rede ex aequo

Olá Visitante20.out.2021, 08:04:12

Sondagem

Sofres de alguma doença/distúrbio mental?

Distúrbios alimentares (anorexia, bulimia, etc)
7 (9.7%)
Esquizofrenia
4 (5.6%)
Depressão
15 (20.8%)
Transtorno Bipolar (Bipolaridade)
5 (6.9%)
Perturbações da ansiedade (insónia, ataques de pânico, fobia social, agorafobia, fobias, TOC, etc)
24 (33.3%)
Autismo
1 (1.4%)
Demência
0 (0%)
Epilepsia
0 (0%)
Atraso mental
0 (0%)
Transtornos de personalidade (anti-social, paranóide, obsessivo-compulsiva, esquizóide, etc)
13 (18.1%)
Outro/as. (Quais?)
3 (4.2%)

Votos totais: 37

Autor Tópico: Doenças mentais  (Lida 14020 vezes)

 
Doenças mentais
#20

Offline Marilyn

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Pois, eu tomei foi a decisão de acabar de tomar as embalagens que tinha até ao fim, e depois cortar com tudo, porque não me fazia nada além de engordar -.-

Doenças mentais
#21

Offline Spektrum

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Pois, eu tomei foi a decisão de acabar de tomar as embalagens que tinha até ao fim, e depois cortar com tudo, porque não me fazia nada além de engordar -.-

Para nem referir o preço das embalagens, no meu caso - SEROQUEL XR®.
    “Always be a poet, even in prose.”
    ― Charles Baudelaire

    Doenças mentais
    #22

    Diotima

    • Visitante
    E por falar em caro, eu era isenta nas taxas moderadoras e agora acho que tenho que pagar € 7,75 (ainda não fui à consulta, recebi uma carta com a remarcação da mesma e nessa carta falava do pagamento de TM).

      Doenças mentais
      #23

      Diotima

      • Visitante
      Afinal não paguei taxa moderadora. Tudo como dantes :) .

        Doenças mentais
        #24

        Offline Forbidden

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        Afinal não paguei taxa moderadora. Tudo como dantes :) .

        Ainda bem ;)

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          #25

          Offline Geez

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          Afinal não paguei taxa moderadora. Tudo como dantes :) .

          Porque é que nao pagas?
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            Doenças mentais
            #26

            Diotima

            • Visitante
            Tem a ver com o facto de ter uma doença crónica e com o tipo de doença em questão. Fiquei automaticamente isenta quando houve uma revisão dos valores das taxas moderadoras e das isenções. Mas só nas consultas da especialidade (psiquiatria).
            « Última modificação: 30 de Abril de 2013 por Diotima »

              Doenças mentais
              #27

              Offline Spektrum

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              Tem a ver com o facto de ter uma doença crónica e com o tipo de doença em questão. Fiquei automaticamente isenta quando houve uma revisão dos valores das taxas moderadoras e das isenções.

              Também me aconteceu isso na Psiquiatria (no Centro Hospitalar do meu distrito), pela doença em questão tornei-me isenta de taxas moderadoras.
              Por outro lado, no Centro de Saúde da minha área de residência, sou isenta de taxas moderadoras pelo facto de pertencer a uma corporação de bombeiros, o que me beneficia nas consultas de Psicologia, Nutrição e Medicina Geral e Familiar.

              Por exemplo, eu já cheguei a ter consultas 2x por mês, o que me levava a uma despesa anual acrescida, fora a medicação (que era caríssima). Tendo em conta que existem patologias crónicas ou com um tratamento demorado, torna-se muito dispendioso para o doente ter de abarcar as despesas do tratamento na sua totalidade.
              Na área da saúde mental, as doenças são de difícil compreensão (pelo público em geral), podem tornar-se bastante incapacitantes e possuem uma recuperação muito lenta. Existem, também, poucas apostas na promoção da saúde e na prevenção destas doenças. Portanto - e tentando amenizar a situação através do humor negro - não é fácil ser-se doente mental neste país (ou em qualquer outro).

