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Olá Visitante29.set.2022, 12:20:51

Autor Tópico: Explicar a temática LGBT às crianças  (Lida 36872 vezes)

 
Explicar homo/bisexualidade e o transgenderismo às crianças
#140

Inadaptada

  • Visitante
Não sei se este será o local exacto para colocar isto, mas não encontrei nenhum melhor...

Hoje andei a dar volta ao meu arquivo das revistas "Visão", e encontrei uma já velhita, de 17 a 23 de Novembro de 2005 lol, que tem como capa o segunte tutulo: " Adolescentes: Como eles vivem o sexo ", e fui dar uma vista de olhos ao artigo, mas sinceramente não o li, ou melhor, li apenas uma caixa de texto, que continha uma mini entrevista a duas crianças ( um rapaz e uma rapariga ) ambos de 12 anos, as perguntas como é facil de entender eram sobre sexualidade, então entre varias perguntas duas era sobre homossexualidade, eis as respostas :

1- O que é a homossexualidade ?

Rapaz : É quando um homem gosta de outro.

2- E o que achas disso ?

Rapaz : Não acho nada. Não sou contra, nem gosto...não me importa.

Rapariga : Tentarei ajudar nas suas dúvidas e compreenderei a situação. Não distingo. É a mesma coisa. 

 

    Explicar homo/bisexualidade e o transgenderismo às crianças
    #141

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    Ontem tive esse problema. Estive inclusive a pensar grande parte da Noite sobre se deveria ou não explicar a um rapazito de 11 anos o que se passa comigo. Olho para ele e vejo imensa energia, imensa luz. O rapaz, naturalmente, tem um coração que vejo em poucos e ainda que seja uma criança e esteja ainda numa fase de aprendizagem e conflito porque é um turbilhão de informações e descobertas sobre o mesmo assunto, ele tem sempre uma atitude digna que muitos daqueles que já têm outra consciência, não têm.

    Ora, mas se por um lado tudo me diz para falar com calma com ele e explicar tudinho de uma maneira própria para que ele entenda e não seja em vão, por outro não depende de mim a sua educação e se por ventura pais, amigos, vizinhos, restantes familiares o ouvem comentar algo que vá ao encontro disso, ele poderá ter imensos prblemas coom isso por todo o preconceito que se instala e toda a opressão que se vive!

    É engraçado como ele até já me disse 'fala comigo!' mas não consigo ter coragem por tudo o que isso possa implicar. É aliás por isso que tenho medo desses eventos em que se tenta explicar o que é uma pessoa L, G, B ou T. É sempre um risco para a própria criança  :-\
      Pertence ao fenómeno universal da natureza humana que o tétrico, o medonho e até o horrível brotem com irresistível beleza (Schiller)

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      #142

      Offline opt

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      penso que o fundamental é os educandos da criança agirem normalmente quando se toca no assunto. e quando refiro educandos, estou a pensar nos familiares mais próximos (ou algo que se assemelhe), professores, colegas e presentes em locais frequentes. isto porque se toda a gente agir com naturalidade, sem dizer que isto ou aquilo é mau ou deve ser evitado, que é algo perfeitamente normal, a criança, certamente, irá crescer consciente da existência de lgbt's. precisamos é de não ter o típico pai que é pseudo-católico, passa a vida no sofá a beber cerveja e a ver futebol, a coçar os tomates e sempre a falar nas mulheres como simples objectos sexuais ou empregadas domésticas (felizmente, já temos menos disto..) e que quando vê lgbt's começa logo a dizer que são bixas, e isto e aquilo, e que vão para o inferno, e que são aberrações, e...
        Ó ÉSSE VÊÊÊ!!!

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        #143

        Offline Coubert

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        Acho que deve ser explicado quando é pertinente. Actualmente, há muitas telenovelas que falam sobre isso. é normal as crianças manifestarem a sua opinião sobre este assunto e as suas duvidas. é importante que os pais lhe expliquem com calma e com todo o cuidado que a situação exigir. Acho ridiculo nao explicarem as coisas, com medo da reacção da criancinha. Porque não explicar um assunto, só vai fazer despertar uma maior curiosidade sobre ele.
        Houve um dia que estava a refeição e numa série da TVI, uma criança perguntava ao pai o que era um orgasmo. A minha prima, á mesa com umas 20 pessoas, perguntou a minha tia e ela explicou. Acho que é melhor explicar-se. Com as palavras correctas, na altura certa. E não por uma cruz sobre o assunto, como se fosse tabu. é assim que as coisas evoluem.
          "vós deveis criticar impiedosamente tudo quanto existe. sim, criticar! sem receio que vos chamem demolidores. vós sois os demolidores do mal, vós sois os construtores do mundo ideal!"

