rede ex aequo

Olá Visitante02.dez.2020, 04:04:05

Autor Tópico: Praxe  (Lida 102381 vezes)

 
Praxe
#280

HigherThanMe

  • Visitante
As discussões hilariantes que eu tenho lido, no facebook, à custa da praxe. É tudo a mudar fotos de perfil. Sicraninho gostou do evento "A culpa é da praxe", fulaninho gostou da página "Pela praxe académica". Jeez, são tipo máfia. Adoro especialmente o argumento "Não se fala na praxe". E com isto não quero dizer que sou anti-praxe, mas convenhamos que há situações caricatas.

A minha opinião no meio disto tudo é a seguinte: para um evento cívico não se mobilizava nem 1/4 dos jovens. #shame
« Última modificação: 26 de Janeiro de 2014 por HigherThanMe »

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    #281

    Offline woman_angel

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    Os temas tem a importancia que as pessoas lhes dao. Eu como estudante d Coimbra vivi toda a tradiçao académica (das mais fortes segundo dizem por ai). Praxei e fui praxada, trajei e vi trajarem e jamais precisei d m submeter a situaçoes de submissão ou de ridicularidade.. as praxes que vivi foram d integraçao, foram d jogos colectivos, angariaçao d alimentos/recolha para instituiçoes por ai fora... nunca ngm m ofendeu como eu tambem nao ofendi quem chegou dp d mim.
    É tao simples como: ngm obriga nada a ninguem, as pessoas sao maiores d idade e livres d se declararem anti praxe ou d se recusarem a praxes humilhantes.
    Com isto nao estou a defender mas a dizer que ha praxes e praxes. So faz parte quem quer e eu fiz sp parte porque me respeitaram, caso contrario ngm me apanhava la.

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      Praxe
      #282

      Offline Arch

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      Os temas tem a importancia que as pessoas lhes dao. Eu como estudante d Coimbra vivi toda a tradiçao académica (das mais fortes segundo dizem por ai). Praxei e fui praxada, trajei e vi trajarem e jamais precisei d m submeter a situaçoes de submissão ou de ridicularidade.. as praxes que vivi foram d integraçao, foram d jogos colectivos, angariaçao d alimentos/recolha para instituiçoes por ai fora... nunca ngm m ofendeu como eu tambem nao ofendi quem chegou dp d mim.
      É tao simples como: ngm obriga nada a ninguem, as pessoas sao maiores d idade e livres d se declararem anti praxe ou d se recusarem a praxes humilhantes.
      Com isto nao estou a defender mas a dizer que ha praxes e praxes. So faz parte quem quer e eu fiz sp parte porque me respeitaram, caso contrario ngm me apanhava la.

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      Comigo passou-se o mesmo. Aderi à praxe enquanto caloiro, não me senti humilhado e houve o bom senso de fazerem pequenos jogos e brincadeiras; havia a opção de querer ou não ser praxado, e ninguém foi excluido de nada. Mas, naturalmente, percebo a "pressão", pois muitos colegas meus vinham de fora (e isto aconteceu em Lisboa), sem conhecer ninguém, e este foi o primeiro contacto com novas pessoas. No ano a seguir praxei, foi decidido manter o mesmo espirito e felizmente o feedback foi igualmente bom.
        http://the-tyranny-of-disquiet.tumblr.com/

        "Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim", Pessoa.

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        #283

        Offline Tex

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        • Não há nada que seja impossível! ;)
        Relativamente à minha experiência de praxe, o que posso dizer é que nunca me senti humilhado nem nunca me obrigaram a fazer nada do que não quisesse. E assim o fiz com os meus caloiros, no ano passado. Fizemos brincadeiras, contámos piadas, fizemos teatros, tanta coisa...! O meu curso é relativamente pequeno: entram 25 a 30 pessoas por ano e a maior parte delas é anti-praxe. Confesso que, no meu ano, houve uma grande cisão entre os anti e os pró-praxe, com o grupo de praxe a ser muitas vezes excluído de actividades da turma. No entanto, regra geral é que o curso dá-se todo bem, não se nota qualquer atrito entre os grupos que já referi. Aliás, muitas vezes, no ano passado, os doutores deram aulas de apoio aos alunos do primeiro ano e, umas vezes mais, outras menos, muitas pessoas apareceram.

