rede ex aequo

Olá Visitante19.jun.2019, 22:06:13

Autor Tópico: O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!  (Lida 5513 vezes)

 
O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
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Offline tomasbarao

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Venho falar-vos de um assunto que até agora só discuti muito rapidamente em coffee breaks, e acho que faz falta ser discutido seriamente por todas os associades. É algo demasiado grande para se discutir em dois dias, no ENA e na AG, por isso pedia a vossa colaboração aqui e agora, para produzirmos algo interessante e com efeito, e podermos tomar decisões nos dias 17 e 18.

Desde 2011, ano em que entrei para a rea, tenho reparado que em todos os Encontros Nacionais de Associades falamos sobre os mesmos problemas. (Foi por isso que me viram um bocadinho apático e desiludido no ENA deste ano, na Areia Branca). Acho que praticamente todes xs voluntárixs da associação — eu incluído — acabaram por ficar demasiado por dentro dela, e é muito difícil termos uma visão exterior.

Este Verão, quando fui ao Acampamento do Bloco de Esquerda(*1), muita gente mostrou grande interesse em conhecer melhor a rede ex aequo, e acabei por falar imenso de nós. E acho que tive finalmente essa tal perspectiva exterior, e isso fez-me pensar imenso.

Uma rapariga estava super interessada em nós, e quis saber o que é que temos feito pela Educação Sexual nas escolas. E eu não lhe soube responder. Caiu-me a ficha de que hey, se calhar isto é importante e estamos completamente esquecidas. Não temos feito nada.

Acho que ficamos tão ofuscadas com os problemas do dia-a-dia da associação, e em melhorar os projectos que já temos, que esquecemo-nos completamente de rever as nossas prioridades e os nossos objectivos — serão em 2017 os mesmos que em 2002? Só depois de fazer essa reflexão é que temos que perguntar: os projectos que temos actualmente são os melhores para atingirmos os nossos objectivos? É que às vezes os projectos até podem fazer sentido, mas podíamos dedicar exactamente o mesmo tempo a um projecto diferente que teria um impacto dez vezes maior. A associação anda há 13 anos a acrescentar projectos, mas nunca a repensar ou largar os que já não fazem sentido. Claro que isto é insustentável! Acho que o que nos falta é uma optimização radical, e pensar que a associação tem que ser sustentável.



Não dês o peixe, ensina a pescar

Já repararam que a rede ex aequo tem sido uma espécie de centralizadora dos espaços de apoio lgbti para jovens em Portugal...? E se em vez de investirmos tempo em promover o nosso próprio modelo de grupo de apoio, investíssemos mais tempo a dar ferramentas às pessoas para criarem as suas próprias Gay&Straight Alliances(*2) nas suas escolas e Faculdades, será que conseguíamos chegar a mais jovens?

Estive a explorar o site da BeLonGTo, na Irlanda, e reparei que os grupos de apoio deles não têm uma nomenclatura fixa e pré-definida: cada grupo escolhe o seu próprio nome. Cada grupo tem a sua página do website feita à sua maneira, com os seus textos e a sua organização. Será que as pessoas tendo mais liberdade para construir os grupos à sua maneira, não terão também mais motivação?

(Por exemplo, como designer gráfico, detesto a ideia de cada grupo criar o seu próprio cartaz (podem surgir coisas verdadeiramente medonhas!), mas será que isso não tem as suas vantagens? Se calhar terias mais prazer em afixar pela cidade algo que tu próprio criaste com os tuas amigos. Se calhar o teu grupo tem uma identidade mais marcada.)


...


No fundo, acho que os objectivos da rea fazem todo o sentido ainda hoje. Os meios é que precisam de mudar. Ao longo dos últimos dois anos temos sentido na associação que há projectos com mais público e outros com menos público. Uns que nos deixam preenchidos e realizadas, e outros que nos sugam as energias como um buraco negro, sem retorno.

Para mim que estou habituado aos nossos Grupos Locais, o "Espaço Permanente Queer" que havia no Acampamento do Bloco foi algo completamente novo. Não havia tema de reunião, nem sequer dinâmicas. As pessoas iam lançando assuntos completamente aleatórios que sentiam que precisavam de falar — às vezes parecia uma conversa caquética —, e guess what, funcionava tão bem, foi tão bom! As pessoas sentiam-se contentes por estar ali a partilhar as suas histórias, sentiam-se apoiadas. E isto fez-me ver que sim, o apoio ainda é necessário em 2016, mas hoje ele pode acontecer de uma forma muito mais simples, informal e espontânea do que pensamos (a Internet tem também algum peso nisso).



Extinguir uns projectos, começar outros

Isto é um assunto tabu na rea, mas só vamos andar para a frente quando enfrentarmos os tabus: os Grupos Locais e o Fórum são dois projectos que neste momento não funcionam tão bem e têm deixado as equipas de direcção frustradas. Pelo contrário, temos o modelo das sessões do Projecto Educação que funciona muito bem em praticamente todas as escolas, e que nos deixa realizadas. Agora permitam-me o exercício de imaginação: votariam numa lista para os Órgãos Sociais se soubessem à partida que essa lista ia, por um lado, largar os Grupos Locais e o Fórum, mas, por outro lado, conseguir fazer crescer exponencialmente o número de sessões do PE e pôr o país inteiro a falar outra vez sobre Educação Sexual?

Dedicar mais tempo à luta por uma Educação Sexual de qualidade nas escolas, será que isso não seria mais eficaz do que irmos a cada escola individualmente e sermos nós a falar...?

Como dizia a Susana, o objectivo de uma associação destas é extinguir-se. Mas qual é a data de término dos nossos projectos? Temos que ter coragem para fazer mudanças radicais!



Não interessa como, interessa porquê

Uma associação é um conjunto de objectivos e pessoas que os querem atingir, mais do que um conjunto de projectos. Acho que a rede ex aequo tem visto sempre os projectos como os objectivos, em vez de vê-los como meios.

Como diria o Simon Sinek, nesta TED Talk muito interessante, "não é como o fazes, é porque é que o fazes" (apesar de ser uma Talk em economês, o princípio dá para aplicar a muitos aspectos da vida...).

Ele diz que no Verão de 1963, 250.000 pessoas apareceram no National Mall em Washington para ver Martin Luther King discursar. Não foram enviados convites, e não havia um website para o evento, havia apenas motivação. Se a rede ex aequo tem objectivos tão importantes e nobres, porque é que até hoje precisámos de enviar tantos convites...?

O que precisamos é de comunicar com eficácia que isto são lutas importantes, e aí as pessoas não virão à associação por ela ser fixe, por ter boa imagem ou bons eventos, mas sim porque acreditam naquele propósito e porque a associação lhes dá meios para lutar por ele. O Dr. King disse "Eu tenho um sonho", não "Eu tenho um plano".

***

Obrigado pela vossa paciência para ler isto tudo. Precisamos mesmo de falar sobre isto. Estas discussões são demasiado profundas para um ENA, e ainda mais para uma AG, por isso o Fórum parece-me o sítio ideal para acontecerem.

De que maneiras conseguimos pôr isto em prática? Pensem de mente aberta e digam-me o que concordam e o que não concordam, se vos parece que isto é o caminho certo para a rea no futuro ou não, se gostariam de vir por aqui. E para xs amigues da(s) lista(s) candidata(s), isto vai de encontro aos vossos planos...?

Muito obrigado por tudo, a sério.
Amo-vos muito! :) :heart

--------------

(*1) Siiiim, eu sei que a rede ex aequo é apartidária. Estou a mencionar este acampamento pelo simples facto de ter participado nele — eu, pessoalmente, e não a associação — e de me ter dado uma nova perspectiva sobre algumas coisas.
(*2) O termo "Gay&Straight Alliances" é pouco inclusivo, apenas o usei pela sua popularidade. Uma alternativa melhor seria dizer, por exemplo "queer & hetero/cis alliances".
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    #1

    Offline carolinalg

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    Caro Tomás Barão,

    Antes de mais nada, um grande abraço. Tiveste a energia pra dizer coisas que muita gente quer e não tem coragem, tempo, etc...
    Já te respondo, que agora não estou em casa.
    Até já! ;)

    ----------------------

    Acredito que precisemos de ser uma associação mais prática e menos de papelada e escritório.

                      Acho que faz falta apostar muito mais no Projeto Educação do que se tem feito até aqui. Sei que funciona muito bem. Então, se funciona, porque não se faz mais vezes e em mais locais?
          Porque é que não se publicita mais o que fazemos?
          Por que razão não existem parcerias com escolas e associações de jovens a nível do país (escuteiros também deviam estar aqui. associações desportivas para jovens, etc), de forma a haver sempre um acompanhamento na área lgbtqia+ e na Educação Sexual?
          E porque não se investe também não formação dos jovens em Faculdades? Já falaram nesses espaços? Acho que será uma ótima ideia. A minha faculdade precisava de uma coisa dessas.!...

                                Porque não se dá mais autonomia aos grupos locais?
            Estes podiam e deviam deixar de seguir protocolos aborrecidos e temáticas obrigatórias. Ao fim de um ano, lá estamos a falar outra vez em ISTs e Sexo Seguro, ou em Mitos sobre Sexualidade, sei lá... Como referiu o Tomás, cada grupo podia estar associado à rea pelos mesmos valores. E teria de, no mínimo, realizar 2/3 atividades gerais obrigatórias num ano, como os grupos de outras localidades. Mas acho que também seria interessante que cada grupo de pessoas (e não somente a direção ou a coordenação) debatesse via fórum, p.e., o tema que quereriam abordar no encontro seguinte.
            E ainda assim, devia ser sempre reservado um espaço de tempo para as novidades/notícias/ou comentários livres. Cada um levava alguma coisa gira que quisesse partilhar, ou de que quisesse falar que fosse fora do tema... sei lá!?
            Outra coisa: Se é tão difícil manter um grupo aberto, mudem as condições para tal. Permitam que qualquer pessoa, de qualquer idade, possa ajudar nesses grupos, sem estes terem de estar equilibrados por faixas etárias ou o raio. Deixem qualquer um poder dar uma ajuda nisso. Deixem 2 pessoas ao cargo de cada g.local, p.e, e ponham um membro da direção a observar com regularidade, mas insistam no facto de a participação de todas as pessoas ser importante. Não é necessário dois ou três trabalharem e prepararem a papa toda para 20 ou 30 marmanjxs. Juntos, podemos pensar e fazer!

          Mais desabafos: Gosto da ideia de um clube Tejo para atividades sociais (históricas, de passeio, de jogos, etc.). Como há o Tejo, podia haver o Clube Douro, o Clube Guadiana, o Clube Sado, la la la... ou então não existia nada disto e as pessoas tinham uma regularidade para se encontrarem em cada cidade e depois iam decidindo o que queriam fazer juntas.
     Promover o desporto é interessante e importante, e a ILGA em Lisboa já está a fazer isso. Porque não fazemos também?

                     Porque não realizamos tertúlias e outros momentos de convívio que sejam menos à "regra" e mais informais? Só o facto de nos encontrarmos todos, que temos algo em comum, e falarmos, e nos conhecermos, e quem sabe fazermos amigos ali, poderá ser uma ótima cena!!!???

              Gostava que houvesse mais atividades em geral. E não tem de ser apenas uma "coordenação" a organizar.
              A direção pode e deve fazer um plano com os associadxs sobre a regularidade dos eventos e depois os temas e assuntos e tal são definidos localmente!

              E era bom que houvesse mais festas e coisas globais da rea espalhadas pelo país. Centralizar tudo a LX e ao Porto é giro e prático, mas meh para quem não vive por esses sítios.
    Sugestão: apostem no Sul de Portugal, que muito precisa de sensibilizações e coisas coloridas.

            Ainda outra coisa: Acho que faz falta haver formações para Oradores e para Direção/Voluntariado com mais frequência e as datas e os locais TÊM de ser anunciados com ANTECEDÊNCIA. Eu, com duas semanas de avanço, já não consigo mudar os meus fds e ando há 2 anos para ir a uma formação. Agora, guess porque não vou...

                  Ponto importante: Este fórum está a precisar de REMODELAÇÕES urgentemente. Porque é que não temos um site mais janota?
     - Um SITE com um fórum à parte que sofrerá manutenção regular pela Moderação do Fórum.
     - Um site com um chat para o convívio (exigirá controlo no conteúdo, mas acredito que seja possível)
     - Com uma zona à parte de Atendimento Permanente - ou APOIO.
     - Um SITE com mais fotografias tiradas em eventos nossos (com autorização dos fotografados), pôsteres e cartazes, com mais testemunhos de coming out, de aceitação, de superação, de como a rea é algo positivo na vida dos jovens lgbt.

    É muito importante a direção dar o primeiro passo. Mas, como já disse ene vezes, e fico cansada de o repetir, estou aqui com duas mãos e um cérebro à disposição para ajudar nessa mudança radical.

    Abraço.

    PS: Alguém sabe onde vai decorrer o ENCONTRO DE ASSOCIADXS marcado para BREVE????
    Não encontro isso escrito em lado nenhum... E não estarei, uma vez mais (que raiva desta m*) disponível nesse fim-de-semana porque já me calha nas férias de Natal e reservei-o há imenso tempo para outros assuntos que não o EA.


    PPS: 54 visualizações e 2 comentários... Assim é complicado.
    « Última modificação: 6 de Dezembro de 2016 por carolinalg »
      - carolinalg -

      O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
      #2

      Offline tomasbarao

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      Ok, para te responder a algumas coisas, carolinalg:

      Quando falaste em qualquer pessoa de qualquer idade ajudar nos grupos, fez-me todo o sentido. E vou tocar no tabu outra vez. Se tiveres um grupo de 20 pessoas a falar sobre assuntos lgbti e quase todas são jovens, e apenas umas 3 ou 4 um pouco mais velhas, será que os coitadinhos das jovens se vão sentir intimidades e ficar impedides de falar...? Sim, importa que estejamos entre pares. Mas qual é o caminho que escolhemos — incentivar a que estejam mais jovens nas reuniões, ou impedir que estejam "velhos" nas reuniões? Eu acho que a escolha é sempre essa, entre incentivar ou proibir/obrigar. E desde 2003 acho que temos vindo a escolher sempre mais a segunda hipótese. Está na hora de mudar.

      Porque é que não se publicita mais?
      Porque publicitar é caro, dá trabalho e ocupa muito tempo. Portanto, como é que podemos dar a volta a isto? Tentando conceber campanhas diferentes do tradicional, formas diferentes de chegar às pessoas. Se calhar há alguma actividade que podíamos tentar divulgar através de outras associações, mas haverá outra actividade que se divulga melhor através de autocolantes. E há aquela cidade que bem precisava de um mural pintado — vamos lá? Ou, para uma actividade diferente, uma performance na rua seria uma boa forma de divulgar. Marcadores de livros metidos dentro dos livros das bibliotecas. Chatear os programas de televisão. Tanta coisa. É juntarmo-nos e puxarmos pela imaginação.

      Por exemplo, em 2014 (salvo erro) houve uma forma de divulgação extremamente interessante: havia uma pessoa na direcção — o pdrMota — cuja única tarefa era enviar mails às Câmaras Municipais a perguntar se elas tinham espaços para mupis disponíveis no seu concelho. E pronto, a tarefa dele era fazer chegar os nossos mupis aos vários concelhos (na altura tínhamos impresso 100). Isso é algo extremamente eficaz, e é disso que estou a falar: conseguires abordar as pessoas certas no tempo certo para que com o menor esforço tenhas o maior impacto possível.

      Começar do zero
      Carolina, quando perguntas "Porque não se dá mais autonomia aos grupos locais?", ou porque não remodelar o fórum... Porque não acabas com os grupos locais e o fórum e crias uma forma nova de dar apoio online, e uma forma nova de dar apoio presencial? Dois projectos novos, mais eficazes. Começar do zero! Eu acho que mais do que fazer pequenas alterações aos projectos que temos (que é o que tu estás a sugerir, carolinalg, segundo me parece), é imaginar que eles não existem, olhar para os nossos objectivos e pensar "qual é o melhor caminho para eu chegar a estes objectivos em 2017?". Por mim o regulamento dos grupos metia-se no balde e escrevia-se todo outra vez. Precisamos de reimaginar, mas o que acontece é que estamos presas à maneira como sempre fizemos as coisas. Por isso é que eu digo começar do zero. Não é só uma vontade parvinha de espalhar o caos e a destruição, é vontade de nos libertarmos das ideias que nos aprisionam e impedem de ver as outras alternativas. Estamos todas cegos, só conseguimos imaginar os nossos projectos como eles existem agora, e precisamos de saber largar para conseguirmos imaginar coisas diferentes.

      E o site?
      Precisas sequer de um site?
      Haverá uma plataforma que cumpra o que nós precisamos, mas que seja mais fácil/barata de criar e de gerir?
      Quem te está a dizer isso é uma pessoa que adora webdesign, e que gostava muito de desenhar um site novo para a rea. Mas antes de eu me lançar de cabeça a essa tarefa, tenho que me perguntar: um site feito de raiz é a melhor opção...? Ou dá para fazer bem e mais simples?
      Ou seja, antes de dizermos "temos que fazer um site, temos que fazer um fórum, temos que fazer um vídeo", temos que perguntar "porquê?". Antes de dizermos "a associação tem que ter bom design gráfico", tens que perguntar "porquê?" — e se fosse uma associação mais invisível, mas que fazia um trabalho excelente, por exemplo, a formar professorxs...? Não seria válido?
      Eu aceito que a associação vá por qualquer caminho, mas temos que ter mesmo noção dos nossos motivos.

      O que é que precisamos de fazer?

      Precisamos de questionar,

      questionar,

      questionar!!!


      Abaixo o dogma,

      abaixo o "sempre fizemos assim",

      abaixo o "é a única maneira"!


      Venha a mudança! Venham as alternativas!



      "Não é necessário dois ou três trabalharem e prepararem a papa toda para 20 ou 30 marmanjxs. Juntos, podemos pensar e fazer!"
      "as pessoas tinham uma regularidade para se encontrarem em cada cidade e depois iam decidindo o que queriam fazer juntas."
      Exactamente!!! Eu acho que o lema é fazer o que há vontade para fazer, para as pessoas que o querem, e com as pessoas que o querem. Vamos a isto?!

      O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
      #3

      Offline carolinalg

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      • call it Magic... call it true...
      (...)Eu acho que a escolha é sempre essa, entre incentivar ou proibir/obrigar. E desde 2003 acho que temos vindo a escolher sempre mais a segunda hipótese. Está na hora de mudar.
      Neste ponto, Vamos a isso! Por onde começamos?

