rede ex aequo

Olá Visitante25.jul.2021, 14:21:43

Autor Tópico: Praxe  (Lida 107470 vezes)

 
Praxe
#40

LusoBoy

  • Visitante
quem for anti-praxe não pode trajar!
E porque? Até parece que alguem vai controlar as pessoas que trajam ou não! E lá por sermos anti-praxe já não temos o direito de trajar? Eu pergunto quem é que instaurou essas leis idiotas que se transmitem de geração em geração sem que haja o minimo tempo de reflexão para se pensar no que se está a fazer!

Isso é mentira, pode trajar à vontade, é só roupa, não há leis contra isso. Não podem é praxar. O traje nem deveria ser relacionado com a praxe.

O Wasserfest tem toda a razão.

    Praxe
    #41

    Before the Dawn

    • Visitante
    Na minha fac se não fores praxado não passas a tribuna. Se não passas a tribuna, não trajas.  :-\

      Praxe
      #42

      Offline mIsS

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      • my smile
      quem for anti-praxe não pode trajar!
      E porque? Até parece que alguem vai controlar as pessoas que trajam ou não! E lá por sermos anti-praxe já não temos o direito de trajar? Eu pergunto quem é que instaurou essas leis idiotas que se transmitem de geração em geração sem que haja o minimo tempo de reflexão para se pensar no que se está a fazer!

      Isso é mentira, pode trajar à vontade, é só roupa, não há leis contra isso. Não podem é praxar. O traje nem deveria ser relacionado com a praxe.


       [smiley=muro.gif] É? Agora fiquei confusa, mas afinal és tu ou sou eu que anda naquela faculdade?  [smiley=malabarista.gif]

        Gosto que me ensinem a ver o que me rodeia com outros olhos, não importa se é bom ou mau, isso eu decido.

        Praxe
        #43

        Offline Petit_Prince

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        Não compreendo porque é que em Portugal as praxes são permitidas durante tanto tempo e todos os anos se sabem de exageros praticados na praxe...  >:(

        Como so vai quem quer nao acho que haja necessidade de nd mais apertado... Agora que tenham cuidado pq os profs marcam faltas... Mm na semana dita academica!

          Praxe
          #44

          Offline Diva

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          Não compreendo porque é que em Portugal as praxes são permitidas durante tanto tempo e todos os anos se sabem de exageros praticados na praxe... >:(


          Como so vai quem quer nao acho que haja necessidade de nd mais apertado... Agora que tenham cuidado pq os profs marcam faltas... Mm na semana dita academica!


          Não concordo contigo, infelizmente há muita violência sobretudo psicologica que impedem os alunos de se assumirem anti praxe. Há imensos mitos como alguns que vimos nesta página... Não vale a pena tentarmos tapar o sol com a peneira.. não achas???  ;)


          Como estamos novamente no inicio de mais um ano lectivo tive a curiosidade de saber quais as origens da praxe, tão defendidas por uns e tão criticadas por outros…
          O que descobri…
            :)


          Origem da praxe

          A actual praxe académica surge na Universidade de Coimbra. Tem como base uma jurisdição especial, que (o "foro académico"), a qual era aplicada pela Polícia Académica. A organização desta polícia era constituída por alunos, e a hierarquia definida pela antiguidade dos mesmos na universidade. O seu papel era o de zelar pela ordem no campus, e fazer cumprir as horas de estudo e recolher obrigatório por alunos e professores, sob pena de prisão, sobrepondo-se às autoridades oficiais. Também tinha a incumbência de evitar a entrada na faculdade dos habitantes da cidade que não fossem estudantes ou professores. Com estas responsabilidades, misturavam-se rituais de iniciação (ou "investidas"), para os novos alunos, recém-chegados - os caloiros - à universidade, geralmente envolvendo actos de violência.
          Pouco mais é conhecido destes rituais, até que em 1727, devido à morte de um aluno, D. João V a proíbe: "Hey por bem e mando que todo e qualquer estudante que por obra ou palavra ofender a outro com o pretexto de novato, ainda que seja levemente, lhe sejam riscados os cursos."

          Contestação à praxe.

