rede ex aequo

Olá Visitante30.jun.2022, 23:06:29

Sondagem

A. Já foste discriminad@ no estrangeiro?   |   B. Lidas de forma diferente com a tua sexualidade no país onde estás a viver?

A. Já fui discriminad@ no estrangeiro
3 (6.1%)
A. Nunca fui discriminad@ no estrangeiro
22 (44.9%)
B. Não. No país em questão assumo-me, tal como o faço cá.
8 (16.3%)
B. Sim. No país em questão não me assumo, apesar de o fazer cá.
2 (4.1%)
B. Não. No país em questão não me assumo, tal como não o faço cá.
7 (14.3%)
B. Sim, no país em questão assumo-me, mas não o faço cá.
7 (14.3%)

Votos totais: 27

Autor Tópico: Ser LGBT no estrangeiro  (Lida 8951 vezes)

 
Ser LGBT no estrangeiro
#0

Offline τοRoyalSizeΚΞ

  • *****
  • Orador(a)
  • Membro Vintage
  • Género: Masculino
Inicio este tópico com o intuito de saber como lidam com a vossa sexualidade (aos mais variados níveis, seja político, social ou profissional) quando estão no estrangeiro, quer seja por trabalho, lazer, residência, em tempo de estudos, programas de intercâmbio, estágios; quer seja por um curto período de tempo ou por uma estadia mais prologada.

Se reprimem a vossa sexualidade, ao ponto de a esconder ao máximo, fazendo-o inconscientemente ou não, por opção, medo ou outra razão qualquer; seja porque ficam pouco tempo nesse local ou porque preferem salvaguardar a vossa segurança ficando num país menos receptivo a estes assuntos. Se vão por experimentar o lado LGBT da vida desses locais, como em destinos conhecidos do público gay, sendo a escolha do local a principal razão ou uma razão forte do porquê desse destino em deterioramento de outro.

Mũitas vezes estas situações proporcionam-nos "coming outs" diferentes, ou porque não somos assumidos no país de origem, ou porque a recepção desse "coming out" no local onde nos encontramos pode ser completamente diferente de reacções que tenhamos em Portugal, para melhor ou para pior.

Digam onde estão, aonde foram, aonde vão; por quanto tempo, porquê e relatem as vossas experiências (boas ou más), se já foram discriminados no estrangeiro, e expectativas e/ou medos que tenham ou tenham tido em relação ao assunto.

;)

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    #1

    Offline _kenny_

    • **
    • Membro Júnior
    • Género: Masculino
    • "Happiness is what makes you pretty"
    Na minha opinião é mais fácil assumirmo-nos no estrangeiro. Apesar de nos dias que correm já não ter os mesmos problemas com isso que outrora.. a verdade é que ainda sinto algum receio, especialmente em termos de emprego e aqueles "amigos" de longa data aos quais nunca consegui contar. Coloquei as aspas pois os verdadeiros amigos.. esses todos sabem e aceitam.

    Mas o publico lgbt não são é o único que passa pelo "coming out" no estrangeiro, basta ir a uma viagem de finalistas do secundário, em que as betinhas da turma (por ex.) por um periodo de alguns dias.. passam a fumar e dizer palavrões! lol

    Das experiências que tive lá fora.. talvez por ter ido sempre para grandes cidades, muito liberais (madrid, londres, barcelona) senti-me sempre livre e muito confortavel, ao ponto de andar de mão dada e namorar sem qualquer preocupação.

    O facto dessas cidades serem muito liberais, pelo menos no meu caso, não é a razão de escolha do destino. Até porque temos sempre tendência de escolher as capitais e essas na europa, salvo algumas excepções, são liberais.
    Claro que sabe sempre bem andar pelas ruas em barcelona.. e ver um travesti num banco de jardim a falar com um sem abrigo (imagem brutal) e notar que as manifestações de carinho são tão normais que até passam despercebidas - mas não é a única razão pela qual é uma cidade maravilhosa!

    Onde estou - Aveiro - apesar da larga comunidade lgbt nunca vi uma manifestação de carinho na rua, nem de um estrangeiro! Em contrapartida já vivi no algarve e lá é muito comum, talvez pela quantidade de estrangeiros provenientes de locais mais liberais.

     ;D
      "Aime-moi moins, mais aime-moi longtemps".