      Porque é que não se publicita mais?
      (...)E há aquela cidade que bem precisava de um mural pintado — vamos lá? Ou, para uma actividade diferente, uma performance na rua seria uma boa forma de divulgar. Marcadores de livros metidos dentro dos livros das bibliotecas. Chatear os programas de televisão. Tanta coisa. É juntarmo-nos e puxarmos pela imaginação.
      (...) conseguires abordar as pessoas certas no tempo certo para que com o menor esforço tenhas o maior impacto possível.
      Falar com as Câmaras Municipais é uma excelente opção. Falar com associações e escolas, - em cidades diferentes e com faixas etárias diferentes (desde o básico ao universitário - primária daria???) - enviar propostas de um "Projeto Educação" original, que se adapte à realidade desses espaços. É extremamente necessário desaprisionar os jovens.

      Começar do zero
      (...)Por mim o regulamento dos grupos metia-se no balde e escrevia-se todo outra vez.
      Fico do teu lado nesta ideia. Os grupos não estão pensados da forma mais prática/eficaz. Dar-lhes mais liberdade poderia trazer muito mais ideias e projetos bons!!!

      E o site?
      Precisas sequer de um site?
      Haverá uma plataforma que cumpra o que nós precisamos, mas que seja mais fácil/barata de criar e de gerir? (...)
      Bem... Eu, de informática e webdesign percebo nickles-pickles. Mas acho que há coisas no fórum que seriam giras de manter. Há tópicos interessantes. Também não era mau de todo manter o chat, porque há malta que se encontra lá com regularidade para falar e geralmente aquilo é um ambiente porreiro. Mas percebo que sintas a necessidade de mudar tudo. Eu mudaria quase tudo. O problema é que, nesta área, não creio que possa ajudar, porque não sei fazer... E mandar bitaites sem mexer um dedo é muito fácil... Não quero dar essa imagem -errada- de mim nesta super discussão. :)


      Responder
      (...) o lema é fazer o que há vontade para fazer, para... e com as pessoas que o querem.
      « Última modificação: 7 de Dezembro de 2016 por carolinalg »
        - carolinalg -

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        #4

        Offline Skar

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        Olá. Sou coordenador no Porto, e temos tentado inovar nas reuniões com temas novos e participação dos membros no planeamento dos eventos via facebook. Mas vejo que o ativismo de intervenção no exterior da associação pouco aparece nas reuniões; e devia porque seria produtivo, e motivaria os participantes.
        Desde a algum tempo que tenho trabalhado num novo fórum+site com o @KingLouis19 ; queria ter algo mais sólido antes de falar do assunto, mas wtv, que a água está a ferver. Falem comigo se estiverem interessados.  Há um google doc em que registo o processo e que posso partilhar.
        aliás, tá aqui com permissão para comentar: https://docs.google.com/document/d/18ZmI6_E-77tMBrHsmRLrvLmEUgq_TFvwEBFdb-OxwbU/edit?usp=sharing

        Btw, ou alguém mantém um post com as sugestões que aparecerem, ou isto torna-se difícil de navegar. Eu usava um gdoc.
        « Última modificação: 7 de Dezembro de 2016 por Skar »

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          #5

          Offline quiquo

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            Olá :)
           
            Então e porque não acabar com a rede ex aequo e começar uma associação nova com um nome completamente diferente e fácil de pronunciar? Se calhar é o nome que não está a funcionar  ::) Não? Just saying  lol
           
            Agora a sério, também já tive esta mesma conversa tanto com pessoas da associação como pessoas de outras associações. O problema é serem sempre conversas pontuais e informais: este tipo de discussão precisa de tempo e espaço e do máximo de pessoas para começar a produzir resultados (trabalho em rede) e não de apenas as "pessoas demasiado envolvidas" a tomarem decisões num determinado dia sem ninguém saber. E temos de começar pelas questões básicas (pelo sonhos e pelas necessidades dxs jovens) para depois definir projetos e estratégias, nesse aspeto concordo 100%.

            Antes dos projetos, o que mais me tem feito confusão é a falta de renovação de pessoas/voluntárixs na rede. São sempre as mesmas pessoas em mais do que um projeto. Só há uma lista para o que quer que seja, não há alternativas. E este ano, como já tem acontecido, vamos todxs votar que sim, mais um ano a manter o barco à superfície. Não digo isto para deitar nenhuma direção ou lista abaixo, mas todxs sabemos que andamos a nadar para não nos afogarmos (sem parar para pensar se não devíamos deixar o barco ir). Aceitamos fazer parte das coisas e ajudar para que elas não morram e, naturalmente, há uma falta de entusiasmo e inspiração nisto (que se traduz no que é e não é feito). Eu digo, que morram. Se as coisas forem importantes, as pessoas virão, sem dúvida. Se os propósitos de um projeto fizerem mesmo falta, alguém se chegará à frente, de preferência alguém novx, para pegar nestes propósitos e continuá-los de que maneira fôr.
           
            Ainda em relação a esta questão da renovação de pessoas eu acho que uma das coisas que falta na rede é mais rede entre as pessoas. Penso que isto se podia melhorar com pessoas dedicadas a receber voluntárixs e a geri-los dentro da associação.
            Há uns tempos falei com a Joana Peres do Centro LGBT e ela explicou-me que na ILGA Portugal quem quer fazer voluntariado é primeiro recebidx por pessoas que estão lá especificamente para receber a pessoa, apoiá-la e ajudá-la a integrar projetos que a interessem (consoante os seus objetivos, etc) e que sejam adequados ao seu perfil/competências/experiência.
            Na rede há sempre pessoas a surgirem com interesse em dar algo mas que depois não são acompanhadas. Muitas vezes xs voluntárixs perdem-se pelo caminho porque aparecem em eventos para ajudar mas depois não temos maneiras de integrar estas pessoas em equipas. Eu acredito que era bom ter uma equipa de pelo menos duas ou três pessoas só a tratar desta recepção e acompanhamento. Pessoas que estão lá e vão acompanhando e motivando as pessoas, que tomam nota de feedbacks, que organizam meet ups só para discutir a experiência do voluntariado, que planeiam um percurso com x voluntárix, que se encontram com novxs voluntárixs (presencialmente ou skype), que xs ajudam a criar os seus grupos e projetos, que lhes dão uma estrutura e segurança.
            Várias partes do voluntariado são difíceis, muitas vezes não existem retornos imediatos (ou qualquer tipo de retorno) e haverão sempre tarefas aborrecidas mas necessárias. É importante a pessoa não sentir que está sozinha a fazer estas coisas, que está a contribuir para algo maior que si e que pertence à rede, ao grupo. Sem isto as pessoas desmotivam e entram no tal buraco negro.
           
            Em relação aos projetos que existem atualmente é importante lembrar que é mais fácil gostar das coisas quando elas estão a funcionar bem (tradução = a serem populares). Estou a dizer isto porque há 3 anos, por exemplo, o grupo ex aequo lisboa tinha quase 50 pessoas nas reuniões e este ano parou; há 3 anos o fórum teve o maior número de utilizadores online e agora está o mais parado que me lembro. Nessa altura não se falava tão negativamente destes dois projetos como hoje. É difícil gostar de projetos nos quais não se investe; as direções têm-se afastado cada vez mais dos grupos e do fórum/site e isso nota-se. E não se afastaram porque decidimos acabar com estes projetos...
            Também existem retornos muito diferentes nos nossos projetos. É muito mais fácil ir a uma sessão do PE durante umas horas e sentirmo-nos no topo do mundo e que fizemos toda a diferença do que acompanhar um grupo o ano inteiro e ter de lidar com uma série de questões que quem está a fazer só PE não imagina.
            Todos os projetos servem propósitos e não convém esquecer quais se os decidirmos apagar (devemos sempre questioná-los, claro).
           
            Tenho que comentar que acho piada ao questionares a existência do fórum/site e depois escreveres isto Tomás: " Estas discussões são demasiado profundas para um ENA, e ainda mais para uma AG, por isso o Fórum parece-me o sítio ideal para acontecerem."  :P
           
            Quero continuar a conversa mais tarde. Só acrescento que acho que os grupos funcionariam muito melhor se, para além do tal apoio, se trabalhasse na construção de competências pessoais em projetos, ações e eventos desenvolvidos pelas próprias pessoas do grupo. Um grupo que se pudesse auto-gerir e responsabilizar onde as pessoas em vez de irem lá apenas para conviver ou debater vão com o propósito de participar ativamente e contribuir para uma sociedade melhor, mesmo que em pequenos atos. Onde toda a gente pode coordenar. Onde as pessoas se sentem ligadas umas às outras porque estão nisto (o que quer que seja) juntas. Um grupo com mais orçamento :P (ou que angarie fundos). Isto não são mudanças fáceis e exigem um grande compromisso de quem está a coordenar agora para fazer uma transição para este modelo. Convém dizer que também não tem interesse em ter estes grupos fixes sem ter toda uma estrutura da associação que depois pega nestas pessoas e as ponha noutras projetos e se vá renovando ano após ano.
           
            Ah, e mais comunicação por parte de todxs com todxs :)
           
            Abraço!
            P.s.: o Encontro Nacional (looool) de Associadxs é no Centro LGBT, dia 17 pelas 15:00 ou 15:30, agora não tenho a certeza.
            P.p.s.: Skar "Mas vejo que o ativismo de intervenção no exterior da associação pouco aparece nas reuniões; e devia porque seria produtivo, e motivaria os participantes." Concordo em absoluto e o ativismo tem muuuuitas formas fixes, mesmo para quem não se quer expor tanto.
           
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            #6

            Offline tomasbarao

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              • Tomás Barão
              Agora a sério, também já tive esta mesma conversa tanto com pessoas da associação como pessoas de outras associações. O problema é serem sempre conversas pontuais e informais: este tipo de discussão precisa de tempo e espaço e do máximo de pessoas para começar a produzir resultados (trabalho em rede) e não de apenas as "pessoas demasiado envolvidas" a tomarem decisões num determinado dia sem ninguém saber. E temos de começar pelas questões básicas (pelo sonhos e pelas necessidades dxs jovens) para depois definir projetos e estratégias, nesse aspeto concordo 100%.

            É exactamente isso que estou a dizer, compreendeste-me a 100% e isso é super fixe. Estou contente. ^^
            Concordo com tudo o que disseste, quiquo, e estou super feliz pela tua resposta. :D
            Concordo com o facto de estarmos a manter o barco à superfície, e de que se calhar às vezes é melhor deixar o barco ir...




            Então e porque não acabar com a rede ex aequo e começar uma associação nova com um nome completamente diferente e fácil de pronunciar? Se calhar é o nome que não está a funcionar  ::) Não? Just saying  lol

            De todas as soluções que podemos inventar, parece-me a mais drástica. Mas não podemos descartar nada à partida. Não podemos ter medo, não podemos ter dogmas! Conversamos mais e logo se chega a uma solução.




            Há uns tempos falei com a Joana Peres do Centro LGBT e ela explicou-me que na ILGA Portugal quem quer fazer voluntariado é primeiro recebidx por pessoas que estão lá especificamente para receber a pessoa, apoiá-la e ajudá-la a integrar projetos que a interessem (consoante os seus objetivos, etc) e que sejam adequados ao seu perfil/competências/experiência.

            Quanto à questão da gestão de voluntáries, acho que é uma das condições para podermos fazer um trabalho sólido e eficaz. Já muitas de nós o dissemos, e até agora ainda não pusemos em prática. Tem sido "tradição" na rea ser a/o presidente da direcção a tentar manter-se a par de tudo e a tentar acompanhar o trabalho de toda a gente. Mas acho que devia haver alguém cuja tarefa única seja  essa mesmo. Pessoas de outras associações também já me disseram que é a melhor maneira de as coisas funcionarem.

            Também já se disse muitas vezes que a gestão de voluntáries deve estar a cargo de alguém que trabalhe a tempo inteiro (ou part-time) na rede ex aequo. Já tentámos várias vezes obter um estagiária profissional através do IEFP, mas sem sucesso. Eu acho que devíamos continuar a tentar, porque isso faria toda a diferença. Listas candidatas, por favor, digam-me que vão insistir na questão do estágio. Integrem isto nos vossos orçamentos, por favor!



             
            Em relação aos projetos que existem atualmente é importante lembrar que é mais fácil gostar das coisas quando elas estão a funcionar bem (tradução = a serem populares). Estou a dizer isto porque há 3 anos, por exemplo, o grupo ex aequo lisboa tinha quase 50 pessoas nas reuniões e este ano parou; há 3 anos o fórum teve o maior número de utilizadores online e agora está o mais parado que me lembro. Nessa altura não se falava tão negativamente destes dois projetos como hoje. É difícil gostar de projetos nos quais não se investe; as direções têm-se afastado cada vez mais dos grupos e do fórum/site e isso nota-se. E não se afastaram porque decidimos acabar com estes projetos...
              Também existem retornos muito diferentes nos nossos projetos. É muito mais fácil ir a uma sessão do PE durante umas horas e sentirmo-nos no topo do mundo e que fizemos toda a diferença do que acompanhar um grupo o ano inteiro e ter de lidar com uma série de questões que quem está a fazer só PE não imagina.
              Todos os projetos servem propósitos e não convém esquecer quais se os decidirmos apagar (devemos sempre questioná-los, claro).

            Dizes coisas muito importantes e com muita razão. Mas haverá pessoas que precisam de um retorno mais imediato para se sentirem motivadas, e outras que gostam mais de fazer o trabalho que exige paciência e que traz resultados a longo prazo. Haverá pessoas que gostam mais de um trabalho de dar a cara e de ir para a rua, e outras que se sentem muito mais úteis a fazer o trabalho de escritório. E aí é que está a riqueza de um movimento!

            Agora para tocar também na questão que o Skar levantou, sobre o activismo de exterior... O que aprendi com o activismo LGBTI é que precisamos dos dois lados: de sermos rebeldes e chamarmos à atenção quando os direitos humanos estão a ser ignorados ou violados, mas também de sermos bem comportadinhos e fazermos pressão mais institucional, junto do governo, por exemplo. A rea ao longo destes 13 anos conseguiu fazer esse trabalho mais "de escritório", por exemplo, ao enviar os relatórios do Observatório de Educação para o Ministério da Educação, ou quando conseguiu que a orientação sexual entrasse no estatuto do aluno como motivo de discriminação que não pode acontecer. E também é por ser certinha e bem comportada que a rede ex aequo conseguiu um financiamento que muitas associações e colectivos não conseguiram. Precisamos de estar nos dois lados, e é por isso que discordo contigo, carolinalg, quando dizes que a associação tem que deixar de ser tanto papelada e escritório, para ser mais prática. Esta parte também é importante e também traz resultados.

            Sintetizando, acho que devemos continuar a estimar o nosso trabalho de "backoffice", e começar a sair mais às ruas, a pintar murais, a fazer performances, a não falhar uma única marcha lgbti. Há pessoas para tudo, por isso vamos lá!




            Tenho que comentar que acho piada ao questionares a existência do fórum/site e depois escreveres isto Tomás: " Estas discussões são demasiado profundas para um ENA, e ainda mais para uma AG, por isso o Fórum parece-me o sítio ideal para acontecerem."  :P

            Acho que não é o meio ideal, porque há muita gente que não tem tempo para ler isto tudo e para escrever uma resposta. Mas não encontrei meio melhor para fazer esta discussão: se fosse por skype, seria uma discussão menos profunda e com menos pessoas. Se fosse presencialmente no ENA, também haverá muito pouco tempo... Acho que é uma discussão longa, mas não há atalhos, tem mesmo que ser feita. Para além disso, o Fórum, com todas as suas desvantagens, é um meio mais adequado a discussões profundas e sólidas do que, por exemplo, o Facebook. E se fosse por e-mail a discussão não seria pública. Portanto foi o meio que achei melhor.





            Um grupo que se pudesse auto-gerir e responsabilizar onde as pessoas em vez de irem lá apenas para conviver ou debater vão com o propósito de participar ativamente e contribuir para uma sociedade melhor, mesmo que em pequenos atos. Onde toda a gente pode coordenar. Onde as pessoas se sentem ligadas umas às outras porque estão nisto (o que quer que seja) juntas.

            Se as coisas forem importantes, as pessoas virão, sem dúvida. Se os propósitos de um projeto fizerem mesmo falta, alguém se chegará à frente, de preferência alguém novx, para pegar nestes propósitos e continuá-los de que maneira fôr.


            É isto mesmo!!! A sério, quiquo, tu puseste tudo em palavras mais claras, mais simples e mais motivadoras que eu. Obrigado, mesmo! Um abração para ti.

            O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
            #7

            Offline carolinalg

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            • call it Magic... call it true...
            ...Um grupo que se pudesse auto-gerir e responsabilizar onde as pessoas em vez de irem lá apenas para conviver ou debater vão com o propósito de participar ativamente e contribuir... Onde toda a gente pode coordenar. Onde as pessoas se sentem ligadas umas às outras porque estão nisto... juntas.
             
            Sim, sim, sim!



             
            P.s.: o Encontro Nacional (looool) de Associadxs é no Centro LGBT, dia 17 pelas 15:00 ou 15:30, agora não tenho a certeza.
            Obrigada, quiquo, por me avisares. Não vi nada anunciado em lado nenhum. Subscrevo mailing lists da rea e não recebi nada na última temporada sobre este assunto. Também não vi data e local postada em site ou fórum nenhum. Nem ouvi ninguém da direção vir falar sobre o evento de forma alguma.
            Acho gravíssimo. Como é que querem, então, que haja um Encontro de Associadxs com sucesso e número de sócixs presentes em quantidade suficiente, se deixam tudo para a última hora? Não vou, não consigo. Lamento e, ao mesmo tempo, não lamento. A minha vida já estava organizada assim há muitas semanas.
            Estou curiosa para ler o relatório desse Encontro (que, suponho, circule e seja partilhado com todxs xs associadxs após o evento...?)!
              - carolinalg -

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              #8

              Offline josecx

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              @tomasbarao,

              Na altura quando enviaram um email aos associados relativa à nova Direção da rede ex aequo 2017, preenchi com sugestões e ideias que vejo a rede ex aequo a desenvolver.

              Não que eu queira pertencer à direção, apenas preenchi para sugerir e como também pertenço a outras associações, percebo a importância da Educação nas Escolas. Foi exatamente esse um dos pontos que sugeri nesse formulário. A rede ex aequo colaborou com a minha associação no ano passado neste tópico, e acho que poderia iniciar um projeto independente e sólido.

              Outras ideias passaram por campanhas, atividades formativas, etc.

