dani

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                #1527

                Offline nevertoolatetobehappy

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                Olá danielfbento e scenic_world,

                Obrigado pela partilha. Estive a ler os dois textos e gostei. ;)

                scenic_world: Gostei em especial da argumentação que fizeste sobre o uso abusivo do superior interesse da criança. :)

                Abraço,
                Tiago.

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                  "Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light not our darkness that most frightens us."

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                  #1528

                  Offline random_dude

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                    #1529

                    Offline my_alterego

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                    Alguma novidade acerca do processo interposto pela ilga?
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                      Dalai Lama

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                      #1530

                      Offline João Santos

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                      Alguma novidade acerca do processo interposto pela ilga?
                      A que te referes mais concretamente?

                        Adopção e Parentalidade por Homossexuais
                        #1531

                        Offline my_alterego

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                        Alguma novidade acerca do processo interposto pela ilga?
                        A que te referes mais concretamente?

                        a ILGA tinha interposto um processo contra o Estado por não contemplar a adoção, há já uns tempos... Queria saber se alguém sabe se haverá alguma decisão em breve ou qual é a fase em que se encontra o tal processo...

                        Updare. A resposta está na entrevista a Isabel Advirta.
                        « Última modificação: 4 de Janeiro de 2015 por my_alterego »
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                          #1532

                          Offline my_alterego

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                          Alguém me pode explicar do que é que se trata o projeto lei que está a ser desenvolvido pela deputada Isabel Oneto sobre este tema?, Li algo sobre isso no jornal Sol mas não fiquei minimamente esclarecido e apanhou me um bocado de surpresa porque, se não me engano, esta deputada votou contra ao projecto da co adoção.
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                            #1533

                            Offline Kidrauhl

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                            Alguém me pode explicar do que é que se trata o projeto lei que está a ser desenvolvido pela deputada Isabel Oneto sobre este tema?, Li algo sobre isso no jornal Sol mas não fiquei minimamente esclarecido e apanhou me um bocado de surpresa porque, se não me engano, esta deputada votou contra ao projecto da co adoção.


                            Esta deputada absteve-se na votação da co-adopção. Enquanto a co-adopção se limita aos casais homossexuais, a responsabilidade parental "alarga as responsabilidades parentais não só ao cônjuge mas também a quem viva em união de facto ou alguém da família, sem fazer distinção entre casais hetero ou homossexuais, desde que haja um acordo prévio com validação legal". (Fonte: SOL - http://www.sol.pt/noticia/121311)

                            A meu ver, uma excelente resposta a quem usou as crianças como argumento para sustentar a defesa da co-adopção, que é obviamente um direito LGBT e não uma questão de direito das crianças. Achei triste a figura de quem sempre defendeu legitimamente os direitos LGBT e passou a preocupar-se, subitamente, com os direitos das crianças... descredibilizou por completo a iniciativa e esta deputada Isabel Oneto decidiu dar alguma seriedade à discussão e separar bem as águas.

                            De salientar também que o projecto “não é incompatível com a co-adopção, se um dia a AR a aprovar”. A co-adopção e a adopção, propostas pelo BE, serão votadas mais uma vez ainda durante esta legislatura, no início de 2015.

                            Informações em: http://www.publico.pt/politica/noticia/deputada-do-ps-prepara-projectolei-sobre-a-responsabilidade-parental-das-criancas-1628452
                            « Última modificação: 4 de Janeiro de 2015 por Kidrauhl »

                              Adopção e Parentalidade por Homossexuais
                              #1534

                              Offline my_alterego

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                              Alguém me pode explicar do que é que se trata o projeto lei que está a ser desenvolvido pela deputada Isabel Oneto sobre este tema?, Li algo sobre isso no jornal Sol mas não fiquei minimamente esclarecido e apanhou me um bocado de surpresa porque, se não me engano, esta deputada votou contra ao projecto da co adoção.


