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Escritores e Poetas da rede

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Ines:
;D ;D ;D

lol Ganymedes e k tópico lol  ::) ;D :D

Bem eu por acaso de vez enquando...mas muito de vez enquando mesmo, dá-me para escrever...mas como não me considero nenhuma artista das letras, resolvi partilhar convosco um poema k fiz na altura em k me assumi a mim mesma...aliás o kal me fez bastante bem... :D eu axo (e acredito k concordem cmg) k todos nós temos um ecape p encararmos os problemas...eu resolvi escrever...nessas alturas funciona como um eco e pr vezes é ele k nós dá as respostas...
Como eu costumo dizer mtas vezes...não existem melhores respostas k akelas dadas pelo silêncio ;)

Então cá vai....Preparados (ai fechando os olhitos p n ver as caras del@s) lol  ::) ;D ;D



caminho, pela areia da praia,
sinto esta leve brisa a tocar-me o corpo,
fecho os olhos...
ergo os braços,
toco no céu...
Esta doce brisa continua a tocar-me o corpo,
o som do mar,
embala-me neste momento só meu!...
continuo a caminhar,
a areia da praia, acaricia-me os pés cansados,
inspiro suavemente esta bisa salgada,
sinto os salpicos no corpo
AI! É tão bom este momento...
Continuo a caminhar,
as minhas pegadas permanecem lá atrás...
Já não posso fazer aquelas pegadas outra vez...
Mas continuo aqui,
a sentir este momento tão só meu...
Vou continuar a deixar mais pegadas...
Vou inspirar este ar,
continuar a sentir esta leve brisa, que me acaricia o corpo,
tocar no céu,
ser eu, vou ficar aqui, porque só aqui me sinto bem...
Só aqui consigo ser EU...
Por isso vou FICAR!!!

Enfim...foi mais um momento de partilha (psttt já posso abrir os olhitos lol) :o :P

:-* a tod@s

mega:
Mais um desabafo (como lhes costumo chamar... hehehe):

Sabedoria
   
  Aprendi a amar quando te conheci
  Aprendi a falar quando te ouvi
  Aprendi a olhar quando aparecias
  Aprendi a procurar quando não te encontrei
  Aprendi a desejar quando não te senti
  Aprendi a suspirar quando te cheirei
  Aprendi a sofrer quando não te vi
  Aprendi a odiar quando não te tive
  Aprendi a sobreviver quando te esqueci
 
17/11/99

--
Cristina

abreasasas:
Oh! Duas mulheres a amarem-se!
Separem-nas, para que o fogo dos seus ventres não se una!
Não deixem que as suas mãos se prendam, não poderão separá-las depois e esse será o maior problema do mundo. Não haverá mais nada.
Duas mulheres que se amam.
Que desconsolo para mim...
O sorriso de uma só serve no sorriso da outra.
A alegria é só delas.
Que não se permita que os seus dedos se entrelacem, o que podia sair daí?

Mas não vêem que se aquelas mulheres se amam, se aqueles corpos foram feitos um para os outro, o mundo deixa de ser aquilo que sempre foi?

Para que irão servir os milénios de escritos, de certezas e afirmações? A única verdade é a dos seus dedos.

E para mim, que o reconheço, há o desconsolo.


Charles F. K. Loisson

Este texto deu-mo uma amiga, não sei onde o encontrou. Sempre o achei peculiar e gostava de saber em que circunstâncias estava o homem quando escreveu isto. E quem era, está bem de ver...  vezes pergunto-me se não seria ela a tê-lo inventado! É por isso que gosto dele.

c:
Tomei formas inesperadas
nas mãos ansiosas, adolescentes de inexperiência
e de suor.

Esgotei o amar-te em segredo.
Consumi-me de desejo por consumar.

E agora espero-te na esquina de uma hora prometida, sabendo-te
noutra cidade. Acompanho-me de uma solidão
muito companheira.

Sento-me na esplanada deserta e desenho
o teu rosto num guardanapo de papel.
Não temas, sabes bem
que não tenho o menor talento... ninguém te reconhecerá.
Não te comprometerei, não mais do que te comprometi
nas minhas fantasias. Também aí irreconhecível.

Que fique bem claro: afinal, não era a ti que eu amava.




Bem, eu disse que voltava não? Desta vez, valho-me da "prata da casa" ;D

Escrever é das melhores terapias que conheço, chamemos-lhe poemas, desabafos, ou mesmo que recusemos sequer a etiquetá-los, só por isso, já valem imenso.    

abreasas, por curiosidade, tentei pesquisar o nome do autor do texto que deixaste, mas em vão :(. Depois tentei Charles Loyson (foi um nome que por acaso surgiu lá para o meio). Mas este era um padre francês (???), a verdade é que teve alguns problemas com a igreja e acabou por se desvincular por incompatibilidades com o vaticano. É do início do século e terá deixado alguma correspondência, sermões e poesia, talvez que por aí se encontrasse este texto que aqui deixaste, mas a especulação já é tanta que a possibilidade de estar na "pista certa" começa a ser remota :-/.



beijos :),
(c.)

Ines:
;D ;D ;D ;D

Éis um poema, agora de amor...p espantar a tristeza  ;)



CANÇÃO DE AMOR

Como hei-de eu conter a minha alma,
que não toque na tua? Como hei-de eu
erguê-la por sobre ti para outras coisas?
Como eu desejaria dar-lhe abrigo
à sombra de qualquer coisa perdida no escuro
num recanto estranho e repousado,
que não vibrasse com o teu vibrar.

Mas tudo o que nos toca, a ti a mim,
toma-nos juntos numa só arcada
que arranca de duas cordas um som único.
Que músico nos tem na sua mão?
Oh doce canção!

Rainer Maria Rilke

:-* a tod@s

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