        Compreendo igualmente que existam praxes violentas e sem qualquer nexo. Já assisti a esses momentos, mas também já vi as situações a serem resolvidas. Aliás, na minha Universidade (Minho), os órgãos máximos da praxe começam desde o início a andar de olho em cursos que sejam mais problemáticos (inclusive, uma comissão de praxe já foi desfeita). De qualquer forma, relativamente a essas situações, sou completamente a favor que sejam tomadas medidas que as possam, de facto, contrariar. Recuso-me, contudo, a ver as praxes a serem proibidas, porque, e falando no meu caso outra vez, quando fui para Braga, vindo de uma terra do interior de Portugal, foram essas mesmas praxes que me ajudaram. Libertei-me, abri os olhos, senti-me mais eu e, ao contrário do que já li num comentário aleatório noutro site, fiz amigos para a vida. E sei que os fiz.

        Tudo isto para dizer o quê?
        Há que haver bom senso naquilo que se faz ou se deixa de fazer. Todos nós temos a liberdade para dizer sim ou não. Acho que todos nós possuímos aquilo a que se chama livre-arbítrio e, portanto, temos mais do que a capacidade em escolher o que queremos. Eu tive a sorte de ter uma experiência de praxe (enquanto caloiro e enquanto praxante) muito boa e, para ser sincero, gostava de transmitir isso às gerações futuras.

        É apenas a minha opinião ;) 

          Praxe
          #284

          Offline castlox

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          Eu devo ter ido à praxe uns 2 ou 3 dias... não fui mais pq achei que não era para mim, mas tb pq n me sentia mto bem com todo aquele ambiente. E quando digo q n me sentia bem, n era por ser mal tratado (pq não o fui), mas sim pq era inseguro e decidi não enfrentar certas coisas. Entretanto já se passaram uns 6 anos e já sou completamente diferente. Sou mais confiante e se fosse hoje nem pensava duas vezes: ia à praxe.  Aliás hj em dia arrependo-me bastante de não ter ido, pq são aquele tipo de coisas que só se pode viver numa certa altura da vida.

          Claro que acho que nada deve cair em exagero, mas na maioria das vezes não é. Eu concordo com a praxe quando o objectivo desta é a integração.

          Relativamente do que aconteceu no Meco... realmente foi triste, mas não me parece que ninguém deva ser processado ou julgado pelo que aconteceu. pelo que percebi o ritual seria entrar no mar. O problema foi eles não conhecerem a zona...

            Praxe
            #285

            Offline JDelgado

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            • Membro Elite
            • Género: Masculino
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            Eu tive e ainda ando a ter um muito má esperiencia devido as praxes.
             Na minha faculdade (ISEL) é muito frequente haver cânticos muito homofóbicos como nomes como paneliro e afins simulações de actos de actos sexuais onde a homossexualidade é tida com uma coisa negativa e repugnante , e essa homofobia acaba por ser transposta para todo o ambiente académico/escolar.
             Acontece que eu descobri a minha homossexualidade quando ja estava no 2º ano na minha faculdade, apesar de estar no 1º ano do curso por eu ter mudado de curso, e o que eu senti foi uma enorme repressão e um enorme panico. Devido a toda a homofobia que se vive senti que ia ser escluido e mal tratado se fosse descoberto, senti-me mal em estar na faculdade, senti que não era bem vindo la, senti que la eu não pdia ser "eu" sobe pena de ser escluido. Devido a isto tudo o meu rendimento escolar desceu imenso.
             Entretanto acabei por me assumir e contei ao pessoal as razões porque eu me sentia mal, e o resultado foi muito negativo, disseram que não ia para os comentários so por haver um gay na faculdade e nos tínhamos de apanhar com aquilo e aguentar, cheguei a falar e expor a minha situação a pessoal que pertence a comissão de praxes tendo obtido o mesmo resultado
             Devido a essas situações eu fui pedir apoio ao gabinete de apoio ao aluno na minha faculdade, o qual me pedui para espor o caso por escrito ao presidente do isel, assim o fiz e não obtive resultados práticos nenhuns. Devido a isso decidi fazer uma denuncia do que se passava a inspecção geral do ensino superior onde espos o meu caso, e dai resultou um auto de declaração que foi enviado ao ISEL e ao IPL , tendo resultado num inquérito onde são confirmados esses caticos homofobicos , mas esses são considerados aceitaveis, por supostamente não serem dirigidos a ninguém e de serem tradição la a muito tempo. Para alem disso relatei o caso ao observatório da educação da rede ex aequo, donde o meu caso apareceu referido no meu  relatorio de 2011 e 2013 e onde foi noticiado na comunicação social.
             Resultado,  sofri uma grande retaliação verbal e psicológicas, com ameaças indirectas a minha integridade fisica, o pessoal passa a vida a mandar-me bocas e apontar-me o dedo, chegando ao ponto de inclusive terem me gozado em frente de toda a gente quando eu ia a casa de banho , os meus supostos amigos abandonaram-me completamente, sinto um grande hostilidade no ambiente na faculdade e sinto-me completamente sozinho, não tive muito apoio  por parte do ISEL,  O que vale é que tenho tido apoio de verdadeiros amigos de fora e que se não fossem eles eu não estaria aqui hoje