                              Esta deputada absteve-se na votação da co-adopção. Enquanto a co-adopção se limita aos casais homossexuais, a responsabilidade parental "alarga as responsabilidades parentais não só ao cônjuge mas também a quem viva em união de facto ou alguém da família, sem fazer distinção entre casais hetero ou homossexuais, desde que haja um acordo prévio com validação legal". (Fonte: SOL - http://www.sol.pt/noticia/121311)

                              A meu ver, uma excelente resposta a quem usou as crianças como argumento para sustentar a defesa da co-adopção, que é obviamente um direito LGBT e não uma questão de direito das crianças. Achei triste a figura de quem sempre defendeu legitimamente os direitos LGBT e passou a preocupar-se, subitamente, com os direitos das crianças... descredibilizou por completo a iniciativa e esta deputada Isabel Oneto decidiu dar alguma seriedade à discussão e separar bem as águas.

                              Informações em: http://www.publico.pt/politica/noticia/deputada-do-ps-prepara-projectolei-sobre-a-responsabilidade-parental-das-criancas-1628452


                              A co adoção já existe para casais heterossexuais, se não estou em erro.
                              esta solução parece me um bocado semelhante a hipocrisia de alguns países que teimam em não equiparar as uniões civis registadas ao casamento. O típico vhrrenhiec dos Gato Fedorento. Apesar de tudo, caso está solução consiga, ainda que de forma parcial, resolver problemas existentes, é bom que avance... No entanto, na minha opinião, o PS e o Bloo não devem ficar parados e satisfeitos com esta forma enverginhada de reconhecimento das famílias.
                              « Última modificação: 4 de Janeiro de 2015 por my_alterego »
                                The purpose of our lives is to be happy
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                                #1535

                                Offline Kidrauhl

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                                Esta deputada absteve-se na votação da co-adopção. Enquanto a co-adopção se limita aos casais homossexuais, a responsabilidade parental "alarga as responsabilidades parentais não só ao cônjuge mas também a quem viva em união de facto ou alguém da família, sem fazer distinção entre casais hetero ou homossexuais, desde que haja um acordo prévio com validação legal". (Fonte: SOL - http://www.sol.pt/noticia/121311)

                                A meu ver, uma excelente resposta a quem usou as crianças como argumento para sustentar a defesa da co-adopção, que é obviamente um direito LGBT e não uma questão de direito das crianças. Achei triste a figura de quem sempre defendeu legitimamente os direitos LGBT e passou a preocupar-se, subitamente, com os direitos das crianças... descredibilizou por completo a iniciativa e esta deputada Isabel Oneto decidiu dar alguma seriedade à discussão e separar bem as águas.

                                Informações em: http://www.publico.pt/politica/noticia/deputada-do-ps-prepara-projectolei-sobre-a-responsabilidade-parental-das-criancas-1628452


                                A co adoção já existe para casais heterossexuais, se não estou em erro.
                                esta solução parece me um bocado semelhante a hipocrisia de alguns países que teimam em não equiparar as uniões civis registadas ao casamento. O típico vhrrenhiec dos Gato Fedorento. Apesar de tudo, caso está solução consiga, ainda que de forma parcial, resolver problemas existentes, é bom que avance... No entanto, na minha opinião, o PS e o Bloo não devem ficar parados e satisfeitos com esta forma enverginhada de reconhecimento das famílias.


                                A responsabilidade parental resolve o problema das crianças e do seu reconhecimento legal nas famílias onde estão inseridas, independentemente do tipo da mesma. O que não resolve directamente é a questão da co-adopção e da adopção. Sou a favor da adopção, mas considero positivo que se tenha separado bem os direitos LGBT dos direitos das crianças. Lamentável foi esta tentativa de justificar a defesa de um direito LGBT com os direitos das crianças por parte de alguns deputados chamada co-adopção, só para tornar as chamadas "famílias arco-íris" bonitas aos olhos da sociedade...

                                E reitero: o PS e o BE não têm razão para ficar satisfeitos, tanto que o PS já incluiu a adopção no seu programa eleitoral, já que a responsabilidade parental “não é incompatível com a co-adopção, se um dia a AR a aprovar”.
                                « Última modificação: 5 de Janeiro de 2015 por Kidrauhl »

                                  Adopção e Parentalidade por Homossexuais
                                  #1536

                                  Offline my_alterego

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                                  http://observador.pt/2015/01/11/ps-desiste-da-co-adocao-gay-e-avanca-com-projeto-sobre-adocao-plena/

                                  O que acham da desistência da coadoção e a aposta na adoção plena? Que sinais para o eleitorado PS é que estão a ser dados nesta altura?

