rede ex aequo

Olá Visitante08.fev.2023, 20:55:17

Autor Tópico: O dia em que disseste...talvez noutra vida nós…  (Lida 1480 vezes)

 
O dia em que disseste...talvez noutra vida nós…
#0

Offline Mhya

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  • Género: Feminino
Olá. Sigo este fórum à cerca de 2 a 3 anos, mais ou menos altura em que comecei a pensar seriamente que havia algo de errado comigo, algo diferente.
Procurei na net, e descobri-vos. Sempre que dúvidas me assaltaram ao longo destes meses e anos, vim até aqui, incógnita e li e reli. Sempre que o fogo da dúvida serenava, eu achava que não, não valia a pena registar. Para quê? Eu afinal namorei, amei e vivi intensamente com homens, por isso. quando a dúvida serenava, eu esquecia e seguia a minha vida, porque não fazia sentido registar-me.

 Mas voltei sempre. Porque as dúvidas também voltavam.

Sou mulher, senti alguma vergonha em registar-me aqui, talvez da idade que tenho e ainda andar à deriva, género, não terei idade para ter juízo? Também tenho medo de que de quem amo possa descobrir este site e leia isto.

Mas, preciso de vocês neste momento, para que leiam a minha história. Doí-me muito escrever, mas hoje, tenho a certeza que estou no sitio certo, e é aqui que eu quero dizer. O que foi a minha vida. Perceber se algo está errado.

Para isso preciso de começar no início, e pedir alguma paciência, e à semelhança do que já vi um membro aqui fazer, irei estruturar a minha historia de forma idêntica. Se por qualquer motivo houver alguma parte indevida que não esteja adequada ao forum, por favor corrijam tranquilamente.

1 – O início antes de tudo

Das primeiras memórias que tenho, passam-se no infantário onde andei aos 4/5 anos. As imagens que me passam como um filme, é a minha mãe a deixar-me no infantário, eu a percorrer o corredor para a minha sala dos médios, e uma porta a abrir-se e ser puxada para a  sala dos grandes. Alguém a dizer a outro para tomar conta se vinha lá alguém, alguém a mandar-me deitar num colchão. As imagens que me surgem, é de crianças mais velhas que eu (um ano?) Naquela altura parecia-me muito grandes), um rapaz e uma rapariga pelo menos, a mandarem-me fechar os olhos. A tirarem-me a roupa da cintura para baixo. A fazer algo que eu achava não ser certo. A dizerem-me que se contasse a alguém que me batiam.
Tudo me parece envolto em nevoeiro, mas estas são das primeiras memórias que me assolam quando penso no infantário.
Se me provocou algum trauma isto? Não acho que não. Se de alguma forma influenciou o resto da minha vida, não faço a mínima. Mas aconteceu.
Considero no entanto importante enquadrar na minha historia, porque foi algo que me aconteceu e há medos que podem ficar registados na nossa mente e a dada altura serem despoletados por qualquer acontecimento gatilho.

Das outras memórias que me visitam a mente, são que eu adorava o infantário, principalmente aquele ano em que entrou uma educadora nova, bonita, cabelo liso castanho. Eu gostava imenso das educadoras, e lembro-me como mais tarde já na primária me lembrava delas e sonhava com elas.
Coisas de criança? Talvez. Sempre achei que quando somos crianças passamos por alguma fase sexual e que é natural certos pensamentos. Só que os meus naquela altura eram com as educadoras.

2 – A primeira grande amiga

A casa onde eu vivi na minha infância era geminada com outra igualzinha, mas simétrica. Todas as divisões que a minha casa tinha, a casa do lado também as tinha só que como se fosse um espelho.

Eu tinha 6 anos e a R. tinha 4 quando nos conhecemos.