             Isto foi escrito por um colega meu num grupo do face onde eu alertava os meus colegas para o facto de andar um individuo dentro do campos onde me assaltou dentro de um pavilhão de aulas
            "ueres o apoio dos estudantes do isel? devias ter pensado nisso antes de fazeres a queixa que fizeste contra as praxes do isel! portanto se levares uma ou duas lambadas e te roubarem qualquer coisa, é para o lado que eu durmo melhor! AH e by the way, eu sou daqueles que grita bem alto nas praxes, os gritos que tu não gostas de ouvir porque ficas ofendida! processa-me " posso dizer que exitiram mais comentários deste, alias esta foram mesmo as primeiras reacções da comunidade académica depois de eu ter feito o aviso no face
              Mesmo na mais escura da escuridão, haverá sempre uma luz a brilhar para nos guiar.
              Basta saber encontra-la

              Praxe
              #286

              Offline rk

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              • Membro Sénior
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              JDelgado, ha gente estupida e gente fixe em todas as universidades, de certeza que havera pessoal fixe no isel e que nao e homofobico, de qq das formas acaba o curso o mais depressa possivel ou entao muda de universidade se nao te sentes bem na tua segunda casa..
              Keep ya head up

                Praxe
                #287

                Offline lxmartini

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                A minha experiência foi sempre positiva, assim como de todos os meus colegas. estou no 3º ano. :)
                NADA a ver com o que a TVI passa nas suas "reportagens".

                  Praxe
                  #288

                  Offline Forbidden

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                  A minha experiência foi sempre positiva, assim como de todos os meus colegas. estou no 3º ano. :)
                  NADA a ver com o que a TVI passa nas suas "reportagens".

                  Pois, mas as reportagens retratam casos que existem, nao sao fantasia. Adoro quando atacam os jornalistas por exporem o podre da situaçao  ::)

                    Praxe
                    #289

                    Offline Juh'

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                    • Potterhead.
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                    A minha experiência foi sempre positiva, assim como de todos os meus colegas. estou no 3º ano. :)
                    NADA a ver com o que a TVI passa nas suas "reportagens".

                    Pois, mas as reportagens retratam casos que existem, nao sao fantasia. Adoro quando atacam os jornalistas por exporem o podre da situaçao  ::)

                    e eu adoro que as pessoas pensem que só existe o podre da situação. acho engraçado que nenhum jornalista se da ao trabalho de ver o outro lado, verdadeiro da palavra praxe.
                    mas claro, da muito mais audiencias falar de tragedias e coisas mas!
                    tenho consciencia que existem situaçoes dessas, de abuso, violência fisica e verbal, e muito mais.. mas isso nao se chama de praxe! so porque é praticado com um traje academico e acham que estao a fazer praxe, nao estao! como tudo na vida, nao se pode generalizar.

                    eu perdi um grande amigo na praia do Meco. Um amigo que vivia para a Praxe. Dava-se de alma e coraçao a fazer o que fazia. Orgulhava-se e muito daquilo que fazia.
                    Os acidentes acontecem. Eles nao foram obrigados a nada, nao estavam de pes atados coisa nenhuma, nem nunca viram a frente o tal livro do ritual do diabo ou m**** do genero.
                    Se fosse um grupo de amigos, vestidos normalmente e tivesse acontecido o mesmo, faziam o mesmo escabeche que estao a fazer agora? Claro que nao.