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      #2

      Offline AcE

      • ****
      • Membro Sénior
      • Género: Masculino
      eu para o estrangeiro só fui uma vez tinha 15anos.
      já sabia o que era. não fiz o meu coming out por varios motivos: era uma espécie de viagem de finalistas (levava atras desde amig@s, pessoal que não podia ver à frente e pessoal que nem sequer conhecia e ainda também levava o meu padrasto) e nessa altura também me achava preparado para o fazer (assumi à primeira amiga faz um ano nos dias 20 e poukos d dezembro).
      eu acho que aí é que eu não ligava nada sobre o que os outros pensassem sobre mim, isto se fosse eu e pessoal que soube da minha bissexualidade, pois eu sou de uma terrinha dada à cusquice então tinha cuidado com o que dizia e onde dizia, mas agora que vim viver pa lisboa...ui...falo sobre o que quero, como quero, com quem quero e tb olho para quem quero (claro que não ando aos gritos a dizer que sou bi), acontece que uma amiga minha que sabe de tudo ela é que fica envergonhada por tar a falar nesse tipo d coisas.
      Agora acho que podem imaginar como reagiria se fosse para o estrangeiro.... ::)

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        #3

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        • Visitante

        ¡Hola!  [smiley=miudo.gif]

        Estou no sudeste de España =) aqui tem sido espectacular... la fiesta é todos os dias... tirando o dia de ontem que teve um temporal  >:(


        Já coheci pessoal de muitos países. Desde Itália, Polónia, França, República Checa, Alemanha, etc etc  ::)

        O meu "grupinho" de erasmus por aqui é constituído por 1 portuguesa, 3 italianas e 1 checo. Saímos muitas vezes juntos por isso é normal falarmos de coisas pessoais, dos namorados  ::) , das diferenças culturais entre outras coisas.

        Um dia estava a falar com a italiana e disse-lhe que estava cheio de saudades (tive de explicar o que era isso) do meu trenguinho =) em espanhol novio :P e foi na boa... ela tambem esteve a falar do seu namorado...

        Depois as outras já não lembro bem... mas penso que foi quando estavamos a almoçar numa das faculdades :P e nada de especial como se fosse a coisa mais natural :)

        Com o Checo já não lembro... mas agora somos os melhores amigos... :D eu penso que ele é hetero (mas tb nunca lhe perguntei) mas um rapaz 5 estrelas  :D e que como eu vai ficar aqui um ano estamos a construir uma boa amizade  :)

        Muitas outras pessoas aqui sabem... desde os meus colegas de piso... porque o meu trenguinho veio aqui comigo =) e sempre foi na boa. A senhora do carrefour (+ 50 anos) porque estive lá a imprimir uma foto em que estamos muito juntos e ela disse que faziamos um casal muito bonito  ::) e já não lembro... aqui penso que não tem problema... normalidade acima de tudo :D como deve ser....

        hasta luego  ;)

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          #4

          Offline Arms

          • *****
          • Membro Vintage
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            • Reflection
          Bom. Segundo a minha experiência pessoal... em Paris as pessoas estão-se a borrifar para a tua vida sexual. E ser beijado por um hetero na boca depois de se assumir para ele é uma coisa um bocado wierd... o.O'

          "How about THAT for unexpected reactions?"
            Se dependes unicamente dos outros para seres feliz prepara-te para ficares desiludido.
            Instead of telling people to plan ahead, we should tell them to plan to be surprised.

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            #5

            Offline Delft

            • ****
            • Membro Sénior
            • Género: Masculino
            Bom. Segundo a minha experiência pessoal... em Paris as pessoas estão-se a borrifar para a tua vida sexual. E ser beijado por um hetero na boca depois de se assumir para ele é uma coisa um bocado wierd... o.O'

            "How about THAT for unexpected reactions?"

            Paris é bem diferente... lembro-me de estranhar imenso (na altura, e não foi assim há tanto tempo, sabia lá que não era hetero) a quantidade de vezes que via casais gays na rua de mão dada, nas esplanadas, nos bancos de jardim, etc.. Era algo que nunca tinha visto (nem de longe) em Lisboa, e pareceu-me muito weird.
            Mas nem tudo eram rosas, lembro-me de ver um casal de namorados que estava de mãos dadas a levar um empurrão enorme que os fez cair ao chão nos Campos Elíseos... e ponho as mãos no fogo em como foi um ataque homofóbico (dois gajos de mãos dadas em frente à loja da Louis Vuitton, it doesn't get gayer than this  ;D )

            Também me lembro de pensar no quão desgraçadinhas deviam ser aquelas mulheres lindas e bem vestidas que eu por lá via... é que numa cidade com tantos gays uma mulher hetero não arranja marido com facilidade, de certeza. Mas pronto, ao menos têm sempre alguém para ir às compras  :P