 Eu costumava saltar um muro para ir para casa dela. A R. tinha imensos brinquedos, muitos mais que eu, e adorávamos brincar as duas. Todos os dias quando eu chegava da escola e depois dos deveres, a R. chamava-me e eu lá ia toda contente ter com ela. Muitas eram as vezes que eu jantava lá, dormia ao fim de semana. Chegava a ir de férias com ela e os pais dela. A R. era filha única, cabelos dourados lisos, olhos castanhos, e muito social.
Eu estava sempre com ela, e ela comigo. A amizade durou até aos meus dez anos (ela tinha 8). As primas dela tinham imensos ciúmes de mim. Aliás eu detestava quando as primas dela iam lá a casa dela, porque às vezes a R. esquecia-me, e eu detestava. Ficava zangada, saltava o muro e ia-me embora para casa. No dia seguinte a R. chamava-me e eu não resistia e lá ia. Mas amuada, até ela andar de volta de mim a perguntar o que era, e eu lá lhe dizer,. e ela pedir desculpa. E tudo ficava bem, e eramos felizes, amigas.

Lembro-me particularmente de um dia, muito calor, em que estávamos aos saltos num sofá de um quarto que ela tinha onde víamos os desenhos animados, e de repente resolvemos brincar aos namorados. Eu lembro-me de me saltar alguma coisa no peito, quando ela disse, “olha, tu fazes de menino e eu de menina (ou vice-versa, já não me recordo bem), e damos um beijinho como nos filmes.”
Achei que aquilo não era assim lá muito certo para brincadeira, mas o que é certo é que me punha nervosa e ansiosa por brincar assim. E lá disse que sim. Estavamos as duas em pé em cima do sofá (que estava encostado à parede), e ela encostada à traseira do sofá, a rir-se estendeu-me os lábios cor de rosa. Eu aproximei-me e toquei com os meus lábios nos dela, e lembro-me de os sentir em mim. E saltamos ambas para tras, a rir. E o beijinho estava dado.
Ainda hoje continuo a achar que são brincadeiras normais de crianças. No entanto na mesma altura, havia um rapaz na escola primária que era muito chato e que me seguia para todo o lado, e vinha com ideias parvas de sermos namorados. Mas que parvoíce achava eu. Mas a R. para mim era tudo o que eu tinha e tudo em que eu pensava quando chegava a casa e queria estar com ela para as nossas brincadeiras…

3 – O primeiro grande desgosto

Quando eu tinha cerca de 10 anos e a R. 8 anos, os pais dela resolveram mudar de casa. Quando a R. me disse eu ia morrendo. Mas como é que íamos brincar as duas e estar as duas juntas todos os dias??
E ela dizia, mas de vez em quando vais lá a casa dormir e eu vou à tua…vamos ser sempre amigas!
Eu até acreditei na altura. Mas depois quando ela se foi embora, um vazio enorme se instalou. Chegava da escola e já não tinha a R. para brincar.
Ainda cheguei a ir algumas vezes a casa dela e ela a minha, mas depressa se tornou claro que iriamos seguir caminhos diferentes.
Do que me lembro, é de estar deitada a ouvir música e a chorar muito, com saudades, muitas muitas saudades da R. e que nunca mais a ia ver, nem abraçar. Lembro-me de ouvir musicas românticas que me faziam chorar ainda mais e me sentir miserável, e doer-me.

Entretanto o tempo passou, e novas amizades se foram formando na escola.
Até hoje penso nela com grande carinho, e já a encontrei no facebook mas não tive coragem de lhe falar. Pelo menos até agora.

4 –  A pré - adolescência

Quando passei para o 5º ano, mudei de escola, novos amigos e amigas. Nesta altura conheci a AP., loira com olhos verdes, muito sociável, e com montes de gente atras dela por ser bonita. Era a rapariga mais desenvolvida na turma, na altura já usava soutien, quando nós todas não, estão a ver o porque da popularidade também?
Apercebemo-nos que morávamos muito perto uma da outra e passamos a ir juntas de manhã para a escola e no fim a regressar juntas. Comecei a adorá-la, mas não sei que raio se passava comigo que tinha imensa vergonha de me expor. Ou seja, dançar à beira dela, cantar, tudo o que fosse algo que ela pudesse não me achar bonita, ou avaliar-me, fazia com que ficasse tímida e me retraísse.
Passamos a estudar juntas, eu a dormir em casa dela ela a vir à minha. Lembro-me de adorar dormir com ela, e lembro-me de olhar para os olhos dela e de lhe dizer que nunca tinha visto uns olhos como aqueles, verdes, mas que tinham à volta da pupila uma outra cor mais dourada, e que eram muito bonitos.