              (Só vim cá deixar o meu contributo ahaha)

              Abraços e Beijinhos :)

                O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                #9

                Offline Skar

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                Vejo muitas ideias, pontos de vista diferentes. Quero catalogar isto tudo e por num documento editável, de pros e contras e sintético; assim poderei saber aonde me focar com o projecto de modernização, o que defender ou não. Só o vou poder fazer daqui a uma semana e tal.
                PS: informação factual, discussão produtiva, conversa sequencial, e comentário efémero formam um gradiente que vai desde uma wiki, passa por um fórum e acaba num chat. Na rede faz-se um pouco disso tudo, é preciso é atualizar as ferramentas. Do ponto de vista da comunicação / analítica, vem integrado em software moderno; o @KingLouis19 sabe muito mais disso.
                « Última modificação: 10 de Dezembro de 2016 por Skar »

                  O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                  #10

                  Offline carolinalg

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                  • call it Magic... call it true...
                  Vejo muitas ideias, pontos de vista diferentes. Quero catalogar isto tudo e por num documento editável, de pros e contras e sintético; assim poderei saber aonde me focar com o projecto de modernização, o que defender ou não. Só o vou poder fazer daqui a uma semana e tal.
                  PS: informação factual, discussão produtiva, conversa sequencial, e comentário efémero formam um gradiente que vai desde uma wiki, passa por um fórum e acaba num chat. Na rede faz-se um pouco disso tudo, é preciso é atualizar as ferramentas. Do ponto de vista da comunicação / analítica, vem integrado em software moderno; o @KingLouis19 sabe muito mais disso.

                  Estás a pensar criar/utilizar um Google Doc?
                  Acho que assim qualquer um poderia abrir e visualizar. Uma única pessoa ia editando-o com as novas opiniões  até haver uma decisão final acerca de cada mini-assunto. :)
                    - carolinalg -

                    O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                    #11

                    Offline Skar

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                    Estás a pensar criar/utilizar um Google Doc?
                    Acho que assim qualquer um poderia abrir e visualizar. Uma única pessoa ia editando-o com as novas opiniões  até haver uma decisão final acerca de cada mini-assunto. :)

                    logbook do projecto de modernização digital (aonde tenho respondido e integrado comentários)
                    https://docs.google.com/document/d/18ZmI6_E-77tMBrHsmRLrvLmEUgq_TFvwEBFdb-OxwbU/edit?usp=sharing

                    novo doc vazio para a rede em geral
                    https://docs.google.com/document/d/123ACWZ_9zjWzoEJQYyVzdpjJzwfvqL5IltYZ01qmbqc/edit?usp=sharing

                    Não tem de ser só uma pessoa, convém é que que quem edite seja imparcial e fatual, e que sejam capazes de se entender. Só posso adicionar pessoas se comentarem com uma conta google ligada.

                      O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                      #12

                      Offline quiquo

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                        Olá :)
                       
                        plan, deves ter escrito o post mais longo que já vi no fórum, mas ainda bem que o fizeste (obrigado!). Levarei várias das tuas ideias para o encontro, visto que já as partilhava antes (e vou repetir muito do que disseste, mas pronto).
                       
                        Não sei pronunciar-me muito bem sobre o PE, até porque nunca mais participei em sessões. Como escreveste, a Educação Sexual não é ensinada nas escolas de forma padronizada, ainda que haja uma série de guidelines. Não sei se é melhor ou não as escolas terem pessoas qualificadas que vêm de fora só para lecionar isto. Por um lado, muitxs professorxs não têm conhecimentos suficientes nem se sentem confortáveis; por outro, é ingénuo pensar que só quem vem de fora chega para alterar toda uma cultura em relação a este tema. A Educação Sexual é um tópico que divide muito as pessoas politicamente e socialmente e por isso tem sido tão difícil implementá-la de forma consistente. Acho que podemos tentar estar mais presentes nos cursos de Educação (de onde sairão as seguintes gerações de professorxs) e manter contato com o Ministério da Educação enquanto mantemos as sessões que vamos conseguindo ter.
                       
                        Quanto a projetos que não fazem sentido acho que devíamos pensar melhor os prémios ex aequo (ou prémios media). Repesco este post:
                      No outro dia em conversa com um amigo meu falávamos sobre a necessidade deste prémios se distinguirem de todos os outros que acontecem do género, como os da Ilga, ou até os do Dezanove.

                      O que distingue a rede ex aequo, aliás, o que faz parte da sua identidade é ser uma associação de e para jovens. Por isso os Prémios Média deviam distinguir as pessoas/acontecimentos que tivessem um impacto directo nos jovens.

                      Quantos são os jovens LGBT portugueses que assistem de facto a estas novelas e estas reportagens, que na sua maioria NÃO representa sequer as questões LGBT nos JOVENS?

                      Se calhar chegamos é à conclusão que há muito pouca coisa mediática feita de/para jovens!
                       
                        Outro projeto que parece super interessante mas que nunca percebi são os grupos itinerantes. É que está listado na nossa página de projetos do site mas alguém sabe o que foi feito com isto?
                       
                        Em relação aos grupos locais:
                       
                         -Gosto da ideia do Tomás dos grupos puderem ter páginas mais personalizadas. As páginas dos grupos são todas iguais (até os textos!), não tem fotos nem vídeos (podiam ter galerias onde fosse fácil ver o grupo, em vez de ter de se pesquisar fotos antigas em tópicos do fórum ou redes sociais) e tem uma estrutura que é muito pouco flexível para se editar;
                       
                        -Na questão das alianças/grupos locais em instituições de ensino e do anonimato, subscrevo o que escreveste plan;

                        -Uma pessoa que vai a um acampamento não tem o mesmo perfil da maioria das pessoas que precisa do grupo local ao início (isto pode mudar). Num acampamento muitas coisas conseguem ter um flow melhor porque as pessoas têm tempo para se ambientarem e se conhecerem umas às outras. Pela minha experiência quem vai a uma reunião geralmente não participará nessa estrutura de debate que falaste Tomás (o Espaço Permanentemente Queer). Ou reina o silêncio, como disse o plan, ou há algumas pessoas mais à vontade que monopolizam este tipo de debates (o que depois é uma seca para toda a gente);

                        -Também sou da opinião que, apesar de vivermos numa sociedade um pouco mais informada e aberta, os mesmos problemas persistem. Também não votaria numa lista que deixasse os grupos e considero ser este o melhor contributo que a associação pode dar;
                      Por que razão os grupos locais funcionam mal? Por não serem num número tão grande, como o era há alguns anos? Por terem, provavelmente, também menos gente a participar? É possível que o problema não esteja no seu modo de funcionamento, em si, ou unicamente nas temáticas das reuniões e, pelo contrário, no facto de cada vez menos gente ter conhecimento da associação. Ou seja, a comunicação da rede ex aequo não está a ser eficaz, no momento atual.

                      Além disso tenho notado que, das poucas pessoas com quem abordei a situação atual dos grupos locais (menor número e, talvez, menos participantes face a outrora), as que defendem que os mesmos já não fazem sentido, são precisamente aquelas que não frequentam as suas atividades há imenso tempo (nem que seja de forma esporádica; uma opção perfeitamente legítima e compreensível, por qualquer motivo em que assente). Logo, não têm uma verdadeira noção de que, na realidade, a função desempenhada pelos grupos continua ainda a fazer todo o sentido.

                      Sobre o fórum, em específico, falarei mais à frente.

                      Se a rede ex aequo tem objectivos tão importantes e nobres, porque é que até hoje precisámos de enviar tantos convites...?

                      Porque sem convites (comunicação), pouca gente sabe que existes - ou pelo menos o público-alvo que queres atingir (jovens LGBTI dos 16 aos 30) - logo quase ninguém vai aparecer à tua "festa", por mais nobre que ela e os seus objetivos sejam.

                      O que precisamos é de comunicar com eficácia que isto são lutas importantes, e aí as pessoas não virão à associação por ela ser fixe, por ter boa imagem ou bons eventos, mas sim porque acreditam naquele propósito e porque a associação lhes dá meios para lutar por ele.

                      Acho que acontece precisamente o oposto: por a rede ex aequo não ser vista propriamente como "fixe" ou ter "boa imagem", alguns dos jovens que têm contacto com ela, pela primeira vez, são dissuadidos de aparecerem nas suas atividades, ou quererem saber mais sobre a associação e os seus projetos. Novamente, isto reside num problema de comunicação.

                      Mas acho que também seria interessante que cada grupo de pessoas (e não somente a direção ou a coordenação) debatesse via fórum, p.e., o tema que quereriam abordar no encontro seguinte.

                      Isso seria extremamente complicado de acontecer. Primeiro porque, enfim, o fórum está completamente inativo e sem utilizadores (arrisco a dizer que a maior parte das pessoas que participam, regularmente, nas atividades do grupo local do Porto, pela perceção que tenho, não vêm ao fórum, ou têm sequer uma conta cá). Segundo, e ainda mais importante, porque as atividades exigem tempo suficiente para ser planeadas e as coisas não correrem, consequentemente, mal - daí haver um plano de atividades, elaborado na altura em que uma nova de equipa de coordenação é eleita, para um período relativamente longo (este período, quase cobrindo um ano completo, talvez pudesse ser encurtado um pouco, eventualmente). Terceiro porque nunca sabes quem vai aparecer, ou não, na próxima atividade. Uma pessoa que tenha vindo à anterior pode não ir à seguinte, por exemplo. Estar a antecipar que algumas pessoas em específico compareçam numa atividade (sem haver a certeza que o façam), com pouco tempo de antecedência, e baseá-la naquilo que elas pretendem fazer/debater, é um pouco arriscado.
                        -Isto! Só por esta secção mereces um prémio ex aequo plan ;D. Em relação ao fórum acrescento que quase todas as pessoas que têm vindo ao grupo de lisboa não o utilizam de todo (dizemos sempre para deixarem os seus testemunhos). Ainda assim eu acho que o fórum serve o seu propósito apenas por existir. Como não vamos obrigar ninguém a usá-lo o máximo que podemos fazer é facilitar a sua utilização.

                        Existe uma grande lacuna no que toca à análise de resultados e à definição de estratégias para a associação e para os projetos (em conjunto com a gestão de voluntárixs) que nos deixa à deriva. Alguém sabe responder para onde é que associação quer ir e para onde está a ir? Cada pessoa terá a sua visão (ou não) e acho que nos surpreenderíamos se partilhássemos mais.
                       
                        Ri-me com a página da t-shirt  lol e aquela secção de notícias no topo do fórum que fala das brochuras há séculos? Desvaloriza o nosso trabalho como voluntárixs termos um site tão desactualizado e com informações erradas. Vê-se claramente que ninguém pega nele e isso não passa uma imagem de que estamos envolvidos. Precisamos de um site, precisamos de mais presença online (gosto das ideias que propuseste na parte da comunicação plan, muitas delas já têm sido faladas há séculos mas não andam para a frente; precisamos mesmo de pessoas só a tratar disto).
                       
                        Em relação às quotas acho que o valor se deve manter e não discriminar idades, até porque quase não há pessoas a pagá-las e não representam a fatia essencial do financiamento. Talvez pudéssemos arranjar mais razões e vantagens para se ser associadx. Mas não concordo com o regulamento que obriga xs coordenadorxs dos grupos e xs oradorxs a terem de ser associadxs. Acho que as pessoas devem associar-se para participar das assembleias e pertencerem às listas (e aos processos de decisão) e não para serem voluntárixs (seja em que projeto for). Não penso que seja o número de associadxs que vá trazer mais representatividade à rede e sim o número de voluntárixs e de pessoas a quem chegamos.
                       
                        Gostava de ler mais opiniões de pessoas diferentes (e de pessoas da direção e da lista à próxima direção).
                       
                        Abraço!
                       
                      « Última modificação: 13 de Dezembro de 2016 por quiquo »

                        O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                        #13

                        Offline bpn

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                        • Associad@
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                        Bom dia a tod@s :)

                        Apesar de não se rum visitante assíduo tanto em reuniões quer no forúm, não deixo de seguir de perto todos os passos dados pela associação, quer seja perguntando a pessoas amigas que ainda participam activamente na associação, quer através da minha visitas sorrateiras ao forúm, para ver se os "sinais vitais" continuam.

                        Antes de começar a mandar os meus "bitaites", quero agradecer a iniciativa do @tomasbarao, de puxar o assunto que é tão sensível e tão delicado para, e friso, a Direção da Rede Ex Aequo, porque sinceramente isto é sempre foi tabú para os elementos que pertencem a direção e nunca aos participantes/voluntários da mesma. Aliás, todos os anos, e dos 3 anos que foi ao Acampamento (2011-2013) este tema é sempre debatido mas sinceramente acho que nunca deram grandes ouvidos.

                        O Forúm: a joia da coroa REA que ninguém quer ver morrer

                        A verdade é uma, a tecnologia Forúm morreu já há muito tempo.
                        Quando estava/participava no grupo local do Porto, ao qual participei também pessoa organizadora, o tema de conversa sobre o forúm foi lançada. Muitas foram as ideias e o alarido foi grande à volta do assunto.
                        O Forum é muito pouco usado e cada vez menos é uma tecnologia preferencial dos jovens, quer sejam eles os mais velhos que utilizam isto à mais tempo quer os novos que vai entrando.
                        A verdade é esta: o forúm foi muito importante para a rede para a sua divulgação, mas também para os utilizadores, que de forma anónima e simplificada poderiam ver informações, debater assuntos e continuar com o que se perdeu nas reuniões. Para outros, é a única forma que têm de participar nas reuniões, sem ir as reuniões (isto mais dirigido as pessoa que não têm grupos locais nas suas cidades)

                        Se hoje em dia faz sentido ter Fórum?
                        Para mim faz sentido, até porque sinceramente não vejo outra forma tecnológica de ter as mesmas funcionalidades de um forum. Falo disto, porque estando eu numa área de trabalho tecnológica, não existe nada mais anónimo e eficiente do que ter um forum.
                        A verdade é: eu uso o forum activamente? Não, não uso, porque acho uma tecnologia fora de moda, pouco apelativa e pouco intuitiva. Agora é a única que de forma anónima, livre e sem preconceito de poder expressar as minhas ideias e opiniões sem me sentir "perseguido" e sem sentir o medo de ser confrontado por alguém que não sabe da minha orientação sexual (como é caso do Facebook, Instagram, Snapchat, Tweeter).

                        O que se pode mudar no forúm?
                        O fórum está chato, aborrecido e out-dated e isso afasta as pessoas daqui claro. Mudar o visual, até as disposições das salas seria uma óptima ideia para relançar este meio.

                        Os grupos locais: os velhos "anjos"

                        Os grupos locais são outro tema, que me lembro, que em cada Acampamento da REA, é sempre muito opinado e ao qual, nunca vi alterações a serem feitas. Como referi, já foi coordenador do grupo local Porto e sinceramente perdi o encanto da REA aí, porque só nesse momento percebi a complexidade que é, quando um recém formado de coordenador chega a um grupo local e existem imensos entraves.
                        E as questão são sempre: quem é a direcção? O que eles conhecem de mim? O que eles sabem realmente das realidade do grupo local e das suas necessidades? As respostas são: não sabem nada, porque está tudo centralizado no mesmo sítio, LISBOA.
                        Não há liberdade para "fugirmos" aos temas e adapta-los as realidades locais, a disposição horizontal da organização é grande e causa choque, para não falar que acho que linguagem não está adaptada para um grupo de jovens. Aliás, como existem sempre o medo da forma de linguagem a ter para com os jovens, acabamos por ter um tipo de comunicação que não agrada aos jovens.

                        Então, o que sugeres para os grupos locais?
                        A liberdade é o primeiro ponto fulcral. Quando se diz liberdade diz-se em relação aos temas, ás dinâmicas, a forma de comunicação e a sua gestão.
                        Penso que o problema de cada vez mais os grupos diminuírem é, primeiro, existir uma oferta de grupos de apoios mais diversificada, e nessa diversificada escolha, esses grupos adaptarem-se melhor as mudanças, quer do público alvo, quer do meio em si. Falo por exemplo da ILGA, que parece me ser mais diversificada e mais "juvenil".
                        Obviamente que existem coisas que devem ser mantidas nos grupos: documentos de apoio, acompanhamento da por parte da Direcção e temas obrigatórios.

                        Actividades não-oficiais: o bicho papão da ideia preconcebida do "engate"

                        As actividades não-oficiais (todas as actividades que não estão catalogadas nem carimbadas com o selo Rede Ex Aequo) são as que mais suscitam discussões. Aliás, quando entrei na rede, tinha eu 19 anos, a primeira coisa que me disseram foi: "Atenção que isto não é um grupo de 'engate'. Isto é um grupo de apoio".
                        Apesar de entender que isso é bastante importante, falo oficialmente e nas reuniões oficiais, penso que esse medo interino por parte de uma associação juvenil é completamente descabido. Conhecimento é igual a "engate"? Discutível.

                        Os encontros não-oficias são a forma mais eficiente de cimentar o apoio as pessoas mais tímidas e são essas que requerem mais atenção, porque são as mais sucestiveis de desenvolver outros problemas: depressões, auto-conhecimento, não aceitação. Este tipo de coisas não existem quando estamos num grupo local em Reuniões formais.

                        O clube Tejo veio abrir as cabeças de várias gerações de direcções, que sempre tiveram medo desta ideia preconcebida e preconceituosa e veio-se a mostrar um sucesso: quer em termos de divulgação quer em termos de apoio.
                        E porquê? Menos formalidade, mais interacção e mais conversa informal.

                        O que queres dizer com isso?
                        Simplesmente isto: parem com o preconceito de que há engate se houver encontros/cafés não-oficiais. Façam coisas que os jovens gostam e se sintam no seu ambiente: ter uma reunião na rua, num café mais friendly parecem me ideias apelativas.

                        Projectos Educativos: glorias e inglórias
                        Eu sou do tempo em que não existiam projectos educativos e em que a Rede Ex Aequeo começava a lança-los.
                        Hoje olho para estes projectos como uma grande conquista educativa e super importante, tanto para o jovens como para os próprios professores. Por esse motivo não vejo motivo nenhum em extinguir estes projectos, mas sim em "remodela-los" de forma a serem mais abrangentes e atuais e de serem menos estanques.

                        O que podemos fazer então?
                        Penso que manter as ligações passadas com as escolas é algo importante, até porque são conquistas importantes para nós enquanto associação como para a comunidade educativa presente. Até porque o apoio têm que ser continuo, porque os que receberam hoje o conhecimento, os outros que estão lá continuam a precisar.
                        Como já disseram aqui, os pais são a componente mais importante aqui. Mas existe uma associação aqui que nos pode ajudar? Que tal falarem com a AMPLOS e em conjunto ser feito uma sessão nas escolas?
                        Outra componente importante: associações com crianças e instituições de caridade social e de acolhimento são componentes importantes e aos quais gostaria de um dia ver estes projectos incidirem. 