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              #6

              Offline alquimista

              • ****
              • Membro Sénior
              • Género: Masculino
              muito se fala na nossa visinha espanha por ser "tão à frente". eles realmente construiram o país em que vivem relativamente a estas questões  :)
              tenho uns amigos que foram viver para uma pequena cidade espanhola pq arranjaram lá trabalho. ainda não os fui visitar por falta da ocasião certa.
              o engraçado da história é que mal chegaram lá, das primeiras coisas que me disseram foi "J, aqui podes vir na boa passar uma bela temporada com o teu namorado que se vêm imensas raparigas e rapazes de mãos dadas" (rapariga-rapariga/rapaz-rapaz). pouco tempo depois tornaram-se "habitués" de espaços lgbt porque têm no grupo de amigos bastantes lgbt's  lol
              cá nunca quizeram ir a discotecas lgbt's, lá, nessa cidade, dizem que as pessoas fazem pouca distinção e que acabam por se misturar  :)
                "o passado é apenas um sonho; o futuro, uma visão. mas o presente bem vivido torna todo o passado um sonho de felicidade, e o futuro, uma visão de esperança. por isso, presta atenção ao dia de hoje."
                (provérbio indiano)

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                #7

                Offline chromeo

                • *
                • Novo Membro
                estou neste momento na alemanha, e o que posso dizer é que o problema continua a ser inteiramente meu no que toca a hipotéticos coming-outs - o que acaba por ser um bocado idiota, já que aqui a homossexualidade é muitíssimo bem aceite (e até desejável se acontecer vivermos dentro ou perto das áreas metropolitanas de berlim ou de colónia, como é o meu caso). lido com a minha homossexualidade da mesma maneira como lidava em portugal, ou seja, com as paranóias e relutâncias do costume. bom, talvez cada vez mais livremente, é certo. mas, no meu caso, o cenário mudou e eu continuei o mesmo, malgré tout. caraças.

                de qualquer das maneiras: a vida homossexual na alemanha não gira à volta de guetizações - todas as universidades têm organizações schwul & lesbien, discotecas que à partida pareceriam 100% straight têm noites de temática abertamente - no sentido de amplamente publicitadas como tal - lgbt (imaginem o loft ou outro espaço qualquer ter a ousadia de o fazer!), casais andam naturalmente de mãos dadas na rua - em suma: o ambiente é muito menos sufocante do que em lisboa, onde ainda se mistifica um bocado a homossexualidade e a vivência homossexual mesmo entre os próprios homossexuais. é óbvio que o lobby é enorme, mas é mais - digamos, honesto, menos sujo, menos underground.

                e adoro - adoro - andar por colónia e ver néons de GAY SEX SHOP NASTY MOVIES 3 EUROS a coexistirem com padarias tipo Kamps ou ouvir amigos meus a comentarem naturalmente como foram os fds em casa da tia e da sua respectiva mulher. sinto-me normal. pelo menos um bocadinho menos estranho, vá.
                « Última modificação: 3 de Janeiro de 2009 por chromeo »

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                  #8

                  Offline Gui303

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                  • Género: Masculino
                  Paris é de facto muitissimo open minded, mais até que Londres na minha opinião. Vi inumeros casais do mesmo sexo de mãos dadas, aos beijos etc em jardins, ruas e museus. Vi muitos mais em 5 dias em Paris do que na minha vida toda em Portugal. E depois claro, quando passei no Marrais (zona gay por excelencia) não se via outra coisa.

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                    #9

                    Offline A350

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                    • Género: Masculino
                    Estive por duas vezes na Alemanha, e de todos os paises europeus que já visitei, foi onde me pareceu que a homossexualidade fosse melhor aceite!
                    tanto em munique como em colónia, beijos e casais de maos dadas em plena rua eram tão naturais como entre dois hetero... naquela altura, tinha eu 13/14, (e sim ja sabia que era gay, apesar de ainda nao o ter assumido para mim mesmo)! no entanto não posso deixar de admitir que tudo aquilo me pareceu um pouco estranho :-\

                    Assumir a nossa orientação sexual no estrangeiro será, na minha opinião, muito mais fácil. Primeiro porque a maioria dos países por essa Europa fora, são muito mais evoluidos nesse aspecto do que aqui... e segundo porque ninguém nos conhece, logo será muito mais facil assumirmos algo que para nós é naturalissimo, mas que aqui era completamante impossivel, pois o falatório e a cusquice entrava logo em acção

                    Enfim, um dia talvez isto mude :)
                      Os olhos da nossa memória vêem melhor que os nossos

                      Ser LGBT no estrangeiro
                      #10

                      Offline τοRoyalSizeΚΞ

                      • *****
                      • Orador(a)
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                      • Género: Masculino
                      (...)