5 –  A adolescência

Mudamos para o 7º ano, e entraram na turma outras pessoas novas. Continuo a grande amizade com a AP, que ainda fica mais popular do que já era.
Continuámos a ir juntas da casa para escola e vice-versa. Mas agora na escola já estávamos ligeiramente mais afastadas. Eu tinha um grupo de amigos, 3 rapazes e duas raparigas (destes, uma rapariga e um rapaz eram gemeos falsos), com os quais andava sempre na brincadeira, e sentia-me extremamente feliz. Tinha na mesma a AP para me acompanhar de casa para a escola, e estavamos juntas fora da escola, eramos escuteiras, acampávamos juntas.

Até ao dia em que apareceu o M.

Era escuteiro, andava na mesma escola que nós, e a AP apaixonou-se por ele. Meu deus, caiu-me tudo aos pés quando numa ida para a escola a AP. me conta que gostava dele. Que ele era giro, que ele isto e aquilo, e se eu não achava também…estonteada..eu lá ia dizendo hãhã…e nem percebia bem o que estava a acontecer comigo, mas nascia um sentimento muito mau dentro de mim. Em que a AP. era minha, que não queria que namorassem, mas que era aquilo? E só me lembro de vários dias ela saltitante enquanto íamos até à escola a dizer-me que o adorava e não sei que. E eu angustiada, cheia de ciúmes.

Lá chegou o dia em que vejo a AP. no recreio aos beijos com ele, e pronto. Sentia-me pior ainda, cheia de ciúmes, triste. No dia seguinte a caminho da escola eu ia de trombas, ela andava de volta de mim a perguntar o que se passava, eu disse-lhe que estava desiludida, e ela pergunta-me “com quê”, enquanto olhava para mim com aqueles olhos verdes lindíssimos.

E eu não consegui. Simplesmente não consegui dizer. E perdi-a naquele momento. Para sempre.

E durante dias e dias juntas no caminho de e para a escola, eu ouvia a AP a tagarelar interminavelmente sobre o M., e como tinham dado beijos assim e assado, e como ela tinha que usar batom de cieiro porque os lábios ficavam húmidos de tantos beijos, e como ele fazia assim e assado.
E eu mortificada atras dela, sem nunca conseguir afastar-me dela porque aquele bocado de companhia que tinha dela era tudo o que eu tinha para estar perto dela. Para a olhar nos olhos. Para olhar para o cabelo loiro. Para a ver de saia com as pernas bonitas que tinha. Para a olhar nos olhos.

Foi nessa altura que numa brincadeira de almofadas num quarto escuro na casa dos gemeos, eu e o N. nos beijámos. Na maluqueira do quarto escuro e de batermos com as almofadas uns nos outros, eu ouvia lá ao longe os risos e as brincadeiras, e eu e o N. estavamos perdidos abraçados num beijo.

Aquele foi o meu primeiro beijo, no escuro, com um rapaz.

Depois daquilo ainda experimentamos namorar, e lembro-me de estar aos beijos com ele na escola, e de ver ao longe a AP com o M., e de eu estar a beijar e a pensar que raio é que aquilo tinha de bom. No quarto escuro , no primeiro beijo,  o coração tinha saltado como se tivesse asas, mas agora… não sentia nada. Acho que aquilo nem era bem namorar, era mais de vez em quando lá andávamos, mas aquilo não fazia sentido nenhum para mim. Mas a AP namorava e gostava, e eu pressionada pela parte social lá ia namorando.

6 – Serei monstro?

Este foi um momento muito marcante na minha vida do qual nunca me esquecerei, e ainda hoje acho que não me marca de forma alguma como tendo esta ou aquela orientação sexual, mas os meus pais marcaram-me.