          É difícil precisar quando surgiu pela primeira vez a contestação à praxe. Teófilo Braga, que viria a ser Presidente da República, relatava como no seu tempo os estudantes faltavam às aulas para fugir à praxe. Segundo ele, "Enquanto o estudante vivia em Coimbra, envolvido ou exposto às sangrentas investidas, tinha de andar armado até aos dentes". Em 1902, um grupo de anti praxistas liderados por José de Arruela consegue acabar com o canelão, praxe na qual os novos alunos eram arrastados ao pontapé pelos praxistas na ponte de Coimbra. Em 1903, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão assinam, em conjunto com outros estudantes, um "Manifesto anti-praxe". Apenas na década de 90 surgem movimentos organizados de combate à praxe, o MATA e o Antípodas. Estes movimentos juntam estudantes na contestação às tradições académicas e têm conseguido criar um clima de debate em torno da praxe, que até aí era assunto tabu. Em 2000 estreia o filme "Rasganço", de Raquel Freire. Apesar de não conter uma mensagem anti-praxe, o filme é por vezes crítico em relação ao fechamento da Universidade de Coimbra. O Conselho de Veteranos emite um comunicado contra a película. Em 2003, o MATA e o Antípodas juntam-se para criar um manifesto anti-praxe. O manifesto foi assinado por dezenas de personalidades, tais como Eduardo Prado Coelho, Baptista Bastos, Pedro Abrunhosa, Pacman, Rosa Mota, Vitorino, José Luís Peixoto, Manuel Cruz, Miguel Guedes e Sérgio Godinho.


          Mais uma vez digo que não sou anti-praxe, porém a maioria das praxes que tenho vivenciado não são de forma nenhuma educativas e algumas delas acabam por ser até desumanas…
          O mais importante a realçar é que nenhum código da praxe poderá se sobrepor à Declaração Universal dos Direitos Humanos que no seu artigo 5º proclama que Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

          Os caloiros não são apenas vítimas de praxes que violam a sua integridade física como em muitos casos são também vítimas de violência psicológica. Convido todos os caloiros a pesquisarem mais sobre as praxes e principalmente sobre os seus direitos em se assumirem como anti praxe. Para tal deixo alguns endereços de alguns movimentos anti praxe. Haverá mais concerteza.


          Sites de movimentos anti-praxe

          http://praxenao.no.sapo.pt/
          http://www.antipodas.web.pt/
          http://www.mata.byethost5.com/news.php
          http://opa.praxe.org


          Deixo uma ideia para praxes, no primeiro dia é essencial a apresentação da faculdade aos caloiros (atenção que é importante que os caloiros não façam esse reconhecimento de joelhos  ;D). Acho também interessante fazer alguns concursos inter cursos, tanto provas físicas (corridas, contorno de obstáculos, mini-futebol, cesto, etc) como provas intelectuais (um concurso de trivial pursuit ou de alguns outros jogos de perguntas e respostas). Ganharia o curso que obtivesse melhores pontuações nas duas provas (atenção que não deverá haver penalizações pesadas para os caloiros pertencentes aos cursos perdedores, tais como simulação de actos sexuais, ou peregrinações de joelhos ;D). Penso que há imensas coisas há fazer, basta haver imaginação e sobretudo bom senso e respeito pelos caloiros.

          Um bom ano lectivo para todos.


            Nós somos feitos do tecido de que são feitos os Sonhos

            Willian Shakespeare

            A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo como os seus animais são tratados.
             Mahatma Gandhi

            Praxe
            #45

            Offline Elfo

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            Não concordo contigo, infelizmente há muita violência sobretudo psicologica que impedem os alunos de se assumirem anti praxe. Há imensos mitos como alguns que vimos nesta página... Não vale a pena tentarmos tapar o sol com a peneira.. não achas???  ;)




            Concordo totalmente... Compreendo que para muitos a praxe tenha sido muito divertida e um momento para fazer novos amigos mas há muitos que se esquecem que isso não foi assim para muitos outros!!!

            Sobretudo não concordo com a ideia de que só é praxado quem quer... Pode ser difícil ser-se anti-praxe num meio tão novo como a universidade. A faculdade é um meio novo e muitas vezes a ajuda dos alunos mais velhos pode ser preciosa  e acho que ninguém gosta logo de criar inimizades quando ainda nem amigos ali criaram...