                                  "Trata-se apenas uma questão de timing. A verdade é que a apresentação de um projeto de lei sobre esta que é considerada uma questão fraturante numa altura em que o Parlamento entra na reta final da legislatura, e já com sentimentos de pré-campanha eleitoral, pode ser arriscado para os socialistas. Apesar de a intenção de alterar a lei nestes pontos estar vincada na Agenda para a Década de António Costa, a adoção de crianças por casais gay é uma matéria que assenta no eleitorado socialista mais à esquerda, mas que pode não agradar à outra parte do eleitorado que se coloca mais ao centro do espetro político."
                                  « Última modificação: 11 de Janeiro de 2015 por my_alterego »
                                    The purpose of our lives is to be happy
                                    Dalai Lama

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                                    #1537

                                    Offline Kidrauhl

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                                    http://observador.pt/2015/01/11/ps-desiste-da-co-adocao-gay-e-avanca-com-projeto-sobre-adocao-plena/

                                    O que acham da desistência da coadoção e a aposta na adoção plena? Que sinais para o eleitorado PS é que estão a ser dados nesta altura?

                                    "Trata-se apenas uma questão de timing. A verdade é que a apresentação de um projeto de lei sobre esta que é considerada uma questão fraturante numa altura em que o Parlamento entra na reta final da legislatura, e já com sentimentos de pré-campanha eleitoral, pode ser arriscado para os socialistas. Apesar de a intenção de alterar a lei nestes pontos estar vincada na Agenda para a Década de António Costa, a adoção de crianças por casais gay é uma matéria que assenta no eleitorado socialista mais à esquerda, mas que pode não agradar à outra parte do eleitorado que se coloca mais ao centro do espetro político."


                                    Subscrevo na íntegra a posição do Observador, já tive ocasião de a enunciar no tópico sobre a queda do Bloco de Esquerda, quando este último partido anunciou que iria apresentar de novo o projecto sobre a adopção. É uma vergonha, uma irresponsabilidade estar nesta altura a reacender o debate sobre este tema e a reabrir velhas fracturas na sociedade num momento crítico da vida do país e da Europa (ainda para mais quando se sabe perfeitamente que não será aprovado). É atirar poeira para os olhos dos eleitores. Típico de socialistas e bloquistas: na ausência de qualquer ideia ou alternativa à actual governação, a estratégia é voltar à carga com as mesmas batalhas de antigamente só para chamar a atenção (porque a adopção não será aprovada, como todos sabemos).

                                    E sou, obviamente, a favor da adopção. O que está mal é tornar este tema importantíssimo numa birra política só para marcar terreno eleitoral, numa piscadela de olho que o PS faz à esquerda. E o mesmo se passou com o casamento e com a co-adopção: primeiro, os socialistas aprovam o casamento excluindo a adopção, depois querem a adopção mas tiram a co-adopção da cartola, obrigando a que se faça uma distinção entre adopção e co-adopção, para ir tornando as pessoas mais tolerantes em relação às "famílias arco-íris" e criando uma confusão absolutamente desnecessária entre adopção e co-adopção (habilmente explorada pelo PSD na questão do referendo). Ou alguém acredita que a maioria das pessoas, de si já pouco receptivas a estas questões, percebeu a diferença entre adopção e co-adopção?

                                    Agora, voltam à carga com o seu verdadeiro objectivo, que é aprovar a adopção, numa época pré-eleitoral, dispondo-se, pasme-se, a desviar as atenções do desastre da governação! Honestamente, há que reconhecer: com tanta manobra, tanta confusão de nomes, tanta areia atirada para os olhos dos eleitores, os partidos de esquerda, nomeadamente o PS, estão a prejudicar mais a aprovação da adopção, em particular, e os direitos LGBT, em geral, do que o PSD e o CDS, cujos deputados têm, na sua maioria, uma posição firme de voto contra e não têm vergonha disso. Ao contrário de certas criaturas, que vão aprovando as medidas a conta-gotas e arranjam novas designações que é para passarem entre os pingos da chuva, numa tentativa de esconderem as reservas que há a levantar e procurando evitar a discussão dos temas. Qualquer pessoa LGBT, independentemente do seu posicionamento político-partidário, deve lamentar esta politização que se tem feito dos nossos direitos, ainda para mais quando se trata de partidos que, supostamente, os defendem.
                                    « Última modificação: 11 de Janeiro de 2015 por Kidrauhl »