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          #144

          ThunderBird

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          Também sou da opinião de que quando o assunto vier ao caso deve ser explicado, e de forma simples, sem grandes rodeios nem distorções.

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            #145

            Offline HumanNature

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            Também sou da opinião de que quando o assunto vier ao caso deve ser explicado, e de forma simples, sem grandes rodeios nem distorções.

            Partilho da mesma opinião.
            Tenho um irmão de 12 anos faz este ano 13, os meus pais sabem de mim, o meu mano mais velho e cunhada q n vivem comigo também sabem, mas o meu mano mais novo ainda só desconfia pelas conversas que já ouviu.
            Umas vezes parece compreensivel com o assunto, outras parece homofobico.Quando uma vez falou-me do assunto fiquei paralisado sem saber que fazer e mudei de assunto rápidamente, agi sem pensar...não controlei.

            Mas sinto que está cada vez mais proximo de ele perceber, o que vcs acham, devo esperar que ele me pergunte directamente ou devo eu lhe contar já?Será que ele tem idade para compreender isto?Será que não vou perder o meu irmão? ???
              This Who I Am, Like it or Not!
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              #146

              Offline Boreas

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              É óbvio que lhe deves dizer, ele é parte essencial da tua familia e francamente na idade em que está será bastante fácil para ele encarar o facto de todos saberem menos ele como um atestado de imaturidade que lhe passas e de falta de confiança.
              Agora se ele vai encarar bem a situação? Bom é um risco como qualquer pessoa para qualquer assunto, uns aceitam, outros não, outros não querem compreender e outros fazem um esforço por.
              De qualquer modo conheces o teu irmão melhor que ninguem e sabes certamente de que modo deves guiar a questão, se o resto da familia aceita as coisas relativamente bem não tens por que temer.
              Um cuidado no entanto, neste momento ele está numa fase em que tende a afirmar-se no seu papel masculino e obviamente poderá ser influenciado em parte pelos pares, tentando imitar algumas coisas menos agradaveis para ti. É questão que tu consigas remover qualquer pressão mais homofobica que ele esteja tentado a seguir, falando claramente e mostrando-lhe o quão natural é toda a situação.
                Just live!!! WILL POWER HOPE COMPASSION LOVE

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                #147

                Offline HumanNature

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                 :curtain Falei com o meu irmão sem esperar e ele disse q sabia que eu e os nossos pais tinham algum segredo q só eles, eu e o meu mano mais velho e cunhada sabiam e ele não. eu confirmei e disse que não sabia como falar com ele pq ele n estava ainda preparado para isso. Tal foi a minha surpresa quando ele diz:"não quero que me digas, eu já sei e não deixas de ser meu irmão por causa disso, mas só queria a tua confirmação e ja tive, já percebi, o segredo não sai da nossa familia e podes confiar em mim".
                Ele vai fazer 13 anos, as vezes tinha atitudes q me assustavam ao ver tv e com amigos q me pareciam meio homofobicas, acreditem que fiquei super supreso com o à vontade dele apesar de ambos não tocarmos nas palavras "gay" ou "homossexual" porque ele evitou e disse que já tinha percebido pelas conversas todas que foi ouvindo nos ultimos anos desde q isto se soube à 2 anos.
                Fiquei aliviado e contente e com orgulho no meu mano ;D Este tópico deu-me coragem, obrigado  :-* ;) :up
                  This Who I Am, Like it or Not!
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                  #148

                  Offline tinat

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                  eu acho q se deve falar com elas desde pequenas...assim qd crescerem ja estao familiarizados com o tema e o choque e preconceito n é tao grande....m acho q deve ser abordado de uma forma simples...é de pequenino q se torce o pepino como diz o povo...