                        Divulgação da Associação: o quê? Isso existe?
                        Quantas vezes, enquanto coordenador, foi confrontado com: mas porque não há cartazes, não há um divulgação ativa desta associação?
                        A minha resposta sempre foi: o que interessa é que estás aqui :) (ups foi a melhor que arranjei)
                        Caros dirigentes e associados: ter um site, um forum e uns 10 cartazes espalhados não chega tá? Aliás, eu tomei conhecimento da associação de boca, porque até lá nem sabia que estas coisas existiam na realidade. E quando soube pensei: "isto é um grupo secreto ou uma organização fantasma?".

                        Então, diz ai umas ideias para isso!
                        Concordo com o que foi dito: um gabinete de Comunicação é SUPER importante, não só para a divulgação mas para haver um trabalho ativo sobre qual a melhor forma de se chegar as pessoas, com uma linguam adequada.
                        Mas não só! Usar as formas existentes de divulgação: Instagram, Facebook, Snapchat são super ferramentas de divulgação e por isso devem ser usadas sim por esse gabinete

                        Os Associados e Participantes: modelo eficiente?

                        Os associados são uma fonte importante para associação, quer em termos monetários quer também em termos de divulgação da própria associação. Até porque com associados é que podemos evoluir e crescer com o suporte e opiniões deles.
                        Claro que, sem participantes não há associação e sem eles também não haveria associados. Mas algo funcional mal aqui.

                        Mas o que é que está mal nos Associados?
                        Como já referiram, o facto de dar a morada é um entrave para os mais jovens, como é inadequado para quem ainda não trabalha pagar 15 euros. Criar modalidades de pagamento automático, com opções anuais, bimestrais ou trimestrais é uma ideia a pensar e adequado à realidade da pessoa.
                        Gente: alargar a idade dos associados não? Até aos 30?

                        E com os participantes?
                        Existem participantes/pessoas que foram super importantes e influentes nos grupos e direcções que hoje e infelizmente não podem participar mais porque a idade não permite. Acham bem isso? Eu não.
                        Sinceramente acho que existem pessoas que deviam estar ligadas a associação como "seniores" e que eram uma mais valia pelo profissionalismo mostrado.



                        E é isto malta, lancei a discussão e os meus bitaites :)

                        Bem haja a todos :)

                          Reuniões na segunda e na quarta semana, sempre à segunda feira. Venham!

                          O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                          #14

                          Offline T-Rex

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                          • Associad@
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                          • Hakuna Batata!
                            • Um gajo trans a falar de cenas
                          Tenho andado ao longo dos últimos dias a tentar contribuir para este tópico, principalmente no que toca aos grupos locais, mas sempre que acho que já tenho as ideias organizadas alguém posta alguma coisa e eu lembro-me de mais 1001 coisas para falar lol Por esta altura o plan já se adiantou a mim e escreveu tudo aquilo que eu queria ter escrito sobre esse tema (grupos locais) mas não estava a conseguir articular. Quero dar particular enfase a esta parte:

                          Citação de: plan
                          existem bastantes jovens exatamente com os mesmos problemas que os de há uma década atrás, com a mesma idade, tinham. Podem até assumir uma expressão diferente, na maneira como se manifestam, mas continuam a existir. E há que ter em conta que as pessoas que participam nas atividades de um grupo local não estão todas na mesma fase, no que diz respeito à saída do armário, ou até mesmo em relação à própria aceitação da sua orientação sexual e/ou identidade de género.

                          É este o motivo que me leva a ter uma atitude mais conservadora no que toca aos grupos locais. Estar à vontade com a nossa OS ou IG, querer intervir mais publicamente, querer atividades menos centradas no apoio entre pares (por não sentirem necessidade de tal), querer um modelo de reuniões menos estruturado, etc - é tudo totalmente válido, mas acaba por ser quase como uma espécie de "privilégio" que nem toda a gente tem (mas eventualmente caminhará para lá). Pode parecer uma "chatisse" ou um aborrecimento ter reuniões com aquelas dinâmicas "do costume", com pessoas designadas para a sua organização e moderação, num espaço fechado longe do público. Mas tudo isto tem um propósito, não é mantido "só porque sim, porque sempre foi assim".

                          As dinâmicas servem como catalisadores de conversas e discussão. Chegar a um espaço e simplesmente falar sobre os assuntos não resulta com todos os grupos, principalmente com grupos de pessoas que podem não estar ainda totalmente à vontade com temas LGBTI (mesmo sento eles prórpios LGBTI). Ter uma dinâmica subjacente ao tema pode ajudar a "desbloquear" pessoas ou a fazer com que mais facilmente contribuam para a discussão. Cá no grupo do porto normalmente as reuniões acabam com uma discussão geral entre toda a gente sobre o tema definido para a reunião; nessa altura é suposto os membros falarem sobre whatever que queiram relacionado com o tema. Às vezes corre bem e as conversas fluem facilmente. Outras vezes ouvem-se apenas grilos à distância e é preciso um dos coordenadores lançar um tema de conversa (o que é particularmente estranho quando, depois do tema ter sido lançado, as pessoas subitamente começam a falar abundantemente).

                          Haver um tema pré definido e uma dinâmica relacionada também tem a vantagem de atenuar monopolizações das conversas por alguns membros mais extrovertidos. Se calhar há alguém no grupo que quer falar sobre (exemplo aleatório: ) bifobia, mas essa pessoa é mais recente no grupo e não consegue impor a sua presença tão bem como alguém que já começou a falar sobre outro tema qualquer. Aqui também é importante o papel dos coordenadores, ao estar atentos à dinâmica do grupo podem equilibrar as intervenções e tentar com que toda a gente consiga ter uma voz.

                          Em relação a conduzir as reuniões num espaço não público o plan já ilustrou bastante bem o motivo por trás disso.

                          Para quem já não precisa das reuniões, de facto pode ser um aborrecimento continuar a ver as reuniões com o mesmo modelo de sempre - eu próprio ainda só vou às reuniões porque sou coordenador de um grupo, caso contrário provavelmente não teria grande motivo para continuar a ir. Eu nunca vi isto como algo negativo, muito antes pelo contrário. Quando comecei a voluntariar o meu tempo para a rea, uma coisa que várias vezes me foi dita era que a rea era um "Local de passagem". As pessoas vêm, retiram o que precisam, e seguem com as suas vidas. Neste contexto, era bom ver pessoas a chegar às reuniões e a deixar de aparecer passado uns meses - era sinal que a missão de prestar apoio foi cumprida. Isso ou as pessoas não gostavam das reuniões, claro. Mas quem não gostava raramente nos dava feedback além de um "não gosto, não é para mim". Eu tenho andado a operar dentro da rea com este mindset, mas reconheço que já é mais do que hora de mudar isso.

                          Já não me faz sentido ver a rea apenas como um local de passagem. Há um monte de coisas que podemos fazer (como jovens lgbti) que vai além do apoio direto (como sao os grupos locais e as sessões do PE). Pressão política, estratégias a longo prazo para combater a homo/bi/transfobia a nivel sistémico, produção e divulgação de informação para a sociedade em geral, etc. No entanto, isto tudo não anula a necessidade de se continuar a trabalhar ao nivel mais direto. Porque enquanto andamos a fazer, por exemplo, lobying politico para incluir a OS nos estatutos do aluno, os alunos continuam a sofrer bullying, continuam hoje em dia, e vão continuar no futuro. E enquanto isso acontecer, é preciso haver estruturas de apoio direto, nem que seja um espaço uma vez por mês num grupo local ou um local online para quebrar o isolamento nos locais mais isolados do país. Tendo isto em consideração, eu não votaria numa direção que se propusesse a extinguir os grupos e o forum. Repensar, remodelar, reconstruir, reinventar, sim. Mas largar estes projetos seria um dealbreaker para mim.

                          Estou a achar curiosa esta ideia de que os grupos estão "presos" a temas e dinâmicas antigas. Parece-me que neste momento estamos mais presos pela ideia de estarmos presos, do que por estarmos efetivamente limitados. Recordo-me de uns tempos, quando fui coordenador pela 1ª vez, em que de facto existiam restrições nos temas (uma lista de temas obrigatórios, por exemplo) e que os grupos se limitavam às reuniões e a um ocasional jantar convívio sazonal. Hoje em dia, pelo menos no grupo do porto, andamos a introduzir temas novos, a usar material fora do manual, a combinar idas ao cinema e sessões de jogos. Tenho notado uma evolução, por muito ténue que possa parecer, na flexibilidade dada aos grupos. No futuro esta evolução passará por atualizar as formações, por dar ênfase à autonomia e flexibilidade na organização de atividades, pelo incentivo para ir além das reuniões "clássicas". Por tornar os grupos locais em reais grupos de jovens e não apenas em "grupos para reuniões". Já não chega manter espaços de apoio, temos de criar espaços "nossos", criar comunidades mais consolidadas baseadas não só na entre ajuda mas também na vontade de nos organizarmos e de termos uma presença (pública, política, criativa, etc) nas nossas respetivas cidades.

                          Em relação ao fórum, é urgente remodela-lo e torna-lo mais apelativo. Não creio que seja boa ideia encerra-lo, uma vez que assin se perderia um local anónimo e universalmente disponível para os jovens lgbti conversarem e encontrarem-se uns aos outros independentemente de barreiras geográficas. Hoje em dia fala-se muito de usar as redes sociais para o mesmo propósito, mas essas não garantem o anonimato e podem afastar algumas pessoas de participar nas discussões. Eu sou fan da ideia de congelarmos este forum, conservar toda a informação gerada ao longo dos últimos anos, e criar algo do zero. Um forum novo, num sistema novo, organização nova, discussões novas. Trazer esta ferramente para a atualidade, depois de estar parada no tempo há tantos anos, requer, a meu ver, um corte um bocado radical.

                          De resto, não me consigo pronunciar em relação ao PE nem à divulgação, uma vez que o meu envolvimento em ambas as áreas é zero :P Pelo que me vou apercebendo, o PE funciona bastante bem; a divulgação funciona bastante mal. Mas deixoa discusão a quem realmente entende da coisa.

                          (eu tenho mais um monte de pensamentos sobre esta discussão toda, mas por agora fico-me por aqui :P )

                          O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                          #15

                          Offline gusport

                          • *****
                          • Orador(a)
                          • Novo Membro
                          • Género: Masculino
                          Mas não concordo com o regulamento que obriga xs coordenadorxs dos grupos e xs oradorxs a terem de ser associadxs. Acho que as pessoas devem associar-se para participar das assembleias e pertencerem às listas (e aos processos de decisão) e não para serem voluntárixs (seja em que projeto for). Não penso que seja o número de associadxs que vá trazer mais representatividade à rede e sim o número de voluntárixs e de pessoas a quem chegamos.
                           

                           

                          quiquo, concordo plenamente, porque não apresentarmos uma proposta de alteração ao RI nesse sentido?
                            Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda. Carl Jung

                            O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                            #16

                            Offline quiquo

                            • *****
                            • Associad@
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                            • Género: Masculino
                            quiquo, concordo plenamente, porque não apresentarmos uma proposta de alteração ao RI nesse sentido?

                              Bora  gus ;D No regulamento isso aparece aqui:
                             
                              "Artigo 51.º
                            Composição
                            1. A Equipa Coordenadora de cada Grupo Local é composta por dois, três, quatro ou cinco membros efetivos.
                            2. Dos seus elementos constituintes, 1/2 (para equipas de 2 ou 4 elementos), 1/3 ou 2/5 serão, obrigatoriamente, jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 26 anos, podendo os restantes elementos ser jovens com idades compreendidas entre os 27 e os 30 anos.
                            3. Os elementos da Equipa Coordenadora têm de ser associados da “rede ex aequo”".
                             
                              E teria de se alterar este também:
                             
                              "Artigo 56.º
                            Incompatibilidades
                            Os associados poderão integrar até duas equipas coordenadoras locais desde que:
                            a) Em cada equipa coordenadora local haja, no máximo, 1/2 (para equipas de 2 ou 4 elementos), 1/3 ou 2/5 de associados que sejam simultaneamente coordenadores de outro grupo local; e
                            b) As reuniões de ambos os grupos locais não se sobreponham."
                             
                              E este:
                             
                              "Artigo 78.º
                            Direitos
                            São direitos dos membros do Grupo Local:
                            a) Participar nas atividades do Grupo Local;
                            b) Se associados, eleger e ser eleito para a coordenação do Grupo Local;
                            c) Propor a exclusão de membros."

                              Embora em todo o regulamento não haja qualquer menção ao PE, tinha a ideia de que xs oradorxs têm de ser associadxs (penso ter ouvido isto mas não tenho a certeza, corrijam-me se estiver errado). Faz sentido os grupos, coordenadorxs e seus membros (e os comités de receção!!!) estarem contemplados no regulamento interno e não estar o PE e xs oradorxs?

                              Seria interessante rever-se o regulamento interno todo eventualmente. Estava agora a olhar e nunca tinha reparado que o artigo 2.º Objetivo diz "c) Criar e fomentar o desenvolvimento de grupos locais de convívio, apoio e trabalho para jovens LGBTI e simpatizantes, com idades compreendidas entre os 16 e os 26 anos". Então não era até aos 30 (que é o que está no artigo 72.º)? Eu sei que isto é só um pormenor, mas há outros, como a linguagem inclusiva (já que está na divulgação não deveria estar no regulamento?).
                             
                              O capítulo dos grupos tem artigos como:
                             
                              -"Artigo 52.º
                            Eleição e nomeação
                            1. A eleição da Equipa Coordenadora de cada Grupo Local é feita por listas.
                            2. O método de eleição é o voto secreto.
                            3. As eleições não obedecem a nenhuma exigência de quórum mínimo.
                            4. Os membros que se propõem integrar uma Equipa Coordenadora terão de ter assistido a duas reuniões do Grupo Local desde a data de eleição da presente Equipa Coordenadora.
                            5. Os votantes terão de ser associados da “rede ex aequo”.
                            6. A eleição da Equipa Coordenadora de cada Grupo Local ocorrerá em outubro de cada ano."

                             e

                              -"Artigo 54.º
                            Candidaturas
                            As candidaturas ao cargo de Equipa Coordenadora ou de Coordenador serão apresentadas em reunião do Grupo Local."
                             
                              Ora, o grupo de lisboa não tem respeitado tudo o que está aqui. A lista atual não foi eleita e sim aprovada pela direção. Algumas pessoas integraram equipas sem nunca terem assistido a reuniões. Não há quase associadxs nas reuniões que faça sentido o voto das equipas ser feito apenas por elxs (isto parece mais uma estratégia para angariar associadxs; é cómico quando xs associadxs presentes na reunião de eleição são, em maioria, as pessoas da lista xD). Também a secção III deste capítulo dos grupos locais, a que fala da comissão de receção, podia ser simplificada e alterar-se isto:
                             
                              "Artigo 65.º
                            Composição
                            2. Sempre que tal seja possível, os elementos da Comissão de Receção devem ser de sexo diferente."
                             
                              Não sei quanto a vocês mas eu não quero saber o sexo das pessoas (estou a ser snarky, mas trata-se de coerência na linguagem da associação). Pelo que me lembro, esta regra existia por uma questão de identificação, o que para mim não faz muito sentido porque me identifico com pessoas e não com os seus sexos ou géneros. Posso estar enganado...é só que pela lógica da identificação tínhamos uma recepção com o arco-íris de géneros, sexos e orientações, o que não vai acontecer (por motivos práticos e para não entrarmos na falácia de coleccionar pessoas como se fossem pokémons).
                             
                              Mudando de assunto:
                             
                            Pode parecer uma "chatisse" ou um aborrecimento ter reuniões com aquelas dinâmicas "do costume", com pessoas designadas para a sua organização e moderação, num espaço fechado longe do público. Mas tudo isto tem um propósito, não é mantido "só porque sim, porque sempre foi assim".

                            As dinâmicas servem como catalisadores de conversas e discussão. Chegar a um espaço e simplesmente falar sobre os assuntos não resulta com todos os grupos, principalmente com grupos de pessoas que podem não estar ainda totalmente à vontade com temas LGBTI (mesmo sento eles prórpios LGBTI). Ter uma dinâmica subjacente ao tema pode ajudar a "desbloquear" pessoas ou a fazer com que mais facilmente contribuam para a discussão.

                            (...)

                            Estou a achar curiosa esta ideia de que os grupos estão "presos" a temas e dinâmicas antigas. Parece-me que neste momento estamos mais presos pela ideia de estarmos presos, do que por estarmos efetivamente limitados.

                              Parece-me que é mais fácil apontar o "formal" e a "falta de liberdade" (palavras por si só vagas) como motivos para os grupos não estarem a funcionar tão bem, sobretudo quando não se quer fazer o esforço para perceber os problemas, procurar soluções e implementá-las.
                              A verdade é que os grupos e as pessoas precisam de forma, as dinâmicas são necessárias pelos motivos que indicaste T-Rex. O problema aqui é perceber quais são as melhores formas para abordar o grupo (dependendo das pessoas, dos temas, do tempo, etc) em cada momento e numa linha de tempo. E aí só somos limitados pela nossa criatividade e trabalho (no grupo de lisboa também temos tido grande liberdade; talvez isto tenha de estar melhor refletido nas formações).
                             
                              Abraço!
                             
                            « Última modificação: 14 de Dezembro de 2016 por quiquo »

                              O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                              #17

                              Offline bpn

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                              Hey hey, mais uma vez vim mandar mais bitaites :D

                              Bem, parece me todas as ideias boas e excelentes, obviamente que têm que ser adaptadas as necessidades da associação. Mas sabem qual é o problema destes brainstormings? Esquecemo-nos que a associação é de nós para os outros que mais precisam.

                              O que quero dizer com isso?
                              O ponto essencial aqui é os Participantes e é por causa deles que a associação faz sentido.
                              Sinceramente, acho que por vezes, as burocracias traz um desfoque nestas questões essencias. E muitas vezes, estas questões associativas impedem que certas ajudas chegam a todas outras pessoas.

