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O antes e o agora. O que mudou? O que fui e o que sou.

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Odraude:
Este tópico é um pouco assustador para mim...porque os meus últimos 4 anos passaram a correr e sinto que muita coisa mudou...
Estar solteiro coloca muitas coisas em perspectiva. É assustador mas vale a pena. Estava a precisar urgentemente de confrontar-me a mim próprio "sem falas mansas"... mostrar-me o que estava mal...definir o que tinha de mudar...perceber o que tinha de aprender...pensar nos assuntos que não queria pensar...abrir a gaveta que está sempre fechada. [smiley=muro.gif]

Paralelamente afastei-me durante um ano do meu curso na área das ciências, e explorei uma área alternativa que me era totalmente desconhecida. Aprendi mesmo muito, principalmente que a educação no nosso país nos faz ter mentes muito fechadas [smiley=nao.gif]. Aprendi a aceitar novas perspectivas, opiniões diferentes, métodos diferentes....Sem uma visão mais aberta, seria ainda mais difícil abordar as questões internas que tinha e ainda tenho.
(Entretanto retomei o meu curso, e vou terminar este ano  :blush)

O que mudou? eu acho que estamos sempre em mudança e nunca somos a mesma pessoa que eramos o dia anterior...simplesmente este foi um período de mudança mais intenso. Sinto-me mais confiante, mais forte, mas ao mesmo tempo mais sensível, mais atento, e com mais noção das mer*** que fiz. (Não sei se faz muito sentido para quem está a ler [smiley=desconfortavel.gif] estou mesmo a tentar expressar-me de forma clara). Acho que muita da frustração, raiva, medo e confusão que me têm acompanhado desde a infância, transformaram-se...em coisas menos negativas. Não desapareceram, e já não é esse o objetivo. It is what it is...and life is fuc*** up!

No fundo, ter aprendido que a dor é uma ferramenta fundamental à sobrevivência, está a ajudar muito neste on going process, que levará o resto da minha vida muito provavelmente e acho que estou bem com isso  :) (graças ao Prof. Christopher)
Percebi que viver para agradar os outros só me ajudou a esconder-me dos meus próprios problemas em vez de os enfrentar, o que é algo bastante cobarde e não o quero fazer mais.

É isto!

unfold:
Depois de tudo isto, venha quem vier, traga as palavras que trouxer e essas palavras terão menos importância do que a brisa leve a passar pelo meu rosto. Não têm culpa, dir-me-ão, Claro que não. Também não a tive, nem tenho. Ninguém teve. Não se trata de culpa. O que acontece é que ou nos encontram antes da travessia do rio ou após. Outros falarão de trauma. Sorrirei para dentro, não valerá a pena demorar-me em diálogos. Talvez o que para uns é trauma, para outros seja aprendizagem. Que o entendam como quiserem. Para mim seria um desperdício ter atravessado um rio e não ter aprendido nada ao atravessá-lo. É crescimento, é vivência, é a lembrança de que o que importa é viver com significado, seja ele qual for. Palavras levá-las-á a brisa e as fará cair, da mesma forma que faz cair um castelo de cartas, muito antes de eu ter tempo de as processar.

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