                  Concordo, assim o preconceito não existiria tanto!!
                    =) A vida é um bem precioso muito curto, por isso acorda para a vida e sê feliz!... ;)

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                    #149

                    biki

                    • Visitante
                    Tive esta conversa com a minha "sobrinha" (de 4 anos) há coisa de 3 ou 4 meses:
                    Ela: Sabes, eu tenho uma namorada!
                    Eu: Ah sim? Não achas que devia ser um namorado? (testing, testing :P)
                    Ela: Não! Há meninas que gostam de meninas!
                    Eu: Pois há, tens razão! E não há problema nenhum!
                    Ela: Pois é! E tu, tens namorada?
                    Eu: Ainda não... ;)

                    Ela limitou-se a sorrir e deu-me um abraço... :) Fiquei mesmo contente. Adoro aquela miúda!

                      Explicar homo/bisexualidade e o transgenderismo às crianças
                      #150

                      Inadaptada

                      • Visitante
                      Tive esta conversa com a minha "sobrinha" (de 4 anos) há coisa de 3 ou 4 meses:
                      Ela: Sabes, eu tenho uma namorada!
                      Eu: Ah sim? Não achas que devia ser um namorado? (testing, testing :P)
                      Ela: Não! Há meninas que gostam de meninas!
                      Eu: Pois há, tens razão! E não há problema nenhum!
                      Ela: Pois é! E tu, tens namorada?
                      Eu: Ainda não... ;)

                      Ela limitou-se a sorrir e deu-me um abraço... :) Fiquei mesmo contente. Adoro aquela miúda!


                      Grande sobrinha que tens  :up ;)

                        Explicar homo/bisexualidade e o transgenderismo às crianças
                        #151

                        Offline tinat

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                        Tive esta conversa com a minha "sobrinha" (de 4 anos) há coisa de 3 ou 4 meses:
                        Ela: Sabes, eu tenho uma namorada!
                        Eu: Ah sim? Não achas que devia ser um namorado? (testing, testing :P)
                        Ela: Não! Há meninas que gostam de meninas!
                        Eu: Pois há, tens razão! E não há problema nenhum!
                        Ela: Pois é! E tu, tens namorada?
                        Eu: Ainda não... ;)

                        Ela limitou-se a sorrir e deu-me um abraço... :) Fiquei mesmo contente. Adoro aquela miúda!


                        Que pita fixe!!! :D ;)
                          =) A vida é um bem precioso muito curto, por isso acorda para a vida e sê feliz!... ;)

                          Explicar homo/bisexualidade e o transgenderismo às crianças
                          #152

                          Offline Goddess

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                          tb keru uma sobrinha dessas lol
                            "It doesn't matter who you fall in love with, as long as you have love in your life" - Laurel Holloman

                            Explicar homo/bisexualidade e o transgenderismo às crianças
                            #153

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                            :up

                            Eu tenho um primo de 14 anos que, mesmo com um pai homofóbico e com comportamentos não 100% ao encontro das pessoas LGBT, tem um interesse imenso nestas questões e diz até que adorava entrar aqui no fórum. Acho curiosa a auto-adaptação e a auto evolução dele ^^

                            Penso que a melhor forma de os estimular é sobretudo dando-lhes uma educação aberta, próxima e consciente (risco destas palavras não valerem o mesmo que as dos outros). Promover eventos lúdicos e educativos é sem dúvida o melhor, mas, muito mais importante e até difícil, deve-se, sim, estimular os responsáveis por toda a educação de modo a estarem preparados para estas ou outras situações. Contrariamente ao que se regista na maioria, estar preparado ao nível de responsabilidade que toda uma tarefa como estas exige (sobretudo na strength of heart).
                            « Última modificação: 1 de Dezembro de 2007 por Le noir chagrin »
                              Pertence ao fenómeno universal da natureza humana que o tétrico, o medonho e até o horrível brotem com irresistível beleza (Schiller)

                              Explicar homo/bisexualidade e o transgenderismo às crianças
                              #154

                              Offline Zão

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                              Gay Education - http://www.youtube.com/watch?v=PooEhBxh0NY
                                Amo, logo existo.

                                Explicar homo/bisexualidade e o transgenderismo às crianças
                                #155

                                Offline ^_PiPa_^

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                                lol adorei o video ;)
                                  “It hurts to love someone and not be loved in return, but what is the most painful is to love someone and never find the courage to let the person know how you feel.”