                              Porque é que os grupos têm menos pessoas?
                              Se calhar é porque as pessoas estão mais informadas, ou acham que este tipo de "formula" é para toda a vida?
                              Haver menos pessoas não significa que as coisas funcionem mal. Se calhar até funcionou.
                              Penso que o problema não está na forma das reuniões, como muita gente apontou, penso que, as pessoas tornam as coisas demasiado sérias nesses ambientes.
                              Eu sinti-me desconfortável na primeira reunião, porque senti que as coisas eram super pesadas, super delicadas. Não se esqueçam que somos jovens. É claro que temos que ter seriedade na forma de fazer as coisas, mas têm que ser demasiado sério? Obviamente que os quebra-gelos servem para por as pessoas à vontade, mas não me parece que seja suficiente.

                              Citação de: plan
                              Uma pessoa que vai a um acampamento desse género (ou, arrisco até dizer, ao acampamento da rede ex aequo), provavelmente não tem o mesmo perfil do típico jovem que frequenta as reuniões dos grupos locais (pelo menos numa fase inicial). Se, por vezes, já é difícil aos participantes nas reuniões conseguirem falar durante elas, mesmo com a ajuda de dinâmicas mais "soft" e descontraídas, ou ainda com o auxílio do papel de dinamizador, exercido pelos coordenadores (o qual é fundamental), num cenário semelhante ao que descreveste corria-se o risco de reinar o silêncio

                              Parece me arriscado dizer que as pessoas que vão ao acampamento não têm o mesmo perfil do que as que vão as reuniões. Aliás, o que eu noto é que as pessoas que normalmente vão ao acampamento e participavam já nas reuniões, falam muito mais e são mais comunicativas do que dentro de uma sala. Mais, acho que os acampamentos são óptimos e funcionam muito bem, por causa disso mesmo. Porque tu podes falar, mais livremente trocar impressões com outros participantes, num ambiente mais "leve" e muito menos formal. Aqui sim, sinto que é um sucesso e que funciona. Das 3e experiências que fui, sempre dei esta mesma opinião: passar o modelo dos acampamentos para a realidade local.

                               
                              Pode parecer uma "chatisse" ou um aborrecimento ter reuniões com aquelas dinâmicas "do costume", com pessoas designadas para a sua organização e moderação, num espaço fechado longe do público. Mas tudo isto tem um propósito, não é mantido "só porque sim, porque sempre foi assim".

                              As dinâmicas servem como catalisadores de conversas e discussão. Chegar a um espaço e simplesmente falar sobre os assuntos não resulta com todos os grupos, principalmente com grupos de pessoas que podem não estar ainda totalmente à vontade com temas LGBTI (mesmo sento eles prórpios LGBTI). Ter uma dinâmica subjacente ao tema pode ajudar a "desbloquear" pessoas ou a fazer com que mais facilmente contribuam para a discussão.

                              (...)

                              Estou a achar curiosa esta ideia de que os grupos estão "presos" a temas e dinâmicas antigas. Parece-me que neste momento estamos mais presos pela ideia de estarmos presos, do que por estarmos efetivamente limitados.

                                Parece-me que é mais fácil apontar o "formal" e a "falta de liberdade" (palavras por si só vagas) como motivos para os grupos não estarem a funcionar tão bem, sobretudo quando não se quer fazer o esforço para perceber os problemas, procurar soluções e implementá-las.
                                A verdade é que os grupos e as pessoas precisam de forma, as dinâmicas são necessárias pelos motivos que indicaste T-Rex. O problema aqui é perceber quais são as melhores formas para abordar o grupo (dependendo das pessoas, dos temas, do tempo, etc) em cada momento e numa linha de tempo. E aí só somos limitados pela nossa criatividade e trabalho (no grupo de lisboa também temos tido grande liberdade; talvez isto tenha de estar melhor refletido nas formações).

                              Meus senhores, vamos ser práticos. Quando tens um regulamento de como deves funcionar, já por si só não tens liberdade. Não vamos dizer que temos "liberdade". Podemos ter sim "autorização" da direção para isso ;) É tudo uma questão de perspectiva.


                                O capítulo dos grupos tem artigos como:
                               
                                -"Artigo 52.º
                              Eleição e nomeação
                              1. A eleição da Equipa Coordenadora de cada Grupo Local é feita por listas.
                              2. O método de eleição é o voto secreto.
                              3. As eleições não obedecem a nenhuma exigência de quórum mínimo.
                              4. Os membros que se propõem integrar uma Equipa Coordenadora terão de ter assistido a duas reuniões do Grupo Local desde a data de eleição da presente Equipa Coordenadora.
                              5. Os votantes terão de ser associados da “rede ex aequo”.
                              6. A eleição da Equipa Coordenadora de cada Grupo Local ocorrerá em outubro de cada ano."

                               e

                                -"Artigo 54.º
                              Candidaturas
                              As candidaturas ao cargo de Equipa Coordenadora ou de Coordenador serão apresentadas em reunião do Grupo Local."
                               
                                Ora, o grupo de lisboa não tem respeitado tudo o que está aqui. A lista atual não foi eleita e sim aprovada pela direção. Algumas pessoas integraram equipas sem nunca terem assistido a reuniões. Não há quase associadxs nas reuniões que faça sentido o voto das equipas ser feito apenas por elxs (isto parece mais uma estratégia para angariar associadxs; é cómico quando xs associadxs presentes na reunião de eleição são, em maioria, as pessoas da lista xD).

                              Isto é outro problema: votar em listas para os grupos locais? Como se não os conheço nem sem quem são?
                              E isto leva-me a outra coisa: sendo eu associado, tenho que ir a lisboa para votar numa lista a qual também não conheço? Fica a ideia. Eu nunca votei porque primeiro, não conheço ninguém, segundo, não vou a lisboa de propósito votar.

                              Em relação ao Forúm penso que estamos todos de acordo, mudar o visual mas manter a ideia. Que tal uma espécie de FaceForum?

                                Reuniões na segunda e na quarta semana, sempre à segunda feira. Venham!

                                O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                #18

                                Offline quiquo

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                                Parece me arriscado dizer que as pessoas que vão ao acampamento não têm o mesmo perfil do que as que vão as reuniões. Aliás, o que eu noto é que as pessoas que normalmente vão ao acampamento e participavam já nas reuniões, falam muito mais e são mais comunicativas do que dentro de uma sala. Mais, acho que os acampamentos são óptimos e funcionam muito bem, por causa disso mesmo. Porque tu podes falar, mais livremente trocar impressões com outros participantes, num ambiente mais "leve" e muito menos formal. Aqui sim, sinto que é um sucesso e que funciona. Das 3e experiências que fui, sempre dei esta mesma opinião: passar o modelo dos acampamentos para a realidade local.

                                  Não dá para passar o modelo dos acampamentos para a realidade local. Apesar de muitas dinâmicas serem as mesmas, o ambiente dos acampamentos é assim porque se está uma semana seguida, dia e noite, com o mesmo grupo, afastadx do dia-a-dia, de férias. Num grupo local é muito raro chegar-se a ter uma reunião por semana (ou a ter o mesmo grupo de reunião para reunião). São realidades demasiado distintas.
                                 
                                Meus senhores, vamos ser práticos. Quando tens um regulamento de como deves funcionar, já por si só não tens liberdade. Não vamos dizer que temos "liberdade". Podemos ter sim "autorização" da direção para isso ;) É tudo uma questão de perspectiva.

                                  Não tenho a certeza se percebo o que queres dizer :P. O regulamento é alterável e não diz tudo de como o grupo deve funcionar, assim como há muitas decisões dentro do grupo que não dependem da autorização da direção. Existe imenso espaço de manobra (mas uma coordenação não deve trabalhar isolada, trabalhamos melhor em rede).

                                Existem participantes/pessoas que foram super importantes e influentes nos grupos e direcções que hoje e infelizmente não podem participar mais porque a idade não permite. Acham bem isso? Eu não.
                                Sinceramente acho que existem pessoas que deviam estar ligadas a associação como "seniores" e que eram uma mais valia pelo profissionalismo mostrado.

                                  Esta questão está sempre a surgir e há uma divisão na malta da rede. Repesco outro post:
                                 
                                Acho que podiam aumentar a faixa etária pelo menos do pessoal seja da direcção ou oradores. Até acho benéfico uma vez que mais experiência e vivência se ganha para este tipo de associação. É a minha opinião e pelo que vejo, a rede tinha muito em ganhar com isso.
                                Quem vem para ajudar, vem por bem. Voluntariado é isso mesmo ;)
                                  moon_watcher concordo contigo, conheço associações jovens que têm uma percentagem de associadxs acima dos 30 anos. Na rede ex aequo sempre ouvi dizer que uma das razões pelas quais existe o limite dos 31 anos é pelo financiamento da associação, mas será que isto implica que 100% dxs associadxs têm de ter menos de 31 anos?

                                  Se é verdade que é bom uma associação renovar as suas pessoas, também é verdade que a renovação anual que a rede ex aequo tem em todos os seus orgãos faz com que se percam várias coisas pelo caminho.
                                 
                                  Abraço!
                                « Última modificação: 14 de Dezembro de 2016 por quiquo »

                                  O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                  #19

                                  Offline miss_g

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                                  Bem, em primeiro lugar, acho realmente bastante importante falarmos de forma séria e coerente sobre o nosso fórum que há uns anos atrás estava cheio de força e que atualmente (já há algum tempo) está a ficar como que "esquecido".

                                  Não tenho muito a dizer e a acrescentar relativamente ao que já foi dito e concordo com a maior parte das coisas.

                                  1. CONTINUIDADE OU NÃO DO FÓRUM DA REA
                                  Como utilizadora do fórum desde 2007 e tendo já assistido a uns altos e baixos tenho a plena convicção de que o fórum deve continua a existir. Pessoalmente, já não tenho aquela necessidade de apoio e de suporte que tinha há 9 anos atrás, mas reparem o fórum não tem, ou melhor não deve ter uma vertente somente de ajuda e de apoio e, tal como eu há 9 anos atrás precisava de apoio e de me sentir igual a alguém, atualmente os adolescentes e, não só, continuam a ter essa necessidade! No entanto, no meu ponto de vista há que fazer um refresh... O fórum está desatualizado é confuso principalmente para quem entra pela primeira vez e tem MUITO lixo... Há tópicos quase iguais, há outros que já não são lidos há uma década ... É necessário sim apagar tudo e começar de novo. Fazer algo mais atrativo, mais simples e dinâmico.

                                  2. OS GRUPOS LOCAIS
                                  Nunca fui a muitas reuniões confesso, mas há algumas coisas que posso referir, tanto pela minha experiência como pelo feedback de amigos meus. Os grupos deveriam ter mais autonomia, o que também traz mais responsabilidade, está claro, mas deviam poder ser mais ágeis mais autónomos. Não deveriam ser dotados de tanta rigidez... A questão do tema para a reunião, como disse a carol, chega a um ponto que os temas são sempre os mesmos e as pessoas acabam por se desinteressar... Deveria ser algo mais livre, uma conversa informal, o que fosse. Por exemplo, tenho amigos que nunca mais foram a reuniões porque se sentiram desconfortáveis com o facto de, por exemplo, dizermos o nosso nome e afins no início da reunião. Tenho noção que é necessário um certo controle mas nem que as pessoas assinassem o seu nome num papel no inicio da reunião. Quem quisesse dizer o seu nome, ou algo do género teria liberdade de o fazer claro. Uma coisa um pouco à parte do funcionamento do grupo local, a questão do clube tejo... Para mim foi das melhores coisas criadas por um grupo local. Acaba por ser muito mais informal, dinâmico, divertido e acabamos muitas vezes por fazer desporto, o que é ótimo!

                                  3. O CHAT
                                  É importante manter, visto que ainda existem alguns utilizadores que utilizam o chat para comunicarem entre si. Como alguém já disse atrás , desculpem mas não vou ler tudo outra vez, não vejo qual o problema de se combinar cafés wtv.. O facto de se combinar um encontro com uma duas três pessoas sejam elas quantas e quais forem não significa que seja para o engate. Quem quiser engatar, tem outras APPS mais eficientes para isso.

                                  4. DIVULGAÇÃO DA REA
                                  Sim, os custos podem ser muitos como podem não o ser. Porque não realizar parcerias com outras associações por exemplo? Para além de falar com as câmaras municipais, falar com escolas, universidades, ginásios, jornais, empresas privadas que divulguem o nosso trabalho e que nós também possamos divulgar o deles, acabando por ser uma troca de ajuda / interesse. Claro está que antes de avançarmos para uma maior exposição precisamos também de melhorar o fórum de o reformular e de ter de facto pessoas empenhadas em fazê-lo.

                                  O principal acho que foi dito também não tinha muito mais a acrescentar...  :)

                                  O Fórum da REA não vai morrer!  ;D ;D ;D
                                    "A mulher que procura ser igual ao homem tem falta de ambição"

                                    - Timothy Leary

                                    O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                    #20

                                    Offline T-Rex

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                                      • Um gajo trans a falar de cenas
                                    Pegando em alguns pontos que foram sendo levantados...

                                    quiquo, sobre a situação do grupo de lisboa:

                                    O artigo 52º pressupões que existe um grupo ativo. O grupo de lisboa encontrava-se inativo, tedo de ter sido constituido de novo, pelo que o que consta no artigo 52º não se aplica, aplicando-se sim o seguinte:
                                    Responder
                                    Artigo 43.º
                                    Processo de constituição
                                    A constituição de um Grupo Local da “rede ex aequo” obedece ao seguinte procedimento:
                                    I) Apresentação da candidatura pelos seus membros fundadores;
                                    II) Aprovação da candidatura pela Direção da “rede ex aequo”.

                                    Concordo com a ideia de deixar de exigir um pagamento para podermos ser voluntários! No entanto, tenho algumas reservas em relação a deixar todas as pessoas votar; faz-me sentido que apenas os associados tenham poder de decisão dentro da associação.
                                    (compreendo que haja aqui um conflito de ideias no que estou a dizer, uma vez que estou a permitir um cenário hipotético em que alguém não tem de ser associado para ser coordenador, mas não poderia votar noutros coordenadores. Ainda tenho de pensar melhor nisto e amadurecer as ideias :P )

                                    A ideia de ter pessoas de género diferente nas comissões de receção para mim faz sentido, principalmente porque vejo a dificuldade que temos em ter voluntárias (raparigas), ou raparigas em geral nas atividades. Falo com base na minha experiência no grupo do porto e em vários outros eventos. Se se verificasse um equilibrio de géneros concordaria em deixar essa norma para trás, mas tal não se verifica. Existe um desiquilibrio na atribuição de posições de liderança e poder na sociedade em geral, e a rede ex aequo não é exceção. Não vejo essa norma como apenas uma forma de as pessoas novas se identificarem, mas também como forma de tentar atenuar o fenómeno que se vê em imensas situações dentro do ativismo, que é um enviesamento para o género masculino (ao ponto de algumas pessoas falarem, em tom de sarcasmo, em associações GGGG, em vez de LGBT). Idealmente, teriamos um equilibrio não só nas comissões de receção como em todos os restantes locais da rea.


                                    Responder
                                    Quando tens um regulamento de como deves funcionar, já por si só não tens liberdade. Não vamos dizer que temos "liberdade". Podemos ter sim "autorização" da direção para isso

                                    Há um regulamento, sim, vamos ver o que lá diz:
                                    Responder
                                    Artigo 42.º
                                    Autonomia organizativa
                                    Os grupos locais dispõem de autonomia organizativa, dentro dos limites impostos pelos Estatutos da “rede ex aequo” e por este Regulamento Interno.

                                    Ora, o RI estabelece as regras para a constituição e eleição de equipas coordenadoras, os objetivos (ser um espaço de apoio, reivindicação de direitos e servir como veículo dos fins da associação), obriga à existência de uma comissão de receção e define que os grupos têm de se reunir pelo menos uma vez por mês. Se formos a ler, a maioria do texto são detalhes destes pontos que referi. Não coloca limitações em relação ao tipo de atividades, aos temas das reuniões, à periodicidade (exceto a regra de pelo menos uma por mês), não exclui a organização de atividades além das reuniões. Podem existir temas obrigatórios, atividades "proibidas" ou desencorajadas, ou qualquer restriçao de outra natureza, mas isso é definido pela direção, e pode mudar de ano para ano - ou seja, são coisas que podem ser discutidas entre direção e voluntários,são coisas bastante mutáveis, basta para isso iniciar um diálogo.

                                    Os estatutos não criam quaisquer limitações aos grupos.


                                    O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                    #21

                                    Offline quiquo

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                                      Olá outra vez :P
                                     
                                      miss_g concordo com o que disseste e quero pegar em dois pontos.

                                    Por exemplo, tenho amigos que nunca mais foram a reuniões porque se sentiram desconfortáveis com o facto de, por exemplo, dizermos o nosso nome e afins no início da reunião. Tenho noção que é necessário um certo controle mas nem que as pessoas assinassem o seu nome num papel no inicio da reunião. Quem quisesse dizer o seu nome, ou algo do género teria liberdade de o fazer claro.

                                      Acho que até já falámos deste ponto antes e se calhar temos de ser mais eficazes a dizer, no início da reunião, que ninguém é obrigadx a dar o nome verdadeiro (ou qualquer outra informação pessoal), que podem escolher um pseudónimo e não têm de sentir que estão a enganar ninguém (até podem dizer que estão a usar um pseudónimo se preferirem). Os nomes são precisos, não por controlo, mas sim para termos como nos chamarmos entre nós :D. Não fazemos qualquer registo dos nomes (a não ser o da nossa memória).
                                      Quanto a dizer a idade, nesta última atividade do grupo ex aequo lisboa ninguém disse ao início e eu gostei xD Somos "forçados" a apresentar idades na eventualidade de aparecer alguém acima dos 30?
                                     
                                    Como alguém já disse atrás , desculpem mas não vou ler tudo outra vez, não vejo qual o problema de se combinar cafés wtv.. O facto de se combinar um encontro com uma duas três pessoas sejam elas quantas e quais forem não significa que seja para o engate. Quem quiser engatar, tem outras APPS mais eficientes para isso.
                                     
                                      Ainda bem que pegaste nisto porque ia-me esquecendo. Concordo 100% e nunca percebi porque é que nos sub-fóruns das cidades com grupos as pessoas não podem combinar encontros e eventos, é um entrave que não me faz sentido numa associação que quer aproximar as pessoas.
                                      Quem for a esses encontros deve estar ciente que não estão sobre a "alçada" do grupo/rede (embora as coordenações até se possam envolver nisso se quiserem) e que, para bem ou para mal, é um encontro marcado na internet, talvez com ninguém que conheçam. Mas a verdade é que as pessoas se vão encontrar de que maneira for e é preferível ser por aqui em muitos casos (preferível do que pensar que se tem de recorrer a chats e apps de engate para procurar apoio, amizades e amor quando se é adolescente, porque não se conhece mais nada, coisa que eu fiz quando era adolescente e que foi péssimo).
                                      E não só se vão continuar a encontrar como até combinam por MP's  e depois fazem-no (o escândalo!) ::) :-*
                                      Portanto, que tal repensar-se esta questão?
                                     