                      Assumir a nossa orientação sexual no estrangeiro será, na minha opinião, muito mais fácil. Primeiro porque a maioria dos países por essa Europa fora, são muito mais evoluidos nesse aspecto do que aqui... e segundo porque ninguém nos conhece, logo será muito mais facil assumirmos algo que para nós é naturalissimo, mas que aqui era completamante impossivel, pois o falatório e a cusquice entrava logo em acção

                      Enfim, um dia talvez isto mude :)

                      Nem por isso, seguramente referes-te à Europa do Norte e Ocidental (Escandinávia, Germânicos, Francófonos e Anglófonos?), mas e que tal a Europa mediterrânica e de leste? Not really, imagina a Grécia por exemplo, um país um pouco como Portugal, onde o moderno convive ainda com o tradicional, que faz parte da União Europeia, berço de uma cultura clássica e destinos gay tão falados e no entanto permanece como um dos únicos países europeus onde os homossexuais não são permitidos nas forças armadas. Ou a Ucrânia por exemplo, uma colega minha ucraniana de faculdade disse-me uma vez "Na minha terra não há disso, matam logo!" :-\ óbvio que ela se referia a qualquer tipo de manifestações gay.

                      Seguramente poderás expressar-te livremente nos locais mais conhecidos do público gay, como Míconos ou Lesbos, ou no bairro gay de Atenas...mas será que no centro de Atenas a coisa se mantém? Quer por gregos, quer por estrangeiros? :P ;)

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                        #11

                        Offline A350

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                        • Membro Ultra
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                        Nem por isso, seguramente referes-te à Europa do Norte e Ocidental (Escandinávia, Germânicos, Francófonos e Anglófonos?), mas e que tal a Europa mediterrânica e de leste? (...)

                        Sim, de facto expressei-me mal, mas estava a referir-me a esses países... até porque não conheço bem a realidade dos outros que falaste! Mas com certeza, a maioria dos paises ainda continua preso aos costumes, e estas situações, parece-me, estarem ainda um pouco longe se serem aceites normalmente...  :-\
                          Os olhos da nossa memória vêem melhor que os nossos

                          Ser LGBT no estrangeiro
                          #12

                          Offline τοRoyalSizeΚΞ

                          • *****
                          • Orador(a)
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                          Nem por isso, seguramente referes-te à Europa do Norte e Ocidental (Escandinávia, Germânicos, Francófonos e Anglófonos?), mas e que tal a Europa mediterrânica e de leste? (...)
                          Sim, de facto expressei-me mal, mas estava a referir-me a esses países... até porque não conheço bem a realidade dos outros que falaste! Mas com certeza, a maioria dos paises ainda continua preso aos costumes, e estas situações, parece-me, estarem ainda um pouco longe se serem aceites normalmente...  :-\

                          Mas cada vez menos longe ;) All will end well  :)

                            Ser LGBT no estrangeiro
                            #13

                            Kiko20

                            • Visitante
                            De facto, a abordagem da homossexualidade varia de país para país dentro do nosso Velho Continente.

                            Na Austria, em Itália, em Portugal, na Polónia ou na Grécia a homossexualidade ainda é mal aceite pela sociedade. Na Polónia, na Aústria e em Itália tal deve-se em parte à grande influência da Igreja Católica. Na Europa de Leste, de uma forma geral, a não aceitação da homossexualidade deve-se ao Comunismo.

                            Na França, na Alemanha, no Benelux, na Escandinávia, na Espanha e no Reino Unido a homossexualidade já é mais aceite, especialmente nos meios urbanos.

                            Penso que na República Checa também já é bem aceite, ou estou enganado?

                            E já agora, como são as coisas na Irlanda?

                              Ser LGBT no estrangeiro
                              #14

                              Offline τοRoyalSizeΚΞ

                              • *****
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                              (...)
                              Penso que na República Checa também já é bem aceite, ou estou enganado?
                              (...)

                              Depende daquilo a que te referes. Quanto à sociedade ou quanto a direitos políticos?