                                  Explicar homo/bisexualidade e o transgenderismo às crianças
                                  #156

                                  diafeliz

                                  • Visitante
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                                   :up

                                  O video está bem conseguido  ;)

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                                    #157

                                    Offline Zão

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                                     :up

                                    O video está bem conseguido  ;)


                                    Sim, também achei. E veio-me logo a ideia, que seria muito bom fazer um igual ou semelhante em português. Eu gostava de um dia poder mostrar aos meus filhos um vídeo deste género, para complementar tudo aquilo que irei ensinar-lhes.  ;)
                                    « Última modificação: 15 de Julho de 2008 por Zão »
                                      Amo, logo existo.

                                      Explicar homo/bisexualidade e o transgenderismo às crianças
                                      #158

                                      Fetch!

                                      • Visitante
                                      Apesar de não se relacionar especificamente com o tema do tópico,  com a aprovação do casamento entre PMS, muitos pais vêem-se confrontados com o terem que explicar esta nova realidade às crianças e, portanto, abordando este tema;

                                      Explicar o casamento 'gay' às crianças
                                      por Patrícia Jesus - 10/01/09

                                      Esperar que  os mais novos façam perguntas antes de falar no tema e explicar os afectos em vez da sexualidade. São estes os conselhos dos psicólogos. Há livros infantis que já mostram pais diferentes

                                      Já pensou como explicar aos seus filhos o casamento entre pessoas do mesmo sexo? A primeira resposta dos psicólogos é simples: espere pelas perguntas. E se tiver dificuldades já há livros infantis que pode abrir: no Livro do Pedro, Maria tem dos pais; e em De Onde venho? uma menina tenta perceber como coube nas barrigas das mamãs Carlota e Ana.

                                      "Conhecia amigos homossexuais com filhos de relações anteriores e apeteceu-me escrever sobre isso", conta ao DN Manuela Bacelar, autora e ilustradora de O Livro de Pedro. Por isso, escreveu a história de Maria, filha de Pedro e de Paulo. Um livro que não causou mais dificuldades do que os outros. "O tema é abordado com naturalidade, com frescura."

                                      Para a escritora, é assim que os pais devem falar com os filhos. "Não é um livro para ser impingido. Mas se surgir a questão e sentirem dificuldades pode ajudar", diz. E porque são realidade que já existem, lembra, essas crianças também têm direito a ter um livro que fale sobre elas. Aliás, a obra de Manuela Bacelar é apontada como o primeiro livro infantil português a abordar o tema. Antes, só existiam dois livros traduzidos do espanhol, lançados pela ILGA para superar o que consideravem ser uma lacuna no mercado português (ver caixa). Os três fazem parte das leituras recomendadas da Casa da Leitura da Gulbenkian.

                                      Para a psicóloga clínica Ana Lacerda é importante lembrar que "as crianças não tem ideias pré-concebidas sobre o que é o casamento". Por isso, não vão ter um choque de valores ao serem confrontados estas histórias ou situações, porque ainda não tem os seus valores definidos. "Os adultos têm aqui o papel fundamental, portanto", diz. E a explicação dependerá sempre dos valores que querem passar aos filhos.

                                      Para a pedopsiquiatra Inês Gonçalves, os pais devem começar a falar nisso quando surgem perguntas. "Falar antes só serviria para enfatizar a diferença", diz. A melhor forma de explicar é dar ênfase à parte afectiva, acrescenta Ana Lacerda: "Devem falar de afectos e não de sexo. A partir do momento em que as crianças compreendem o amor entre adultos, podem perceber que há homens que amam outros homens."

                                      Mas então porque é que antes não podiam casar e agora podem? "É importante explicar que estas pessoas são uma minoria" e que tiveram de lutar por este direito. E até que há pessoas que continuam a achar que é errado, conclui. Porque sendo uma questão fracturante vão encontrar outros que pensam de maneira diferente e devem estar preparadas para isso.

                                      E os pais também devem estar preparados para perceber quando deixa de fazer sentido falar dois papás e duas mamãs. "Para crianças mais pequenas é adequado, porque estas vêem os pais como cuidadores e não se preocupam com a sua identidade sexual. Mas quando já há uma noção de como as crianças vêm ao mundo é altura de usar termos mais correctos."

