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O meu filho quer ser menina

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Inês Sousa:
Sou mãe de um menino de 7 anos. Estou separada do pai desde que ele tem 2 anos e meio. Posteriormente divorciei-me.
Desde  que sabe falar que o meu filho rapaz quer ser menina. O meu ex-marido colocou-me uma acção em tribunal porque quer ficar com a criança a seu cargo. Acusa-me de que estou a depravar o nosso filho permitindo que se vista como menina em casa. Preciso com urgência de encontrar um perito que possa alegar que esta é uma situação congénita e não provocada pela minha educação "depravada". Caso contrário o meu filho arrisca-se a ser alienado da mãe. Não encontro em Portugal ninguém com experiência nestes casos na infância.

Soul Survivor:
Cara Inês Sousa,

não consegui deixar de ficar sensibilizado pela situação, que imagino de grande aflição. De facto não existe nenhuma educação "depravada" da sua parte.

Infelizmente esta não é a minha área de especialização, nem conheço ninguém de perto que possa imediatamente ajudá-la.

Mas lembrei, que existe uma associação de mães e pais pela liberdade de orientação sexual e identidade de género. Conheço a associação e tenho a certeza que mais facilmente a poderão ajudar, pode ser que já tenham lidado com algum caso semelhante e a consigam ajudar facilitando contactos ou em qualquer outro tipo de apoio.

Aqui fica a página da associação: http://www.amplos.pt/

Espero que rapidamente consiga solucionar esta situação da melhor forma.

Tudo de bom e força!

André

Inês Sousa:
Muito obrigada, pela solidariedade e a sugestão. Vou tentar contactar esta associação.
Depois darei feedback.

LunaMSilva:
Bom dia, Inês!

Não pude deixar de reparar na mensagem que deixou, acerca do seu filho.
Eu julgo que deve, como figura parental, deixar que a criança tenha liberdade para descobrir a sua orientação sexual e identidade de género. Portanto, está a agir correctamente. Não se preocupe.
Em relação ao pai da sua criança, ele sim, deve estar sensibilizado e aceitar que o filho pode não fazer parte desta sociedade bastante discriminatória, onde o binarismo de género está demarcadamente presente.

Não posso, já agora, deixar de me sentir revoltada, se o seu ex-marido a processou, pelo facto de a Inês dar liberdade à criança para se descobrir. A criança está mais do que no seu direito de vestir roupas de que género for e dar-se mais com determinado género. É uma crueldade tremenda obrigar uma criança a ser algo que não sente ser.

A atitude mais correcta, a meu ver, é levar a criança a um(a) psicólogo/a ou sexólogo/a. Eles, sim, podem determinar se o seu filho sofre daquilo que eles afirmam ser uma patologia (a meu ver, não) denominada Perturbação de Identidade de Género, que se resume, basicamente e mais conhecidamente, por transexualidade. Pelos conhecimentos que tenho, nem todos os médicos psicólogos e sexólogos lidam com estes assuntos nas crianças, pois acham que o seu cérebro não está suficientemente desenvolvido, etc. No entanto, há sinais que as crianças manifestam insistentemente e que determinam se a criança é ou não transexual. Obviamente que, tratando-se de este tipo de caso, é bem possível que o seu filho tenha de ser acompanhado durante um bom período de tempo até que lhe seja (ou não) diagnosticada a tal dita "patologia".

Mais não posso fazer, mas julgo que seja essa a atitude a ter.
Espero ter ajudado e boa sorte com tudo! :)

Luna

Nutopia:
Boa tarde.

Infelizmente, não tenho as respostas (de ajuda) que tanto anseia, contudo sei que elas são possíveis e torço para a sua rápida chegada, ao vosso seio.

Pretendo, apenas, deixar-lhe (pois assim o desejo) uma possibilidade para introduzir novas lentes, num sentido de  "mudar a visão", do seu (ex)marido, perante toda a situação; refiro-me ao filme: Ma Vie en Rose (1997), de Berliner, que retrata a vida familiar de Ludovico Fabre, uma criança de 7 anos que, apesar de ter nascido em corpo de menino, se sente menina.
Spoiler (clica para mostrar/esconder) http://youtu.be/CnOAQDrlmxs

Faço votos a uma resolução positiva e coragem!

Atenciosamente,
Ariana

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