            Estou no quarto ano e este foi o primeiro ano em que quis mesmo obserrvar as praxes quase todas. Nunca gostei delas mas este ano arranjei paciencia.
            E Sinceramente tenho mesmo pena que a integração dos caloiros seja feita principalmente por veteranos praxantes arrogantes e com um desejo de humilhar os outros que vai do nojento ao patético. Este ano eu e alguns colegas filmámos mesmo alguns praxantes para nos rirmos um pouco. É que há uns que levam aquilo da hierarquia e da obediência tão a sério que se tornam ridículos...parecem neuróticos.  Mas mais tarde foi observar as caras dos caloiros...algumas expressavam alegria é verdade mas a maioria expressava algo que ia da apatia ao medo...
            Reparei que varia bastante de curso para curso. A minha faculdade (FCUL) tem vários departamentos e cada um faz praxes diferentes...Espantei-me ao ver que as do meu curso nem eram as piores...Algumas eram mesmo tristes demais para ser verdade. E são tristes porque se baseiam na humilhação e uso, para puro gozo dos veteranos, de indivíduos mais novos e mais fracos (não por o serem em potência mas pela circunstância de recém chegados). Numa Universidade que se diz democrática as praxes são muitas vezes uma traição aos valores que a universidade deve defnder. Exemplos: veteranos que sobem na hierarquia por número de matrículas (quanto mais burros mais alto estão); comissões e tribunais de praxe auto-propostos que não representam nada nem ninguém nem tal o podem fazer porque ninguém os elegeu; a falta de regulamentos de praxe escritos e votados por toda a faculdade, caloiros incluídos...

            É verdade que há praxantes que apenas cumprem indicações de veteranos mais velhos e que não fazem determinadas coisas mas enfim....

            E é verdade que também há actividades nas praxes engraçadas, que tentam integrar os alunos, mas são muitas vezes poucas num mar de mediocridade.

            Sinceramente se é para integrar mesmo, não é necessário:
            -Humilhar;
            - Obrigar a gritar palvras de ordem como se se tratasse dum exército de fascistas;
            - Obrigar a fazer flexões, abdominais e outras ridicularices que só servem para os veteranos se rirem à vontade;
            - Obrigar alguém a fazer coisas degradantes e que traiam os valores pessoais de cada um: insultar os pais ou qualquer outra pessoa; fazer jogos sexuais, etc, etc,
            - Obrigar os caloiros a ajoelharem-se e deitarem-se!!! ( sim eu já vi isto) perante o veterano mais velho;
            - Tratar pessoas como um rebanho de ovelhas;
            - Gritar, gritar , gritar como histéricos até que a voz lhes começa a faltar (isto faz me confusão porque me lembra o Hitler histérico nos comícios que dava...)


            As melhores amizades que fiz na vida e os meus melhores e mais felizes momentos foram com os meus amigos íntimos da faculdade. Algumas delas com alunos mais velhos. Nenhuma destas amizades nasceu, resultou ou começou na praxe...Bem sei que a minha história é pssoal e que há outras diferentes...

            Não defendo o fim da praxe mas apenas a sua mudança, porque tal como está, começa a ser anacrónica no Portugal democrático de hoje. Para mudar basta olhar para algumas faculdades em que as praxes são diferentes e melhores...
              Depus a máscara, e tornei a pô-la.
              Assim é melhor.
              Sem a máscara.
              E volto à personalidade como a um términus da linha.

              Álvaro de Campos

              Praxe
              #46

              Offline Petit_Prince

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              Não concordo contigo, infelizmente há muita violência sobretudo psicologica que impedem os alunos de se assumirem anti praxe. Há imensos mitos como alguns que vimos nesta página... Não vale a pena tentarmos tapar o sol com a peneira.. não achas???  ;)

              (...)