                                      Tens razão no artigo 52º T-Rex, obrigado.

                                    A ideia de ter pessoas de género diferente nas comissões de receção para mim faz sentido, principalmente porque vejo a dificuldade que temos em ter voluntárias (raparigas), ou raparigas em geral nas atividades. Falo com base na minha experiência no grupo do porto e em vários outros eventos. Se se verificasse um equilibrio de géneros concordaria em deixar essa norma para trás, mas tal não se verifica. Existe um desiquilibrio na atribuição de posições de liderança e poder na sociedade em geral, e a rede ex aequo não é exceção. Não vejo essa norma como apenas uma forma de as pessoas novas se identificarem, mas também como forma de tentar atenuar o fenómeno que se vê em imensas situações dentro do ativismo, que é um enviesamento para o género masculino (ao ponto de algumas pessoas falarem, em tom de sarcasmo, em associações GGGG, em vez de LGBT). Idealmente, teriamos um equilibrio não só nas comissões de receção como em todos os restantes locais da rea.

                                      Eu percebo e pensei nisto enquanto escrevi aquilo. Por um lado acho que deveria estar escrito género, a manter-se o que está no RI. Por outro, eu não sei até que ponto faz sentido perseguir este equilíbrio em determinadas situações. Se tivermos 4 pessoas para a comissão e só se podem escolher 2 acho que se devem escolher as pessoas mais interessadas e indicadas (a nível de perfil) independentemente do género, sexo, o que seja. Podem ser duas raparigas, pessoas não-binárias, genderqueer, agender, rapazes, etc. Eu sei que o problema desta ideia é quem é que escolhe visto que todxs estamos, em alguma proporção, programados por uma sociedade machista.

                                      A verdade é que não me sentiria bem a dizer a alguém ou que me dissessem que não posso fazer x pelo meu género, sexo, etc. E nós nem sempre temos oportunidade de escolher por serem poucas as pessoas disponíveis (e esta escolha deixa-me desconfortável). Quantas vezes já ouvi "Precisamos de uma pessoa trans/rapariga", o tipo de frase que muitas vezes está associada à mentalidade "the only x in the village".

                                      Enfim, é um assunto! É que depois lembro-me das quotas de género (com os seus prós e contras) e da importância da diversidade VS existência da falsa diversidade em que as pessoas são tratadas como tokens e como representantes do seu género, etnia, cultura, etc (talvez seja melhor não continuar a abrir a caixa de pandora aqui xD). Provavelmente estou errado em muito do que disse pois tenho imensas incertezas nesta questão, mas quero aprender  :P (desculpem se isto já é um pouco para o off-topic).
                                     
                                      Abraço!
                                    « Última modificação: 15 de Dezembro de 2016 por quiquo »

                                      O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                      #22

                                      Offline nevertoolatetobehappy

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                                      Olá a todxs,

                                      Queria em primeiro lugar agradecer ao @tomasbarao pela excelente ideia de iniciar este tópico, assim com a todas as pessoas que entretanto têm colaborado na discussão. ;)

                                      Estive a ler as contribuições que foram feitas até ao momento (obrigado!) e irei de seguida apresentar aquelas que são para mim algumas mudanças importantes a realizar para a associação ser sustentável assim como aquilo que devemos manter.



                                      Por que razão existimos, para onde queremos ir e o que esperam de nós?

                                      Este ponto é essencial e do meu ponto de vista devia ser o ponto de partida. Considero positiva toda a discussão que se tem gerado neste tópico, no entanto acho que de pouco servirá se nós em primeiro lugar não tivermos dois pontos bem claros: 1) qual a nossa missão, visão e valores 2) o que esperam as pessoas que nos procuram?

                                      Podemos ter projetos espetaculares e pessoas muito motivadas, mas se não sabemos todxs por que razão a associação existe, dificilmente iremos fazer um bom trabalho. Já o disse mais do que uma vez e continuo a repeti-lo: precisamos de (re)pensar em conjunto quais as nossas prioridades e objetivos, tendo em conta as aprendizagens e o futuro que queremos construir. Esta foi aliás das primeiras lições que retirei de um curso que tive em Gestão de Voluntariado, o qual frequentei graças à rede ex aequo.

                                      É igualmente fundamental realizar em paralelo uma recolha junto das pessoas daquilo que esperam da associação. Quais as necessidades e desejos dxs jovens? Quais os projetos que mais impacto têm nas suas vidas? O que há de único da rede ex aequo? Para isso podemos, por exemplo, elaborar um questionário anónimo e usar os resultados para refletir sobre o mapeamento que existe com a nossa missão, valores e visão.

                                      No final desta fase teríamos informação suficiente para as decisões estratégicas estarem em sintonia com as decisões operacionais, dando-nos foco e motivação para tomar decisões potencialmente difíceis (ex.: terminar um projeto) e prosseguir o nosso trabalho.

                                      Gestão de voluntariado

                                      Já aqui foi falado sobre a importância da receção e acompanhamento de voluntários. Na minha opinião devia existir pelo menos uma pessoa na direção, a trabalhar a full-time e em regime de estágio, na gestão de voluntariado da associação.

                                      É muito difícil cumprir os objetivos se não existir, por exemplo, um trabalho contínuo e conjunto entre a direção e xs restantes voluntárixs da associação (incluindo pessoas da direção), tal e qual como acontece em qualquer outra organização. Além disso, a gestão de voluntariado pressupõe que exista uma gestão da motivação das pessoas, algo extremamente importante para manter e trazer mais voluntárixs!

                                      Neste aspeto a Pista Mágica, que foi a organização que me deu a formação em Gestão de Voluntariado, poderia nos ajudar na formação e acompanhamento da pessoa responsável por esta função.

                                      Estratégia de comunicação

                                      Acho que há poucos consensos mais recorrentes que este: a rede ex aequo tem de (re)avaliar como comunica internamente e externamente.

                                      Precisamos de pensar na forma como comunicamos internamente. Xs voluntárixs estão a par do que está a ser feito, setem-se acompanhadas e ouvidas? Quais as melhores estratégias para trabalharmos em conjunto (ex.: e-mail ou telefone, Skype ou reuniões presenciais, Trello ou Excel, etc.)? Há muita reflexão que temos de fazer na forma como trabalhamos...

                                      Quanto à comunicação externa, a estratégia de comunicação tem de estar de acordo com os nossos objetivos globais, estratégicos e operacionais, assim como precisamos de analisar criteriosamente por que razão determinadas estratégias funcionaram e outras não... Como o @plan referiu e muito bem, necessitamos de métricas para avaliar o sucesso de uma estratégia de comunicação, sejam cartazes, evento no facebook ou vídeo do YouTube.

                                      Acho importante estar onde os jovens estão, e como tal perguntar às pessoas como tiveram conhecimento da associação (ex.: fazer esta pergunta a novos membros nas reuniões dos grupos locais). Hoje em dia é inquestionável o nível de adesão de ferramentas de social media, pelo que acho que uma ideia para o futuro era fazer um levantamento das ferramentas (ex.: Facebook, WhatsApp, Instagram, etc.) que respondem mais eficazmente aquilo que xs jovens procuram.

                                      Na minha experiência como coordenador do grupo local de Lisboa, notei que com o tempo as pessoas diziam cada vez menos que tomaram conhecimento da associação através do fórum e cada vez mais através de amigxs ou pesquisa na Internet, o que me levou a concluir que o fórum não era o meio que as pessoas usavam para “gerir eventos” (neste caso atividades do grupo local).

                                      O fórum era e continua a ser uma fonte de informação bastante relevante da associação. O número de visitantes já foi maior, a participação já foi mais intensa, mas é inegável que o fórum é uma ferramenta com imensa informação útil e que permite garantir o anonimato das pessoas. Dito isto, considero que manter o fórum atual como repositório e criar um novo fórum, mais funcional e visualmente apelativo, poderia ser um passo importante para trazer e manter mais pessoas.

                                      Além disso, a remodelação do site é igualmente necessária, nomeadamente ter conteúdos mais dinâmicos (ex: fotos de eventos da associação), integração com meios de social media (ex.: Facebook) e informação regularmente atualizada.

                                      Parcerias

                                      A existência de parcerias com outras associações tem sido determinante para o sucesso de dois projetos chave da associação, nomeadamente o Projeto Educação (parcerias com instituições de ensino) e Grupos Locais (parcerias com organizações de cada cidade). Devemos continuar a trabalhar em rede, porque a única forma de chegarmos longe, a mais jovens e com mais impacto, vai ser em conjunto com outras entidades.

                                      Responsabilidade

                                      Sendo a rede ex aequo uma associação que depende muito do trabalho voluntário, é crítico transmitir claramente às pessoas que se voluntariam as responsabilidades da função que vão exercer e existir um acompanhamento onde a qualidade do trabalho desenvolvido é avaliada e monitorizada.

                                      O trabalho voluntário exige tempo e dedicação, e se nós queremos que os projetos funcionem bem, é necessário sensibilizar as pessoas para o impacto que o seu trabalho tem no sucesso (ou falta dele…) da associação, focando-nos na responsabilização que tem que existir no voluntariado.

                                      Capacitação

                                      Concordo e apoio a 100% o investimento na capacitação das pessoas! O verdadeiro legado que nós alguma vez podemos aspirar a deixar nas pessoas é capacitá-las para serem “agentes da mudança”, de terem ferramentas e conhecimentos para pensar globalmente e agir localmente.

                                      A aposta nas formações em sala de aula deve continuar, assim como possivelmente ter formações online em temas diversos temas (ex.: legislação, bullying, criação de projetos, etc.) Ações que privilegiem a passagem de conhecimentos e experiências a entidades (ex.: associações de estudantes) e pessoas (ex.: membros de grupos locais) são a meu ver valiosas para que o nosso trabalho não se encerre numa sessão do PE ou numa reunião dos Grupos Locais, uma vez que o exercício da cidadania e a defesa de direitos humanos é um trabalho que tem de ser feito ao longo da vida …



                                      Espero que esta discussão venha a ser o ponto de partida para uma rede ex aequo com futuro. :)

                                      Um abraço,
                                      Tiago.
                                      « Última modificação: 16 de Dezembro de 2016 por nevertoolatetobehappy »
                                        "Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light not our darkness that most frightens us."

                                        O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                        #23

                                        Offline sleepy_heart

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                                          Olá outra vez :P
                                         
                                          miss_g concordo com o que disseste e quero pegar em dois pontos.

                                        Por exemplo, tenho amigos que nunca mais foram a reuniões porque se sentiram desconfortáveis com o facto de, por exemplo, dizermos o nosso nome e afins no início da reunião. Tenho noção que é necessário um certo controle mas nem que as pessoas assinassem o seu nome num papel no inicio da reunião. Quem quisesse dizer o seu nome, ou algo do género teria liberdade de o fazer claro.

                                          Acho que até já falámos deste ponto antes e se calhar temos de ser mais eficazes a dizer, no início da reunião, que ninguém é obrigadx a dar o nome verdadeiro (ou qualquer outra informação pessoal), que podem escolher um pseudónimo e não têm de sentir que estão a enganar ninguém (até podem dizer que estão a usar um pseudónimo se preferirem). Os nomes são precisos, não por controlo, mas sim para termos como nos chamarmos entre nós :D. Não fazemos qualquer registo dos nomes (a não ser o da nossa memória).
                                          Quanto a dizer a idade, nesta última atividade do grupo ex aequo lisboa ninguém disse ao início e eu gostei xD Somos "forçados" a apresentar idades na eventualidade de aparecer alguém acima dos 30?
                                         
                                        Como alguém já disse atrás , desculpem mas não vou ler tudo outra vez, não vejo qual o problema de se combinar cafés wtv.. O facto de se combinar um encontro com uma duas três pessoas sejam elas quantas e quais forem não significa que seja para o engate. Quem quiser engatar, tem outras APPS mais eficientes para isso.
                                         
                                          Ainda bem que pegaste nisto porque ia-me esquecendo. Concordo 100% e nunca percebi porque é que nos sub-fóruns das cidades com grupos as pessoas não podem combinar encontros e eventos, é um entrave que não me faz sentido numa associação que quer aproximar as pessoas.
                                          Quem for a esses encontros deve estar ciente que não estão sobre a "alçada" do grupo/rede (embora as coordenações até se possam envolver nisso se quiserem) e que, para bem ou para mal, é um encontro marcado na internet, talvez com ninguém que conheçam. Mas a verdade é que as pessoas se vão encontrar de que maneira for e é preferível ser por aqui em muitos casos (preferível do que pensar que se tem de recorrer a chats e apps de engate para procurar apoio, amizades e amor quando se é adolescente, porque não se conhece mais nada, coisa que eu fiz quando era adolescente e que foi péssimo).
                                          E não só se vão continuar a encontrar como até combinam por MP's  e depois fazem-no (o escândalo!) ::) :-*
                                          Portanto, que tal repensar-se esta questão?
                                         
                                          Tens razão no artigo 52º T-Rex, obrigado.

                                        A ideia de ter pessoas de género diferente nas comissões de receção para mim faz sentido, principalmente porque vejo a dificuldade que temos em ter voluntárias (raparigas), ou raparigas em geral nas atividades. Falo com base na minha experiência no grupo do porto e em vários outros eventos. Se se verificasse um equilibrio de géneros concordaria em deixar essa norma para trás, mas tal não se verifica. Existe um desiquilibrio na atribuição de posições de liderança e poder na sociedade em geral, e a rede ex aequo não é exceção. Não vejo essa norma como apenas uma forma de as pessoas novas se identificarem, mas também como forma de tentar atenuar o fenómeno que se vê em imensas situações dentro do ativismo, que é um enviesamento para o género masculino (ao ponto de algumas pessoas falarem, em tom de sarcasmo, em associações GGGG, em vez de LGBT). Idealmente, teriamos um equilibrio não só nas comissões de receção como em todos os restantes locais da rea.

                                          Eu percebo e pensei nisto enquanto escrevi aquilo. Por um lado acho que deveria estar escrito género, a manter-se o que está no RI. Por outro, eu não sei até que ponto faz sentido perseguir este equilíbrio em determinadas situações. Se tivermos 4 pessoas para a comissão e só se podem escolher 2 acho que se devem escolher as pessoas mais interessadas e indicadas (a nível de perfil) independentemente do género, sexo, o que seja. Podem ser duas raparigas, pessoas não-binárias, genderqueer, agender, rapazes, etc. Eu sei que o problema desta ideia é quem é que escolhe visto que todxs estamos, em alguma proporção, programados por uma sociedade machista.

                                          A verdade é que não me sentiria bem a dizer a alguém ou que me dissessem que não posso fazer x pelo meu género, sexo, etc. E nós nem sempre temos oportunidade de escolher por serem poucas as pessoas disponíveis (e esta escolha deixa-me desconfortável). Quantas vezes já ouvi "Precisamos de uma pessoa trans/rapariga", o tipo de frase que muitas vezes está associada à mentalidade "the only x in the village".

                                          Enfim, é um assunto! É que depois lembro-me das quotas de género (com os seus prós e contras) e da importância da diversidade VS existência da falsa diversidade em que as pessoas são tratadas como tokens e como representantes do seu género, etnia, cultura, etc (talvez seja melhor não continuar a abrir a caixa de pandora aqui xD). Provavelmente estou errado em muito do que disse pois tenho imensas incertezas nesta questão, mas quero aprender  :P (desculpem se isto já é um pouco para o off-topic).
                                         
                                          Abraço!

                                        Acho que a questão da idade poderia ser revista e a ideia de - para quem não quiser dizer o nome - poder utilizar pseudónimo parece-me uma boa opção, embora não perceba muito bem a "finalidade" no caso de a pessoa ir com a cara destapada porque há mais pessoas com o nosso nome do que sósias, mas respeito quem não quer dar o nome.

                                        Quanto aos cafés e "encontros" acho que há todo o tipo de pessoas em todo o lado... não vejo mal em poder combinar-se e as pessoas devem estar atentas e escolher locais com pessoas. Quando era adolescente conheci algumas pessoas daqui, pessoalmente - extra reuniões - e nunca tive problemas, mas escolhia conhecer as pessoas em locais "populosos". Ainda me lembro que as primeiras pessoas que conheci foi no centro de Viseu e havia bastantes pessoas à volta, e era de dia. Ainda mantenho amizades que fiz aqui na rea, e eram as únicas pessoas que tinha para falar por isso algo do género da rea (ou um upgrade da rea) neste sentido perece-me benéfico. Na rea há, também, quem ande pelo engate mas parecem-me casos raros, ao contrário das app's de que oiço falar e que cheguei a usar uma vez mas sinceramente não me identifiquei nada. Aqui há outro tipo de diálogo que vai muito mais ao encontro do que gostaria de encontrar (amizade, companheirismo, debate de determinados temas). Acho que os grupos estão muito parados - vá, alguns - e poderia haver outra aproximação entre as pessoas. Há cerca de 10 anos atrás frequentei reuniões de um grupo local com frequência e de outro grupo local com menor frequência e, por vezes, o ambiente parecia muito de "seita" - e não me levem a mal... é importante falarmos dos temas e do que nos "une" enquanto orientação sexual mas também acho que não é necessário "isolarmo-nos" ou "afastarmo-nos" de tudo o resto. Isto porquê? E bem, já passaram 10 anos... agora noto pelas mensagens no fórum outra "abertura" e outro tipo de actividades mais "inclusivas" mas o que acabava por acontecer, várias vezes, é que depois das reuniões ou até em marcações de cafés entre o pessoal que ia às reuniões se eu levasse um ou dois amigos hetero o ambiente ficava estranho mesmo que os meus amigos não tivessem qualquer problema quanto às orientações. Por esse motivo e mais alguns - e porque a rea nunca afastou pessoas hetero, muito pelo contrário - mas nessas situações verificava o "estado da coisa", comecei a afastar-me. Não podemos querer que nos incluam se nos auto-excluirmos. Acredito que hoje em dia já não será assim e espero bem que não.
                                        Deveria haver um estudo relativo às reais necessidades dos jovens lgbti+ e perceber de que forma actuar sobre as mesmas.

                                          O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                          #24

                                          Offline carolinalg

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                                          • call it Magic... call it true...
                                          Citação de: sleepy_heart

                                          Acho que a questão da idade poderia [DEVE] ser revista e a ideia de - para quem não quiser dizer o nome - poder utilizar pseudónimo parece-me uma boa opção, embora não perceba muito bem a "finalidade" no caso de a pessoa ir com a cara destapada (...)