Não passou de uma brincadeira do nosso grupo. Resolvemos escrever uma carta anónima para uma rapariga que não gostávamos, a C. Essa carta dizia que era um rapaz que gostava dela, e que gostava de dormir com ela, e sabia que ela fazia isto e aquilo, e não vou entrar em pormenores. Era uma carta um pouco obscena, ditada por todos, havendo alguém que se limitou a escrever o que os outros ditavam e esse alguém….. fui eu. Embora tendo disfarçado a letra (muito mal diga-se de passagem  :-X )

Metemos a carta no meio de um livro da C. Rapidamente, a brincadeira tomou umas proporções gigantescas. Por causa do conteúdo da carta, a C. mostrou aos pais dela, os pais queixaram-se na escola. Alguém disse que um outro rapaz gostava dela, e rapidamente esse rapaz se tornou o culpado de ter escrito aquilo. Lembro-me perfeitamente desse rapaz a chorar em frente a todos a dizer que não tinha sido ele e ninguém acreditar nele. Iria ser chamado ao Conselho Directivo, e ser suspenso.
Reunimo-nos, e ninguém do meu grupo se quis entregar, Eu achei que não era justo, e no intervalo fui à Directora de Turma. Disse o que se tinha passado, e que eu apenas tinha escrito a carta e que alguém me havia ditado, sem no entanto acusar ninguém.

Hoje sei que foi a melhor atitude que poderia ter tomado para evitar que culpassem outra pessoa, mas a que custo! Os meus pais foram chamados, fui a Conselho Directivo. Fui castigada. Psicológicamente foi brutal, até hoje.

Ouvi uma conversa entre os meus pais, de que eu era um monstro, que eu tinha escrito uma carta a uma rapariga como se fosse um homem, que aquilo não era normal, e o que iriam fazer comigo. Seria melhor colocar-me num colégio interno? E eu atónita ouvia aquilo atras da porta. E só me vinha à cabeça que eu só tinha escrito algo que me haviam ditado, e agora era um monstro? Parecia um homem? Achavam que eu estava apaixonada por uma rapariga?

No resto desse ano tudo piorou, fui impedida de ir aos escuteiros, logo de ver a AP, fui proibida de ir a casa dela, de dormir em casa dela. Levaram-me a uma psicóloga, a quem lhe contei tudo o que tinha acontecido. E julgo que serenou os meus pais, porque nunca lá mais voltei, e os castigos foram-me levantados ao fim de algumas semanas. O problema é que sempre senti que a desconfiança dos meus pais durou muito tempo, e eu recordo-me de me começar a dar muito mal com eles, fruto também da adolescência, de me sentir revoltada por ter defendido alguém e no fim arcar sozinha com as culpas e nenhum dos meus amigos me defender. E ainda por cima acharem que eu parecia um homem. E naquela altura que nem se ouvia falar muito em homossexualidade eu de facto estava-me a sentir um monstro só por acharem que eu era. Acho que os meus pais erraram na atitude. Embora os pais não sejam deuses e também errem, eu era a filha deles, não merecia que me chamassem monstro. Porque até hoje nos meus períodos mais negros sem querer me vem à cabeça a ideia de que sou torta, que sou um monstro.

Até ao dia em que passamos para o 9º ano e o N. com quem namorava reprovou, assim como os gemeos. E eu perdi o meu grupo, deixei de namorar com o N. e no meio disto tudo a AP cada vez ficou mais longe de mim.
Agora já nem juntas para a escola íamos, e já nem valia eu andar nos escuteiros, porque ela já nem me ligava nenhuma lá.

Lembro-me no 9º ano de entrar em depressão, não querer tomar banho, tentar faltar as aulas com a desculpa que me doía a barriga. A aluna óptima que eu era, passou a mediana. Nem ligava muito aos estudos, e lembro-me de na escola me sentir miserável e sozinha.
Lá ao longe no recreio a AP continuava alegremente o namoro com o M.
E eu sozinha.

7 – O dia em que te conheci

Chegou o 10º ano, e nova mudança de escola. Sentia que era uma oportunidade de recomeçar do inicio, sem ninguém me conhecer, uma página em branco.