              Mais uma vez digo que não sou anti-praxe, porém a maioria das praxes que tenho vivenciado não são de forma nenhuma educativas e algumas delas acabam por ser até desumanas…
              O mais importante a realçar é que nenhum código da praxe poderá se sobrepor à Declaração Universal dos Direitos Humanos que no seu artigo 5º proclama que Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

              Os caloiros não são apenas vítimas de praxes que violam a sua integridade física como em muitos casos são também vítimas de violência psicológica. Convido todos os caloiros a pesquisarem mais sobre as praxes e principalmente sobre os seus direitos em se assumirem como anti praxe. Para tal deixo alguns endereços de alguns movimentos anti praxe. Haverá mais concerteza.


              (...)

              Deixo uma ideia para praxes, no primeiro dia é essencial a apresentação da faculdade aos caloiros (atenção que é importante que os caloiros não façam esse reconhecimento de joelhos  ;D). Acho também interessante fazer alguns concursos inter cursos, tanto provas físicas (corridas, contorno de obstáculos, mini-futebol, cesto, etc) como provas intelectuais (um concurso de trivial pursuit ou de alguns outros jogos de perguntas e respostas). Ganharia o curso que obtivesse melhores pontuações nas duas provas (atenção que não deverá haver penalizações pesadas para os caloiros pertencentes aos cursos perdedores, tais como simulação de actos sexuais, ou peregrinações de joelhos ;D). Penso que há imensas coisas há fazer, basta haver imaginação e sobretudo bom senso e respeito pelos caloiros.

              Um bom ano lectivo para todos.


              Bem... Eu falo do meu nariz. A mim ng chatou com isso. Nao ha necessidade de se declarar anti praxe... Posso nao querer ser praxado ms n ter nd contra os outros serem (meu caso e pelo que percebi o teu tb?).

              Se calhar participaria na praxe se nao fossem jogos de humilhaçao e simulaçoes sexuais e tudo akilo que referiste... Pelo que ouço contar de antiga/ as coisas funcionavam de forma diferente. havia um outro envolvimento e o objectivo de integraçao era de facto cumprido.

              No entanto continuo a dizer q mm q chateiem e mm que sofram represalias cada 1 deve encarar os seus obstaculos como mecanismos de evoluçao e maturaçao... E deve conquistalos da forma que achar melhor...  ;)

                Praxe
                #47

                Offline deep green eyes

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                • Unicamente Perfeita e Perfeitamente Unica...
                adorei ter sido praxada e este ano ja praxei... ;D ;D andava ansiosa pa q as ferias acabassem so pa vir praxar as caloirinhas... e caloirinhos tb... ;D ;D

                 :dunce caloiraa [smiley=morto.gif] Ai se eu estivesse nas tuas mãos

                podes ter a certeza q eras mttt bem tratada... lol :devil lol
                  " Nunca faça florescer um sorriso dizendo te amo, para mais tarde fazer rolar uma lágrima dizendo me esqueça..." Anónimo
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                  Praxe
                  #48

                  Offline deep green eyes

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                  quem for anti-praxe não pode trajar!
                  E porque? Até parece que alguem vai controlar as pessoas que trajam ou não! E lá por sermos anti-praxe já não temos o direito de trajar? Eu pergunto quem é que instaurou essas leis idiotas que se transmitem de geração em geração sem que haja o minimo tempo de reflexão para se pensar no que se está a fazer!

                  Isso é mentira, pode trajar à vontade, é só roupa, não há leis contra isso. Não podem é praxar. O traje nem deveria ser relacionado com a praxe.

                  O Wasserfest tem toda a razão.

                  eu acho q isso depende de escola para escola, isto sem certezas m acho q onde eu ando quem se declarar anti praxe fica totalmente excluido das praxes e inclusive n pode usar anel de curso nem ir á missa de bençao das pastas e ads fitas ( destas 2 tenho a certeza foram os unicos pontos q li).qt ao uso do traje acho q sendo anti praxe e apesar do traje ser apenas roupa é o simbolo mor da praxe(onde eu ando so posso praxar trajada).
                    " Nunca faça florescer um sorriso dizendo te amo, para mais tarde fazer rolar uma lágrima dizendo me esqueça..." Anónimo
                    "O que mais me dói é saber que eu e você nunca seremos nós..." Anónimo

                    Praxe
                    #49

                    Offline Topolino

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                      • rede ex aequo
                    Um resumo da praxe este ano.