                    Faço parte da praxe ha 4 anos, um deles fui caloira. Como caloira, a minha integridade fisica e psicologica nunca foi prejudicada. Fui praxada por pessoas com bom senso, valores, humildade mas nao deixavam de ser rigidas. E até hoje, sou praxante por tudo o que me ensinaram nos ultimos 4 anos e nunca prejudiquei nenhum caloiro meu. Isto, é Praxe.

                    :) beijos e abraços

                    Enviado do meu DARKMOON através de Tapatalk

                      After all this time?
                      Always...

                      Praxe
                      #290

                      Di HF

                      • Visitante
                      Eu adorei a praxe. Fui praxada, apesar de não ter concluído a praxe por ter desistido, mas caso vote a entrar, serei praxada outra vez.

                      Há gente que abusa das praxes e tive um doutor e uma mestre a fazê-lo. Tive uma doutora a chatear-se com um doutor por minha causa, para me defender. Nem toda a gente sabe praxar, é verdade.
                      Enquanto a praxe for cantar, conhecer a cidade, conhecer pessoas, falar sobre o curso, trocar material e informações, fazer jogos e tirar as pessoas (não só os caloiros mas também os praxadores) de casa, muito bem.

                      As praxes são diferentes em todas as instituições, em todos os cursos... A minha experiência foi boa. E pouca gente vejo a falar mal da praxe e que foi praxada.

                        Praxe
                        #291

                        Offline gang.coper.lover

                        • *
                        • Novo Membro
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                        • Estudante de Engenharia no Porto
                        Eu fui praxado este ano e devo dizer que se tivesse desistido quando me apeteceu desistir tinha perdido o melhor. No inicio tambem não gostei nada, nunca me gozaram, nem nada do genero, só não gostava de lá andar. Mas depois tudo melhorou, comecei a conhecer melhor as pessoas e acabei por criar um grupo de amigos mesmo bastante chegado. Somos mais de 50% praxistas no primeiro ano (cena que não é mesmo nada normal no Porto) e na ultima sessão de praxe deste ano as raparigas sairam quase todas a chorar porque não iam voltar a ser praxadas, e os gajos notava se que sentiam o mesmo, só não mostravam com lágrimas. Fui praxado este ano e para o ano vou praxar, para ensinar aos próximos caloiros tudo o que aprendi com a praxe este ano
                        Claro que houve situações de gozo, mas é um gozo que não se leva a mal. Uma pessoa deve saber distinguir quando uma coisa que foi dita é sentida ou não, e quando não é, deve-se levar na brincadeira. Somos jovens, se não formos brincar agora, quando é que vai ser?

                        Praxe
                        #292

                        Offline Juh'

                        • *****
                        • Membro Elite
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                        • Potterhead.
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                        Eu fui praxado este ano e devo dizer que se tivesse desistido quando me apeteceu desistir tinha perdido o melhor. No inicio tambem não gostei nada, nunca me gozaram, nem nada do genero, só não gostava de lá andar. Mas depois tudo melhorou, comecei a conhecer melhor as pessoas e acabei por criar um grupo de amigos mesmo bastante chegado. Somos mais de 50% praxistas no primeiro ano (cena que não é mesmo nada normal no Porto) e na ultima sessão de praxe deste ano as raparigas sairam quase todas a chorar porque não iam voltar a ser praxadas, e os gajos notava se que sentiam o mesmo, só não mostravam com lágrimas. Fui praxado este ano e para o ano vou praxar, para ensinar aos próximos caloiros tudo o que aprendi com a praxe este ano
                        Claro que houve situações de gozo, mas é um gozo que não se leva a mal. Uma pessoa deve saber distinguir quando uma coisa que foi dita é sentida ou não, e quando não é, deve-se levar na brincadeira. Somos jovens, se não formos brincar agora, quando é que vai ser?

