rede ex aequo

Olá Visitante13.ago.2020, 00:25:05

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Outras Conversas / Re: Coisas que nos dão que pensar...
« Última mensagem por unfold em Terça-feira »
Quando dizes "Podes não acreditar mas o meu sonho é viver sozinha. Os melhores momentos que tive foram quando vivia sozinha. Sentia-me mais eficiente, mais clara espiritualmente, com mais energia para tudo o que era fora de casa e depois chegava a casa e finalmente tinha a minha paz, o meu sossego, o sofá, um livro." e te perguntam "Não digas isso... Não ficas com medo? O melhor é termos alguém ao pé de nós. Podemos cair, temos de ter alguém para nos ajudar."


Concluo: Há pessoas que estão juntas por medo. Será que o que ignifica o amor será mesmo o sentimento ou é o subsconsciente do medo que está a dar uma grande ajuda nesse sentido? Há muito medo, se não for medo de cair - e como se a pessoa estivesse 24h colada à outra... a pessoa se tiver de cair cai na mesma, depois logo se vê! - é o medo de ficar sozinho/a, ou o medo de não ter capacidade financeira, etc. Enfim, talvez sejam formas "práticas" de ver o amor ou as relações. Eu gosto de sentir amor mas não sinto necessidade de viver com a pessoa que amo e muito menos se for por todos esses motivos ou para ela me ajudar no caso de cair!  ::)
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Outras Conversas / Re: Confissão...
« Última mensagem por unfold em Domingo »
Momento I


Confesso que pensei que nunca mais me reencontraria. A pior pessoa de quem nos podemos perder é do nosso "eu". Sem ele, sem ele alinhado nada nos restará e ninguém poderá fazer nada, não nos sentiremos parte de nada nem usufruiremos do espaço/ambiente com ninguém. É necessário não bater em retirada da guerra dentro de nós, ainda que o nosso verdadeiro interior pareça fugir-nos. E custa, custa muito olhar para dentro e não reconhecer o que lá está mas só assim voltaremos a reencontrá-lo. É preciso cavar fundo e olhar profundamente na escuridão até que o hábito à mesma nos faça entender coisas nela que não entendíamos antes. É preciso aguardar pacientemente. Voltei cansada, em farrapos, agora é preciso descansar, mas pelo menos já me reconheci... a essência foi retornando aos poucos e o eu começa a alinhar-se.


Momento II


Quando me vi não queria acreditar e estava até relutante enquanto me aproximava de mim. Será que vim para ficar? Perguntei-me "Por onde andaste durante tanto tempo?" Olhei-me nos olhos e comecei a ver novamente aquele brilho no olhar, ainda fraco, mas pude ver e vi, também, um pequeno sorriso novamente a formar-se nos meus lábios. "Voltaste, nem acredito que voltaste. Tive saudades tuas!" Abracei-me. Tinha tantas saudades minhas... Confesso que pensei que nunca mais me reencontraria.

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Outras Conversas / Re: Frases e Pensamentos
« Última mensagem por unfold em Sábado »
Haverá sempre pelo menos um destes momentos na vida: um em que perdemos a calma quando todos os outros a mantêm e outro quando nos surpreendemos ao mantermos a calma quando todos os outros a perdem.
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Artes & Letras / Re: Poesia
« Última mensagem por unfold em Sexta-feira »
MAR
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.

E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.


Sophia de Mello Breyner Andresen
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Outras Conversas / Re: Coisas Por Dizer...
« Última mensagem por unfold em Quinta-feira »
O mundo parou, infelizmente por um mau motivo, numa altura em que precisava precisamente que ele parasse. Enquanto uns se aborreciam - e até posso compreender - eu "agradecia" o direito à pausa, o direito a olhar-me demoradamente. Já me sentia desalinhada há muito tempo, senão desde sempre, e quase não me reconhecia. Um bloqueio qualquer atirava-me para dentro da carcaça de um ser que eu não reconhecia: e eu fui deixando andar, fui permitindo que isso me acontecesse, fui perdendo a minha luz, o meu olhar foi deixando de brilhar de dia para dia e a confusão instalou-se. Decidi não deixar em vão esta paragem e atirei-me à aventura de me redescobrir, de retirar cada peça de dentro do meu ser para a poder analisar, ler, ler, ler muito, escarafunchar cada elemento, cada causa, cada efeito, cada ausência de mim. Fui da introspecção à exteriorização - tenho as duas fases em mim: uma de silêncio no qual deixo chegar os materiais e outra de descarregamento da matéria da análise através da escrita/exposição de ideias/mil e uma anotações. Virei-me do avesso e trouxe à luz do dia - mesmo dentro de quatro paredes - as verdades que há em mim: mesmo as mais desagradáveis... que em nada se ganha estando escondidas pois escondidas não se podem trabalhar. Apesar de sentir falta da natureza e de algumas pessoas não lamentei--- não lamentei porque dentro de quatro paredes descobri imensos mundos... os meus e tantos outros... tantas realidades... realidades pelas quais passamos todos os dias e das quais nem sempre nos apercebemos. O relógio ainda está desacertado, ainda há insónias, os ponteiros da minha essência ainda se colocam em fusos horários distintos e continuo a escorregar em algumas "armadilhas" da mente. Mas não há pressa, não é preciso sermos rápidos, basta respeitarmos o nosso próprio ritmo, sabermos para onde queremos ir ou, pelo menos, para onde não queremos.
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Outras Conversas / Re: Do que sentem mais falta?
« Última mensagem por hpc em Quarta-feira »
Noites de Verão com as amigas.
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Outras Conversas / Re: Do que sentem mais falta?
« Última mensagem por unfold em Terça-feira »
Sentia falta de me encontrar e após mais de 20 artigos (científicos e não-científicos), psicoterapia e de alguns vídeos parece que começo a encontrar-me. O melhor vídeo:


https://www.youtube.com/watch?v=qyk_nLkPM7E




Tão, tão, tão grata...  :heart  Agora entendo, finalmente, tantas coisas...! Choro pela sensação de libertação de algo tão "aprisionado"!
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