                              Há um ano estive um mês a estudar numa cidade pequena da República Checa, nos arredores de Praga. É conhecida por ser uma cidade de estudantes (entre outras coisas), e nesse período de tempo que lá estive assisti uma vez a um passeio de um casal de raparigas, não notei qualquer hostilidade por parte das poucas pessoas que se encontravam no local na altura, nem sequer comentários, foi pura indiferença :) Nessa cidade há também uma praça principal com, supostamente, um bar/restaurante LGBT onde íamos de vez em quando. Nunca lá houve problemas e era de conhecimento geral, assim como a discoteca mais próxima julgo ser LGBT-friendly.
                              Confesso que quando me apercebi da normalidade de todas estas coisas fiquei um pouco admirado :)

                              Em Praga nunca vi casais de pessoas do mesmo sexo de mãos dadas na rua, e desconheço locais LGBT na mesma.

                              Presumo que a população seja um pouco como a portuguesa, diferente de meios pequenos para meios mais urbanos, diferente de camadas jovens para camadas mais idosas, diferente de pessoas religiosas para pessoas menos religiosas. E provavelmente existe algum receio por parte dos LGBT em manifestarem-se em locais mais populosos, como é o centro de Praga, que transborda de estrangeiros provavelmente em qualquer altura do ano.

                              Quanto a questões políticas, acho que o caminho está a ser aberto e há vários assuntos em discussão, tal como cá.

                              Quando lá estive não me assumi a ninguém, mas também não senti qualquer tipo de discriminação direccionada aos LGBT em geral por parte dos meus amigos, de qualquer nacionalidade, mas não estava assim tão preocupado. Com efeito, este ano encontrei-me de novo com eles, referi-lhes a minha homossexualidade (porque numa conversa interessantíssima o assunto veio à baila ::) Lol) e foi tudo na boa...também, estava a falar com amigas francesas :P ;D

                              Eu diria que a República Checa é um país bastante aberto no grupo dos países eslavos e de Leste, mas a minha experiência carece de mais informação ;)

                                Ser LGBT no estrangeiro
                                #15

                                Kiko20

                                • Visitante
                                Na Républica Checa uma grande parte da população é ateia, penso que  40 %. Não sei até que ponto isso pode alterar a abordagem da sociedade em geral sobre os LGBT. Que é a tua opinião?

                                  Ser LGBT no estrangeiro
                                  #16

                                  Offline Symphonic

                                  • *****
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                                  • "Does your mother know that you're out?"
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                                  Na Républica Checa uma grande parte da população é ateia, penso que  40 %. Não sei até que ponto isso pode alterar a abordagem da sociedade em geral sobre os LGBT. Que é a tua opinião?

                                  Na República Checa mais de metade da população é favorável aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo :)

                                  Acho que é único país do leste onde isso acontece...

                                    Ser LGBT no estrangeiro
                                    #17

                                    Kiko20

                                    • Visitante
                                    Um país que em apenas pouquíssimas décadas sofreu uma evolução extraordinária foi a Espanha, de país fascista, conservador e católico extremista a um dos poucos países em que os gays podem casar e adoptar e uma das sociedades mais abertas à homossexualidade na Europa.

                                      Ser LGBT no estrangeiro
                                      #18

                                      Offline τοRoyalSizeΚΞ

                                      • *****
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                                      Na Républica Checa uma grande parte da população é ateia, penso que  40 %. Não sei até que ponto isso pode alterar a abordagem da sociedade em geral sobre os LGBT. Que é a tua opinião?

                                      Não sei se mũito. Em Portugal apesar da esmagadora maioria ser da ICAR, metade da população não é praticante. Mas será interessante ver até que ponto os costumes e tradicionalismos de uma cultura religiosa influenciam as pessoas que nem ligam à religião.

                                        Ser LGBT no estrangeiro
                                        #19

                                        Offline Symphonic

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                                        Na Républica Checa uma grande parte da população é ateia, penso que  40 %. Não sei até que ponto isso pode alterar a abordagem da sociedade em geral sobre os LGBT. Que é a tua opinião?

                                        Não sei se mũito. Em Portugal apesar da esmagadora maioria ser da ICAR, metade da população não é praticante. Mas será interessante ver até que ponto os costumes e tradicionalismos de uma cultura religiosa influenciam as pessoas que nem ligam à religião.

                                        Sim, concordo, porque em Portugal, por ex., a maioria da população está-se a marimbar para o que a igreja diz sobre tudo o que tenha a ver com sexo.
                                        Parece-me que no nosso caso a homofobia é uma coisa mais sócio-cultural do que religiosa.
                                        (Como é o caso da Espanha, que é mais religiosa e, no entanto, muito menos homofóbica do que Portugal.)

                                           

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