                    Após as habituais brincadeiras disse a um caloiro gordito: Diz passe... passado pouco tempo começou a chorar. Perguntei porque chorava ao que disse que era gordo e tinha vergonha. Rapidamente baixei o tom de voz e mandei ele levantar-se e vir cmg para um local sem mta gente. Começei a explicar-lhe que não deve ter vergonha do seu corpo e que jamais alguém o iria gozar por ser como é. Mais calmo regressou à posição inicial. No final do dia o rapoaz alegre e sem T-shirt já corria de alegria.

                    Fizemos tb um peddy-paper pela cidade para dar a conhecer todos os locais culturais e divertidos da cidade, assim como locais para estudar, com internet grátis e assim.

                    A praxe serve para unir um grupo que vai interagir durante vários anos. ;)
                      Combater a desinformação é conquistar a liberdade.

                      Técnico/Faculdades em geral
                      #50

                      Offline candy cane

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                        • não estou in the mood
                      Se querias descrição de praxe... Bem, passas uma semana a "sofrer" a sério, que acho que é de manhã à noite (à noite é party!xD). Há uma comissão de praxe que tem 5elementos que são tipo os Deuses da praxe, acima de toda a gente. Nem todos podem praxar, há uma hierarquia muito vincada naquela Escola. Passas de Caloiro a Semi-Puto, depois Puto e por aí afora até seres Finalista ou whatever (isto não só relacionado com a Praxe, também com o número de matrículas). Não me lembro que tipo de praxe é praticada, sei que os caloiros são divididos em manadas e orientados por um veterano que é o Chefe de Manada. As manadas competem umas com as outras em várias actividades a semana toda e ganha a melhor, pronto. Ah, e as praxes é da faculdade toda, os caloiros são misturados, não é várias praxes, cada curso com os seus caloiros.

                      Ena, que maneira divertida de integrar novos alunos!
                        Though nothing can bring back the hour
                        Of splendor in the grass, of glory in the flower
                        We will grieve not, but rather find
                        Strength in what remains behind

                        Wordsworth
                        | www.naoestouinthemood.blogspot.com |

                        Técnico/Faculdades em geral
                        #51

                        Offline Maria do Saco

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                        Não sei se estás a ser irónica ou não. lol É que há muita gente que não gosta de praxe, então fico sempre sem saber, mas eu acho que, feita de forma comedida e respeitadora, é uma óptima forma de se conhecer imensa gente e de haver grande diversão, há uma sensação de pertença muito maior porque alguém de facto nos está a dar importância e a querer fazer-nos viver a faculdade. :)

                        Técnico/Faculdades em geral
                        #52

                        Offline candy cane

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                          • não estou in the mood
                        Estava a ser irónica sim, desculpa. Poderia ter usado alguns bonecos (::), lol) para me fazer entender :)

                        Se querias descrição de praxe... Bem, passas uma semana a "sofrer" a sério, que acho que é de manhã à noite (à noite é party!xD). Há uma comissão de praxe que tem 5elementos que são tipo os Deuses da praxe, acima de toda a gente. Nem todos podem praxar, há uma hierarquia muito vincada naquela Escola. Passas de Caloiro a Semi-Puto, depois Puto e por aí afora até seres Finalista ou whatever (isto não só relacionado com a Praxe, também com o número de matrículas). Não me lembro que tipo de praxe é praticada, sei que os caloiros são divididos em manadas e orientados por um veterano que é o Chefe de Manada. As manadas competem umas com as outras em várias actividades a semana toda e ganha a melhor, pronto. Ah, e as praxes é da faculdade toda, os caloiros são misturados, não é várias praxes, cada curso com os seus caloiros.