                        quem me dera que houvesse mais pessoas como tu a dar o seu testemunho da experiência da Praxe. só os revoltados é que se manifestam, só os que foram MAL PRAXADOS é que têm algo a dizer..e com razão, obvio. Mas muito pouca gente defende o nome Praxe, muito pouca gente sabe o real significado de Praxe.
                        Este vai ser o meu 4º e último ano a Praxar e tenho orgulho em dizer que nunca faltei ao respeito a nenhum caloiro meu, nunca prejudiquei psicologica ou fisicamente, nunca obriguei nenhum deles a fazer algo contra a sua vontade. E em todos estes 4 anos, cada 'fornada' de caloiros que chegava ao fim do primeiro ano, abandonavam com lágrimas o estatuto de Caloiro, pois queriam mais e mais. Uma das melhores experiencias da minha vida, que nunca mas nunca vou esquecer. Digam o que disserem, inventem as desculpas que quiserem, não podem generalizar Praxe.
                        E que nunca toquem no assunto do Meco em vão, para dizer barbaridades! Porque eu, perdi um grande amigo naquela praia...e não culpo a Praxe! And that's it...

                        :) kisses and hugs!
                          After all this time?
                          Always...

                          Praxe
                          #293

                          Offline tendinite

                          • ***
                          • Membro Total
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                          Eu sou praxista também. Tive um ano fixe de caloira: atividades giras, noites divertidas, bons amigos, sentido de união e etc.
                          Mas sinceramente praxe não é uma coisa que aprecie. Aquilo é entusiasmante para quem tem 18/19 anos e saiu do ninho dos pais. A minha falta de vontade talvez advenha da praxe na minha casa ser desprovida de interesse. Quem está a praxar dá 3 pontapés na gramática por cada frase, tem metade ou mais das cadeiras do curso para trás, e não sabe ter uma conversa minimamente interessante.
                          Só acho que as praxes têm potencial para ser uma coisa muito melhor, mas não são.

                          E o que mais me incomoda é quando a comissão de praxe está embriagada a praxar, ou quando obrigam os caloiros/doutores com menos matrículas a beber. E eu sou das que gosta de beber. Simplesmente incomoda-me quando fazem pressão com os outros.

                            Praxe
                            #294

                            Offline Spektrum

                            • *****
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                            • [P]oiesis.
                            Quem está a praxar dá 3 pontapés na gramática por cada frase, tem metade ou mais das cadeiras do curso para trás, e não sabe ter uma conversa minimamente interessante. 
                            [...]
                            E o que mais me incomoda é quando a comissão de praxe está embriagada a praxar, ou quando obrigam os caloiros/doutores com menos matrículas a beber. E eu sou das que gosta de beber. Simplesmente incomoda-me quando fazem pressão com os outros.

                            Esses foram alguns dos factores que me levaram a não participar mais na praxe. Sei que pareço arrogante ao dizê-lo, mas nunca me agradou a ideia de receber ordens de pessoas que, embora mais velhas, não têm moral (nem experiência de vida, inteligência ou cultura) para o fazer.

                            E imporem as suas ideologias sobre as minhas? Não, obrigada. Sobretudo quando são mais pobres do que aquelas que tenho.

                            Seria completamente a favor da praxe, e incentivá-la-ia, caso soubessem aproveitar todo o seu potencial em prol da integração, bem-estar e troca de conhecimento entre estudantes. Mas, do que observo, a única partilha de conhecimento que verifico é a da linguagem brejeira (e do roteiro das tascas e demais lugares onde a higiene não abunda) e a suposta integração passa por se envolver com um doutor (após possuírem algumas gramas de álcool no sangue) durante as noites da latada/queima.
                              “Always be a poet, even in prose.”
                              ― Charles Baudelaire

                              Praxe
                              #295

                              Lightning

                              • Visitante
                              Quem está a praxar dá 3 pontapés na gramática por cada frase, tem metade ou mais das cadeiras do curso para trás, e não sabe ter uma conversa minimamente interessante. 
                              [...]
                              E o que mais me incomoda é quando a comissão de praxe está embriagada a praxar, ou quando obrigam os caloiros/doutores com menos matrículas a beber. E eu sou das que gosta de beber. Simplesmente incomoda-me quando fazem pressão com os outros.

