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Desesperados anónimos

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sleepy_heart:
Não sei bem se é preciso estar muito desesperado/a ou se é preciso alguma coragem para se conseguir olhar nos olhos de um/a estranho/a enquanto se chora desalmadamente.  :o   ??? 

R1992:
Penso que todos nós somos extremamente corajosos ao afirmarmos que somos LGBTQI+ e irmos ao psicólogo para pedirmos ajuda, acerca disso.
Sou psicólogo e lgbt. Já atendi pessoas que precisavam de ajuda, dentro na nossa comunidade. E já fui atendido por uma psicóloga lgbt também.
Não há nada de errado nisso, só nos ajuda a sermos o que realmente somos, livres!

sleepy_heart:
Talvez demore muito pouco a perder a paz - ainda que pareça muito sólida - e demore demasiado tempo a construir-se de novo. A paz, principalmente a nossa paz interior, é algo que não devemos trocar por nada. Por vezes há vozes, isto é, pessoas que apercebendo-se ou não... não conseguem ver alguém em paz, alguém seguro do que é, do que sente, etc. e quando se deparam com alguém assim começam a fazer questões. Essas pessoas vão dizendo frases aqui e ali, geralmente frases de duplo sentido e sabem que serão gravadas no nosso subconsciente da forma que mais nos agradar, vão-nos emprestando "sensações" e referem possibilidades de circunstâncias futuras que sabem que, à partida, não têm o menor interesse em fazer acontecer e se nos deixarmos envolver em demasia: 1) perdemos aos poucos a nossa paz; 2) mais tarde o algo que nem desejávamos mas que, da forma como nos foi apresentado e da forma como deixámos isso infiltrar-se dentro de nós, vai deixar-nos uma sensação de profundo vazio inconcretizável: não sei classificar isto de forma científica mas é quase como o "vazio do vazio". Vamo-nos afastando tentando salvar o pouco que resta dessa paz - é um processo muito longo e muito demorado - mas sempre que o fizermos a forma como nos colocam as coisas e os elogios que nos tecem - sim, em 364 dias num ano não valemos nada, naquele em que queremos partir... somos a melhor pessoa do mundo - fazer-nos-ão até sentir mal por ousarmos sequer pensar em cortar esses laços de forma tão firme. Se querem a vossa paz de volta, percebam uma coisa: não são laços, são amarras.
Nota: no entanto, a culpa de deixarmos ir a nossa paz é apenas nossa. E cabe-nos a nós reformulá-la.

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