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O sentido da vida

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Boo:
Encontro-me a estagiar numa Unidade de Cuidados Paliativos pela segunda vez. Escolha minha. E os motivos são simples: além de me satisfazer imenso a nível profissional, ensina-me a viver.
Tenho dado conta que as pessoas morrem tal qual viveram. Quanto menos aproveitaram, quanto menos prazer tiraram da sua existência, mais difíceis são os últimos momentos. E a única interpretação que consigo retirar disto é que, quando estamos a morrer, não temos onde ir buscar forças. Não temos memórias que nos façam sorrir. Viver para um trabalho não é viver. Viver em função de um namorado ou dos filhos também não! Sem dúvida que a felicidade é um bolo e que estes aspectos poderão ser essenciais para que atinjamos um estado de plenitude, mas a nossa vida deve centrar-se em nós próprios e devemos vivê-la da forma mais intensa que consigamos. A vida compõe-se por altos e baixos. E embora difíceis, se não fossem os baixos, os altos não teriam o mesmo significado.
Aproveitando algumas ideias que já aqui foram deixadas, acho que devemos sempre:
- Valorizar quem somos;
- Arriscar, sair da nossa zona de conforto. Pode ser assustador mas é (quase) sempre gratificante;
- Aproveitar os momentos que passamos com quem mais amamos. Desfrutar dos seus sorrisos e dos momentos em que, mergulhados em sofrimento, nos pedem ajuda;
- Não dar tanta importância aos pequenos problemas do quotidiano. Despendemos demasiado tempo a pensar em problemas fúteis. Focamo-nos naquilo que não merece 1/2 da nossa atenção...
- E acima de tudo - Carpe diem.

O sentido da vida? É uma vida com sentido! :)

ÉssePê:
O sentido da vida é o que tenho na minha assinatura!  :)

rk:
https://youtu.be/4b95MCszOxY

ÉssePê:

--- Citação de: rk em 12 de Maio de 2016 ---https://youtu.be/4b95MCszOxY

--- Fim de Citação ---

Gostei, muito!

unfold:
A melodia que ouvi era bonita. Por algum motivo as versões que me iam apresentando da mesma melodia eram desafinadas e cada vez mais me sentia distante da melodia que tinha ouvido. Por vezes, na plateia, parecia-me - finalmente - ouvir uma versão sem desafinarem e que me fazia lembrar a melodia que tinha ouvido, mas logo começavam vozes e muitos ruídos de fundo que não me deixavam escutar a melodia. Quanto mais tempo passava, menos sentido fazia. Tentavam convencer-me que a melodia bonita que ouvi nunca foi assim tão bonita, que não podia existir uma melodia assim, mas eu sabia que tinha ouvido aquela melodia. Numa noite, quando estava cansada demais, decidi afastar-me do barulho. Quando estava sozinha, à noite, sob o céu estrelado, estendida num rochedo com as mãos entrelaçadas por baixo da minha nuca, sem pensar no que o mundo dizia sobre a melodia, voltei a ouvir a melodia e não era desafinada, não era irreproduzível, nem havia vozes nem ruído a distorcerem-na. Nessa noite compreendi o sentido da vida.

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