                              Esses foram alguns dos factores que me levaram a não participar mais na praxe. Sei que pareço arrogante ao dizê-lo, mas nunca me agradou a ideia de receber ordens de pessoas que, embora mais velhas, não têm moral (nem experiência de vida, inteligência ou cultura) para o fazer.

                              E imporem as suas ideologias sobre as minhas? Não, obrigada. Sobretudo quando são mais pobres do que aquelas que tenho.

                              Seria completamente a favor da praxe, e incentivá-la-ia, caso soubessem aproveitar todo o seu potencial em prol da integração, bem-estar e troca de conhecimento entre estudantes. Mas, do que observo, a única partilha de conhecimento que verifico é a da linguagem brejeira (e do roteiro das tascas e demais lugares onde a higiene não abunda) e a suposta integração passa por se envolver com um doutor (após possuírem algumas gramas de álcool no sangue) durante as noites da latada/queima.

                              oh god... :o Que degredo!
                              « Última modificação: 16 de Agosto de 2014 por Lightning »

                                Praxe
                                #296

                                Offline Atomic

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                                Uma das coisas que sou contra na praxe é a pressão posta nos alunos do 1º ano para fazerem parte, muitas pessoas acabam por ir não por gostarem mas por não pararem para pensar que podem não ir. Pessoalmente eu desisti da praxe logo apos a primeira experiencia que tive, não só eu não tenho postura para ouvir ensinamentos de outras pessoas que contrariam o que eu acredito e sigo, como não senti que fossem para integrar como se diz, as pessoas que eu conheço que foram ate podem defender isso, e estou certo que provavelmente fizeram um ou dois amigos lá, mas se lhes perguntasses algo sobre outra pessoa fora essas duas, não me seriam capazes de dizer nada, mesmo passando umas 5 horas semanais com esse mesmo grupo.

                                Apesar disso eu sou o primeiro a defender que toda a gente deve experimentar, consciente de que é uma escolha, pessoalmente não achei que a praxe me fosse dar algo que valesse a pena, mas há quem goste

                                Praxe
                                #297

                                Offline JDelgado

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                                Quem está a praxar dá 3 pontapés na gramática por cada frase, tem metade ou mais das cadeiras do curso para trás, e não sabe ter uma conversa minimamente interessante. 
                                [...]
                                E o que mais me incomoda é quando a comissão de praxe está embriagada a praxar, ou quando obrigam os caloiros/doutores com menos matrículas a beber. E eu sou das que gosta de beber. Simplesmente incomoda-me quando fazem pressão com os outros.

                                Esses foram alguns dos factores que me levaram a não participar mais na praxe. Sei que pareço arrogante ao dizê-lo, mas nunca me agradou a ideia de receber ordens de pessoas que, embora mais velhas, não têm moral (nem experiência de vida, inteligência ou cultura) para o fazer.

                                E imporem as suas ideologias sobre as minhas? Não, obrigada. Sobretudo quando são mais pobres do que aquelas que tenho.

                                Seria completamente a favor da praxe, e incentivá-la-ia, caso soubessem aproveitar todo o seu potencial em prol da integração, bem-estar e troca de conhecimento entre estudantes. Mas, do que observo, a única partilha de conhecimento que verifico é a da linguagem brejeira (e do roteiro das tascas e demais lugares onde a higiene não abunda) e a suposta integração passa por se envolver com um doutor (após possuírem algumas gramas de álcool no sangue) durante as noites da latada/queima.

                                Também partilho da mesma opinião e acrescento que uma das coisas que eu também não gostei e não concordo e com a homofobia que muitas vezes existe
                                  Mesmo na mais escura da escuridão, haverá sempre uma luz a brilhar para nos guiar.
                                  Basta saber encontra-la

                                  Praxe
                                  #298

                                  Offline Spektrum

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                                  • [P]oiesis.
                                  Também partilho da mesma opinião e acrescento que uma das coisas que eu também não gostei e não concordo e com a homofobia que muitas vezes existe
                                  Está subjacente à opressão. :´ A praxe poderia ser um excelente meio para desmitificar o preconceito de que ser homossexual é negativo! Mas quem está à frente dela (embora alguns sejam homossexuais) não possui carácter para vislumbrar tal ideia.