              Claro que o estado português podia ser mais sensível a esta temática: integrar mais os doentes, disponibilizar mais recursos para o seu diagnóstico, terapêutica e acompanhamento... mas não existem sociedades utópicas e, muito menos, medicinas, não é? Cof, cof :devil lol
              « Última modificação: 30 de Abril de 2013 por Spektrum »
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                ― Charles Baudelaire

                Doenças mentais
                #28

                Diotima

                • Visitante
                Eu não diria melhor! Mas quero só acrescentar que há outras doenças (não mentais) que também têm isenção de taxas moderadoras tal como a esclerose múltipla e outras.

                  Doenças mentais
                  #29

                  Offline Geez

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                  Obrigada pelo esclarecimento Diotima e Spek :)
                    "It's no wonder, I'm so disconnected."

                    Doenças mentais
                    #30

                    Offline Marilyn

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                    A propósito, alguém conhece um fórum específico sobre perturbações mentais?

                    Doenças mentais
                    #31

                    Offline Spektrum

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                    A propósito, alguém conhece um fórum específico sobre perturbações mentais?

                    Não conheço nenhum, mas se encontrares algum refere-o aqui! ;)
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                      Doenças mentais
                      #32

                      Diotima

                      • Visitante
                      Quando temos uma doença mental ás vezes é difícil fazermos valer a nossa versão dos acontecimentos perante psiquiatras e psicólogos. Por muito que eles nos vejam como pessoas e não simplesmente como doentes, há sempre um ponto a partir do qual interpretam as nossas palavras como uma distorção da realidade motivada pela doença :-\.

                        Doenças mentais
                        #33

                        Offline Spektrum

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                        • [P]oiesis.
                        Quando temos uma doença mental ás vezes é difícil fazermos valer a nossa versão dos acontecimentos perante psiquiatras e psicólogos. Por muito que eles nos vejam como pessoas e não simplesmente como doentes, há sempre um ponto a partir do qual interpretam as nossas palavras como uma distorção da realidade motivada pela doença :-\.
                        Infelizmente, percepciono o mesmo.  :(
                          “Always be a poet, even in prose.”
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                          Doenças mentais
                          #34

                          Offline addy

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                          Não sou médica, nem nunca fui a um relativamente a este possível problema. Pelo que sei acerca desta doença, que é a depressão, pelo que tenho lido e pesquisado, encaixo-me na perfeição no que toca aos sintomas e à maior parte da doença em si. E isto não é de agora, já vem de há alguns anos. Mas tende a piorar com o passar do tempo, devido ao sofrimento que tenho vindo a suportar, quase sozinha... Sinto-me completamente desamparada e sem saída. Apenas os meus amigos mais chegados é que têm conhecimento daquilo que passei e passo na vida, consultar um especialista implicaria que os meus pais soubessem, mas eles não sabem nem nunca souberam metade do que eu sofro. E eu não tenho a coragem para os sujeitar a esta situação. Só queria que este sentimento que me consome todos os dias, desaparecesse..

                            Doenças mentais
                            #35

                            Offline Spektrum

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                            • [P]oiesis.
                            Não sou médica, nem nunca fui a um relativamente a este possível problema. Pelo que sei acerca desta doença, que é a depressão, pelo que tenho lido e pesquisado, encaixo-me na perfeição no que toca aos sintomas e à maior parte da doença em si. E isto não é de agora, já vem de há alguns anos. Mas tende a piorar com o passar do tempo, devido ao sofrimento que tenho vindo a suportar, quase sozinha... Sinto-me completamente desamparada e sem saída. Apenas os meus amigos mais chegados é que têm conhecimento daquilo que passei e passo na vida, consultar um especialista implicaria que os meus pais soubessem, mas eles não sabem nem nunca souberam metade do que eu sofro. E eu não tenho a coragem para os sujeitar a esta situação. Só queria que este sentimento que me consome todos os dias, desaparecesse..