                        Eu acho que a integração aos novos alunos é necessária, quer estejam no terceiro ciclo, no ensino secundário ou na faculdade. O que não gosto é a maneira como os novos alunos são integrados, nesse misto de hierarquização, superioridade e abuso de poder. Não podes negar que se um aluno diz que não quer ser praxado é olhado de lado, pelo menos naquele momento, e é como que excluído desse processo de integração, como se a parte vital da integração fosse a "brincadeira" e até alguma humilhação. Conheço maneiras bem mais giras de conhecer gente nova e de ir a festas.
                        E que dizes dos casos de abuso de poder nas praxes que acontecem pelo País fora? Conheço o caso de um aluno que ficou com o pénis e os testículos feridos. Conheço o caso de uma aluna que foi humilhada à frente de toda a escola e que depois de ter denunciado o caso publicamente foi excluída e olhada de lado. Foi julgada num "Tribunal de Praxes" e acho que não te preciso dizer como acabou a história. Quero pensar que estes casos são uma minoria (mas não serão assim tão raros pois há muitos alunos que não fazem queixas destas "brincadeiras de integração) mas além destes casos sou contra as praxes pelo abusos de poder que acontecem. Existem várias maneiras de integrar alguém sem a termos de humilhar.
                          Though nothing can bring back the hour
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                          Técnico/Faculdades em geral
                          #53

                          Offline Maria do Saco

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                            • Tudo Tretas, Pah!
                          Eu sei que, infelizmente, existem uma cambada de parvos frustrados que abusam do seu poder pois humilhar um caloiro é a única altura da vida em que se sentem alguém pois são um bando de falhados miseráveis! -.-

                          Mas esses, graças a Deus, não são muitos. Eu fui praxada e bem praxada, das 8h às 20h, fiz 30 por uma linha, chegava todos os dias suja a casa, mas sempre muito feliz! x) É da pessoa, eu para brincadeira estou sempre pronta. E, no caso da Escola onde fui praxada, quem não queria fazer isto ou aquilo, não era obrigado a fazer.

                          E foi sempre assim que eu praxei. Há uma certa dose de posição hierarquíca superior num veterano a praxar, mas essa é a tradição de Praxe: se um caloiro aguenta o "sofrimento" com a cabeça erguida, é um igual. Mas tem de passar pela Praxe, porque todos passámos por ela para sermos Iguais também. :)

                          Quanto a olhar de lado para os que se declaram anti-praxe... Não é com grande orgulho que declaro que realmente olhei de lado para os meus caloiros anti-praxe. Porque acho estúpido numa faculdade em que as praxes não são humilhantes nem pesadas psicologicamente e em que basta chamar pel@ padrinho/madrinha para não ter de mexer uma palha durante X ou Y actividade. Mas a verdade é que esses caloiros nunca foram postos à margem pelos colegas e se integraram perfeitamente bem na sua turma. Não conheceram foi os veteranos, porque não passaram tempo nenhum com eles, pronto. :-X

                          É a minha opinião pessoal de que Praxe é das melhores coisas da tradição académica e, quando corre bem, é das melhores coisas que nos acontece no ano lectivo. Não há alegria numa faculdade como há durante a praxe. É só rambóia e diversão e aquele quentinho no interior de um novo ciclo a desabrochar.

                          Mas pah, quem não é virado para a brincadeira... Não somos todos iguais. Não quer ser praxado, deixe-se estar, está no seu direito. Por exemplo, os meus pais queriam à viva força que eu me declarasse anti-praxe ou que faltasse às praxes, porque eles odeiam esse tipo de brincadeiras. lol Lá está, é inerente à pessoa.

                          Técnico/Faculdades em geral
                          #54

                          Offline candy cane

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                            • não estou in the mood
                          E foi sempre assim que eu praxei. Há uma certa dose de posição hierarquíca superior num veterano a praxar, mas essa é a tradição de Praxe: se um caloiro aguenta o "sofrimento" com a cabeça erguida, é um igual. Mas tem de passar pela Praxe, porque todos passámos por ela para sermos Iguais também. :)

                          Mas porque é que num suposto processo de integração de um aluno no ensino superior este tem de provar que é igual aos outros, aguentando o "sofrimento" de cabeça erguida? Isso não tem nada a ver com a minha definição de integração.

                          Quanto a olhar de lado para os que se declaram anti-praxe... Não é com grande orgulho que declaro que realmente olhei de lado para os meus caloiros anti-praxe. Porque acho estúpido numa faculdade em que as praxes não são humilhantes nem pesadas psicologicamente e em que basta chamar pel@ padrinho/madrinha para não ter de mexer uma palha durante X ou Y actividade.

                          Para ti é estúpido para mim é não colaborar com algo que não concordo ;)

                          Mas pah, quem não é virado para a brincadeira... Não somos todos iguais.