                                  Sempre que me lembro, quando alguém é mais fraco fisicamente ou, simplesmente, acanhado, o comentário que ouve é "o caloiro só pode ser m*ricas, porque não se fala com as colegas" ou "não consegue encher 10?! você é m*ricas?!" Quando criticam algo extremamente depreciativo, o adjectivo utilizado é "pan*leiro" ou "b*cha".  :´

                                  Irrita-me profundamente o facto de, quando frequentei a praxe, os doutores/mestres que estavam à frente dela serem homossexuais e fazerem comentários como os anteriormente referidos; os próprios homossexuais a fechar os olhos à sua realidade e a depreciarem a comunidade à qual pertencem. É de uma hipocrisia, no mínimo, doentia!
                                  A praxe marcou-me imenso, sobretudo porque pude constatar que a sociedade continua estanque no pensamento tosco, como o analisado nas obras de crítica social do ensino secundário. Os tempos passam, mas existem certos valores que não se conseguem erradicar.  :-\
                                  Spoiler (clica para mostrar/esconder)
                                    “Always be a poet, even in prose.”
                                    ― Charles Baudelaire

                                    Praxe
                                    #299

                                    Offline BabyT

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                                    Quem está a praxar dá 3 pontapés na gramática por cada frase, tem metade ou mais das cadeiras do curso para trás, e não sabe ter uma conversa minimamente interessante. 
                                    [...]
                                    E o que mais me incomoda é quando a comissão de praxe está embriagada a praxar, ou quando obrigam os caloiros/doutores com menos matrículas a beber. E eu sou das que gosta de beber. Simplesmente incomoda-me quando fazem pressão com os outros.

                                    Esses foram alguns dos factores que me levaram a não participar mais na praxe. Sei que pareço arrogante ao dizê-lo, mas nunca me agradou a ideia de receber ordens de pessoas que, embora mais velhas, não têm moral (nem experiência de vida, inteligência ou cultura) para o fazer.

                                    E imporem as suas ideologias sobre as minhas? Não, obrigada. Sobretudo quando são mais pobres do que aquelas que tenho.

                                    Seria completamente a favor da praxe, e incentivá-la-ia, caso soubessem aproveitar todo o seu potencial em prol da integração, bem-estar e troca de conhecimento entre estudantes. Mas, do que observo, a única partilha de conhecimento que verifico é a da linguagem brejeira (e do roteiro das tascas e demais lugares onde a higiene não abunda) e a suposta integração passa por se envolver com um doutor (após possuírem algumas gramas de álcool no sangue) durante as noites da latada/queima.

                                    Posso dizer que estes também foram alguns dos motivos que me levaram a desistir da praxe logo no 1º dia. Além de estar num curso maioritariamente de rapazes (ou seja todas as brincadeiras que presenciei no primeiro dia foram bastante violentas e sempre a rebaixar) hoje passados 4 anos posso afirmar que aquelas pessoas que estavam naquele dia a mandar-nos fazer aquelas coisas são as que têm mais cadeiras em atraso e com notas mais baixinhas.
                                    Também sou a primeira a afirmar que ainda para mais num curso maioritamente masculino foi mais difícil a integração e fazer amigos, mas soube na altura escolher logo 1 ou 2 pessoas para fazer grupos de trabalho que mantive até hoje. Com o avançar do curso notei que os bons alunos como iam progredindo acabaram por se engrupar e hoje dou-me relativamente bem com bastantes pessoas, não são amigos, mas quando é preciso trocar ideias, opiniões, trabalhos estão lá essas pessoas.
                                    Acho que a praxe é importante para pessoas extrovertidas, que gostem de jantares e saídas à noite e esse tipo de diversão, que eu enquanto pessoa que não bebe álcool e introvertida não se sente à vontade. Se calhar se tivesse voltado no 2º dia de praxe as coisas teriam sido diferentes. Agora se melhores ou piores já não sei.
                                      Life Motto: "Always help someone, you might be the only one that does...."
                                               10/01/2011 - Amo-te _Sharika_