Não me lembro como te conheci. Não me lembro porque sempre senti que já fazias parte de mim antes de existirmos sequer neste mundo. Tínhamos 15 anos quando nos conhecemos.

 Hoje temos 33 anos.


8 - A aproximação e a sexualidade


(em escrita)

« Última modificação: 15 de Maio de 2012 por Mhya »

    O dia em que disseste...talvez noutra vida nós…
    #1

    Offline Kathy

    • ***
    • Membro Total
    • Género: Feminino
    Olá Mhya.  :)
    Estive a ler atentamente a tua história e identifiquei-me com algumas coisas às quais fazes referência, nomeadamente à tua amizade com a AP., pois também já estive numa situação muito idêntica. Pelo que li até agora dá para perceber que não tiveste uma infância/adolescência nada fácil...  :-\
    Espero que em breve possa ler os próximos capítulos. Obrigada por partilhares a tua história. Beijinho*
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      O dia em que disseste...talvez noutra vida nós…
      #2

      Offline jakejus1

      • **
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      • Change starts first always inside
      Espero por ler o resto. Não desistas dessa procura de seres tu própria. Mesmo que isso signifique que descubras na realidade ser mesmo hetero. Porque isso levanta um peso enorme de cima de nós. Deixa de haver conflito interno.

      Talvez depois de tudo escrito, alguém te possa ajudar a organizar pensamentos, a organizar ideias, a arrumar bem as gavetas. A colocar todos os átomos dentro de nós que andam sem rumo, sem objectivo com uma direcção, caminhando todos com o mesmo sentido.

      Fico a aguardar. Desejo-te muita força. E...não me pareces nada um monstro. Todos erramos, os teus pais que fizeram isso (eles sim parecem-me uns monstros, mas talvez não sejam) erraram, e na realidade é com os erros que aprendemos. Temos de ser fortes, de saber aceitar, e de saber perdoar. Temos de ser fortes o suficiente para sermos nós próprios, para nos libertarmos e vivermos a vida ao máximo. E se por ventura, em alguma parte da tua vida tenhas sido um monstro, estás sempre a tempo de mudar, radicalmente. Estás sempre a tempo de mudar para o melhor que há em ti. Nunca é tarde de mais.

      Beijos. Sê tu própria. Estou contigo.
        Courage doesn’t always roar. Sometimes courage is the quiet voice at the end of the day that says, “I will try again tomorrow.”—Mary Anne Radmacher

        O dia em que disseste...talvez noutra vida nós…
        #3

        Offline Mhya

        • *
        • Novo Membro
        • Género: Feminino
        Olá... muito obrigada pelas vossas palavras! Andava outra vez na duvida se havia de continuar a escrever ou não, e sim, pelas vossas palavras.

        Obrigada Kathy por teres lido e teres demonstrado interesse, o teu simples post surge como um impulsionador de eu partilhar a restante historia para ver se juntamente com vocês organizo ideias, e quem sabe ajudo também outras pessoas.  :)

        jakejus1: Obrigada, pelas tuas palavras... a confusão e a dúvida é de facto um grande peso, e o problema é que esse peso além de se arrastar connosco contamina tudo o que está a nossa volta, com quem falamos, com quem nos rimos....

        Presentemente estou de facto num grande beco sem saída a amar alguém que não devia, como se estivesse num degrau de uma escada e nem sei se hei-de subir ou descer. :|

        Com o que contei até agora, muitas vezes me questiono, e sempre quase inconscientemente tomei como ser normal ter atracções por raparigas.

        Ou seja, uma mulher que goste de homens, aprecia mulheres?
        Mas aprecia do género achar bonita? Sim porque todos nós temos olhos na cara. Mas e se desenvolver inconscientemente uma paixoneta por essa mulher?É normal durante a adolescência?

        Então e os homens? Trabalho numa área essencialmente de homens, e o que vejo é que eles dizem sempre que não sabem apreciar homens. Deus me livre se algunm deles diz que acha outro bonito.

        « Última modificação: 28 de Maio de 2012 por Mhya »

           

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