                                      A psicóloga lembra ainda que os adultos têm a árdua tarefa de dar uma resposta correcta protegendo as crianças do conteúdo explícito da sexualidade, para o qual podem não estar preparadas e que podem ser prejudiciais ao seu desenvolvimento. "As crianças fazem muitas vezes perguntas para as quais não estão preparadas para ouvir as respostas", conclui, recomendando que se usem boas metáforas, como sempre se fez.

                                      Dois anos depois da publicação de O Livro do Pedro, Manuela bacelar diz que as reacções menos naturais acabam por ser as dos adultos: "As crianças só querem uma casa e dois adultos equilibrados que tomem conta delas, que as amem."

                                      http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1466102

                                        Explicar homo/bisexualidade e o transgenderismo às crianças
                                        #159

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                                        • Visitante
                                        Crianças ensinadas contra discriminação no arraial 'gay'
                                        por ELISABETE SILVA - 27 de Junho de 2010

                                        Em mais uma edição do arraial, espaço dedicado às crianças foi procurado pelos pais não só para divertimento, mas também como uma forma de aprendizagem.

                                        Fernando e José olham orgulhosamente para Martim (nomes fictícios) que está a fazer uma pintura no rosto. De mãos dadas não se afastam do Arraialito, zona dedicada às crianças no Arraial Pride que ontem se realizou no Terreiro do Paço. É um ano especial, com a aprovação do casamento gay e este casal realçou a importância do reconhecimento de direitos. Mas, naquele momento, o que importava era Martim e que ele se relacionasse com outras crianças que tenham uma família como a dele.

                                        "A ideia principal de trazer o Martim aqui é para ele perceber que há mais pessoas como nós", explicou Fernando, de 37 anos, ao DN. Martim nunca estranhou o facto de o pai começar a namorar com outro homem. "Fizemos tudo com calma e no outro dia ele até me veio perguntar: gostas muito do José, não gostas?", contou.

                                        Crianças como o Martim são a prova de uma realidade agora mais exposta e Fernando acredita que a geração do filho, que tem sete anos, irá encarar com maior naturalidade as famílias com pais do mesmo sexo.

                                        Quanto ao casamento, José, de 32 anos, defende que não se alterou nada na mentalidade da sociedade: "Apenas ficámos com os mesmo direitos, o que era importante." E casar? "Temos um problema. Queremos adoptar uma criança e para isso não podemos estar casados", salientou Fernando. Mas José acrescentou: "Um casamento nada muda na relação."

                                        No Arraialito, Martim não teve só direito a pinturas. Houve uma sessão de filosofia, as crianças aprenderam a fazer origamis, coloriram livros nos quais as figuras retratavam famílias de pais homossexuais com os filhos e dançaram.

                                        A sessão de filosofia serviu como um momento de reflexão. Através de imagens as crianças colocavam perguntas, que elas próprias tinham de chegar a conclusões. "Falamos de quando as pessoas são parecidas são irmãs ou primas, mas a conclusão foi que sendo ou não parecidas são amigas, ou seja, a mensagem foi a amizade", contou ao DN a assistente social Brenda Frota - que fez um há dois anos um workshop de filosofia para crianças -, que orientou a sessão, para crianças entre os cinco e oito anos.

                                        Apesar de a maioria ter pais homossexuais, não surgiram questões sobre o facto de terem uma família diferente das convencionais. "As crianças destas idades aceitam com naturalidade, pois ainda não têm noção de moralidade", referiu.

                                        Bárbara tem cinco anos e não deixa a mãe afastar-se. Sandra Saleiro não é homossexual, comprovando que um dos objectivos do Arraial Pride está a ser conseguido: a festa é para todos. "Gosto de vir aqui e acho importante que a Bárbara tenha contacto com tudo. Quero educá-la na diversidade", frisou.

                                        Esta mãe de 40 anos relembrou que quando tinha a idade da filha não tinha este tipo de conhecimento e acredita que quando Bárbara crescer fará parte de uma geração com uma mentalidade bastante diferente. Mas para já, tem cinco anos e o que interessava era ir comer um gelado.

                                        http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1604047



                                           

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