                                      Adopção e Parentalidade por Homossexuais
                                      #1538

                                      Offline my_alterego

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                                      http://observador.pt/2015/01/11/ps-desiste-da-co-adocao-gay-e-avanca-com-projeto-sobre-adocao-plena/

                                      O que acham da desistência da coadoção e a aposta na adoção plena? Que sinais para o eleitorado PS é que estão a ser dados nesta altura?

                                      "Trata-se apenas uma questão de timing. A verdade é que a apresentação de um projeto de lei sobre esta que é considerada uma questão fraturante numa altura em que o Parlamento entra na reta final da legislatura, e já com sentimentos de pré-campanha eleitoral, pode ser arriscado para os socialistas. Apesar de a intenção de alterar a lei nestes pontos estar vincada na Agenda para a Década de António Costa, a adoção de crianças por casais gay é uma matéria que assenta no eleitorado socialista mais à esquerda, mas que pode não agradar à outra parte do eleitorado que se coloca mais ao centro do espetro político."


                                      Estou curioso quanto à posição do PCP nesta matéria agora em 2015... Já têm tido tanta mudança de opinião ultimamente...  ??? ??? ???

                                      Subscrevo na íntegra a posição do Observador, já tive ocasião de a enunciar no tópico sobre a queda do Bloco de Esquerda, quando este último partido anunciou que iria apresentar de novo o projecto sobre a adopção. É uma vergonha, uma irresponsabilidade estar nesta altura a reacender o debate sobre este tema e a reabrir velhas fracturas na sociedade num momento crítico da vida do país e da Europa (ainda para mais quando se sabe perfeitamente que não será aprovado). É atirar poeira para os olhos dos eleitores. Típico de socialistas e bloquistas: na ausência de qualquer ideia ou alternativa à actual governação, a estratégia é voltar à carga com as mesmas batalhas de antigamente só para chamar a atenção (porque a adopção não será aprovada, como todos sabemos).

                                      E sou, obviamente, a favor da adopção. O que está mal é tornar este tema importantíssimo numa birra política só para marcar terreno eleitoral, numa piscadela de olho que o PS faz à esquerda. E o mesmo se passou com o casamento e com a co-adopção: primeiro, os socialistas aprovam o casamento excluindo a adopção, depois querem a adopção mas tiram a co-adopção da cartola, obrigando a que se faça uma distinção entre adopção e co-adopção, para ir tornando as pessoas mais tolerantes em relação às "famílias arco-íris" e criando uma confusão absolutamente desnecessária entre adopção e co-adopção (habilmente explorada pelo PSD na questão do referendo). Ou alguém acredita que a maioria das pessoas, de si já pouco receptivas a estas questões, percebeu a diferença entre adopção e co-adopção?

                                      Agora, voltam à carga com o seu verdadeiro objectivo, que é aprovar a adopção, numa época pré-eleitoral, dispondo-se, pasme-se, a desviar as atenções do desastre da governação! Honestamente, há que reconhecer: com tanta manobra, tanta confusão de nomes, tanta areia atirada para os olhos dos eleitores, os partidos de esquerda, nomeadamente o PS, estão a prejudicar mais a aprovação da adopção, em particular, e os direitos LGBT, em geral, do que o PSD e o CDS, cujos deputados têm, na sua maioria, uma posição firme de voto contra e não têm vergonha disso. Ao contrário de certas criaturas, que vão aprovando as medidas a conta-gotas e arranjam novas designações que é para passarem entre os pingos da chuva, numa tentativa de esconderem as reservas que há a levantar e procurando evitar a discussão dos temas. Qualquer pessoa LGBT, independentemente do seu posicionamento político-partidário, deve lamentar esta politização que se tem feito dos nossos direitos, ainda para mais quando se trata de partidos que, supostamente, os defendem.
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                                        Adopção e Parentalidade por Homossexuais
                                        #1539

                                        Offline Kidrauhl

                                        • ***
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                                        http://observador.pt/2015/01/11/ps-desiste-da-co-adocao-gay-e-avanca-com-projeto-sobre-adocao-plena/

                                        O que acham da desistência da coadoção e a aposta na adoção plena? Que sinais para o eleitorado PS é que estão a ser dados nesta altura?