                                          Quanto aos cafés e "encontros" acho que há todo o tipo de pessoas em todo o lado... não vejo mal em poder combinar-se e as pessoas devem estar atentas e escolher locais com pessoas. Quando era adolescente conheci algumas pessoas daqui, pessoalmente - extra reuniões - e nunca tive problemas, mas escolhia conhecer as pessoas em locais "populosos". Ainda me lembro que as primeiras pessoas que conheci foi no centro de Viseu e havia bastantes pessoas à volta, e era de dia. Ainda mantenho amizades que fiz aqui na rea, e eram as únicas pessoas que tinha para falar por isso algo do género da rea (ou um upgrade da rea) neste sentido perece-me benéfico.(...)

                                          Deveria haver um estudo relativo às reais necessidades dos jovens lgbti+ e perceber de que forma actuar sobre as mesmas.

                                          É isto!
                                          « Última modificação: 17 de Dezembro de 2016 por carolinalg »
                                            - carolinalg -

                                            O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                            #25

                                            Offline T-Rex

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                                            • Hakuna Batata!
                                              • Um gajo trans a falar de cenas
                                            As pessoas não têm de dar o nome nas reuniões, sempre puderam dar um pseudónimo ou não dar nome nenhum de todo. Aliás, as pessoas podem até não participar nas dinâmicas (incluindo na de apresentação). Sempre foi assim desde o início, não estou a entender porque é que acham que isso é um problema.

                                            Sobre a questão da marcação de encontros: essa regra surgiu nos inicios do fórum e da associação como forma de prevenir que o mesmo se tornasse num espaço de engate online (como eram quase todos os foruns lgbt portugueses). O facto de a associação ativa e explicitamente combater isso valeu-nos um boost, ao longo do tempo, na credibilidade junto de, por exemplo, entidades que nos cedem espaços para atividades, financiamento, etc. A marcação de encontros informais é permitida nas cidades onde não existe um grupo local ativo; nos restantes locais a ideia é que os grupos sirvam de local de convivio e facilitem a formação de amizades e comunidades. Nada impede que as pessoas depois marquem cafés/encontros/whatever entre si, nem nada impede que o façam por MP.

                                            O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                            #26

                                            Offline tomasbarao

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                                              • Tomás Barão
                                            Um relato-opinião
                                            do Encontro Nacional
                                            de Associades 2016





                                            Ora, coube-me a mim tentar levar para fora daquela sala o que se falou no Encontro Nacional de Associados. Aconteceu ontem à tarde no Centro LGBT e contou com a presença de seis pessoas:
                                            • eu, tomasbarao
                                            • o nevertoolatetobehappy
                                            • o quiquo
                                            • a Cátia Figueiredo (presidente da direcção cessante, e vogal da direcção da Lista A)
                                            • a Susana Mareco (tesoureira da direcção cessante, e presidente do conselho fiscal da Lista A)
                                            • o Vítor Espírito Santo (presidente da direcção da Lista A)
                                            (sendo a Lista A a única lista apresentada até agora para as eleições de hoje)

                                            É impossível relatar-vos com imparcialidade tudo o que se discutiu, portanto fica aqui o aviso de que isto é meio relato meio a minha opinião. Vale o que vale, vou dar o meu melhor. Convido xs restantes participantes a virem ler, rectificar e adicionar ao que escrevi. Também não consigo relatar a ordem pela qual cada assunto foi discutido, portanto é como me lembrar. Ora cá vai...




                                            ———

                                            A queda da rede ex aequo

                                            Comecemos pelo pior. A Cátia fez um apanhado da situação financeira da associação: o degradamento de várias áreas levou a uma redução grande na percentagem de financiamento que o IPDJ nos dá (ele financia até ao máximo de 70% do que as associações orçamentam, e a rede ex aequo já chegou a receber essa percentagem ou muito próximo), sendo que só temos três financiamentos efectivos: o IPDJ, o Arraial Lisboa Pride e as quotas des associades. Tudo o resto é residual e irrelevante para as nossas finanças.

                                            A Cátia diz que a associação vai ter que decrescer, reduzir ao mínimo, para depois crescer outra vez. Disse que andamos há imenso tempo a desgastar equipas a fazer coisas que não são tão importantes. Falou-se, por exemplo, das brochuras e materiais impressos. A Cátia disse que no dia a seguir a ter-se começado a distribuir a brochura Sermos Nós Própri@s recebemos um e-mail no geral de uma pessoa a dizer que achava o termo "shemale" ofensivo, e o termo continua lá na brochura há tantos anos. O quiquo disse que às vezes tem vergonha de dar os materiais, por estarem tão desactualizados, e eu disse que também me acontece. Acho que isto foi consensual entre todes.

                                            Fizemos algumas pesquisas no google para ver como se pode chegar à rede ex aequo. Tentámos pôr-nos no lugar de um/uma jovem à procura de ajuda. Pesquisámos de muitas maneiras, e a rea só apareceu na primeira página do google (e em primeiro lugar) quando pesquisámos "associacao jovens gays" — ou seja, sem pôr a palavra "associação" nunca aparecíamos. E isto deixou-nos conscientes do estado das coisas.

                                            Basicamente falámos em pôr o dedo na ferida. Em falar das coisas sem medo. Isto é necessário, e por vezes se as coisas estão demasiado paradas faz falta uma discussão mais acesa, mais sentida. Eu senti que pela primeira vez na rede ex aequo se falava das coisas com paixão. Sim, éramos só 6, vale o que vale, mas acho que já foi muito importante.

                                            Eu disse que de agora em diante a associação tem que funcionar como sempre devia ter funcionado: fazer o que se pode com o dinheiro que temos, com as pessoas que temos e com o tempo que essas pessoas têm para dar. Trabalhar com quem quer e para quem quer. Não tentar fazer omeletes sem ovos. Encontrar esse equilíbrio. Querer mais do que isso é tentar dar um passo maior do que a perna e só vai dar frustrações (na minha opinião foi isso que aconteceu nos últimos anos).




                                            ———

                                            Gestão de voluntariado, consultadoria,
                                            apoio da Pista Mágica e de outras associações


                                            Falámos de gestão de voluntariado (já falada neste tópico), e ficámos a saber que o IEFP já aprovou um estágio profissional para a rea, mas que, devido a essa situação económica, seria completamente impossível pagar x estagiárie, e é provável que continue a ser nos próximos anos. Isto deixou-nos desanimades, porque ter uma pessoa a trabalhar a tempo inteiro é algo que andamos a tentar fazer há muitos anos, e que muita gente afirma ser necessário ao crescimento e sustentabilidade da associação. Mas pronto, agora é trabalhar com o que temos. Vamos a isso?

                                            O nevertoolatetobehappy falou da importância da visão, missão e valores. Ele contactou com estes conceitos quando estava na direcção e foi a uma formação da associação Pista Mágica, num projecto que eles têm chamado VOAHR. Eu contactei com estes conceitos quando estava na direcção presidida pela Andreia Pereira: foi feito um encontro de direcção que contou com a colaboração de um senhor da UPAJE que nos conduziu num processo para estabelecermos uma missão, uma visão e valores para a rede ex aequo. Para mim isso foi das coisas mais fascinantes que fiz na associação, porque permite-te perceber mesmo a fundo quem é que somos como associação, aquilo a que damos valor e quais são os nossos objectivos a longo prazo. Tanto eu como o nevertoolatetobehappy, no encontro, insistimos na importância de sabermos quais são os objectivos a longo prazo.

                                            O nevertoolatetobehappy falou ainda da importância de recorrermos a serviços de consultadoria para sabermos como gerir melhor o voluntariado, de forma eficaz, e para que isso seja o sustento de uma associação saudável. Todes concordaram na importância de fazer esse investimento (que não é um serviço gratuito), mas neste momento, pelos motivos explicitados atrás, não é mesmo possível. Eu falei nas relações com outras associações, porque podemos aprender imenso com elas, e às vezes basta uma conversa de café para perceber como é que as duas associações funcionam e chegar a conclusões extremamente produtivas. No meio de tantas coisas negativas, reconhecemos que também há uma série de coisas em que a rede ex aequo sempre foi muito boa, e com a qual as outras associações aprenderam ou ainda têm muito para aprender. Partilha de experiências é essencial.




                                            ———

                                            Os grupos locais, ou os novos núcleos

                                            Falou-se dos grupos locais, e a palavra-chave foi autonomia e liberdade. Foi consensual entre nós os seis (e acho que entre quase toda a gente) que é preciso mudar o modelo de funcionamento dos grupos locais. O Vítor revelou que a lista nova já pensou nisso, se bem que um pouco em cima da hora, e definiu que os grupos terão que ter mais liberdade. Alguém perguntou como é que isso se reflecte no regulamento, se já se escreveu alguma coisa, porque isso tem que se votar na AG. O Vítor disse que a lista não definiu nada por escrito, porque o objectivo é mesmo haver alguma liberdade, e porque se for para escrever isso não se pode ser feito em cima do joelho. Houve consenso de que primeiro importa pensar sobre este modelo, testá-lo e tentar pô-lo em funcionamento, e que depois logo se muda o regulamento quando for oportuno (a Cátia disse que isso era um bom motivo para convocar uma AG extraordinária se fosse necessário). Segundo o Vítor, a única coisa que a lista proponente decidiu concretamente até agora foi chamar-lhes Núcleos. Eu gostei do nome. Perguntou-se porquê mudar o nome, e acho que chegámos ao consenso de que libertar o nome é o primeiro passo para que o resto das coisas possam ser também libertadas.

                                            Falou-se muito sobre não esquecer aquilo que funciona bem nos grupos, principalmente porque o quiquo, o nevertoolatetobehappy e a Susana têm alguma experiência de coordenação, ao contrário de mim, da Cátia e do Vítor. Há sempre esta facção do pessoal que quer fazer diferente e acaba por negligenciar os grupos (onde me incluo) por não os conhecer tão bem e por não precisar deles, e há os que participam nos grupos ou coordenam, que têm que explicar aos primeiros porque é que importa mesmo manter uma série de coisas que estão bem nos grupos, porque é que ainda há tanta gente que precisa deles, porque é que é importante e recompensador para nós o apoio continuado, etc. É importante que todos compreendamos isto tudo, e eu só compreendi quando vocês começaram a tentar explicar-me aqui neste tópico. Somos voluntáries diferentes, com visões e gostos diferentes, e por isso importa que falemos.

                                            A Susana lembrou que o regulamento diz que os grupos têm que fazer pelo menos uma actividade por mês, mas que não diz que essa actividade tem que ser uma reunião. Segundo ela, quando se pedia a alguns grupos para imaginar alguma actividade diferente a coisa mais original que se consegue é... um jantar (e todes rimos, porque de facto isso já não é original na rea). E alguns jantares correram super bem e deixaram as pessoas motivadas. Mas é preciso fazer outras coisas também. Falou-se então nas formações: as pessoas fazem as coisas de determinada maneira e os grupos têm certos hábitos porque é assim que as formações são dadas. Falou-se muito no grupo ex aequo porto, pela inovação que tem feito, principalmente nos temas e nos tipos de actividades, pela irreverência e dinamismo. É um exemplo a seguir.

                                            Tentei expressar a minha visão sobre os grupos: em vez de termos um modelo que é imposto do topo da pirâmide para baixo, temos que deixar as pessoas criarem os seus próprios grupos consoante os  seus gostos e as necessidades das suas regiões. Dei o seguinte exemplo: se houver um conjunto de pessoas em Alguidar-de-baixo que quer criar um grupo e basicamente só gosta de fazer jantares, isso não tem mal nenhum e devemos apoiar essas pessoas. E se em Alguidar-de-cima houver pessoas como o quiquo e o nevertoolatetobehappy, que querem fazer algo mais como o modelo "tradicional" porque compreendem e já comprovaram a importância e eficácia desse tipo de apoio, também está certíssimo. No dia em que começarmos a dar essa liberdade, haverá grupos que vão primar mais pelo anonimato, e outros que não tanto; uns vão ter mais aptidão para desporto e outros não tanto. E se calhar é por isso que existe um clube tejo e não existe um clube douro. Haverá um clube douro quando surgir vontade para isso. Não podemos tentar forçar nada. É suposto haver diversidade! E agora pensem: fala-se muito sobre a comunicação dos grupos com a direcção e sobre o apoio que ela deve dar aos grupos, mas nunca se fala sobre pôr os grupos em contacto uns com os outros, e funcionar tudo mais em modelo de apoio entre pares. Partilharem as suas experiências e aprenderem uns com os outros. No seguimento do meu exemplo, quando os outros grupos aprenderem com o grupo de Alguidar-de-cima como é que se fazem dinâmicas que permitem às pessoas estar à vontade para desabafar, aí teremos um monte de grupos capacitados com as técnicas que desde 2003 temos vindo a aplicar e que funcionam e que valorizamos. Há maior riqueza do que isso?




                                            ———

                                            A comunicação externa, a necessidade
                                            de profissionalismo e medição de resultados


                                            Falou-se muito de uma comunicação externa mais profissional. Falou-se muito em ti, plan, devido ao post que fizeste aqui neste mesmo tópico, e toda a gente concordou que seria muito bom que colaborasses com a rea mais a fundo, e também que mais pessoas de Marketing/Publicidade se chegassem à frente. Falou-se em medir resultados, como tu sugeriste. O nevertoolatetobehappy disse e reforçou que precisamos mesmo de saber do que é que xs jovens lgbti precisam, de que maneiras querem ser ajudades, se conhecem a rea ou não, se já procuraram e porquê. Sugeriu que se fizesse um questionário, e o Vítor levantou alguns problemas em relação ao questionário. Eu sugeri que se falasse cara a cara com as pessoas.

                                            Falámos um pouco sobre a importância de se fazer vídeos e a possibilidade de fazê-lo com materiais simples e custo zero.




                                            ———

                                            Funcionamento interno e comunicação
                                            entre nós todes, sermos uma verdadeira rede!


                                            Falámos sobre a centralização da associação e do trabalho todo na direcção (assunto já de há muitos anos, algo que causa um desgaste enorme nas pessoas que constituem esta equipa). Referiu-se que o PE é um dos projectos em que temos alguém a trabalhar fora da direcção e a coisa corre muito bem, é um voluntariado sério, constante  e responsável. Sempre que se tentou constituir equipas fora da direcção, não correu bem, porque as equipas ou não começaram a funcionar a full ou foram-se perdendo. Não falámos disto, mas gostava de salientar: a equipa de comunicação externa, neste momento orientada pelo Caires, é como o PE: tem funcionado com uma constância muito fixe.

                                            E isto leva a outro assunto, levantado pelo quiquo: ele, enquanto coordenador, nunca soube como é que se processava a divulgação externa, redes sociais e afins. Ou seja, ele quando precisava de divulgar coisas nunca sabia a quem se dirigir: precisava de falar com a direcção para a direcção falar com a equipa de comunicação externa. As pessoas dentro da associação não têm noção das equipas que existem, dos processos e de com quem podem falar.

                                            Tudo isto desagua na importância de trabalharmos em rede, que é algo que o António Serdezelo diz que nós fazemos muito bem, mas se calhar não é verdade, como podemos comprovar pelos exemplos dos dois parágrafos anteriores.

                                            O quiquo salientou a importância de toda a gente comunicar no mesmo sítio, na mesma plataforma, para nos podermos entender. Eu disse que tenho andado a experimentar, em conjunto com o T-Rex, o sistema de fórum que o skar começou a preparar, e que nesse sistema é muito fácil eu escrever "@coordenadorxs" para rapidamente conseguir falar com todes xs coordenadorxs, ou escrever, por exemplo "@equipaComunicacaoExterna" para falar com essa equipa, e isso é muito bom. Ou seja, estou optimista com esta plataforma e acredito que possa responder àquilo que o quiquo acha necessário.

                                            Puxei ainda outro assunto: disse que conheço duas associações que têm reuniões de direcção completamente abertas a quem quiser participar, sócio ou não, e que isso funciona bem. Porque não fazermos isso também? Já ouvi muita gente dizer que a associação durante muitos anos funcionou sendo a direcção um conclave: primeiro intencionalmente, depois quando quisémos abrir e descentralizar isso aconteceu outra vez por força do hábito. Toda a gente sabe que isso é mau. Portanto, se queremos uma associação horizontal e transparente, porque não, reuniões de direcção sempre abertas? Que grandes segredos cabeludos há para esconder? Creio que a generalidade dos presentes concordou com isto. Bora lá! :)




                                            ———

                                            Sem medos

                                            Falou-se sobre a possibilidade de mudar o nome da associação. É daquelas coisas tabu e envoltas em dogma. Soubémos que a lista proponente já pensou nessa hipótese. Não temos propriamente sugestões concretas, nem definimos se era necessário ou não mudar, mas concordámos que se tiver que se fazer não podemos ter medo. Estamos disponíveis para isso. Que me lembre, a única proposta que falámos foi a de se abandonar as siglas (que são sempre incompletas) para passar a chamar-se "rede ex aequo — associação de jovens pela liberdade de orientação sexual e identidade e expressão de género", à semelhança da AMPLOS. Lembrei-me agora, a escrever isto, que isso pode excluir as pessoas intersexo. Falámos também sobre o nome "rede ex aequo" em si. Por um lado as pessoas confundem, não conseguem pronunciar, é uma confusão. Por outro é bonito, tem já alguma história e é distinto. Mas pronto, são tudo questões altamente subjectivas. Nada disto é fácil, de todo, mas também não se precisa de decidir já. (Se for preciso convocar alguma assembleia geral extraordinária para decidir essas coisas, porque não recorrer a esse meio? As coisas acontecem sempre em cima da AG ordinária de Dezembro, e não tem que ser necessariamente assim.)




                                            ———

                                            Bem, obrigado do fundo do coração por terem lido até ao fim. Sei que algumas pessoas não vão querer ler tudo, mas dei o meu melhor. Acho que é urgente falarmos, falarmos e falarmos. Sem medo. Portanto, sintam-se à vontade para recontar esta história a quem não a leu, para acrescentarem um ponto, para trazerem para aqui as opiniões que vos disseram. Precisamos de falar!!!

                                            Beijinhas e até breve. :)

                                            O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                            #27

                                            Offline quiquo

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                                              Obrigado pelo tópico e pelo teu resumo Tomás.

                                              É muito importante que, seguindo nós para mais um ano ex aequiano, tenhamos este documento para nos lembrar das nossas ideias e conversas, do que correu bem e mal e do que gostávamos de abanar e desconstruir.