                            Addy, ir a um psiquiatra não deve ser um motivo de vergonha! Uma vez que não tens tanto à vontade com os teus pais, é importante que tenhas alguém em quem confies, pois poderás ter esse mesmo à vontade com os teus amigos. Eles até podem ajudar-te no tratamento, por exemplo: ir contigo a uma consulta, ajudar-te na aderência à medicação, na prática de actividades físicas/lazer, etc.
                            É importante que procures apoio profissional, uma vez que reconheças o problema. Não deves recear o rótulo que a sociedade atribui a patologias do foro mental/psicológico, nem a reacção dos teus familiares, porque estas coisas não acontecem só aos outros, e também não são nenhum bicho de sete cabeças. Acima de tudo deves ser tu a querer mudar e a ultrapassar isso. A tua motivação é crucial. Com o tempo, psicoterapia e, eventualmente, medicação, acredita que esse sentimento que te consome diariamente acabará por desaparecer...
                            « Última modificação: 4 de Junho de 2013 por Spektrum »
                              “Always be a poet, even in prose.”
                              ― Charles Baudelaire

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                              #36

                              Offline Forbidden

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                              O meu problema é mesmo o psiquiatra ::) 

                              Nunca me ajudou grande coisa. Nao me sabia ouvir, nao tinha calma e intimidava-me, basicamente. Nao me sentia seguro lá. Totalmente o oposto do que deveria ser. Mas infelizmente é o unico que posso consultar.


                                Doenças mentais
                                #37

                                Offline addy

                                • *****
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                                Não sou médica, nem nunca fui a um relativamente a este possível problema. Pelo que sei acerca desta doença, que é a depressão, pelo que tenho lido e pesquisado, encaixo-me na perfeição no que toca aos sintomas e à maior parte da doença em si. E isto não é de agora, já vem de há alguns anos. Mas tende a piorar com o passar do tempo, devido ao sofrimento que tenho vindo a suportar, quase sozinha... Sinto-me completamente desamparada e sem saída. Apenas os meus amigos mais chegados é que têm conhecimento daquilo que passei e passo na vida, consultar um especialista implicaria que os meus pais soubessem, mas eles não sabem nem nunca souberam metade do que eu sofro. E eu não tenho a coragem para os sujeitar a esta situação. Só queria que este sentimento que me consome todos os dias, desaparecesse..

                                Addy, ir a um psiquiatra não deve ser um motivo de vergonha! Uma vez que não tens tanto à vontade com os teus pais, é importante que tenhas alguém em quem confies, pois poderás ter esse mesmo à vontade com os teus amigos. Eles até podem ajudar-te no tratamento, por exemplo: ir contigo a uma consulta, ajudar-te na aderência à medicação, na prática de actividades físicas/lazer, etc.
                                É importante que procures apoio profissional, uma vez que reconheças o problema. Não deves recear o rótulo que a sociedade atribui a patologias do foro mental/psicológico, nem a reacção dos teus familiares, porque estas coisas não acontecem só aos outros, e também não são nenhum bicho de sete cabeças. Acima de tudo deves ser tu a querer mudar e a ultrapassar isso. A tua motivação é crucial. Com o tempo, psicoterapia e, eventualmente, medicação, acredita que esse sentimento que te consome diariamente acabará por desaparecer...

                                Não é uma questão de vergonha, é mais medo de fazer sofrer as pessoas que amo por minha causa. É verdade que não me sinto muito à vontade de falar em certos assuntos com os meus pais, e eu tenho a certeza que iriam ficar arrasados e iriam sentir-se impotentes perante este problema, aliás, muitas vezes eles notam que ando em baixo e perguntam-me se se passa alguma coisa e eu nego sempre, talvez esteja a agir incorrectamente, mas pronto. Amigos ? Aquelas pessoas que eu considero de amigos, e em quem confio estão longe  :( apesar de me apoiarem imenso e estarem sempre do meu lado, porque sinceramente, se não fossem eles eu não sei se aguentava. No que toca a problemas, fecho-me bastante perante os meus pais, sempre foi assim e neste momento sinto o meu cérebro completamente bloqueado.  :wor
                                É verdade que isto já se arrasta à demasiado tempo e está na altura de fazer algo por mim.

                                Obrigada Spektrum.
                                « Última modificação: 4 de Junho de 2013 por addy »

                                  Doenças mentais
                                  #38

                                  Offline pioneira :)

                                  • ***
                                  • Membro Total
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                                  Ah, também já tomei isso, mas nunca senti nada.