                                        "Trata-se apenas uma questão de timing. A verdade é que a apresentação de um projeto de lei sobre esta que é considerada uma questão fraturante numa altura em que o Parlamento entra na reta final da legislatura, e já com sentimentos de pré-campanha eleitoral, pode ser arriscado para os socialistas. Apesar de a intenção de alterar a lei nestes pontos estar vincada na Agenda para a Década de António Costa, a adoção de crianças por casais gay é uma matéria que assenta no eleitorado socialista mais à esquerda, mas que pode não agradar à outra parte do eleitorado que se coloca mais ao centro do espetro político."



                                        Subscrevo na íntegra a posição do Observador, já tive ocasião de a enunciar no tópico sobre a queda do Bloco de Esquerda, quando este último partido anunciou que iria apresentar de novo o projecto sobre a adopção. É uma vergonha, uma irresponsabilidade estar nesta altura a reacender o debate sobre este tema e a reabrir velhas fracturas na sociedade num momento crítico da vida do país e da Europa (ainda para mais quando se sabe perfeitamente que não será aprovado). É atirar poeira para os olhos dos eleitores. Típico de socialistas e bloquistas: na ausência de qualquer ideia ou alternativa à actual governação, a estratégia é voltar à carga com as mesmas batalhas de antigamente só para chamar a atenção (porque a adopção não será aprovada, como todos sabemos).

                                        E sou, obviamente, a favor da adopção. O que está mal é tornar este tema importantíssimo numa birra política só para marcar terreno eleitoral, numa piscadela de olho que o PS faz à esquerda. E o mesmo se passou com o casamento e com a co-adopção: primeiro, os socialistas aprovam o casamento excluindo a adopção, depois querem a adopção mas tiram a co-adopção da cartola, obrigando a que se faça uma distinção entre adopção e co-adopção, para ir tornando as pessoas mais tolerantes em relação às "famílias arco-íris" e criando uma confusão absolutamente desnecessária entre adopção e co-adopção (habilmente explorada pelo PSD na questão do referendo). Ou alguém acredita que a maioria das pessoas, de si já pouco receptivas a estas questões, percebeu a diferença entre adopção e co-adopção?

                                        Agora, voltam à carga com o seu verdadeiro objectivo, que é aprovar a adopção, numa época pré-eleitoral, dispondo-se, pasme-se, a desviar as atenções do desastre da governação! Honestamente, há que reconhecer: com tanta manobra, tanta confusão de nomes, tanta areia atirada para os olhos dos eleitores, os partidos de esquerda, nomeadamente o PS, estão a prejudicar mais a aprovação da adopção, em particular, e os direitos LGBT, em geral, do que o PSD e o CDS, cujos deputados têm, na sua maioria, uma posição firme de voto contra e não têm vergonha disso. Ao contrário de certas criaturas, que vão aprovando as medidas a conta-gotas e arranjam novas designações que é para passarem entre os pingos da chuva, numa tentativa de esconderem as reservas que há a levantar e procurando evitar a discussão dos temas. Qualquer pessoa LGBT, independentemente do seu posicionamento político-partidário, deve lamentar esta politização que se tem feito dos nossos direitos, ainda para mais quando se trata de partidos que, supostamente, os defendem.


                                        Estou curioso quanto à posição do PCP nesta matéria agora em 2015... Já têm tido tanta mudança de opinião ultimamente...  ??? ??? ???


                                        O PCP é de esquerda, mas é conservador. Tanto que nunca faz grande questão de se pronunciar sobre estes temas, dado que nunca fizeram parte da sua agenda política nem estão na génese do seu ideário e, mesmo, da sua própria existência (ao contrário do BE, que sempre fez das chamadas questões fracturantes a sua bandeira). Tende a não apoiar, mas a sua posição é resultado da abertura da caixa de Pandora. Votou contra a adopção, mas votou a favor da co-adopção.

                                           

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