                                              Para já não tenho coisas a acrescentar (I'm all talked out) mas espero que a conversa e a revolução não parem por aqui e que possamos retomá-la durante todo o ano :)

                                              Abraço!

                                              O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                              #28

                                              Offline SofiaDiener

                                              • ****
                                              • Membro Sénior
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                                                • Caixote de Tralha
                                              Alguns pensamentos:

                                              1. Não dês o peixe, ensina a pescar; Concordo plenamente, não faz sentido continuar com uma atitude paternalista relativamente aos jovens LGBTI*. Acho que o Projecto Educação, por ter um contacto mais directo com escolas, universidades etc deveria ser o veiculo para uma acção mais intensa e de ajuda na criação dos seus próprios grupos.

                                              2. Extinguir uns projectos, começar outros; Gabo-te a coragem de abordares um tema que na rea é claramente tabu LOL Parece-me que isto será a evolução obvia da rea enquanto associação. Apesar de haver grupos locais que neste momento ainda fazem algum sentido estão condenados a longo prazo.

                                              3.Não interessa como, interessa porquê; Temo discordar um bocadinho com isto. A rea é uma associação e como entidade precisa de manter alguma formalidade. Se é possível fazer mais coisas com menos recursos? Claramente. Se precisamos de envolver mais pessoas? Óbvio. Mas nada disto pode ser feito de animo leve se a rea quer manter a "posição" e credibilidade que tem. Estes dois pontos levaram anos e anos a construir e podem ser destruídos em muito pouco tempo. Nisto penso que é preciso cautela.

                                              Também acho que a rea deveria com calma tentar angariar "mecenas" para patrocinar projectos. Não falo de particulares, falo de empresas. Existe muito pudor com isto mas na realidade sem dinheiro p.e. não há como imprimir materiais ou pagar gasolina.

                                              Outra ideia que tenho, de ter sido/ser oradora do PE, é que pode ser interessante alargar o âmbito do projecto. Para além das sessões a alunos era interessante ter um espaço seguro, tipo consultório pós- sessão,para jovens que tenham dúvidas mais especificas sobre si e a sua sexualidade. Isto porque as ideias que são transmitidas durante a sessão precisam de tempo para marinar naquelas cabecinhas e muitas dúvidas só vem depois.

                                              Força aos cheios de gana e vontade de andar com isto para a frente :)


                                                - sejam felizes -

                                                O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                                #29

                                                Offline carolinalg

                                                • *****
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                                                • call it Magic... call it true...

                                                Responder
                                                A acontecer algo do género, a hipótese mais lógica assentaria em passar a designá-la pela forma como ela é vulgarmente mencionada, no dia a dia: ou simplesmente por “rede” (ocultando-se a parte “ex aequo”), ou pelo seu acrónimo “rea”.



                                                YES, PLEASE !! Rede ou Rea chegam bem para o efeito!
                                                  - carolinalg -

                                                  O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                                  #30

                                                  Offline quiquo

                                                  • *****
                                                  • Associad@
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                                                  • Género: Masculino
                                                  Uma sugestão: porque é que as brochuras não passam a estar disponibilizadas, quase exclusivamente, no site da associação? Em vez de distribuirmos materiais impressos com um turbilhão de conceitos e, consequentemente, excesso de informação (que provavelmente a maior parte das pessoas nem a vai ler, na totalidade), como temos feito até agora, substituímos isso por panfletos mais simples (por exemplo: uma única folha), contendo a estritamente necessária. Quem quisesse ter acesso a mais informação seria reencaminhado através de um link de curta e fácil redação, inscrito no panfleto, para a brochura online. A inserção de um QR Code também no panfleto, que fizesse o mesmo reencaminhamento, consistiria noutra mais-valia. Assim poupar-se-iam custos, dado que o material impresso seria em quantidade bastante menor, e o conteúdo das brochuras poderia ser editado a qualquer momento, uma vez que estas estariam disponíveis, sobretudo, digitalmente.

                                                  Acredito que seja uma opção perfeitamente viável até porque, provavelmente, apenas as pessoas de faixas etárias mais avançadas, e com menor conhecimento tecnológico, consistiriam nas únicas que sentiriam alguma dificuldade em realizar este processo. Ainda assim, qualquer uma poderá imprimir, por si, a brochura na íntegra, ao fazer download da mesma.

                                                  Em vez de termos uma infinidade de brochuras impressas, cujo destino é incerto (muitas até pararão no lixo, pouco tempo depois de serem distribuídas), passaríamos a permitir o acesso às mesmas de uma forma prática e económica. Grande parte jovens talvez preferirá lê-las, a qualquer momento e onde quer que se encontre, através do seu tablet, ou smartphone, em detrimento de fazê-lo por via de um suporte físico denso.

                                                    Gosto e creio que já se sugeriu partes disto.
                                                    Penso que os materiais com mais páginas (como as Perguntas e Respostas e o Sermos Nós Própri@s) foram pensados com a intenção de também ficarem disponíveis, sobretudo, em gabinetes de psicologia, associações de estudantes e bibliotecas das escolas (distribuídos através das sessões do Projeto Educação). Sinceramente acho que seria melhor ter estes materiais disponíveis para consulta e download (tipo pdf), de forma a qualquer pessoa poder imprimir, se o desejar.
                                                    Seria interessante existir uma espécie de "manual" completo de conhecimentos que poderia ser vendido no formato físico (loja online e eventos presenciais) e disponibilizado gratuitamente no formato digital.

                                                    O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                                    #31

                                                    Offline caires

                                                    • *****
                                                    • núcleo lgbti funchal
                                                    • Membro Elite
                                                    • Género: Masculino
                                                    • coordenador núcleo lgbti funchal | direção rea
                                                      • núcleo lgbti funchal
                                                    Queria só dizer que esses materiais já estão disponíveis para download há muito tempo, no site.

                                                    Sermos Nós Própri@s - https://www.rea.pt/brochura-info/
                                                    Perguntas e Respostas Sobre Orientação Sexual e Identidade de Género - https://www.rea.pt/projeto-educacao/
                                                    Educar para a Diversidade: Um Guia para Professores sobre Orientação Sexual e Identidade de Género - https://www.rea.pt/projeto-educacao/

                                                    O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                                    #32

                                                    Offline my_alterego

                                                    • *****
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                                                    Tomás, obrigado pelo testemunho e por estares a passar a informação que foi falada no encontro. A rea (com esse nome ou outro) vai ter de existir muitos anos, ainda há muita gente discriminada e  até "perdida", sobretudo fora dos grandes centros em que a tendência para o isolamento é maior.
                                                    Se me permitem a ousadia, já conheço a rede há cerca de 7 anos e acho que as necessidades dos jovens não mudaram muito, o que mudou foi a forma de pesquisarem e atuarem nas redes sociais. "No meu tempo" (lol) ainda era muito comum as pessoas escreverem, desabafarem através de textos, lerem... Também não havia muitas alternativas, é certo. Em 2017... Acho que as pessoas precisam de VER, VER o que se faz numa reunião, VER quem faz parte da Direção, VER testemunhos dos próprios membros da rea, das suas experiências de vida... Ter uma cara com quem se identifiquem. Isto é, acho que o futuro passa essencialmente por videos, curtos, bem construídos, que falem um pouco da experiência pessoal de cada um. Acho que o forum continua a ter uma vantagem inegável, continua a garantir o anonimato e para alguém que se está a descobrir, que não se sente à vontade. É, por essas razões, uma ótima ferramenta que deveria ser mantida ( com uma nova roupagem, talvez).
                                                    De resto, o dinheiro: é importante, não se pode fazer omeletes sem ovos como alguém ja disse... Uma empresa, alguém que esteja disposto a ter uma voz na rede sem a querer controlar claro mas que se interesse pelos jovens lgbti do nosso país.

                                                    De resto, espero que tudo corra bem e que este belo projeto se reinvente e persista na sua altruísta missão.
                                                    « Última modificação: 15 de Janeiro de 2017 por my_alterego »
                                                      The purpose of our lives is to be happy
                                                      Dalai Lama

                                                      O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                                      #33

                                                      Offline Skar

                                                      • *****
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                                                      Olá, venho aqui reportar desenvolvimentos no projecto de renovação do site: status, prazos e uma reunião com a direcção. Em nome da transparência.

                                                      Excertos do google doc:

                                                      Status - 18/01/2017
                                                      Começo do projecto em novembro de 2016.
                                                      Servidor novo e melhor fornecido gratuitamente por @kinglouis19
                                                      Fórum e backend do site a funcionar (parte fácil) por @amaral-miguel2.
                                                      Construção do site ( coordenado por  @kinglouis19 ): a começar em fevereiro, prazo para ser finalizado entre maio e dezembro de 2017.

                                                      Reunião com direcção / comunicação da REA - 18/01/2017
                                                      Direcção informada do estado actual do projecto. Considera contratar/obter parceria empresa para construção do site.
                                                      Membros do projecto acham má ideia: o custo será ou demasiado elevado (~1000€) ou o resultado de má qualidade, enquanto há voluntários com experiência com trabalho feito.
                                                      Direcção quis um prazo; @kinglouis19 estimou entre fins de maio - dezembro de 2017.
                                                      Direcção ficou de comunicar a decisão de continuar com este projecto ou modifica-lo para incluir pessoal contratado.

                                                      PS: Podem experimentar o fórum se me derem um email (tem login via google/facebook/etc)!

                                                        O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                                        #34

                                                        Offline tomasbarao

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                                                        Entretanto ainda não tive tempo para responder a todas as ideias, mas como falas no site, Skar, venho só dizer que é de extrema importância que haja pessoas a tratar do seu conteúdo. Não basta reescrever/resumir as páginas mais pesadas, trata-se de organizar e arrumar informação, actualizar o que se pode actualizar (histórias de coming out?) e talvez remover o que possa estar outdated (listas de livros, por exemplo...?), e pensar, para cada caso, se a informação que queremos transmitir funciona melhor com texto, com imagem, com vídeo, com um texto mais imagem... Ou seja, o que quero dizer é que para além da parte de programação é necessário muito trabalho de edição com amor. :) <3

                                                        O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                                        #35

                                                        Offline Skar

                                                        • *****
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                                                        • Género: Masculino
                                                        Update sobre o projecto de renovação do fórum/site

                                                        Excerto do google doc:
                                                        "
                                                        Status 06/02/2017
                                                        Começo do projecto em novembro de 2016.
                                                        Servidor novo e melhor fornecido gratuitamente por @kinglouis19
                                                        Fórum e backend do site a funcionar (parte fácil) por @amaral-miguel2.

                                                        A direcção de 2016/2017 da rea em 18/01/2017 decidiu considerar contratar profissionais para a renovação. Pretende aproveitar o trabalho deste projecto ( ver Discussão / Comunicação da direcção 24/01/2017 ).
                                                        kinglouis19 que em Fevereiro pretendia começar o trabalho no site, em 06/02/2017 sugeriu a empresa com site jellycode.pt , mas sai do projecto, voltando talvez se a rede abandonar a ideia de contratar uma empresa.

                                                        exemplo de empresa de contrução de sites que mostra um custo base de 1000€ para construção de um site : https://www.webdesignvip.pt/quanto-custa-um-website/

                                                        "

                                                        Abaixo um mail enviado à direcção sobre isto:

                                                        Olá,
                                                        Foi-nos (a mim , Miguel amaral, e ao Luís Sebastião) que:

                                                        Ficou decidido que era bom que vocês continuem a trabalhar no site. Vão ser pedidos orçamentos a empresas. Caso existe uma proposta favorável, o vosso trabalho será aproveitado e vocês colaborarão na medição com a empresa.

                                                        O Luís acredita (e eu acredito nele) que arranjar uma empresa para fazer algo de jeito vai:
                                                        -ser demasiado caro para a rede (~1000 euros) / ficar de fraca qualidade / não ficar completo
                                                        -descartar o trabalho que já foi feito , porque nenhuma empresa re-aproveita trabalho
                                                        Eu sabia que vindo Fevereiro, ele teria de tomar uma decisão: começar o trabalho no site, sem garantias de que seria aproveitado porque a rede poderia entretanto contratar uma empresa, ou deixar o projecto. Voltando talvez se a direcção percebesse que contratar não era uma opção.

                                                        Aconteceu a segunda hipótese a 6 de fevereiro.

                                                        Outro aspecto a considerar é que grande parte da motivação, no meu caso por ser um hobby e no caso do Luís por ser a profissão dele, é a de poder dar o nosso melhor voluntariamente à rea. Introduzindo a hipótese do nosso trabalho não ser aproveitado porque a nova direcção pretende usar um atalho que consideramos ser impossível ou levar um desastre de aplicação de dinheiro tira-nos essa motivação.
                                                        No mínimo, leva-nos a esperar que a direcção mude de opinião.

                                                        A parte que eu fiz até agora foi relacionada numa renovação do fórum. Sendo uma coisa mais desconectada do site, e que pelo menos um membro da direcção acha desnecessária, há menos chances de ser afectada por potenciais contratações.
                                                        Pelo que continuo, mas menos motivado, neste projecto. Quero ser informado de tentativas de comunicação com empresas, e dos resultados dessas comunicações, se existirem. Vou também preparar-me para a assembleia extraordinária em que pretendo abordar este assunto.

                                                        Deixo também o link para o documento em que se mostra o que já está feito: google doc

                                                          O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                                          #36

                                                          Offline bpn

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                                                          Hey Hey,

                                                          Apesar de isto ter sido já há 2 semenas, venho aqui mandar um "bitaite" sobre estes updates sobre FORUM/SITE

                                                          1º Renovação do website

                                                          O site precisa de um ar fresco, ter um ar mais "responsive" e mais atualizado.
                                                          Se é a vontade da associação pagar 1000€ para fazer um site, estou de acordo com o que o @Skar disse: 1000€ não chega e vamos ficar com algo pior do que ja temos. Aliás, por esse preço, vai sair uma coisa vinda daqueles sites onde arrastas as coisas.

                                                          Se é essa a vontade da associação digo já que 1000€ não chega e para além de não chegar, a empresa que fica com responsavel com isso, vai ter que dar suporte a isso e isso significa mais gastos para a REA.

                                                          Espero que considerem, dado que vão pagar algo bem pior do que já têm.

                                                          2º Renovação do forum

                                                          Do pouco que já vi do layout, eu gostei.
                                                          O forum é algo de extrema importância e que precisa de se ter algum cuidado, pois os conteudos do antigo têm que ser migrados e parece me que é algo que não vai ser fácil de fazer quando se utiliza uma tecnologia nova.

                                                          Se for "comprado" (ou seja, pedido por ser feito por outra empresa) eles vão ter o mesmo problema.
                                                          Penso que é melhor "aprimorar" o que ja temos e dar umas "pinceladas"



                                                          Tudo isto claro: se a REA têm assim tanta vontade em esbanjar dinheiro nestas ideias, a titulo pessoal e profissional, dado que trabalho nesta área, vão sair lesados e com algo pior do que já têm.

                                                          Mas pronto, ideias cada pessoa tem a sua.  ;)


                                                            Reuniões na segunda e na quarta semana, sempre à segunda feira. Venham!

                                                            O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                                            #37

                                                            Offline Be_cool_water

                                                            • *
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                                                            • Género: Feminino
                                                            Olá a todos!

                                                            Vou dar a minha humilde opinião enquanto alguém que acompanhou o crescimento da rea (inclusivamente orientando o grupo do Porto) e entretanto abandonou o projeto. Aquilo que sinto é que faltam duas vertentes importantes: divulgação e atividades gerais.
                                                             Passo a explicar:
                                                            A organização do fórum está projetada para uma segmentação que não me parece a mais atrativa. Se olharmos para os separadores iniciais encontramos uma mancha de cidades enquanto os tópicos gerais estão "camuflados". Aquilo que me parece é que esta segmentação leva a uma falta de atividade imediata. Os tópicos mais ativos são, geralmente, tópicos gerais e lembro-me que tínhamos tópicos com tanta atividade que estavam a ser renovaados de semana a semana.
                                                            Os grupos locais também acabam por ter, necessariamente, menos gente e sinto que mesmo as reuniões eram feitas com uma frequência e consistência maiores (daquilo que vou vendo por aqui... mas neste ponto posso estar errada).

                                                            Quanto à divulgação, esse aspecto parece-me óbvio. Há poucas pessoas a conhecerem a rede e a reverem-se nela. A "nossa" imagem não passa nem é forte o suficiente para cativar as pessoas a entrarem e a ficarem. Se virmos com atenção a entrada de membros, percebemos facilmente que alguns deles desligam ao fim de algumas semanas. Entram no fórum e sentem que não encontram o que precisam... sendo assim, a questão que devemos colocar é: "do que precisam os utilizadores?" Poderia tentar enumerar duas ou três hipóteses mas penso que o essencial é criar dinamismo suficiente para não sentir que estamos a entrar no deserto do Saara :P

                                                            No fundo, sei que a tarefa de melhorar a rea não é fácil. Mas mais do que reformular o site, acho que pequenos pormenores podiam ajudar muito... em conclusão, proporia uma reorganização dos tópicos e criação de alguns tópicos gerais normalmente procurados. Toda a gente que aqui vem tem um propósito. Todos querem ler ou escrever, conhecer pessoas e, eventualmente, criarem algum tipo de relação. Todos têm coisas para dizer e para conhecer dos outros. Acho que, ao trabalhar-se os pontos comuns, iremos encontrar um ponto de equilíbrio maior.  E, na loucura, uma aplicação para telemóvel que desse para aceder ao site e/ou ao fórum seria o ideal. Neste caso, acredito que o investimento fosse grande e, como tal,  não poderia esperar que o fizessem. Se entretanto uma alma caridosa que saiba fazer se oferecesse... seria priceless (literalmente lol)

                                                              O futuro da rede ex aequo — prioridades, actualização, revolução!
                                                              #38

                                                              Offline MSpyker

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                                                              • Género: Masculino
                                                              Porque não criar eventos no fórum? Coisas relativas à Páscoa, dia de Namorados, Natal, etc? Há coisas simples de oferecer como ranks titles. Se eventualmente existir dinheiro por parte do fórum nas organizações (apesar de ser não-lucrativo) até se podia oferecer uma ida ao cinema.

                                                              Fui moderador e administrador de vários fóruns de jogos online e era especialista nesse tipo de eventos. Era o melhor para dinamizar os fóruns e trazer pessoal para conviver :)

                                                              A própria estrutura de sub-fóruns devia ser mudada. Colocar estruturas de convívio lá para baixo não ajuda. A estrutura devia ser reformulada e adaptada. Estamos algo amadores no aspecto visual.
                                                              « Última modificação: 23 de Abril de 2017 por MSpyker »

                                                                 

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