                                  Como assim? Nao sentiste nenhum efeito, por mais pequeno que fosse?
                                  Precisamente, nada, nem bom nem mau, nem quando tomava nem quando deixei de tomar subitamente (mas também não tomei durante muito tempo, se calhar é por isso)

                                  Então, mas primeiro há imensos antidepressivos. O facto de um não fazer efeito num determinado individuo e em determinada dose não pressupõe que o mesmo suceda noutra pessoa nas mesmas ou noutras condições. E depois, NUNCA, mas NUNCA se interrompe uma terapia com antidepressivos abruptamente porque tal pode conduzir a efeitos, inclusive irreversíveis!

                                  O uso de antidepressivos (e outros fármacos se necessário) com devido acompanhamento médico tem como objectivo uma resolução dos sintomas depressivos e de ansiedade. Não podemos dizer que uma pessoa ficará deprimida para sempre, não é motivador para ninguém nem uma perspectiva realista sem primeiro o fundamentar com as ferramentas que o indivíduo tem para se (re)construir. :)

                                    Doenças mentais
                                    #39

                                    Offline Forbidden

                                    • *****
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                                    “Some friends don't understand this. They don't understand how desperate I am to have someone say, I love you and I support you just the way you are because you're wonderful just the way you are. They don't understand that I can't remember anyone ever saying that to me. I am so demanding and difficult for my friends because I want to crumble and fall apart before them so that they will love me even though I am no fun, lying in bed, crying all the time, not moving. Depression is all about If you loved me you would.”

                                    “That's the thing about depression: A human being can survive almost anything, as long as she sees the end in sight. But depression is so insidious, and it compounds daily, that it's impossible to ever see the end.”
                                     
                                    “I don't want any more of this try, try again stuff. I just want out. I’ve had it. I am so tired. I am twenty and I am already exhausted.”

                                    “I was so scared to give up depression, fearing that somehow the worst part of me was actually all of me. ”

                                    “Some catastrophic moments invite clarity, explode in split moments: You smash your hand through a windowpane and then there is blood and shattered glass stained with red all over the place; you fall out a window and break some bones and scrape some skin. Stitches and casts and bandages and antiseptic solve and salve the wounds. But depression is not a sudden disaster. It is more like a cancer: At first its tumorous mass is not even noticeable to the careful eye, and then one day -- wham! -- there is a huge, deadly seven-pound lump lodged in your brain or your stomach or your shoulder blade, and this thing that your own body has produced is actually trying to kill you. Depression is a lot like that: Slowly, over the years, the data will accumulate in your heart and mind, a computer program for total negativity will build into your system, making life feel more and more unbearable. But you won't even notice it coming on, thinking that it is somehow normal, something about getting older, about turning eight or turning twelve or turning fifteen, and then one day you realize that your entire life is just awful, not worth living, a horror and a black blot on the white terrain of human existence. One morning you wake up afraid you are going to live.

                                    In my case, I was not frightened in the least bit at the thought that I might live because I was certain, quite certain, that I was already dead. The actual dying part, the withering away of my physical body, was a mere formality. My spirit, my emotional being, whatever you want to call all that inner turmoil that has nothing to do with physical existence, were long gone, dead and gone, and only a mass of the most f****** god-awful excruciating pain like a pair of boiling hot tongs clamped tight around my spine and pressing on all my nerves was left in its wake.

                                    That's the thing I want to make clear about depression: It's got nothing at all to do with life. In the course of life, there is sadness and pain and sorrow, all of which, in their right time and season, are normal -- unpleasant, but normal. Depression is an altogether different zone because it involves a complete absence: absence of affect, absence of feeling, absence of response, absence of interest. The pain you feel in the course of a major clinical depression is an attempt on nature's part (nature, after all, abhors a vacuum) to fill up the empty space. But for all intents and purposes, the deeply depressed are just the walking, waking dead.

                                    And the scariest part is that if you ask anyone in the throes of depression how he got there, to pin down the turning point, he'll never know. There is a classic moment in The Sun Also Rises when someone asks Mike Campbell how he went bankrupt, and all he can say in response is, 'Gradually and then suddenly.' When someone asks how I love my mind, that is all I can say too”

                                    ― Elizabeth Wurtzel, Prozac Nation

                                       

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                                      por lain1989