                          Não tem absolutamente nada a ver com "ser virado para a brincadeira". Tu podes ser uma pessoa extremamente divertida e achares que o processo de integração de um aluno novo no ensino superior não passa por este tipo de praxes.
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                            #55

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                            Odeio praxes! Acho que não é sequer brincadeira, é abuso e parvoíce pegada!

                            Gharam, eu estou no fase semi semi ali dentro mas por enquanto ainda sou lool Vais este ano né? Li sobre isso aqui no fórum o ano passado. Conseguiste entrar? :)
                              Pertence ao fenómeno universal da natureza humana que o tétrico, o medonho e até o horrível brotem com irresistível beleza (Schiller)

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                              #56

                              Offline Azula

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                              Odeio praxes! Acho que não é sequer brincadeira, é abuso e parvoíce pegada!

                              Gharam, eu estou no fase semi semi ali dentro mas por enquanto ainda sou lool Vais este ano né? Li sobre isso aqui no fórum o ano passado. Conseguiste entrar? :)

                              Também não sou apologista de praxes, acho um "ritual" descabido e hipocrita. As praxes servem para os veteranos passarem um bom tempo a rir com as figuras do pessoal novo e para perderem tempo útil. Oba, a vida na faculdade não é uma festa- estas cenas nem se faziam no secundário, não vou agora chegar à faculdade e andar o ano todo a perder tempo em "festividades académicas" e em "tradições" sob pena de não ser integrada, o que é ridículo. A way in conquista-se pela nossa personalidade, não por sermos submetidos a joguinhos deste (e também depende de onde nos vamos meter e se nos queremos meter  :P ). Também oiço muita gente a dizer que o único contacto com os veteranos foi nas praxes e que a suposta "ajuda e integração" não passaram de um "olá, tass?"

                              Mas compreendo, obviamente, que há quem goste e que se considere este um meio viável para se integrar e fazer novos amigos.
                                Acreditas no trabalho da rede ex aequo e queres participar activamente na vida da associação? Torna-te sóci@! ;-) Consulta http://www.rea.pt/inscricao.htm

                                A finalidade humana deveria ser a de amar a Vida - todos os problemas se extinguiriam se admitíssemos esta realidade.

                                Técnico/Faculdades em geral
                                #57

                                hottie

                                • Visitante
                                Também não sou apologista de praxes, acho um "ritual" descabido e hipocrita. As praxes servem para os veteranos passarem um bom tempo a rir com as figuras do pessoal novo e para perderem tempo útil. Oba, a vida na faculdade não é uma festa- estas cenas nem se faziam no secundário, não vou agora chegar à faculdade e andar o ano todo a perder tempo em "festividades académicas" e em "tradições" sob pena de não ser integrada, o que é ridículo. A way in conquista-se pela nossa personalidade, não por sermos submetidos a joguinhos deste (e também depende de onde nos vamos meter e se nos queremos meter  :P ). Também oiço muita gente a dizer que o único contacto com os veteranos foi nas praxes e que a suposta "ajuda e integração" não passaram de um "olá, tass?"

                                Mas compreendo, obviamente, que há quem goste e que se considere este um meio viável para se integrar e fazer novos amigos.

                                Recorde-se que: depende das praxes...

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                                  #58

                                  Offline Azula

                                  • *****
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                                  Recorde-se que: depende das praxes...

                                  Sim, não ponho isso em causa. De qualquer das maneiras, o princípio inerente a essa prática vai muito mais além da integração, creio.
                                    Acreditas no trabalho da rede ex aequo e queres participar activamente na vida da associação? Torna-te sóci@! ;-) Consulta http://www.rea.pt/inscricao.htm

                                    A finalidade humana deveria ser a de amar a Vida - todos os problemas se extinguiriam se admitíssemos esta realidade.

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                                    #59

                                    hottie

                                    • Visitante
                                    Recorde-se que: depende das praxes...

                                    Sim, não ponho isso em causa. De qualquer das maneiras, o princípio inerente a essa prática vai muito mais além da integração, creio.

                                    Como em todo lado, há pessoas com uma ideia deteriorada e ultrajada destes "rituais".